José Alberto de Lima Filho é vereador de Itabuna e advogado || Foto Divulgação
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Essa é a agenda de desenvolvimento que proponho para a nossa cidade e que precisa continuar a ser colocada em prática nos próximos anos.

 

José Alberto de Lima Filho

Roberto Carlos começa a sua canção A Guerra dos Meninos afirmando: “hoje eu tive um sonho, que foi o mais bonito que sonhei em toda a minha vida”. Eu também tenho um sonho chamado Itabuna, sobretudo no limiar dos seus 115 anos de emancipação política; uma Itabuna mais próspera, justa, criativa e sustentável. E, ao acordar, me dei conta de que esse sonho já começa a se tornar realidade.

Próspera é a cidade com a capacidade e as condições de se desenvolver economicamente, gerando emprego e renda para a sua população, e os investimentos que vêm sendo realizados nos últimos quatro anos e meio pela gestão do prefeito Augusto Castro colocaram Itabuna no caminho do crescimento.

Temos avançado na melhoria do ambiente de negócios em nossa cidade, através dos investimentos em infraestrutura, mobilidade, equipamentos públicos e na criação de marcos legais necessários para a segurança jurídica. Isso sem falar no complexo FIOL—Porto Sul, um importante e necessário vetor de crescimento para Itabuna e região.

Justa é a cidade que, através da riqueza gerada pelo seu desenvolvimento econômico, consegue melhorar a qualidade de vida e bem-estar da sua população com avanços nas áreas da saúde, educação e assistência social, sobretudo, para os mais vulneráveis economicamente.

E, aqui, não se quer dizer apenas investimentos em obras e equipamentos, mas, principalmente, na valorização dos profissionais, verdadeiros abnegados, que prestam esses serviços que são essenciais à população.

Criativa é a cidade que consegue se inserir em uma cultura de inovação tecnológica, ainda mais na era da tecnologia da informação e suas sucessivas ondas, primeiro com os computadores, depois com a internet e agora, mais recentemente, com a inteligência artificial (IA). Precisamos criar todo um ecossistema para que Itabuna se beneficie dos avanços da tecnologia digital, tanto no setor público, quanto privado, inserindo-nos, assim, na vanguarda do século XXI.

Sustentável é a cidade que se desenvolve nos três aspectos acima sem se esquecer da importância da preservação e recuperação do meio ambiente. Estamos localizados em um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do mundo inteiro.

Precisamos valorizar a nossa cultura de preservação da mata atlântica e de todo o seu bioma, preservação essa que devemos em grande parte ao cacau cabruca. Precisamos ainda recuperar o Rio Cachoeira para que volte a ser um espaço de lazer e de geração de riqueza para nossa sociedade e, para isso, precisamos executar projetos de saneamento básico que o livrem dos esgotos sanitários e demais contaminantes.

Enfim, essa é a Itabuna dos sonhos que começa a se tornar realidade. Essa é a agenda de desenvolvimento que proponho para a nossa cidade e que precisa continuar a ser colocada em prática nos próximos anos.

Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) em um de seus poemas mais célebres, Tabacaria, recitou: “Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo”.

As grandes realizações e os avanços da humanidade começaram justamente de sonhos. Assim, convido a todos os grapiúnas que amam esta terra a nos unirmos em prol da ITABUNA que almejamos e merecemos.

José Alberto de Lima Filho é advogado especialista em Direito Público e vereador do Município de Itabuna.

Largada para a Rota 30 Anos será no dia 27 de julho || Reprodução
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Uma corrida de rua em julho vai dar a largada nas comemorações pelos 30 anos da Rota Transportes em Itabuna. A Corrida Rota 30 anos terá disputas em 3 categorias, além de modalidade especial para pessoas com deficiência.

As provas de 10 km, 5 km e 3 km terão largada e chegada na Avenida Mário Padre, em frente à Praça Rio Cachoeira, no Góes Calmon (Beira-Rio). As inscrições começam na próxima segunda-feira (28), às 12h, pelo site races.com.br.

A Rota 30 Anos ocorrerá em 27 de julho, véspera do aniversário de 115 anos de emancipação de Itabuna, município-sede da empresa de transporte rodoviário de passageiros.

O evento oferecerá espaço kids e área para marcas parcerias. Foram anunciados como patrocinadores Prefeitura de Itabuna, Jupará Motos, Itadil e Sicredi.

PREMIAÇÃO EM DINHEIRO

O evento beneficente oferecerá premiação em dinheiro, distribuição de medalhas e brindes aos participantes. Toda a renda obtida com as inscrições, conforme o anúncio da Rota, será destinada a quatro entidades assistenciais de Itabuna.

– Mais do que uma corrida, esta é uma celebração de tudo que nos move: pessoas, trajetórias e transformações – afirma a diretora de Desenvolvimento do Grupo Brasileiro, Elaine Carletto.

A Rota Transportes iniciou suas operações em 1995, em Itapetinga, no sudoeste baiano, e transferiu sua sede para Itabuna ao ser adquirida pelo Grupo Brasileiro. Tornou-se a principal empresa de transporte rodoviário de passageiros nas regiões sul e sudoeste do Estado. Além da Bahia, opera em Sergipe, Alagoas e Paraíba.

