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Stédile5O líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, 60, esteve em Salvador no último final de semana, onde participou de uma plenária sobre o Plebiscito por uma Constituinte Exclusiva. Stédile é graduado em economia pela PUC do Rio Grande do Sul e pós-graduado pela Universidade Nacional Autônoma do México.

Nesta entrevista, ele fala também sobre a Reforma Agrária nos governos FHC, Lula e Dilma e diz que o agronegócio utiliza veneno que está o provocando câncer. Stédile também vê o Congresso Nacional dominado pelas bancadas ruralista e do empresariado e faz uma avaliação sobre as próximas eleições.  Confira a entrevista concedida a Marival Guedes, especialmente para o Pimenta.
BLOG PIMENTA – Vamos começar fazendo uma comparação entre os mandatos de Fernando Henrique, Lula e de Dilma sobre a Reforma Agrária.
JOÃO PEDRO STÉDILE – No Brasil, a rigor, nunca tivemos Reforma Agrária no que ela representa, que é um programa de governo que leve a democratização do acesso à terra a todos. FHC abriu as portas para as grandes empresas internacionais, mas teve um azar: o agronegócio, na sua ganância de tomar conta das terras, cometeu dois grandes massacres que deixaram a população indignada. Teve aquela nossa grande marcha à Brasília que fez com que FHC se obrigasse a um programa de assentamentos que foi até razoável, mas foi fruto dos massacres em Carajás e no Paraná.
PIMENTA – Com Lula, houve uma grande expectativa…
STÉDILE – Nós tínhamos esperança de que o governo Lula pudesse acelerar, mas, infelizmente, ele seguiu apenas a política de assentamentos. Então, onde havia pressão política, houve desapropriações. Nós mantivemos, digamos assim, o mesmo ritmo do governo FHC.

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A reforma agrária praticamente parada. E esta é a nossa bronca com relação ao Governo Dilma.

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PIMENTA – E estes três anos e três meses do governo Dilma?
STÉDILE – Agora, está praticamente parada. E esta é a nossa bronca com relação ao governo Dilma, porque não avançou na Reforma Agrária.
PIMENTA – Quais os motivos?
STÉDILE – A resposta simplista seria que falta vontade política do governo, mas não é bem assim. A nossa avaliação é de que a correlação de forças na luta de classe na agricultura piorou no governo Dilma. Piorou em função da crise do capitalismo internacional, houve uma avalanche de capital internacional que veio se proteger no Brasil. Investiram em usinas, hidrelétricas, praticamente desnacionalizaram todo o setor canavieiro e compraram muita terra. Isso representa a força do capital que chega lá no interior, compra terra, controla o comércio etc.

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O cacau tem o comércio cada vez mais concentrado nas mãos da Dreyfus, Nesttlé e da Cargil. Isso foi de pouco tempo pra cá.

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PIMENTA – Pode citar um exemplo?
STÉDILE – O cacau tem o comércio cada vez mais concentrado nas mãos da Dreyfus, Nesttlé e da Cargil. Isso foi de pouco tempo pra cá. A segunda explicação é que, dentro do governo Dilma, há uma presença maior do agronegócio.  Terceira mudança: o Congresso no governo Dilma é mais ruralista. Aquilo que no governo tava parado – e nos ajudava -, o agronegócio avançou pelo Congresso fazendo chantagem. Esta bancada fazia as mudanças, como foi o episódio do Código Florestal, e impunha ao governo como uma derrota. Estas três circunstâncias levaram o governo Dilma a recuar com relação à Reforma Agrária.
PIMENTA  – O que o MST reivindica a curto, médio e longo prazos?
STÉDILE – De curto prazo, a Carta e a pauta que entregamos na audiência durante nosso congresso, em 13 de fevereiro passado, quando sinalizamos para a presidenta: olha, nós entendemos a correlação de forças, que não depende de vontades pessoais. Mas, ao seu alcance, estão, imediatamente, antes de terminar o governo, algumas medidas concretas de emergência.

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Nós temos 100 mil famílias acampadas, inclusive algumas ao longo das rodovias em Itabuna, Ilhéus e outros municípios do sul da Bahia.

