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Pronto-socorro do Hospital de Base lotado com vítimas do Aedes aegypti (Foto Pimenta).
Pronto-socorro do Hospital de Base lotado com vítimas do Aedes aegypti (Foto Pimenta).

Pacientes com sintomas da dengue, zika ou chikungunya estão esperando mais de 10 horas por atendimento nos hospitais que atendem pelo SUS em Itabuna. Nesta sexta (12), o tempo de espera era ainda maior no São Lucas, conforme a reportagem do Pimenta apurou.

Os hospitais não estão tendo capacidade de absorver a grande demanda em um tempo menor. Estão superlotado, principalmente porque as unidades básicas ou não funcionam ou não têm médico. A esperança é a abertura de central especializada (veja mais abaixo).

No São Lucas, pacientes afirmavam ter chegado às 8h da manhã. Era 18 horas e ainda não haviam sido atendidos.

Leonora Maria de Jesus apresentava sintomas de doença transmitida pelo Aedes aegypti. Ela chegou ao São Lucas às 10h desta sexta. Às 18h, a idosa ainda aguardava atendimento.

Seu Sebastião resolveu deitar na grama para descansar da longa espera.
Seu Sebastião resolveu deitar na grama para descansar da longa espera.

Sebastião Dutra, esposo de Leonora, não suportou a espera e o forte calor. Com o cair da tarde, resolveu se refrescar deitado no gramado do hospital, de onde também pode observar parte da paisagem de Itabuna. Só isso para amenizar a longa espera.

Já no Hospital de Base, a promessa de, pelo menos, dois médicos atendendo pacientes com sintomas de vírus transmitidos pelo Aedes aegypti não vingou. Pacientes que chegavam no início da noite começaram a ser atendidos por volta das 22 horas. E por apenas um médico.

Setor de atendimento do São Lucas no início da noite desta sexta (12).
Setor de atendimento do São Lucas no início da noite desta sexta (12).

O número de pacientes aguardando era superior a 100. Boa parte deles havia desistido de aguardar por atendimento no São Lucas e recorreu ao Hospital de Base.

CENTRAL DE ATENDIMENTO

A esperança de redução no tempo de atendimento é a abertura de uma unidade especializada em vítimas do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A central funcionará na Avenida do Cinquentenário, no prédio da antiga Oduque Veículos.

A central terá capacidade para até mil atendimentos diários e, de acordo com o secretário da Saúde, Paulo Bicalho, funcionará 24h por dia. A unidade será inaugurada dia 16 e passa a atender na quarta (17).

Neste sábado (13), o município participa de uma mobilização nacional contra o Aedes aegypti.

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Bicalho negocia com a Fiocruz.
Bicalho prevê avanço da epidemia

Em entrevista exibida hoje (12) no Bom Dia Brasil, o secretário da Saúde de Itabuna, Paulo Bicalho, apresentou um prognóstico preocupante sobre o surto de dengue, zika vírus e chikungunya na cidade.

Segundo Bicalho, até abril deste ano, metade da população local terá sido atingida por uma das três doenças. Em 2015, mais de 8 mil casos foram notificados.

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Mosquito Aedes aegypti transmite dengue, zika e chikungunha.
Mosquito Aedes aegypti transmite dengue, zika e chikungunha.

O governo federal promove neste sábado (13) o Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes aegypti. A ideia é mobilizar famílias no combate ao mosquito transmissor do Zika, que também é vetor da dengue e da chikungunya. Três milhões de famílias deverão ser visitadas em suas casas, em 350 municípios.

Para isso, a presidenta Dilma Rousseff determinou o deslocamento de seus ministros a vários estados a fim de participar ativamente da mobilização, conversando com prefeitos, governadores e batendo nas portas das casas. Os destinos de alguns membros do primeiro escalão já foram definidos, como os do titular da Saúde, Marcelo Castro, que seguirá para Salvador, e do chefe da Casa Civil, ministro Jaques Wagner, que irá a São Luís.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, irá para Aracaju; a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, visitará o Recife; o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, participará da ação em Maceió, e Ricardo Berzoini, titular da Secretaria de Governo da Presidência da República, viajará a Manaus.

O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, por sua vez, irá a São Paulo. Ele vai se encontrar com o governador do estado, Geraldo Alckmin, em Campinas. “Estaremos presente nos estados. Acho que a presença dos ministros é um testemunho do compromisso e do esforço do governo federal para a contenção do mosquito e dos males que ele causa”, afirmou Rebelo.

