Empresa portuguesa pode assumir operações da Bamin
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A portuguesa Mota-Engil está negociando a compra da Bahia Mineração (Bamin). A empresa de origem europeia tem entre os seus principais sócios a China Communications Construction Company (CCCC). A informação foi divulgada nesta tarde pelo jornal especializado Valor Econômico.

A Bamin detém a concessão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) no trecho baiano e paralisou investimentos na construção do terminal portuário Porto Sul, no litoral norte de Ilhéus.

A empresa também é detentora da operação de minério de ferro em Caetité. De acordo com o Valor, as conversas estão avançadas entre Mota-Engil e Bamin, empresa brasileira que tem como dona a Eurasian Resources Group (ERG).

Desde o ano passado, a Bamin vem sendo negociada, por exemplo, com a Vale e a Brazil Iron.  Segundo o jornal, a Rumo, da Cosan, não mais demonstrou interesse na aquisição da Bamin.

Mineradora adere a programa criado pela CGU em 2022 || Foto Bamin
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A Bamin anunciou, nesta terça-feira (7), sua adesão ao Pacto Brasil pela Integridade Empresarial, iniciativa da Controladoria-Geral da União (CGU) criada em 2022 para fortalecer a cultura de ética e transparência no setor privado. Atualmente, o pacto já reúne mais de 350 empresas signatárias no país, sendo apenas quatro do setor de mineração, incluindo agora a Bamin.

Segundo Sandro Oliveira, gerente-geral de Compliance da Bamin, a adesão reflete um valor que já faz parte do DNA da empresa. “A Bamin tem a integridade como princípio inegociável. Estar no Pacto Brasil significa chancelar para o mercado aquilo que já praticamos no dia a dia: ética, combate à corrupção, respeito à diversidade e compromisso com os direitos humanos”, afirma o gestor.

O executivo ressalta que a assinatura do pacto exige responsabilidade que vai além das fronteiras da organização. “Quando falamos em compliance, não é apenas dentro da Bamin. Exigimos de nossos parceiros, fornecedores e comunidades a mesma postura íntegra. Não basta ser ético, é preciso aplicar esses valores de dentro para fora”.

De acordo com Sandro, na mineração, os impactos sociais e ambientais são significativos. “Por isso, o compliance precisa ser preventivo, e não apenas reativo. A integridade é fundamental para gerar valor e confiança no nosso negócio”.

O gestor ainda reforça que o maior impacto esperado com a iniciativa é social. “Queremos disseminar a integridade não só na Bamin, mas em todos os ambientes em que atuamos. A adesão ao pacto é também uma semente plantada para inspirar comunidades, parceiros e outras empresas a seguirem o mesmo caminho”, finaliza.

Embarcações são parte de compensação ambiental pelos impactos do Porto Sul || Foto
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A Bamin entregou dez canoas ecologicamente sustentáveis a famílias de pescadores da comunidade de Sambaituba, em Ilhéus, nesta terça-feira (19), alcançando total de 40 embarcações entregues em 2025 a comunidades pesqueiras do entorno do Porto Sul.

Juerana, Aritaguá e Urucutuca já haviam sido contempladas nos meses de fevereiro, abril e agosto, respectivamente. A cerimônia contou com a presença dos beneficiários, parceiros do projeto e lideranças locais.

A ação faz parte do Programa de Compensação da Atividade Pesqueira, desenvolvido pela Bamin em cumprimento ao Plano Básico Ambiental, e buscac fortalecer a estrutura da pesca artesanal em comunidades tradicionais, promovendo desenvolvimento sustentável e ampliando a autonomia das famílias envolvidas.

Todo o processo foi construído de forma participativa, com os próprios pescadores definindo, por meio do diálogo, as formas mais adequadas de apoio. Os beneficiários foram selecionados a partir do banco de dados do programa de monitoramento da atividade pesqueira da empresa.

Entrega de embarcações contou com participação de pescadores, parceiros do projeto e lideranças locais || Fotos Darana/Divulgação

SUSTENTABILIDADE

As embarcações entregues foram desenvolvidas com foco em sustentabilidade, combinando materiais de menor impacto ambiental e funcionalidades pensadas para as necessidades reais das comunidades ribeirinhas. Além disso, a ação reforça o compromisso da BAMIN com a valorização das culturas tradicionais e com a construção de um legado social positivo nos territórios onde atua.

