
“Ter dengue durante a gestação aumenta o risco de óbitos fetais e maternos”, afirma a pesquisadora Enny Paixão, que desenvolveu sua tese de doutorado para investigar os riscos ocasionados pela doença ao longo da gravidez. O projeto, que tomou como base os dados do Ministério da Saúde, permite conhecer os principais indicadores de riscos e visa alertar a população, além de servir de base para a criação de políticas adequadas para minimizar esses riscos.
O doutorado foi realizado sob a orientação da professora Laura Rodrigues, uma das parceiras do Centro de Integração de Dados e Conhecimento para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), sediado no Parque Tecnológico da Bahia, espaço administrado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Segundo a pesquisadora, o estudo só foi possível de ser concebido devido às grandes bases de dados que viabilizou estudar eventos raros, como por exemplo o óbito fetal. “Conhecer fatores de risco durante a gravidez é importante para alertar a população a buscar novos meios de prevenção”, ponderou.
Enny conta que investigar os fatores de risco da doença entre este público alvo já era um desejo antigo de todo o grupo de pesquisa com o qual ela trabalha. “O empecilho era que para realizar esses estudos precisaríamos de amostras grandes que só seriam possíveis utilizando dados administrativos e técnicas de vinculação probabilística de dados”, afirmou.
Ao tornar o estudo viável, a pesquisadora constatou que mulheres grávidas que contraem a dengue possuem mais riscos de ir à óbito, assim como de também perder o bebê. “Esse risco é ainda maior entre as mulheres que tiveram a forma grave da doença, como a dengue hemorrágica”, ressaltou.
A pesquisa foi concluída em 2019 e recebeu o prêmio de melhor tese da London School of Hygiene and Tropical Medicine no The Bradford-Hill Prize. “Agora estou iniciando outros projetos ainda utilizando dados administrativos”, disse Enny. A tese recebeu apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Saúde que cedeu os dados para a investigação dos indicadores de risco.















Tentando retomar a normalidade dos trabalhos, a Câmara dos Deputados aprovou hoje (18) a Medida Provisória 712/15, que trata de medidas de combate ao Zika vírus, à dengue e à febre chikungunya. O plenário da Câmara não votava nada desde o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Casa, no dia 5 de maio.


O Blog do Gusmão publica nota na qual faz um comparativo entre o trabalho de combate ao Aedes aegypti realizado nas cidades de Itabuna e Ilhéus. Para o veículo, enquanto a primeira faz adequadamente o dever de casa, a última peca pela negligência e falta de organização nas ações.













