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Marco Wense

A sucessão municipal de 2012 já começou. As duas maiores dúvidas são em relação ao prefeito Azevedo e ao nome do PT. O democrata (DEM) é candidato à reeleição? Juçara Feitosa ou Geraldo Simões?

Os partidos sabem que para ter assento na mesa das negociações, com uma candidatura a vice-prefeito ou reivindicando secretarias em troca do apoio, é preciso ter grupo político forte.

O PT, DEM e o PMDB, respectivamente com Geraldo Simões, José Azevedo e Fernando Gomes, são os protagonistas do jogo sucessório. Tem também o PCdoB de Davidson Magalhães, Luís Sena e do vereador Wenceslau.

O PDT, agora com a comissão provisória presidida pelo ex-vereador Carlito do Sarinha, tem na retaguarda os deputados coronel Santana (estadual) e Félix Mendonça Júnior (federal).

O Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB do jornalista José Adervan, ainda triste com a derrota de José Serra, tem o deputado estadual Augusto Castro.

Pode acontecer um partido sair da condição de coadjuvante para a de protagonista, basta lançar um candidato – um bom candidato – que não tenha nenhum vínculo político com o geraldismo, fernandismo e o azevismo.

ALÔ, ALÔ!

– Alô, Fernando, aqui é Azevedo!

Assim que foi eleito prefeito de Itabuna, o Capitão Azevedo ligou para Fernando Gomes e pediu sua opinião sobre a composição do secretariado.

“Só recomendo a permanência de dois: Geraldo Pedrassolli (Fazenda) e Gustavo Lisboa (Educação)”, disse o então melancólico chefe do Centro Administrativo Firmino Alves.

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Geraldo comemora.

A presidenta da República, Dilma Rousseff, sancionou a medida provisória que estica o prazo para renegociação das dívidas de produtores até junho deste ano e estende os beneficios do PAC do Cacau a mais 3 mil produtores endividados.

A medida provisória estabelece prazo de 20 anos para quitação da dívida renegociada e aos empréstimos contraídos no PAC do Cacau. O ato da presidenta foi publicado no Diário Oficial da União desta terça, 11. A MP foi aprovada pela Câmara e pelo Senado em dezembro. A emenda que beneficia os produtores é de autoria do deputado federal Geraldo Simões (PT-BA).

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A advogada Ariadne Sá foi exonerada do cargo de diretora do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) em Itabuna. Os motivos da exoneração ainda não são públicos. Ariadne assumiu a unidade itabunense do órgão estadual em 2007 e era da cota do ex-prefeito de Itabuna e deputado federal reeleito Geraldo Simões (PT).

A exoneração causou surpresa no meio político, mas fontes do governo afirmam que a decisão de sair foi pessoal. O blog tentou contato com a advogada, mas o telefone estava desligado.

O grupo político ligado a Ariadne sustenta que ela já havia comunicado, ainda no segundo semestre do ano passado, que deixaria o SAC para comandar um projeto da família em Aracaju (SE). A advogada também é professora da Unime-Itabuna.

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Marco Wense
O Partido Democrático Trabalhista, o PDT do saudoso Leonel de Moura Brizola, aqui na Bahia presidido pelo bom gaúcho Alexandre Brust, pode ficar sob o comando do Coronel Santana, eleito deputado estadual pelo PTN.
Santana, que é pré-candidato a prefeito na sucessão de 2010, vai indicar o ex-vereador Carlito do Sarinha para presidir a comissão provisória de Itabuna. A investida do coronel no pedetismo conta com o apoio do deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT).
A dúvida é se o Coronel Santana vai se filiar à legenda brizolista. Se sair candidato pelo PTN, caberá ao PDT a indicação do vice.  A ala histórica do partido, hoje totalmente desligada do ex-alcaide Geraldo Simões, defende o lançamento de candidatura própria.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Empolgada com a diplomação como segunda suplente de senadora em solenidade ocorrida ontem à tarde, a petista Juçara Feitosa vai atuar para ser a ungida do PT na disputa pela prefeitura de Itabuna em 2012.
Só que as vozes de Salvador, baseadas em sondagens eleitorais constantes, querem outro nome na disputa à sucessão de José Nilton Azevedo (DEM).
E esse nome é justamente o esposo de Juçara, o ex-prefeito e deputado federal reeleito Geraldo Simões. Na avaliação do governador Jaques Wagner e de assessores próximos, somente “Pedinha” reuniria as condições necessárias para fazer o partido retornar ao poder em Itabuna. E que dificilmente perderiam a eleição há dois anos se o candidato fosse o deputado federal.
A avaliação, aliás, não é novidade. Era neste projeto que Wagner apostava para 2008, quando Geraldo preferiu continuar na Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri) e fazer da esposa prefeita. O resto da história todo mundo já sabe.

