Mutirão da Embasa será no Colégio Jorge Amado, na Av. Roberto Santos
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Consumidores que precisam de algum serviço da Embasa podem buscar atendimento no mutirão da concessionária, nesta quinta-feira (31), das 9h às 11h30min e das 13h45min às 16h, no Colégio Estadual de Tempo Integral Jorge Amado, localizado na Avenida Governador Roberto Santos, bairro da Esperança, em Ilhéus.

O mutirão vai disponibilizar serviços como segunda via de conta, nova ligação de água, cadastro na tarifa social, negociação de débitos e outros. Para assegurar atendimento, o titular da conta precisa levar documento oficial com foto e comprovante de vínculo com o imóvel, a exemplo da conta de água ou energia, comprovante de IPTU, contrato de compra e venda e escritura.

Hotel emite nota e nega furto de água da Embasa
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A direção do Barravento Praia Hotel, no Malhado, em Ilhéus, emitiu nota de esclarecimento na qual contesta a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), que acusou o empreendimento e um motel do mesmo grupo de furtar média de 1,1 milhão de litros de água, por mês (relembre aqui). Ainda no pronunciamento, pede perícia oficial em toda a rede hidráulica que abastece o hotel.

Segundo o grupo empresarial, uma equipe da Embasa escavou buraco “na rua paralela ao hotel” e identificou tubulação antiga ligada à rede principal, porém não continuou o serviço para comprovar se a água “de fato chegaria até” os reservatórios do hotel e do motel.

O grupo empresarial informa ter solicitado da Embasa uma vistoria completa em todo o hotel, ainda em reunião na tarde de ontem (3), no escritório regional da empresa de águas e saneamento. “Na oportunidade, solicitamos uma vistoria completa colocando o hotel inteiro à disposição para a comprovação de que não somos beneficiados em hipótese alguma por essa água, e que nem sabíamos da existência dessa tubulação”.

 

POÇO ARTESIANO E RAMAIS OFICIAIS

Ainda em nota, o Hotel ressalta que o abastecimento é feito por poço artesiano e duas ligações (ramais) oficiais da Embasa. De acordo com a empresa, os dois ramais e o poço suprem “totalmente” a demanda de água do estabelecimento no Malhado. Abaixo, confira a íntegra da nota emitida pelo grupo proprietário do Barravento.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Barravento Praia Hotel, empresa do Grupo Empresarial José Orleans do Nascimento, que atua há 60 anos na região, sempre pautada na ética, honestidade e transparência como valores inegociáveis, vem a público esclarecer os fatos das matérias veiculadas na imprensa regional a respeito de uma notificação que a Embasa aplicou ao Hotel alegando uma ligação de um ramal clandestino.

A Embasa escavou um buraco na rua paralela ao hotel e identificou uma tubulação antiga ligada à rede principal, que segundo a empresa, essa tubulação seguia até o passeio do hotel. Nesse momento, eles isolaram essa rede e não continuaram a seguir o caminho dessa tubulação para verificar e comprovar se essa água de fato chegaria até os nossos tanques de reservatório. Na tarde do dia 03/04, a diretoria do hotel foi até a sede da Embasa em Ilhéus para uma reunião com o gerente regional. Na oportunidade, solicitamos uma vistoria completa colocando o hotel inteiro à disposição para a comprovação de que não somos beneficiados em hipótese alguma por essa água, e que nem sabíamos da existência dessa tubulação, uma vez que temos um sistema de poço artesiano com tratamento de água e mais duas ligações oficiais da Embasa que suprem totalmente a nossa necessidade de água.

Fomos informados que a Embasa não pode fazer essa vistoria interna por conta de normas da empresa. Em busca da verdade acima de tudo, decidimos ingressar com ação judicial a fim de que seja determinada uma perícia oficial em toda a estrutura hidráulica de onde a Embasa parou e se nega a continuar, na certeza da comprovação de que esse ramal não abastece nossos reservatórios.

Com o restabelecimento da verdade, tomaremos as medidas judiciais cabíveis para responsabilizar quem, de forma leviana e irresponsável, disseminou informações inverídicas, contribuindo assim para um julgamento público que gera grandes prejuízos a imagem de uma empresa idônea.