“Essa iniciativa representa mais do que a entrega de embarcações: é um investimento no futuro das comunidades tradicionais e na valorização do modo de vida dos pescadores locais. Nosso compromisso é deixar um legado positivo, que fortaleça a autonomia dessas famílias e promova o desenvolvimento sustentável ao longo do tempo”, destacou o diretor de Sustentabilidade da Bamin, Marcelo Dultra.

Obras de trechos da Fiol na Bahia estão paralisadas || Foto Divulgação
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O vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, Marcelo Bacci, afirmou, nesta sexta-feira (1º), que a mineradora só tomará uma decisão com relação à Bahia Mineração S.A. (Bamin), se encontrar uma alternativa econômica para desenvolver o projeto na Bahia. Ele observou que o volume de minério de ferro na mina da Bamin não justifica investimento na Fiol 1 (Trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste), entre Ilhéus, no sul, e Caetité, no oeste do estado.

O Trecho 1F da FIOL 1 terá 127 quilômetros de extensão, passando pelos municípios de Ilhéus, Uruçuca, Ubaitaba, Gongogi, Itagibá, Aurelino Leal e Aiquara. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), os lotes 2FA e 3F da ferrovia já estão concluídos.

De acordo com Marcelo Bacci, é necessário contar com a receita do transportes de outros produtos da região ou a presença de um parceiro para garantir a viabilidade do empreendimento. “Existe um grande desafio logístico no projeto da Bamin, que é a construção de uma infraestrutura muito importante. Quando você olha a quantidade de minério disponível, só essa quantidade de minério não remunera a construção da infraestrutura que é necessária ali, em termos de evolução”.

POTENCIAIS SOLUÇÕES

Mesmo com o cenário desfavorável ao empreendimento, conforme Marcelo Bacci, a Vale segue em busca de potenciais soluções, mas, neste momento, não é possível dizer ainda se é possível ou não, seguir com o projeto de aquisição da Bamin. “A Vale é uma empresa de mineração. Não cabe a nós fazer o investimento na logística para buscar outros produtos e que ainda não foi possível desenhar uma equação que faça essa conta fechar”, disse em entrevista coletiva.

Bacci reforçou que a chegada de um parceiro para o negócio pode ser uma saída. “Acho que provavelmente com parceiros, sem dúvida, porque a gente precisa trazer outras cargas que viabilizem a parte de logística”, apontou. Ao ser perguntado se o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderia assumir este papel, o executivo desconversou.

A concessão da Fiol 1 foi licitada em 2021, em uma subconcessão de 35 anos. Esse trecho tem o total de 537,2 km, conforme a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A Bamin se comprometeu com R$ 5,41 bilhões de investimentos (Capex) e R$ 13,37 bilhões de custos operacionais e deveria entregar a ferrovia operacional até 2026. Mas executou um percentual abaixo do previsto no contrato até anunciar em março a paralisação das obras. A empresa apresentou uma proposta de reequilíbrio contratual recentemente.

A Ferrovia de Integração Oeste-Leste terá o total de 1.527 km de trilhos, ligando o porto de Ilhéus ao município de Figueirópolis (TO). De acordo com a ANTT, Fiol 2, entre Caetité  e Barreiras está  com obras em andamento. Já a Fiol 3, de Barreiras  a Figueirópolis, ainda depende de investidores para sair do papel. Com o último trecho, no Tocantins, a Fiol se conectará com a Ferrovia Norte-Sul e o restante do país. Do PIMENTA com Agência iNFRA.

Dez famílias de pescadores são beneficiadas com entregas da Bamin || Foto Divulgação
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A Bahia Mineração (Bamin) entregou 10 canoas ecologicamente sustentáveis para famílias de pescadores da Vila Juerana, em Ilhéus, na última quarta-feira (26). Segundo a empresa, é a primeira de quatro entregas de embarcações planejadas para 2025 no município. Participaram da cerimônia de entrega, além dos beneficiados, parceiros do projeto e lideranças comunitárias.

A entrega das embarcações faz parte das ações de compensação dos impactos da implantação do Porto Sul na atividade pesqueira e proporcionar maior estrutura ao setor pesqueiro local, com foco no fortalecimento das pequenas comunidades. A Bamin construirá terminal portuário off-shore no litoral norte ilheense.

Conforme a empresa, os próprios pescadores definiram como seriam beneficiados. Os contemplados no projeto integram o banco de dados do programa de monitoramento da atividade pesqueira da mineradora.

