Tempo de leitura: < 1 minuto

Números de uma pesquisa eleitoral feita pela respeitada Sócio-Estatística causaram alvoroço entre políticos da direita itabunense. Num cenário pulverizado com os nomes de Augusto Castro (PSDB), Fernando Gomes (PMDB), Capitão Azevedo (DEM), Geraldo Simões (PT), Vane (PRB) e Leninha Alcântara (PPS), os três primeiros nomes têm, no agregado, mais da metade das intenções de voto para o governo itabunense.

Quando levado em conta apenas os nomes dos partidos da base governista no estado, a soma dos percentuais passa de dois dígitos, mas com fraco desempenho de Vane. O melhor nome no campo governista – estadual, claro – é o do petista Geraldo Simões, empatado tecnicamente com Capitão Azevedo e Fernando Gomes, embora um pouco distante de “Zé de Cuma”.

O cenário, como se diz, não está nem um pouco gatinho para o prefeito. Outro ponto: a pesquisa também revela que Azevedo e Fernando serão os fiéis da balança no processo eleitoral de 2016. Claro, estamos falando de eleições a mais de um ano do Dia D. Os números não são aqui exibidos porque o levantamento não está registrado. Pelo menos, ainda.

GOVERNO VANE REJEITADO

Se há um número do qual podemos falar – e mostrar, por não haver impedimento legal, este é o da avaliação do Governo Vane. A reprovação atinge 66%, enquanto 74,8% dos itabunenses ouvidos na pesquisa não aprovam a maneira do prefeito Claudevane Leite governar. A pesquisa foi feita nos dias 16,17 e 18 e ouviu 900 eleitores. O levantamento foi encomendado pelo deputado Augusto Castro, que aparece em melhor situação e liderando em todos os cenários.

Tempo de leitura: < 1 minuto
Flávio Barreto: convite foi para Geraldo...
Flávio Barreto: convite foi para Geraldo.

O PMDB baiano convidou o ex-deputado e ex-prefeito de Itabuna Geraldo Simões para filiar-se ao partido. Duas vezes prefeito de Itabuna, deputado estadual na década de 90 e federal por três mandatos, o fundador do PT em Itabuna terá, ainda, tempo razoável para se decidir. O prazo final de filiação para quem pretende disputar eleição em 2016 é outubro.

Este blog perguntou ao presidente do PT itabunense, Flávio Barreto, se ele também pode ir para o PMDB. Aliado do ex-deputado, Flávio não quis dar espaço para problemas internos:

– O convite [do PMDB] foi para Geraldo e [esses convites] é muito natural na política, principalmente neste período que antecede o prazo limite para filiação. Ainda que fosse para mim, tenho uma tarefa para cumprir, que termina em 2017. Temos muito a conquistar à frente do nosso partido – afirmou, descartando deixar o PT.

Tempo de leitura: 3 minutos

marco wense1Marco Wense

A política não costuma socorrer os que dormem. Quem assim procede, termina politicamente defenestrado, sucumbido. Recomendo a Geraldo Simões uma rápida pestana, sob pena de ficar a ver navios.

Já passou da hora de Geraldo Simões ter uma conversa definitiva com o governador Rui Costa sobre sua pré-candidatura a prefeito de Itabuna na eleição de 2016.

Figuras importantes do PT, como Josias Gomes e Everaldo Anunciação, respectivamente secretário de Relações Institucionais do governo da Bahia e presidente estadual da legenda, já se posicionam a favor da reeleição de Claudevane Leite (PRB).

Correligionários de GS são da opinião de que o silêncio de Rui diante do imbróglio PT versus PT, PT geraldista versus PT antigeraldista, é a prova inconteste de que o petista-mor caminha para apoiar o segundo mandato do alcaide.

O problema é que o prefeito Vane ainda não decidiu, de maneira incisiva, peremptoriamente, sem deixar nenhum resquício de dúvida, se será ou não candidato, deixando todos com a pulga atrás da orelha.

