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O Instituto Butantan desenvolveu uma nova fórmula de vacina contra a Covid-19. A entidade ligada ao Governo de São Paulo pedirá à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a testagem.

O governador João Doria (PSDB) convocou uma entrevista coletiva para a manhã desta sexta-feira (26), ao lado do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, para dar uma notícia “da ciência, que nos enche esperança na luta contra a Covid-19”. Doria não antecipou o assunto da coletiva.

Diferentemente da Coronavac ou da vacina de Oxford, em que os parceiros nacionais podem produzir uma capacidade limitada de doses, na nova vacina o Instituto Butantan é o principal desenvolvedor dentro de um consórcio e poderá produzir a maior parte dos imunizantes.

A informação do desenvolvimento da vacina, que se chamará Butanvac, foi confirmada pela CNN na noite desta quinta-feira (25). O pedido de autorização para testes contempla as fases 1 e 2 dos estudos, que analisam a segurança e a capacidade de promover resposta imune. A fase da eficácia, na qual as vacinas podem pedir o uso emergencial ou o registro definitivo, é a terceira fase.

VACINA NACIONAL

Mesmo com imunizantes de farmacêuticas renomadas e de eficácia comprovada contra a Covid-19, já em aplicação no Brasil, especialistas afirmam ser essencial que o país tenha uma vacina nacional.

O desenvolvimento próprio é importante para baratear os custos da vacinação em massa. Uma vacina brasileira permitiria distribuição mais ampla, rápida e barata da imunização.Leia Mais

Foto Tomaz Silva
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O primeiro lote de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para a produção da vacina Oxford/AstraZeneca no Brasil deve chegar ao Rio de Janeiro no próximo sábado (6). A informação é da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que fará a formulação e o envase das doses.

O voo com o IFA está previsto para decolar de Xangai às 7h35min de amanhã (5) no horário local, o que equivale às 20h35min desta quinta-feira (4) no horário de Brasília. O avião deve pousar no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro às 17h50min de sábado.

O ingrediente farmacêutico ativo foi produzido na China pelo laboratório Wuxi Biologics, contratado pela farmacêutica AstraZeneca, que desenvolveu a vacina em parceria com a Universidade de Oxford.

O primeiro lote do IFA já estava pronto desde o mês passado e aguardava licença de exportação e a conclusão de procedimentos alfandegários para que o envio pudesse ocorrer.

TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA

Inicialmente, o Brasil vai produzir a vacina com IFA importado da China, porém, o acordo também prevê transferência de tecnologia para nacionalizar a produção do insumo, o que deve ocorrer no segundo semestre.

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A Bahia espera a chegada de novas doses de vacina
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Uma nova remessa de 5,4 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da fábrica da biofarmacêutica Sinovac já se encontra no Aeroporto de Pequim, na China, para liberação para o Brasil, informou o governo de São Paulo. A carga deve chegar ao País na quarta-feira (3) e permitirá a produção de mais 8,6 milhões de doses da vacina contra a COVID-19 pelo Instituto Butantan.

As novas doses da vacina permitirão que o público-alvo da fase 1 da campanha seja imunizado em sua totalidade, o que inclui trabalhadores da saúde, indígenas, quilombolas, idosos residentes em instituições de longa permanência e pessoas com deficiência a partir de 18 anos.

O Butantan, que produz a vacina em parceria com o laboratório Sinovac Biotech, já entregou ao Ministério da Saúde 8,7 milhões de doses para o programa de imunização que está sendo conduzido em todo o país. Na Bahia, além da CoronaVac, estão sendo aplicadas doses da Oxford/Astrazeneca. O estado já recebeu 550.700 doses das duas vacinas contra o novo coronavírus.

De acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), até as 14 horas de sábado (30), o estado já havia atingido a marca de 182.083 pessoas vacinadas contra o coronavírus. A expectativa é para o recebimento de mais doses para a conclusão da primeira etapa de vacinação contra a doença e ampliação do número de beneficiados.