Valéria foi assassinada pelo ex-companheiro em Canavieiras || Foto Reprodução
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A polícia do sul da Bahia tenta prender um homem acusado de invadir uma casa e assassinar, a tiros, um casal de namorados, na tarde de segunda-feira (25), em Canavieiras. As vítimas foram identificadas como Valéria França Guimarães, de 28 anos, e Wellington Gonçalves de Carvalho, 35.

O suspeito do duplo homicídio é o ex-marido de Valéria França, que não teve o nome divulgado. De acordo com testemunhas, no final da tarde de ontem, o homem invadiu um imóvel onde Valéria estava com o namorado e fez vários disparos contra o casal.

Valéria França morreu no local e Wellington Gonçalves ainda chegou a ser levado para o Hospital Regional Régis Pacheco, em Canavieiras, mas já chegou morto. A mulher tinha uma filha pequena, que está sob proteção do Conselho Tutelar de Canavieiras.

Walmir Rosário recupera história do duelo futebolístico entre Belmonte e Itajuípe
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Pires prometeu que nunca mais jogaria em Belmonte e abandonaria o futebol se tivesse que fazer outra partida naquela cidade.

 

 

 

 

 

 

 

Walmir Rosário

Quem jogou ou, pelo menos, acompanhou jogos do futebol amador em tempos passados sabe a dificuldade em disputar uma partida no campo adversário. Nas fazendas, então, era o parto da bezerra. O visitante era convidado a jogar, mas era impedido de ganhar. Para tanto, o árbitro era escolhido a dedo pelo mandante, com o dever de impedir, a qualquer custo, a vitória do time de fora. E não adiantava espernear.

Para não ficarmos falando só do passado, isso existe até hoje, não pela simples rivalidade entre as duas equipes, a exemplo de Itabuna e Ilhéus, que perdura aos dias atuais e não tem prazo para encerrar. Com as equipes profissionais convencionou-se dizer que nos seus domínios o adversário tem que agir com muita cautela, chegando a afirmar que o touro em pasto alheio não passa de bezerro. E os velhos alçapões estão aí.

Para não dizer que não saí da cozinha de casa, lembro bem das partidas entre os times brasileiros e argentinos nos estádios dos hermanos, que não respeitam a torcida, os árbitros e muito menos os adversários. Quando o resultado não já estava encomendado, eles o fabricavam, sem qualquer cerimônia ou receio das consequências legais que poderiam ser tomadas.

Não tenho base legal ou conhecimento para afirmar que os antigos dirigentes e torcedores da Seleção Amadora de Belmonte, no Sul da Bahia, herdaram esses costumes dos argentinos, mas que agiam parecido, isto é fato e não se pode negar. Que digam os atletas, dirigentes e torcedores das seleções amadoras de Canavieiras, Ilhéus, Itabuna nos velhos tempos do Campeonato Baiano de Amadores.

Pra início de conversa, assim que a seleção adversária chegava era recepcionada por uma comissão que tinha como objetivo atingir moralmente os adversários com palavras difamantes, ultrajantes e tudo o mais que a valha. Mas não ficava por aí, essas comissões se revezavam em frente a pensão que hospedava a delegação, e fazia muito barulho noite a dentro, evitando que dormissem o sono dos justos.

Uma solução encontrada por Itabuna foi viajar para Belmonte em aviões, os famosos teco-tecos, com a finalidade de chegar um pouco antes da partida. Os que se aventuravam ir de ônibus comiam o pão que o diabo amassou. Tinham que chacoalhar nas velhas “marinetes” da Sulba por quase 200 quilômetros. Aguentar a poeira os atoleiros, a depender da estação do ano.

No começo da década de 1960, a Seleção de Itajuípe tinha um compromisso com o selecionado de Belmonte pelo Campeonato Baiano de Amadores. Os dirigentes alugam um ônibus e saem no sábado bem cedo (um dia antes). No caminho desceram para empurrar o veículo várias vezes e conseguiram chegar com o sol caindo no horizonte. Foram ao estádio reconhecer o gramado e dali se dirigiram à pensão.

Por recomendação do presidente Jackson Hage e dos diretores Fernando Mansur e Tuffik, os jogadores não saíram da pensão para conhecer a cidade, por motivos óbvios. Mas não conseguiram dormir com a batucada na praça em frente, sob o comando da apaixonada torcida belmontense. E Itajuípe tinha que sair de Belmonte, no mínimo, com um empate, para disputar com a Seleção de Ilhéus. Mas o pensamento do grupo era ganhar o jogo.

