O blogueiro Davi Ferraz, do Sudoeste Hoje, afirma que há um mês vem noticiando a intenção da Azaleia de encerras suas atividades na Bahia, mas estranhamente nenhum líder político votado na região se manifestou a respeito. Ele lembra que os deputados federais Geraldo Simões (PT) e Lúcio Vieira Lima (PMDB) e os estaduais Rosemberg Pinto (PT) e Sandro Régis (PR) são os donos dos maiores quinhões eleitorais no sudoeste, mas não retribuíram a boa vontade do eleitor, pelo menos no episódio da fábrica de calçados.
A Azaleia confirmou o fechamento de 12 filiais, nas regiões de Itapetinga e Itororó. A fábrica principal, em Itapetinga, deverá ser a próxima e já haveria inclusive planos de dar férias coletivas aos 8 mil funcionários. Nas que fecham as portas no próximo dia 14, outros 3.500 trabalhadores vão ficar desempregados.
Lamenta Ferraz: “Itapetinga é, sem dúvida, uma cidade órfã de representantes”.
A taxa de desemprego de janeiro foi de 5,5%, a menor para o mês desde o início da série, em março de 2002). Os dados são da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Na relação com dezembro, quando a taxa verificada foi de 4,7%, houve alta de 0,8 ponto percentual. Já na comparação com janeiro de 2011 (6,1%), houve recuo.
O desemprego avançou consideravelmente nos últimos sete meses em Itabuna, conforme os últimos números do Ministério do Trabalho e Emprego. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revela que o município sulbaiano cortou 258 empregos com carteira assinada entre 1º de janeiro e 31 de julho deste ano.
O resultado negativo pode ser atribuído ao setor de serviços, que cortou 302 vagas no período, seguido pela agropecuária (-77 empregos) indústria (-54) e comércio (-45). Em meio à aridez do período, a construção civil voltou a empregar forte em julho. No saldo dos primeiros sete meses, abriu 201 novas vagas.
Para obter o número de novas vagas, basta comparar a quantidade de empregos gerados e desligamentos (6.679 – 6.937 no ano). Em julho, foram gerados 932 empregos contra 946 demissões em Itabuna. Mesmo com às contratações das novas lojas instaladas no Shopping Jequitibá, o comércio abriu apenas 17 novas vagas em julho.
ILHÉUS
Ilhéus contrariou a tendência dos último meses ao abrir 65 vagas em julho e ter um saldo menor de corte de postos de trabalho no período (174 desligamentos). O vilão dos sete primeiros meses de 2011 no município ilheense foi o comércio: corte de 232 vagas. Porém, o mesmo setor foi que abriu novas vagas em julho: 101, segundo o Caged. Já em relação ao estado da Bahia, o cadastro aponta geração de 49.456 empregos nos sete primeiros meses do ano.
A maré não está para peixe nas duas maiores cidades do sul da Bahia quando o assunto é emprego. Números fresquinhos do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, revelam que Itabuna cortou 36 vagas com carteira assinada em junho, período no qual Ilhéus deu cartão vermelho para 44 trabalhadores.
O mês foi negativo em Itabuna por causa dos setores da indústria de transformação (corte de 108 vagas no mês) e serviços (39).
A construção civil abriu 61 novas vagas e o comércio, outras 52. Os dois setores impediram resultado ainda mais negativo para o período.
Ilhéus cortou 76 empregos no setor de comércio e 18 na área da indústria de transformação. Os setores de serviços (23), agropecuária (20) e construção civil (7) aliviaram as perdas do período. No semestre, Itabuna gerou apenas 78 empregos, enquanto Ilhéus cortou 25 vagas em igual período (janeiro a junho). BAHIA CRIOU 11,7 MIL EMPREGOS EM JUNHO
Ainda de acordo com o Caged, a Bahia gerou 11.767 novos empregos no mês passado. O estado criou 60.472 vagas nos seis primeiros meses do ano. O resultado da Bahia, quando comparados com os de Ilhéus e Itabuna, mostram que estamos longe da desconcentração econômica tão propalada pelas últimas gestões estaduais, de César Borges, passando por Paulo Souto a Jaques Wagner.
Os números do Ministério do Trabalho revelam uma alta do desemprego em Itabuna e Ilhéus em fevereiro, indo na contramão do país, que registrou recorde de emprego para o período.
Itabuna registrou 617 contratações ante 890 demissões, o que representou corte de 273 postos de trabalho com carteira assinada no mês passado. É a maior baixa já registrada nos últimos anos.
Os maiores responsáveis pelo resultado negativo, pela ordem, são os setores de comércio, serviços e construção civil. O comércio cortou 92 vagas e o setor de serviços limou outras 68.
A construção civil, que até o segundo semestre do ano passado contratava forte, desempregou 65, contrastando com o cenário de investimentos no setor imobiliário.
Dos oito principais setores pesquisados, apenas a administração pública não registrou déficit – contratou 4 e demitiu em igual proporção. Itabuna registra nos dois primeiros meses de 2011 um total de 1.721 contratações ante 1.856 demissões. Foram cortados 135 empregos com carteira assinada, de acordo com o Ministério do Trabalho.