Jerônimo: "não posso passar por cima da política local" || Foto PIMENTA
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A entrega da primeira etapa do novo Hospital São Lucas foi o ponto alto das comemorações dos 113 anos de Itabuna, nesta sexta-feira (28). No palanque, a emoção deu o tom do evento, a começar pela energia do mestre de cerimônia do Governo do Estado, Jota Matos, que já mereceu elogios do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi ele quem chamou ao palco o governador Jerônimo Rodrigues e o prefeito Augusto Castro, que subiram de mãos dadas e se abraçaram. A política também é feita de gestos, como gosta de dizer o próprio governador.

Um dos discursos mais emocionados foi o do provedor Francisco Valdece, da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, instituição responsável pelo São Lucas. Ele agradeceu ao Governo do Estado, que investiu R$ 3 milhões na primeira etapa da obra e autorizou convênio para instalação do setor de hemodiálise do Hospital. A unidade, que tem 27 leitos clínicos e outros equipamentos, reabrirá as portas neste domingo (2).

No mesmo embalo, Augusto se emocionou ao lembrar de quando esteve entre a vida e a morte, lutando contra a Covid-19, na UTI do Hospital Calixto Midlej Filho, também mantido pela Santa Casa. Corria o ano eleitoral de 2020, quando foi eleito tendo como um de seus compromissos a luta pela reabertura do São Lucas. Depois das lágrimas, já ouvindo o discurso de Jerônimo, o prefeito ganharia um bom motivo para sorrir.

DO PALANQUE À COLETIVA

Jerônimo e Augusto se abraçam durante solenidade em Itabuna || Foto PMI

Ainda que o governador sustente que esse tipo de cerimônia não seja da política partidária, a agenda eleitoral está no seu discurso. Ele repetiu que, nas eleições de 2024, estará ao lado de quem o apoiou em 2022. Na sequência, dirigiu-se a Augusto Castro:

– Graças a Deus, você tem duas mãos e dois braços, prefeito. Um lado entrega ao povo de Itabuna, ao teu povo, ao meu povo, que eles vão pegar em tuas mãos, pra te dar forças, pra te dar energia. E assim você também vai fazer com eles. O outro lado tu deixa pra mim e pra Lula, pra pegar em tuas mãos, segurar. […] Essa é a hora da unidade -.

Na saída, Jerônimo concedeu entrevista coletiva e foi instado a esclarecer se, com a declaração acima, clamava apoio à reeleição de Augusto.

“Eu falei de um alinhamento, como é importante a gente ter continuidade no projeto. Agradeci a quem me acompanhou em 2022. É lógico que uma mão lava a outra, e as duas lavam o rosto. É natural a candidatura de Augusto. Mas, por exemplo, meu partido está discutindo com ele. Ele vai ter que fazer o papel da liga [com o PT]. Estou puxando o partido, mas tenho que respeitar qualquer decisão. Tenho o desejo do município, já tendo um prefeito [da base], a gente continuar [alinhado], mas não posso passar por cima da política local”, respondeu o governador. Confira nas imagens e na gravação do PIMENTA. 

Com a Comenda, gestão prestou homenagem a 18 personalidades || Reprodução Instagram
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Itabuna prestou homenagem a 18 personalidades de vários segmentos, na noite desta quinta-feira (27), com a entrega da Comenda Firmino Alves, no Teatro Candinha Doria. Da relação, constam profissionais liberais, autoridades religiosas e políticos, como o governador Jerônimo Rodrigues e o deputado estadual e seu líder na Assembleia Legislativa, Rosemberg Pinto (veja lista ao final).

O prefeito Augusto Castro presidiu a solenidade de concessão da honraria nos 113 anos de emancipação de Itabuna. No seu discurso, enfatizou a importância e o impacto de Itabuna para o sul da Bahia e agradeceu a contribuição dos homenageados para o município. “Se Itabuna está bem, Itapé, Buerarema, Ibicaraí, Ilhéus e Itacaré no turismo e os demais municípios do Sul da Bahia também estarão bem, crescendo e se apoiando no nosso desenvolvimento”.

O prefeito ainda conclamou a sociedade regional a aproveitar o boom que a região terá com a chegada de investimentos em modais como o Porto Sul e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). “[São] investimentos que vão estimular muito mais o desenvolvimento da região Sul da Bahia. Por isso, precisamos nos unir para a atração de novos negócios: polos de logística e moveleiro, atração o algodão e a soja do Oeste e o turismo no Litoral Sul, do minério e a celulose cujo destino são o Porto de Ilhéus e passam por Itabuna”, acrescentou.

Augusto Castro discursa durante cerimônia de entrega da Comenda Firmino Alves || Foto Divulgação

PRESTAÇÃO DE CONTAS

O prefeito fez uma espécie de prestação de contas, lembrou de como estavam as contas da Prefeitura ao assumir e enfatizou a condição favorável dos cofres públicos, posição que possibilitou a obtenção de empréstimos e financiamentos nacionais e internacionais.