Todos, mas especificamente o vice Wenceslau Júnior, que não esconde sua pretensão de disputar o Centro Administrativo Firmino Alves. É bom lembrar que a última investida do vice foi intempestiva e atabalhoada.

Geraldo Simões, não suportando tanta fritura dos “companheiros”, não tem outro caminho que não seja o de procurar outro partido, como, por exemplo, o PSB da senadora Lídice da Mata.

E se o enigmático chefe do Executivo desistir da reeleição? Vai ficar na obrigação de apoiar o candidato do PCdoB, que teria duas opções: o vice Wenceslau ou o deputado federal Davidson Magalhães.

A pertinente e oportuna pergunta, também crucial em um futuro não muito distante, é se o comando estadual do PT e o governador Rui Costa apoiariam o pretendente comunista.

A política não costuma socorrer os que dormem. Quem assim procede, termina politicamente defenestrado, sucumbido. Recomendo a Geraldo Simões uma rápida pestana, sob pena de ficar a ver navios.

PT VERSUS PCdoB

pt-x-pc-do-b1Essa briguinha entre petistas e comunistas, pelo menos aqui em Itabuna, é de priscas eras. Tem origem na então Fespi, hoje Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), quando se enfrentavam, ou melhor, engalfinhavam em torno do comando do Diretório Central dos Estudantes, o DCE.

Eu era do PDT, e por ser de outro partido me rotulavam de direita, mesmo sendo um convicto e apaixonado brizolista. Naquele tempo, ser de direita, no movimento estudantil, era “persona non grata”.

Enfrentando as mentiras do PCdoB e do PT, consegui, depois de ser derrotado na eleição para o DCE, ser eleito presidente do Departamento Acadêmico do curso de Direito, o também desejado DA de Direito.

Voltando ao pega-pega entre petistas e comunistas, eles só se juntam por conveniência política, principalmente quando a cisão pode derrotar os dois grupos. Fernando Gomes já ganhou duas sucessões municipais em decorrência desse racha.

Os dois políticos mais importantes do petismo e do comunismo de Itabuna, sem dúvida o ex-prefeito Geraldo Simões e o deputado federal Davidson Magalhães, se detestam. Fazem teatro quando se encontram.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

Tempo de leitura: 2 minutos

marco wense1Marco Wense

O consenso entre os partidos de oposição ao governo Rui Costa (PT) é de que a união das legendas e de suas principais lideranças é imprescindível na eleição de 2016.

O grito de guerra – “oposição unida, jamais será vencida” – já começa a ser entoado pelo DEM, PSDB, PMDB e pelos eleitores enraizadamente antipetistas.

Em relação a mais importante sucessão, sem dúvida a soteropolitana, não há nenhuma fissura. A sobrevivência política do oposicionismo depende da reeleição do prefeito demista ACM Neto. A tábua de salvação.

Esse acordo, antes implícito e de bastidores, já é do conhecimento de todos, tem o aval dos comandos estadual e nacional e caminha para ficar cada vez mais consistente com a proximidade do processo sucessório.

Depois de Salvador, o consenso segue para Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus e Itabuna. Cada cidade só terá um candidato, podendo ser do PMDB, DEM, PSDB e de legendas de oposição ao governo estadual.

Não existe, portanto, nenhuma possibilidade de Itabuna, por exemplo, ter dois nomes disputando o Centro Administrativo Firmino Alves, o que seria uma imperdoável burrice política.

O leitor atento, curioso, vai fazer duas pertinentes perguntas: 1) Quem seriam os pré-candidatos da oposição? 2) Qual seria o principal critério para definir o prefeiturável?

Respondendo ao segundo questionamento, o critério das pesquisas de intenção de votos é compulsório, tido como definidor quando é preciso tomar uma inadiável posição.

