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Empresa assumiu coleta do lixo em Itabuna em 2009.
Empresa assumiu coleta do lixo em Itabuna em 2009.

A Prefeitura de Itabuna endureceu o jogo contra a Construtora Marquise, responsável pela coleta de lixo no município sul-baiano. Numa nota distribuída à imprensa, há pouco, o secretário de Desenvolvimento Urbano, Marcos Monteiro, acusou a empresa de não ter compromisso com Itabuna.
Monteiro revelou suposta sabotagem da Marquise no sistema de coleta, provocando manobras para travar o lixão e paralisar a coleta no município.
Segundo ele, caminhões da empresa, “propositadamente, ao chegar ao aterro para descarga, depositam o lixo de maneira desordenada, impedindo o aproveitamento dos espaços criados”. A direção da Marquise vem, desde o ano passado, exigindo que um trator fique no local, diariamente.
Após explicar a manobra da Marquise no lixão, o secretário foi ainda mais duro:
– Atitudes como a adotada pela Marquise acontecem em virtude da falta de parceria e compromisso da empresa com a nova administração municipal e, principalmente, com a população de Itabuna – disse, ressaltando que um fiscal será designado pelo município para acompanhar as operações da Marquise na área do lixão.
A guerra entre município e construtora começou há mais de dois anos, quando a Marquise revelou dívida milionária da gestão do ex-prefeito Capitão Azevedo. À época, o débito atingiu R$ 4,9 milhões (relembre aqui). Atualizada, a dívida supera a casa dos R$ 9 milhões e passa por auditoria determinada pelo novo prefeito, Claudevane Leite.

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Moradores de várias localidades de Itabuna reclamam da irregularidade na coleta de lixo. Quem reside na região da Urbis IV e do Sinval Palmeiras, espera o caminhão compactador da Marquise há, pelo menos, três dias.

Na área central da cidade, a empresa tem atrasado a limpeza, principalmente em bairros como Alto Maron, Alto Mirante e Pontalzinho.

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Calçada da rua Francisco Benício, no Alto Mirante, hoje à tarde (Foto Pimenta).

Os moradores do bairro Alto Mirante ficaram sem coleta de lixo ontem, 22. O serviço, geralmente, é feito na parte da noite, mas até as 15h desta terça, 23, o lixo ainda permanecia nas calçadas, atraindo a atenção de animais.

O serviço de coleta de lixo no município é de responsabilidade da Construtora Marquise.

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Amontoado de lixo em frente a uma das empresas do polo de informática…

Empresas instaladas no Distrito Industrial de Ilhéus voltam a sofrer com a irregularidade na coleta de lixo. Desde o início do ano, os resíduos ficam amontoados nas portas das indústrias à espera do caminhão compactador que quase sempre não aparece, conforme uma das vítimas.
“Realmente a situação é vergonhosa para nossa cidade, principalmente quando empresários de fora, interessados em se estabelecer no distrito industrial de Ilhéus, se deparam com essa vergonha”. A crítica é de uma das vítimas da sujeira no distrito e que trabalha na captação de empreendimentos para o município.
… E, aqui, a composição imperfeita para a fabricante. Cadê a prefeitura?

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Há dias recuados, como diria o jornalista Eduardo Anunciação, este blog mostrou a ineficiência da coleta de lixo no Polo de Informática de Ilhéus. As empresas sofriam com montanhas de lixo nas portas, à espera do caminhão compactador que não chegava.
A boa notícia é que o grito foi ouvido no Palácio Paranaguá. O caminhão da coleta está passando regularmente pelo distrito industrial.

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Com a saída da Marquise do serviço de coleta de lixo em Ilhéus, a prefeitura informa que o edital de licitação que definirá a nova empresa já está sendo elaborado e a sua divulgação ocorrerá nos próximos dias. O município, conforme a Assessoria de Comunicação, exigirá da empresa vencedora que disponibilize o mínimo de oito caminhões compactadores e oito caçambas para o serviço de coleta.
O secretário de Governo, Alcides Kruschewsky, espera que o valor do serviço fique abaixo do que era pago mensalmente à Marquise. A empresa deixou a coleta alegando dívida de, aproximadamente, R$ 4,8 milhões. A prefeitura rebateu e afirma que o ‘papagaio’ girava em torno de R$ 1 milhão. Enquanto a licitação não lançada e a empresa definida, o município locou equipamentos da Portocorp Ambiental.

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Não foi assim tão amigável o fim do relacionamento entre a empresa Marquise e a Prefeitura de Ilhéus. Ontem, o contrato do serviço de coleta de lixo foi rescindido, após um período de convívio tenso, em que cada parte responsabilizava a outra por não cumprir seu papel.
A Prefeitura não pagava o que devia à empresa e a Marquise, em contrapartida, falhava na prestação do serviço e prejudicava o cidadão-eleitor-contribuinte, que é impelido a estar em dia com seus impostos até mesmo quando o poder público (ou quem ele contrata)  não faz o que deve.
Hoje, a Marquise fez circular uma nota, em que apresenta um breve histórico de sua passagem em terras ilheenses, desde novembro de 2007. Em um trecho, diz que “infelizmente, a Prefeitura Municipal, como contratante, deixou de cumprir seus compromissos. Desde o início, atrasou ou não efetuou, em sua totalidade, os pagamentos mensais”.
Segundo a empresa, a dívida acumulada, quase um prêmio da Mega-Sena, alcançou R$ 4.965.078,80. A Prefeitura também não teria obedecido a previsão contratual de reajustar o preço do serviço em 8,5% ao ano.
Esses descumprimentos são apontados pela empresa como a causa da dissolução do contrato, que a Marquise anunciou em tom de nota fúnebre: “informamos com pesar, que ontem, dia 21 de julho, encerramos nossas atividades em Ilhéus”.
Com ou sem culpa, vai embora sem deixar saudades.