Agricultores baianos garantem certificação da Faculdade VP || Foto Caroline Meira/CAR
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A agricultura familiar da Bahia celebrou um marco de reconhecimento de qualidade durante o Congresso Internacional de Nutrição Funcional, nesta quinta-feira (18), em São Paulo. Produtos de cooperativas baianas receberam o Selo VP, certificação concedida pela Faculdade VP, referência mundial em nutrição funcional.

O selo atesta a qualidade, a segurança e o valor nutricional de alimentos produzidos por famílias agricultoras, reforçando a credibilidade desses produtos junto a nutricionistas, consumidores e redes de comercialização. Foram certificados: flocão de milho da Cooperativa agropecuária Mista Regional de Irecê (Copirecê), o suco de uva da Cooperativa Agroindustrial Vale do Paraíso (Cooperparaíso), as barrinhas de cereais da Cooperativa Agroindustrial de Produtores de Frutas de Itaberaba (Coopaita) e o mix de castanhas da Cooperativa da Cajucultura Familiar do Nordeste da Bahia (Cooperacaju).

Para a nutricionista e diretora da VP Centro de Nutrição, Valéria Paschoal, a certificação é um divisor de águas para os alimentos da agricultura familiar. “O Selo VP é muito mais do que um símbolo de qualidade, ele é uma chancela que mostra ao mundo que a agricultura familiar é capaz de entregar alimentos saudáveis, nutritivos e sustentáveis, produzidos com cuidado e responsabilidade”.

De acordo com o Governo da Bahia, a conquista é fruto de um esforço coletivo que envolve o trabalho das cooperativas e o apoio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A CAR atua desde a base produtiva até a estruturação da agroindústria e da comercialização, além de possibilitar a presença das cooperativas em grandes eventos como o Congresso de Nutrição Funcional.

ESTANDE

A Bahia marca presença no evento com o estande “Agricultura Familiar da Bahia: Saudável por Natureza”. O evento segue até o dia 20 de setembro como uma vitrine de sabores, saberes e diversidade cultural, aproximando o público de alimentos que unem inovação, tradição e sustentabilidade.

Layandes, da Cooperast, e o deputado Rosemberg Pinto || Foto Divulgação
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A direção da Cooperast e o deputado estadual e líder do Governo Jerônimo Rodrigues na Assembleia Legislativa, Rosemberg Pinto (PT), avaliaram os esforços por mais investimentos para fortalecer a agricultura familiar na Bahia. Marcelo Layandes, da Cooperast, e o parlamentar tiveram encontro, neste final de semana, em Ilhéus.

Durante a agenda, o parlamentar ressaltou a relevância da atuação da Cooperast, que presta serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) a agricultores familiares e comunidades locais nos territórios Litoral Sul e Médio Sudoeste. Segundo Rosemberg, o fortalecimento da agricultura familiar é essencial para o desenvolvimento regional e para a segurança alimentar do estado.

O presidente da Cooperast, Marcelo Layandes, destacou a importância do apoio recebido do mandato do líder do Governo Jerônimo. “O deputado Rosemberg tem feito um trabalho digno de elogios. Sua parceria tem contribuído diretamente para o avanço da agricultura familiar em diversas regiões do estado”, disse.

O apoio, reforça Layandes, é assentado na aggricultura familiar como eixo estratégico de desenvolvimento sustentável, geração de emprego e fortalecimento da economia local.

Os contratos foram assinados durante a Expo Cacau em Ilhéus|| Foto Nadson Carvalho / Sucom
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Um grupo de pequenos agricultores de Ilhéus terá acesso a uma linha de crédito para investimento na produção de cacau. O total de R$ 1,2 milhão será liberado por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e contempla 24 famílias do município do sul da Bahia.

A liberação dos recursos para melhorar a cadeia produtiva foi anunciada pelo Banco do Brasil durante a ExpoCacau 2025, que reuniu cerca de cinco mil participantes no Centro de Convenções. O evento reuniu produtores, pesquisadores, empresas, instituições públicas e privadas, além de representantes internacionais, em um ambiente voltado à inovação, sustentabilidade e geração de negócios.

