Caixeral de 1957 e seleção regional || Foto Arquivo de Walmir Rosário
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O número de jogadores era tão abundante, que os “cartolas” ainda se “davam ao luxo” de formar uma seleção regional, tendo como base os jogadores do bairro da Conceição.

 

Walmir Rosário

 

 

 

 

 

Mas qual eram os segredos para Itabuna formar tantos craques? De cara posso garantir que para um atleta atuar no Campo da Desportiva Itabunense era preciso passar por um verdadeiro vestibular, nos “babas” disputados em campinhos dos bairros ou escolinhas de futebol. Aprovado, a partir daí poderia tentar uma vaga nos times amadores.

Tínhamos, por exemplo, a Academia de Futebol Grapiúna, dirigida pelo cirurgião-dentista Demóstenes Carvalho, e os times de Adonias da Mangabinha, de Tim do bairro da Conceição, dentre outros. E os que mais se destacavam eram convidados a jogar nas diversas equipes aspirantes até chegar ao time de cima das agremiações amadoras.

E os campinhos de bairro não eram raridades, como hoje! Bastava um terreno baldio mais ou menos plano, sem muitas pedras, e duas traves. Era assim na Borboleta (hoje rodoviária); banca do peixe, Escola de Celina Braga Bacelar, Maravalha, (centro); São Judas Tadeu; campo do Tênis, torre da Rádio Difusora, Malícia, Brasilgás, Vila Zara, Eucaliptos (bairro da Conceição); Cortume (Banco Raso) para se submeterem aos olheiros e indicarem futuros craques.

O América da Vila Zara, comandado por Adonias, em 1963, era um dos times de camisa que forneceu jogadores para várias equipes. Em 1972, o mesmo América mantinha praticamente a mesma formação, mesclado com jogadores mais novos. João Garrincha, Dema, Betinho Contador, Zé Nito, Luiz Fotógrafo, e tantos outros.

Lembrados até hoje nos papos de saudosismo, os craques do passado têm nome, sobrenome e história a ser contada pelas jogadas memoráveis, tanto nos campos de pelada como na velha Desportiva. Um desses exemplos são as escalações da Seleção de Itabuna de 1958 a 1965, quando reinou absoluta no cenário amador do estado da Bahia. Fora essa saga vencedora, as equipes de bairros (ou várzea, como queiram), ainda reinam absolutas na memória dos torcedores.

Eu costumo usar uma frase dita pelos veterinários: “de mamando a caducando”, que se encaixa bem na velha prática do futebol, quando os escolhidos para formar o time (ainda na base do par ou ímpar, para escalar primeiro) eram pela eficiência, meritocracia. Pouco importava se menino ou homem-feito, tinham que ter as qualidades para jogar em determinado campo e decidir a partida. Isso era fundamental para jogar num time de camisa.

Enquanto nos campinhos o jogo era na “paeta” (descalço), nos times de camisa se jogava de chuteiras, fabricadas por sapateiros especializados, como Lauzinho, ali na rua Silveira Moura, no bairro da Conceição, ex-jogador do Botafogo de Rodrigo e exímio profissional, dentre outros que competiam para fabricar os melhores produtos.

E jogar de chuteiras era preciso uma adaptação, pois elas eram feitas de acordo com a posição em o futuro dono jogava: macia para atacantes e rígidas para zagueiros. Já as travas poderiam ser de sola grossa ou alumínio, a depender do tipo de jogo, mais alta ou mais baixam de acordo com o clima e a característica do jogador – ou de maldade, segundo os comentários da época.

Uma coisa era certa: todas as chuteiras eram pretas, algumas com uma ou duas listras brancas, porém jamais cor-de-rosa rosa choque, amarelo alaranjado, pois eram feitas para proteger o pé e aumentar a potência do chute, nunca para aparecer. O mesmo acontecia com o corte dos cabelos, em maioria o de “soldado americano” e, de quando em vez, um maracanã para o encanto das moçoilas casadoiras. Definitivamente, não era o tempo de Neymar!

Mas, trejeitos e modas à parte, o que valia era pisar no gramado e dar conta do recado. Jogador bom era o eficiente e produtivo. Não podia ser “manioso” ou “vedete”, para não cair em desgraça e ser olhado de soslaio pelos “cartolas”. Assim era no Flamengo de José Baliza, ou no Botafogo do bairro da Conceição de 1976, que mesclava atletas mais experientes como Neném, à garotada do tipo de Bilo e Paulo Roberto. No mesmo time jogavam Danielzão, Pelé Cotó, Romualdo Cunha e os garotos João Garrincha, Beguinho, Alterivo e Douglas.

Naquela época, o número de jogadores era tão abundante, que os “cartolas” ainda se “davam ao luxo” de formar uma seleção regional, tendo como base os jogadores do bairro da Conceição. Essa seleção excursionava pelas cidades vizinhas, acumulava vitórias e títulos, dada a altíssima qualidade dos jogadores como: (em pé, a partir da esquerda) Faruk, Vitor Baú, Sílvio Sepúlveda, Pedro Mangabeira, Lauzinho e Guaraí; agachados Lane, Pedrinha, Juca Alfaiate, Macaquinho e Diocleciano (foto acima).