As Forças Armadas deslocaram cerca de 220 mil militares para a ação. Eles vão acompanhar os agentes de saúde no trabalho de conscientização, casa a casa. Foram usados dois critérios para definir as cidades que serão visitadas na campanha; municípios com a presença de unidades militares e os com maior incidência do mosquito Aedes aegypit, conforme dados do Ministério da Saúde.

“A campanha é de mobilização, de convocar a população a fazer parte do esforço de combate ao mosquito e essa mobilização terá que ser feita de casa em casa. Nosso propósito é alcançar pelo menos 3 milhões de domicílios e distribuir pelo menos 4 milhões de folhetos neste sábado”, acrescentou Aldo Rebelo.

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Rafael faleceu nesta manhã no Hospital São Lucas (Foto Reprodução).
Rafael faleceu nesta manhã no Hospital São Lucas (Foto Reprodução).

Um jovem de 23 anos faleceu no final da manhã desta quinta (11) com quadro suspeito de dengue hemorrágica. Rafael Monteiro residia no Bairro Pontalzinho, em Itabuna, e estava internado no Hospital São Lucas. A princípio, a Secretaria de Saúde de Itabuna não trata o caso como sendo dengue grave.

Segundo o titular da Secretaria de Saúde, médico Paulo Bicalho, uma equipe visita o Hospital São Lucas para checar o prontuário do paciente e verificar mais informações que apontem a causa da morte. “A suspeita [de dengue hemorrágica] é o que está nas redes sociais. Mas ainda não tratamos como sendo um caso. Parece que tem indicação de outros problemas [de saúde]”, disse Bicalho ao Pimenta.blog há pouco.

Ainda de acordo com o secretário, o hospital não havia feito contato anterior para informar sobre internação de paciente com quadro de doença infecto-contagiosa, o que seria o caso. “Não houve notificação nem a Vigilância Epidemiológica foi acionada para este caso”, observa.

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Com 15 notificações de microcefalia oficialmente registradas, Itabuna busca implementar mecanismos para controlar o surto desta doença, além do zika vírus, dengue e chikungunya, todos relacionados ao mosquito Aedes aegypti.

As ações reúnem técnicos do estado e do município, que atuam na Sala de Coordenação e Controle da Microcefalia, instalada na sede do Núcleo Regional Sul de Saúde (antiga 7ª Dires).

Além de monitorar as medidas de combate, o grupo tem como foco a mobilização social, envolvendo a comunidade e instituições no controle de focos do Aedes. A equipe também se propõe a prestar assistência a gestantes, haja vista a possível relação entre o zika e a microcefalia em bebês.

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Direção do Hospital de Base é acusada de fraude.

Apesar de ser referenciado para traumas, urgências e emergências, o Hospital de Base de Itabuna acabou se tornando o destino da grande maioria das pessoas acometidas por doenças relacionadas ao mosquito Aedes aegypti.

Um médico da unidade afirma que aproximadamente 90% dos atendimentos no Base atualmente são de pessoas com zika e dengue.

A expectativa é de que essa demanda seja em grande parte absorvida pelo chamado “QG de Combate ao Mosquito”, que realizará atendimento ambulatorial na Avenida do Cinquentenário, nº 1370.

A promessa da Secretaria Municipal da Saúde é de que o QG estará em funcionamento na próxima semana.

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População deve evitar os focos de reprodução do mosquito, como tanques descobertos
População deve evitar os focos de reprodução do mosquito, como tanques descobertos

Há algum tempo já se sabe que o Aedes aegypti não é mais o “mosquito da dengue”, mas um infernal e versátil inseto que transmite ao menos três doenças: dengue, chikungunya e zika, sendo que esta é apontada como responsável pelo nascimento de bebês com microcefalia.

Em Itabuna, o mosquito faz vítimas no atacado. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, o número de notificações relacionadas ao Aedes a cada semana  chega a 500. E a novidade é que a zika não chegou para ser coadjuvante.

Com mais de 2 mil casos registrados, a doença ultrapassou a dengue em Itabuna. A cidade também contabiliza 15 bebês com suspeita de microcefalia, sendo quatro confirmados.

Já a chikungunya tem seis notificações, quatro delas confirmadas.