Ainda falou do apoio dos governos de Jerônimo Rodrigues e de Luiz Inácio Lula da Silva para o desenvolvimento de Itabuna, além de deputados e senadores. Um dos deputados, Rosemberg Pinto, foi homenageado com a Comenda. “Quero parabenizar cada homenageado pelo merecimento que prestaram serviços e continuam prestando ao nosso desenvolvimento. Parabéns, Itabuna 113 anos de história, de luta e de resistência”, completou o prefeito.

COMENDA “COLETIVA”

O reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Alessandro Fernandes Santana, um dos agraciados com a Comenda Firmino Alves, falou em nome dos homenageados. “Compreendo que essa Comenda, que ora recebo, é coletiva, pertence a cada um dos 808 docentes da Universidade, aos 500 técnicos-administrativos, aos nove mil alunos da graduação, mas pertence a cada um e a cada uma que ajudou construir a nossa Universidade”, falou.

Da entrega, não puderam participar o governador Jerônimo Rodrigues, devido à agenda, e o vice-governador Geraldo Júnior (saiba mais aqui), além da secretária de Educação da Bahia, Adélia Pinheiro. Geraldo Júnior disse ter visto “a morte de frente”, ontem (27), na tentativa de pouso da aeronave no Aeroporto de Ilhéus. Devido às más condições do tempo, o avião de pequeno porte teve que arremeter (suspender operação de pouso) e retornar para Salvador.

Deputado Paulo Magalhães e Augusto entregam honraria a Geraldo Meireles, da IBT e cofundador do Banco do Povo

HOMENAGEADOS

Dentre os nomes homenageados, grandes histórias de vida e contribuições para a sociedade grapiúna, a exemplo do pastor Geraldo Meireles, da Igreja Batista Teosópolis, e um dos líderes da ação de auxílio às vítimas da segunda maior enchente da história de Itabuna. A IBT serviu quase 20 mil refeições a desabrigados em dezembro de 2021 e desenvolve ações sociais e de saúde. Antes, no início dos anos 2000, ajudou a fundar o Banco do Povo de Itabuna, instituição comunitária de crédito que é exemplo baiano na modalidade.

Ainda entre os homenageados, a educadora Leninha Vila Nova, que liderou o processo de reestruturação da rede de educação estadual no sul da Bahia, principalmente em Itabuna, na gestão encerrada no primeiro semestre deste ano, quando foi nomeada superintendente de Polícias da Educação Básica da Secretaria Estadual de Educação (SEC), Pasta hoje comandada pela ex-reitora da Uesc Adélia Pinheiro. Abaixo, a lista completa.

LISTA DOS HOMENAGEADOS

Governador Jerônimo Rodrigues
Vice-governador Geraldo Junior
Secretária da Educação da Bahia, Adélia Pinheiro
Deputado estadual Rosemberg Pinto
Reitor da Uesc, Alessandro Fernandes Santana
Reitora da UFSB, Joana Angélica Guimarães da Luz
Médica Mércia Alves da Silva Margotto
Médico e bioquímico Baldoíno Lopes Azevedo
Médico-cirurgião Eduardo Fontes Neto
Médico Humberto Barreto de Jesus
Professora Leninha Vila Nova
Musicista Maria de Lourdes Dantas Andrade
Padre Acássio Alves da Silva
Padre Tony Valério Rodrigues dos Santos
Pastor Carlito Machado Fiel
Pastor Geraldo Santos Meireles
Pastor Éder de Jesus Lima
Empresário Pedro Henrique Silva de Assis

Vice-governador relata momento de desespero em tentativa de pouso em Ilhéus || Foto Francisco França
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O vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), informou há pouco que viu a morte na sua frente depois de um problema na tentativa de pouso no Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, na noite desta quinta-feira (27), segundo relatou ao BNews. Ele relatou ter levado um enorme susto porque o piloto do jatinho (Embraer-Xingu) em que estava com outras autoridades precisou arremeter por causa do tempo fechado no sul da Bahia.

Além do vice-governador e da tripulação, estavam na aeronave a secretária de Educação da Bahia, Adélia Pinheiro, os deputados estaduais Matheus Ferreira (filho de Geraldo Júnior) e Raimundinho da JR e assessores dos políticos. A aeronave retornou para Salvador. Todos estão bem.

Os ocupantes do avião de pequeno porte iriam desembarcar em Ilhéus para participar dos eventos de 113 anos de emancipação política e administrativa de Itabuna, nesta sexta-feira (27). Um desses eventos é a reinauguração do Hospital São Lucas, no bairro Santo Antônio. Geraldo Júnior  e os convidados devem retornar ao sul da Bahia nesta sexta. Atualizado às 22h31min para inclusão de informações. Veja a nota do político em Leia Mais.

Leia Mais

Augusto Castro, de branco, vistoria obras acompanhado da secretária Sônia Fontes e do empresário Roberto Barbosa
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O prefeito Augusto Castro dá largada nas comemorações pelos 113 anos de Itabuna com visita a obras e inaugurações nesta sexta-feira (14). Hoje, ele vistoriou a construção da nova feira livre do São Caetano, executada em parceria com o governo estadual, e visitou o canteiro de obras do Atacadão Atakarejo, que será construído em frente à Prefeitura de Itabuna, também no São Caetano.

Hoje, Augusto entrega as obras de reforma da quadra poliesportiva do Banco Raso, ainda na região do São Caetano, às 17h. No início da noite, inaugura a Praça Heitor Farias, na Mangabinha. A inauguração está prevista para as 18h.