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Colo-Colo desiste do último jogo pelo Campeonato Baiano|| Imagem TVE-BA
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Ainda sem saber o que é vencer um adversário no Campeonato Baiano deste ano, o Colo-Colo enfrenta o Vitória, neste sábado (25), pela quarta rodada do estadual. Como o estádio Mário Pessoa foi reprovado pela Federação Bahiana de Futebol (FBF), o time de Ilhéus mandará a partida na Arena Fonte Nova, em Salvador. O jogo está previsto para começar às 18h30min.

Na penúltima colocação do Campeonato Baiano, o Colo-Colo tem dois empates e uma derrota. Além de ainda não ter vencido, o time de Ilhéus vive um drama financeiro. Sem contar com um patrocinador forte, a equipe estaria com salários de jogadores e comissão técnica atrasos. Para muitos, a crise fora de campo tem afetado o desempenho da equipe.

Já o Vitória é líder do Baianão, com cinco pontos em três jogos. Bem superior tecnicamente, o Rubro-Negro vai buscar mais um resultado positivo para se manter na liderança. O Vitória fez um único treino, nesta sexta-feira, para enfrentar o Colo-Colo. Na quarta-feira, no estádio Rei Pelé, em Maceió, o Rubro-Negro empatou em 2 x 2 com o CRB pela Copa do Nordeste.

Além de Vitória x Colo-Colo, a quarta rodada terá, neste sábado, Atlético x Jequié, no Estádio Antônio Carneiro, em Alagoinhas. A partida está prevista para começar às 16h. A rodada será concluída no domingo (26), com os confrontos entre Bahia x Porto Club e Jacuipense x Juazeirense.

Sérgio Araújo não é mais treinador do Barcelona de Ilhéus || Foto Redes Sociais
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O Barcelona de Ilhéus anunciou, nesta quinta-feira (23), a demissão do técnico Sérgio Araújo e de seus auxiliares. “A decisão foi tomada após conversas respeitosas e mútuas, visando o melhor para ambas as partes”, diz a nota oficial divulgada pela direção do time, que ainda não informou a contratação de substituto.

O clube agradeceu o treinador e destacou o profissionalismo e a contribuição de Sérgio Araújo à Onça Pintada. “Desejamos a ele muito sucesso em seus futuros desafios, tanto pessoais quanto profissionais”, concluiu.

A decisão sucede a sequência de quatro empates do Barcelona nos quatro primeiros jogos do Campeonato Baiano 2025 (leia mais aqui). Com quatro pontos, o time ilheense está na sétima colocação, mas corre risco de cair para penúltimo depois da conclusão da rodada, no final de semana.

O Barcelona volta a campo na próxima terça-feira (28), às 19h15min, contra o Atlético de Alagoinhas. Apesar do mando de campo do time ilheense, a partida será disputada no Estádio Agnaldo Bento, em Porto Seguro. O Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus, não tem condições de receber jogos oficiais, segundo avaliação da Federação Bahiana de Futebol.

Barcelona (uniforme branco) segue sem vencer no Baianão || Fotoreprodução TVE
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O Barcelona de Ilhéus e o Jacobina estão cada vez mais distantes da classificação para a segunda fase do Campeonato Baiano de Futebol. As duas equipes se enfrentaram na noite desta quarta-feira (22), no Estádio Agnaldo Bento, em Porto Seguro, no extremo-sul do estado, na abertura da quarta rodada, e empataram em 2 x 2. Os dois times seguem sem vencer no estadual deste ano.

O Barcelona saiu atrás no placar, mas chegou ao empate ainda no primeiro tempo. O time de Ilhéus ficou mais uma vez em desvantagem na segunda etapa da partida e só conseguiu empatar novamente nos acréscimos. O Barcelona chegou ao seu quarto jogo sem vencer, com quatro empates. Está na sétima colocação, mas corre risco de cair para penúltimo depois da conclusão da rodada, no final de semana.

O Jacobina é o último colocado, com apenas dois pontos em quatro rodadas. Joga novamente no próximo dia 29, quando enfrenta o Vitória, no Estádio Manoel Barradas, o Barradão, em Salvador. No dia anterior, o Barcelona entra em campo contra o Atlético, no Estádio Agnaldo Bento. O time de Ilhéus está mandado seus jogos longe da torcida porque o estádio Mário Pessoa foi reprovado pela Federação Bahiana de Futebol.

Clubes vão repetir parceria feita na Série D do Brasileiro || Foto Redes Sociais
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O Itabuna Esporte Clube anunciou, nesta segunda-feira (20), a renovação da parceria com o Vitória para a Série B do Campeonato Baiano 2025. O Dragão do Sul vai disputar a competição com a equipe sub-20 do Leão, a exemplo do que foi feito na Série D do Brasileiro 2024.

O martelo foi batido hoje, em Salvador, numa reunião com a presença do presidente do Vitória, Fábio Mota, do diretor da base do Leão, Thiago Noronha, e do diretor de Futebol do Itabuna, Ricardo Xavier.