ESTATÍSTICA – Na tentativa de frear a epidemia, a Secretaria Municipal da Saúde pretende intensificar as ações de controle com base no mapeamento das ocorrências. Um QG na Avenida Cinquentenário, no centro da cidade, vai abrigar técnicos do setor de epidemiologia do órgão, que fará levantamentos e produzirá estatísticas diárias sobre os casos.

Por enquanto, o que se sabe é que o bairro São Caetano lidera com 600 notificações, mas na última semana o Santo Antônio apresentou uma explosão de novos casos, principalmente de zika. O município tem trabalhado com número de ocorrências suspeitas, já que as confirmações são feitas pela Sesab (exceto no caso da dengue).

“Como se trata de uma epidemia, não dá para esperar as confirmações, pois precisamos agir com rapidez”, afirma o secretário Paulo Bicalho.

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Foto aérea da região central de Itabuna com o Cachoeira em destaque (Foto Pedro Augusto).
Foto aérea da região central de Itabuna com o Cachoeira em destaque (Foto Pedro Augusto).

O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Itabuna, Ulisses Maynard Salgado, concedeu autorização à prefeitura para combater focos do mosquito Aedes aegypti em imóveis fechados ou desabitados. O magistrado acatou ação do Ministério Público estadual (MP-BA), provocado pela Secretaria de Saúde do município. O Aedes aegypti é o transmissor de chikungunya, vírus zika e dengue.

Os agentes de combate a endemias serão acompanhados por chaveiros e pela Polícia Militar, sempre, quando for executar o serviço em imóveis vazios ou fechados ou até mesmo naqueles em que o dono se negar a permitir o acesso do profissional de saúde. Para isso, também apresentará alvará judicial com a autorização.

– Não haverá prejuízos para os donos de imóveis, pois as fechaduras serão recolocadas após inspeção, limpeza e tratamento de com possíveis focos de larvas – afirmou o secretário da Saúde, Paulo Bicalho

FORÇA-TAREFA

Paulo Bicalho voltou a lembrar da atual gravidade da situação do Aedes aegypti no município com o aumento de casos da zika vírus, chigunkunya e dengue. O secretário destaca que esta é mais uma estratégia na luta para por fim ao mosquito, que se transformou no inimigo da população em geral.

– Estamos programando uma mega campanha de conscientização e mobilização da população, faxinaço visando descobrir e eliminar focos de larvas e o combate propriamente dito do mosquito adulto – disse Bicalho.

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Central para atendimento a pacientes funcionará próximo ao Jardim do Ó.
Central para atendimento a pacientes funcionará próximo ao Jardim do Ó (Imagem em perspectiva).

Itabuna registra média diária superior a 300 casos suspeitos de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, principalmente a zika. O Hospital de Base está lotado e a rede ainda se prepara para atender a pacientes vítimas de zika, dengue e chikungunya. A perspectiva é ainda mais preocupante para o período que vai de março a maio.

A Secretaria de Saúde de Itabuna informou hoje (2) que os atendimentos a pacientes com sintomas destas viroses serão centralizados em uma unidade na Avenida do Cinquentenário. Apelidado de “QG”, a unidade funcionará na antiga Oduque Veículos, próximo ao Jardim do Ó.

O espaço, de acordo com o secretário Paulo Bicalho, terá capacidade para até mil atendimentos diários. Visa, também, desafogar unidades como o Hospital de Base. Dentre os sintomas causados pela dengue, chikungunya e zika estão febre, dor de cabeça, mal estar e erupções na pele. Quando o QG estiver funcionando, somente os casos graves serão atendidos na rede hospitalar.

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Militares vão atuar no combate ao Aedes aegypti (Foto Fiocruz).
Militares vão atuar no combate ao Aedes aegypti (Foto Fiocruz).

O governo federal anunciou hoje (27) que 220 mil miltares vão ajudar no combate ao mosquitoAedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, da febre chinkungunya e do vírus Zika. Em coletiva de imprensa, o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, informou que os homens das três Forças Armadas vão atuar em 356 municípios.

“As Forças Armadas já exercem essa função auxiliar desde o primeiro momento de combate ao mosquito Aedes aegypti. Agora estamos intensificando a mobilização onde há uma incidência maior”, disse Aldo Rebelo.