E a partida não saia do 0X0. Mais ou menos aos 35 minutos do segundo tempo, o árbitro, do meio de campo, marcou um pênalti contra a Seleção de Itajuípe, sem qualquer motivo e fora de qualquer jogada. Não adiantaram as reclamações. O árbitro estava irredutível. Atrás do gol de Itajuípe, uma pessoa chegou para perto do goleiro Antônio Pires, tirou o revólver da cintura e disse: “Se você se mexer na área eu lhe encho de chumbo”.

Ao presenciarem a cena, os jogadores da Seleção de Itajuípe comunicaram o fato à diretoria, que por sua vez chamou a polícia, que confirmou a arma e a estranha ameaça. Não se sabe o motivo e o poder do agressor, já que os policiais não o prenderam. Apenas se dividiram em dois grupos, um junto ao ameaçador e outro ao lado da trave, no sentido de evitar que o crime se consumasse, caso o goleiro Pires pegasse o pênalti.

Confusão amainada, o jogador do selecionado belmontense chuta a bola e o goleiro Pires a encaixa com segurança. Mesmo com a proteção dos policiais, o ameaçador continua prometendo transformar Pires numa tábua de pirulito, pelos tiros que prometia dar. O árbitro é obrigado a interromper o jogo, pois todos os jogadores formaram um cordão de isolamento para proteger o goleiro ameaçado.

A única solução encontrada pelos dirigentes foi fretar um avião teco-teco e transferir Pires para Ilhéus. Embarcaram Pires em um jipe, na companhia de Fernando Mansur e Tuffik, além dos policiais, para levá-los ao avião, enquanto em outro jipe ficou o agressor cercado de policiais. Assim que o teco-teco levanta voo, o jogo é retomado, com o goleiro reserva no lugar de Pires, e o placar de 0X0 foi mantido, apesar do desespero dos itajuipenses.

Pires prometeu que nunca mais jogaria em Belmonte e abandonaria o futebol se tivesse que fazer outra partida naquela cidade. E não se falou mais nisso.

Walmir Rosário é radialista, jornalista, advogado e autor de Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Novo livro do mestre Walmir Rosário já pode ser adquirido em formato digital (eBook)
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Os grandes craques que vi jogar – nos estádios e campos de futebol de Itabuna e Canavieiras é o mais novo livro do radialista e jornalista Walmir Rosário. Editada pela Ojuobá Projetos de Comunicação, a obra traça o perfil dos craques das antigas que tinham verdadeiro domínio da bola. O autor expressa, em cada crônica, o verdadeiro sentimento desses jogadores amadores ao jogar por suas esquipes e as seleções de suas cidades.

Bastava envergar o manto sagrado para que esses craques se superassem das deficiências dos antiquados treinamentos físicos e táticos das equipes do interior e entrassem em campo com a finalidade de ganhar o jogo. Com essa sequência de vitórias, chegavam os tão sonhados títulos nos campeonatos municipais e intermunicipais, façanha conseguida pela Seleção de Itabuna ao conquistar o hexacampeonato baiano intermunicipal.

Essa brilhante conquista teve como protagonistas, praticamente, os mesmos jogadores, de 1957 a 1965, com um intervalo de três anos sem a disputa do campeonato (1958, 1959 e 1960), retomado em 1961. A base da seleção vinha dos clubes amadores itabunenses Janízaros, Fluminense, Grêmio, Flamengo, Botafogo, Bahia e Corinthians, verdadeiras fábricas de craques.

TRANSIÇÃO

O livro também aborda a transição do futebol amador para o profissional, com a criação do Itabuna Esporte Clube, conhecido com o slogan Meu Time de Fé. O Itabuna brilhou no Campeonato Baiano de profissionais, com equipes competitivas; no início, formadas pelos craques amadores. Mais tarde, mesclada com profissionais vindos do sul do país.

O foco da obra é mostrar a trajetória de cada um desses craques, como iniciaram e foram descobertos nos campinhos de baba e seguiram carreira amadora, muitos deles chegando ao profissionalismo. O espetáculo rolava solto aos domingos, no velho campo da Desportiva, em Itabuna, para a satisfação dos torcedores, que enchiam o estádio para torcer pelos seus times.

PAIXÃO

A paixão pelo futebol era tamanha que, em Itabuna, surgiu o primeiro Colégio de Futebol Grapiúna, criado pelo vascaíno Demosthenes Propício de Carvalho, cirurgião dentista que influenciou na formação de caráter e na arte de jogar futebol dos futuros craques. Dessa escolinha saíram grandes jogadores amadores e profissionais, a exemplo de Perivaldo, que atuou em grandes clubes e até na Seleção Brasileira.