Sem a parceria, o Dragão do Sul corria o risco de não disputar a Série B do Baiano em 2025, por falta de condições financeiras para contratar elenco e bancar as despesas da competição.

Na mesma ocasião, Fábio Mota confirmou o início das obras para a instalação do Núcleo do Vitória na sede social do Itabuna, ainda neste ano.

Hippólito, do Barcelona, perdeu a melhor chance da partida|| Imagem TVE
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Os dois times de Ilhéus estão fazendo feio neste início de Campeonato Baiano de Futebol. Sem o Estádio Mário Pessoa, que foi reprovado por causa de problemas estruturais, e sem apoio das arquibancadas, Colo-Colo e Barcelona estão pagando um preço alto nesta temporada. Os dois times completaram três jogos sem vencer.

Na noite deste sábado (18), no Estádio Waldomiro Borges, em Jequié, o Colo-Colo perdeu por 2 x 0 e segue com apenas 2 pontos depois de três rodadas disputadas. O nome do jogo foi o atacante Tiago Recife, que marcou os dois gols da partida, sendo um deles aos 46 minutos do primeiro, depois de uma saída errada do goleiro Vinicius Cima.

Pouco inspirado, o Colo-Colo quase não chegou com perigo ao gol do Jequié, que voltou a marcar aos 30 minutos do segundo. Detalhe: os dois gols de Tiago Recife foram de cabeça e saíram de jogadas de bola parada. O time de Ilhéus volta a campo no próximo domingo (26), quando enfrenta o Vitória, no Estádio Waldomiro Borges, onde manda os seus jogos.

BARCELONA

O Barcelona terá vida um pouco mais fácil. Na próxima quarta-feira (22), recebe o Jacobina. A partida está prevista para começar às 19h15, no Estádio Agnaldo Bento, em Porto Seguro, no extremo-sul do estado. O Jacobina perdeu nas duas primeiras rodadas, e neste domingo enfrenta o Bahia, no Estádio José Rocha.

Assim como o Colo-Colo, o Barcelona segue sem vencer neste Baianão. Foram três empates em três jogos, e nenhum gol marcado. A falta de capacidade técnica do ataque ficou evidente na tarde deste sábado, quando a equipe enfrentou o Juazeirense, no Estádio Adauto Moraes, em Juazeiro.

A melhor chance da partida foi do atacante Hippólito, do Barcelona, que cara a cara com o goleiro, na pequena área, chutou por cima do travessão, aos 36 minutos do primeiro tempo. Com o resultado de hoje, o Barcelona soma apenas três pontos de nove disputado.  Assista aos melhores momentos das partidas dos times de Ilhéus, com transmissão da TVE.

Conselho Deliberativo do Colo-Colo se reúne no próximo dia 24
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O presidente do Conselho Deliberativo do Colo-Colo convocou assembleia extraordinária para a apresentação, discussão e votação do Estatuto Social da Sociedade Anônima de Futebol do clube ilheense e a votação da criação da SAF.  A reunião está marcada para a próxima sexta-feira (24), às 18h, na sede da Câmara de Dirigentes lojistas de Ilhéus, localizada na Rua Prado Valadares, nº 1, Centro.

Fundado em 1948, o Colo-Colo completará 77 anos de história no próximo dia 3 de abril. Após oito anos na Série B do Campeonato Baiano, o Tigre voltou à elite do futebol estadual em 2025.

Com dois empates nas duas primeiras rodadas do Baianão e a sexta posição na tabela classificatória, o time ilheense volta a campo neste sábado (18), às 18h30min, contra o Jequié, na cidade do adversário.

Além de enfrentar crise financeira, o Colo-Colo ainda tem que lidar com as dificuldades impostas pela falta de condições de jogo do Estádio Municipal Mário Pessoa, em Ilhéus. Sem a disponibilidade do equipamento, o Tigre mandou seu primeiro jogo na competição no Estádio Waldomiro Borges, em Jequié, com público pagante de apenas 17 pessoas.

O outro representante do sul da Bahia na Série A do Baiano 2025 é o Barcelona de Ilhéus. O time optou por mandar seus jogos em Salvador.

Santos de Pelé jogou em Ilhéus em 1965 || Foto Acervo Santos
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Tomaram um café e partiram, passaram por Feira de Santana, e tocaram pela famosa Rio-Bahia. Madrugada pela frente, muitos caminhões e ônibus na estrada tornavam intenso o movimento. Lá pelas tantas, um caminhão tenta ultrapassar outro e dá de cara com o jipe que conduzia nossos torcedores que voltavam pra casa.

 

Walmir Rosário

O brasileiro sempre foi apaixonado pelo futebol. Não conheço nenhuma pesquisa que nos coloque no topo da pirâmide entre os vários países do mundo, mas nem precisa, somos nós e pronto. Nenhum povo alcançou os nossos feitos em copas do mundo, temos resultados fantásticos nos campeonatos mundiais de clubes e mais que o valham.