Hauri Azevedo, Geraldo Simões, Marcelo Dantas e Gilvan Rodrigues na diplomação no centro de convenções em Salvador.
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Geraldo comemora aprovação de MP.

O Senado Federal aprovou, sem alterações, a Medida Provisória que valida a negociação do Tesouro Nacional na capitalização da Petrobras e incluirá entre 3 mil e 10 mil produtores no PAC do Cacau. A votação ocorreu nesta quarta, 15. A MP 500 já havia passado pelo crivo dos deputados federais e teve Geraldo Simões (PT) como relator na Câmara.
Geraldo é o autor da emenda que incluiu mais cacauicultores no PAC. A MP agora vai à sanção presidencial e poderá contemplar produtores que contrataram empréstimos do Pronaf, do Fundo de Financiamento do Nordeste (FNE) e da quarta etapa do Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira.
Estes produtores terão até 30 de junho de 2011 para renegociar a dívida e ter acesso a crédito novo com prazo de carência de oito anos e 20 anos para pagar o financiamento. A medida amplia as faixas de desconto e inclui três mil produtores que, na forma como foi aprovada no Senado anteriormente, não teriam direito a crédito do PAC do Cacau, programa que destina R$ 2,52 bilhões para a diversificação e reestruturação da lavoura cacaueira.

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A atitude surpreendente e corajosa do diretório do PT, contrariando o prefeiturável Geraldo Simões, deixou muito gente sobressaltada

Marco Wense
Nesse lamaçal que toma conta da Câmara de Vereadores de Itabuna, sem precedente na história do Legislativo tupiniquim, o diretório do Partido dos Trabalhadores fez o que deveria ser feito.
O PT cuidou da sua imagem. O partido, defendendo candidatura própria à presidência da Casa, com o vereador Claudevane Leite, se livrou de qualquer responsabilidade diante da sujeira do processo eleitoral.
A legenda, presidida pela professora Miralva Moitinho, não pode ser acusada de ter sido conivente com o que pode acontecer em decorrência desse imbróglio protagonizado pelos “representantes do povo”.
O deputado Geraldo Simões caminhou em sentido contrário ao PT. Além de desconsiderar a decisão dos companheiros, aconselhou Claudevane a apoiar Ruy Machado, que terminou sendo “eleito”.
O ex-prefeito de Itabuna, para justificar sua posição, usa o forte argumento de que uma candidatura própria poderia contribuir para a vitória de Milton Gramacho, líder do prefeito Azevedo (DEM).
Fugindo de uma provável derrota, com a eleição de um azevista para o comando do Legislativo, Geraldo Simões, também de olho em um pedido de impeachment do chefe do Executivo, optou pelo apoio ao amigo Ruy Machado (PRP).
A atitude surpreendente e corajosa do diretório do PT, contrariando o prefeiturável Geraldo Simões, deixou muito gente sobressaltada. Sem entender “bulufa” nenhuma.
PS – Geraldo Simões é o Lula de Miralva. O PT está sob sua rigorosa batuta. Os adversários do ex-prefeito, incluindo aí muitos petistas, costumam dizer que Geraldo é o “coroné” do PT de Itabuna.
TRÊS REFEIÇÕES
O vereador Ruy Machado, sem dúvida um espertíssimo articulador político, do tipo que consegue dar nó em pingo de éter, tomava café da manhã com o prefeito Azevedo (DEM), almoçava com Fernando Gomes (PMDB) e jantava com Geraldo Simões (PT).
Agora, depois da eleição para a presidência da Câmara Municipal, com o apoio entusiasmado de Geraldo Simões, o Capitão e o ex-alcaide não querem mais saber do tititi de Ruy, já que o edil está afinadíssimo com o petista.
Sobrou para Geraldo Simões, que vai ter que “bancar” as três refeições de Ruy Machado (PRP).
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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O deputado federal baiano Geraldo Simões (PT) é um dos nomes ventilados para ocupar o Ministério do Desenvolvimento Agrário, conforme o jornal Estadão. A publicação diz que há “um entendimento no partido” de que o nome deverá sair da região amazônica ou do Nordeste.
No grupo cotado para a Pasta, segundo o jornal, “estão a senadora Fátima Cleide (RO), que ficará sem mandato a partir do próximo ano, os deputados Pedro Eugênio (PT-PE) e Geraldo Simões (PT-BA), e ainda os senadores eleitos Wellington Dias (PT-PI) e José Pimentel (PT-CE)”.

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O deputado federal Geraldo Simões pode se considerar aliviado por ter sido submetido ao crivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ter o registro de candidatura aprovado pela corte em Brasília, mas…
Agora, o deputado corre para que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) reconsidere a decisão que rejeitou a prestação de contas da campanha. Os técnicos do tribunal baiano teriam encontrado divergências na prestação de contas feita pelo parlamentar reeleito, o que levou à sua rejeição.
Às 18h15min – O TRE ainda não julgou as contas de campanha do parlamentar, como observa o advogado Sidney Neves. O tribunal até aqui, entretanto, identificou diversas irregularidades na prestação de contas do deputado reeleito.
As irregularidades anotadas pelo relator Eserval Rocha foram recibos sem assinaturas, ausência e notas explicativas com descrição, quantida das doaçõs me dinheiro, falta de extratos bancários e “incongruência” entre as doações declaradas e a prestação de contas da campanha. O parecer conclusivo ainda não foi emitido.

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O deputado federal Geraldo Simões reconhece que a Câmara de Itabuna está uma lama, mas acredita que o vereador Claudevane Leite (Vane do Renascer), o único vereador do PT na Casa, agiu corretamente ao apoiar a eleição de Ruy Machado para a presidência do legislativo itabunense.
– Eu sei que [a Câmara] está uma lama, mas Ruy Machado assumiu compromisso pela moralização, pela realização de concurso público.
Acompanhe um papo rápido, logo após o parlamentar comemorar a aprovação – na Câmara dos Deputados – de uma emenda de sua autoria que beneficiará 10 mil produtores de cacau, caso passe pelo Senado Federal e seja sancionada pelo presidente Lula.
Por que o senhor apoiou a decisão de Vane, que preferiu Ruy Machado para a presidência da Câmara?
Não é apoiar ou não apoiar. Temos um único vereador do PT e ele tem mais conhecimento do que eu sobre o que acontece na Câmara. Ele tomou uma posição
Mas tomou posição sem consultar o partido.
É uma cultura que se estabeleceu de tomar decisão sem consulta. E é até cultura de Vane. Mas o partido tem que ser mais flexível. Acho que a melhor posição é a dele, que conhece a realidade da câmara.
Ou seja, conhece o lamaçal por dentro, né?
Eu prefiro trabalhar com a realidade concreta. O que tínhamos lá? As candidaturas de Milton Gramacho, de Milton Cerqueira e de Ruy Machado.  Não tenho nenhuma dúvida de que a decisão foi acertada.
Por que o senhor pensa assim?
Por isso que eu lhe falei. E tem um detalhe, os partidos que compõem o nosso bloco, o PSB, o PCdoB, todos fizeram opção por Ruy. Eu sei que [a Câmara] está uma lama, mas Ruy Machado assumiu compromisso pela moralização, pela realização de concurso público.

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Acabou a agonia para o deputado federal reeleit0 Geraldo Simões (PT-BA). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acaba de liberar o registro de candidatura do parlamentar. O tribunal analisava um recurso do PMDB do ex-ministro Geddel Vieira Lima que tentava incluir o deputado entre os fichas-sujas e, assim, impedir a sua posse.
A defesa de Geraldo insistiu na tese de que os fatos que levaram à reprovação de contas como prefeito de Itabuna, por parte do Tribunal de Contas da União (TCU) não caracterizavam dolo, mas erro técnico. Geraldo Simões foi reeleito com 75.977 votos e vai cumprir o seu terceiro mandato como federal.

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Geraldo: emenda beneficia 10 mil produtores.