– É muito gratificante ver homens e máquinas trabalhando para entregar essa moderna feira dentro do prazo estabelecido. E o melhor, uma obra que possibilitará a todos que tenham um comércio muito mais fortalecido – disse Augusto durante visita à área da feira livre do São Caetano.

500 NOVOS EMPREGOS

Durante a execução das obras de reforma da área, os feirantes estão comercializando seus produtos no antigo galpão da Kildare. O prefeito ainda visitou o canteiro do Atakarejo e ressaltou que o investimento privado vai gerar cerca de 500 empregos em Itabuna. O plano da empresa é também abrir um atacadão no Semianel Rodoviário de Itabuna.

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Em meio a tantas perdas humanas e materiais, Itabuna e sua gente tiveram força para se reerguer dos escombros. A grande lição grapiúna é a fé no renascimento em vida. Parabéns, Itabuna!

 

Valderico Junior

Itabuna viveu os dias mais difíceis das últimas décadas no Natal de 2021. Polo regional de comércio e serviços, a cidade viu o período de fim de ano, época de aquecimento dos negócios, ser tomado por uma tragédia humanitária.

Os planos festivos deram lugar à luta pela vida em sua dimensão imediata. Mas, quando faltou chão e as águas do Rio Cachoeira cobriram telhados, a resposta à catástrofe ganhou forma numa corrente de solidariedade.

Foi essa corrente que salvou vidas, confortou quem perdeu entes queridos, abrigou desabrigados e saciou a fome de multidões.

Como esquecer o destemor dos heróis que se arriscaram para salvar familiares, vizinhos e desconhecidos?

A Itabuna que saúdo hoje, nos seus 112 anos de emancipação política, é a dos irmãos Jean e Marcos Neves, os heróis da Mangabinha, que, na sua embarcação improvisada, resgataram mais de 100 pessoas.

Celebro a Itabuna das comunidades religiosas que se mobilizaram para fazer valer o mandamento do amor ao próximo.

Festejo a Itabuna das instituições do comércio, que, durante a tragédia, se converteram em elos fortes daquela corrente solidária.

Neste momento, também não poderia deixar de me solidarizar, mais uma vez, com os familiares, amigos e admiradores do ex-prefeito Fernando Gomes, que nos deixou no último domingo.

Em meio a tantas perdas humanas e materiais, Itabuna e sua gente tiveram força para se reerguer dos escombros. A grande lição grapiúna é a fé no renascimento em vida. Parabéns, Itabuna!

Valderico Junior é diretor da Gabriela FM, presidente do União Brasil em Ilhéus e pré-candidato a deputado federal.

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Faz tudo isso sem perder a embocadura, comemorando seus feitos nos muitos botecos da cidade. É vida que se segue. Portanto, se você conhece uma gente com esse perfil, pode botar fé, é grapiúna, com certeza!

Walmir Rosário

O grapiúna é um povo diferente! Baiano, sim, mas com suas especificidades, o seu jeito de ser! Um povo novo, que nestas terras do sul da Bahia começou a chegar no final do século 19. Não vieram em busca de riquezas, mas fizeram uma terra rica. Fugiam da seca e aqui encontraram água em abundância e trocaram a terra esturricada por um solo fértil para plantar os cultivos de subsistência. Foram além, formaram as roças de cacau.

Assim eram os sergipanos que trocaram seu torrão natal pelas terras inóspitas do sul da Bahia e aprenderam a conviver com outro tipo de dificuldade: a fechada Mata Atlântica, os bichos selvagens, os índios e as doenças insalubres. Quanto mais passavam por novas atribulações, mas crescia a vontade de vencer no novo eldorado, e para aqui trouxeram as famílias parentes e aderentes.

Em pouco tempo, todo o sacrifício foi sendo recompensado pela fartura de alimentos, pelos recursos auferidos com a venda das primeiras safras do cacau, que após colhido e seco era vendido a peso de ouro. Trabalhavam do nascer do sol ao aparecimento da lua, formando as cabrucas, plantando as sementes de cacaueiros com a ponta do facão. E os resultados eram vistos a olhos nus e repassados aos povoamentos civilizados.

Como nos mostra a história, a força do trabalho gera dinheiro e novas oportunidades que atraem outros povos. E eles vieram de todas as partes do mundo, criando uma “torre de babel”, nas quais as linguagens se misturavam e todos se entendiam. Eram gente de terras distantes, os alemães e suíços em busca do cacau; os árabes – aqui chamados de sírio-libaneses, numa união que deu certo – vendendo de porta em porta.

Também vieram levas de oportunistas para disputar as fartas notas de quinhentos que diziam serem usadas para acender os charutos dos novos-ricos do cacau nas noitadas das recém-inauguradas boates da próspera Tabocas, que gerava a magnífica Itabuna em seu ventre. Objeto de ficção e ideologia – ou não – a vila se tornou rica (perdoem o trocadilho) e recebia a todos com a mesma distinção.