José Orleans do Nascimento
Diretor Geral

Embasa: água furtada poderia abastecer 200 casas por mês
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A Embasa denunciou à Polícia Civil um suposto furto de água atribuído ao Barravento Praia Hotel e ao Motel Praia do Malhado, ambos na zona norte de Ilhéus. Segundo a concessionária, os estabelecimentos foram flagrados desviando água, por meio de ligações clandestinas, da rede distribuidora do município. Os nomes das empresas foram revelados em matéria do Blog do Gusmão.

“A estimativa é que os estabelecimentos comerciais tenham furtado um volume de 1,1 milhão de litros de água por mês, quantidade suficiente para abastecer 200 residências ou para encher a piscina olímpica da Arena Aquática de Salvador, na Pituba”, acusa a Embasa, em nota.

Funcionários da Embasa escavam rua em frente ao Barravento || Foto Embasa

A Embasa registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes contra o Patrimônio. Os responsáveis serão multados e, após inquérito, podem ser condenados de um a quatro anos de prisão, conforme o artigo 155 do Código Penal, que qualifica o furto de água como crime contra o patrimônio. Além disso, terão que pagar o volume de água desviado anteriormente ao flagrante, segundo a Empresa.

As direções do hotel e do motel ainda não se manifestaram sobre a acusação da Embasa. Os posicionamentos serão publicados assim que enviados ao site.

TECNOLOGIA CONTRA FRAUDES

O gerente da Embasa em Ilhéus, Felipe Madureira, afirma que o combate às fraudes tem sido intensificado no município a fim de garantir a prestação de um serviço cada vez melhor à população. “A descoberta da ligação clandestina na zona norte foi possível com o geofonamento da área, ou seja, a identificação de vazamentos não-visíveis, aqueles em que a água não aflora à superfície e permanece embaixo da terra. O trabalho é feito à noite com a utilização de equipamentos mecânicos e eletrônicos que detectam ruídos”, explica.

FLAGRANTE NA BR-415 

Ainda no último mês de março, com apoio da Polícia Civil, a Embasa identificou uma ligação clandestina numa adutora às margens da BR-415, trecho Ilhéus-Itabuna. A água desviada, num volume estimado de 4 mil metros cúbicos, abastecia algumas construções irregulares, além de envolver grandes riscos. “A adutora é uma via expressa que conduz a água em grande volume e alta pressão e, no caso em questão, o vazamento da adutora, causado pela ligação clandestina, criou uma coluna de água de mais de 21 metros de altura”, alerta Felipe Madureira.

Os responsáveis pelo furto foram identificados e vão responder a inquérito policial, além de multas. Madureira também ressalta que a ligação clandestina na adutora na BR-415 prejudicava diretamente o abastecimento de água na zona oeste de Ilhéus, uma área de grande concentração populacional, abrangendo beneficiários do programa Minha Casa Minha Vida, usuários do Hospital Regional Costa do Cacau, membros da comunidade acadêmica da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e residentes de bairros adjacentes, como Banco da Vitória e Salobrinho. Atualizado às 21h56min para acréscimo de informação.

Moradora pede limpeza de praça antes do Ano Novo
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A pracinha do Paraguai, comunidade do bairro Nelson Costa, em Ilhéus, foi completamente tomada por um vazamento de esgoto. Um vídeo, que viralizou nas redes sociais, mostra a situação do espaço público, com a água suja contaminando todo o ambiente.

Na gravação, uma mulher se dirige ao prefeito Mário Alexandre (PSD) e explica a origem do problema. “Essa aqui é a pracinha do Paraguai. Debaixo dessa pracinha, tem um esgoto. E, finalmente, esse esgoto pocou, explodiu, está isso aqui”, diz.

Ainda se dirigindo a Marão, ela pergunta se é possível considerar normal que uma praça seja tomada por esgoto, impedindo que o espaço público acolha as confraternizações típicas do final de ano. “Isso é muita falta de respeito com as pessoas e com os moradores da região, meu senhor prefeito!”, lamenta. Também cobra, em tom de desabafo, a limpeza da praça antes do Ano Novo.

De acordo com outra moradora do local, autora das imagens, a Embasa já foi acionada, mas o problema persiste. Assista ao vídeo.