E nos apaixonamos por um clube, devotando a ele toda a nossa paixão. Pra cada um de nós o meu time é o melhor e só não ganhou o campeonato por fatores extracampo, como as decisões dos árbitros de futebol, cujas coitadas das mães são xingadas por qualquer motivo fútil. Pouco interessa se os diretores não contrataram os melhores jogadores e sim pernas de pau.

Mais que torcer por um time, alguns se apaixonam – no bom sentido – pelos craques, e isso tenho como provar desde meus tempos de menino lá pras bandas do ainda bucólico bairro da Conceição, em Itabuna. Tínhamos os nossos craques, jogadores dos times amadores e da imbatível Seleção Amadora de Itabuna, mas também devotávamos nosso amor pelos craques do Rio de Janeiro e São Paulo.

E um desses era o Tio Coló, que não era bom de bola, mas gostava de jogar com estilo. Estilo, aliás, era com o próprio: não dispensava uma calça de linho passada a ferro com goma, um sapato do tipo mocassim branco, camisa esporte listrada, fino violonista. No máximo se permitia andar com sandália japonesa, a legítima, nas cores preto e branco, como do Santos de Pelé.

E ele era um exímio motorista, escolhido a dedo por grandes empresários para viagens, muita delas voltadas para jogos de futebol. Segurança total com o Tio Coló ao volante. E quando o assunto versava sobre futebol ele cortava qualquer conversa e dizia em alto e bom som: “Só morrerei depois de ver Pelé jogar”. Já era um mantra incorporado ao tema futebol.

Pois bem, lá pros idos de 1964, se não me engano, chega a grande oportunidade para o Tio Coló realizar seu eterno desejo, com a notícia dada na resenha esportiva da Rádio Bandeirantes de São Paulo, informando que o imbatível Santos viria a Salvador enfrentar o Bahia. Foi um alvoroço no salão de sinuca de Ismael. Seria agora ou nunca para Tio Coló.

Na mesma hora começaram a planejar a viagem entre os presentes. Tio Coló, o mestre de obras da prefeitura, Antônio Cruz, o comerciante Nicanor Conceição, o dono de bar Teles, o comerciante de leite e cana Nivaldo (Cacau). O próximo passo seria alugar um carro e embarcarem para a capital baiana e assistir ao jogo com o Rei do Futebol, Pelé.

E no próprio bairro da Conceição alugaram um carro de praça (táxi), o jipe de Eliseu, também interessado em assistir à partida. Na data marcada partiram para Salvador onde realizariam o sonho, antes considerado impossível. E as estradas daquela época eram horríveis, de terra batida até Jequié, e daí pra frente o asfalto da Rio-Bahia e da BA- 324 até a capital.

Chegaram um pouco antes do início do jogo, e torceram por Pelé, que marcou os dois gols do time santista. Partida encerrada, eles tomaram a estrada de volta e ao chegar a Feira de Santana Eliseu se sentia cansado. O jeito era passar o volante para o colega Tio Coló. E esse era um gesto ímpar, pois o jipe de Eliseu ninguém dirigia. E Tio Coló seria o primeiro a ter o privilégio.

Tomaram um café e partiram, passaram por Feira de Santana, e tocaram pela famosa Rio-Bahia. Madrugada pela frente, muitos caminhões e ônibus na estrada tornavam intenso o movimento. Lá pelas tantas, um caminhão tenta ultrapassar outro e dá de cara com o jipe que conduzia nossos torcedores que voltavam pra casa.

O choque foi inevitável e o caminhão atingiu o jipe do lado esquerdo. Rodovia interditada por causa do acidente os passantes iniciaram o atendimento aos seis ocupantes do jipe, todos bastante machucados e iam sendo levados para o hospital mais próximo. Na realidade, somente quatro puderam ser atendidos: Antônio Cruz, Teles, Nicanor e Nivaldo Cacau.

Na direção Tio Coló não resistiu ao impacto da colisão e morreu no local. Mesmo destino teve Eliseu, o proprietário do jipe, que se encontrava sentado logo atrás do banco do motorista. Assim que a notícia chega a Itabuna, se instala um clamor no bairro da Conceição, que passa a chorar seus mortos e feridos.

Acredito que, em relação ao Tio Coló, a profecia foi feita: morreu exatamente após ter assistido jogar o seu grande ídolo, Pelé, o Rei do Futebol. Nunca mais um solo de violão do Tio Coló, que sempre era lembrado quando o assunto no salão de sinuca de Ismael era o futebol. É triste entrar para a história por sua morte, pois todos queriam que ele ressaltasse sua alegria ao ver Pelé jogar. E logo mais, em 1965, Pelé jogou em Ilhéus, pertinho de casa.

Walmir Rosário é  radialista, jornalista e advogado, além de autor de livros como Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Alyson deixa comando técnico e Nilson será o substituto || Montagem PIMENTA
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Alyson Dantas não é mais o treinador do Colo Colo. O técnico alegou problemas pessoais ao deixar o time que disputará o Campeonato Baiano de Futebol 2025, previsto para começar na primeira quinzena de janeiro. Alysson Dantas foi campeão da segunda divisão do Baiano, ano passado, treinando a equipe do Jequié.