Algumas crônicas são dedicadas a fatos pitoresco do futebol do interior, como o dia em que o Botafogo itabunense entrou em campo no segundo tempo sem o goleiro Romualdo Cunha, que ficou no vestiário tirando um cochilo. Somente após 15 minutos sua ausência foi notada por um torcedor. Esse era o mesmo Botafogo dos meios campistas Pedrinha e Mundeco, considerados superiores a Pelé e Coutinho, quando o assunto era a tabelinha.

CRAQUES DE CANAVIEIRAS

O leitor conhecerá, em outras crônicas, dois dos grandes craques que se formaram em Canavieiras, no sul da Bahia: Bené Canavieira (sem o s final) e Boinha Cavaquinho, que jogaram um futebol de gente grande. Canavieira passou pelo Botafogo Carioca nos tempos de Garricha, Didi, Nilton Santos, além de outras equipes. Já Boinha Cavaquinho era centroavante goleador, jogava bem nas onze posições, do gol à ponta-esquerda.

O livro “Os grandes craques que vi jogar – nos estádios e campos de futebol de Itabuna e Canavieiras” foi editado pela Ojuobá Projetos de Comunicação, com design gráfico, editoração e capa de Tasso Filho e Vitória Giovanini. A obra está disponível em eBook, na Amazon. Para assinantes do serviço Kindle Ilimitado, a leitura é gratuita. Quem não tem assinatura pode adquirir a coletânea por R$ 24,00. Acesse aqui.

Prefeito de Canavieiras é acusado de corrupção pelo TCM-BA
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O prefeito de Canavieiras, Clóvis Roberto Almeida, mais conhecido como Dr. Almeida, é acusado de superfaturar contrato para locação de veículos e máquinas pesadas de terraplanagem para coleta e acomodação dos resíduos orgânicos produzidos no município, conforme parecer do conselheiro Plínio Carneiro Filho.

Nesta terça-feira (22), os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) acataram denúncia contra o prefeito Doutor Almeida. O contrato foi firmado no exercício de 2017, com um custo total de R$ 2,3 milhões. Por causa das irregularidades, o gestor terá de devolver dinheiro ao município e foi multado pelo órgão de fiscalização.

De acordo com decisão do TCM-BA, o prefeito terá de devolver, com recursos pessoais, a quantia de R$ 275,454,12 aos cofres municipais, em razão da ocorrência de superfaturamento no reajuste do contrato (R$ 161.844,12) e da ausência dos boletins de medição em processos de pagamento (R$ 113.610,00). O gestor também foi multado em R$ 5 mil.

AS IRREGULARIDADES

A denúncia contra o prefeito de Canavieiras girou em torno da inexecução parcial do contrato nº 055/2017, com relação a não cumprimento das horas destinadas ao serviço e não utilização de uma das máquinas solicitadas no edital, qual seja, trator com esteira “ripper”, no período de março de 2017 a outubro de 2018, a indicar pagamentos indevidos ao contratado.

O TCM-BA informou que inspeção realizada por auditores constatou o cometimento de três irregularidades: encargos executados sem a devida formalização no contrato e sem cobertura contratual no montante de R$ 630.272,50; a ausência de boletins de medição em processos de pagamentos que somam R$ 113.610,00; e superfaturamento por reajustes no montante de R$ 161.844,12.

O órgão de fiscalização destacou que os documentos e as justificativas apresentadas pelo gestor na defesa não foram suficientes para sanar as irregularidades indicadas no relatório. Por conta disso, o conselheiro Plínio Carneiro Filho opinou pela procedência da denúncia.

O Ministério Público de Contas, por meio de manifestação da procuradora Camila Vasquez, também entendeu pela procedência parcial da denúncia, com aplicação de multa e determinação de ressarcimento aos cofres municipais.

Saiba quanto Itabuna e outras cidades sul-baianas vão receber
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O Ministério da Saúde definiu, em portaria publicada nesta quarta-feira (16), os valores que serão repassados a estados e municípios como complemento para efetivação do Piso Nacional da Enfermagem. Na Bahia, o Estado e os 417 municípios vão receber mais de R$ 253 milhões.

A quantia abrangerá os meses de maio a dezembro de 2023. Além dos entes federativos, os recursos contemplam entidades sem fins lucrativos que prestam ao menos 60% de seus serviços via SUS.