– A Bamin está contribuindo para a sustentabilidade da atividade pesqueira, por meio da melhoria da infraestrutura e acesso a equipamentos adequados. A intenção é valorizar o trabalho pesqueiro, garantindo melhores condições para o exercício da atividade e fomentando o desenvolvimento socioeconômico local”, explica o Gerente Geral de Meio Ambiente e Relacionamento com Comunidade da Bamin, Marcelo Dutra.

Armário Cultural reúne obras literárias e jogos educativos voltados ao público infantil em Ilhéus || Foto Darana
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Após quatro anos de implantado, o Armário Cultural, da Bamin, já beneficiou 16 comunidades de Ilhéus, no sul da Bahia, onde a empresa ergue o intermodal Porto Sul. O projeto consiste em estantes com livros e jogos educativos direcionados ao público infantil. De acordo com a empresa, são beneficiadas diretamente 450 pessoas.

Os armários ficam nas comunidades de Valão, Itariri (Badameiros), Barra, Lagoa Encantada, Urucutuca, Carobeira, Castelo Novo, Sambaituba, Aritaguá, Lava-Pés, Retiro, Vila Juerana, Vila Olímpio, Itariri e Mamoan. Neles, estão aproximadamente 1.700 itens, entre livros e jogos didáticos, fornecidos pela empresa de mineração. Periodicamente, os armários passam por manutenção e têm os seus acervos revisados.

O conteúdo dos armários é definido de acordo com as necessidades apontadas em cada localidade, faixa etária do público-alvo e proposta da comunidade. Os títulos dos livros são selecionados por meio de curadoria literária, feita pela coordenação do Programa de Valorização da Cultura (PVC).

Na escolha do material didático, prioridade para o conteúdo regional, buscando assim estimular o conhecimento da própria história das comunidades. São feitas buscas por meio de editoras e livrarias dentro das áreas de atuação da empresa, garantindo que os recursos empenhados sejam injetados na economia local.

Com os mesmos critérios, são escolhidos os jogos didático-pedagógicos, que contribuem de forma lúdica para o desenvolvimento intelectual. Sempre que há uma nova entrega de armário às comunidades, são realizadas dinâmicas culturais, como contação de histórias e pocket shows, com pequenas encenações teatrais de artistas da região.

“O Armário Cultural permite a democratização e ampliação do acesso à leitura e à educação. A ação vai muito além da entrega de livros, material didático e jogos educativos, pois propõe uma transformação de hábitos e valores de consumo consciente”, defende o coordenador de Relacionamento com Comunidades da Bamin, Ramon Chalhoub.

VALORIZAÇÃO DA CULTURA

O Programa de Valorização da Cultura (PVC) foi criado pela Bamin no Porto Sul para, segundo a empresa, estimular a produção cultural da região, além de preservar as tradições locais. Para isso, também são promovidas diversas atividades, como mutirões de cultura e ações de incentivo à leitura e ao resgate das memórias culturais.

Projeto Fio será debatido em audiências públicas || Foto Divulgação
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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) anunciou a realização de audiências públicas para a concessão à iniciativa privada da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico). O período para os interessados encaminharem contribuições às propostas coordenadas pelo Ministério dos Transportes vai de 7 de fevereiro a 24 de março.

Além disso, estão previstas três sessões presenciais para a coleta de sugestões dos interessados. Uma delas foi marcada para o dia 12 de março, em Salvador. As outras audiências foram agendadas para Brasília, no dia 11 de março, no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), trecho 03, lote 10, Projeto Orla Polo, e Cuiabá (MT), no dia 14 de março.

De acordo com o projeto do Governo Federal, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste ligará o interior da Bahia ao Porto de Ilhéus, facilitando o escoamento da produção agrícola e mineral. Já a Ferrovia de Integração Centro-Oeste conectará o Mato Grosso à Ferrovia Norte-Sul, fortalecendo a logística do agronegócio.

Está previsto a implantação de cerca de 2,7 mil quilômetros de extensão de trilhos, atravessando os estados da Bahia, Tocantins, Goiás e Mato Grosso. As estradas de ferro serão interligadas à Ferrovia Norte-Sul e à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), fortalecendo a infraestrutura logística do país e impulsionando o escoamento da produção nacional.  O informe sobre as audiência foi publicado no Diário Oficial da União.