Os pequenos agricultores familiares já assinaram os contratos de financiamento. Destinado a assentados, quilombolas, indígenas e extrativistas enquadrados no Pronaf A, o recurso possibilita que cada família receba até R$ 52 mil para investir na produção de cacau e fortalecer a renda no campo.

“Não se trata apenas de crédito, mas de uma oportunidade de ampliar a produtividade, modernizar equipamentos e gerar renda de forma sustentável. Iniciativas como essa fortalecem a vida no campo e a economia local”, afirmou o secretário Municipal de Agricultura e Pesca, Milton Andrade.

Agricultores já sentem impactos positivos de assistência a sistemas produtivos || Foto Andressa do Rosário/Instituto EcoBahia
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Mariana Ferreira

A vida de 34.937 famílias agricultoras baianas está passando por mudanças significativas após a chegada da ATER Biomas da Bahia em seus lares e comunidades. A chamada pública da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), está levando mais sustentabilidade aos biomas baianos e integrando o saber das famílias do campo com o conhecimento técnico das equipes da Bahiater, fortalecendo os mais diversos sistemas produtivos presentes na Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.

“Meus sonhos não são pequenos, são grandes. E vendo a Bahiater, o Instituto Ecobahia aqui, a gente tem uma luz, a gente sabe que algo está sendo feito, foi uma luz no fim do túnel, muito boa, algo diferente que a gente não tinha. Esse apoio do projeto, essa caminhada que vocês fazem… Aqui eu produzo silagem, alimentos, capim para minhas vacas, feijão sempre tenho, aipim sempre tenho, coco, laranja… tem tudo para consumo e ainda vendo silagem para meus vizinhos. Então eu consigo movimentar na minha área coisa que grandes não conseguem”, contou o agricultor familiar Jair Vieira, da Comunidade Arara, em Teixeira de Freitas. Jair e sua família são beneficiários da ATER Biomas da Bahia.

Lanns avalia dados parciais e fala em transversalização para melhores resultados || Foto Rafael Barreto/CAR

A política pública completou dois anos e meio de execução e seus resultados parciais foram apresentados nesta segunda-feira (24) para um público composto por agricultores familiares, indígenas, povos e comunidades tradicionais e setores do Governo do Estado. “A Bahiater está trazendo os resultados parciais para que possamos transversalizar, trazendo os dados todos geolocalizados. Um momento de muita troca, com várias Secretarias de Estado, para levarmos mais e melhores políticas públicas, ações e projetos para toda nossa agricultura, todo nosso rural baiano”, destacou o titular da Bahiater, Lanns Almeida.

“Um trabalho de excelência que está sendo feito pela Bahiater, que é fundamental para a inserção das políticas públicas na agricultura familiar. Dados e números extremamente importantes para o Governo do Estado, que tem cuidado dessa pauta com tanto carinho, com a Bahiater cada vez mais forte, produzindo riqueza e gerando renda na agricultura familiar”, refletiu o assessor especial do Governo da Bahia, Rosival Leite.

AVANÇOS

A cobertura territorial da chamada já chega a 274 municípios, alcançando etnias e comunidades diversas, promovendo inclusão e diversidade com ações individuais e coletivas para potencializar as cadeias produtivas, gerar renda e fortalecer as unidades familiares. Em relação à equidade de gênero, 56% das atividades contam com a participação de mulheres, incentivando seu maior envolvimento na agricultura familiar.

Além da ampliação do acesso à assistência técnica, à melhoria na produção e à comercialização, a política pública tem impacto social direto no desenvolvimento das comunidades rurais, alcançando cerca de seis mil crianças e adolescentes, 11 mil jovens, 40 mil adultos e 12 mil idosos. Os números são sistematizados por meio de ferramentas como o Power BI, SIGATER e Coletum, garantindo maior precisão, controle, transparência e organização das atividades.

PRÓXIMOS PASSOS

Até 2027, serão ao todo 35.640 grupos familiares acompanhados somente pela ATER Biomas da Bahia nos 27 territórios de identidade do estado, com investimentos de R$ 223.618.655,00, aplicados em ações estratégicas para o desenvolvimento local e conservação dos biomas. Durante o processo, novas práticas sustentáveis serão fomentadas pela política pública, com monitoramento e melhoria dos serviços e expansão da cobertura à agricultura familiar baiana.