ILHÉUS
Ilhéus também registrou um fevereiro de cortes de postos de trabalho formais. Dois dos principais setores da economia ilheense cortaram, juntos, 140 vagas. O comércio demitiu 90 trabalhadores e o setor de serviços, 50, embora ainda estivesse no período da alta estação e às vésperas do carnaval.
O resultado foi um pouco melhor que o registrado em Itabuna porque a construção civil e a indústria de transformação fecharam fevereiro no azul em relação a empregos. A indústria abriu 27 novas vagas e a construção civil, 21. A economia ilheense registra um total de 1.407 admissões contra 1.455 desligamentos (saldo negativo de 48 vagas).
O mês de fevereiro também foi atípico para municípios como Itapetinga, no sudoeste baiano. A economia local, puxada pela indústria de calçados, cortou 490 empregos. Outro no mesmo caminho foi Juazeiro, onde 352 foram para o espaço. Em fevereiro, a Bahia criou apenas 3.127 empregos – 12.793 em 2011.
Cleisse, Cosme, Amara, Wedja, Daniel, Jae Ho Lee, Natália, Priscila, Eriky, Paulo, Niedja são novos moradores de Toritama, no agreste setentrional, a 173 quilômetros do Recife.
Atraídos pelo mercado de trabalho local, eles são microempresários, vendedores e prestadores de serviços que engrossam o contingente de pessoas responsáveis por um dado constatado na última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): município com menor território do Estado – 34,6 quilômetros quadrados -, Toritama teve o maior aumento populacional no período de 2000 a 2010.
De 21.800 habitantes, em 2000, pulou para 35.631, em 2010 – um aumento de 63,4%.
O pleno emprego explica a migração de mão de obra de outros municípios de Pernambuco e de outros Estados brasileiros para a cidade batizada de “capital do jeans”. Responsável por 16% da produção de jeans do País, Toritama possui, de acordo com a prefeitura, 2.500 fábricas de confecção – a maioria doméstica – que geram 25 mil empregos diretos e produzem cerca de 60 milhões de peças em jeans por ano.
O Produto Interno Bruto (PIB) não é expressivo em termos absolutos (R$122,9 milhões em 2007), mas de 1999 a 2007 foi o município do agreste que mais subiu no ranking estadual – escalou 25 posições, saindo do 79.º lugar em 1999 para o 54.º em 2007.
O município é fonte de emprego em um raio de até 150 quilômetros, o que também o faz ter uma população flutuante – formada por pessoas que diariamente se deslocam de municípios vizinhos para trabalhar em Toritama – pelo menos duas vezes maior que sua população fixa, segundo estimativa do secretário municipal de Indústria e Comércio, Niéliton Martins.
“O desemprego aqui é zero”, assegura o prefeito Flávio de Souza Lima (DEM), entusiasmado com o início da concretização de um de seus sonhos, o projeto Rua do Jeans, que engloba a construção de três ruas cobertas no entorno do Parque das Feiras. Situado à margem da BR-104, o parque abriga cerca de 700 boxes e lojas e funciona como uma vitrine do que é fabricado e comercializado no município. Leia na íntegra
O mês que passou não foi dos melhores para quem procurou emprego com carteira assinada em Itabuna, segundo os últimos números divulgados ao final desta manhã pelo Ministério do Trabalho. Ao contrário do país, a cidade demitiu mais que empregou, cortando 10 vagas quando analisados todos os setores da economia.
O baque foi mais sentido no comércio, um dos que mais empregam no município. Em números absolutos, o setor admitiu 264 trabalhadores e demitiu 358. Corte de 95 postos de trabalho. É o pior saldo do ano.
Serviços e indústria registram números melhores, mas juntos abriram apenas 60 novas vagas no período. A área de construção civil também revela desaquecimento: abertura de 10 vagas com carteira assinada.
Em 2010, Itabuna gerou apenas 503 novos empregos, conforme o Ministério do Trabalho. Se computados os últimos 12 meses, foram abertos (só) 718 novos postos de trabalho. EM ILHÉUS, É DIFERENTE
Como comparativo, a vizinha Ilhéus gerou 930 empregos neste ano e 1.781 nos últimos 12 meses. Na terra de Gabriela, agosto ficou no azul com a abertura de 96 novas vagas. Indústria e serviços geraram 115 empregos, juntos.
O saldo de agosto em Ilhéus não foi melhor por conta dos cortes no comércio (-21 vagas) e na construção civil (-20). A cidade reverte tendência histórica de gerar menos emprego que a vizinha Itabuna quando computados apenas os dados de um ano e de janeiro a agosto.
O comércio de Itabuna cortou 152 postos de trabalho nos oito primeiros meses do ano, segundo levantamento do Sindicom no Ministério do Trabalho e Emprego. Dirigente do sindicato patronal do comércio, José Adauto Vieira disse que o dado preocupa.
O setor é um dos que mais empregam em Itabuna, cidade polo do sul da Bahia. José Adauto lembra da força do comércio local para aceditar numa reversão de quadro. “Esta preocupação não deve ser encarada com pessimismo”.
A julgar pelo crescimento nas vendas em outubro, em torno de 20%, dá para apostar em reversão, desde que boa parte das contratações temporárias de final de ano se convertam em emprego consolidado.