Com passagens também por Petrolina, Murici, CSE, Altos, ASA, Curuípe e Ipanema, Dantas iria substituir Paulo Sales, que trocou o Colo-Colo pelo Fluminense de Feira.

Por meio de nota, Alysson Dantas explicou o motivo da desistência. “Mesmo sem ter me apresentado ainda, sinto que é importante compartilhar minha decisão de não seguir no Colo-Colo de Ilhéus. Essa decisão foi tomada devido a imprevistos pessoais. Foi uma escolha difícil, mas necessária. Agradeço a compreensão de todos e reforço meu respeito e gratidão pela oportunidade que me foi concedida. Desejo sucesso ao clube”, afirmou.

EX-GOLEIRO É O SUBSTITUTO

O Colo Colo já tem o substituto para o cargo de Alysson Dantas. Nilson Côrrea é o escolhido. Revelado pelo Vitória na década de 90, teve passagens pelo Náutico, Santa Cruz e equipes do futebol português. Consagrou-se como treinador no Acesso do Estadual de Pernambuco, com a conquista de dois títulos.

A atividade mais recente foi no futebol cearense, no comando técnico do Tyrol, que subiu para a Série A do Estadual 2025.

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Já estamos classificados para o Mundial 2025 da Fifa e queremos mais. Os torcedores da kombi pedem passagem…

 

Walmir Rosário

É sempre assim, “tem coisas que só acontecem com o Botafogo”. Esse velho chavão, ou melhor, mantra, sempre foi utilizado para marcar, ressaltar, os fatos negativos do Glorioso de General Severiano. Agora, com a conquista da taça do Campeonato Libertadores da América, definitivamente, também passará a definir os atos e fatos positivos.

Asseguro que nunca nos faltou conquistar taças, torneios e campeonatos por todo o mundo, inclusive os que valiam em nível mundial, apesar de refutados pelos eternos rivais. Por muitos anos o Botafogo “papava” os títulos contra os rivais europeus, como Barcelona, Real Madri, e outras equipes da prateleira de cima do continente europeu. Tudo anotado na imprensa da época.

Os campeonatos da América do Sul, alguns com estofo de mundial, fazem parte dos troféus exibidos na sede do clube, expostos com o destaque que sempre mereceu. Apenas os rivais brasileiros não querem reconhecer, atitude mesquinha e ranzinza dos eternos sofredores, que não esquecem as memoráveis surras em campo.

Faz parte da história do futebol brasileiro os tempos de crise vividos pelo Botafogo, fruto de más administrações das pessoas que somente buscaram tirar proveito do Glorioso. Mesmo assim, conseguia reunir os pedaços e realizar memoráveis feitos no futebol brasileiro e internacional. Alguns até pregavam o fim do clube, que seria considerada a falência do futebol brasileiro.

Realmente tem coisas que só acontecem com o Botafogo. Isto é fato. Qual o clube de futebol que revelou e manteve em seu plantel as grandes feras do futebol brasileiro? Qual o clube que forneceu a maior quantidade e os mais brilhantes craques à Seleção Brasileira? O Botafogo, claro, como voltou a fazer este ano, para a alegria dos que realmente gostam, são apaixonados pelo futebol.

E dentre as coisas que só acontecem com o Botafogo, posso citar que, por pouco, ele não encerrou as atividades, como queriam dirigentes e torcedores de clubes rivais. São pessoas que não dão a mínima importância para o futebol e se preocupam apenas com o clube pelo qual torce, sem saber que não morreria” apenas o Botafogo, mas o futebol brasileiro.

Por anos a fio fomos nominados de forma pejorativa como sendo a torcida que cabia numa kombi. Apenas ríamos, mas não nos esquivávamos de dar a resposta nos resultados dentro de campo, humilhando os adversários com acachapantes derrotas. Dizem hoje que isso é coisa do passado, digna de museu, mas mudam rapidamente de assunto, apenas para não prolongar o sofrimento.

Nossos rivais jamais esquecerão nossa invasão a Buenos Aires, de forma ordeira e pacífica, com a preocupação de apenas levantar a taça de campeão da Copa Libertadores da América. Mostramos nossa superioridade fora e dentro de campo, ao vencermos nosso adversário, o Atlético Mineiro, por 3X1, placar que seria mais elástico, não fosse nossa minoria de um jogador em campo. Um infortúnio no começo do jogo.

Vencemos e convencemos forças pré-estabelecidas, a exemplo dos rivais, arbitragem, direção do futebol nacional, grande e esmagadora parte da imprensa nacional, que não souberam ou quiseram enxergar a mudança empreendida pelo Botafogo. Criticavam a nova forma de administração do clube, a Sociedade Anônima do Futebol (SAF), entidade privada com o formato de fazer os investimentos retornarem com sucesso financeiro e os grandes resultados dentro de campo.

Fomos dia e noite criticados pela imprensa e rivais sob o argumento de que o grande investidor teria apenas a vontade de tomar o clube, como se fosse uma ave de rapina do capitalismo. Erraram feio, os investimentos foram feitos, os resultados apareceram em forma de administração, craques, vitórias em campo e pagamento do enorme passivo do Botafogo associação.

E as críticas não paravam, agora sobre o pretexto que o investidor americano não se importaria com os torcedores e que com a SAF a paixão do futebol teria seus dias contados. Ledo engano, o Botafogo é cada vez mais uma família unida. Tanto assim, que pela primeira vez, John Textor levou funcionários e famílias de atletas do Botafogo para assistirem à partida em Buenos Aires.

Enfim, a Libertadores é só o começo de um trabalho recém implantado, cujo planejamento rende os primeiros frutos. As comemorações serão rápidas, pois novas atividades nos esperam, desta vez com a sonhada conquista do Campeonato Brasileiro de 2024. Somos líderes e vamos nos focar em manter nosso status quo para proporcionar novas alegrias aos botafoguenses.

Já estamos classificados para o Mundial 2025 da Fifa e queremos mais. Os torcedores da kombi pedem passagem…

Walmir Rosário é radialista, jornalista, escritor e advogado.

Palmeiras e Botafogo têm confronto decisivo nesta terça-feira || Foto Vitor Silva/Botafogo
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Palmeiras e Botafogo protagonizam, a partir das 21h30 (horário de Brasília) desta terça-feira (26) no Allianz Parque, um confronto que vale a liderança, e quem sabe encaminha o título, da Série A do Campeonato Brasileiro de 2024.

O Verdão e o Glorioso estão empatados em 70 pontos na classificação, mas a equipe comandada pelo técnico português Abel Ferreira tem uma pequena vantagem que lhe garante a liderança, uma vitória a mais na competição.

Jogando em casa, tendo assumido a ponta da classificação na última rodada do Brasileiro, o Palmeiras chega com certo favoritismo ao confronto. Mas mesmo em contexto tão favorável, o técnico Abel Ferreira prega respeito máximo ao Botafogo: “Esta era nossa final [o jogo contra o Alvinegro], agora faltam mais três. Vamos continuar, o jogo mais importante agora é o próximo, em casa, contra o Botafogo. Conseguimos a mesma pontuação do ano passado, temos que continuar a nos superar. Respeito máximo ao Botafogo”.

Para um desafio tão grande o Verdão mandará a campo o que tem de melhor. E uma possível formação para iniciar a partida é: Weverton; Marcos Rocha, Murilo, Gustavo Gómez e Caio Paulista; Aníbal Moreno, Richard Ríos e Raphael Veiga; Felipe Anderson, Estêvão e Flaco López.

Por outro lado o Botafogo chega em momento de oscilação na temporada. O Time de General Severiano enfrenta o Palmeiras justamente logo após perder a ponta da classificação, após somar três empates consecutivos (diante de Vitória, Atlético-MG e Cuiabá).

Seleção enfrenta o Uruguai em Salvador nesta terça-feira || Foto Rafael Ribeiro/CBF
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A Seleção Brasileira enfrenta o Uruguai, nesta terça-feira (18), pela 12ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo, às 21h45min, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Atuando em casa, a Seleção Canarinho defende uma invencibilidade 32 anos. Neste período são 34 jogos, com 23 vitórias do Brasil, sete empates e quatro derrotas. Já o histórico total de jogos são 80 confrontos, com 38 vitórias brasileiras, 21 uruguaias e 21 empates.

A Seleção Brasileira sofreu a última derrota em casa para o Uruguai em 26 de novembro de 1992, por 2 a 1, em amistoso disputado no Estádio Amigão, em Campina Grande (PB). Edmundo marcou o único gol para o Brasil, à época treinado por Carlos Alberto Parreira.

Apesar do retrospecto positivo, o técnico Dorival Júnior acredita que o confronto em Salvador não será fácil. “Vai ser um jogo bem difícil, bem complicado, pro Uruguai também. Vamos tentar criar o máximo possível e tentar neutralizar nosso adversário. A torcida pode esperar a mesma entrega de sempre da Seleção Brasileira”, disse o treinador.

GOLEADA POR 4 A 1

Desde a última derrota em casa há mais de três décadas, foram oito encontros entre as equipes. Destes, o principal resultado foi conquistado justamente no duelo mais recente. Na Arena da Amazônia, em Manaus, a partida terminou com vitória do Brasil por 4 a 1, pelas Eliminatórias para a Copa de 2022. Raphinha (duas vezes), Neymar e Gabriel Barbosa balançaram as redes.

Logo após a derrota em Campina Grande, a Seleção somou duas vitórias consecutivas, ambas por 2 a 0. A primeira se deu no Maracanã, em 19 de setembro de 1993. Na ocasião, os brasileiros precisavam do triunfo para se classificar à Copa do Mundo de 1994. Graças a um show de Romário, autor de dois gols, o Brasil venceu o Uruguai. Em seguida, no dia 11 de outubro de 1995, na Fonte Nova, Ronaldo marcou duas veze num amistoso.

