Tasso Castro prepara quinto livro sobre o Fluminense do Rio de Janeiro || Montagem Walmir Rosário
Tempo de leitura: 3 minutos

Walmir Rosário

O escritor e torcedor do Fluminense das Laranjeiras Tasso Castro está finalizando um novo projeto para presentear os tricolores de Itabuna e todo o sul da Bahia. E o novo livro tem como título – ainda provisório – Paulistas no Flu: glórias e troféus, em que mostrará a passagem dos jogadores e técnicos que nasceram em São Paulo e fizeram sucesso no tricolor carioca.

O trabalho, resultado de uma pesquisa de fôlego, demonstra que desde 1935 os paulistas são figurinhas carimbadas na trajetória do Fluminense, afastando qualquer rivalidade entre os jogadores dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Nesse ano, a diretoria tricolor, de uma só vez, motivou um feito inédito ao contratar a base da Seleção Paulista.

 

E como tudo que dá certo é repetido, o Fluminense continuou se abastecendo no mercado paulista, o que não era nenhuma novidade. Nos anos 1980 vieram Assis e Vica. Nos anos 2000 chegaram Fernando Henrique, Ricardo Berna, Gabriel, Juan, Leandro, Tuta e Gum. Nos anos 2010, Rodriguinho e Deco, e nos ano 2012, Diego Cavalieri.

______________

E não se tratava de um elenco qualquer, e sim dos jogadores paulistas que conquistaram o Bicampeonato Brasileiro de Seleções nos anos de 1933 e 1934, atitude ímpar no futebol brasileiro daquela época. E os resultados alcançados pelo tricolor carioca foram à altura das contratações, no mesmo nível de qualquer seleção da América do Sul.

E os impactos positivos começaram a aparecer a partir de 1936, quando iniciou a conquista do tricampeonato, completado nos anos de 1937 e 1938, com muito sucesso. Embora tenha deixado escapar o tetracampeonato em 1939, o Fluminense não se abateu e voltou com supremacia, vencendo os campeonatos de 1940 e 1941, se sagrando bicampeão.

E os cartolas do tricolor das Laranjeiras voltaram a esquentar as turbinas e nos anos 1950, passaram a recrutar novos jogadores no mercado paulista, contratando os craques Marinho, Clóvis e Maurinho. O esquema voltou a funcionar e o Fluminense colecionou títulos no mundial, no Campeonato Carioca e nos disputados torneios Rio-São Paulo.

Muitos ainda se lembram de jogadores famosos e produtivos contratados nos anos 1960, a exemplo de Samarone, Cláudio, Félix (goleiro tricampeão na copa de 1970), Galhardo e Marco Antônio. Já nos anos 1970, a “importação” dos paulistas para o Flu das Laranjeiras continuaram com Didi, Ivair, Manfrini e Rivelino, contratações que mexeram com o futebol brasileiro.

E como tudo que dá certo é repetido, o Fluminense continuou se abastecendo no mercado paulista, o que não era nenhuma novidade. Nos anos 1980 vieram Assis e Vica. Nos anos 2000 chegaram Fernando Henrique, Ricardo Berna, Gabriel, Juan, Leandro, Tuta e Gum. Nos anos 2010, Rodriguinho e Deco, e nos ano 2012, Diego Cavalieri.

E a contabilidade dos troféus na sede das Laranjeiras é altamente positiva na coluna dos lucros. Dos anos 1960 a 2012, o Flu foi campeão Carioca (1969, 1971, 1973, 1975, 1976, 1983, 1984, 1985, 2005 e 2012) e campeão Brasileiro (1970,1984, 2010 e 2012) mantendo no elenco alguns jogadores ou técnicos oriundos de São Paulo, a exemplo de Tim, o estrategista, o único paulista campeão como jogador e treinador; Mário Travaglini em 1976; e Muricy em 2010.

Assim que for publicado Paulistas no Flu: glórias e troféus, Tasso Castro completará cinco publicações sobre o Fluminense do Rio de Janeiro, além de uma que abrange o Fluminense de Itabuna. Uma marca registrada nos livros de Tasso é que não somente ele relata e opina sobre o tricolor carioca, mas torcedores de todo o sul da Bahia.

E nesse novo livro não será diferente dos três últimos, em que vários torcedores escrevem um texto e expõem uma foto com a camisa tricolor. E pelo projeto, a prioridade dos textos se destina a escolher qual o jogador ou técnico paulista que ficou na memória?  Entre eles (jogadores) Félix, Galhardo, Marco Antônio, Samarone,  Manfrini, Rivellino, Assis, Diego Cavalieri ou Deco; e os técnicos Tim, Mário Travaglini ou Muricy Ramalho.

Os livros escritos por Tasso Castro são bastante ricos em informações, sempre obtidas nas fontes principais, documentadas com fotografias e reproduções dos jornais da época. Outros textos obedecem estritamente à lembrança dos torcedores, com o que ouviram e viram nas transmissões esportivas do rádio e TV, além das imagens de jogos assistidos nos estádios, guardadas na memória.

Vale a pena aguardar.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Itabuna goleia o Leônico por 5 a 1, na Arena Cajueiro || Foto Lucas Pena/IEC
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Itabuna é o único time com 100% de aproveitamento na Série B do Baiano de Futebol 2025. O Dragão do Sul goleou o Leônico, na Arena Cajueiro, em Feira de Santana, por 5 a 1, neste domingo (4).

A vitória foi construída com os gols de Caíque, Jussimar, Vinicius Amaral, Aisley Victor e Guilherme Ivo, levando o time ao segundo triunfo consecutivo.

Na quarta-feira passada (30), o Dragão derrotou o Fluminense de Feira, por 1 a 0. As duas vitórias garantiram a liderança isolada na Série B à equipe sul-baiana, com 6 pontos.

Bahia de Feira e Galícia, com 4 pontos cada um, estão na segunda e terceira colocação, respectivamente. A diferença entre eles está no saldo de gols: 7 a 1 para a equipe feirense, que abriu o campeonato atropelando o Teixeira de Freitas por 7 a 0, no meio da semana passada.

DRAGÃO VINGOU O GRAPIÚNA

A goleada aplicada pelo Itabuna, hoje, ocorreu menos de uma semana depois de o Leônico bater o Grapiúna por 3 a 0, no Waldomiro Borges, em Jequié, na quarta-feira (30).

O Grapiúna conseguiu, ontem (3), o primeiro ponto na competição. Empatou com o Teixeira de Freitas, no Estádio Lomanto Júnior, o Lomantão, em Vitória da Conquista, 0 a 0, ontem (3), ficando na vice-lanterna da Série B.

PRÓXIMOS JOGOS

Os times itabunenses voltam a campo no próximo final de semana. A Federação Bahiana de Futebol (FBF) ainda definirá o dia, se no sábado (10) ou no domingo (11), e os horários dos jogos. O Itabuna enfrentará o Vitória da Conquista na próxima rodada. O Grapiúna terá pela frente o Ypiranga. As duas equipes estão mandado os seus jogos fora porque o Itabunão, após vários anos interditado para partidas de times profissionais, está em reforma.

Estádio Agnaldo Bento recebe Barcelona x Lagarto FC no próximo sábado (26), às 16h || Foto GovBA
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Barcelona de Ilhéus vai fazer seu próximo jogo pela Série D do Campeonato Brasileiro no Estádio Agnaldo Bento, em Porto Seguro. A partida do próximo sábado (26), às 16h, contra o Lagarto Futebol Clube, de Sergipe, será a primeira com mando de campo do time ilheense na competição e a segunda da Onça Pintada, que estreou com um empate sem gols, fora de casa, diante do Penedense, de Alagoas, no domingo (20).

Anúncio do Barcelona em perfil oficial || Imagem Reprodução

Há expectativa de que a Prefeitura de Ilhéus e o Barcelona consigam a liberação do Estádio Mário Pessoa para que o time jogue na cidade pela Série D. “Os laudos técnicos do nosso estádio foram entregues na última sexta-feira [18], um passo importante para garantirmos a liberação do mando de campo”, informou a direção do Barcelona ao anunciar o local escolhido para o jogo do próximo sábado (26).

O Barcelona e a Prefeitura firmaram convênio por meio do qual o clube investiu R$ 90 mil na adequação do Estádio Mário Pessoa às normas da Confederação Brasileira de Futebol (relembre).

Garrincha em jogo da Seleção Brasileira contra a Portuguesa em 1962
Tempo de leitura: 4 minutos

 

 

 

 

Melhor ser socorrido pelo Youtube e relembrar os bons jogos do passado, que mesmo já sabendo do resultado, voltamos a assistir com emoção.

 

Walmir Rosário

Inacreditável! A desastrada Confederação Brasileira de Futebol, mais conhecida como CBF, tenta acabar de vez com o futebol brasileiro, mas não é deixando de realizar os jogos em todo o Brasil. Não, eles escolheram um jeitinho e pretendem tornar o futebol um jogo amorfo, sem espetáculo, sem jogadas bonitas, um jogo praticado por pernas de pau ou autômatos.

Se hoje os jogos de futebol não merecem mais serem chamados de espetáculos, com raríssimas exceções, as frequentes canetadas oficiais o tornarão uma espécie de filme mudo, mas sem a graças dos grandes artistas. E essas proibições vêm sendo implantadas há anos, sob qualquer pretexto, quem sabe até globalistas. Perdoa, Pai, pois eles não sabem o que fazem.

O buraco é mais em baixo e eles sabem, sim, o que querem, e isto está largamente comprovado. De início, foram proibidos os dribles, os olés, as embaixadinhas, eliminando em campo as habilidades individuais. Agora não podem pisar com os dois pés na bola. Isso não pega bem, pois parece histórias de antigamente, quando quem mandava no jogo era o dono da bola. Ou ele jogava ou levava a bola para casa.

Sei que hoje não temos mais o Garrincha com as pernas tortas promovendo misérias em campo, fazendo os adversários de gato e sapato. Para alguns, os dribles do camisa 7 do Botafogo eram desmoralizantes, nem tanto, pois ele jogava o que sabia e mais alguma coisa. Daqui a mais um tempo os craques do futebol serão “castrados” e não poderão fazer qualquer espetáculo.

Meu saudoso amigo Danielzão, que jogou como goleiro e centroavante no futebol amador e profissional de Itabuna e Salvador, dizia há muitos anos que os cartolas e técnicos tinham a intenção de acabar a beleza e produtividade do futebol. Ele explicava que, enquanto os gringos levavam nossos jogadores para a Europa a peso de ouro, para a aprenderem nosso futebol, por aqui queríamos jogar como os gringos, sem gingas e maneios de corpo.

Não sabe – ou não quer saber – o presidente da CBF, que os “arquibaldos e geraldinos”, expressão criada pelo tricolor Nelson Rodrigues para se referir aos frequentadores das arquibancadas e geral do Maracanã, iam aos jogos para assistirem verdadeiros espetáculos. E as partidas no “Maraca” contabilizavam até mais de 200 mil expectadores, melhor, torcedores.

Duvido que alguém sairia de sua casa numa noite chuvosa ou numa tarde escaldante para assistir a uma partida de futebol maçante, sem os dribles de tempos recuados, hoje proibidos…nem pensar. Jamais veremos um lançamento de 80 metros feito pelo canhotinha Gerson, cuja bola morreria no peito do companheiro, que marcará o gol. Um espetáculo pra ninguém botar defeito, nem os adversários.

Será que a direção da CBF já assistiu aos jogos entre o Botafogo e Santos, em qualquer um deles impossível de adivinhar o placar final? Com a CBF de hoje Pelé seria ainda um jogadorzinho de várzea, por ser tolhido de protagonizar suas brilhantes jogadas. Garrincha nem entraria em campo, pois com certeza não saberia jogar o futebol burocrático pregado pelos atuais cartolas.

Hoje vale mais para a CBF os astronômicos salários dos dirigentes das federações, bem acima dos R$ 200 mil mensais, do que oferecer um espetáculo futebolístico à altura dos praticados pelos brasileiros. Ao que parece eles tentam matar a galinha dos ovos de ouro, não se contentando meter a mão somente nos ovos. Tudo indica que querem comer a galinha, e de uma só vez.

Na minha geração, bem como a dos mais novos, nos acostumávamos com os espetáculos já nos campinhos de babas próximos de nossas casas, nos entusiasmando ir às tardes de domingo ao campo da Desportiva assistir às apresentações cinematográficas dos nossos craques amadores. E digo mais: tínhamos pra mais 100, para formar seleções brasileiras superiores às de hoje.

Sou do tempo em que o futebol em campo obedecia a uma cadência musical espetacular, sem destoar das músicas tocadas pelas charangas nas arquibancadas de nossos estádios. Sou do tempo em que um jogador era escalado pelo futebol que praticava seria substituído por outro de igual qualidade. E não me arrependo, pelo contrário, me orgulho.

Não tenho receio em dizer que não perco mais o meu tempo a ver malfadados jogos da seleção brasileira com jogadores escalados pelos seus empresários, como dizem largamente representantes da imprensa brasileira. Melhor ser socorrido pelo Youtube e relembrar os bons jogos do passado, que mesmo já sabendo do resultado, voltamos a assistir com emoção.

Nesse diapasão, provavelmente chegará o tempo em que os times terão seus resultados programados para que não sofram qualquer tipo de bullying e se sintam assediados e oprimidos pelas equipes adversários. Lembrem-se, no futebol o jogador bom é aquele que provoca o jogo e intimida os adversários com gols de beleza plástica sem igual. É do futebol!

Acredito que serei classificado como um saudosista, que não conhece nada de futebol, haja vista o presidente da CBF ter sido reeleito por 100% dos presidentes de federações e dos clubes das séries A e B. Portanto, nada de reclamações. Pelo visto nunca mais assistiremos aos espetáculos com mais de 200 mil torcedores, números que minguam a cada dia. VARlei-me….

Walmir Rosário é  radialista, jornalista e advogado, além de autor de livros como Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Dorival Júnior é reprovado após goleada histórica para a Argentina || Foto Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação
Tempo de leitura: < 1 minuto

Menos de 24 horas após a goleada aplicada pela Seleção da Argentina, pesquisa Realtime Big Data revela que 62% dos torcedores brasileiros defendem a demissão do treinador Dorival Júnior do comando da Seleção Brasileira.

Apenas 27% defendem a permanência do técnico no comando da equipe. Com 21 pontos, a equipe está em quarto lugar nas Eliminatórias da América do Sul da Copa 2026. Segundo o Instituto, 11% dos pesquisados não souberam responder à questão.

O trabalho de Dorival Júnior é reprovado por 64% dos 900 torcedores consultados pela Real Time Big Data. Na outra ponta, 23% aprovam e outros 13% não souberam responder. A pesquisa foi encomendada pela Rede Record de Televisão, e tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

TÉCNICO ESTRANGEIRO E NEYMAR NA SELEÇÃO

Se há maioria pedindo a demissão do técnico e reprovando o trabalho de Dorival, a pesquisa detectou divisão quanto à possibilidade de um treinador estrangeiro no comando do Brasil. A ideia é aprovada por 45% dos torcedores e rejeitada por 41%. Outros 14% não souberam responder.

Dentre os nomes estrangeiros ventilados está o português Jorge Jesus, que tem a reprovação do astro Neymar Jr. O jogador é visto como imprescindível pelos torcedores: 69% dizem que ele faz falta à Seleção. Apenas 20% pensam o contrário, conforme a Realtime Big Data.

Apesar do revés ontem e do nível de jogo apresentado nas Eliminatórias até aqui, 73% acreditam em classificação da Canarinho para a Copa 2026 – e 16%, não. Outros 11% não souberam responder.

Bahia avança na Libertadores ao derrotar o Boston River || Foto Rafael Rodrigues/ECB
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Bahia está na fase de grupos da Copa Libertadores da América. A classificação foi garantida após o Tricolor superar o Boston River (Uruguai) por 1 a 0, na noite desta quinta-feira (13), na Arena Fonte Nova, em Salvador, na partida de volta da terceira fase prévia da Copa Libertadores.

A classificação foi garantida porque no confronto de ida entre as equipes, na última quinta-feira (6) no estádio Centenário, em Montevidéu, as equipes ficaram no 0 a 0.

O único gol da partida foi marcado pelo volante Jean Lucas, que, aos 13 minutos do segundo tempo, marcou de cabeça após cruzamento de Luciano Juba.

Com a classificação do Bahia, o Brasil terá sete representantes na próxima edição da Copa Libertadores: Botafogo, Flamengo, Fortaleza, Internacional, Palmeiras, São Paulo e Bahia.

Barcelona de Ilhéus jogará em Jequié por vaga na próxima fase da Copa do Brasil || Foto Reprodução
Tempo de leitura: < 1 minuto

Depois de uma campanha irregular no Campeonato Baiano, quando encerrou a competição nem 8º lugar, com 9 pontos, o Barcelona de Ilhéus tem uma nova chance de proporcionar um pouco de alegria ao torcedor, além de melhorar o caixa. Nesta terça-feira (25), o time do sul da Bahia enfrenta o Athletic Club (MG) pela Copa do Brasil.

A partida começa às 19h30min, no Estádio Waldomiro Borges, em Jequié, no sudoeste da Bahia. O Barcelona precisa vencer para avançar para a segunda fase da competição. Em caso de empate, a decisão da vaga será em cobrança de pênaltis. O time de Ilhéus receberá R$ 830 mil pela participação nesta fase da Copa do Brasil. Se passar pelo Athletic, receberá mais R$ 1 milhão.

Será muito difícil para o Barcelona superar o time mineiro, pois neste ano só conseguiu uma vitória no Campeonato Baiano. A equipe ilheense encerrou a participação na competição estadual com seis empates e duas derrotas. Para complicar, o time atuará longe da torcida, pois o Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus, não está em condições de receber jogos.

OUTROS PARTICIPANTES

Além do Barcelona, a Bahia tem outros três representantes na Copa do Brasil. O Vitória também estreia nesta terça-feira, no Estádio Castelão, em São Luís, contra o Maranhão. A partida está prevista para começar às 19h. Nesta quarta-feira (26), às 19h30min, no Estádio Waldomiro Borges, o Jequié recebe o Retrô (PE). Quem vencer avança para a próxima fase.

O quarto participante da Copa do Brasil é o Bahia, que hoje, às 21h30min, enfrenta o The Strongest, no jogo de volta da Taça Libertadores. A partida será na Arena Fonte Nova, em Salvador. Com relação à competição nacional, o Tricolor só entra na disputa na terceira fase, que começa em junho.

Colo-Colo desiste do último jogo pelo Campeonato Baiano|| Imagem TVE-BA
Tempo de leitura: < 1 minuto

O jogo entre Colo Colo e Jacobina, que seria realizado no sábado (22), pela 9ª e última rodada da primeira fase do Campeonato Baiano de Futebol 2025, foi cancelado. A não realização da partida atende a um pedido dos dois clubes à Federação Bahiana de Futebol.

A Federação Bahiana informou que aceitou a solicitação poque o Colo Colo e Jacobina já estão rebaixados para a Série B de 2026, e o cancelamento da partida não causa prejuízos para os demais participantes da competição. Os dois times não venceram uma única partida das oito disputadas. Conseguiram somente com três empates, somando três pontos.

Na parte de cima da tabela, Vitória, com 18 pontos, Jacuipense (16), Bahia (15) e Atlético (13) estão classificados para a próxima fase do estadual. A última rodada do Baianão será no sábado (22). O Atlético recebe o Vitória em Alagoinhas; Bahia e Juazeirense se enfrentam na Arena Fonte Nova, em Salvador; Porto Club pega o Barcelona de Ilhéus, no Estádio Agnaldo Bento, em Porto Seguro; e o Jequié joga contra o Jacuipense, no Estádio Waldomiro Borges.

Colo Colo (Uniforme amarelo) e Barcelona jogam neste sábado (14) || Imagem TVE
Tempo de leitura: 2 minutos

Os dois times de Ilhéus entram em campo, neste final de semana, com objetivos diferentes no Campeonato Baiano de Futebol. O Barcelona enfrenta o Bahia, neste sábado (15), a partir das 16h, no Estádio Manoel Barradas, o Barradão, em Salvador, sonhando com três pontos para seguir na briga por uma vaga na segunda fase do estadual.

O Barcelona ocupa a sexta posição, com um ponto a menos que o Atlético, quarto colocado, com 10 pontos. O quinto colocado é o Jequié, que tem os mesmos 9 pontos do time de Ilhéus. O Bahia, adversário do Barcelona deste sábado, ocupa a terceira colocação do estadual, com 13 pontos.

Vencer o Bahia não será uma tarefa nada fácil para o Barcelona. O Tricolor de Aço vem de duas goleadas. Humilhou o Colo Colo por 6 a 0 na rodada passada do estadual, e goleou o América (RN), pela Copa do Nordeste, por 5 a 1, no meio de semana. Já o Barcelona vem de um empate de 1 a 1 contra o Jacuipense, vice-líder do Baianão.

COLO COLO

O desafio do Colo Colo é diferente do Barcelona. Manter-se na primeira divisão do Campeonato Baiano. O Tigre não conseguiu vencer uma única partida no estadual deste ano e é o lanterna, com apenas três pontos. Precisa da vitória neste final de semana para não ser rebaixado já nesta rodada.

O Colo Colo enfrenta o Juazeirense, neste sábado, no Estádio Adauto Moraes. A partida está prevista para começar às 18h30min. Na oitava colocação com 7 pontos, o time de Juazeiro precisa da vitória para continuar na disputa por uma vaga na segunda fase do Campeonato Baiano.

De acordo com o regulamento do Campeonato Baiano de Futebol 2025, quatro equipes se classificam para a segunda fase do Estadual e as duas últimas colocadas serão rebaixadas. Hoje, além de Colo Colo, o Jacobina cairia para a segunda divisão.

Orlando Cardoso está no ar há 64 anos, ininterruptos
Tempo de leitura: 3 minutos

 

 

Os locais destinados aos visitantes eram em espaços exíguos e junto às torcidas adversárias, intimidando-os o jogo inteiro. Algumas vezes foi obrigado a transmitir os jogos em cima do teto da Kombi da Rádio Difusora.

 

Walmir Rosário 

Sem sombras de dúvida, o radialista Orlando Cardoso é um ícone da comunicação radiofônica de Itabuna. Não apenas pelos 64 anos ininterruptos à frente do microfone, mas pelo conceito adquirido junto aos ouvintes da região cacaueira. É preciso competência, carisma e credibilidade junto ao público – cativo – por longos anos.

E uma das marcas de Orlando Cardoso é ter responsabilidade em tudo que leva ao ouvinte, com o apoio de boa música e os comentários dos fatos no dia a dia de seus programas. E não é pra menos, pois a credibilidade do comunicador garante uma audiência cativa, com reflexos positivos na área comercial, com anúncios nos programas.

E a simplicidade de Orlando Cardoso não permite que ele fale sobre a publicidade no seu programa diário (matinal) Panorama 640 (meia quatro zero), sem espaços vazios na grade de comerciais. E cheios de orgulho, alguns colegas e amigos dizem que é o único programa a recusar novas publicidades, por um fator inédito: não existe espaço disponível.

Com toda a tranquilidade Orlando revela que o rádio lhe deu muita experiência de vida, a chance de conhecer parte do país, o que jamais teria em outras profissões. E não economiza elogios ao dizer que o rádio sempre foi tudo pra ele, depois de Deus e a família. E em seguida emenda que nunca foi metido a besta, o que lhe ajudou também na política.

Orlando Cardoso trabalhou nas três emissoras AMs de Itabuna – Difusora, Clube e Jornal – sempre disputando o primeiro lugar em audiência, com a mesma tranquilidade, focando sempre na sua comunicação. Numa conversa nossa há algum tempo ele disse que tem muita gente boa de audiência no rádio, mas que não conseguiu se eleger na política por não ser popular, simpático, e que a política não perdoa.

Mas os ouvintes não têm a menor ideia da trabalheira que é ser líder de audiência. E pra começo de conversa, exige um projeto que caia no gosto do ouvinte, acompanhado de músicas e boas informações. No esporte não é diferente e ele mesmo já passou muitos dissabores em estádios onde transmitia jogos da Seleção de Itabuna, a Hexacampeã Baiana de Amadores.

Em muitos desses jogos, os radialistas eram também tratados como adversários e tinham que ter muito jogo de cintura para realizar uma transmissão de qualidade. Os locais destinados aos visitantes eram em espaços exíguos e junto às torcidas adversárias, intimidando-os o jogo inteiro. Algumas vezes foi obrigado a transmitir os jogos em cima do teto da Kombi da Rádio Difusora.

E Orlando Cardoso não nega que era um apaixonado pela Seleção de Itabuna, e os torcedores apaixonados por ele. Nas transmissões sua vibração era transmitida pelo rádio e a torcida acompanhava, a exemplo do gol do Hexacampeonato, em Alagoinhas, quando ele narrou com toda a força dos pulmões o bordão: “É gol Itabunense, torcida grapiúna!”.

E nessa hora balançaram tanto a Kombi que ele não pode ver quem teria marcado o gol, muito menos ouvir o repórter Ramiro Aquino dar os detalhes do gol de cabeça do centroavante Pinga. “Acabou o jogo, entramos na Kombi e voltamos para Itabuna, e somente aí é que fui informado que o gol teria sido de Pinga, mas pouco importava, pois já éramos Hexacampeões”, ainda comemora Orlando.

A primeira participação de Orlando Cardoso no microfone foi na Rádio Clube de Itabuna, indicado pelo radialista e publicitário Cristóvão Colombo Crispim de Carvalho, por volta de 1960, quando narrou um jogo imaginário. Em seguida narrou outro jogo, este de verdade, no Campo da Desportiva, mas não continuou. Em seguida narra outro jogo imaginário na Rádio Difusora, a pedido de Romilton Teles, e é chamado para um teste na emissora, a qual trabalha.

E prestes a chegar aos 83 anos continua firme e forte na condução do Programa Panorama 640 (meia quatro zero) para a alegria de milhares de ouvintes. Vida longa na existência física e radiofônica, Orlando Cardoso!

Walmir Rosário é  radialista, jornalista e advogado, além de autor de livros como Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Em Itabuna, Tasso Castro lança livro sobre a Copa Rio de 1952
Tempo de leitura: 3 minutos

 Tasso Castro deixa clara a mudança no Fluminense, que do pejorativo timinho de 1951 se transformou no campeão Carioca do mesmo ano e continuou com seu poderio em campo, se sagrando campeão Mundial de Clubes, no ano seguinte.

 

Walmir Rosário

 

 

 

 

 

Um livro para ficar na história dos torcedores do Fluminense carioca, ou das Laranjeiras, como queiram, estará à disposição dos tricolores de todo o Brasil, contando a história da 2ª Copa Rio, conquistada pelo Fluminense, em 1952, data do seu cinquentenário. E a obra do escritor Tasso Castro – 1952, A maior conquista do futebol tricolor – será lançada nesta segunda-feira (10 de fevereiro), às 18h30min, no Shopping Jequitibá, em Itabuna.

De pronto, vale avisar aos tricolores mais moços, que a Copa Rio foi o primeiro Campeonato Mundial de Clubes, realizado pela então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), a CBF da época, com licença da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Os jogos eram realizados no Rio de Janeiro e São Paulo, por equipes da Europa e da América Latina, duas delas brasileiras.

E o texto cirúrgico e preciso é o resultado de pesquisa realizada por Tasso Castro, que conta em detalhes o futebol da época, ressaltando o grande feito do Fluminense, desde a participação do Campeonato Carioca de 1951, considerado um timinho pela mídia. Além de faturar o Carioca de 51, os dirigentes ainda convenceram a CBD e a Fifa a realizarem a Copa Rio um ano antes, já que seria realizada de dois em dois anos, portanto, em 1953.

No livro, o Autor também mostra que o Fluminense foi o primeiro time brasileiro a vingar a nossa derrota de 1950 para a Seleção do Uruguai, que ficou conhecida como o “Maracanazo”. Isto porque o Fluminense jogou contra o Peñarol e aplicou um “chocolate” de 3X0, e nem tomou conhecimento dos carrascos Ghiggia, Schiaffino, dentre outros. Obdúlio Varela não jogou por estar contundido.

A cada jogo o Fluminense de Castilho, Píndaro, Pinheiro, Jair, Édson, Bigode, Lino, Telé, Orlando, Vilalobos, Marinho, Didi, Robson, Quincas, Carlyle, Simões e cia., foi derrotando seus adversários, apesar dos susto inicial no 0X0 contra o Sporting português. Aos poucos se firmou e não tomou conhecimento do Grasshopper (suíço); Peñarol (uruguaio); Áustria Wien; e o Corinthians (dois jogos nas finais). O 1º venceu por 2X0, e empatou o segundo em 2X2.

Os leitores não perdem por esperar, pois além das informações gerais sobre cada uma das partidas, ainda poderão conferir as análises realizadas pelos jornalistas das maiores publicações esportivas. Nelas, cada atleta é estudado em cada partida, e nem mesmo Didi, que viria a ser conhecido como o “Senhor Futebol” escapou das críticas, apesar de considerado o craque da competição.

No texto, Tasso Castro deixa clara a mudança no Fluminense, que do pejorativo timinho de 1951 se transformou no campeão Carioca do mesmo ano e continuou com seu poderio em campo, se sagrando campeão Mundial de Clubes, no ano seguinte. “Com certeza, vencer a Copa Rio de forma invicta demonstra um Fluminense Espetacular”, ressalta o Autor.

O livro 1952 – A maior conquista do futebol tricolor, é formatado em 5 capítulos: I – Copa Rio, 1951, II – Campeonato Carioca 1951, III – Copa Rio 1952, IV – O mundial da Fifa 2000; e o V – Testemunhos de tricolores, além de prefácio, a extinção da Copa Rio e posfácio. Em cada um dos depoimentos os tricolores demonstram a paixão pelo Fluminense, que vão desde a transferência do amor aos filhos até a participação nos jogos em cidades distantes.

Sobre o autor, Alexandre Berwanger escreveu: “Se não bastasse o Fluminense Football Club ostentar entre os seus torcedores Nelson Rodrigues, o “Shakespeare brasileiro”, Paulo-Roberto Andel, o “João do Rio do Século XXI”, também tem Tasso Castro, o “Novo Jorge Amado”, escritor baiano talentoso radicado em Itabuna que publicou outros três livros sobre o Tricolor:

* “Fluminense, memórias de uma paixão” (2011).

* “Oxente, Somos Flu!” (2018).

* “Doces Vitórias” (2022).

Esse seu quarto livro, como o nome indica, aborda a conquista da Copa Rio de 1952, o primeiro título internacional oficial do Fluminense, competição organizada pela CBD, autorizada e acompanhada pela FIFA para a qual segundo o seu Estatuto toda a competição acompanhada por ela tem o caráter de oficial.

Em 1928 o Fluminense conquistou as suas primeiras taças internacionais, amistosas, mas essa é outra época, outra história, embora também muito retumbante.

Além de escrever algumas linhas no excelente livro tenho a satisfação de ter contribuído com a imagem da capa, a do troféu tão significativo para nós tricolores”, finalizou.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Emílio Gusmão sofre assédio judicial de time de futebol em Ilhéus || Foto Reprodução
Tempo de leitura: 2 minutos

O empresário e presidente do Barcelona de Ilhéus, Wellinton Nascimento, está sendo acusado de promover assédio judicial contra o jornalista e editor do Blog do Gusmão, relata o Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba).

A perseguição começou em julho do ano passado, quando o site publicou matéria revelando a intenção de Wellinton arregimentar falsos torcedores para “promoverem bagunça” na partida entre Grapiúna e Colo-Colo, válida pela semifinal da série B do Campeonato Baiano.

Munido de prints de mensagens de WhatsApp do presidente do Barcelona com o conteúdo descrito acima, Gusmão publicou a matéria. Logo depois foi notificado pela Justiça de uma ação movida contra ele pela Ilhéus Soccer Futebol e Entretenimento S/A, empresa que é dona do Barcelona. Na ação, além de indenização, a empresa pede a quebra do sigilo telefônico do jornalista, em clara intenção de identificar quem seria a fonte da matéria.

Em dezembro passado aconteceu uma audiência de conciliação. Na oportunidade, a advogada da empresa autora da ação propôs ao jornalista um acordo, pelo qual ele faria uma retratação e o pagamento da quantia de R$ 10 mil, a título de danos morais. A proposta foi rejeitada por Gusmão, que reafirmou sua postura de integridade na prática do jornalismo, bem como a inaliedade do princípio da liberdade de imprensa e sigilo da fonte.

“A Constituição Brasileira, no artigo 5º, garante o sigilo da fonte no exercício profissional e Wellinton Nascimento, do Barcelona, quer subverter a ordem constitucional, no que diz respeito à liberdade de imprensa, para calar a minha voz, pois não me curvo diante do mandonismo dele”, diz Gusmão.

DENÚNCIA COMPROVADA

O jornalista acrescenta que a informação foi checada e ele comprovou que realmente o presidente do time se dispôs a provocar uma confusão no espaço público. “Considerei que esse fato deveria vir ao conhecimento das pessoas e cumpri meu dever como profissional de comunicação, alertando a comunidade e meus leitores quanto à incitação à violência”, completa.

Para o presidente do Sinjorba, Moacy Neves, o assédio judicial tem sido uma forma de intimidação contra os jornalistas por parte daqueles que não conseguem conviver com a democracia, que tem a imprensa livre como um dos seus pilares. “Não se busca mais a Justiça como forma de reparar danos causados pelo jornalismo sem apuração ou pela má fé, mas sim ampara-se em ações judiciais como uma maneira de inibir o bom jornalismo”, lamenta o sindicalista.

O Sinjorba vai acompanhar o caso de Gusmão, que será incluído no rol dos que são acompanhados pela Rede de Combate à Violência Contra Profissionais de Imprensa e no Relatório Anual de Violência contra a Imprensa, de 2024, elaborado pela Fenaj. Com informações do Sinjorba.

Caixeral de 1957 e seleção regional || Foto Arquivo de Walmir Rosário
Tempo de leitura: 3 minutos

O número de jogadores era tão abundante, que os “cartolas” ainda se “davam ao luxo” de formar uma seleção regional, tendo como base os jogadores do bairro da Conceição.

 

Walmir Rosário

 

 

 

 

 

Mas qual eram os segredos para Itabuna formar tantos craques? De cara posso garantir que para um atleta atuar no Campo da Desportiva Itabunense era preciso passar por um verdadeiro vestibular, nos “babas” disputados em campinhos dos bairros ou escolinhas de futebol. Aprovado, a partir daí poderia tentar uma vaga nos times amadores.

Tínhamos, por exemplo, a Academia de Futebol Grapiúna, dirigida pelo cirurgião-dentista Demóstenes Carvalho, e os times de Adonias da Mangabinha, de Tim do bairro da Conceição, dentre outros. E os que mais se destacavam eram convidados a jogar nas diversas equipes aspirantes até chegar ao time de cima das agremiações amadoras.

E os campinhos de bairro não eram raridades, como hoje! Bastava um terreno baldio mais ou menos plano, sem muitas pedras, e duas traves. Era assim na Borboleta (hoje rodoviária); banca do peixe, Escola de Celina Braga Bacelar, Maravalha, (centro); São Judas Tadeu; campo do Tênis, torre da Rádio Difusora, Malícia, Brasilgás, Vila Zara, Eucaliptos (bairro da Conceição); Cortume (Banco Raso) para se submeterem aos olheiros e indicarem futuros craques.

O América da Vila Zara, comandado por Adonias, em 1963, era um dos times de camisa que forneceu jogadores para várias equipes. Em 1972, o mesmo América mantinha praticamente a mesma formação, mesclado com jogadores mais novos. João Garrincha, Dema, Betinho Contador, Zé Nito, Luiz Fotógrafo, e tantos outros.

Lembrados até hoje nos papos de saudosismo, os craques do passado têm nome, sobrenome e história a ser contada pelas jogadas memoráveis, tanto nos campos de pelada como na velha Desportiva. Um desses exemplos são as escalações da Seleção de Itabuna de 1958 a 1965, quando reinou absoluta no cenário amador do estado da Bahia. Fora essa saga vencedora, as equipes de bairros (ou várzea, como queiram), ainda reinam absolutas na memória dos torcedores.

Eu costumo usar uma frase dita pelos veterinários: “de mamando a caducando”, que se encaixa bem na velha prática do futebol, quando os escolhidos para formar o time (ainda na base do par ou ímpar, para escalar primeiro) eram pela eficiência, meritocracia. Pouco importava se menino ou homem-feito, tinham que ter as qualidades para jogar em determinado campo e decidir a partida. Isso era fundamental para jogar num time de camisa.

Enquanto nos campinhos o jogo era na “paeta” (descalço), nos times de camisa se jogava de chuteiras, fabricadas por sapateiros especializados, como Lauzinho, ali na rua Silveira Moura, no bairro da Conceição, ex-jogador do Botafogo de Rodrigo e exímio profissional, dentre outros que competiam para fabricar os melhores produtos.

E jogar de chuteiras era preciso uma adaptação, pois elas eram feitas de acordo com a posição em o futuro dono jogava: macia para atacantes e rígidas para zagueiros. Já as travas poderiam ser de sola grossa ou alumínio, a depender do tipo de jogo, mais alta ou mais baixam de acordo com o clima e a característica do jogador – ou de maldade, segundo os comentários da época.

Uma coisa era certa: todas as chuteiras eram pretas, algumas com uma ou duas listras brancas, porém jamais cor-de-rosa rosa choque, amarelo alaranjado, pois eram feitas para proteger o pé e aumentar a potência do chute, nunca para aparecer. O mesmo acontecia com o corte dos cabelos, em maioria o de “soldado americano” e, de quando em vez, um maracanã para o encanto das moçoilas casadoiras. Definitivamente, não era o tempo de Neymar!

Mas, trejeitos e modas à parte, o que valia era pisar no gramado e dar conta do recado. Jogador bom era o eficiente e produtivo. Não podia ser “manioso” ou “vedete”, para não cair em desgraça e ser olhado de soslaio pelos “cartolas”. Assim era no Flamengo de José Baliza, ou no Botafogo do bairro da Conceição de 1976, que mesclava atletas mais experientes como Neném, à garotada do tipo de Bilo e Paulo Roberto. No mesmo time jogavam Danielzão, Pelé Cotó, Romualdo Cunha e os garotos João Garrincha, Beguinho, Alterivo e Douglas.

Naquela época, o número de jogadores era tão abundante, que os “cartolas” ainda se “davam ao luxo” de formar uma seleção regional, tendo como base os jogadores do bairro da Conceição. Essa seleção excursionava pelas cidades vizinhas, acumulava vitórias e títulos, dada a altíssima qualidade dos jogadores como: (em pé, a partir da esquerda) Faruk, Vitor Baú, Sílvio Sepúlveda, Pedro Mangabeira, Lauzinho e Guaraí; agachados Lane, Pedrinha, Juca Alfaiate, Macaquinho e Diocleciano (foto acima).

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Colo-Colo desiste do último jogo pelo Campeonato Baiano|| Imagem TVE-BA
Tempo de leitura: < 1 minuto

Ainda sem saber o que é vencer um adversário no Campeonato Baiano deste ano, o Colo-Colo enfrenta o Vitória, neste sábado (25), pela quarta rodada do estadual. Como o estádio Mário Pessoa foi reprovado pela Federação Bahiana de Futebol (FBF), o time de Ilhéus mandará a partida na Arena Fonte Nova, em Salvador. O jogo está previsto para começar às 18h30min.

Na penúltima colocação do Campeonato Baiano, o Colo-Colo tem dois empates e uma derrota. Além de ainda não ter vencido, o time de Ilhéus vive um drama financeiro. Sem contar com um patrocinador forte, a equipe estaria com salários de jogadores e comissão técnica atrasos. Para muitos, a crise fora de campo tem afetado o desempenho da equipe.

Já o Vitória é líder do Baianão, com cinco pontos em três jogos. Bem superior tecnicamente, o Rubro-Negro vai buscar mais um resultado positivo para se manter na liderança. O Vitória fez um único treino, nesta sexta-feira, para enfrentar o Colo-Colo. Na quarta-feira, no estádio Rei Pelé, em Maceió, o Rubro-Negro empatou em 2 x 2 com o CRB pela Copa do Nordeste.

Além de Vitória x Colo-Colo, a quarta rodada terá, neste sábado, Atlético x Jequié, no Estádio Antônio Carneiro, em Alagoinhas. A partida está prevista para começar às 16h. A rodada será concluída no domingo (26), com os confrontos entre Bahia x Porto Club e Jacuipense x Juazeirense.

Sérgio Araújo não é mais treinador do Barcelona de Ilhéus || Foto Redes Sociais
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Barcelona de Ilhéus anunciou, nesta quinta-feira (23), a demissão do técnico Sérgio Araújo e de seus auxiliares. “A decisão foi tomada após conversas respeitosas e mútuas, visando o melhor para ambas as partes”, diz a nota oficial divulgada pela direção do time, que ainda não informou a contratação de substituto.

O clube agradeceu o treinador e destacou o profissionalismo e a contribuição de Sérgio Araújo à Onça Pintada. “Desejamos a ele muito sucesso em seus futuros desafios, tanto pessoais quanto profissionais”, concluiu.

A decisão sucede a sequência de quatro empates do Barcelona nos quatro primeiros jogos do Campeonato Baiano 2025 (leia mais aqui). Com quatro pontos, o time ilheense está na sétima colocação, mas corre risco de cair para penúltimo depois da conclusão da rodada, no final de semana.

O Barcelona volta a campo na próxima terça-feira (28), às 19h15min, contra o Atlético de Alagoinhas. Apesar do mando de campo do time ilheense, a partida será disputada no Estádio Agnaldo Bento, em Porto Seguro. O Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus, não tem condições de receber jogos oficiais, segundo avaliação da Federação Bahiana de Futebol.