“Foram apresentados dados extremamente importantes dos resultados já alcançados pelo edital. Vem avançado, e a gente percebeu a integração desse movimento, da assistência técnica e a agricultura familiar, e ações conjuntas, como cultura, saúde e meio ambiente. Muito bom ter a certeza de que a SDR está no caminho certo, numa ação integrada, com a CAR e a Bahiater atuando juntas pelo fortalecimento da agricultura familiar”, finalizou a diretora executiva do Projeto Parceiros da Mata, apoiado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Cida Oliva.

Secretário Osni Cardoso ressalta compromisso do Governo Jerônimo com a agricultura familiar || Foto Ítalo Oliveira/SDR
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A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) publicou três editais para fortalecer agricultura familiar e promover a sustentabilidade na Bahia. São eles: Sementes, Vem pra Feira e Candeeiros da Caatinga. As chamadas públicas, disponíveis até 6 de dezembro no site www.sdr.ba.gov.br, contam com investimento de R$ 20 milhões e têm como meta beneficiar cerca de 30 mil famílias em todos os Territórios de Identidade baianos.

O edital Sementes propõe a reintrodução de cultivos de milho, feijão e vigna crioulas e não transgênicas, além de oferecer atividades formativas e distribuir sementes para apoiar os bancos comunitários de sementes. Já o Vem pra Feira busca apoiar e expandir as feiras da agricultura familiar no interior do estado, contribuindo para o escoamento da produção e fortalecimento das economias locais.

O terceiro edital, Candeeiros da Caatinga, tem como foco a preservação e recuperação do bioma Caatinga. Por meio do recaatingamento com mudas frutíferas, essências florestais e forrageiras nativas ou adaptadas à região, a iniciativa pretende articular redes de apoio para promover a educação ambiental, geração de renda e desenvolvimento sustentável.

Para se inscrever, é preciso entregar as propostas na sede da SDR, localizada na Avenida Luís Viana Filho, 2ª Avenida, nº 250, Centro Administrativo da Bahia (CAB), CEP 41.745.003, em Salvador, das 8h30min às 17h30min, até o próximo dia 2 de dezembro; ou ainda por postagem (Sedex ou Carta Registrada) com Aviso de Recebimento (AR).

“COMPROMISSO”

O secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia, Osni Cardoso, afirma que a força da agricultura familiar baiana é potente e estratégica para o combate à fome, a geração de renda e a autonomia das famílias do campo. “Com esses três novos editais, o Governo reafirma seu compromisso com uma política essencial para o desenvolvimento sustentável e a segurança alimentar”, acrescentou.

Bahia retoma liderança na produção de cacau, segundo IBGE || Foto André Frutuôso/CAR
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A agricultura familiar foi o grande motor por trás do retorno da Bahia à liderança nacional na produção de cacau, superando o estado do Pará, com uma produção, em 2023, de 139.011 das 296.145 toneladas de amêndoas produzidas no Brasil no último ano, segundo a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), feita pelo IBGE. Ultrapassado por pequena margem pela Bahia, o Pará produziu 138.471 toneladas no ano passado.

O segmento da agricultura familiar responde por 80% dos estabelecimentos rurais dedicados ao cultivo do cacau na Bahia. Para o diretor presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro, esse avanço  foi impulsionado por mais de R$ 100 milhões em investimentos do Governo do Estado, aliado a intervenções estratégicas.

– A Bahia se destaca na produção de cacau, e isso é fruto de um entendimento da nova realidade fundiária, em que 80% dos estabelecimentos rurais pertencem à agricultura familiar. Investir nesse setor trouxe um novo cenário para a Bahia, ampliando a produção, a produtividade e a qualidade do cacau – afirmou Jeandro.

