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josé januárioJosé Januário Neto | netto_felix74@hotmail.com

 

É uma guerra civil velada. As polícias estaduais não mais lutam contra o insurgente ou subversivo. A guerra é declarada e desamparada pelo Estado e por autoridades que deveriam combatê-las.

 

 

Nos últimos meses, vivenciamos acontecimentos de extrema violência, principalmente contra o cidadão. Não obstante, nesse turbilhão está o policial militar que, como qualquer profissional, tem sua carga humana diária, o estress, o desvio de conduta, o descompromisso ou a abnegação ao serviço público.

Toda ação mal planejada, eivada de maldade com o intento de fraudar um outro crime, resultará em desdobramentos para toda classe policial. No pensamento popular, fica a ideia que a formação do profissional de segurança pública é ineficiente, precária e não surtirá o efeito desejado.

Perdurará por alguns anos para a minoria dos profissionais da imprensa que toda ação policial é semelhante às que eram cometidas na época da ditadura com repressão política. As polícias têm na atualidade, dentro das suas especificidades, cada uma a sua missão constitucional.

Às Polícias Militares cabe o policiamento ostensivo; as Polícias Civis, a investigação e persecução criminal; e a Polícia Federal, investigação de grande monta com conexões nacionais e internacionais contra a União, a sociedade, o cidadão e a ordem financeira. Já a Polícia Rodoviária Federal, a prevenção e fiscalização das rodovias federais e amparo às ações da Policia Federal e/ou Justiça Federal.

Dito isso, entraremos num tema que recentemente vem trazendo inquietude aos policiais de modo geral: a valorização da vida, seja ela qual for. Nas grandes mídias sempre é descoberto, mostrado, exibido policiais fraudando local de supostos confrontos, agressão verbal, abuso de poder e tortura. Não que a investigação jornalística tenha que sofrer retaliações e supressão em seu conteúdo a ser exibido.

A discussão é o valor da vida do policial. As polícias, como disse antes, órgãos diretos da administração pública, possuem corregedorias internas que incessantemente realinham, readequam aquele servidor faltoso à sua normalidade ou punirá com pena de demissão para casos mais gravosos.

No Estado da Bahia, vários profissionais de segurança morreram durante o ano de forma covarde. No Rio de Janeiro, um PM foi rendido, torturado, morto e arrastado cruelmente por toda a comunidade.

É uma guerra civil velada. As polícias estaduais não mais lutam contra o insurgente ou subversivo. A guerra é declarada e desamparada pelo Estado e por autoridades que deveriam combatê-las.

A repercussão da morte de um policial no país não tem o mesmo peso como qualquer outro cidadão ou indivíduo que viva à margem da lei. Pesa sobre os ombros do Homem da farda ou distintivo a obrigação em dar a vida pela sociedade.

Há uma subvalorização do seu esforço laboral e da sua vida, são os únicos servidores públicos que possuem o dever de morrer. Isso mesmo! Morrer para salvar terceiros. Não há meio termo.

É necessário valorizar e dignificar esses homens e mulheres, reprimir de maneira exemplar as ações cometidas contra os policiais. A morte de um agente estatal atinge a Democracia e todo o Estado brasileiro.

José Januário Neto (Soldado Neto) é policial militar e bacharel em Direito.

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Dilma anuncia meta do Brasil para até 2030 (Roberto Stuckert Filho/PR)
Em Nova Iorque, Dilma anuncia meta do Brasil para até 2030 (Roberto Stuckert Filho/PR)

Da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (27) que as metas brasileiras para reduzir a emissão de gases de efeito estufa são de 37% até 2025 e de 43% até 2030. O anúncio foi feito durante a Conferência das Nações Unidas para a Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, em Nova York. O ano-base utilizado para os cálculos, segundo ela, é 2005.

Durante seu discurso, Dilma destacou que os números serão levados à Conferência do Clima, em Paris, como compromisso assumido pelo governo brasileiro. “A Conferência de Paris é uma oportunidade única para construirmos uma resposta comum para o desafio global de mudanças do clima. O Brasil tem feito grande esforço para reduzir as emissões de gás de efeito estufa, sem comprometer nosso desenvolvimento econômico e nossa inclusão social”.

A presidenta citou ainda o que chamou de objetivos ambiciosos para o setor energético, com destaque para a garantia de 45% de fontes renováveis no total da matriz energética. No mundo, a média, segundo ela, é de 13%.