E os candidatos? O ex-prefeito Fernando Gomes e o deputado estadual Augusto Castro, respectivamente pelo DEM e PSDB, são os favoritos. O tucano abre mão da disputa se FG for pré-candidato.

No governismo, com petistas versus petistas, vanistas versus comunistas, a coisa é complicada. Ainda tem o imbróglio de Geraldo Simões, se vai ou não deixar o Partido dos Trabalhadores (PT).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

Tempo de leitura: < 1 minuto
Gabrielli também foi citado por Augusto.
Gabrielli também é citado por Augusto entre “geraldistas”.

O deputado Augusto Castro (PSDB) apareceu aqui, ontem à noite, apontando reparos à postagem em que ele falava da impossibilidade de acordo com o PCdoB e da sua estranheza quanto à forma como o PT estadual vem tratando Geraldo Simões.

Augusto, na entrevista ao Resenha da Cidade (Rádio Difusora), não citou apenas Josias Gomes, Jonas Paulo e Everaldo Anunciação entre os nomes de expressão que obtiveram espaço em mandatos – no legislativo ou no executivo – exercidos por Geraldo Simões.

Além dos três, o deputado tucano também citou o ex-presidente da Petrobras e ex-secretário estadual de Planejamento José Sérgio Gabrielli. De memória elogiável, Augusto até lembrou que Gabrielli assessorou Geraldo em um dos mandatos do petista enquanto deputado.

Assim, este blog faz o reparo realmente necessário à nota e dá por encerrada a questão.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Em contato com o PIMENTA , o deputado estadual Augusto Castro (PSDB) fez reparos à nota intitulada “Castro descarta aliança com o PCdoB e cola imagem de Vane nos comunistas”. Particularmente no trecho que se refere ao comentado abandono de Geraldo Simões pelos caciques estaduais do PT.

O deputado negou ter dito que Geraldo “deu guarida a nomes como Everaldo Anunciação, Josias Gomes e Jonas Paulo”. Ele confirma, no entanto, ter comentado sobre a situação do ex-prefeito e ex-deputado do PT, demonstrando estranhar o desprezo do partido com relação ao político.

“Nossa preocupação é unificar as oposições, quem resolve os problemas do PT é o PT”, afirmou o tucano.

Augusto fez questão de declarar que mantém uma “relação cordial” com o secretário de Relações Institucionais da Bahia, Josias Gomes, e com o presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação. “Respeitando as diferenças partidárias, temos uma convivência respeitosa”, declarou.

Tempo de leitura: < 1 minuto

augusto castroPosicionando-se como candidato a prefeito de Itabuna, o deputado estadual Augusto Castro (PSDB) descartou qualquer possibilidade de aliança com o PCdoB em 2016. Numa entrevista ao Programa Resenha da Cidade (Rádio Difusora), o tucano fez questão de associar a imagem do Governo Vane com os comunistas.

– O PCdoB tem lado – disse Augusto, enfatizando que os comunistas comandam algumas das principais secretarias do governo, dentre elas Saúde e Educação.

Castro, relembrando entrevista do deputado federal Davidson Magalhães, disse que pode conversar sobre ações e projetos para Itabuna, mas nada a ver com a composição eleitoral em 2016. Concluiu que o PCdoB também é governo estadual, enquanto ele integra a bancada oposicionista.

A estratégia tucana é clara: colar a imagem de desgaste do Governo Vane no PCdoB, que pode ir para o pleito com Wenceslau Júnior, hoje vice-prefeito, ou com o deputado federal Davidson Magalhães.

INGRATIDÃO DO PT COM GERALDO?

Castro também comentou sobre a situação política do ex-deputado federal Geraldo Simões. O petista tem sido vetado em cargos estaduais e até mesmo federais pelo comando estadual do PT. Para Augusto, o fato é estranho, pois, lembra ele, Geraldo deu guarida a nomes como Everaldo Anunciação, Josias Gomes e Jonas Paulo, quando foi prefeito de Itabuna. “Há algo de estranho aí”, disse.