A Câmara dos Deputados aprovou, há pouco, a Medida Provisória 500, que permite ao governo federal e empresas públicas comprar e vender ações sem deixar de ser majoritário. Na prática, foi uma MP para validar a capitalização de R$ 120 bilhões da Petrobras. A medida teve como relator o deputado federal Geraldo Simões, que incluiu emenda beneficiando diretamente 10 mil produtores de cacau.
A MP, acredita Geraldo, fará deslanchar o PAC do Cacau. “Antes, não havia legislação que amparasse as negociações no caso de produtores de outros programas de financiamento da lavoura. Faltava o arcabouço jurídico”, diz. A aprovação da medida provisória foi confirmada há pouco pelo deputado, em contato com o PIMENTA. “Antes, não havia prazo nem tabela de desconto para estes produtores”, assinala, numa referência à Emenda 472, de autoria do senador César Borges.
Com a emenda, que ainda precisa ser aprovada pelo Senado, o prazo de renegociação da dívida (que havia encerrado em dezembro do ano passado) vai até 30 de junho de 2011. Os produtores agora incluídos com a MP 500, assinala Geraldo, terão oito anos de carência e prazo de 20 anos para quitar a dívida da renegociação.
Geraldo Simões comemora a aprovação. “O mais difícil eram os recursos e a vontade do governo em conceder desconto. Isso já temos”. O PAC do Cacau foi lançado em maio de 2008 pelo presidente Lula, na praça Dom Eduardo, em Ilhéus. Até agora, pouco mais de dois mil produtores tiveram acesso a parte dos R$ 2,52 bilhões do Programa.

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Marco Wense
Qual o melhor nome do Partido dos Trabalhadores (PT) para disputar a prefeitura de Itabuna na sucessão de 2012, Geraldo Simões ou Juçara Feitosa?
Como existe um equilíbrio nas opiniões, com argumentos favoráveis a Geraldo e Juçara, a pertinente pergunta, mais cedo ou mais tarde, vai tomar conta do diretório municipal da legenda, presidido pela professora Miralva Moutinho.
A favor do macho, como diria o irreverente jornalista Eduardo Anunciação, um melhor jogo de cintura para buscar alianças com outras agremiações partidárias. A favor da fêmea, o argumento de que a eleição de Dilma Rousseff vai influenciar o voto feminino.
Certeza mesmo, sem nenhuma pontinha de dúvida, é que o PT terá candidatura própria e fará todo o esforço para ter um comunista – Wenceslau Júnior ou Luis Sena – como vice na chapa encabeçada por Geraldo ou Juçara.
O plano B do PT, depois de esgotadas todas as possibilidades de coligação com o PCdoB, é uma chapa com Juçara Feitosa e o Capitão Fábio. Uma chapa puro-sangue, tendo o vereador Vane como vice, não está descartada. O PT-PT é o plano C.
PARLAMENTO
A derrota de Josias Gomes, ex-presidente estadual do PT, para a Câmara Federal, iria provocar um natural relaxamento na atuação parlamentar do reeleito deputado Geraldo Simões.
Com a eleição de Josias Gomes, adversário de Geraldo nas hostes internas do petismo, o ex-prefeito de Itabuna vai ter que mostrar serviço como deputado, já que sua atuação será, inevitavelmente, comparada com a do “companheiro” de partido.
Josias e Geraldo, ambos prefeituráveis, respectivamente de Ilhéus e Itabuna, sabem que ser bom deputado fortalece a legítima e democrática pretensão de suceder Newton Lima (PSB) e o Capitão Azevedo (DEM).
Josias versus Geraldo. Um bom duelo. A sabedoria popular costuma dizer que é “briga de cachorro grande”. Como os protagonistas são políticos civilizados, não há motivos para preocupações.
PDT
O Partido Democrático Trabalhista, presidido aqui na Bahia pelo bom gaúcho Alexandre Brust, pode abrigar duas ilustres figuras do cenário político de Itabuna: Leninha Alcântara e Acácia Pinho.
Leninha e Acácia estão insatisfeitas com seus partidos políticos, respectivamente o PPS e o PMDB.  Para o ex-vereador Otávio Menezes, pedetista histórico, “o PDT só tem a crescer com filiações de pessoas de bem”.
PSDB VERSUS PSDB
2006. O PSDB mineiro concorda com a candidatura de Geraldo Alckmin à presidência da República. Alckmin representa o tucanato da Avenida Paulista.
2010. O PSDB mineiro abre mão da pré-candidatura de Aécio Neves e aceita, mesmo contrariado, a candidatura de José Serra, então governador de São Paulo.
Novembro de 2010. José Serra quer ser presidente nacional do PSDB para impedir a pré-candidatura de Aécio Neves. O ex-governador de São Paulo pretende disputar pela terceira vez o Palácio do Planalto.
2014. Se o insistente José Serra sair novamente candidato, o povo mineiro, com toda razão, promete triturá-lo nas urnas, linchá-lo eleitoralmente.
Serra versus Aécio. Os tucanos, com as bicadas entre eles, ficam cada vez mais depenados.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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O deputado federal Geraldo Simões (PT) muda a face quando é chamado de “coroné” do diretório itabunense. Agora, sabe-se que vai além disso. Na sexta, o diretório do partido condenou a opção do vereador Claudevane Leite pelo colega Ruy  Machado para a presidência da Câmara. E o que fez Geraldo? Aconselhou Vane a relevar a posição do PT. E teria afirmado que o edil petista está no “caminho certo”.
Se não fica claro que caminho é esse citado pelo deputado, não é necessário muito esforço para entendê-lo. Machado é muito próximo de Geraldo. Como também é da cozinha de Fernando Gomes e de Capitão Azevedo. É tido nos bastidores como o mais habilidoso “leva-e-traz” da (porca) política itabunense. Tendo Machado na presidência, Geraldo pensa ter, assim, algum poder (ou naco de poder) na Câmara – num enredo já cheio de traições.
Não se sabe, aliás, o que teria feito Geraldo voltar atrás nesse lamaçal da Câmara. Na sexta, dizia a amigos que só a candidatura de Vane à presidência da Casa seria fator de moralização. Entre o “leva-e-traz” e a “moralização”, já está claro com quem o deputado ficou.