E essa gentileza permanece nos dias de hoje, oferecendo mimos e oportunidades aos que aqui chegam, como se fossem nossos velhos e grandes amigos. Nem sempre dá certo, é verdade, mas, na maioria das vezes, o acolhimento resulta em mais um para a confraria. E essa diversidade de raças e credos ultrapassou a nascente Taboca, a grandiosa Itabuna e criou a gente Grapiúna, alcançando o status de nação.

Chegou o Estado para regular as atividades, cobrar os impostos e nem sempre retribuídos em custeio e investimento das riquezas que tomou. Em pleno crescimento, os novos-ricos precisavam satisfazer suas necessidades, a classe média e os mais carentes de serviços básicos. Sem representação política, o imposto do cacau era devorado na capital e outras regiões pela elite econômica e política, sem a menor cerimônia.

Elevados ao posto de Coronel da Guarda Nacional ou simplesmente por suas posses, os grandes comerciantes e cacauicultores contribuíam com seus próprios recursos para melhorar e desenvolver a cidade. Nos conta a história de reuniões noturnas nas casas de alguns deles, na qual decidiam qual rua calçar ou ampliar a iluminação elétrica, dividindo o custo da obra entre eles.

Mas nem tudo era bonança nesta terra grapiúna. O Estado não fazia garantir a segurança dos munícipes e eram comuns as invasões de terras, geralmente as mais férteis e plantadas com cacau e as desavenças entre os citadinos. E os culpados se abrigavam nos fartos guarda-chuvas dos líderes políticos, os quais nem sempre eram alvos dos rigores da lei, pelo contrário, muito bem apegados aos benefícios dela.

Mas o itabunense não se abate com miséria pouca, acostumado que está com os reveses desagradáveis sofridos, seja pela ação humana ou desastres naturais, e sabe como dar a volta por cima num pequeno espaço de tempo. Se o rio Cachoeira inunda, seu povo vê essa catástrofe como uma oportunidade de ajudar os desabrigados e reconstruir as áreas fortemente atingidas quantas as vezes for necessário.

Se a economia chega ao fundo do poço, vai em busca de novos parceiros, refunda o comércio, a indústria, os serviços e faz os recursos financeiros circularem com normalidade. Se o político não cumpre o que prometeu, sem cerimônia, coloca-o na “geladeira” per omnia saecula saeculorum. Tanto é assim que em 28 de Julho de 1910 Itabuna separa-se de Ilhéus, sem perder a amizade, e vive feliz por 112 anos.

E faz tudo isso sem perder a embocadura, comemorando seus feitos nos muitos botecos da cidade. É vida que se segue. Portanto, se você conhece uma gente com esse perfil, pode botar fé, é grapiúna, com certeza!

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

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A Catedral de São José será palco de missa em ação de graças pelo aniversário de 112 anos da emancipação política de Itabuna, a partir das 9h desta quinta-feira (28), abrindo os atos religiosos da efeméride.

Sob a presidência do bispo diocesano dom Carlos Alberto dos Santos, a missa será concelebrada pelo padre Gilvan de Oliveira Souza, contando com a participação do prefeito Augusto Castro (PSD), secretários e dirigentes de órgãos municipais, vereadores e cidadãos.

A programação de entrega e inaugurações de obras, que seria iniciada segunda-feira (25), foi adiada em razão do luto oficial pelo falecimento do ex-prefeito Fernando Gomes Oliveira, no domingo (24), em Salvador. Segundo a Prefeitura de Itabuna, novas datas serão fixadas para o próximo mês de agosto.

Júnior da Saúde (camisa amarela) entrega obra executada com recursos próprios, segundo ele
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Autor da indicação da obra de limpeza do canal do Santo Antônio, obra que vem sendo executada pela Emasa, o vereador Luiz Júnior da Saúde, “Júnior da Saúde” (DC), destacou, hoje (28), os investimentos feitos em um dos mais tradicionais bairros de Itabuna.

Júnior da Saúde diz que, além da obra do canal, após pedido de providência, a prefeitura retomou e acelerou a reforma da Unidade de Saúde Roberto Santos. Os pedidos foram apresentados ao Executivo com a coautoria de Francisco Gomes (PSD), também vereador e morador do Santo Antônio.

Escadaria é inaugurada no aniversário da cidade

“ESCADARIA DA SAÚDE”

Além dos pedidos ao município, o vereador executou com recursos próprios e em parceria com empresas a construção de escadaria que liga a Avenida Itajuípe com a Rua A do Jardim Italamar, facilitando o acesso dos moradores da localidade. A própria comunidade batizou a obra de Escadaria da Saúde.

“Queremos ser um vereador de toda a cidade. Vamos atuar com os demais colegas na busca de melhorias para assegurar melhores condições de vida e cidadania para toda a população itabunense. Uma certeza a população pode ter: vamos trabalhar”, disse Luiz Júnior da Saúde.

Com 36 anos de idade, Luiz Alberto Nascimento Roza, conhecido como Júnior da Saúde, tem nível superior, formado em Enfermagem. Nascido em Itabuna, o vereador já atuou em várias clínicas do município. Na eleição passada, obteve 1.113 votos na disputa por uma das 21 vagas na Câmara de Vereadores.