CACAU +

Uma das iniciativas que têm sido fundamentais nesse processo, aponta, é o Cacau +, implantado no baixo-sul da Bahia. Executada pela CAR, em parceria com o consórcio público Ciapra, elevou a renda de mais de 2.400 agricultores familiares. O reconhecimento internacional dessa ação ocorreu no evento Partnership Meeting 2024, da World Cocoa Foundation, evento onde a iniciativa foi apresentada como um exemplo de sucesso de colaboração entre setor público e privado.

Além do Cacau +, o estado investiu fortemente em cooperativas como as que trazem as marcas Bahia Cacau e Natucoa, impulsionando a produção e comercialização de chocolates produzidos por agricultores familiares. A Bahia Cacau, da Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), por exemplo, inaugurou recentemente sua terceira loja, desta vez, em Vitória da Conquista, fortalecendo ainda mais a presença dos chocolates baianos no mercado. Já a Natucoa, da Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), destaca-se pela produção de chocolates veganos e de alta qualidade produzido na agroindústria que foi totalmente equipada pela CAR.

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Lanns Almeida, engenheiro agrônomo e superintendente da Bahiater || Foto Divulgação
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O nosso trabalho, meu e de toda a minha equipe, é pela altivez dessa gente que planta e que colhe. A nós, não importa o tamanho de suas terras ou quanto produzem, porque nós entendemos que cada cultivo é valioso, alimenta e mata a fome.

 

Lanns

Não posso começar esse texto sem falar do principal, que é da nossa gente: somos mais de 14 milhões de baianos, possuímos uma vasta extensão territorial e, por isso quatro grandes biomas: cerrado, caatinga, mata atlântica e todo o bioma marinho. A Bahia é um estado gigantesco, rico em diversidade e perseverança, sobretudo do homem e da mulher do meio rural.

À frente da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), o nosso trabalho, meu e de toda a minha equipe, é pela altivez dessa gente que planta e que colhe. A nós, não importa o tamanho de suas terras ou quanto produzem, porque nós entendemos que cada cultivo é valioso, alimenta e mata a fome.

Nas andanças por dentro de cada cidade e meio rural do nosso estado, volto para casa entusiasmado para fomentar ainda mais, e conto com um Governador que empurra, que manda fazer, que cobra e acompanha resultados. O Fundo Estadual de Combate à Pobreza, por exemplo, bateu recorde de aplicação em 2023, destinado a ações de combate à fome e à insegurança alimentar, saneamento básico e moradia, no qual atuamos com agricultores familiares.

Não me canso de repetir uma frase de Paulo Freire que diz que “a cabeça pensa onde os pés pisam”, e também não me canso de ir pessoalmente a cada território do nosso estado. A nossa principal missão é honrar a dignidade do homem e da mulher do campo. Avancemos!

Lanns Almeida é engenheiro agrônomo e superintendente da Bahiater.

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Deixo aqui o meu singelo conselho: se você nunca foi a uma Agrovila ou não sabe exatamente como se dão as políticas públicas voltadas para a agricultura familiar, permita-se conhecer um pouquinho só, e nunca mais a sua visão de mundo será a mesma!

 

Lanns

No início da gestão do governador Jerônimo, ele disse uma frase que trago como um lema de vida: “precisamos levar as políticas públicas a quem mais precisa”, se referindo às ações da Bahiater e a todos os desdobramentos positivos que a Extensão Rural leva para a vida das pessoas.

Como a missão dada é missão cumprida, vivo nas minhas andanças por cada município do nosso Estado, principalmente no meio rural de cada região, verificando ações, perguntando o que mudou, se já mudou de verdade e como podemos fazer ainda mais.

Neste mês de agosto, por exemplo, visitei a Agrovila 16, no município de Carinhanha, um grande exemplo: ela abriga um projeto que libertou, inicialmente, 22 mulheres (hoje 30) agricultoras familiares da fome, da escassez, da sensação de impotência e até da depressão. Experiências contadas por elas mesmas na minha visita. Um trabalho que está transformando as mulheres que viviam sem expectativas em agricultoras com formação e bem remuneradas, com hortas, galinheiros estruturados, classificadora de ovos e assistidas por políticas públicas como o PAA e o PNAE.

