Atual campeã, a Seleção da Califórnia estreia no Interbairros no domingo
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Os confrontos entre bairros, animação da torcida à beira dos campos, as resenhas entre amigos e o movimento no comércio informal estão de volta em Itabuna. Começa no próximo domingo (5), à 25ª edição do Campeonato Interbairros de Futebol, o maior campeonato de futebol amador do sul da Bahia. No ano passado, a Seleção da Califórnia conquistou o pentacampeonato da competição esportiva.

Organizado pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, a competição reunirá 36 seleções de bairros de todas as regiões de Itabuna. Os primeiros confrontos serão entre Califórnia x João Soares, no campo do CAIC, no Jardim Primavera; Núcleo Habitacional da Ceplac x Parque Santa Clara, no Núcleo Habitacional da Ceplac; e Daniel Gomes x Ribeirão Seco, no campo do Daniel Gomes. As três partidas começam às 9h.  

Haverá ainda mais outros três jogos no domingo. No campo do São Pedro, a Seleção da Vila Zara enfrenta o Novo Fonseca; no campo do Lomanto haverá duas partidas, a primeira entre Nova Itabuna e Bananeira, às 9h30min. O segundo confronto será às 11h30min, com a Seleção da Nova Mangabinha contra o Jorge Amado.

Esta será a 25ª edição do Campeonato Interbairros de Futebol de Itabuna. Neste ano será distribuída premiação total de R$ 47 mil entre equipes e jogadores, além de troféus e medalhas para o campeão, vice e terceiro colocado. Além disso, também haverá premiação para artilheiro, melhor goleiro, atleta revelação, melhor torcida e Garota Interbairros.

Decisão do Interbairros em Itabuna será no próximo final de semana || Foto Pedro Augusto
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A decisão do Campeonato Interbairros de Futebol de Itabuna será entre as seleções do Lomanto, que tentará o bicampeonato depois de ter conquistado a taça em 2001, há exatos 24 anos, e Califórnia, dona dos títulos de 2010, 2015, 2022 e 2023. O jogo da grande final está marcado para às 10h do próximo domingo (14), no Campo do Futebol Amador, no Sarinha Alcântara.

A Seleção da Califórnia chega a grande final do Interbairros deste ano depois de uma partida com muitas emoções, que terminou empatada em 1 X 1 contra Mangabinha. Ficou com a vaga ao vencer nas penalidades por 5 a 4. O goleiro Papito foi considerado o herói da classificação da Califórnia por defender dois pênaltis.

Já o Lomanto garantiu vaga na final ao bater o São Lourenço por 1 X  0. O gol da classificação saiu aos 28 minutos, com atacante Pina. Ele pegou rebote de uma cobrança de pênalti contra o goleiro Samuel. Os torcedores das duas seleções prometem lotar o campo de futebol amador no Sarinha, que deve contar com segurança reforça da Polícia Militar e Guarda Civil Municipal.

Para o presidente do Grapiúna Atlético Clube, Álvaro Castro, o Campeonato Interbairros é uma vitrine. “Ao longo dos anos houve o surgimento de novos talentos no futebol. Este ano, foi mais aberto e teve mais qualidade, porque se permitiram no elenco das equipes mais atletas profissionais. Então, foi muito importante para a reorganização do futebol da nossa cidade, começando do amador e da base e chega-se ao profissional do Grapiúna e Itabuna, que há tanto tempo vêm tentando alçar novos voos”, afirmou.

HOMENAGEADOS

Nesta edição, o Campeonato Interbairros, patrocinado pelas empresas Gestão Veicular e Ise Japonês & Grelhados, vencedores da Chamada Pública, homenageia Luís Carlos Moreira de Matos, conhecido por sua passagem pelo São Paulo Futebol Clube, onde jogou 46 partidas e marcou 3 gols em 1997.

Ele também defendeu o Itabuna EC (1989–1991), Santa Cruz (1994–1995, 1999), entre outros clubes, além de ter atuado na Suíça, pelo FC Sion e Yverdon. Já o troféu de vice-campeão homenageia Gilberto Moura, filho do hexacampeão pela Seleção de Itabuna, “Santinho”, que teve uma carreira marcante no futebol baiano.