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Wagne tem se esforçado por recursos, segundo general (Foto Pimenta).
Wagne tem se esforçado por recursos, segundo general (Foto Pimenta).

A execução de projetos estratégicos do Exército brasileiro está ameaçada por causa dos cortes orçamentários, alerta o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas. Segundo ele, o que mais preocupa é o Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (Sisfron).

Planejado para ser implantado ao longo de dez anos, os investimentos começaram há dois anos, mas dos R$ 10 bilhões previstos, apenas 7,2% foram aplicados até agora.

O Sisfron vai monitorar quase 17 mil quilômetros de fronteiras, 27% do território nacional e quando estiver em pleno funcionamento não ficará restrito às Forças Armadas.

“Temos 17 mil quilômetros de fronteiras com países produtores de cocaína e maconha. A Polícia Federal estima que 80% da criminalidade urbana está ligada direta ou indiretamente à droga. Estão descoordenados os órgãos federais que têm responsabilidade sobre isso”, disse Villas Bôas.

Além do Sisfron, outros projetos estão atrasados. O de defesa cibernética deveria ter ficado pronto no ano passado, mas agora tem previsão para 2017. “Para vocês terem uma ideia, na Copa do Mundo foram neutralizados 756 ataques cibernéticos contra os sistemas que estavam sendo utilizados diretamente. No Brasil, ocorre, mais ou menos, 1,6 milhão de ataques a sistema cibernético por ano; 51% são contra sites do governo”.

Os projetos que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Defesa também foram afetados. O Sistema Proteger, com um déficit de R$ 200 milhões, é um deles, disse o general. Ele é uma espécie de Sisfron para todo o território nacional, de proteção de infraestruturas estratégicas.

Apesar das dificuldades, o comandante do Exército destacou que ministro da Defesa, Jaques Wagner, tem se esforçado para reduzir o impacto desses cortes sobre a pasta e que tem demonstrado muita sensibilidade às questões que envolvem a área.

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compreMais de 4,3 mil pequenos e microestabelecimentos da Bahia já se cadastraram para participar do movimento Compre do Pequeno, que vai ser lançado oficialmente pelo Sebrae no próximo dia 5 de outubro. A campanha, que começou a ser pensada antes da crise, vai chegar com a responsabilidade de minimizar os efeitos da retração econômica em um segmento que  responde por 27% do PIB e emprega 17 milhões de pessoas em todo o Brasil, segundo o Sebrae.

“Nós queremos vender para a sociedade a consciência desse ato importante que é comprar do pequeno negócio.  Beneficia o país e beneficia o bairro”, afirma o presidente do Sebrae nacional, Luiz Barretto Filho, que esteve em Salvador para participar da Semana de Capacitação Empresarial, promovida pela instituição em todo o Brasil.

Barretto ressalta que, se não podem competir pelo preço, porque não  fazem compra em escala, os negócios de bairro devem tirar vantagem de suas características. “O comerciante pode estabelecer uma relação olho no olho com o cliente, além focar em nichos. Tem muita gente hoje em dia que consome alimentos sem glúten e sem lactose, que pagaria mais encontrando esses produtos perto de casa”, afirma.

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dolarEm um dia de forte volatilidade, em que chegou a superar R$ 4,20, a moeda norte-americana caiu e voltou a ficar abaixo de R$ 4,00. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (24) com queda de R$ 0,155 (3,73%), vendido a R$ 3,99.

Ontem, o dólar tinha encerrado o dia vendido a R$ 4,146. A moeda abriu a sessão de hoje em alta e chegou a atingir R$ 4,248 na máxima do dia, por volta das 10h30. Nas horas seguintes, porém reverteu a tendência e passou a cair, até fechar abaixo de R$ 4,00. A divisa acumula alta de 10% em setembro e de 50,1% em 2015.

A cotação passou a cair depois que o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, informou que o banco pode vender dólares das reservas internacionais no mercado à vista, operação que não é feita desde fevereiro de 2009. Apesar da declaração, o BC não começou a se desfazer dos recursos das reservas, atualmente em US$ 370,6 bilhões.

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Tombini não descarta vender dólares das reservas internacionais (Foto Agência Brasil).
Tombini não descarta vender dólares das reservas internacionais (Foto Agência Brasil).