Lanss durante visita a agrovila || Foto Divulgação

Ver aquilo tudo de perto e escutar, além das histórias de superação pessoal e familiar, que as verduras e hortaliças plantadas, cultivadas e colhidas por elas – e as centenas de ovos que saem dali – são adquiridas pela própria gestão municipal e chegam a à mesas baianas com dignidade, me anima ainda mais.

Deixo aqui o meu singelo conselho: se você nunca foi a uma Agrovila ou não sabe exatamente como se dão as políticas públicas voltadas para a agricultura familiar, permita-se conhecer um pouquinho só, e nunca mais a sua visão de mundo será a mesma!

Lanns é engenheiro agrônomo e superintendente da Bahiater

Investimentos foram anunciados em evento em Salvador || Foto Fernando Vivas
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O Governo da Bahia anunciou investimento de US$ 300 milhões, equivalente a R$ 1,5 bilhão, em dois projetos para a agricultura familiar, o Parceiros da Mata e o Bahia que Produz e Alimenta. A gestão divulgou o aporte durante a celebração dos 40 anos da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), nesta terça-feira (2), na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB).

O presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, afirmou que o projeto Parceiros da Mata vai atuar na promoção dos sistemas produtivos sustentáveis e na proteção e recuperação ambiental. O investimento, assegurou, dará mais qualidade de vida a cerca de 100 mil famílias de comunidades rurais dos Territórios de Identidade do Baixo Sul, Litoral Sul e Vale do Jiquiriçá, do Bioma da Mata Atlântica da Bahia. “Serão investidos R$ 750 milhões pelos próximos seis anos, beneficiando 61 municípios desses territórios”, acrescentou.

Para o projeto Bahia que Produz e Alimenta, os investimentos serão para melhorias na produção, gestão e integração das organizações produtivas aos mercados; e ampliação do acesso à água e ao saneamento básico. A meta é atender e incrementar a receita bruta de 600 organizações produtivas da agricultura familiar e 30 mil beneficiários diretos.

O presidente da Cooperativa de Produtores Rurais (Coopatan), Juscelino Macedo, que reúne 366 associados, disse que os investimentos devem aumentar a produtividade da mandioca e a renda média do produtor. “Nossa expectativa com esses projetos é aumentar a produtividade e a renda do produtor, aumentar o número de assistidos, bem como a renda média do cooperado, dando mais dignidade ao homem do campo”, explicou.

Distribuição de mudas beneficia agricultores familiares de Itacaré
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Agricultores familiares de Itacaré foram beneficiados com a distribuição, pela Secretaria Municipal de Agricultura, de 10 mil mudas de cacau estaqueado. A distribuição, feita pela Prefeitura, integra parceria firmada pelo município com Governo do Estado, via Superintendência da Agricultura Familiar e Biofábrica da Bahia. Segundo o município, o objetivo é fortalecer a agricultura familiar e a geração de emprego e renda no campo.

A ação beneficia, segundo a Secretaria de Agricultura de Itacaré, cerca de 200 agricultores familiares do município cadastrados. O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, falou da importância da distribuição das mudas, que servirão para incrementar ainda a produção dos pequenos agricultores familiares, garantindo mais fonte de renda e uma melhor qualidade de vida no campo. As novas mudas, segundo o prefeito, fazem parte do trabalho de incentivo à agricultura familiar que vem sendo desenvolvido em todo o município.

O secretário de Agricultura e Pesca, Luís Fabiano Santana, adiantou que a Seagripesca criou um viveiro com 96 metros quadrados na sede da Secretaria, no distrito de Taboquinhas, para recepcionar mudas de cacau e diversas outras culturas e depois fazer as entregas aos agricultores familiares. “É importante essa parceria com a Biofábrica e a SDR, pois estamos criando novas alternativas de cultivo e diversificação, levando essas mudas para os agricultores, melhorando cada vez mais a produção”, complementou o secretário.

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Cooperativas da agricultura familiar do sul da Bahia, que atuam no segmento de chocolates, apostam no período de Páscoa para aquecer as vendas. Os chocolates são produzidos com o puro cacau, cultivado da forma agroflorestal conhecida como Cabruca, que maneja o cacau à sombra das árvores nativas da Mata Atlântica, sem prejudicar a preservação do bioma. Os empreendimentos contam com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com ações, desde a base de produção até o acesso ao mercado.