Itabuna vacinou mais de 117 mil pessoas com a primeira dose || Foto Pedro Augusto
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É a mais cosmopolita das cidades baianas. E não poderia ser diferente por ser uma cidade para onde convergiram pessoas de todas as nações, etnias e religiões, na mais perfeita harmonia.

Walmir Rosário

Nesta quarta-feira – 28 de julho – Itabuna completa 111 anos de emancipação político-administrativa e, mesmo maltratada que foi durante esse período de pandemia, comemora. Mas quem irá contrariá-la? Para uma cidade cosmopolita como Itabuna pouco importa a dificuldade sofrida, as intervenções desastrosas que tentaram frear o seu costumeiro desenvolvimento. Sabe superá-las.

Itabuna nasceu para brilhar! Se atualmente não nos mostra mais o espetáculo feérico com suas luzes de neon e acrílico nas fachadas das lojas da avenida do Cinquentenário, é porque se tornou mais discreta com o passar dos anos. Saudosistas – como eu – por certo gostariam de ver suas vitrines decoradas com a moda mais recente, exibindo com orgulho as cores de sua bandeira na ornamentação.

Isso deve ser coisa do passado! Ou não. Quem sabe ainda se recupera dos meses de fechamento, medidas tomadas para conter o temível vírus que ceifou muitas vidas nessa sua passagem desenfreada. Não é a primeira vez que Itabuna sofre um revés dessa magnitude e se recupera seguindo fielmente aquela letra do samba de Paulo Vanzolini: “Levanta sacode a poeira e dá a volta por cima”.

Se voltarmos um pouco na história, Itabuna – ainda distrito de Ilhéus – já possuía sua Associação Comercial, instituição atuante e que lutou bravamente para a transformação da vila em cidade, luta finalmente vitoriosa em 1910. Fundada em 1908, a Associação Comercial nasceu pioneira no Sul da Bahia e sua coirmã de Ilhéus foi criada apenas quatro anos depois – em novembro de 1912.

No comércio, o pioneirismo tomou o mesmo caminho pioneiro com o Clube de Diretores Lojistas – posteriormente Câmara de Dirigentes Lojistas – entidade fundada em 1963, seguindo o exemplo do Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. A entidade não se restringiu às promoções em datas importantes como Natal, Dia da Cidade, Dia das Mães, Dia dos Pais e inovou com os concursos de vitrines em todas as datas comemorativas.

As grandes lojas nacionais abriam suas filiais em Itabuna e se notabilizavam pelo volume de vendas e cada espaço da avenida do Cinquentenário era disputado pelas tradicionais redes varejistas, que “brigavam” em pé de igualdade com as lojas locais. Os lançamentos das badaladas grifes eram realizadas simultaneamente com as grandes capitais brasileiras. Os long plays nacionais e internacionais tocavam em nossas três emissoras de rádio no mesmo dia em que estreavam em Rio e São Paulo.

Não sei se o itabunense era e ainda o é exibido, mas dançava nos clubes e boates ao som de bandas de sucesso e cantores contratados a peso de ouro, mesmo tendo à disposição músicos de primeira qualidade na banda Lord (show, ritmos e hoje Lordão). Chegavam aos clubes em carrões do tipo Aero Willys, Simca Chambord, Esplanadas, Galaxy e LTD Laudau, Opalas, vendidos pelas concessionárias que ganhavam prêmios como campeões de venda em todo o Brasil.

Era a época de ouro do cacau, das enormes fazendas de gado, de nossas casas bancárias e bancos comerciais locais, que movimentavam a economia regional junto com as grandes exportadoras de cacau, todas sediadas em Itabuna. É verdade que sofremos bastante com a chegada da vassoura de bruxa, mas lembramos da expertise anterior de ultrapassar as barreiras com outras doenças que atacavam o cacau, inclusive a pior delas, a oscilação de preço comandada pelo mercado internacional.

O Itabunense gosta de trabalhar, da boa música e do bom futebol. Não esconde que passou alguns anos longe do sucesso nos gramados, e, aos poucos, ensaia o retorno. E não poderia ser diferente, até para homenagear os craques de nossa seleção amadora hexacampeã, bem como os atletas do Rio Banco, de Itabuna, que em 1920, ao marcar o primeiro gol contra o Ypiranga, de Ilhéus, em jogo não terminou. Os ilheenses declararam guerra e sequestraram até o “trem de ferro” que logo retornaria a Itabuna.

O Itabunense não se abate e muitas vezes reclama com altivez dos que maltratam a sua cidade, levando-os ao ostracismo político com a mesma intensidade que os distinguiu e os elegeu. E segue a vida. É justamente esse comportamento que faz com que a cidade consiga superar grande parte das dificuldades, transformando-as em pautas de interesse econômico e social, por meio da geração de emprego e renda.

E como lembrar é preciso, na última década do século passado (nem tão distante) a economia de Itabuna despencou, fruto da colaboração do poder público municipal, chegando a fechar quase todas concessionárias de veículos. Cinco anos depois, todas elas estavam de volta e realizando bons negócios, numa demonstração de sua vocação natural para o comércio, indústria e os serviços.

Itabuna é a cidade do primeiro shopping center, do grande polo da educação, do centro de excelência da saúde, do comércio e serviços automotivos, das indústrias, dos serviços econômicos, administrativos e contábeis e do direito. Como num passe de mágica, as dificuldades da pandemia fez surgir a indústria e comércio informal de alimentação, com todas as vantagens e conforto do delivery, sem que alguém tivesse qualquer formação ou treinamento formal.