Ubaitaba é um dos municípios com abastecimento prejudicado, informa Embasa
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Interrupções e oscilações do fornecimento de eletricidade prejudicam o abastecimento de água em diversas cidades do interior da Bahia, informa a Embasa. O problema começou na quarta-feira (20), após as fortes chuvas que atingiram regiões do estado. A empresa alega que acionou a Neoenergia Coelba para verificar a parada dos equipamentos, mas a energia ainda não foi restabelecida em alguns sistemas.

“Mesmo com retorno da energia elétrica, o sistema de abastecimento, a depender de sua extensão e densidade populacional, leva de 24h a 72h para regularizar completamente o fornecimento de água para a população. Por isso, é importante que até que a normalização do serviço aconteça, as pessoas usem de forma criteriosa a água disponível nos reservatórios domiciliares”, diz Leonardo Góes, presidente da Embasa.

SISTEMA PARADO POR MAIS DE 24H

Alguns municípios como Mata de São João, Aurelino Leal, Maragogipe, Nilo Peçanha, Belmonte, Eunápolis e Ubaitaba ficaram mais de 24h com o sistema paralisado devido à falta de energia. “A Embasa vem monitorando a situação dessas localidades e, nos casos em que há viabilidade, utilizando geradores para que o fornecimento de água não seja totalmente interrompido”, esclarece o diretor de Operação do Interior, Gildeone Almeida.

A energia foi retomada na manhã de quinta-feira (21) em alguns pontos, a exemplo de: Paraguaçu-Milagres, que atende a municípios como Castro Alves, Santa Teresinha, Milagres, Itatim, Nova Itarana, Feira de Santana, Andaraí, Paulo Afonso, Santa Brígida e localidades rurais pertencentes também a outros municípios.

A ilha de Itaparica também teve o fornecimento afetado, assim como o sistema de Santo Antônio de Jesus, que atende ainda São Miguel das Matas, Dom Macedo Costa e Varzedo. Entre os sistemas ainda sem energia elétrica, Pojuca, Serrinha-Coité, Jeremoabo-Pedro Alexandre.

COELBA ANUNCIA REFORÇO DE EQUIPES

A Coelba anunciou, nesta quinta-feira, o reforço das equipes mobilizadas para atender ocorrências de queda de energia. Três mil profissionais da concessionária estão em campo, informa a empresa, em nota. Esse efetivo é três vezes maior que o de rotina, segundo a companhia.

Água baixou quase um metro e meio na Represa do Iguape || Foto PIMENTA
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Num canto da Represa do Iguape, perto da unidade de manutenção da Embasa, em Ilhéus, um objeto chama a atenção dos visitantes. Parece um grande colchão inflável, mas é um píer móvel, aparentemente de borracha. Foi instalado pelo canoísta ubaitabense Isaquías Queiroz, 29, medalha de ouro nos Jogos de Tóquio. Ele usou o equipamento nos treinos no local, nesta temporada. Quando iniciou a preparação na cidade, no primeiro semestre deste ano, a represa estava cheia. Hoje, a situação é outra.

Píer usado por Isaquias Queiroz na Represa do Iguape || Foto PIMENTA

Desde o início de outubro, o nível do reservatório baixa, em média, três centímetros por dia, informou ao PIMENTA o gerente do Escritório da Embasa em Ilhéus, Felipe Madureira, durante conversa na torre de captação da Represa, hoje (13). Isso representou uma diminuição de 25% a 27% do estoque, estima. Nas pedras das margens, o contraste da antiga marca do lume e o nível atual da água indicam, visualmente, o quanto a Represa baixou. Quase um metro e meio, segundo o monitoramento da Embasa.

PREVISÕES CONFIRMADAS

O PIMENTA procurou a concessionária em junho passado, em busca de informações sobre o planejamento da empresa para lidar com o cenário de diminuição de chuvas no último trimestre de 2023, conforme previsões meteorológicas disponíveis à época (relembre). Sem estiagem completa, como as do semiárido baiano, o sul do estado sofre com redução acentuada do volume das chuvas.

A tendência se mantém em dezembro, informa o gerente da Unidade Regional da Embasa em Itabuna, Uillas Batista Rodrigues, também entrevistado pelo site durante a visita à Represa. “Se a gente for olhar o índice pluviométrico médio de Ilhéus para o mês de dezembro, é de aproximadamente 133 milímetros. Dezembro já está praticamente no meio e só tem registro de 2 milímetros. É irrisório diante da média histórica. É necessário que a gente compreenda que está havendo essa alteração climática e que a população precisa contribuir nesse sentido”, acrescentou.