Estádio Ferreirão está pronto para a abertura do Amador de Futebol
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O Campeonato Amador de Uruçuca vai começar neste domingo (27). A data foi definida durante reunião de representantes da Diretoria de Esportes da Prefeitura e dirigentes de times.

A prefeita Magnólia Barreto destacou que o esporte é uma ferramenta fundamental de inclusão social, saúde e cidadania. Magnólia afirmou que a gestão segue firme no compromisso de apoiar e fortalecer iniciativas que unem a comunidade, despertam talentos e promovem qualidade de vida para todos.

A rodada de estreia começa às 15h deste domingo, no Estádio Ferreirão.

Uma das formações da Seleção de Itabuna da época. Luiz Carlos, Abiezer, Zé David, Carlos Alberto, Leto e Ronaldo; Jonga, Santinho, Gajé, Carlos Riela e Fernando Riela || Foto Acervo Walmir Rosário
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Neste dia Afrânio Lima estava possesso, pois tinha perdido algumas apostas no jogo anterior (manipulado, dizia), inclusive uma joia com um brilhante caríssimo. Mas Afrânio estava confiante na vitória e não regateou: apostou todo o dinheiro que carregava numa pequena maleta.

 

Walmir Rosário

A cada jogo da Seleção Amadora de Itabuna a torcida comemorava em duas festas: a vitória dentro de campo e as intermináveis festanças pelas ruas das cidades, tanto em Itabuna ou nas casas adversárias. Não importava o local, os efusivos festejos eram garantidos pelos resultados positivos. Nos terreiros alheios Itabuna sempre “cantava de galo”.

E esses rituais eram sagrados e garantidos pela força da torcida que acompanhava o escrete alvianil. Um substancial exemplo foi a festança em comemoração à conquista do Hexacampeonato Baiano de Futebol Amador, em Alagoinhas. Embora a festa tivesse sido preparada pelo adversário, os itabunense festejaram até o dia raiar como se estivesse em casa.

E dentre a grande comitiva que acompanhava a Seleção de Itabuna, dirigentes e torcedores dos mais diferentes níveis sociais, o que fazia a diferença. Como queria o escritor francês Alexandre Dumas em Os Três Mosqueteiros, era “um por todos, e todos por um”. E assim as festas rolavam até que voltassem a Itabuna, onde a comemoração continuava sem horário para encerrar.

No Campeonato Baiano de 1964, a Seleção de Itabuna disputou a final com a Seleção de Feira de Santana. No primeiro jogo, realizado em Itabuna, Feira de Santana foi goleada pelo placar de 4X0, três gols de Gajé e um de Santinho. Foi um passeio completo. Para ficar com a taça, poderia até perder para o selecionado da Princesa do Sertão por um placar menor.

Afrânio Souza Lima dobrou aposta e encheu a mala || Foto Acervo Walmir Rosário

E em Feira de Santana Itabuna perde para o selecionado local por 1X0, após o árbitro, caprichosamente, anular três gols do craque Fernando Riela. Como o regulamento do campeonato foi modificado, as duas equipes teriam que disputar uma terceira partida, justamente no estádio Joia da Princesa. Mais um osso duro de roer. Menos para Afrânio Souza Lima, que não jogava conversa fora e acreditava no penta.

Para os craques itabunense a mudança não faria diferença e o que somente importava era ganhar o jogo e levar mais uma taça para Itabuna. No terceiro jogo, Itabuna entra em campo para ganhar e pouco se importou com a pressão dos feirenses que lotavam o estádio. Apesar de pequena, a torcida itabunense era barulhenta e incentivava a seleção em mais uma brilhante vitória por 3X1.

Se em campo a guerra era intensa, nas arquibancadas não era diferente e os itabunenses confiavam na vitória. Um deles era Afrânio Lima, cacauicultor e pecuarista que acompanhava a Seleção de Itabuna em todos os jogos. Mais do que a simples presença, gostava de desafiar os adversários, os chamando para apostar. E ainda oferecia vantagem.

E neste dia Afrânio Lima estava possesso, pois tinha perdido algumas apostas no jogo anterior (manipulado, dizia), inclusive uma joia com um brilhante caríssimo. Mas Afrânio estava confiante na vitória e não regateou: apostou todo o dinheiro que carregava numa pequena maleta. Saiu do estádio com a maleta e os bolsos entupidos de dinheiro dos torcedores feirenses. “Patos”, dizia.