Dos 356 municípios, 115 concentram grande quantidade de casos de microcefalia, que podem ter sido provocados pelo vírus Zika. A atuação das Forças Armadas vai complementar as ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde, estados e municípios. Aldo Rebelo informou que a ação dos militares será dividida em quatro etapas.

A primeira ocorrerá até o dia 4 de fevereiro quando os militares farão um mutirão para erradicar criadouros do mosquito em instalações das Forças Armadas em todo o país.

No dia 13 de fevereiro, quando ocorrerá a segunda fase, 220 mil homens e mulheres das Forças Armadas farão uma ação de conscientização para orientar a população no combate ao mosquito. Os militares irão distribuir panfletos com um número de telefone local que irá receber denúncias de locais onde haja proliferação do mosquito.

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Pesquisa revela que umburana é uma das espécies que podem ajudar no combate ao mosquito (Foto Ag. Brasil).
Pesquisa revela que umburana é uma das espécies que podem ajudar no combate ao mosquito (Foto Embrapa).

Maiana Diniz | Agência Brasil

Duas plantas comuns na Caatinga – a cutia e a umburana – estão sendo estudadas por um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional do Semiárido por terem compostos que funcionam como biopesticidas no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, do vírus Zika e da chikungunya. Os testes mostraram que os compostos dessas plantas são capazes de exterminar até 50% das larvas dos mosquitos, valor de referência para que sejam classificados como eficazes.

O coordenador da pesquisa, Alexandre Gomes, contou que desde 2011 um grupo de pesquisadores do Núcleo de Bioprospecção e Conservação da Caatinga vem estudando plantas desse bioma em busca de substâncias com propriedades larvicidas contra o mosquito. “Já sabíamos que os compostos aromáticos, ou terpenoides, reconhecidos a partir do cheiro forte de certas plantas, são inseticidas. Se eu pegar a folha da pitanga e amassar, por exemplo, vou sentir o cheiro da pitanga. O mesmo ocorre com o cravo da índia. Essas plantas têm uma quantidade boa desses compostos chamados terpenóides”, explicou. Os óleos essenciais da cutia e da umburana também são obtidos por meio do sumo da folha.

Os pesquisadores testaram os óleos essenciais de diversas plantas, seguindo o modelo definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). “A gente pega um recipiente, no caso, um copo descartável, faz uma solução do óleo essencial com água e, em cada copinho, coloca 50 ml de líquido e 10 larvas do mosquito. Após 24h, averiguamos quantas larvas morreram e se o resultado foi satisfatório.”

Alexandre Gomes explicou que a grande vantagem de usar pesticidas vegetais, orgânicos, é que essas substâncias são mais seletivas e agem em pragas específicas. Os resultados dos testes mostraram que os óleos matam mais de 50% das larvas, número de referência na biologia para saber se um composto funciona. “Um produto é considerado eficaz quando mata 50%”, ressaltou.

TESTES

Agora, para que esses óleos essenciais possam se tornar produtos comerciais, os pesquisadores estão investigando se só fazem mal aos mosquitos. “Apesar de ser um produto natural, precisamos saber até que dose podemos utilizar, até que ponto não fazem mal. Estamos em fase de teste de toxicidade para saber se não causam danos a células humanas e a outros organismos”, explicou. Segundo ele, os testes de toxicidade vão permitir que saibam a dose exata. “Ainda no primeiro semestre teremos os resultados”, acrescentou.

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Mosquito da dengueSaiu hoje (28) a aprovação do registro da primeira vacina contra a dengue no Brasil: a Dengvaxia, da francesa Sanofi Pasteur. Embora liberada para comercialização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda falta a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos definir o valor de cada dose, processo que dura em média três meses, mas não tem prazo máximo.

Inicialmente, o medicamento será disponibilizado para a rede particular de laboratórios. Definido o preço, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS vai avaliar se vale a pena incorporar o produto ao sistema público de imunizações. O governo vai avaliar custo, efetividade e impactos epidemiológico e orçamentário da incorporação da vacina ao Sistema Único de Saúde.

A vacina é indicada para pessoas entre 9 e 45 anos e protege contra os quatro tipos do vírus da dengue. A promessa do fabricante é de proteção de 93% contra casos graves da doença, redução de 80% das internações e eficácia global de 66% contra todos os tipos do vírus. O medicamento deve começar a ser vendido no país no primeiro semestre de 2016 e a capacidade de produção do laboratório é de 100 milhões de doses por ano.