MEDIDAS ADOTADAS 

Felipe Madureira: Embasa está mais preparada que em 2016 || Foto PIMENTA

De acordo com Felipe Madureira, desde a crise hídrica de 2016, a Embasa reforça sua capacidade de produção e distribuição em toda a Bahia. Neste ano, em junho, o Escritório Regional retomou o gabinete de crise, otimizando as ações estruturantes e administrativas. A pedido do PIMENTA, Felipe e Uillas sintetizaram as medidas adotadas pela Embasa, nos últimos anos, para enfrentar cenários como o atual, em Ilhéus.

Segundo Uillas, a empresa investiu R$ 4 milhões para ampliar sua capacidade de captação na barragem do Rio Santana e de tratamento na Estação Pontal. “Também aumentou a eficiência da distribuição da água, diminuindo o desperdício, com o Centro de Controle Operacional. Um investimento de mais R$ 2,7 milhões”.

Uillas Batista: Ilhéus registra 2 milímetros de chuva em dezembro || Foto PIMENTA

Uillas Batista ressaltou o início do envio de água da ETA Pontal, na zona sul, para a ETA Centro/Oeste, localizada na Tapera, próximo à Amazon Bahia. A operação começou em 2019, usando a malha de distribuição já instalada. Agora, a Embasa vai construir uma adutora exclusiva para o transporte da água. O investimento previsto é de R$ 7 milhões e está em fase de licitação.

“Isso vai garantir uma condição bastante confortável para a melhoria do abastecimento da cidade, substituindo grande parte da dependência da Barragem do Iguape [hoje, em 60%]. O efeito prático é o aumento da capacidade de exportação da zona sul para a ETA Centro”, assegurou o gerente regional.

Conforme Felipe Madureira, não há motivo para imaginar o pior cenário, com o extremo de faltar água nas casas das pessoas, mas, segundo ele, é fundamental que cada família faça a sua parte, utilizando a água de forma econômica.

O gerente local enfatizou que a Embasa dá sua contrapartida. “Hoje, a Embasa consegue jogar água do sul para o Centro; do Centro, consigo avançar mais para o norte. Isso dá segurança à operação do Escritório Local, para manter a população abastecida diariamente. Aqui em Ilhéus – e isso é um orgulho para a cidade -,  em qualquer canto, pode ser o lugar mais alto, mais pobre ou mais rico, a gente abastece diariamente”.

CENÁRIO EM 2024

A Embasa estima que, num cenário de severa escassez hídrica, o reservatório do Iguape, que abastece 60% da cidade (Centro, norte e oeste), suportaria o ritmo atual de diminuição de nível por mais quatro meses e meio.

Para aumentar sua capacidade de produção e evitar desabastecimento, a empresa reativou o transporte de água do sul para o Centro de Ilhéus, reforça a gerência local. Além disso, vai iniciar os trâmites legais para ser autorizada a captar água no Parque Municipal da Boa Esperança. Essa é uma alternativa que a companhia pretende ter à disposição, mas espera não usar, concluiu Felipe Madureira. Se necessário, a represa da Esperança pode incrementar a produção do Iguape em 10%.

Deputado Rosemberg Pinto, ao centro, com Larissa Guerra e Leonardo Góes, da Embasa, no encontro da Alba
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Deputados estaduais e dirigentes da Embasa, dentre eles o presidente Leonardo Góes, se reuniram na Assembleia Legislativa (Alba) para analisar a situação hídrica dos 90 municípios em situação de emergência devido à seca. Durante todo o dia, a comitiva realizou os atendimentos, de forma coletiva e individual, na Assembleia Legislativa da Bahia.

O líder governista, Rosemberg Pinto (PT), recepcionou o gestor e falou da importância do diálogo e fortalecimento da relação do parlamento com as estatais. “A iniciativa é válida e serviu para tomarmos conhecimento do plano de enfrentamento e da ampliação dos sistemas que está sendo feita no semiárido. Também foi criada uma agenda, na própria empresa, para recebimento das demandas”, reconhece.