É Itabuna o maior palco para os artistas da música, que se apresentam com frequência nas centenas de barzinhos noturnos espalhados no centro e nos diversos bairros. É Itabuna o point dos botecos especializados, onde o cliente tem cadeira cativa; das cervejas artesanais de qualidade, produzidas pelos amigos ou conhecidos do dia a dia, gente nossa que faz acontecer sem firulas.

É a mais cosmopolita das cidades baianas. E não poderia ser diferente por ser uma cidade para onde convergiram pessoas de todas as nações, etnias e religiões, na mais perfeita harmonia. O judeu é o maior amigo do árabe; o negro, o branco e o amarelo são simples cores de uma paleta ou aquarela para que os artistas expressem seus sentimentos. Existem os dissonantes, paciência, estes também fazem parte da natureza humana.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

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Daniel Thame

Itabuna chega aos 110 anos de emancipação no momento em que o mundo vive uma das piores crises sanitárias de sua história, com impactos devastadores na economia. Por causa da pandemia da Covid-19, a cidade paralisou as atividades comerciais e empresariais não essenciais por mais de cem dias e só agora inicia um processo gradual de reabertura, seguindo rígidos protocolos de segurança determinados pela Organização Mundial de Saúde.

A crise afeta diversos segmentos de Itabuna, mas a capacidade de se reinventar, superar crises e dar a volta por cima, está no DNA do itabunense, desde os pioneiros que iniciaram a transformação da então Vila de Tabocas na Itabuna com ares de metrópole, até os tempos atuais, em que o espírito empreendedor prevalece em meio a dificuldades que estão aí para serem superadas.

Fernando diz acreditar na capacidade de superação do itabunense

Itabuna atravessou as crises cíclicas do cacau, encarou a pior das crises até então, com o apocalipse gerado pela vassoura-de-bruxa e as crises econômicas nacionais. Mas sempre se superou, como vai superar os impactos ainda não mensuráveis da Covid-19 no sul da Bahia.

É assim, por exemplo, que pensa o prefeito Fernando Gomes, em seu quinto mandato à frente do município. Mesmo com foco na saúde, para preservar vidas. “Ao assumir a Prefeitura de Itabuna decidi olhar para frente e não reclamar do passado. E assim fiz e tenho feito. Confio na força de trabalho dos itabunenses, acredito na capacidade de superação e tenho confiança no futuro, porque Itabuna é uma cidade que sempre superou obstáculos para se consolidar como um dos polos da Bahia e do Nordeste” afirma.

ESPÍRITO EMPREENDEDOR

Duas gerações de empreendedores, Helenilson e o filho Manoel Chaves Neto

Implantar em Itabuna o primeiro shopping do Sul da Bahia no ano 2000, em meio a uma crise devastadora provocada pela vassoura-de-bruxa, parecia algo impensável. Não para Helenilson Chaves, visionário e empreendedor nato, um apaixonado pela cidade, que fez nascer um shopping que se transformaria num marco da consolidação da Itabuna como o maior polo comercial, prestador de serviços, lazer/entretenimento, saúde e ensino superior da região.

Jequitibá é um dos símbolos do comércio sul-baiano

Aos 20 anos, o Shopping Jequitibá, hoje dirigido por Manoel Chaves Neto, passa por um processo permanente de ampliação, modernização e ampliação do mix de produtos/serviços. Mesmo com o shopping fechado por 120 dias por causa da pandemia, Neto mantém o otimismo. “Quando ocorreu o fechamento das operações do Jequitibá por força da pandemia, decidimos encarar a avassaladora consequência da Covid-19, com foco na adequação do shopping ao novo normal, buscando alternativas e soluções para o empreendimento como um todo”.

“Reabriremos o Jequitibá com seis novos projetos sendo implementados. Essas ações são um exemplo da educação e ensinamentos de meu pai e a nossa eterna crença na capacidade de Itabuna superar crises. Continuamos e estamos convictos do potencial mercadológico de Itabuna, do sul da Bahia e por contar disto, em breve vamos anunciar relevantes novidades” ressalta Manoel Chaves Neto.

Leahy: comércio unido na travessia

A FORÇA DO COMÉRCIO

Além do comércio, Itabuna também se consolidou como polo regional de serviços na área da saúde, com centenas de leitos hospitalares, de clínicas e consultórios médicos das mais diversas especialidades, e no setor educacional, com universidades públicas e centros universitários privados. Seu raio de influência atinge 120 municípios e uma população superior a um milhão de habitantes.

Carlos Leahy, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Itabuna fala do otimismo e esperança nos 110 anos do município. “Itabuna sempre foi um celeiro de grandes empresários, com um comércio de abrangência regional. Vamos atravessar juntos essa situação inesperada e unidos vamos dar a volta por cima, saindo mais fortalecidos, porque essa essas são marcas do itabunense, empreender, não desistir nunca e olhar para o futuro com otimismo”.