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, não descartou a possibilidade de venda de dólares das reservas internacionais. O dólar está em forte alta, nos últimos dias. Hoje (24), a moeda chegou a ser cotada a R$ 4,2479, às 10h29min, e às 12h09min, estava em R$ 4,2026. Ontem (23), o dólar comercial fechou cotado para venda em R$ 4,146.

“Todos os instrumentos estão no raio de ação do Banco Central caso seja necessário”, disse Tombini, que participou, pela primeira vez, do início da coletiva de imprensa sobre o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (24) pelo BC.

Nessa quarta-feira, o BC fez leilões de venda de dólares das reservas internacionais com compromisso de recompra futura e de novos contratos de swap (operação equivalente à venda de dólares no mercado futuro), o que não era feito desde abril. O BC vinha fazendo apenas operação de rolagem (renovação) de swaps cambiais.

Tombini destacou que a atuação do BC tem o objetivo de fazer com que o mercado de câmbio funcione e para diminuir as volatilidades (fortes oscilações).

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dinheiro4Cerca de 28 milhões de aposentados, pensionistas e demais segurados da Previdência Social começam a receber nesta quinta-feira, 24, a primeira parcela do décimo terceiro. O pagamento ocorre até 7 de outubro.

Os primeiros a receber o décimo terceiro serão os beneficiários que ganham um salário mínimo com cartão de final 1, desconsiderando o dígito. Para quem recebe mais de um salário, a parcela começa a ser depositada em 1º de outubro. Segundo o Ministério da Previdência Social, o adiantamento injetará R$ 16 bilhões na economia.

Desde 2006, o décimo terceiro aos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é pago em duas etapas. A primeira parcela não vem com o desconto do Imposto de Renda, que só incide na segunda parcela sobre todo o valor do décimo terceiro. Neste ano, a segunda parcela será paga de 24 de novembro a 7 de dezembro.

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Para Levy, manutenção de vetos evita novos impostos (Foto Valter Campanato/Agência Brasil).
Para Levy, manutenção de vetos evita novos impostos (Foto Valter Campanato/Agência Brasil).

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse hoje que a manutenção – pelo Congresso Nacional – dos vetos da presidenta Dilma Rousseff a projetos que aumentavam gastos do governo evitaram a introdução de novos impostos no bolso do contribuinte. “[A presidenta] vetou porque era [preciso] evitar novos impostos”, disse Levy, ao fazer uma palestra no Fórum de Segurança Jurídica e Infraestrutura, na sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, em Brasília.

Deputados e senadores mantiveram na madrugada de hoje (23) os vetos a projetos que tratavam do fim do Fator Previdenciário e ao que acaba com a isenção do PIS/Cofins para o óleo diesel. Foram mantidos também outros 22 vetos. Eles constam da pauta de 32 vetos da presidenta Dilma Rousseff a diversos projetos de lei.

Segundo Levy, o Brasil – por meio do Congresso Nacional, “deu uma mostra de maturidade com a votação”.

O ministro da Fazenda disse também que o sucesso da votação se deveu ao empenho da presidenta Dilma Rousseff em favor da manutenção dos vetos. Segundo Levy, se os vetos fossem derrubados, haveria o risco de o aumento de gastos onerar “o bolso do contribuinte”.

O ministro disse a sociedade brasileira tem de ter consciência de que, sempre que há uma despesa, é necessário aumentar os impostos para manter a estabilidade fiscal. Segundo ele, é importante que o Brasil obtenha avanços em favor da diminuição da desigualdade de renda, mas é necessário também que haja atenção para os custos custos tributários decorrentes dessa decisão.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coelho, criticou – durante o seminário – o ajuste proposto pelo governo que inclui a proposta de aprovação da nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para custear a Previdência Social. Em resposta, Levy disse que comunga com as palavras do presidente da OAB, mas acrescentou que é preciso que o Brasil tenha uma estratégia para quitar despesas.

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bicicletaGésio Passos | Agência Brasil

O Dia Mundial sem Carro, celebrado nesta terça-feira (22), repercute o debate sobre mobilidade urbana que atinge a população de diversas regiões do Brasil. Com a opção massiva pelo automóvel, o trânsito nas grandes cidades ultrapassa os limites para locomoção, e o transporte por meio de bicicletas passa a figurar como bandeira de grupos que defendem o direito de ir e vir.