Natural de Itororó e representante do Médio Sudoeste, que lhe conferiu maior votação na região, Rosemberg falou da preocupação do seu mandato com algumas áreas já em chamas, em função da estiagem e seca. “A Embasa não pode ser uma empresa só de gestão das águas, mas de proteção ambiental”, defende.

Na Alba, Rosemberg propôs novo encontro que envolva outros órgãos, a exemplo do Inema, da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), CAR, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. “A ideia é que possamos unir esforços e debater como essas instituições, de forma conjunta, atuariam na prevenção para os períodos da estiagem e para ações de defesa ambiental e da população”, conclui.

RESULTADOS

Pela terceira vez na Alba, representantes da Embasa fizeram um balanço dos atendimentos. “Estamos aqui, mas uma vez, num claro sentido de aproximar a empresa da realidade dos municípios, respeitando a representatividade do Legislativo, junto aos nossos clientes e usuários. Nessa visita, trouxemos uma discussão junto à classe política sobre os enfrentamentos desse período de estiagem, pois o verão já dá indicativos de ser mais duro, antecipando dias muito quentes, onde o consumo de água aumenta”, explica Góes que, a pedido do governador, já se prepara para ter um portfólio de alternativas.

Ele ainda reconhece que, em algumas regiões, já há problemas de falta de água, de esgotamento de mananciais e até de pré-colapso. “Nesses casos, já operamos com ações de carros-pipa. Também inscrevemos no PAC R$ 2 milhões de obras e estamos aguardando quais delas serão selecionadas, são mais estruturantes, para garantirmos segurança hídrica por mais tempo”, conclui

Segundo a chefe de gabinete da Embasa, Larissa Guerra, mais de 80% da execução dos serviços de saneamento básico é para extensão de rede e a maioria dos pleitos é apresentada pelos parlamentares. “Tínhamos muitas demandas represadas, no início do ano, e resolvemos ouvi-los para conhecermos as expectativas deles em relação à Companhia e ao atendimento dos pleitos. Uma aproximação que tem trazido bons resultados”, considera.

Desde abril, foram cerca de mil pleitos, de mais de 200 municípios, apresentados por deputados estaduais e federais, e mais de R$ 30 milhões de investimento, só em extensão de rede. “Isso é bem positivo, inédito e de extensão recorde”, comemora.

Dirigentes do Itabuna anunciam partidas no Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus || Foto Divulgação
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Dirigentes do Itabuna Esporte Clube anunciaram, nesta quarta-feira (22), um acordo com a Prefeitura de Ilhéus para utilizar o Estádio Mário Pessoa na próxima temporada, quando disputará, pela primeira em sua história, a Copa do Brasil. A competição nacional reúne equipes de todos os estados e assegura premiação aos participantes desde a fase inicial.

A Copa do Brasil começa em fevereiro. A tabela com horários e mandos de campo deve ser divulgada em janeiro pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Na Bahia, além do Itabuna, que garantiu vaga por ser terceiro colocado no Campeonato Estadual deste ano, a Copa do Brasil será disputada pelo Bahia (campeão estadual), Jacuipense (vice) e Vitória, que conquistou o título da Série B do Brasileirão.

O Itabuna também jogará, no Mário Pessoa, o Campeonato Brasileiro da Série D de 2024 e Campeonato Baiano. A temporada do Azulino está prevista para começar no dia 15 de janeiro, com estreia no estadual. O time mandará seus jogos na cidade vizinha porque o Estádio Fernando Gomes Oliveira (antigo Luiz Viana Filho) não encontra-se em condições de receber partidas de equipes profissionais.

TORCEDORES NA BRONCA

Outra novidade anunciada hoje pelos dirigentes do Itabuna são os patrocínios que vão ajudar na manutenção da equipe na temporada 24. O clube do sul da Bahia assinará contrato com empresas estatais Embasa e Emasa. De acordo com os dirigentes, esses apoios foram viabilizados pelo prefeito Augusto Castro, deputado federal Paulo Magalhães e secretário Municipal de Esportes, Alcântara Pellegrini.

As condições do estádio Fernando Gomes, o Fernandão, estão rendendo muitas críticas dos torcedores. Eles reclamam que o prefeito de Itabuna, Augusto Castro, anunciou a reforma do equipamento esportivo e lembram que até hoje o projeto não saiu do papel. Torcedores ironizaram o início das obras e parabenizaram o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre.