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Marco Wense
Quem estaria por trás da insistente divulgação de que o deputado federal Geraldo Simões é um ficha-suja? Segundo a coluna Raio Laser, da Tribuna da Bahia, o petista está sendo vítima de “fogo amigo”.
Então, como se trata de fogo amigo, o DEM, PSDB e PMDB ficam de fora. A desconfiança recai sobre os partidos que compõem a base aliada do governador Jaques Wagner: PT, PP, PSB, PDT, PRB, PSL, PHS e o PC do B.
Os petistas de Itabuna apostam que os comunistas são os mais interessados em um possível enfraquecimento de Geraldo Simões em decorrência da divulgação de que o ex-prefeito é um ficha-suja.
O PC do B, segundo os geraldistas, está de olho na sucessão municipal de 2012, com os três prefeituráveis – Luís Sena, Wenceslau Júnior e Davidson Magalhães – disputando a indicação da legenda comunista.
O relacionamento político entre o PT e o PC do B sempre foi marcado por uma desconfiança recíproca. Petistas e comunistas só se juntam quando os interesses e as conveniências satisfazem os dois lados.
Uma eventual cisão entre o PT e PC do B, com candidatura própria no processo sucessório de 2012, alimenta o sonho de Fernando Gomes de comandar o Centro Administrativo pela quinta vez.
PS (1) – Esse pega-pega entre comunistas e petistas de Itabuna vem desde os tempos da então Fespi, hoje Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), quando a política estudantil fervilhava.
PS (2) – Eu era filiado (continuo sendo) ao PDT do saudoso Leonel de Moura Brizola. Quando sentiram que minha candidatura ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) poderia sair vitoriosa com o racha entre o PT e o PC do B, logo se uniram e ganharam a eleição.
PS (3) – No ano seguinte, nova eleição. Agora para o Diretório Acadêmico do curso de Direito, o cobiçado DA de Direito. Tornei a sair candidato. Desta vez, graças ao desentendimento entre petistas e comunistas, fui eleito.

PMDB

O presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, quando questionado sobre uma possível indicação de Geddel para um ministério no governo de Dilma Rousseff, diz que “o partido não está empenhado em conseguir cargos, e sim ajudar Dilma”.
Só faltava essa, hein! O Lúcio dando sua contribuição ao governo Dilma sem nenhuma contrapartida, sem o toma-lá-dá-cá, como se o PMDB pensasse exclusivamente no país, deixando de lado o histórico e enraizado pragmatismo.
É o PMDB puro. O PMDB santo. O novo PMDB. O PMDB de Lúcio Vieira Lima. O PMDB de outro planeta.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.