Tempo de leitura: 2 minutos

marco wense1Marco Wense

As pesquisas de intenção de votos apontam Geraldo Simões e Fernando Gomes na frente.

Uma fatia considerável do eleitorado itabunense vibra quando aparece na imprensa determinados nomes que podem disputar o processo sucessório de 2016.

Esses eleitores querem um candidato a prefeito sem nenhuma ligação com tradicionais e empoeirados grupos ou correntes políticas, dando um basta na mesmice.

Não é a tal da terceira via e, muito menos, coisa parecida, quase sempre disfarçada de novidade. É mudança radical mesmo. Um prefeiturável que provoque sobressalto e uma agradável surpresa.

O problema é que a outra fatia que vota nas antigas lideranças, com destaque para Geraldo Simões, Fernando Gomes e o Capitão Azevedo, representa quase 50% do eleitorado.

Vale lembrar que Geraldo, Fernando e Azevedo, respectivamente petista e democratas, obviamente do PT e do DEM, somam sete mandatos como gestor do Centro Administrativo Firmino Alves.

GS, FG e CA não conseguiram acabar com o tabu da reeleição. Nunca se reelegeram. Fernando Gomes, sendo candidato e saindo vitorioso, vai para o seu quinto mandato.

As pesquisas de intenção de votos apontam GS e FG na frente. A volta do “Geraldo versus Fernando” é interpretado pelos “mudancionistas” como a prova inconteste de que Itabuna parou no tempo.

Como não gosto de deixar o leitor na dúvida (ou curioso), revelo que Antonio Mangabeira, Chico França e o bom juiz Marcos Bandeira são as possíveis e agradáveis surpresas da sucessão de Claudevane Leite (PRB).

Em outros tempos, em priscas eras, como diria o saudoso jornalista Eduardo Anunciação, os protagonistas da mudança eram Helenilson Chaves e Ronald Kalid.

Geraldo versus Fernando, disputando mais uma eleição, significa o triunfal retorno do populismo. Geraldistas e fernandistas vão dizer que Vane do Renascer foi eleito pelo “populismo religioso”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Diante dos sinais – cada vez mais evidentes – de que perderá o comando do PT em Itabuna e a oportunidade de disputar a prefeitura em 2016, o ex-deputado Geraldo Simões tem conversas avançadas com o presidente do diretório estadual do PSL, Toninho Olívio.  Já pensando em eleições a prefeito, ele também conseguiu o comando de uma legenda nanica no município, o PHS.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Não é apenas dos carnavais dos anos 2000 de Itabuna que o ex-prefeito Geraldo Simões tem saudades (entenda acessando aqui). A julgar pelo seu perfil no Facebook, há uma tremenda saudade, também, dos tempos em que era deputado federal. Na rede social, GS ainda se apresenta como parlamentar. Um lapso…

Geraldo não conseguiu a reeleição em outubro passado, deixando o Congresso após três mandatos como deputado federal (1999-2000/2007-2011 / 2011-2015).

(Clique para ampliar)
(Clique para ampliar)
Tempo de leitura: 2 minutos
Ex-prefeito cria polêmica ao lembrar que Itabuna fazia bons carnavais (Reprodução Facebook).
Ex-prefeito cria polêmica ao lembrar que Itabuna fazia bons carnavais (Reprodução).

Geraldo Simões, ex-prefeito de Itabuna, estabeleceu uma polêmica nas redes sociais ao relembrar o sucesso dos carnavais de Itabuna. Pelo Facebook, o petista mostrou imagens da folia no período de 2002 a 2004, quando ele era prefeito.

A página pessoal do ex-prefeito e ex-deputado reúne fotos com astros da música baiana, como Ivete Sangalo, e a multidão tomando as avenidas Aziz Maron e Mário Padre. A última vez que o município promoveu carnaval foi em 2009.