Nos últimos meses surgiram rumores de que a Ferrovia de Integração Oeste-Leste  pode não ser concluída. A inviabilidade do projeto, conforme especulam políticos e sindicalistas do sul da Bahia, poderá ocorrer com a entrada da Vale S.A  no negócio. A empresa estaria negociando a aquisição das operações da Bamin, hoje controladas pelo Eurasian Resources Group, de origem cazaque.  O assunto tem sido debatido pelas Câmaras de Vereadores de Itabuna e Ilhéus.

 

Manoel Porfírio fala em audiência sobre destino da Bamin || Foto CMI
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O presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Manoel Porfírio, considera inadmissível a possibilidade de mudança de rota da Ferrovia de Integração Oeste-Leste. O suposto cavalo de pau nos planos da Bahia Mineração se espalhou nos rumores que se seguiram à notícia de que o Governo Lula incentiva a Vale S.A – aquela do Rio Doce – a comprar as operações da Bamin, hoje controladas pelo Eurasian Resources Group, de origem cazaque.

A Bamin é dona da mina Pedra de Ferro, em Caetité, e responsável pela construção do trecho da Fiol que vai ligar o município do Alto Sertão baiano ao distrito de Aritaguá, em Ilhéus, onde a multinacional constrói o Porto Sul. Segundo os rumores, após eventual transação mina, a Vale não teria interesse econômico em investir nos dois equipamentos de infraestrutura de transporte e buscaria outro meio de escoamento do minério de ferro.

Nessa hipótese, o Porto se tornaria “descartável” e a Fiol poderia ganhar novo traçado. Até o momento, os governos federal e estadual não se manifestaram sobre o assunto, que tem sido tema de debates em Itabuna e Ilhéus. O mais recente ocorreu na sede do Legislativo grapiúna, ontem à noite, durante audiência pública. Foi lá que Porfírio disparou:

– Não precisamos de esmola, precisamos que a Vale termine a Fiol e o Porto Sul para termos geração de emprego e renda. Vamos levar esse debate para toda a população e vamos gritar para os governos que queremos a ferrovia aqui. Precisamos dizer que o sul da Bahia é maior que a Vale.

Até o momento, os governos federal e estadual não se manifestaram sobre o assunto.

COESÃO SUPRAPARTIDÁRIA

As pessoas que lotaram a Câmara testemunharam a coesão suprapartidária entre os membros da mesa. A opinião de que a chegada da Fiol e do Porto trará mais benefícios do que ônus ao sul do estado é compartilhada por petistas e vozes da direita. Nesse debate, Manoel Porfírio, vereador mais votado da história de Itabuna, quadro do PT, se alinha ao posicionamento do porta-voz do Movimento Ivasão Zero, Luiz Henrique Uaquim, que também compôs a mesa da audiência.

O encontro também contou com a presença de outros representantes do Legislativo itabunense e de vereadores de cidades como Ilhéus e Barro Preto, além de dirigentes de entidades da sociedade civil organizada.

Nova espécie de cobra-de-duas-cabeças é descoberta na Bahia || Foto Thiago Barbosa Da Silveira
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Uma nova espécie de cobra-de-duas-cabeças, conhecida cientificamente como Amphisbaena amethysta, foi descoberta na região norte da Serra do Espinhaço, no município de Caetité (BA). A nova espécie foi descoberta após as atividades de resgate de fauna realizadas pela Bahia Mineração (Bamin) nas áreas do Projeto Mina Pedra de Ferro.

Os estudos revelaram que a Amphisbaena amethysta, com cerca de 26 cm de comprimento, é a 71ª espécie do gênero, possuindo características do seu corpo que a distinguem de outras espécies já conhecidas. A análise genética através de exames de DNA e comparação com outros animais da mesma família confirmou que se trata de uma nova espécie.

Matheus Benício, gerente de Meio Ambiente da Bamin, explica que a espécie é um réptil popularmente chamado de cobra-de-duas-cabeças e passa a maior parte do tempo debaixo da terra. “O corpo da Amphisbaena é alongado e sem patas, fazendo com que pareça uma cobra. O nome curioso vem da sua cauda arredondada, que se assemelha à cabeça “, explica. De acordo com Benício, apesar da aparência, esses animais não são perigosos e desempenham um papel essencial no ecossistema, alimentando-se de insetos e pequenos invertebrados.