Para Renata Florentino, coordenadora da organização não governamental Rodas da Paz, é necessário repensar o desenho urbano para buscar cidades mais humanizadas. Nesse contexto, a destinação do espaço viário para bicicletas seria fundamental para a democratização das vias públicas e o desenvolvimento de um transporte sustentável.

Diante das necessidades, o uso da bicicleta é visto não apenas como recreação, mas como opção de locomoção. O movimento para fortalecer a bicicleta como alternativa, por sua vez, começa, na maioria das vezes, com a simples organização de grupos de “pedal” para incentivar a prática.

O Pedala Manaus, na capital do Amazonas, é uma dessas iniciativas que, a princípio, tinha o objetivo de reunir amigos. A ideia cresceu e acabou se transformando em um centro de promoção da bicicleta como meio de transporte. Claudia Oliveira, uma das coordenadoras do grupo, afirma que o “grupo ainda promove passeios noturnos, mas também realiza atividades educativas e interlocução com o poder público”.

HISTÓRIA

A organização dos grupos de ciclistas foi inspirada em passeios de bicicletas conhecidos como “critical mass”, “massa crítica” na tradução livre ou, como ficaram conhecidas, as “bicicletadas”. Lançado nos Estados Unidos, na década 1990, e em expansão no Brasil na década de 2000, o movimento busca um novo modelo de cidades baseado nas pessoas e não em carros.

A conscientização da população refletiu na elaboração de políticas públicas voltadas para a mudança no trânsito. Renata Florentino aponta que a própria legislação obrigou as cidades a se organizarem por meio de Planos Diretores de Mobilidade Urbana. “Hoje existe até uma disputa entre cidades para ver qual faz mais ciclovias”, destaca a ativista.

A coordenadora do Pedala Manaus, Cláudia Oliveira, acredita que a criação de infraestrutura viária vem resultando no aumento da demanda do uso da bicicleta. Já Renata Florentino, lembra que ainda é preciso avançar na construção de ciclofaixas, ciclovias e favorecer a moderação do tráfego, com a diminuição dos limites de velocidades nas vias, como o que está ocorrendo em São Paulo.

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concursos

Da Agência Brasil

Entre as medidas de ajuste fiscal anunciadas pelo governo está a suspensão dos concursos públicos para o próximo ano. Segundo o Ministério do Planejamento, o congelamento trará economia de R$ 1,5 bilhão. O anúncio desanimou quem estuda para conquistar um cargo na administração pública. No entanto, 2016 não será um ano completamente morto para os certames. Os concursos já autorizados estão mantidos.

Segundo o Planejamento, estão preservados concursos autorizados em 2015 e com editais previstos para 2016. No caso de concursos de períodos anteriores, inclusive os homologados e aguardando autorização para nomear os aprovados, o Planejamento informou que as nomeações estão mantidas, segundo o número de vagas previsto e dentro do prazo de validade final do certame. Pela Constituição Federal, a validade de um concurso é de até dois anos, prorrogáveis por igual período.

As vagas asseguradas estão previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2015, que estabelece teto de 45.582 cargos. No caso da proposta de LOA de 2016, a ideia é que os 40.389 cargos, dos quais 25.606 são do Executivo, sejam suspensos. Para garantir a suspensão que, segundo o ministério, proporcionaria economia de R$ 1 bilhão ao Executivo e R$ 500 mil ao Legislativo e Judiciário, o governo terá de alterar os projetos de lei da LOA e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano que vem. Ambas estão no Congresso Nacional para serem apreciadas. De acordo com o Planejamento, as alterações serão enviadas ao Congresso em breve.

O Ministério do Planejamento esclareceu ainda como fica a análise dos pedidos de órgãos públicos para a realização de concursos. Pela legislação atual, os órgãos do Executivo Federal encaminham os pedidos para a realização de novos concursos à pasta até 31 de maio de cada ano.

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Dilma considera golpe caminho tomado pela oposição (Foto Wilson Dias/Agência Brasil).
Dilma considera golpe caminho tomado pela oposição (Foto Wilson Dias/Agência Brasil).

A presidente Dilma Rousseff disse hoje (16) que querer usar a crise econômica que o país atravessa como instrumento para chegar ao poder é “uma versão moderna do golpe”. Segundo Dilma, vários países passaram por crises nos últimos anos e, em nenhum, a “ruptura democrática” foi proposta como solução.