Pelo Facebook, GS provocou:

– O Carnaval chegou. Claro que não em Itabuna. Como muitos, sinto saudade do tempo em que nossa cidade recebia milhares de foliões, durante vários dias, para brincar e se divertir – muitos brincavam, se divertiam e faturavam, com a venda de comidas e bebidas – em um clima de alegria, descontração folia e paz. Como sempre disse, Itabuna merece festejar, vibrar nessas datas – escreveu o ex-prefeito.

A maioria aprovou a crítica, mas muitos dos internautas lembraram que, hoje, Itabuna não tem condições de promover carnaval devido à quase falência dos seus serviços públicos, principalmente na área de saúde. Houve quem ponderasse: hoje não temos carnaval nem saúde (pública). A violência galopante destes últimos anos também não foi esquecida por quem argumentou contra a festa.

A saudade dos velhos carnavais aumentou ainda mais – para muitos – depois do grande sucesso das últimas lavagens do Beco do Fuxico. A deste ano, se não foi a maior, pelo menos provocou um flash-back ao trazer a Itabuna Luiz Caldas e festejar os 30 anos da Axé Music, ritmo criado pelo cantor.

Ivete Sangalo arrasta multidão em carnaval de Itabuna (Foto Ed Ferreira/Arquivo).
Ivete Sangalo arrasta multidão em carnaval de Itabuna (Foto Ed Ferreira/Arquivo).
Tempo de leitura: 3 minutos

marco wense1Marcos Wense

Além do escândalo da Petrobras, da crise moral, do fraco desempenho na economia e da dificuldade da presidente Dilma Rousseff para governar, tem o PT versus PT, o PT engolindo o próprio PT. O PT autofágico.

É inquestionável que o Partido dos Trabalhadores, de tantas lutas a favor da democracia, deixou de ter existência política para ter existência puramente eleitoral, como dizia o jornalista Marcelo Coelho, em 2002.

E mais: “O PT buscava ser diferente, ser uma novidade na política brasileira: tratava-se de um partido com programa definido, com instâncias democráticas de decisão, com vocação de massas e níveis de moralidade acima da média. Podia-se concordar ou não com o PT, mas essas qualidades eram reconhecidas por todos”.

O tempo passou. De 2002 a 2015 são 13 anos, coincidentemente o número 13 da legenda. A estrela do PT não brilha mais, caiu na vala comum da corrupção. O PT de antigamente, que tinha o respeito até do mais radical e intransigente oposicionista, escafedeu-se.

Como não bastasse o “tudo aquilo que o PT não é mais”, vem agora o PT intervencionista, o PT que quer impor seus candidatos a prefeito sem nenhum tipo de constrangimento. O PT de cima para baixo.

Depois de três consecutivas reuniões, sobressaltadas lideranças petistas, com o apoio de Flávio Barreto, presidente do diretório municipal, optaram pelo fim do angustiante silêncio.

Segue, na íntegra, ipsis litteris, um trecho do manifesto dirigido a Everaldo Anunciação, comandante estadual do petismo, com cópia para Josias Gomes, secretário de Relações Institucionais do governo Rui Costa.

“Em nosso Estado, passado a euforia do pós-eleitoral, a militância do nosso partido se deparou com uma triste realidade: um Diretório Estadual inacessível, insensível e indiferente às demandas dos diretórios regionais. Prega-se o discurso do pensamento único e da obediência cega ao poder, como se isso fosse possível no PT. Tem-se usado o mandato de dirigente estadual do PT para acertos de diferenças pessoais e políticas, a partir da prática da perseguição às lideranças e diretórios regionais, a exemplo de Itabuna, onde articula-se ações políticas com diretórios e lideranças de outros partidos em desfavor do PT local”.

Que inferno astral, hein! Além do escândalo da Petrobras, da crise moral, do fraco desempenho na economia e da dificuldade da presidente Dilma Rousseff para governar, tem o PT versus PT, o PT engolindo o próprio PT. O PT autofágico.