PRESERVAÇÃO

A Amphisbaena amethysta recebeu esse nome devido à localidade onde foi encontrada, “Brejinho das Ametistas”, um distrito ao sul de Caetité conhecido pela extração de ametista, um tipo de quartzo abundante na região. A descoberta aconteceu na Serra do Espinhaço, uma região de transição entre os biomas da Caatinga e do Cerrado, o que favorece uma grande diversidade de espécies. A nova cobra-de-duas-cabeças foi encontrada em altitudes médias de 1.000 metros, onde a combinação de diferentes tipos de vegetação cria um habitat único e rico em biodiversidade.

Segundo Marcelo Dultra, gerente-geral de Sustentabilidade da Bamin, a empresa tem desempenhado papel importante na preservação da fauna local, mantendo uma área de 4.315 hectares de preservação ao redor da Mina Pedra de Ferro e executando todas as condicionantes ambientais com responsabilidade e rigor.

“A descoberta demonstra como a conservação e a mineração podem caminhar juntas. Isso é um exemplo claro de que é possível desenvolver atividades econômicas e, ao mesmo tempo, contribuir para a preservação da biodiversidade”. Para ele, o resgate de fauna realizado constantemente pela equipe da BAMIN tem sido essencial para garantir que as espécies locais, muitas delas ainda pouco estudadas, sejam preservadas.

Simulações de tanque de provas numérico (TPN) do Porto Sul são feitas na USP || Divulgação
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A Bahia Mineração (Bamin) promoveu simulações de manobras de navios de Tanque de Provas Numérico (TPN) da Universidade de São Paulo (USP). Com a ação, universidade e empresa buscaram submeter o plano de dragagem e o projeto offshore do Porto Sul a condições ambientais extremas de marés, correntes marítimas e ventos locais. As simulações ocorreram por três dias agora em julho.

De acordo com a empresa, a simulação busca condições mais seguras e eficientes de atracação e desatracação de navios de grande porte do tipo Wozmax – com 330 metros de comprimento e capacidade de carga para 250 mil toneladas – para as operações portuárias.

As simulações foram coordenadas pelo professor Eduardo Tannuri e outros representantes do corpo técnico da USP e supervisionadas por oficiais da Capitania dos Portos da Bahia e pelo gerente de Construção Offshore da Bamin, Ricardo Medeiros. A atividade também teve a participação dos especialistas Leonardo Conceição e Felipe Pereira, pela Umi San (hidrografia e engenharia) e por integrantes do Sindiportos Brasil e da Praticagem da Bahia.

Simulações reuniu representantes de Bamin, Capitania dos Portos, SindiPortos, Praticagem e UMI SAN

As simulações são uma etapa crucial para garantir a segurança e eficiência das operações marítimas no novo terminal, explica Ricardo Medeiros, da Bamin, e permitiram testar alternativas de acesso ao terminal, manobras na bacia de evolução – relacionadas ao giro e aproximação dos navios, bem como as manobras de atracação e de desatracação dos navios. “Este foi mais um passo importante para a validação do projeto desenvolvido e nas buscas por otimizações do projeto”, detalha.

PORTO EM ILHÉUS

O terminal da Bamin, no litoral norte de Ilhéus, permitirá o manuseio e escoamento da produção de minério de ferro da Mina Pedra de Ferro, localizada em Caetité, percorrendo os 537 km do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol).

Rosane Santos foi uma das conferencistas da Diversibram 2024 || Reprodução
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A Semana da Diversidade e Inclusão na Mineração do Brasil, a Diversibram 2024, teve a participação de executiva da Bahia Mineração (Bamin). Durante o evento online, Rosane Santos, diretora de ESG, Meio Ambiente, Relações com Comunidades e Comunicação Corporativa na Bamin, abordou o tema Como Potencializar a Carreira da Mulher para Ocupar Posições Executivas na Mineração.

A executiva discorreu sobre o contexto das fortes complexidades que as mulheres negras lidam para a posição de alta liderança. “A luta pelo discurso de diversidade e gênero está em todos os setores. A diferença está em como a gente olha para este desafio e como ultrapassá-los”, disse.

LUTA

Rosane afirmou que todo o racismo e toda a violência que ainda se vive ainda se traduz no dia a dia. “Qualquer perspectiva que a gente veja seja na inclusão do gênero nos espaços sociais tem sido tema de muita luta”, afirma Rosane.