De acordo com o Ministério da Saúde, o dinheiro será transferido de fundo a fundo e caberá às gestões locais do SUS repassar os valores às entidades privadas. A previsão é de que o complemento chegue aos cofres públicos até a próxima segunda-feira (21).

O Piso Nacional da Enfermagem foi aprovado em agosto de 2022. Além do piso de enfermeiros, fixado em R$ 4.750, a Lei nº 14.434/2022 também estabeleceu remuneração mínima de técnicos de Enfermagem (R$ 3.325,00) e de auxiliares e parteiras (R$ 2.375,00).

SUL DA BAHIA

No sul do estado, a maior fatia do complemento será repassada ao município de Itabuna, que irá receber R$ 870.545. Ilhéus vem logo atrás, com R$ 768.299. Já Ibicaraí e Itacaré fazem jus a R$ 573.115 e R$ 507.099, respectivamente.

O levantamento do PIMENTA traz, ainda, as quantias definidas para Buerarema (R$ 96.083), São José da Vitória (R$ 80.491), Itajuípe (R$ 119.453), Canavieiras (R$ 351.872), Coaraci (R$ 429.074) e Camacan (R$ 153.492).

Ex-companheiro de Viviane Souza é suspeito do crime || Foto Reprodução
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O corpo de uma mulher foi encontrado dentro do tanque de água da casa onde ela morava, na noite deste domingo (6), em Canavieiras. Marcas no pescoço indicam que Viviane Souza Santos, de 22 anos, foi morta por estrangulamento.

A casa fica na Rua H, no Jardim Burudanga. O sumiço da jovem intrigou a vizinhança. A Polícia foi acionada e encontrou o corpo de Viviane. O Departamento de Polícia Técnica de Ilhéus (DPT) recolheu o cadáver para perícia.

O ex-companheiro da vítima, que não teve o nome divulgado, é o principal suspeito do crime. Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, ele a ameaçava. Após prestar depoimento, o homem foi liberado. Viviane deixa um filho de 3 anos, fruto de outro relacionamento.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

A morte de Viviane Souza Santos é investigada como feminicídio. Caso essa hipótese se confirme, a jovem entrará para uma triste estatística da violência no Brasil. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as agressões que resultaram na morte de mulheres estão em alta no País. Foram 1.437 casos desse tipo em 2022, 6,1% a mais do que no ano anterior. 

Advogado Marcos Alpoim assume procuradoria trabalhista da PGM de Itabuna
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O advogado Marcos Prates Alpoim assumiu o cargo de procurador trabalhista na Procuradoria-Geral do Município (PGM) de Itabuna. Alpoim foi nomeado para o cargo pelo prefeito Augusto Castro. O ato está publicado no Diário Oficial do Município do último final de semana.

Pós-graduado em Direito Processual Civil e militando no Direito há 15 anos, Alpoim acumula experiência em assessoria de câmaras municipais baianas e Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e já atua como procurador municipal há vários anos.

Na área trabalhista, atuou como procurador de municípios como Itajuípe e Canavieiras, ambas na região sul, e foi procurador-geral da Prefeitura de Floresta Azul. “Vamos encarar mais esse desafio”, disse Alpoim ao PIMENTA.

Divulgada a lista de selecionados no Programa Universidade Para Todos
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A Secretaria Estadual da Educação divulgou a relação oficial dos candidatos selecionados no Programa Universidade Para Todos (UPT). A lista de selecionados pode ser conferida no Portal do Governo da Bahia. Veja o link no final do texto. A matrícula deve ser feita no período de 5 a 9 deste mês, ou seja, de segunda a sexta-feira.

Conforme levantamento do PIMENTA, no sul da Bahia, as vagas são para os polos em Almadina, Camacan, Canavieiras, Gandu, Ibicaraí, Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Una e Uruçuca. Em Itabuna, as aulas serão ministradas no Colégio Estadual Adonias Filho e Centro de Tempo Integral Professor Adeum Sauer, no bairro São Caetano; Sindicato dos Comerciários, no bairro Conceição; Sítio I da Fundação Marimbeta, no Antique, e Sítio IV da Fundação Marimbeta, no bairro Nova Ferradas.

Em Ilhéus, as aulas serão ministradas no Colégio Estadual de Salobrinho, Colégio Fábio Araripe, Moyses Bohana, Professor Carlos Roberto Arleo Barbosa (antigo Centro Social Urbano) e Fraternidade Feminina Regeneração Sul Bahiana, no Malhado.