 

Morador denuncia falta de água no Residencial Vilela; Embasa responde || Foto PMI
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A Embasa contestou, nesta terça-feira (21), a reclamação de um morador do Residencial Vilela, em Ilhéus, sofre a falta de água que atinge parte da comunidade, tema de matéria veiculada ontem pelo PIMENTA (veja aqui). Segundo o porteiro Isac Gomes, a responsabilidade do problema é da concessionária.

Já a empresa alega que uma equipe técnica fez vistoria no local e constatou irregularidades, como manobras inadequadas dos moradores no registro principal, a falta de boias, vazamentos nos reservatórios e a não utilização da bomba de água, causando desperdício.

“Todas essas questões são de responsabilidade do condomínio. Mesmo assim, a Embasa está adotando outras medidas de avaliações operacionais, e a recente modernização do equipamento que atende aos referidos prédios com a aquisição e instalação de inversor de frequência automatizado e reforço nos procedimentos de contingência”, diz a nota enviada hoje ao PIMENTA.

A companhia também negou a diminuição do tempo de abastecimento diário, sustentando que ele começa na madrugada e se estende até as 14h, em média. Nesse período, conforme a empresa, é recomendável evitar manobras nos registros da rede.

“A Embasa orienta ainda que o usuário utilize os canais de comunicação e de atendimento da empresa para manifestação de qualquer ocorrência: WhatsApp 71 99717-0999, pelo 0800 055 195 ou pela agenciavirtual.embasa.ba.gov.br”, conclui o texto.

Desabastecimento prejudica mais de mil pessoas, afirma cliente da Embasa
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Novembro tem sido um mês difícil para grande parte dos moradores do Residencial Vilela, em Ilhéus. O condomínio, que foi erguido pelo programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, sofre com a qualidade dos serviços prestados pela Embasa, denuncia o porteiro Isac Gomes, morador do Residencial. “A nossa comunidade está sofrendo com a falta de abastecimento de água há duas semanas”, diz o trabalhador ao PIMENTA.

Isac alega que a Embasa inicia o envio da água para o condomínio por volta das 5h e encerra antes das 12h. Segundo ele, antes o abastecimento seguia até encher o reservatório da parte baixa do Residencial, de onde a água é puxada para abastecer o de cima. Desde o início do mês, a manobra tornou-se impossível. “Não dá tempo de encher o reservatório de baixo”.

Para completar, de acordo com o trabalhador, a água passou a chegar sem pressão suficiente para abastecer toda a comunidade. “Além da água ser desligada antes do horário, ela está chegando fraca”.

Ele conta que, hoje (20), ao chegar em casa do trabalho, por volta das 16h, seu apartamento estava sem água. O problema, diz, afeta mais de mil moradores do Residencial Vilela.

OUTRO LADO

O PIMENTA levou a denúncia do morador do Residencial Vilela à assessoria de comunicação da Embasa e aguarda retorno.

Tarifa de água da Embasa tem reajuste autorizado
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A Agência Reguladora de Saneamento Básico do Estado da Bahia (Agersa) autorizou reajuste de 6,72% na tarifa de água/esgoto da Embasa. O percentual será aplicado linearmente nas faixas de todas as categorias tarifárias, à exceção da Tarifa Social, destinada aos usuários inscritos no Bolsa Família.

As famílias cadastradas em programas sociais do governo pagam  a metade do valor da tarifa residencial normal. A Agersa informou que o aumento autorizado é menor que o proposto pela Embasa, que era de 8,35%. O reajuste será publicado na edição do Diário Oficial do Estado, deste sábado (26).

De acordo com a agência reguladora, o percentual de reajuste da tarifa de água/esgoto foi definido com base na inflação sobre itens de despesa envolvidos na operação dos serviços, como energia elétrica, pessoal, produtos químicos e material hidráulico, e a recomposição de perdas da Embasa ocasionadas pelo anúncio do reajuste após da data base, que é em maio.

AUMENTO NA CONTA DE AGOSTO

A vigência do reajuste tarifário da Embasa de 6,72%, a partir de 26 de agosto, vai produzir reflexos no valor das contas com vencimento em outubro deste ano.