Era chegada a hora da festa e ninguém sabia comemorar mais que Afrânio Lima. Saiu do estádio e foi o primeiro a chegar à boate contratada para a comemoração da vitória da Seleção de Itabuna. E entre as primeiras providências tomadas, o fechamento da casa e lavá-la por inteiro com a melhor e mais gelada cerveja. Estava tudo pronto para comemorar o Pentacampeonato Baiano de Amadores.

Assim que os jogadores e comissão técnica iam entrando, passavam pelo banho de cerveja. A festa na boate feirense atravessou a madrugada. Cedo, embarcaram no ônibus da Sulba, especialmente fretado, e uma nova parada para o café da manhã em Sapeaçu. E assim as comemorações continuavam nas sucessivas e providenciais paradas. Festas das boas.

Em Itabuna a multidão aguardava a Seleção Pentacampeã Baiana, em plena segunda-feira, transformada em feriado pelo prefeito Félix Mendonça. Mas os vitoriosos jogadores ainda tinham uma obrigação, entrar na vizinha cidade de Itajuípe e participar do banquete promovido pelo presidente do Bahia local, Oswaldo Gigante. E assim foi feito.

Em Itabuna uma multidão, com charangas a postos para batucar no desfile pelas ruas da cidade, aguardava os jogadores e torcida na praça Adami. Carro de Bombeiros a postos, os itabunenses se rendiam aos eternos campeões. Já Afrânio Lima, assim que chegou, se despediu dos jogadores e rumou para se encontrar com os amigos no Bar Avenida, de Olímpio, e comemorar. Na farra, abriu a valise e mostrou a vultosa aposta que ganhara dos “patos” feirenses.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado, além de autor de livros como Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Califórnia conquista quarto título do Campeonato Interbairros || Foto Vladistone Menezes
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A Seleção da Califórnia conseguiu, neste domingo (26), no Estádio Fernando Gomes Oliveira, o Itabunão, o segundo título consecutivo do Campeonato Interbairros de Futebol.A equipe conquistou mais um título depois de empatar, no tempo normal, em 0 a 0, com a Seleção de Ferradas e bater o adversário por 4 a 2 nos pênaltis.

É o quarto título do Campeonato Interbairros da Califórnia. A equipe já havia vencido as edições de 2010, 2015 e 2022. Na edição deste ano, as duas seleções chegaram a grande final invictas, o que deixou as torcidas confiantes. Melhor para os torcedores da Califórnia, que saíram do Itabunão em festa.

 

Fernandão lotado na decisão do Campeonato Interbairros de Futebol || Foto Divulgação

De acordo com a Prefeitura de Itabuna, a grande final deste domingo atraiu um público superior a oito mil pessoas. Os torcedores agitaram bandeiras, entoaram cânticos e soltaram gritos de incentivo aos atletas, num lindo espetáculo de futebol.

FESTA DOS CAMPEÕES

“Que festa, que jogo. Foi emocionante do começo ao fim, E, graças a Deus, meu time acabou vencedor”, avaliou o comerciário Robson Santos. Junto com um grupo de amigos e torcedores, ele gritou a plenos pulmões: é campeão, é campeão ao final da disputa nos pênaltis, aproveitadas por Herlon, Tio Zeca, Léo Pitangueira e Volfran.

Pelo time de Ferradas, converteram as penalidades os jogadores Tarcísio e Gel, enquanto Dedé e Iago desperdiçaram. Foi tocante a atitude de José Mário Nascimento Vieira, o Zé Mário, de incentivo ao último batedor de pênaltis. “Não será essa a primeira ou última vez. Não é demérito perder nos pênaltis”, afirmou.

Jogadores da Califórnia festejam o título com a torcida || Foto Divulgação

O campeão levou o troféu Gerson Sodré, mais R$ 10 mil. Já o vice ganhou o troféu Abelardo Moreira, mais R$ 5 mil, enquanto o terceiro colocado,  ficou com o troféu Melquíades Azevedo, mais R$ 3 mil.

Os homenageados são ex-atletas profissionais, que jogaram pelo Itabuna Esporte Clube e outras agremiações pelo país, mas em comum o fato de terem despertado como talentos para o futebol nos campeonatos amadores da cidade. Apenas Abelardo Moreira, Bel, participou da entrega das medalhas e troféus no gramado do Itabunão.