“Em todos esses países que passaram por dificuldades, você não viu nenhum país propondo a ruptura democrática como forma de saída da crise. Esse método que é querer utilizar a crise como um mecanismo para chegar ao poder é uma versão moderna do golpe”, comparou Dilma, em entrevista para a Rádio Comercial AM, de Presidente Prudente, antes de viajar para um compromisso na cidade do interior paulista.

Dilma disse que há pessoas “que não se conformam” com o fato de o Brasil ser uma democracia sólida, baseada na legitimidade do voto popular. “Essas pessoas geralmente torcem para o quanto pior, melhor. E aí é em todas as áreas, quanto pior, melhor na economia, quanto pior, melhor na área política; todas elas esperando uma oportunidade para pescar em águas turvas”.

Para a presidente, o Brasil “tem uma solidez institucional” e voltou a pedir união das forças políticas para fazer o país voltar a crescer. “O que temos de fazer é o seguinte, nos unirmos, todos juntos o mais rapidamente, independente das nossas posições e interesses pessoais ou partidários, e tomarmos o partido do Brasil, o partido que leva à mudança da nossa situação”.

Dilma considera “fundamental muita calma nesta hora, muita tranquilidade e a certeza que eu posso garantir: o governo trabalha diuturnamente, incansavelmente para garantir a estabilidade econômica e política do país.”

Standard&Poor’s

Na entrevista, Dilma comentou o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação de riscos Standard&Poor’s, mas disse que a economia brasileira não tem problemas de crédito internacional nem dificuldades para atrair investimento estrangeiros.

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Cresce número de usuários de internet via celular.
Cresce número de usuários de internet via celular.

Acessam à internet pelo celular 81,5 milhões de brasileiros com mais de 10 anos de idade, segundo pesquisa divulgada hoje (15) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O número representa 47% dessa parcela da população, de acordo com as entrevistas feitas em 19,2 mil domicílios entre outubro de 2014 e março de 2015. Na edição anterior da pesquisa TIC Domicílios, com referência a 2013, o percentual de usuários da rede por telefone móvel era de 31% e em 2011, de 15%.

O celular é o segundo aparelho mais presente nos lares brasileiros, estando em 92% deles. Perde apenas para os televisores, que estão em 98% dos domicílios. No total, o telefone móvel é usado por 86% dos adultos e adolescentes, um total de 148,2 milhões de pessoas. O aparelho é o único meio de acesso a rede para 19% dos usuários. O computador é o canal exclusivo de conexão para 23% dos internautas. 56% utilizam os dois meios.

Entre os usuários de internet, o equipamento mais utilizado ainda é o computador, sendo meio de acesso de 80% deles – 54% computadores de mesa e 48% notebook. Em seguida, vem o celular, com 76%. O tablet é usado por 22%.

DESIGUALDADE REGIONAL NO ACESSO À INTERNET

Em 50% dos domicílios, há pontos de acesso à rede. Porém, são apontadas desigualdades regionais. Enquanto o índice de lares com internet fica entre 55,1% e 60% no Sudeste, o percentual nas regiões Norte e Nordeste está entre 35% e 40%. “A série histórica da TIC Domicílios tem mostrado a permanência da desigualdade no acesso, fato que precisa ser observado em sua complexidade pelos gestores públicos para a reversão deste quadro” ressalta o gerente do Cetic.br, Alexandre Barbosa.

Por classe social, também é verificada disparidade no acesso. Entre as residências da classe A, 98% têm conexão, 82% nas da classe B, 48% na classe C e 14% nas D e E. O custo elevado do serviço é um dos motivos apontado por 49% dos que não têm internet em casa. O segundo fator mais citado é a falta de computador (47%). Enquanto 45% disseram simplesmente não ter interesse, informa a Agência Brasil.

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marivalguedesMarival Guedes | marivalguedes@gmail.com

 

A outra história aconteceu com o próprio autor, quando estava desempregado. Ele conta que recebeu ligação telefônica de Hebe Camargo, “com quem sempre manteve relações afetuosas”.

 

O jornalista Paulo Henrique Amorim deu um show de conhecimento, ironia e criatividade no lançamento do seu novo livro, O Quarto Poder – Uma Outra História

Com maestria, relatou acontecimentos. Alguns estão no livro, escolhi dois, independente do grau de importância em relação aos outros.