Após duas vitórias brasileiras, as duas seleções empataram duas vezes: por 1 a 1, em 28 de junho de 2000, no Maracanã, pelas Eliminatórias, com gol de Rivaldo; e por 3 a 3, em 19 de novembro de 2003, no Pinheirão, em Curitiba, novamente pelas Eliminatórias, com dois gols Ronaldo e um de Kaká.

A Seleção voltou a vencer em 21 de novembro de 2007, no Morumbi, com o 2 a 1 aplicado pelas Eliminatórias. Luís Fabiano marcou duas vezes. Em 27 de junho de 2013, novamente por 2 a 1, a Seleção ganhou pela semifinal da Copa das Confederações, no Mineirão, com tentos de Fred e Paulinho. Por fim, em 25 de março de 2016, os adversários sul-americanos empataram em 2 a 2, na Arena de Pernambuco, pelas Eliminatórias. Douglas Costa e Renato Augusto anotaram para o Brasil.

André relembra a infância em Salvador || Foto Rafael Ribeiro/CBF
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O volante André é o único baiano na Seleção Brasileira. O jogador nascido em Algodão, distrito de Ibirataia, disse que o confronto contra o Uruguai, na Fonte Nova, tem um significado especial. O volante morou também em Salvador, antes de se transferir para o Rio de Janeiro para jogar na base do Fluminense. Nestes dias na cidade, ele está relembrando da sua infância na capital.

“Essa convocação está sendo muito especial. Quando a gente estava vindo do aeroporto, passa por onde eu morava, onde tinha uma quadra de barro que eu jogava. Então passa um filme na cabeça, saber que eu fiz a escolha certa”, afirmou o volante, que jogou na base do Bahia antes de seguir para o Fluminense em 2013.

“Saí de casa com dez anos, atrás de sonho e hoje eu tenho a certeza que deu certo. É muito gratificante. Então para fechar com chave de ouro é conseguir essa vitória, é o time jogar bem. É o Brasil estar sendo sempre o destaque, não só ganhar, mas ganhar e convencer”, acrescentou o volante.

Na terça-feira (19), a partir das 21h45min, o Brasil enfrenta o Uruguai, na Arena Fonte Nova, em Salvador, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. A Seleção está em quarto lugar, com 17 pontos. Os uruguaios são segundo colocados, com 19 pontos, atrás apenas da Argentina, que lidera com 22 pontos.

TRANSFERÊNCIA PARA A INGLATERRA

Campeão da Libertadores pelo Fluminense, André se transferiu no segundo semestre para o Wolverhampton, da Inglaterra. Ele precisou de pouco mais de um mês para conquistar os torcedores do time inglês. Em setembro, ele foi eleito o melhor jogador do mês do clube em escolha feita pelos torcedores da equipe.

“Nosso time está em fase de recuperação agora, três jogos sem perder. Isso também é muito importante. No geral, já estou me adaptando bem, minha família se mudou para lá e acredito que é questão de processo”, disse o volante.

Jogador de futebol do time do Rio de Janeiro morre em acidente no sul da Bahia || Foto Divulgação
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A carreira do zagueiro Michel Pereira Santos, de 33 anos, chegou ao fim de forma trágica neste domingo (17). O jogador da Portuguesa-RJ foi vítima de um acidente de carro na BR-101, em Mascote, no sul da Bahia, quando retornava para o Rio de Janeiro. O veículo onde o atleta estava foi esmagado por uma carreta.

Nascido em Camamu, no baixo-sul da Bahia, o zagueiro Michel foi revelado pelo Colo Colo. Ele atuou nas categorias de base do clube de Ilhéus em 2010 e 211. E jogou no time profissional no período de 2012 a 2015.  Ainda na Bahia, passou por equipes como Serrano e Atlético de Alagoinhas. O zagueiro chegou à Portuguesa no início do ano para disputar o Campeonato Carioca.

Ele estava de férias em Camamu e deveria se reapresentar ao time da Portuguesa, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (18). Antes do clube carioca, ele também passou por Ituano (SP), Bangu (RJ), Nova Iguaçu (RJ) e Rio Claro (SP).  O corpo do Jogador deve ser sepultado nesta segunda-feira (18), em Camamu, sua cidade natal.

PORTUGUESA LAMENTA PERDA E DIZ QUE ACIONARÁ SEGURO

A Portuguesa divulgou nota confirmando a morte e lamentando a tragédia. “É com imenso pesar e muita dor no coração que a Associação Atlética Portuguesa comunica o falecimento do nosso zagueiro Michel Pereira Santos, de 33 anos, em um trágico acidente de carro ocorrido na Bahia”.

De acordo com o clube carioca, a confirmação da morte foi repassada pelos familiares do atleta à direção de futebol da Portuguesa. “Estamos profundamente consternados com essa perda irreparável e externamos nossas mais sinceras condolências aos familiares, amigos e companheiros de equipe de Michel. Neste momento de dor, a Portuguesa-RJ está em luto e se coloca à disposição para oferecer todo o suporte necessário à família”.