A premiação em dinheiro das equipes acontece na próxima sexta-feira (1º), às 19h, durante solenidade na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), no bairro São Judas Tadeu. No evento acontecerá também o congraçamento entre atletas e dirigentes das equipes participantes, eleição da Garota do Interbairros e homenagens às personalidades.

Seleção de Itamaraju conquista quinto título do Intermunicipal || Wezio Oliveira / FBF
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A Seleção de Itamaraju conquistou, neste domingo (26), o quinto título do Campeonato Intermunicipal de Futebol. A equipe sagrou-se campeã de 2023 depois de vencer o jogo da ida por 2 a 1 e empatar, na volta, em 1 a 1 contra Porto Seguro.

Com a conquista deste domingo, a Seleção de Itamaraju aumentou a sua sala de troféus, que já contava com as taças das edições de 2002, 2004, 2018 e 2019. O time manteve os 100% de aproveitamento em finais do Campeonato Intermunicipal. A seleção itamarajuense venceu todas as cinco decisões que disputou.

Torcida lotou estádio para empurrar a Seleção de Itamaraju || Foto Wezio Oliveira / FBF

Itamaraju também tornou-se a terceira maior conquistadora de títulos da competição, atrás apenas de Cachoeira e Itabuna, que têm oito títulos cada. Já a Seleção Porto Seguro, campeã em 2010, ficou com seu terceiro vice-campeonato. A equipe de Porto foi treinada pelo itabunanse Beto Oliveira, campeão várias vezes do Intermunicipal.

Dirigentes e jogadores do Botafogo do Conceição, na década de 1950
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“Até hoje o jornalista e escritor Antônio Lopes lembra com tristeza e nostalgia do clima fúnebre que tomou conta da cidade. Deste dia em diante, ficou terminantemente proibido a qualquer torcedor relembrar essa data”.

Walmir Rosário 

No dia 17 de julho do ano da graça de 1952, o Botafogo do bairro da Conceição aplicou uma derrota histórica na equipe do Brasil de Buerarema. O homérico feito foi comemorado em toda a cidade com muita festa, especialmente no bairro da Conceição, sede do Glorioso Alvinegro. Foram três dias de festejos, não só pelo futebol jogado, mas, sobretudo, por não se intimidar com a violência do adversário.

Acostumado a demolir as equipes que jogavam contra ele em seus domínios, como narravam os cronistas da época, o Brasil de Buerarema não resistiu ao sistema tático implantado pelo técnico Caticure. A estratégia foi preparada após 15 dias de muitos treinamentos, todos realizados a sete chaves, portanto, fora dos olhos dos espiões contratados a peso de ouro por Paulo Portela, cartola do time da vizinha cidade, ex-distrito de Itabuna.

Considerado imbatível em seus domínios, o Brasil de Buerarema, possuidor de uma equipe com jogadores famosos, não só pela competência futebolística, mas, sobretudo, com a catimba e vigor físico. Bem mandados, os atletas bueraremenses não levavam dribles tomados para casa (achavam o pior dos desaforos) e resolviam a parada dentro de campo mesmo. “Do pescoço para baixo era tudo canela”, costumavam dizer repetindo a recomendação dos cartolas.

Para enfrentar o Brasil, os cartolas botafoguenses montaram uma verdadeira operação de guerra, da qual não faltaram cuidados com o físico dos jogadores, sistema tático caprichado, principalmente no meio de campo, responsável por desmanchar as jogadas do Brasil, ainda no campo adversário.

Uma das recomendações expressas do médico João Monteiro – um grande pediatra – foi fiscalizar os jogadores dia e noite para evitar os excessos etílicos. Pedrinha ainda se recorda de ter sido proibido de frequentar os bares, passando 15 dias em jejum etílico e amoroso, tudo pelo bem do resultado positivo.

Chegado o dia, o Botafogo e a torcida embarcam em três ônibus da Companhia de Viação Sul Baiano (Sulba) e entram triunfalmente na vizinha cidade de Buerarema. A responsabilidade era grande, pois, até aquela data, pouquíssimos times de Itabuna se atreviam a jogar contra o Brasil em Buerarema, o que aumentava o desafio.

Início da partida, os dois times se estudam até os 10 minutos, quando é desmontada uma jogada no meio de campo, e o Botafogo marca o primeiro gol, para o desespero dos bueraremenses, que não acreditavam na petulância dos adversários em abrir o marcador.