Quando Brizola se elegeu governador, construiu o sambódromo e decidiu escolher a emissora que faria a cobertura do carnaval por meio de licitação. Boni, diretor da Globo, num vacilo, não participou e a Manchete ganhou a exclusividade.

Roberto Marinho ficou retado com Brizola e com Boni e com o dono da Manchete, Adolpho Bloch. Tentando reduzir os danos, telefonou para Bloch, com o objetivo de propor um pool para a transmissão. Mas não era atendido. Bloch mandava dizer que não estava.

Anos depois, a Manchete “quebrou”. Adolpho Bloch foi à Globo pedir ajuda. Esperou duas horas e, quando atendido, foi logo adiantando:

– Roberto, a Manchete faliu e só você pode me salvar.

– Adolpho, há dez anos estou esperando você retornar aqueles telefonemas. Passar bem.

E Bloch foi conduzido para a saída pela secretária de Roberto Marinho.

A outra história aconteceu com o próprio autor, quando estava desempregado. Ele conta que recebeu ligação telefônica de Hebe Camargo, “com quem sempre manteve relações afetuosas”.

– Paulo Henrique, estou aqui na sala do Silvio. Estou dizendo a ele que você topa vir pra cá. Você toparia?

– Claro Hebe, estou desempregado. A vida é dura.

-Viu Silvio, ele topa! Fala com ele, Silvio.

Silvio pega telefone:

– Olá, Paulo Henrique, eu gosto muito do seu trabalho. Muito mesmo. Mas eu gosto do seu trabalho na televisão dos outros.

Caso semelhante aconteceu no jornal A Tarde na década de 80. Os jornalistas Benedito Simões, Marcos Luedy e Luiz Guilherme Tavares faziam free-lance. Em função da qualidade, o chefe de redação sugeriu a contratação do trio.

O diretor Jorge Calmon, “direitista até a medula”, foi curto e sincero com eles:

– Aqui vocês jamais serão contratados.

Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas aos domingos no Pimenta.

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dragão inflaçãoA inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulada em 12 meses, ficou em 9,53% em agosto deste ano.

A taxa é superior ao teto da meta da inflação do governo federal para este ano, que é de 6,5%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em julho, a taxa acumulada em 12 meses, havia ficado em 9,56%.

O IPCA acumula taxa de 7,06% em um ano. Considerando-se apenas o mês de agosto deste ano, a inflação ficou em 0,22%. No mês anterior, a taxa havia ficado em 0,62%. Em agosto do ano passado, a taxa havia sido de 0,25%. (AB)

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Para Wagner, vice-presidente acabou sendo vítima de intriga.
Para Wagner, vice-presidente acabou sendo vítima de intriga.

O ministro da Defesa, Jaques Wagner, apoiou hoje (7) o vice-presidente da República, Michel Temer, em razão de suas declarações recentes sobre a popularidade do governo. Wagner disse que a fala de Temer de que “nenhum governo resiste três anos e meio com esse índice de popularidade” é “óbvia”.

Para Jaques Wagner, as pessoas deram uma “conotação diferente” ao que foi dito pelo vice-presidente. “É óbvio que todos nós que estamos no governo estamos trabalhando para que o índice de aprovação do governo cresça. Ninguém acha bom ter 7%, 8%, 9% [de aprovação]”. Para Wagner, Dilma chegará sim ao fim de seu mandato “porque nós já começamos o processo de recuperação”.

O ministro da Defesa disse que há pessoas querendo “fazer intrigas” contra o vice-presidente, mas Temer continua contando com o apoio dos colegas de governo. “Pessoalmente não vejo nenhum constrangimento e continuo assinando embaixo das declarações dele. Temer é um homem que tem uma história, é um constitucionalista e eu acho que tem muita gente que gostaria de intrigá-lo. E eu tenho certeza que todo trabalho que ele está fazendo é no sentido de desfazer essa intriga. Pelo menos comigo a conversa foi exatamente essa e eu continuo tendo o maior apreço por ele”.

Ontem (6), a assessoria de imprensa do vice-presidente divulgou nota na qual afirma que Temer não é um “frasista” e que age dentro dos limites da lei. Na nota, a assessoria também afirma que Temer não tem atitudes conspiratórias e que “a divisão e a intriga são hoje grandes adversárias do Brasil”, agravando a crise política e econômica. Informações da Agência Brasil.