O valor da tarifa reajustada da Embasa para o consumo de 10m³ (metros cúbicos) mensais na categoria residencial normal custará R$ 45,08 (acréscimo de R$ 2,85), para o serviço de abastecimento de água e R$ 36,06 (acréscimo de R$ 2,28) para o esgotamento sanitário.

Agersa informou ainda que, mesmo reajuste, a tarifa da Embasa é a 12ª mais barata do país. Entre os estados do Nordeste com tarifa residencial normal mais cara que a da Embasa, estão o Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

Tarifa de água da Embasa tem reajuste autorizado
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A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) divulgou, nesta quarta-feira (23), no Diário Oficial do Estado, uma lista com a convocação de mais 163 aprovados no concurso público de 2022. É a segunda convocação publicada pela empresa. A primeira ocorreu no dia 1º de abril e chamou 150 classificados.

Os convocados devem comparecer na data e horários estabelecidos no edital na unidade da Embasa no Rio Vermelho, na Av. Juracy Magalhães Jr., s/n, Lucaia, para apresentação de documentos. Caso o candidato não compareça ao local, data e horário especificados, estará eliminado do Concurso Público. Acesse a lista de convocados aqui.

O concurso público prevê o preenchimento de 930 vagas distribuídas entre funções de nível médio, técnico e superior, além de cadastro de reserva. Ao todo, o edital contempla 19 funções distribuídas em 167 municípios baianos. A validade do concurso é de um ano, podendo ser prorrogado por igual período.

Embasa interrompe abastecimento de água para obras em Salvador e parte do interior
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O abastecimento de água será interrompido nesta segunda-feira (13) em parte de Salvador, Região Metropolitana e alguns municípios do interior da Bahia. A suspensão ocorre para a execução de uma obra para interligar um trecho de quatro quilômetros de duplicação de adutora no sistema integrado de abastecimento (SIAA).

Para viabilizar a intervenção e mais 46 serviços de manutenção preventiva do sistema, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) precisará interromper temporariamente o fornecimento de água, a partir das 8h, em parte da capital e em alguns municípios da RMS e do interior. A conclusão dos serviços programados está prevista para 0h de terça-feira (14).

A obra conta com um investimento de R$ 106 milhões e é mais uma etapa da duplicação da adutora principal de água tratada – tubulação de grande porte responsável por transportar água da Estação de Tratamento (ETA) Principal. O novo trecho será interligado à adutora existente em dois pontos: o primeiro ocorrerá próximo à Bahiafarma, em Simões Filho; e o segundo nas imediações do bairro da Palestina, em Salvador.

A duplicação da adutora aumentará a capacidade de transporte de água tratada e a eficiência do abastecimento de diversas regiões de Salvador, garantindo mais qualidade e menos interrupções, ao longo do tempo. Outro ponto positivo da obra estruturante é a criação de redundância no sistema, já que, em caso de vazamento em uma das tubulações no trecho duplicado, haverá a possibilidade de continuar abastecendo pela outra, implantada em paralelo.

RETOMADA DO ABASTECIMENTO

Após o término dos trabalhos, previsto para 0h de terça (14), será iniciada a retomada gradativa da distribuição de água na área afetada, com estimativa de plena regularização nas 48 horas seguintes. A interrupção não causará grandes impactos no acesso à água nos imóveis que contam com reservatório capaz de satisfazer a necessidade diária de consumo de seus ocupantes. Veja as localidades afetadas em Salvador e outros municípios. Leia Mais

Flávio, Marcelo, Patrícia e Cíntia cobram resposta do poder público || Foto Pimenta
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Thiago Dias

A zona sul é das regiões mais valorizadas de Ilhéus. Com a maré baixa, a extensa faixa de areia fina é convidativa para caminhadas ou para o tradicional baba de domingo. O terreno plano também é ideal para outros esportes ou para reunir os amigos em volta de uma mesa de tira-gostos e bebidas.

No entanto, nenhuma dessas atividades será agradável se realizada perto dos canais pluviais que desembocam na praia. É que, junto com as águas da chuva e dos córregos, eles levam ao mar o esgoto de ligações clandestinas de casas ou estabelecimentos comerciais, como uma mácula fétida da incivilidade no paraíso.