O Programa Universidade para Todos está oferecendo, neste ano, 18.966 em 195 municípios. O programa funciona em parceria com as quatro universidades estaduais, Universidade Estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Universidade do Sudoeste da Bahia (Uesb) e Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Isso representa 3.966 oportunidades a mais do que em 2022, quando foram disponibilizadas 15 mil vagas.

CONTEÚDOS

No UPT são abordados os conteúdos de todos os componentes curriculares. As atividades vão acontecer de segunda a sexta-feira, no polo de conhecimento e horário em que o estudante se inscreveu – no contraturno das aulas eletivas e do horário oposto ao do trabalho para os alunos egressos.

Aos finais de semana, os estudantes poderão participar de projetos complementares, como aulões e revisão para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e receber orientação profissional para saber o que é projeto de vida, quais são os cursos que cada universidade pública oferece e qual o perfil de profissional, entre outros assuntos. Acesse aqui a lista de selecionados.

Jornalistas tornam-se réus em processo sobre esquema do pix
Tribunal do Júri condena integrantes do "tribunal do crime" || Foto Divulgação
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Últimos dias para inscrições no concurso do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), que tem oferta de 287 vagas em diversas comarcas, para profissionais de níveis médio e superior. No sul da Bahia, há oportunidades para Ilhéus, Itabuna, Camacan, Ibicaraí, Coaraci, Canavieiras, Gandu, Una, Buerarema, Itacaré, Ipiaú e Uruçuca.

Para nível superior, as vagas são para administrador, arquiteto, analista de tecnologia da informação e comunicação, auditor, contador, engenheiro civil, engenheiro eletricista, engenheiro mecânico, engenheiro de segurança do trabalho, estatístico, jornalista, médico, pedagogo e psicólogo.

O salário varia de R$ 3.725,10 a R$ 6.111,82, mais benefícios. As inscrições podem ser feitas até as 14h da próxima quarta-feira (10), no site da Fundação Carlos Chagas (FCC). A taxa varia de R$ 80,00 a R$ 120,00, a depender do nível do cargo pretendido.

As provas estão previstas para o dia 23 de julho, nas cidades de Salvador, Ilhéus, Juazeiro, Feira de Santana, Barreiras, Vitória da Conquista e Porto Seguro.

O concurso terá dois anos de validade e poderá ser prorrogado por igual período, a partir da data da homologação do resultado final. Acesse o edital aqui.

Canavieiras em mais um registro de enchente na Capital do Caranguejo || Foto Walmir Rosário
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Apesar do rigor que o caso requeria, com pose de autoridade e boxeador, Valdemar Broxinha foi logo apresentando a solução: “A doutora tem que chamar o prefeito às falas, pois essa não é a maneira correta de tratar uma autoridade como Vossa Excelência, ainda mais não pagando as contas devidas”.

 

Walmir Rosário

Já diziam os mais antigos que é impossível lutar contra as coisas divinas, ou da natureza, como queiram. E a cada dia os sinais que recebemos ficam mais visíveis, reais. Somente não vê quem não quer. Mas, ousado como sempre fui, acrescento aqui que o tal do homem contribui bastante para acentuar as catástrofes que nos importunam a cada dia que passamos nesta terra.

Não podemos – nem devemos – desconhecer que usamos a ciência para desenvolver nossa vida, embora fechamos os olhos para em temas que não nos interessam, seja pelo alto custo financeiro, ou por puro descaso. O meio ambiente é o mais desprezado e nos atinge em cheio com as chuvas ou a falta delas. Se chove muito pedimos para parar, se a estiagem é prolongada rezamos para chover.

Desde a semana passada que os cientistas do tempo e clima nos alertavam para as fortes chuvas que se abateriam no sul da Bahia, recomendando cuidados especiais aos moradores ribeirinhos e praianos. E pergunto: fazer o quê? Não sair para pescar e evitar os fortes ventos e o mar revolto, ou não enfrentar as estradas para não dar de cara com as barreiras caídas, são simples precauções.

Mas não temos como evitar a força das águas enchendo e transbordando rios, derrubando casas nos morros, causando enormes prejuízos materiais, notadamente junto aos menos abastados financeiramente. Pior, ainda, são os danos morais sofridos por famílias inteiras ao ter que deixar suas casas e se abrigarem – coletivamente – em escolas, estádios de futebol, além de chorar a perda de seus familiares, mortos nos deslizamentos de terra.

Eu, pelo menos, não me sinto consolado com os anúncios dos governantes nas mídias, anunciando verbas a não acabar mais, para a reconstrução de estradas, moradias, construção de novas casas e tudo o mais que puderem prometer. Entra ano e sai ano, pasmem, os recursos não chegam, as obras não são construídas e aos moradores das encostas e baixios só restam rezar aos seus santos padroeiros para continuarem vivos.