O imunizante deve ser aplicado em três doses, com intervalos de seis meses, porém, de acordo com a diretora médica da Sanofi, Sheila Homsani, a partir da primeira dose o produto protege quase 70% das pessoas. “A vacina tem eficácia a partir da primeira dose, protegendo em torno de 70% dos imunizados. A necessidade das outras doses vem porque a proteção vai caindo com o tempo, não se mantém sem as outras duas. A proteção só se mantém por muitos anos quando se tomam as três doses”, explicou Sheila.

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Mosquito transmite dengue, chicungunha e zika vírus (Foto Reprodução).
Mosquito transmite dengue, chicungunha e zika vírus (Foto Reprodução).

Pelo menos 12 municípios baianos enfrentam tríplice epidemia causada pelo mosquito Aedes aegypti. De acordo com dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), Salvador, Feira de Santana, Porto Seguro, Lauro de Freitas estão entre as cidades atingidas, ao mesmo tempo, pelo zika vírus, dengue e chicungunha.

Foram 45.538 casos de dengue de 1º de janeiro a 6 de julho deste ano, além de 8.906 casos de chicungunha e 32.873 de zika. A tríplice epidemia levou o governador Rui Costa a anunciar pedido de audiência com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, a fim de garantir recursos para intensificar o combate aos focos do mosquito Aedes aegypti.

No sábado (11), no Palácio de Ondina, o governador se reuniu com o secretário da Saúde, Fábio Villas Boas e com o subsecretário, Roberto Badaró, para avaliar estratégias de ação contra o mosquito. Os prefeitos serão convocados para a guerra contra o mosquito. O Estado já registrou mais de 60 casos de uma doença provocada pelo mosquito transmissor da dengue, zika e chicungunha, a Síndrome de Guillain Barré. Uma pessoa morreu e há outro óbito suspeito.

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Mosquito transmite dengue, chicungunha e zika vírus (Foto Reprodução).
Mosquito transmite dengue, chicungunha e zika vírus (Foto Reprodução).

O mosquito da dengue não dá trégua em Itabuna. A Divisão de Vigilância Epidemiológica do município divulgou queda no índice de infestação (de 17,7% para 13,5%) por Aedes aegypti neste ano. O percentual é mais que 12 vezes maior que o aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O levantamento rápido (LIRAa) foi feito em 57 bairros em maio.  Detectou-se que em alguns deles, o índice de infestação chega a 36%, a exemplo do Daniel Gomes. No Santa Inês, bateu 35%. Significa que, a cada cem casas visitadas, 35 delas tinham focos do mosquito.

Ainda de acordo com o LIRAa, Fonseca, Carlos Silva, Novo São Caetano, Sarinha e Sinval Palmeira, têm, cada um, 25% de infestação. Jorge Amado tem 23% e Novo Horizonte aparece com 22%.

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O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (4) que o país registrou 745,9 mil casos de dengue entre 1º de janeiro e 18 de abril deste ano. O total é 234,2% maior em relação ao mesmo período do ano passado e 48,6% menor em comparação com 2013, quando na mesma época foram notificadas 1,4 milhão de ocorrências da doença em todo o Brasil.

A incidência de casos no país para cada grupo de 100 mil habitantes é de 367,8, índice que para a Organização Mundial da Saúde (OMS) representa situação de epidemia (a classificação mínima de epidemia é de 300/100 mil habitantes)

Levando-se em conta esta informação, sete estados estão em situação epidêmica: Acre (1064,8/100 mil), Tocantins (439,9/100 mil), Rio Grande do Norte (363,6/100 mil), São Paulo (911,9/100 mil), Paraná (362,8/100 mil), Mato Grosso do Sul (462,8/100 mil) e Goiás (968,9/100 mil).

ÓBITOS
Em 2015, foram confirmados 229 mortes causadas pela doença nas 15 primeiras semanas do ano, um aumento de 44,9% em relação ao mesmo período de 2014, quando foram registradas 158 mortes. Em relação a 2013, quando houve 379 óbitos, há uma queda de 39,6%. Das 229 mortes, 169 ocorreram no estado de São Paulo – é o maior número. Goiás vem em seguida, com 15, além de Paraná e Minas Gerais, com 8 cada.Mosquito da dengue9