Água poluída de um dos canais pluviais da Praia do Sul, em Ilhéus

O problema é facilmente driblado por quem vai à zona sul a passeio, mas, para quem investiu alto para morar ali, o mau cheiro de esgoto se tornou uma presença incontornável. É o caso de Cíntia Freire Sá, que mora há cinco anos no Costa Azul, residencial próximo da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB). Um dos canais da rede pluvial deságua na praia ao fundo do condomínio.

“[Me sinto] feliz pela natureza bela e triste pelo esgoto a céu aberto”, disse Cíntia, ao sugerir que o PIMENTA enfatizasse, no texto desta reportagem, o contraste das belezas naturais de Ilhéus com os modos irregulares de habitação comuns na cidade.

Os dias ensolarados reforçam o contraste. O mesmo calor que convida para o banho de mar aquece a água do canal, acentuando o odor exalado na evaporação. O fenômeno é especialmente insuportável na hora do almoço, lamenta Patrícia Bustamante, também moradora do Costa Azul. O apartamento dela fica a menos de 50 metros da desembocadura do canal.

Marido de Patrícia, Marcelo Frange avalia que o problema é tratado com descaso, inclusive pelos ambientalistas. “É uma agressão ao meio ambiente. Ninguém vê? Ninguém se mobiliza?”, questionou.

Moradores do Costa Azul pedem socorro contra esgoto que deságua na praia ao fundo do condomínio || Foto Pimenta

Os moradores do Costa Azul, que receberam o PIMENTA no condomínio, dizem evitar o banho naquela praia. Segundo eles, algumas pessoas já adoeceram após tomar banho ali. A associação desses relatos com a água poluída lhes parece inevitável.

EMBASA E PREFEITURA SE MANIFESTAM

O site levou a reclamação dos moradores ao secretário de Meio Ambiente de Ilhéus, Diego Messias. Ele confirmou que o problema é originado por ligações clandestinas de esgoto e afirmou que enviará equipe de fiscalização ao local, com o objetivo de identificar a origem das ligações e autuar os responsáveis. Segundo o secretário, a inspeção costuma ser feita em conjunto com a Embasa.

O PIMENTA também buscou posicionamento da Embasa. O gerente do escritório local da concessionária em Ilhéus, José Lavigne, explicou, em nota, que a fiscalização da rede pluvial cabe à Prefeitura, segundo o Código Ambiental.

O canal é questão, conforme Lavigne, “é alvo do lançamento de ligações clandestinas de esgoto na rede de drenagem nos bairros Hernani Sá, Barreira, Nelson Costa e adjacências”.

“Todos esses bairros têm Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) com moderno tratamento, devendo cada morador entroncar o esgoto doméstico na rede coletora da Embasa, conforme a lei estadual 7307/1998”, concluiu o gerente.

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A Justiça determinou que a Coelba adote todas medidas técnicas para manter a continuidade do serviço público em Cairu e suas ilhas Morro de São Paulo, Boipeba e Tinharé. A empresa deve evitar que o fornecimento de energia seja interrompido sem prévia notificação ou justificativa idônea.

De acordo com decisão judicial, essas medidas deverão ser adotadas no prazo de 20 dias sob pena de pagamento de multa diária no valor de R$ 5 mil. Além disso, a Coelba deve apresentar nos autos relatório mensal das atividades desenvolvidas para a resolução do problema de falta de energia nesses locais, acompanhados de documentos que as comprovem e detalhes dos equipamentos eventualmente substituídos.

Segundo a promotora de Justiça Claudia Didier Pereira, a população ficou sem energia por três dias, entre 19 e 21 de julho de 2021, afetando, inclusive, o fornecimento de água pela Embasa, ocasionando diversos prejuízos aos fornecedores de serviço turístico da região.

A representante do Ministério Público da Bahia afirma que foram mais de três dias sem acesso ao serviço de energia elétrica em todo o território do município de Cairu e em suas ilhas, tais como Tinharé, Morro de São Paulo e Boipeba, o que extrapola, e muito, o razoável.

“Isso sem falar na real possibilidade de danos à saúde e a integridade física, pela falta repentina e prolongada ao extremo de energia nos postos de saúde, escolas, hotéis, pousadas, restaurantes, lanchonetes, residências do município, colocando as pessoas em risco por interrupção de operações médicas e tratamentos ambulatoriais”, destacou a promotora de justiça