Em Canavieiras não é diferente. Se não existem os morros e encostas, sobram rios e riachos em terras planas, muitas delas mais baixas que os cursos d’água e que formam grandes bacias. Quem mora nas redondezas não tem opção e só resta aguardar, pacientemente, as águas baixarem. Muitos deles, de forma inteligente, constroem suas casas no sistema palafita, para se livrarem de prejuízos maiores.

Não pensem os senhores que os prejudicados são apenas os ribeirinhos e moradores das encostas. Com o estrago feito pelas chuvas chega o desabastecimento de víveres, provocando o aumento nos preços, além do corte de outros serviços, a exemplo do fornecimento de energia elétrica, por conseguinte, de água. Pasmem! Quem mora ou morou em Canavieiras sabe muito bem os transtornos causados pela falta da eletricidade.

Neste domingo (23 de abril) à noite, enquanto orava em casa para que São Pedro desse uma trégua, fechando as torneiras celestiais, fomos surpreendidos pela escuridão. Se tínhamos água à vontade, ficamos desprovidos de energia elétrica. Um apagão geral em toda a cidade, nos privando do uso dos avanços da tecnologia, como a internet, o telefone, a televisão e o ar-condicionado. Isso até o dia seguinte.

Situações como essa me remete há muitos anos, quando era bastante comum a falta de energia elétrica em toda a Canavieiras. Por aqui se festejou bastante e até foi decretado feriado quando a Companhia Elétrica Rio de Contas (Cerc) trocou o velho motor pela energia da barragem do Rio de Contas. Foi um avanço e tanto, embora os transtornos continuaram, em escala menor, a bem da verdade. Pelo menos os os dissabores eram levados na gozação.

Veio a Coelba e a energia não resistia a uma pequena chuva por anos a fio. Desde os tempos em que a Cerc imperava as constantes falta de energia elétrica eram creditadas ao humor do chefe local, Valdemar Broxinha, o que não concordo. Penso eu que como Valdemar era implacável com o consumidor inadimplente, todas as culpas pelos apagões recaiam sobre ele, haja vista sua severidade no trato administrativo.

Na Confraria d’O Berimbau, local em que Valdemar Broxinha gozava de largo prestígio, principalmente se chegasse com o violão, era sobejamente comentada as suas peripécias com um influente político mandatário baiano. Os comentários versavam que assim que chegava o avião com a autoridade, ele providenciava um apagão, somente para alimentar os pernilongos com o sangue “azul” do executivo.

De outra feita, ao ser transferido para a vizinha cidade de Itapebi, se encontrava em pleno lazer no clube social, quando foi procurado por um serventuário da justiça, com um chamado urgente. O motivo era simplesmente porque a juíza da comarca se encontrava às escuras, com a energia de sua residência cortada por falta de pagamento. E a culpa não era da magistrada, mas da prefeitura, dona do imóvel, que não pagou a conta da energia.

Apesar do rigor que o caso requeria, com pose de autoridade e boxeador, Valdemar Broxinha foi logo apresentando a solução: “A doutora tem que chamar o prefeito às falas, pois essa não é a maneira correta de tratar uma autoridade como Vossa Excelência, ainda mais não pagando as contas devidas”. E se despediu garantindo que, no dia seguinte, assim que a conta fosse paga,a ligação elétrica seria imediatamente restabelecida.

Valdemar Broxinha sempre foi um homem de palavra. Sofríamos, é verdade, mas era divertido.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Pesquisador de supermercado está entre as vagas abertas nesta quinta-feira (13)
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Com vagas em áreas como supermercados, telemarketing, hotelaria e cozinha, as unidades do SineBahia nos municípios de Itabuna, Ilhéus e Una estão com oferta total de 196 vagas de emprego e de estágio e para jovens aprendizes nesta quinta-feira (13).

São 130 vagas em Itabuna, 16 em Ilhéus e 50 em Una. A maioria das vagas em Una são para residentes no município ou em Canavieiras.

Os interessados devem procurar as unidades do SineBahia para cadastramento e disputa de vagas. Em Itabuna, o atendimento é prestado no andar superior do Shopping Jequitibá, na Beira-Rio. Já em Ilhéus, na Rua Eustáquio Bastos, em frente à Praça Cairu, no Centro. A unidade de Una está situada na Rua Barão do Rio Branco, 307, no Centro.