A torcida não se conforma e passa a pedir mais energia nas jogadas, querendo o corte das cabeças dos alvinegros. Aliás, pedir é pouco, exigiam, aos berros, que seus vigorosos zagueiros se redimissem da honra ferida. Queriam, é verdade, que, além de derrubarem os alvinegros, ainda chutassem os “traseiros” para matar as jogadas no nascedouro.

Sem conseguir atender à torcida, ao pressentirem que os jogadores botafoguenses não se incomodavam com as tentativas de constrangimentos físicos e morais, isso deixava os atletas da casa ainda mais nervosos. Como não conseguiam conter o ímpeto dos itabunenses na bola, passaram a apelar para as faltas, o que facilitou ainda mais as investidas a gol do adversário, com o placar marcando 3X1 para os visitantes no primeiro tempo.

No intervalo, uma comissão de convencimento formada pelos cartolas de Buerarema, auxiliados por dois jagunços (nome dado à época aos seguranças) com facões à mostra, foram fazer uma reclamação ao árbitro, com relação ao número de faltas. Para eles, o que o juiz da partida estava fazendo era um absurdo para com um time tão disciplinado. “No máximo, existiram apenas duas ou três faltas, mesmo assim, sem qualquer violência”, disseram.

Os jogadores, torcida e cartolas não se conformavam com a ousadia do Botafogo do bairro da Conceição em chegar em Buerarema, não tomar conhecimento do adversário e, ainda por cima, marcar três gols no primeiro tempo. A vingança chegaria a cavalo no segundo tempo, prometiam. Eram uns desaforados esses jogadores itabunenses.

Assim que iniciaram o segundo tempo, os jogadores do Brasil partiram pra o ataque e, aproveitando um descuido da zaga, marcaram o segundo gol, para delírio da torcida local. Aí, então, começou a catimba, as faltas mais perigosas que o árbitro fingia não ver, até que o Brasil empatou e, cinco minutos depois, marcou o quarto gol.

Aos 40 minutos do segundo tempo, o técnico Caticure chamou a atenção dos jogadores do Botafogo para aplicar uma das estratégias e, finalmente, aos 42 minutos, o Botafogo marca o quarto gol. Quando o Brasil pensava que estava de alma lavada para garantir o empate, eis que, como num passe de mágica, o time itabunense surpreende o adversário e surge o quinto gol, para o desespero da torcida local.

Se bem que o árbitro ainda tentou dar mais umas duas oportunidades de ataque para o Brasil de Buerarema, porém sem qualquer chance. Ao apitar o término da partida, o árbitro e os bandeirinhas trataram de se refugiar, e a torcida revoltada deixou o campo xingando o seu próprio time.

Até hoje o jornalista e escritor Antônio Lopes lembra com tristeza e nostalgia do clima fúnebre que tomou conta da cidade. Deste dia em diante, ficou terminantemente proibido a qualquer torcedor relembrar essa data e o dia 17 de julho de 1952. Ela foi considerada maldita e riscada da história das partidas do Brasil Esporte Clube, o famoso BEC, humilhado em seu próprio domínio pelo Botafogo do bairro da Conceição.

Essa história foi contada por um participante ativo dos fatos, o jogador Macaquito, ao seu filho, o professor e advogado Cosme Reis, que também brilhou no Botafogo do bairro da Conceição, não este da história, mas o Botafogo juvenil, treinado pelo também advogado José Oliveira, o Zito Baú.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Competição movimenta comunidades e mais de 40 equipes || Foto Roberto Santos
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A bola vai rolar no estádio Luiz Viana Filho e nos campos dos bairros São Pedro e Maria Matos (Rua de Palha) em mais uma rodada do Campeonato Interbairros de Futebol Amador de Itabuna, nesta quarta-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

As partidas começam às 8h15min e 10h15min, segundo a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer.

Os jogos previstos são São Pedro x Vila Zara, no São Pedro; Odilon x Lomanto e Maria Matos x Sinval Palmeira, no campo do Maria Matos (Rua de Palha); e Nova Mangabinha x Santa Catarina e Jorge Amado x Nova Itabuna, no Estádio Luiz Viana Filho.

A competição amadora de Itabuna reúne cerca de 1.000 atletas e 43 equipes.