GERALDO, GEDDEL E O PMDB

Geraldo Simões 3Até as freiras do Convento das Carmelitas sabem que o PMDB, com o segundo maior tempo no horário eleitoral, é a legenda mais cobiçada da sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB).

Existe uma notória preocupação no PT de Itabuna com uma possível saída do prefeiturável Geraldo Simões de Oliveira, hoje em posição confortável nas pesquisas de intenção de votos.

A desfiliação do ex-gestor de Itabuna não é mais remota e, muito menos, remotíssima. Passa a ser uma possibilidade que não pode ser descartada e nem subestimada.

Francamente, como diria o saudoso e inesquecível Leonel Brizola, acho difícil que o PMDB seja o futuro partido de GS. Mas como na política tudo é possível, prefiro não apostar.

Pedro Arnaldo, presidente interino do diretório municipal, anda dizendo que o comandante-mor Geddel Vieira Lima não faz política com o fígado, deixando nas entrelinhas que uma reaproximação entre Geraldo e Geddel não pode ser defenestrada.

Não à toa que vanistas e comunistas querem o PMDB na administração do governo municipal. Uma maneira pragmática de afastar Geraldo Simões do peemedebismo. O vezeiro toma-lá-dá-cá.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

Tempo de leitura: 2 minutos

marco wense1Marco Wense

O entrave é Geraldo Simões, que, além de ser o prefeiturável natural do PT, é um postulante que ocupa a primeira posição nas pesquisas de intenções de voto. Sua tábua de salvação e sobrevivência política.

Alguns setores da imprensa, mais especificamente de oposição ao governo Vane e adeptos do sensacionalismo, disseram que a modesta Coluna Wense estava pregando a renúncia do prefeito de Itabuna.

Uma insinuação maldosa, já que torço para que Claudevane Leite faça um bom governo, seja candidatíssimo ao segundo mandato e quebre o tabu da reeleição.

Sei que de, dez eleitores, somente um acredita que o chefe do Executivo vai ser candidato. E quem contribuiu para a quase unanimidade foi o vice Wenceslau Júnior, que, intempestivamente, lançou sua candidatura.

Disse aqui que Wenceslau não tornaria pública sua pretensão se tivesse alguma dúvida sobre a posição do alcaide, o que pressupõe uma possível confidência do prefeito com o vice.

Ora, ora, ora, seria motivo de rompimento político se Wenceslau Júnior lança sua candidatura com o prefeito ainda indeciso sobre o seu futuro político.

O retorno ao PT, com uma boa conversa com o governador Rui Costa, é visto por muitos como o caminho para um comportamento político mais ousado. Um Vane menos enigmático e mais decisivo.

Toda articulação para o “Volta, Vane” é feita por Everaldo Anunciação, presidente estadual do petismo, e Josias Gomes, secretário de Relações Institucionais.

O entrave é Geraldo Simões, que, além de ser o prefeiturável natural do PT, é um postulante que ocupa a primeira posição nas pesquisas de intenções de voto. Sua tábua de salvação e sobrevivência política.

A possibilidade de “Minha Pedinha” deixar o PT em decorrência do retorno de Vane é remotíssima, mas não é totalmente descartada. Pelo ponto de vista percentual, não chega a 5%.

AMÉLIA TAVARES AMADO

Eduardo Anunciação em foto do Diário Bahia.
Eduardo Anunciação em foto do Diário Bahia.

“Amélia Amado era mulher empreendedora, fêmea positivista, católica. Fundou o Colégio Ação Fraternal de Itabuna (AFI), estimulou o Teatro Estudantil Itabunense (TEI), financiou eventos artístico-culturais.