Alberto Vieira, da Bamin, recebe prêmio de excelência em infraestrutura || Foto Revista O Empreiteiro/Bamin
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A Bahia Mineração (Bamin) recebeu o prêmio Distinção de Engenharia de Infraestrutura, do Fórum Infra 2025, evento que reúne as concessionárias mais importantes do país e operadoras globais. A premiação destaca o papel socioeconômico desempenhado pela empresa, especialmente na concessão do trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol 1), obra privada prevista no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

O diretor de Implantação e Projetos da Bamin, Alberto Vieira, representou a empresa no evento e respondeu a perguntas sobre o progresso das obras da Fiol 1, que conecta a mina de minério de ferro da empresa em Caetité ao Porto Sul, em Ilhéus, na Bahia. Ele também discutiu os impactos positivos desse empreendimento de grande porte no desenvolvimento das comunidades da região.

“É uma honra contribuir para o crescimento do Brasil e da Bahia por meio dos projetos realizados pela Bamin. Estamos construindo uma ferrovia moderna, com capacidade de carga, que está impulsionando o desenvolvimento em todo o estado”, comenta Alberto.

Promovido em São Paulo, o fórum reuniu especialistas e empresários do setor de infraestrutura, responsáveis por investimentos privados em projetos dessa natureza, para discutir avanços e premiar as empresas brasileiras que se destacaram em suas iniciativas.

CONCESSÃO

O contrato para a construção dos 537 quilômetros de extensão da Fiol 1 foi assinado em setembro de 2021 com o Ministério da Infraestrutura, do Governo Federal, e passará por 19 municípios, com previsão de conclusão em 2027. A subconcessão da Bamin tem a duração de 35 anos, dos quais cinco para construção e 30 anos para operação.

A Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) foi planejada, nacionalmente, em três etapas. A Bamin arrematou o Trecho 1, entre Caetité e Ilhéus, durante leilão realizado em abril de 2021. Cerca de 70% da obra da Fiol 1 já está pronta, ficando sob a responsabilidade da Bamin a conclusão dos 30% restantes. Os trechos 2 e 3 da Fiol estão sob administração do Governo Federal.

Mudas vão recompor a flora da Matinha, em Itapetinga, no Médio Sudoeste
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A Bahia Mineração doou cerca de 1,5 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica em Itapetinga, no Médio Sudoeste. O Programa de Resgate da Flora, batizado pela empresa de PRF, fez a entrega de mudas de plântulas e sementes de epífitas e bromélias.

A empresa destinou a doação à Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Itapetinga e ao Parque Municipal da Matinha para recomposição de mata ciliar e de áreas públicas como praças, parques e margens do Rio Catolé. “Essa doação de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica para Itapetinga reflete o compromisso da Bamin com a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável da região”, afirma Bárbara Buss, analista de meio ambiente da BAMIN.

Por meio de compensação e mitigação devido à grande retirada de vegetação em áreas impactadas pelos projetos da Ferrovia Oeste-Leste e Porto Sul, a empresa executa programa para reintrodução e replantio dessas espécies em áreas de soltura adequadas, garantindo a preservação do ambiente natural e o fortalecimento da biodiversidade.

Autoridades durante o lançamento das obras do trecho final da Fiol, em Uruçuca || Foto Bamin
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Empresas do sul da Bahia fornecedoras de produtos e serviços ao consórcio responsável pela construção do trecho final da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) decidiram suspender atendimento. Alegam que o TCR 10, o consórcio formado pela brasileira Tiisa e a chinesa Crec 10, não tem honrado prazos estipulados em contrato e atrasado pagamentos. 

O Consórcio TCR 10 foi contratado pela Bahia Mineração (Bamin) para a execução do trecho final da Ferrovia Oeste Leste, de Aiquara a Ilhéus. As obras deste trecho foram iniciadas em julho em solenidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes da Bamin, Eduardo Ledsham, e da ERG, Benedikt Sobotka,

De acordo com dirigentes de empresas ouvidas pelo site, os prazos foram desrespeitados e a alegação a todos é quase sempre de que os atrasos decorrem de lentidão nos procedimentos de uma das empresas, a Crec 10. “Os atrasos no pagamento ocorrem em toda a cadeia e afeta a economia regional”, disse um dos empresários prejudicados que apresentou notas em nome do consórcio e contratos que não teriam sido honrados pela Tiisa e a Crec 10.