O atendimento em Una vai até as 13h, enquanto em Itabuna e Ilhéus encerra-se às 15h30min. Os documentos que devem ser apresentados na hora do cadastramento são as carteiras de Identidade e de Trabalho, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade, além de curso de qualificação na área pretendida, caso possua. Clique em Leia Mais e confira todas as vagas disponíveis.

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Maria Vitória, que estava grávida, foi morta com filha no colo || Reprodução TV Santa Cruz
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A Polícia Civil procura um homem suspeito de matar a ex-companheira a tiros e facadas, em Canavieiras, no sul da Bahia. Uma criança de 3 anos, que é filha da vítima e estava no colo da jovem no momento do crime, foi baleada.

De acordo com a polícia, o crime foi praticado na noite de segunda-feira (10), na Vila Goiabeira, zona rural do município.

A vítima foi identificada como Maria Vitória Souza Barbosa, de 18 anos, que estava grávida de quatro meses.

Segundo informações da Polícia Civil, Maria Vitória morreu no local do crime. Já a criança, foi levada para o Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, e de lá para o Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, que é especializado em atendimento pediátrico. O estado de saúde dela não foi divulgada.

O suspeito do crime tem passagens pela delegacia por crimes que vão de tráficos de drogas a homicídio. Com informações da TV Santa Cruz. Atualizado às 17h57min.

Mega-Sena acumula em R$ 70 milhões
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O prêmio principal da Mega-Sena acumulou em R$ 47 milhões. No sorteio da noite desta quarta-feira (5), no Espaço de Loterias, em São Paulo, cinco apostas simples e um bolão feitos na Bahia acertaram cinco das seis dezenas e dividirão R$ 246 mil. Um bolão feito no município de Fátima faturou R$ 71.463,20.

Dentre as apostas simples contempladas na Bahia, uma foi feita no município Dom Basílio e outras quatro em Salvador. Cada uma receberá o prêmio de R$ 35.731,67.No geral, houve 109 apostas  no país que acertam as cinco dezenas. Na quadra, foram 8.175 ganhadores. Os números sorteados foram: 03, 04, 13, 29, 36 e 43.

Os acertadores das quatro dezenas no sul da Bahia são moradores de Canavieiras, Gandu, Ilhéus, Ipiaú, Itabuna e  Jussari. Cada um receberá R$ 680,60. O próximo sorteio da Mega-Sena será sábado (8). A aposta simples custa R$ 4,50 e pode ser feita até as 19h do dia do sorteio.

Funcionários do Banco do Brasil de Canavieiras em registro de 1964 || Acervo de Walmir Rosário
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“Entram no avião e um deles volta para o esperado discurso de despedida, que Boinha Cavaquinho lembra até hoje: ‘Canavieiras, Canavieiras, /Terra dos coqueirais,/Vai pra puta que pariu, /Que aqui não volto mais’”.

Walmir Rosário

O Banco do Brasil sempre foi considerado uma instituição singular, de prestígio em todo o país. Queiram ou não, era bem diferente dos demais estabelecimentos bancários, de acesso mais restrito a correntistas e funcionários. Estes somente ingressavam no corpo de funcionários pelo sistema de meritocracia, por meio de um concurso nacional, após anos de estudo. Valia a pena, por ser um emprego pra vida toda, até a sonhada aposentadoria.

Assinada a carteira e vencido o estágio probatório, o funcionário do BB era considerado um ser diferente, quem sabe superior, na hierarquia social, pelo prestígio que gozava na sociedade. A começar pelo contracheque, apelidado de espelho, recheado de cruzeiros, cruzados ou reais, em comparação aos salários pagos pelos bancos privados, também considerados bons pelos empregados.

E somente ingressavam no quadro de funcionários rapazes e moças cujo desempenho no concurso fosse bem acima da média. Uma prova considerada “pau a pau” com os temidos vestibulares. Língua portuguesa, com questões difíceis de gramática; história, e a mais temida: a matemática. Mas, não bastava, quem não fosse ágil e com um pedigree de ouro na datilografia nem se habilitasse, seria reprovado na hora.

Lembro dos meus tempos de menino, em que ficava deslumbrado ao entrar na agência Itabuna do BB e apreciar – com emoção – os lépidos funcionários datilografando contratos ou outros serviços. Mas, além de “bater a máquina”, ficávamos embevecidos com o cálculo feitos na máquina Facit manual, com as teclas numéricas e manivelas girando para frente e para trás, era um espetáculo para nós garotos.