A Bahia Cacau, primeira fábrica da agricultura familiar do país, localizada no município de Ibicaraí, aposta na comercialização de ovos de Páscoa nos percentuais de 50% e 70% de teor de cacau, em embalagem de 200g. Além disso, a cooperativa oferece mix de chocolates que variam de 35% a 70% de cacau, distribuídos em barras de 20g e 80g. Completam a cesta de produtos o nibs, mel de cacau, licor de mel de cacau e o bombons de chocolate com frutas, a exemplo de abacaxi, licuri, umbu, café, banana e goiaba.

Ovos e chocolates da Bahia Cacau podem ser adquiridos na lojas da fábrica, em Ibicaraí, localizada na rodovia BR-415; na loja de Feira de Santana, no bairro SIM; e em Salvador, nas lojas do Centro de Economia Solidaria (Cesol), do Salvador Shopping e Salvador Norte Shopping. Os produtos estão disponíveis também para os consumidores da capital baiana na loja virtual www.escoarbrasil.com.br.

O diretor-presidente da Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), Osaná Crisóstomo Nascimento, destaca que pandemia do coronavírus tem um impacto nas vendas, mas que está otimista para a Páscoa: “Apesar da pandemia, vamos proporcionar aos nossos clientes a oportunidade de saborear um chocolate de qualidade, de origem, o melhor chocolate do Brasil. Para isso, além dos espaços físicos, estamos oferecendo o serviço delivery, com vendas on-line”.

Bahia Cacau aposta em chocolates com alto teor de cacau

NATUCOA

A Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), sediada em Ilhéus, conhecida pela fabricação de chocolates veganos, com a marca Natucoa, lançou os ovos de Páscoa artesanais, em embalagens de 320 a 330 gramas, trufado com geleia de mel de cacau, trufado com caramelo salgado e Licuri, e ovos com 70% cacau especial, com bombons.

A Natucoa comercializa chocolates de origem nas versões 56% 70% e 80% de cacau, 65% com Nibs, 70% com Licuri e 70% com Licuri caramelizado, além de uma linha de panetones e chocotones veganos.

Os produtos da Natucoa podem ser adquiridos nas lojas parceiras, loja de fábrica na sede da cooperativa, na rodovia Ilhéus-Itabuna, e por meio das redes sociais da cooperativa. Outra opção é a compra virtual, pelo site www.coophub.com.br, com entrega em Salvador e Região Metropolitana.Leia Mais

Estrada que liga Taboquinhas e comunidades rurais é recuperada em mutirão
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Neste final de semana, Prefeitura de Itacaré, comunidade e Câmara de Vereadores concluíram o trabalho de recuperação e encascalhamento da estrada que liga Taboquinhas, passando por Rua de Palha, até a região do São Benedito, no limite do município com Uruçuca. No total, foram cerca de 20 quilômetros dessa estrada recuperada, beneficiando diretamente centenas de famílias de pequenos agricultores.

O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, destacou que o objetivo é beneficiar cada vez mais localidades da zona rural do município. O vereador Renilson de Milton Ramos participou do mutirão e falou da alegria dos moradores com a recuperação da estrada.

Na semana passada, o município recuperou as estradas da Jacutinga e da Mata Velha, que, segundo a Prefeitura, recebeu cascalho pela primeira vez em sua história. De acordo com o prefeito Tonho de Anízio, é importante garantir a manutenção e a melhoria das estradas “para oferecer muito mais dignidade aos moradores do campo e aquecer a economia do município, principalmente da agricultura familiar, gerando mais empregos, renda e uma melhor qualidade de vida para o povo da zona rural”.

Agricultura familiar ganha mercado com novos produtos
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De olho em expandir mercado, cooperativas da agricultura familiar da Bahia vêm aumentando o leque de produtos a partir de parcerias com outras organizações produtivas. Este é o caso da Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), em Ilhéus, no sul do estado, conhecida pela fabricação de chocolates veganos, com a marca Natucoa, que acaba de lançar um café gourmet.