A diretoria da Portuguesa acrescentou que o clube tem o seguro de vida de todos seus atletas em dia e o acionará de imediato, e que Michel foi um grande profissional que honrou a camisa da Portuguesa com dedicação, força e paixão.

O clube encerra a nota afirmando que todos sentirão a ausência do atleta e que é uma das maiores tragédia de sua história. “Neste 100 anos de Associação Atlética Portuguesa essa é uma das maiores tragédias da nossa história. O clube decreta neste momento luto oficial de três dias. As bandeiras da sede serão colocadas à meio mastro em homenagem ao atleta. Que Deus conforte o coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo”.

Gerson foi um dos destaques da partida || Foto Marcelo Cortes e Gilvan de Souza/CRF
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O Flamengo conquistou, neste domingo (10), pela quinta vez a Copa do Brasil, com a vitória por 1 a 0 contra o Atlético-MG, na Arena MRV, em Belo Horizonte. O gol de Gonzalo Plata, que balançou as redes aos 37 minutos do segundo tempo, foi decisivo para a segunda vitória flamenguista na final. No jogo de ida, o Rubro-Negro venceu por 3 a 1, no Maracanã. Campeão, faturou R$ 73,5 milhões e perto de R$ 100 milhões em toda a competição.

Diante de um estádio lotado (quase 45 mil presentes) e pulsante pelos cânticos de “Eu Acredito”, os flamenguistas, campeões em 1990, 2006, 2013 e 2022, levantaram a taça da Copa do Brasil pela quinta vez e se igualaram ao Grêmio como o segundo maior vencedor da competição. Estão atrás apenas do Cruzeiro, dono de seis edições (1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018).

Na campanha do Penta, o Flamengo somou oito vitórias, um empate e uma derrota, com 11 gols marcados e dois sofridos. Pelo vice-campeonato, o Galo tem direito a R$ 31,5 milhões e encerra o torneio com quatro vitórias, três empates e três derrotas. Anotou 12 gols e foi vazado nove vezes.

O primeiro tempo da partida foi movimentado, com boas chances de gol para os dois finalistas. Apesar das oportunidades, o placar permaneceu inalterado.

Logo aos dois minutos, Arrascaeta achou Gerson, que ficou cara a cara com Everson, mas chutou em cima do goleiro atleticano. O Galo respondeu pouco depois, em chute de fora da área de Zaracho.

No minuto 13, o capitão do Atlético-MG, Hulk, cobrou falta e exigiu defesa em dois tempos do goleiro flamenguista, Rossi. Cinco minutos depois, novamente Hulk arriscou de fora da área. Rossi não espalmou para longe e precisou afastar a bola de carrinho.

Aos 24 minutos, o Flamengo teve boa troca de passes entre Gerson e Wesley. O lateral-direito cruzou para Arrascaeta, cujo cabeceio tirou tinta do travessão. Em jogada similar no minuto 27, o cruzamento de Wesley sobrou para Evertton Araújo, que finalizou com perigo. Everson espalmou para escanteio.

Rossi vacilou em saída de bola aos 35 minutos. A bola parou em Paulinho, que teria aberto o placar, se não fosse a redenção do goleiro argentino, que cortou com os pés.

MUDANÇAS

Para o segundo tempo, os treinadores Gabriel Milito, do Atlético-MG, e Filipe Luís, do Flamengo, promoveram substituições. Pelo Galo, Saravia e Alan Kardec entraram nos lugares de Lyanco e Otávio, enquanto Bruno Henrique ocupou a vaga de Gabi, pelo Mengão.

Bruno Henrique disparou em velocidade e por pouco não abriu o placar, devido à grande defesa de Everson, aos seis minutos. Em seguida, Gustavo Scarpa respondeu para o Atlético-MG, em finalização desviada de fora da área. Aos 13 minutos, Arrascaeta saiu para a entrada de Fabrício Bruno.

Após um chute de Hulk, o Flamengo teve uma sequência de ótimas oportunidades. Aos 17 minutos, Bruno Henrique roubou a bola e tentou encobrir Everson, que defendeu. No minuto 20, o ataque do Mengão sobrou perto da pequena área para Michael, que tentou driblar o goleiro, mas não teve sucesso. No minuto seguinte, um cruzamento de Wesley quase chegou a Michael, que por pouco não desviou.

GOLAÇO

As equipes foram alteradas novamente aos 23 minutos. No Flamengo, Plata substituiu Michael. Bernard e Alisson substituíram Gustavo Scarpa e Zaracho. Aos 31 minutos, Rubens entrou na vaga de Guilherme Arana.

Depois de grande chance de Alex Sandro, que, dentro da área, chutou em cima de Everson, e de uma furada na pequena área de Alan Kardec, Gonzalo Plata marcou para o Flamengo, aos 37 minutos. Ele avançou dentro da área e abriu o placar com um golaço de cavadinha.

Nos acréscimos, o contra-ataque flamenguista liderado por Bruno Henrique fez a bola chegar a Wesley, que demandou nova defesa de Everson. David Luiz ainda ficou perto de aumentar a vitória. Com uma grande atuação, o Flamengo conquistou a Copa do Brasil.