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A primeira fábrica de chocolate fino com produção de cacau oriunda da agricultura familiar, instalada em Ibicaraí, enfrenta dificuldades na largada. Seis meses depois de inaugurada, a Bahia Cacau enfrenta disputa entre membros da cooperativa responsável pela gestão do negócio, a Cooafba.
A fábrica foi inaugurada em dezembro passado e tinha previsão de produzir até 600 quilos de chocolate ao dia com concentração de 52% a 70% de cacau. Os governos local e estadual interferem para solucionar o impasse interno.

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Sales fecha negócio com importadores chineses

A Bahia iniciará a exportação de produtos da agricultura familiar para a China. Nesta quarta-feira, 26, o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, encontrou-se em Pequim com empresários chineses  para acertar os detalhes da relação comercial.

Entre os itens que serão vendidos para a China, estão os chocolates finos produzidos na recém-inaugurada fábrica de Ibicaraí e da fábrica Amma, de Salvador. A pauta inclui ainda a cachaça de Abaíra, geleias e frutas conservadas dos municípios de Canudos, Uauá e Curaçá, e polpas de frutas produzidas em Feira de Santana pela Brasfrut.

Segundo Sales, esta encomenda inicial terá um volume reduzido e é uma espécie de projeto-piloto. “O interesse pelos produtos da nossa agricultura familiar é crescente e, em breve, pedidos maiores serão feitos”, aposta.

Para incentivar as exportações, a Bahia estará presente este ano em feiras de negócio na China. Em abril, acontece a Semana Gastronômica da Bahia em Pequim, evento para o qual será convidada a presidenta Dilma Rousseff.

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produzido na fase de testes da fábrica.

Ibicaraí inaugura neste sábado, 18, às 9h30min, a primeira fábrica de chocolate fino oriundo da agricultura familiar no país. O pesquisador Raimundo Mororó trabalhou desde o início da formulação do conceito da indústria que terá capacidade para produzir cerca de 600 quilos diários de chocolate.
Mororó diz que o mercado para este tipo de produto tem de ser construído. Um dos primeiros passos, a marca, já foi definida: Bahia Cacau. Uma agência de propaganda desenvolverá as ações de marketing para o produto. A indústria tocada por agricultores familiares semeia um novo conceito de sustentabilidade para o negócio cacau no sul da Bahia, segundo Mororó.
O novo conceito pode ser traduzido em números, cifras. O cacauicultor recebe, na média, R$ 5,33 pelo quilo de amêndoas comercializado. Já o quilo do chocolate produzido na indústria em Ibicaraí sairá por volta de R$ 40,00. O produtor que vende o cacau à nova indústria também terá participação nos lucros do negócio chocolate.
E o cacauicultor ganha antes mesmo da amêndoa virar chocolate, pois o cacau processado na indústria ibicaraiense será selecionado e orgânico. O produtor receberá, pelo quilo, em torno de 40% a mais do que o valor pago pelo mercado, que não aceita diferenciar a amêndoa comum da selecionada.
A fábrica será inaugurada pelo governador Jaques Wagner, o prefeito de Ibicaraí, Lenildo Santana, e dirigentes da cooperativa de agricultores familiares que administrará o negócio, além do secretário Edmon Lucas, do Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir).