Time ilheense estreou com empate no Mário Pessoa || Foto Matheus Cunha/Sucom
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A Seleção de Ilhéus empatou por 2 a 2 com Ibirapitanga neste domingo (16), no Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus, na estreia pelo Campeonato Intermunicipal de Futebol. Helder e Alexsandro, Lek, fizeram os gols do time ilheense.

Com o empate, Ilhéus somou o primeiro ponto na competição e voltou a pontuar no Intermunicipal depois de sete anos. A última vez havia sido em 2019.

No outro confronto do grupo, Aurelino Leal derrotou Itabuna por 1 a 0, no Estádio Raimundo Marques dos Santos Filho, em Aurelino Leal. A equipe vencedora assumiu a vantagem na chave após a primeira rodada.

Organizado pela Federação Bahiana de Futebol (FBF), o Intermunicipal reúne 59 municípios nesta edição. A competição mobiliza seleções e atletas do futebol amador de diferentes regiões da Bahia.

Medidas integram a programação pelos 116 anos de Itabuna || Foto Pedro Augusto/Secom
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A Prefeitura de Itabuna prepara a contratação de três obras públicas orçadas em R$ 46,7 milhões. O pacote inclui a implantação da Avenida Sudoeste, a conclusão da reforma do Estádio Itabunão e a reforma do Centro Administrativo Firmino Alves. O prefeito Augusto Castro (PSD) autorizou as licitações nesta quinta-feira (30), na solenidade que encerrou a programação pelos 116 anos de Itabuna.

O maior investimento, de R$ 26,7 milhões, será destinado à implantação da Avenida Sudoeste. O novo eixo viário terá cerca de 4,5 quilômetros e ligará o final de linha do São Caetano à BR-101 Sul, nas proximidades de uma pedreira. O projeto prevê uma pista com aproximadamente 12 metros de largura, redes de drenagem, pavimentação asfáltica, ciclovia, acessibilidade e paisagismo.

A gestão municipal também encaminhou a retomada das obras do Estádio Fernando Gomes de Oliveira (Itabunão), com investimento de R$ 11.845.057,30.  Outro edital permitirá contratar a reforma e ampliação do Centro Administrativo Firmino Alves, no São Caetano. O investimento previsto é de R$ 8.173.536,36.

VILA DO SERVIDOR

O chamamento público da Vila do Servidor buscará empresas interessadas em elaborar os projetos e construir até 300 apartamentos. A Prefeitura cederá um terreno com mais de 13 mil metros quadrados, situado entre o Lar Fabiano de Cristo e o Campo do Futebol Amador, no Sarinha Alcântara. A proposta contempla estacionamento, áreas de convivência, parques e infraestrutura urbana.

Os apartamentos serão destinados a servidores municipais que não possuem casa própria e poderão financiar as unidades. Segundo Augusto Castro, o projeto será executado pelo modelo de incorporação e deverá incluir a urbanização do Canal do Gogó da Ema. O procedimento já tem aval da Caixa Econômica.

SEI BAHIA

A solenidade também marcou a autorização para implantar o Sistema Eletrônico de Informações da Bahia (SEI Bahia) na administração municipal. A iniciativa reúne a Prefeitura de Itabuna, a Universidade Estadual de Santa Cruz e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia, que investirá R$ 250 mil no projeto. A mudança permitirá digitalizar processos administrativos, reduzir o uso de papel e ampliar o acompanhamento dos documentos.

Astros de Espanha e Argentina duelam pelo título da Copa 2026 || Reprodução Fifa
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Lincoln Chaves | EBC

Em uma final de Copa do Mundo que tem Lionel Messi de um lado e Lamine Yamal do outro, é natural que as estrelas sejam os rostos de tudo que diz respeito ao grande jogo deste domingo (19), às 16h (horário de Brasília), em Nova Jersey. Mas há vida além dos craques em Argentina e Espanha.

Eles não são os protagonistas e talvez nem apareçam em destaque nas fotos dos jornais e sites que exaltem uma eventual conquista. Mas é possível que sem esses heróis “invisíveis”, nenhuma destas seleções estaria nesta decisão.

É verdade que Messi tem sido crucial para o sucesso argentino na Copa. Dos 19 gols da Albiceleste (alviceleste, na tradução do espanhol, apelido da seleção), o camisa 10 participou de 12, com oito gols – artilheiro da competição – e quatro assistências. Mas para o atacante decidir lá na frente, Cristian Romero, por exemplo, tem sido fundamental no sistema defensivo.

ATAQUE, CRIATIVIDADE E DEFESA

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) estabeleceu um sistema de avaliação dos jogadores de cada seleção a partir de dados coletados durante as partidas, chamado Power Ranking. No caso de atletas de linha, são três categorias: ataque, criatividade e defesa.

É nesta última que Romero se destaca, com a sexta melhor nota (7.34) entre todos os jogadores da Copa. Na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na última quarta-feira (15), em Atlanta (Estados Unidos), pelas semifinais, ninguém superou o zagueiro nas ações defensivas (7.79).

O defensor também foi importante no ataque. O gol de cabeça, após cruzamento de Messi, marcado aos 34 minutos do segundo tempo da partida contra o Egito, pelas oitavas de final, quando os hermanos perdiam por 2 a 0, deu início à reação argentina, que venceria o confronto em Atlanta por 3 a 2.

Companheiro de Romero na zaga, Lisandro Martínez é outra peça fundamental à Argentina no Mundial. Apesar da estatura considerada baixa para um jogador da posição (1,75 metro), o defensor chama atenção pela liderança e o senso de posicionamento, que justificam a confiança do técnico Lionel Scaloni.

Além disso, Lisandro tem auxiliado as movimentações ofensivas da Albiceleste com qualidade nas bolas longas. Foi a partir de um lançamento preciso do zagueiro, da intermediária, que Messi abriu o marcador contra Cabo Verde no duelo pelos 16 avos de final. Naquele jogo em Miami (Estados Unidos), o zagueiro também balançou as redes, após cobrança de escanteio do camisa 10.

Quem colaborou para esse gol de Lisandro, desviando a bola para o zagueiro finalizar, foi outro que não se destaca exatamente pela estatura (1,76 metro), mas tem chamado atenção, principalmente, no jogo aéreo. A cada confronto, Alexis Mac Allister se firma como elemento surpresa da Argentina.

Foi pelo alto que ele fez o primeiro gol da vitória por 3 a 1 sobre a Suíça, em Kansas City (Estados Unidos), nas quartas de final. Contra a Inglaterra, o meia acertou duas vezes a trave, uma de cada lado. Na primeira delas, apareceu no meio de dois zagueiros bem mais altos para cabecear. É um alvo para não se descuidar.

DESTAQUES ESPANHÓIS

E se há uma defesa que não tem se descuidado é justamente a da Espanha, que sofreu apenas um gol na Copa. Era sabido que a trinca formada pelos zagueiros Aymeric Laporte e Pau Cubarsi e pelo lateral-esquerdo Marc Cucurella seria difícil de superar. O lado direito, porém, suscitava dúvidas sem o experiente Dani Carvajal, que perdeu espaço devido a lesões.

Dúvidas que Pedro Porro extinguiu. No Power Ranking da Fifa, ele tem o segundo melhor desempenho defensivo da Copa (7.69), só atrás do volante Rodri (8.03), seu parceiro de seleção. No ataque, as tramas com Yamal pela direita já renderam dois gols ao lateral, inclusive o que garantiu a vitória por 2 a 0 sobre a França, em Dallas (Estados Unidos), pelas semifinais.

Mas os gols decisivos têm sido a especialidade de Mikel Merino neste Mundial. Foram dois, ambos saindo da reserva, que sentenciaram os triunfos por 1 a 0 sobre Portugal, em Dallas, pelas oitavas; e por 2 a 1 para cima da Bélgica, em Los Angeles (Estados Unidos), nas quartas.

E dá para dizer que esse “heroísmo” de Merino não surpreende. Foi dele o gol, no último minuto da prorrogação do confronto diante da Alemanha, que levou a Espanha às semifinais da Eurocopa de 2024. A Fúria (apelido da seleção espanhola) viria a ser campeã do torneio.

Se está difícil brigar por vaga de titular em um meio-campo que tem Rodri, Fabian Ruiz, Dani Olmo, Pedri e Gavi, o diferencial de Merino é a versatilidade trabalhada no Arsenal (Inglaterra), em que é comandado pelo também espanhol Mikel Arteta. O meia aprendeu a ser um elemento surpresa e, por vezes, o chamado “falso 9 “, um centroavante que não é fixo à área e recua para buscar a bola.

Já Mikel Oyarzabal é um atacante de ofício. Não é daqueles lembrados quando se elencam os candidatos a artilheiro, mas os números pela Espanha, principalmente desde que fez o gol do título da Eurocopa há dois anos, contam outra história. São 18 gols nos 22 jogos seguintes à final de 2024, contra a Inglaterra. Nesta Copa, já anotou cinco, sendo o goleador da Fúria até aqui.

Além disso, se ele está em campo em uma final, é certeza de bola na rede. Não é exagero. Oyarzabal fez gols nas seis que disputou na carreira. Entre elas, a da Olimpíada de Tóquio (Japão), vencida pelo Brasil. Em três das decisões, saiu campeão. Além da Eurocopa, o atacante deixou a marca dele em duas conquistas da Real Sociedad na Copa do Rei, em 2021, contra o rival Athletic Bilbao (foi o do título) e este ano, diante do Atlético de Madrid.

É natural que as câmeras e holofotes, a partir do momento que argentinos e espanhois entrarem em campo, voltem-se a Messi e Yamal. Mas não estranhem se a bola do título sobrar nos pés – ou na cabeça – de algum outro herói, que deixará de ser invisível para escrever o nome na história do maior momento do futebol mundial.

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O mercado de apostas em futebol expandiu tanto suas fronteiras que os eventos que não dependem do placar da partida ganharam um protagonismo gigantesco entre os apostadores. Mercados focados em estatísticas periféricas, como tiros de canto e advertências disciplinares, oferecem excelentes margens de ganho para quem domina a leitura tática. Esses mercados costumam ser menos precisos por parte das plataformas, abrindo ótimas janelas de oportunidade.

A DINÂMICA DOS ESCANTEIOS E A PRESSÃO TÁTICA

Para prever um alto volume de escanteios em um jogo, é essencial analisar o estilo de jogo das equipes envolvidas no confronto. Times que jogam utilizando pontas velozes, buscando constantemente a linha de fundo e cruzamentos para a área, tendem a gerar muito mais tiros de canto do que equipes que jogam centralizadas.

O cenário ideal para buscar esse mercado nas apostas em futebol acontece quando um time amplamente favorito sofre um gol no início da partida e precisa pressionar desesperadamente o adversário. Se você deseja conhecer as melhores ferramentas de análise estatística ao vivo para monitorar essas pressões táticas em tempo real, acesse aqui e descubra como otimizar suas leituras de jogo.

O MERCADO DE CARTÕES E O PERFIL DA ARBITRAGEM

Apostar em cartões amarelos e vermelhos exige um estudo duplo: é preciso conhecer tanto o estilo de jogo das equipes quanto o perfil rigoroso do árbitro escalado para a partida. Equipes que utilizam a falta tática como recurso principal para parar contra-ataques ou times que possuem jogadores conhecidos pelo temperamento explosivo são alvos fáceis.

Do mesmo modo, o histórico do juiz da partida é fundamental, pois existem árbitros que preferem conduzir o jogo na conversa, enquanto outros aplicam punições severas logo nos primeiros minutos. Cruzar os dados de faltas cometidas pelas equipes com a média de cartões distribuídos pelo árbitro gera projeções matemáticas de alta assertividade que são fundamentais para se ser bem sucedido nas apostas em futebol.

Em alguns casos, o prognóstico é difícil de fazer, como sucedeu quando Renilson, do Maguary, tomou dois cartões amarelos em 67 segundos em jogo contra o Petrolina pelo Pernambucano, confundindo as estratégias dos técnicos, os prognósticos dos apostadores e, seguramente, as expectativas dos torcedores.

O FATOR RIVALIDADE EM CLÁSSICOS REGIONAIS

Os clássicos regionais possuem uma atmosfera completamente diferente de um jogo comum de campeonato, onde a técnica muitas vezes é superada pelo nervosismo e pela entrega física. O histórico recente de rivalidade, provocações na imprensa e a tensão das torcidas criam o ambiente perfeito para um jogo truncado e com muitas infrações.

Nesses cenários, os mercados de cartões ganham um valor absurdo, pois a probabilidade de desentendimentos e entradas duras aumenta drasticamente devido à pressão pelo resultado. Analisar como os atletas se comportaram nos clássicos anteriores ajuda a prever se o jogo manterá a disciplina ou se transformará em uma batalha campal.

APOSTAS AO VIVO E LEITURA DE JOGO RÁPIDA

Nas apostas de futebol ao vivo, operar em tempo real exige agilidade mental e uma leitura visual impecável do que está acontecendo dentro das quatro linhas a cada minuto. O fluxo de um jogo de futebol muda rapidamente após uma expulsão, uma substituição tática ousada ou uma alteração climática repentina, como uma chuva forte.

O apostador que opera ao vivo consegue identificar o exato momento em que um time cansa fisicamente e começa a ceder espaços em sua linha defensiva. Aproveitar essas pequenas janelas de desatenção antes que as plataformas ajustem as cotações é uma das formas mais lucrativas de trabalhar no mercado esportivo contemporâneo.

Confronto de semifinal será às 18h de hoje, no horário de Brasília || Arte GPT
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Depois de uma breve pausa na quarta-feira (8), a Copa do Mundo 2026 retorna nesta quinta-feira (9), com o início das quartas de final. No único jogo do dia, a França enfrenta o Marrocos, às 17h (18h, hora de Brasília), em Boston.

Com o futebol mais vistoso e convincente da Copa até agora, a França aposta nos seus jogadores de frente para passar às semifinais. Olise tem sido um dos destaques desse time, além, é claro, de Mbappé. O camisa 10 tem mostrado a cada jogo porque desponta como o principal jogador desta Copa.

Do outro lado, Marrocos chega com a autoridade de ter eliminado a Holanda na fase de 16 avos de final. Não teve dificuldades para passar pelo Canadá, nas oitavas de final, mas pode ficar sem um de seus principais jogadores. Saibari, lesionado, é dúvida para o confronto.

Entre os destaques de Marrocos estão o lateral Hakimi e o goleiro Bono. Hakimi, inclusive, joga em um time francês, o Paris Saint-Germain, atual campeão europeu.

Essa partida é uma repetição do que ocorreu na semifinal da última Copa, no Catar. Naquela ocasião, a França saiu vencedora por 2 a 0, gols de Theo Hernández e Kolo Muani. Hernández está no elenco desta Copa, mas Muani não foi convocado.

Maior campeonato de futebol amador do sul da Bahia teve início recheado de gols || Foto Pedro Augusto/PMI
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A 25ª edição do Campeonato Interbairros de Futebol começou em alto nível, neste domingo (5), com seis partidas, 19 gols e boa presença de público nos campos espalhados por Itabuna. Considerada o maior torneio de futebol amador do sul da Bahia, a competição reúne 36 seleções de bairros e distribuirá R$ 47 mil em premiações ao longo da temporada.

Atual pentacampeão e defensor do título, o Califórnia confirmou o favoritismo na rodada de abertura ao vencer o João Soares por 3 a 0, no campo do Caic. Antes da partida, o goleiro Jefferson Rocha Silva, Papito, eleito o melhor da posição em 2025, afirmou que a equipe entrou em campo focada em começar a campanha com vitória. Já o capitão do João Soares, Dado, destacou a renovação do elenco e a confiança em um bom desempenho na competição.

Além do triunfo do Califórnia, o Daniel Gomes também estreou bem ao aplicar 3 a 0 no selecionado de Ribeirão Seco. A Vila Zara repetiu o placar diante do Novo Fonseca, enquanto o Nova Itabuna venceu a Bananeira por 3 a 2, no confronto mais equilibrado da rodada. Já o Jorge Amado foi o destaque ofensivo do domingo ao derrotar a Nova Mangabinha por 4 a 1. O único empate ocorreu entre Ceplac e Parque Santa Clara, que ficaram no 0 a 0.

Para o secretário municipal de Esportes e Lazer, José Alcântara Pellegrini, a edição que marca as bodas de prata do campeonato reforça a tradição da competição como espaço de integração entre os bairros e de revelação de talentos. Segundo ele, as mudanças implementadas nos últimos anos elevaram o nível técnico do torneio, que mobiliza atletas, dirigentes, torcedores e diversas secretarias municipais para garantir a estrutura dos jogos.

Zagueiro Marquinhos sinaliza fim de ciclo na Seleção Brasileira || Foto Rafael Ribeiro/CBF
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Artilheiro do Brasil na Copa do Mundo com quatro gols, Vinícius Júnior pediu desculpas à torcida pela eliminação nas oitavas de final da competição. Em entrevista neste domingo (5), após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos), o atacante disse ainda que a meta de ajudar a seleção brasileira a conquistar o hexa segue inabalável.

“É um momento muito delicado. Tenho poucas palavras agora, por conta de como foi o jogo, da eliminação, não ter feito as coisas corretas no jogo que precisava tanto. Peço desculpas à torcida que acreditou em nós. Desta vez, não foi possível. Mas não vou desistir de tentar botar o Brasil no topo de volta”, disse Vinícius Júnior, ao atender a imprensa na saída da delegação.

O Brasil terminou a partida com apenas 32% de posse de bola e trocou praticamente metade dos passes na comparação com a Noruega. O próprio Vinícius Júnior foi o jogador com mais erros forçados (15) na partida, segundo estatística da Federação Internacional de Futebol (Fifa) que leva em conta ações em jogadas provocadas pela pressão do adversário.

“Sem dúvida, a gente jogou muito pouco hoje e acredito que isso nos dificultou muito. Mas é Copa do Mundo, não tem adversário bobo. A Noruega é uma grande seleção”, reconheceu o camisa 7.

COBRANÇA DE PÊNALTI

O atacante também foi questionado sobre o porquê de não ter sido ele a bater o pênalti que o Brasil teve a favor no começo do jogo. O chute de Bruno Guimarães foi defendido pelo goleiro Orjan Nyland.

“O mister [Carlo Ancelotti, técnico] escolheu o Bruno para fazer as cobranças. A gente treina todos os dias. Nunca fui vaidoso de querer artilharia. Eu jogo pela equipe e o momento correto era o Bruno bater. Futebol é isso, você pode errar e acertar. Temos que seguir de cabeça erguida. Muita força ao Bruno pela competição que ele fez, que infelizmente vai ser manchada pelo pênalti”, finalizou o artilheiro do Brasil.

FIM DE CICLO?

O zagueiro Marquinhos, que também falou com os jornalistas após a partida em Nova Jersey, fez coro a Vinícius Júnior e reforçou que a escolha do cobrador da penalidade foi decisão da comissão técnica. Mas ao contrário do atacante, que completa 25 anos no dia 12 de julho, o capitão evitou projetar um novo ciclo na seleção brasileira.

“Foi minha terceira Copa e, infelizmente, não consegui sair com título em nenhuma. Isso mostra como é difícil. Que sirva de lição para a próxima geração que ficar, para o treinador também. Eu não sei qual será o futuro. Quatro anos é muita coisa”, lamentou o defensor de 32 anos e que terá 36 no próximo Mundial, em 2030, sediado em Portugal, Espanha e Marrocos.

Seleção busca 1ª vitória após empate com o Marrocos na estreia || Imagem Cazé TV/Reprodução
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O técnico Carlo Ancelotti encerrou nesta quinta-feira a preparação da seleção brasileira para o confronto contra o Haiti, válido pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo. A partida será disputada nesta sexta-feira, às 21h30, na Filadélfia.

No último treino antes do jogo, realizado no CT do New York Red Bulls, em Nova Jersey, os jornalistas acompanharam apenas os 15 minutos iniciais da atividade. O período aberto à imprensa teve aquecimento e a tradicional roda de bobinho, sem qualquer indicação da equipe que deve começar a partida.

A escalação segue indefinida. Durante o treino de quarta-feira, Ancelotti testou uma formação com Danilo na lateral direita, Marquinhos e Léo Pereira na zaga, Douglas Santos na esquerda, além de Fabinho e Bruno Guimarães no meio-campo. No ataque, apareceram Gabriel Martinelli, Vinícius Júnior, Igor Thiago e Luiz Henrique.

A comissão técnica, porém, ainda avalia mudanças. O zagueiro Gabriel Magalhães foi preservado por desgaste físico, enquanto Raphinha se recupera de bolhas nos pés. Em entrevista coletiva, Danilo admitiu que Ancelotti mantém três ou quatro dúvidas para definir a equipe que buscará a primeira vitória do Brasil no Mundial após o empate por 1 a 1 com Marrocos na estreia.

Ancelotti reconhece dificuldade da Seleção Brasileira || Foto Rafael Ribeiro/CBF
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O técnico Carlo Ancelotti avaliou como difícil a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, contra o Marrocos, neste sábado (13). No MetLife Stadium, em Nova Jersey, no Estados Unidos, a equipe Canarinho empatou por 1 a 1, em um jogo que, para o italiano, a equipe não conseguiu reter a posse de bola.

“A partida, sobretudo na primeira parte, foi difícil. Estava ansiosa, teve perda de bola, pouco equilíbrio em campo. A segunda parte foi muito melhor. A equipe vai melhorar no próximo jogo. A equipe teve problemas na primeira parte. Muitas bolas perdidas. Temos que melhorar nesse aspecto. Não podemos perder a confiança. Num primeiro jogo de Copa, tudo pode acontecer. A equipe não estaria perfeita no primeiro jogo. O resultado não é ruim, mas vamos lutar no segundo tempo”, comentou.

Sem entrar em detalhes, Carlo Ancelotti reforçou que já sabe no que a Seleção pode evoluir para a segunda rodada da Copa, diante do Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 21h30min (horário de Brasília) da próxima sexta-feira (19).

“A equipe lutou até o último minuto. Tenho bastante claro o que temos que melhorar. O que fizemos bem nos dois amistosos, no primeiro tempo, não saiu bem. Temos que seguir trabalhando para ter uma equipe mais equilibrada e mais agressiva na frente”, disse

Copa do Mundo começa hoje e o Brasil joga no sábado || Imagem gerada por IA
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Começa hoje (11), às 14h30min, o evento esportivo mais apaixonante, detentor das maiores audiências do planeta: a Copa do Mundo, que, em 2026, terá três países-sede: México, Estados Unidos e Canadá. Segundo a Federação Internacional de Futebol (Fifa), cerca de 5 bilhões de pessoas acompanharam a Copa do Mundo do Catar, em 2022.

Só a partida final, disputada entre as seleções da Argentina e da França, contabilizou mais de 1,5 bilhão de espectadores. Foi a maior audiência esportiva da história, de acordo com o relatório oficial da Fifa.

No ambiente digital, também segundo dados oficiais, o alcance acumulado ficou em aproximadamente 262 bilhões de visualizações em diferentes plataformas e quase 6 bilhões de interações.

UNIÃO

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, diz que os recordes de audiência obtidos pelo futebol durante a Copa do Mundo se devem ao fato de esse esporte carregar consigo “a magia de unir o mundo”.

Essa união descrita por Infantino possibilita conexões culturais que foram bastante percebidas pelos brasileiros durante a Copa de 2014, tanto nos estádios do país como nos arredores das arenas e pontos turísticos das cidades que sediaram as partidas.

As expectativas da atual edição, com três países-sede e número recorde de seleções participantes (48 em vez de 32), é fazer da Copa de 2026 a maior e mais inclusiva da história.

CALDEIRÃO CULTURAL

Além de ampliar a dimensão territorial do torneio, a edição de 2026 reforçará uma característica tradicional das Copas do Mundo: a diversidade, uma vez que se trata de um torneio que reúne culturas, estilos e histórias diferentes.

Isso porque possibilitará conexões culturais entre as torcidas em três diferentes países. Cada um com suas características e identidades próprias.

NOVIDADES

Em 2026, além de novidades que darão o tom das próximas Copas, como o número maior de países participantes, há algumas curiosidades a serem observadas durante a atual edição.

Por exemplo, o jogo de abertura repetirá o confronto entre México e África do Sul – o mesmo que iniciou a Copa de 2010. É a primeira vez que isso acontece desde que a competição passou a ter formato com uma partida inaugural, em vez de vários jogos simultâneos.

Outra curiosidade é que o Estádio Azteca será o primeiro da história a sediar três aberturas de Copa do Mundo (1970, 1986 e 2026).

CERIMÔNIA DE ABERTURA

Com relação à cerimônia de abertura, a Fifa organizou um evento inédito de contagem regressiva com shows simultâneos em três cidades: Cidade do México, Toronto e Los Angeles.

Os chamados Countdown Concerts foram concebidos como uma experiência integrada entre os três países, com apresentações musicais em tempo sincronizado e transmissões cruzadas, reunindo artistas locais e internacionais no dia anterior ao início do torneio.

No México, que recebe o jogo inaugural, a apresentação destacará elementos tradicionais, com música, dança e referências à cultura local, incluindo manifestações artísticas como o papel picado, símbolo festivo do país, além de participação de talentos indígenas e expressões do folclore contemporâneo.

ARTISTAS

Entre os artistas confirmados pela Fifa para a cerimônia no Estádio Azteca estão Shakira, Burna Boy, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla.

Nos Estados Unidos, a cerimônia em Los Angeles terá apresentação de artistas como Katy Perry, Future, Lisa, Rema e Tyla, além da brasileira Anitta.

No Canadá, os artistas destacados são Alanis Morissette, Alessia Cara, Elyanna, Jessie Reyez, Michael Bublé, Nora Fatehi, Sanjoy, Vegedream e William Prince.

POLÊMICAS

Antes mesmo de começar, a Copa de 2026 já tem servido de ambiente fértil para polêmicas, principalmente por conta das políticas interna e externa estadunidenses.

Em meio à guerra contra o Irã, os EUA têm adotado políticas migratórias consideradas abusivas, dificultando vistos, de forma a restringir a entrada de jogadores, árbitros e torcedores em seu território.

Um dos casos envolve o jogador iraquiano Aymen Hussein, retido por várias horas na imigração dos EUA, onde passou por um interrogatório rigoroso. Considerado destaque da equipe, ele teve o celular inspecionado antes de ser liberado para entrar no país. Outros integrantes da delegação não tiveram a entrada autorizada.

Os EUA barraram também a entrada do premiado árbitro Omar Artan, da Somália, quando chegava ao aeroporto Internacional de Miami, vindo de Istambul. Ele foi considerado inadmissível devido a “preocupações com a verificação de antecedentes”, segundo a alfândega, em comunicado que não especificou quais seriam tais preocupações. Esta seria a primeira vez que um árbitro da Somália participaria de uma Copa do Mundo.

Já a delegação iraniana teve de mudar seus planos, após ter sido proibida de pernoitar em território estadunidense. Em princípio, estava programado que eles ficariam hospedados no estado norte-americano do Arizona.

Diante da negativa por parte do governo estadunidense, a solução foi hospedar a delegação na cidade de Tijuana, no México, para onde terão de retornar após cada partida disputada nos EUA.

Há também relatos de torcedores iranianos que tiveram seus ingressos cancelados há poucos dias do início do mundial.

Seleção da última Copa do Mundo de Garrincha || Foto CBF
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Na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, toda a expectativa estava focada na Seleção Brasileira. Afinal, a equipe conquistara o bicampeonato em 1958 e 1962 e ainda mantinha vários craques daquelas duas façanhas. Mas nem tudo saiu como pretendiam torcedores, comissão técnica e jogadores.

A estreia da Seleção Brasileira foi em grande estilo, com 2 a 0 contra na Bulgária, com gols de Garrincha e Pelé, para a alegria de quem compareceu ao Estádio Goodison Park, em Liverpool. Nessa partida, no entanto, os búlgaros abusaram de faltas nada amistosas e isso custou o desfalque de Pelé no confronto seguinte do Brasil, contra a Hungria. Essa ausência pesou muito para o Brasil.

Logo com 2 minutos de jogo, a seleção europeia abriu o placar. A Seleção Brasileira, comandada por Vicente Feola, conseguiu reagir e empatou, com Tostão. Mas o futebol-força da Hungria prevaleceu na maior parte do tempo, o que resultou no placar de 3 a 1, desfavorável para os brasileiros.

Diante de 57 mil pessoas, novamente no Goodison Park, o jogo com a Hungria marcou a despedida de Garrincha da Seleção Brasileira – foram 55 partidas ao todo. Isso porque a comissão técnica decidiu fazer nove substituições para o duelo seguinte, contra Portugal.

O JOGO DA INCERTEZA

O Brasil precisava vencer dos portugueses, mas não sabia ao certo por quanto. Pois, para obter a classificação dependeria do resultado de Hungria x Bulgária, que seria disputado no dia seguinte. Por sua vez, Portugal já estava com a vaga assegurada na próxima fase.

A Seleção, na verdade, sofreu um apagão no confronto decisivo e com 20 minutos já estava perdendo por 2 a 0. Pelé estava em campo, mas era visível que ainda sentia os efeitos das botinadas que levara no jogo com a Bulgária.

Rildo diminuiu o placar, mas, depois, Portugal chegaria ao terceiro gol, pondo um ponto final na passagem do Brasil pela Inglaterra, numa despedida precoce da Amarelinha, mais uma vez no Goodison Park.

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Ancelotti promove mudanças no ataque da Seleção Brasileira || Foto Rafael Ribeiro/CBF
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O técnico Carlo Ancelotti anunciou, nesta sexta-feira (5), o centrovante Igor Thiago e o meia Lucas Paquetá como titulares da Seleção Brasileira no amistoso deste sábado contra o Egito, às 19h (de Brasília), no Huntington Bank Field, em Cleveland, nos Estados Unidos. O objetivo, segundo o treinador, é testar “uma nova alternativa” no último compromisso da seleção antes da estreia na Copa do Mundo.

“É o último jogo para fazer teste. Paquetá representa um jogador importante para nós, porque tem característica diferente dos outros meias. Quero testá-lo e testar o Igor Thiago no jogo de amanhã. Acho que o sistema com os quatro na frente está bastante consolidado. Quero testar uma nova alternativa no último teste”, adiantou o treinador.

A dupla já escalada para o jogo balançou as redes na goleada por 6 a 2 sobre o Panamá, no Maracanã, no último domingo (31), e terá a oportunidade de responder à confiança do italiano. Ancelotti confirmou também o lateral-esquerdo Douglas Santos entre os 11 iniciais e que o goleiro Weverton atuará no segundo tempo.

“Amanhã, temos 11 mudanças, vou aproveitar as 11 mudanças na segunda parte. Pode ser que alguns jogadores precisem jogar mais, que tenham saído de lesão anteriores, como Raphinha, Bruno, pode ser que eu dê um pouco mais de minutos a eles, mas todos vão jogar”, disse Ancelotti, que ainda revelou a possibilidade de Gabriel Magalhães ser poupado por estar “cansado” após a disputa da final da Champions League pelo Arsenal.

Time ilheense fez 3 a 1 na Seleção de Itabuna, neste domingo (3), no Estádio Mário Pessoa || Foto Wilian Uallace/Sucom
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Ilhéus largou na frente nas quartas de final da Copa Cacau CDS Litoral Sul ao vencer Itabuna por 3 a 1, neste domingo (3), no Estádio Mário Pessoa. Com o resultado, a equipe abre vantagem no confronto e pode até perder por um gol de diferença no jogo de volta para garantir vaga na semifinal.

O clássico regional colocou frente a frente duas seleções tradicionais, mas Ilhéus aproveitou o mando de campo e construiu o placar com mais eficiência. A partida de volta será no próximo domingo (10), às 15h, em Itabuna.

Nos outros jogos das quartas de final, não houve vencedores. Itacaré empatou em 1 a 1 com Itajuípe, Barro Preto ficou no 2 a 2 com Itapé, e Itapitanga empatou em 1 a 1 com Uruçuca. As partidas de volta também estão marcadas para o dia 10, às 15h.

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Apesar de o FC Barcelona ter sido posteriormente eliminada da UEFA Champions League pelo Atlético Madrid, a partida contra o Newcastle United em 18 de março de 2026 continua sendo um dos momentos mais marcantes daquela temporada.

GOLEADA HISTÓRICA E IMPACTO NO MOMENTO DA EQUIPE – Após um empate tenso de 1 a 1 na Inglaterra, poucos esperavam um resultado tão expressivo no jogo de volta. O primeiro tempo foi caótico, com cinco gols e duas viradas do Newcastle, liderado por Anthony Elanga. Ainda assim, um pênalti convertido por Lamine Yamal nos acréscimos do primeiro tempo mudou completamente o rumo da partida.

No segundo tempo, o Barcelona dominou totalmente o jogo. Fermín López marcou logo após o intervalo, enquanto Robert Lewandowski anotou dois gols em sequência rápida. Raphinha fechou o placar aos 72 minutos, após erro defensivo do time inglês. O 7 a 2 igualou uma das maiores vitórias do clube em fases eliminatórias da Champions League.

UM GRANDE MOMENTO, MAS DENTRO DE UMA CAMPANHA INCOMPLETA Apesar da atuação dominante, a campanha do Barcelona na competição terminou mais tarde com a eliminação para o Atlético de Madrid nas fases finais, com uma visão completa das análises e cotações disponíveis em sites de apostas. Ainda assim, o desempenho contra o Newcastle permaneceu como um dos pontos altos da temporada europeia do clube.

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RECORDES INDIVIDUAIS NA PARTIDA – A goleada também trouxe marcos importantes. Lamine Yamal se tornou o jogador mais jovem a alcançar 10 gols na história da Champions League, superando marcas anteriores de Kylian Mbappé.

Robert Lewandowski, aos 37 anos, tornou-se um dos jogadores mais velhos a marcar múltiplos gols em uma partida eliminatória da competição, além de ampliar seu recorde de adversários diferentes já marcados na Champions.

Raphinha terminou o jogo com dois gols e duas assistências, consolidando sua importância no elenco durante a temporada europeia. Esses números, disponíveis no site oficial da UEFA Champions League, reforçam a dimensão do que aconteceu naquela noite em Barcelona.

A NOVA GERAÇÃO QUE IMPULSIONA O BARCELONA – Yamal, que completará 19 anos apenas em julho de 2027, já possui mais gols na Champions do que Messi e Cristiano Ronaldo tinham na mesma idade. A diferença é expressiva: nove gols a mais que Messi e dez a mais que Ronaldo. Acompanhar essa evolução tem sido tema central na cobertura da Champions League nesta temporada. Raphinha, aos 29 anos, funciona como elo entre as gerações, sendo capitão do time e somando números que o colocam ao lado de nomes como Neymar e Haaland em participações diretas em gols.

HANSI FLICK E O MOMENTO DO CLUBE – A declaração de Hansi Flick na véspera do jogo trouxe estabilidade ao projeto catalão. “A ideia de ir para outro lugar ou algo do tipo não passa pela minha cabeça. Estou aqui, este será meu último clube”, afirmou o técnico. O presidente Joan Laporta, reeleito no fim de semana anterior à partida, já sinalizou a intenção de renovar o contrato do alemão até 2028.

DESTAQUE DA TEMPORADA DO BARCELONA CONTRA O NEWCASTLE – Mesmo sem a continuidade na UEFA Champions League, a goleada sobre o Newcastle permaneceu como um dos jogos mais simbólicos da temporada. A atuação reforçou o potencial do elenco e marcou um dos momentos mais memoráveis da passagem recente do Barcelona pelo cenário europeu.