O desenrolar da história vai constatando que Amélia Amado fora mais inquieta, mais humana do que o líder político Gileno Amado, seu marido. Doutor Gileno Amado era aristocrático, gostava de ser paparicado. Os chamados gilenistas usavam gravatas, chapéus, ternos clássicos. Os gilenistas eram compenetrados, presunçosos. Os tempos eram dos coronéis, os tempos eram outros.

O ambiente, o lugar do doutor Gileno Amado sempre foi a UDN, partido do governador Juracy Magalhães, Adauto Lúcio Cardoso, José Cândido Filho, Carlos Lacerda. Poucos itabunenses amaram doutor Gileno e muitos o respeitavam, temiam.

Como na canção, de Mário Lago, Amélia era uma mulher de verdade. Amélia Tavares Amado foi o trampolim, alavanca, sucesso de Gileno Amado” (Do saudoso e polêmico jornalista Eduardo Anunciação).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

Tempo de leitura: < 1 minuto

marco wense1Marco Wense

A decisão de não disputar à reeleição é o primeiro sinal de que as coisas não caminham bem, que a desilusão é mais intensa a cada dia, e que cada dia é uma agonia.

Confesso que torço pelo prefeito Claudevane Leite. Nunca fui adepto do “quanto pior, melhor”, como fazia Geraldo Simões com Fernando Gomes e vice-versa.

O que me preocupa é um chefe de Executivo sem esperança. Um gestor da coisa pública desanimado, desgostoso com o que faz, que passa a impressão que quer logo o fim do mandato.

A decisão de não disputar à reeleição é o primeiro sinal de que as coisas não caminham bem, que a desilusão é mais intensa a cada dia, e que cada dia é uma agonia.

FERNANDO GOMES
O jornalista Paulo Lima afirma, de maneira até peremptória, que Fernando Gomes é candidato a prefeito de Itabuna na sucessão de 2016. Paulo Índio, como é mais conhecido, almoçou com FG no restaurante do Palace Hotel.

“Fernando vai disputar o quinto mandato, não tenho nenhuma dúvida”, diz o sempre educado e elegante comentarista político da TV. Itabuna. Em relação à biografia do ex-gestor, Paulinho assegurou que está em fase final.

Marco Wense
é articulista do Diário Bahia.

Tempo de leitura: 2 minutos

marco wense1Marco Wense

O objetivo do novo agrupamento político, com o vereador Ruy Machado, o radialista Roberto de Souza, o médico Edson Dantas e a professora Acácia Pinho, é indicar o vice de Geraldo Simões na sucessão de 2016.

O óbvio ululante é que todos eles, respectivamente do PTB, PR, PSB e PDT, são pré-candidatos para compor a chapa majoritária encabeçada pelo petista.

A posição do ex-prefeito de Itabuna nas pesquisas de intenção de votos, ocupando a dianteira, em empate técnico com o também ex-alcaide Fernando Gomes, oxigena a “nova” frente.

Machado, Souza, Dantas e Acácia vão disputar o cargo de vice-prefeito. O problema é que o candidatíssimo Geraldo Simões não quer nenhum deles como companheiro de chapa.

É evidente que Simões vai alimentar, até o limite do possível, que pode escolher no quarteto o seu vice. A “nova” frente já é chamada de “Frente dos Vices de Geraldo Simões”, abreviadamente FVGS.

Quando questionado sobre quem será o candidato a prefeito de Itabuna, o doutor Edson Dantas, que já foi edil, diz que “ainda não há esse tipo de discussão”.

Ora, ora, esse “tipo de discussão” nunca vai existir. O candidato é Geraldo Simões e ponto final. A possibilidade de o próprio Edson sair candidato é nula.

Edson Dantas, Acácia Pinho, Roberto de Souza e Ruy Machado sequer serão prefeituráveis, contrariando a máxima de que na política tudo é possível.

Vale lembrar que a atual comissão provisória do PDT, hoje sob o comando de Acácia Pinho, pode ser destituída a qualquer momento. O PDT vai ter candidatura própria.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.