Nem precisaria comentar, mas os funcionários do BB chamavam a atenção por serem considerados moços de alto partido pelas donzelas casadoiras, que se postavam nas janelas de suas casas no horário em que eles encerravam o expediente. Era um festival de suspiros quando eles passavam, muitas das vezes marcados por troca de olhares e algumas frases galanteadoras. Melhores partidos não haviam nas cidades.

Mas, para ostentar esse pesado status, os funcionários do BB foram obrigados a abrir mão de certos comportamentos e enfrentarem algumas mudanças na vida. Como o Concurso era nacional, na maioria das vezes tomavam posse no cargo em cidades e estados longe de onde moravam. Tinham que enfrentar as famosas repúblicas (morada coletiva) até que constituíssem família ou uma transferência para a cidade de origem.

Lembro que, em minha vida profissional, que me obrigava a “morar” em várias cidades e estados ao mesmo tempo, sempre encontrava um membro da Família Satélite (como são conhecidos os funcionários do BB). Era uma festa quando encontrávamos esses “conterrâneos”, que, muitas das vezes, até davam um jeito de facilitar nossa saída das intermináveis filas de atendimento nos caixas.

Por volta de 1977, saí da empresa em São Paulo com destino a Angra dos Reis para receber o pagamento de uma medição na Petrobras (oleoduto de Angra a Caxias). A Petrobras liberava o cheque três dias antes, com a recomendação de ser sacado no dia tal. Com o atraso na viagem, ao chegar na agência do BB, enquanto estacionava o carro, o relógio marcou as fatídicas 16h e os vigilantes fecharam as portas.

Eu não acreditava no que via, depois de horas viajando, consegui pegar o cheque na Petrobras e enquanto estacionava o carro encerrava o expediente. Enquanto eu olhava, sem acreditar, as portas fechadas, vejo um amigo de Paraty, Paulinho Polaco, gerente da casa lotérica em frente, que me pergunta: “O que foi?” E eu, desolado, conto o meu triste contratempo.

Paulinho me pede para esperar e entra por um corredor ao lado do prédio, conversa com o vigilante e entra na agência. Acena-me e entramos na agência. Quando me dirijo ao caixa indicado, dou de cara com um velho conhecido de Itabuna, Luiz Magaldi, que dá um grito: “Menino, o que você está fazendo aqui?”. Após o cumprimentos, agradeço a Paulinho e aos funcionários do BB, guardo a grande soma de dinheiro e vou embora.

Canavieiras é outro local onde guardo boas recordações do BB, muitos velhos e bons amigos. A agência do BB era uma potência e atendia a vários municípios da região, nas transações de impostos federais ou empréstimos da então pujante cacauicultura. Como àquela época dispunha de linhas regulares de aviação, era considerada uma cidade de grande porte.

Nos anos 1950, num desses concursos, uma turma da zona sul do Rio de Janeiro é aprovada e escolhe Canavieiras, cidade praiana e com voos diários para tomar posse. Quando aqui chegam, descobrem que a cidade não dispõe de energia elétrica, ruas calçadas, boates refinadas, enfim, a vida carioca. Com o prestígio, conseguem transferência para a cidade Maravilhosa e resolvem prestar uma homenagem.

Entram no avião e um deles volta para o esperado discurso de despedida, que Boinha Cavaquinho lembra até hoje: “Canavieiras, Canavieiras, /Terra dos coqueirais,/Vai pra puta que pariu, /Que aqui não volto mais”. Temendo reações, imediatamente fecharam a porta do avião, que partiu com direção do Rio de Janeiro. Como toda a família, a Satélite também tem sua pluralidade.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Acidente provocou 4 mortes no acesso a Canavieiras || Foto A Voz do Povo
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A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) identificou todas as quatro vítimas que faleceram em um acidente no trevo de acesso a Canavieiras, na Costa do Cacau, sul da Bahia. O acidente ocorreu por volta das 20h deste domingo (5). O carro de passeio em que viajavam, um GM Prisma, colidiu na traseira de um ônibus.

A tragédia provocou a morte de José Carlos Andrade de Deus, de 65 anos, amigo de Elenice Silva Luz, 44, e de Ana Beatriz Almeida e Micaela Almeida, de 11 e 9 anos, respectivamente, que também morreram no acidente.

Ainda não há informações sobre o que possa ter causado o acidente. O ônibus não transportava passageiros no momento da tragédia. Os corpos de motorista, de Elenice e das meninas foram levados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), em Ilhéus, e seriam liberados até o início da tarde desta segunda-feira (6). Atualizado às 13h19min para correção de informação.