Margotto fala de aspirações e força do itabunense

Para Edimar Margotto Junior, advogado, empresário e agropecuarista, “a terra de Jorge Amado, de Firmino Rocha, de Candinha Doria, de Cyro de Mattos, de Zélia Lessa e de Valdirene Borges” tem tudo para surfar a onda do desenvolvimento sustentável. “Superamos a vassoura-de-bruxa e somos referência pujante em comércio e em tecnologia, a 8ª economia da Bahia, com mais de 5.000 empresas e um PIB anual superior a R$ 3 bilhões”, afirma.

Segundo Margotto, com um orçamento anual que supera os R$ 600 milhões, Itabuna pode viver dias melhores, com direito a educação de qualidade e em tempo integral, com saneamento básico e despoluição do Rio Cachoeira, com ambiente propício ao empreendedorismo, um plano de mobilidade urbana”. “Podemos vivenciar um novo momento, com uma cidade mais humana e mais justa, sobretudo para as pessoas mais necessitadas”, finaliza.

Rafael Andrade: superação e mutirão que é exemplo para o mundo

EXEMPLO DE SOLIDARIEDADE

Idealizador e coordenador do Mutirão do Diabetes de Itabuna, maior evento de prevenção e tratamento da doença no mundo, o médico oftalmologista Rafael Andrade, do Hospital Beira Rio, afirma que uma importante característica da cidade é se superar perante grandes adversidades, com o que ela tem de melhor, a sua gente. “Quantas crises passamos e quantos vezes nos levantamos, ainda mais fortes?”. “Enchentes, secas, crises da vassoura-de-bruxa, muitas crises econômicas, mesmo assim seguimos em frente com este povo de fé que não se entrega” diz.

“Minha história é a prova deste solo fértil grapiúna. Aqui nasceu, cresceu e se expandiu para todo o Brasil, o Mutirão do Diabetes, que se mistura com a história da minha vida, que começou em 2004 atendendo pouco menos de 200 pessoas, e durante 15 anos vem atendendo dezenas de milhares de pessoas.”

Julius Kaeser, ex-diretor da Nestlé em Itabuna, fala da avidez do grapiúna em aprender

HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO

Julius Kaeser, que foi diretor da Nestlé em Itabuna no período de 1985 a 1998, hoje radicado em Portugal, testemunhou a bonança provocada pela alta do cacau e também da crise gerada pela vassoura-de-bruxa. “Algo que sempre me chamou positivamente a atenção com relação a comunidade grapiúna foi a forma fraternal no tratamento com as pessoas, o espírito empreendedor. A formação profissional dos colaboradores que trabalhavam na empresa também foi surpreendente. A avidez de querer aprender cada vez mais e se superar era até comovente”, diz.

“Foi um enorme prazer poder ter tido a oportunidade de liderar um grupo de pessoas tão motivadas. Foi uma lição de vida para mim e tenho a certeza de que mais uma vez a cidade vai ser recuperar e sair ainda mais fortalecida”, ressalta.

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Ivete, Simone e Simaria e Orquestra Sinfônica da Bahia no aniversário de Itabuna

Andreyver Lima

Durante coletiva no Teatro Municipal Candinha Doria, nesta tarde, o prefeito Fernando Gomes anunciou as atrações das festividades dos 109 anos de emancipação política de Itabuna. Além da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba), estão Ivete Sangalo, Chiclete com Banana, Luiz Caldas e a dupla Simone e Simaria, uma escolha pessoal da primeira-dama do estado, Aline Peixoto, como presente para a cidade, segundo o prefeito.

O Teatro será inaugurado dia 26 (sexta-feira) às 19h30, sendo a obra mais simbólica nos últimos anos em Itabuna. Por conta de sua importância, Fernando tem atendido diretamente de uma sala no teatro, onde recebeu a imprensa. “Haverão os discursos e após o governador, entrará a orquestra e logo depois Ivete Sangalo. Por conta da capacidade do teatro (600 pessoas), vamos colocar ao lado um telão para o povo acompanhar”, disse.

O prefeito afirmou que toda a festa é promovida pelo Governo do Estado. “Após Ivete, ainda na sexta-feira, terá para o povão o show de Simone e Simaria. Uma oferta da primeira-dama do estado para o dia da cidade”. Na noite de sábado (27), se apresentarão Chiclete com Banana e Luiz Caldas.

No domingo (28), dia do aniversário, terá missa às 9h30, na Catedral São José e às 17h00, no TCD, a entrega da comenda Firmino Alves, considerada a maior honraria do município, que recebe o nome do fundador de Itabuna.

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Do A Regiao Online
Itabuna comemora, nesta quinta-feira, 101 anos de emancipação política, com a presença do governador Jaques Wagner mas sem obras ou ações importantes para mostrar. Nem o centro foi ajeitado para o aniversário.
As avenidas e ruas estão esburacadas e as praças abandonadas. Mesmo assim, o itabunense aproveita o feriado local desde a noite de quarta, quando o cantor Reginaldo Rossi e as bandas Vera Cruz e Raça Negra se apresentaram na Praça Rio Cachoeira.
A praça é um dos exemplos mais marcantes do descaso da atual gestão. Construída em 2000 e point preferido das famílias nos finais de semana, a praça está cheia de mato, buracos, fios elétricos expostos e estrutura pichada.
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