Santinho (na seleção), ao lado do goleiro Luiz Carlos || Foto Arquivo Walmir Rosário
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Não se falava outro assunto na cidade, tanto que na edição de 18 de abril de 1958, o Diário de Itabuna escancarou a manchete: “Santinho causa reboliço no futebol local”. E os articulistas solicitavam medidas urgentes sobre o anúncio do rompimento do contrato de Santinho com o Flamengo e sua volta ao Fluminense.

 

Walmir Rosário

Bons tempos aqueles em que o futebol amador de Itabuna encantava os torcedores. Para o bem da verdade, nossos jogadores, depois de investidos no “Hall da Fama”, passavam a outra condição, a de craques remunerados, presenteados, soa melhor. Sempre que assinavam um contrato levavam um regalo que poderia ser uma bicicleta ou até mesmo um carro.

E um desses bem acolhidos pela sorte era Santinho, batizado e registrado Gilberto Silva Moura, liderança consagrada em todos os times em que jogou, inclusive na famosa Seleção de Itabuna, a Hexacampeã Baiana. Nas quatro linhas, um craque daqueles que intimidava o adversário pelo futebol que apresentava. Era ele e mais 10.

Na concentração, recebiam todas as instruções dos técnicos até o adversário engrossar o jogo, quando ele e mais uns dois ou três decidiam como o time iria jogar daí pra frente. Fora de campo – na concentração ou fora dela –, tomava conta dos jogadores mais novos e sempre era o chefão na hora de uma boa farra, evocando os resultados para si.

Santinho sentou praça e ficou famoso no Fluminense de Itabuna, ao qual indicava jogadores daqui e região. No início do ano de 1958 o craque aceitou uma rica proposta do Flamengo de Itabuna e resolveu deixar o Tricolor. No time Rubro-negro não se deu bem como acreditaria, apesar do rico contrato, com luvas e salários de fazer inveja aos colegas amadores.

Ao revelar para os dirigentes do Flamengo que não se sentia à vontade no clube, foi um reboliço sem tamanho no novo time, que fez grande festa na sua contratação e esperava a retumbante estreia no Campeonato de 1958. A notícia provocou o estrondo de uma bomba na cidade! Os dirigentes do Flamengo que tinham sido contra sua contração soltavam fogo pelo nariz.

Não se falava outro assunto na cidade, tanto que na edição de 18 de abril de 1958, o Diário de Itabuna escancarou a manchete: “Santinho causa reboliço no futebol local”. E os articulistas solicitavam medidas urgentes sobre o anúncio do rompimento do contrato de Santinho com o Flamengo e sua volta ao Fluminense.

No meio futebolístico rubro-negro, um corretivo bem dado seria a única providência para reprimir a rebeldia e irresponsabilidade do jogador, pois teria ludibriado e ridicularizado os dirigentes de clubes. E, irrequietos, buscavam uma fórmula para punir o Santinho, que estaria inebriado com sua qualidade em campo, se prevalecia para bagunçar o futebol.

Anteriormente, Santinho fez o mesmo no Janízaros e solicitou seu retorno ao Fluminense e foi liberado, tanto assim que disputou a última partida do Campeonato de 1957. E o motivo dos dois retornos era simples, não teria se adaptado aos outros times, devido a sua forte ligação com os dirigentes e jogadores do tricolor itabunense. Simples assim!

Santinho (de cócoras), entre Bel e Tombinho, na Seleção de 1967 || Arquivo Walmir Rosário

Embora grande parte da direção do Flamengo se mostrasse contrária a sua vinda para o rubro-negro, Santinho encantou a todos ao jogar a primeira partida, um amistoso contra o Colo-Colo, de Ilhéus. Suas jogadas endiabradas faziam os torcedores e dirigentes do Flamengo vibrarem com o futebol de alto luxo jogado por Santinho, como só ele sabia.

Mas tudo virou de cabeça pra baixo após uma carta de Santinho ao presidente da Liga Itabunense de Desportos Atléticos (Lida), anunciando que não mais desejava efetivar a transferência, uma vez que sempre esteve preso ao tricolor por laços de amizade. Ao Flamengo coube emitir uma nota oficial desinteressando-se do jogador.

E a nota do Flamengo, refinada e educada, não demonstrava o temperamento colérico dos dirigentes, que por baixo dos panos teciam impropérios contra a atitude de Santinho. E a imprensa flamenguista incitava a torcida, contra o craque, alertando aos outros clubes que colocassem suas “barbas de molho”, pois eles poderiam também ser vítimas do jogador.

E a crônica futebolística não perdoou Santinho por ter conseguido voltar ao clube de origem, e por um bom tempo cobravam, diariamente, a punição para o jogador, por sua pseuda irresponsabilidade. A torcida, entretanto, queria vê-lo jogar, driblar, fazer gols com seus chutes potentes no campo da Desportiva, muitas das vezes furando as redes.

Mas Santinho tinha uma carta na manga: como ele estava à disposição da Lida, convocado pela Seleção de Itabuna para o jogo contra o Flamengo, na Festa dos Campeões, sua transferência não tinha sido efetivada pela Lida. E foi Santinho liberado sem cumprir o interstício regulamentar, de volta ao Fluminense, equipe pela qual continuou jogando por um bom tempo.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado e autor de livros como O Berimbau – Valhacouto de boêmios, disponível na Amazon.