O café gourmet Natucoa é uma parceria com a Moreno Torradores, marca que integra os cafés da Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã (Coopiatã), no município de Piatã, na Chapada Diamantina.

O grão do Café Natucoa confere um sabor único, resultado de uma maturação mais lenta, feita na elevada altitude e no clima ameno de Piatã, que proporciona mais doçura ao café. A torra média traz notas de chocolate e caramelo. Os grãos são colhidos manualmente, torrados de forma artesanal, proveniente das mãos da agricultura familiar.

A presidente da Coopessba, Carine Assunção, afirma que cacau e chocolate têm tudo a ver juntos. “Trabalhamos com uma linha de chocolates veganos, mais intensos. É um público que, em sua maioria, consome um café de mais qualidade. Além disso, saborear um bom chocolate acompanhado de um café especial, com certeza proporciona um prazer único”, destaca.

CHOCOLATES VEGANOS
De olho em expandir mercado, cooperativas da agricultura familiar da Bahia vêm aumentando o leque de produtos a partir de parcerias com outras organizações produtivas. É o caso da Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), em Ilhéus, no sul do estado, conhecida pela fabricação de chocolates veganos, com a marca Natucoa, que acaba de lançar um café gourmet.

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Representantes da agricultura familiar e de instituições públicas e financeiras se reúnem, no próximo dia 11, para discutir crédito para a agricultura de Itacaré, no sul da Bahia. O encontro foi solicitado pelo presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), José Ferreira (Bubu).

A ideia é que, da reunião, participem representantes da CAR, Bahiater, Sindicato Rural, Colegiado Territorial, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Seagri, Sema, Setur, Secad e Procuradoria Jurídica do Município. Os produtores e Prefeitura de Itacaré querem discutir criação de mecanismos para ampliar as linhas de crédito para os agricultores, além da comercialização dos produtos da agricultura familiar.

Produtos da marca Bahia Cacau ganham mercado com versão premium
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O segmento comercial de chocolates especiais vem crescendo na Bahia desde o início de segundo semestre, mesmo com os impactos negativos da pandemia da covid-19 que afetam a economia mundial. A Bahia Cacau, fábrica de chocolate da agricultura familiar, localizada no Sul da Bahia, que conta com recursos do Projeto Bahia Produtiva, da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Governo do Estado (SDR), expandiu sua carteira de clientes de forma significativa.

A Coopfesba, que detém a marca Bahia Cacau e Natucoa, são importantes incentivadoras de acesso ao crédito rural através dos projetos que seus técnicos elaboram, além de incentivar a exploração extrativista ecologicamente sustentável na agricultura familiar”, destaca o secretário.

O sentimento de superação da pior fase da pandemia do coronavirus, amparado em dados de redução dos casos no Brasil, ajuda a alavancar a retomada da atividade econômica e especificamente das vendas e consumo de chocolate especial de origem.

“Temos recebidos encomendas de empresas da região da Chapada Diamantina, Recôncavo, Vale do Jiquririçá, Região Metropolitana de Salvador, sudoeste da Bahia, além dos Estados de São Paulo, Brasília, Brasília, Minas Gerais e Rio de Janeiro”, explica o diretor-presidente da Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), Osaná Crisóstomo . A cooperativa é responsável pela gestão da Bahia Cacau. Segundo ele, o crescimento nesse período foi de 20%.

Além de chocolates premium (com variações entre 35% e 70% de teor de cacau, variedades como o chocolate com pimenta, nibs e geleias, a Bahia Cacau lançou o Mel de Cacau, produto de altíssima qualidade e com grande potencial de mercado.

Crisóstomo diz ainda que os empreendimentos que mais compram os produtos Bahia Cacau para revenda do chocolate são supermercados, padarias, lojas de conveniências e de produtos naturais, restaurantes e delivery de alimentos. O dirigente completa: “os consumidores têm demandado por um produto de mais qualidade, saudável e que tenha na sua matriz a preservação dos recursos naturais”.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia, Josias Gomes, O Governo do Estado tem investido na agregação de valor dos produtos da agricultura familiar. “São diversas cooperativas que estão aumentando a renda dos agricultores cooperados”.Leia Mais