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PIMENTA – E quais seriam?
STÉDILE – Nós temos 100 mil famílias acampadas, inclusive algumas ao longo das rodovias em Itabuna, Ilhéus e outros municípios do sul da Bahia. É um absurdo que nós tenhamos acampamentos com oito anos, pessoas morando debaixo de lona preta. Segunda medida, aqui para Nordeste, nós descobrimos que dentro dos perímetros irrigados, já com tudo pronto, o governo botou água, gastou milhões de reais, existem 80 mil lotes vagos, porque, na política burra do Dnocs e da Codevasf, eles fazem primeiro o perímetro irrigado e depois fazem o edital de licitação em que só o pequeno empresário do sul vem aqui. No caso da Bahia, a região de Juazeiro. E, depois, abandonam.
PIMENTA – Quais as razões para esse abandono?
STÉDILE – Porque eles criam uma ilusão: “vou plantar manga, abacaxi e vou bamburrar de dinheiro.” O mercado mundial de frutas já tá tomado. Não é chegar assim: vou exportar manga pra Europa e vou ganhar dinheiro. Não há mais mercado pra fruta na Europa, nem sequer da uva. Ao contrário, toda a produção do perímetro irrigado no Nordeste, hoje vai para o mercado nacional, porque aumentou a renda do brasileiro. Então, é melhor vender no Brasil que no exterior.
PIMENTA – O que foi feito com estes lotes?

STÉDILE – Estão vagos. Tem 80 mil lotes vagos, tudo pronto com água passando. E nós falamos pra Dilma: pelo amor de Deus, bote sem-terra nestes lotes. Não precisa gastar nada, nem desapropriação, pra eles produzirem alimentos.

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A Polícia Federal, nos últimos 12 anos, identificou 566 fazendas onde havia trabalho escravo. Ora, a Constituição é clara: não cumpriu a função social, desapropria. É só ter coragem.

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PIMENTA – A questão do trabalho escravo também consta na carta. Qual a reivindicação?
STÉDILE – A Polícia Federal, nos últimos 12 anos, identificou 566 fazendas onde havia trabalho escravo. Ora, a Constituição é clara: não cumpriu a função social, desapropria. Não interessa se é produtiva ou improdutiva. É um crime hediondo, primeiro motivo absoluto, o cara que pratica trabalho escravo tem que ter [a área] desapropriada. Então, é só ter coragem e pegar os processos e somente aí já teríamos 566 fazendas.
PIMENTA – Quais as ações do MST a partir de agora?
STÉDILE – Nós temos três inimigos do pobre do campo: o primeiro é o latifúndio atrasado, que ainda é improdutivo ou que paga mal aos trabalhadores e que agride a natureza. O segundo é o agronegócio, que é moderno, mas não gera riqueza para o povo brasileiro. E o terceiro é este sistema geral, mundial, que transformou o Brasil numa economia de exportação de matéria-prima, apenas. E não fica nenhuma riqueza aqui.

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Cargil, Dreyfus e Nestlé controlam as exportações. Elas que ficam com o lucro da riqueza do cacau, não o produtor. Este fica com uma pequena margem.

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PIMENTA – Quem controla as exportações?

STÉDILE – O agronegócio aumenta cada vez mais as exportações, mas Cargil, Dreyfus e Nestlé controlam as exportações. Elas que ficam com o lucro da riqueza do cacau, não o produtor. Este fica com uma pequena margem. Então, se queremos que o cacau seja um produto orgânico para produzir chocolate para o povo brasileiro, temos que derrotar este sistema destas empresas transnacionais. São nossas inimigas.
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De Goiânia, Marcelo Bola comandava o tráfico em Ilhéus (Foto PC-BA)
De Goiânia, Marcelo Bola comandava o tráfico em Ilhéus (Foto PC-BA)

Dez integrantes de uma organização criminosa que atuava no tráfico de drogas no município de Ilhéus foram denunciadas pelo Ministério Público estadual à Justiça. A denúncia, oferecida pelo promotor de Justiça Maurício Pessoa Godim de Matos, foi encaminhada à 1ª Vara Criminal de Ilhéus na última segunda-feira, dia 31.
Os denunciados são Marcelo do Nascimento, conhecido como “Marcelo Bola”, que liderava a quadrilha; Mônica Almeida Nascimento, sua companheira; e mais Edenilson Pinheiro Santos, conhecido como “Riquinho”; Nelilda Santos de Santana, a “Néa”; Mário Sérgio Santos Lima, o “Cê”; Júlio César dos Santos Roiz, e o “Sérgio”.
A lista é completada por Edjaldo Oliveira do Nascimento, o “Jal”; Anselmo Oliveira Souza Filho, o “Minho”; Rafael Oliveira da Conceição, o “Rato”; e Ricardo Ferreira Costa, o “Pingo”. Eles tiveram a prisão preventiva decretada no último dia 25 de março e encontram-se custodiados no Conjunto Penal de Ilhéus.
As investigações que desbarataram a quadrilha foram realizadas entre julho de 2013 e fevereiro deste ano pela Polícia Civil de Ilhéus, através da Coordenadoria Regional de Polícia do Interior com o apoio da Superintendência de Inteligência da Polícia Civil da Bahia.
Armas de fogo, munições, drogas, balanças de precisão, celulares e farta documentação foram apreendidos em operações realizadas em agosto de 2013 e fevereiro deste ano nas residências dos denunciados. Foi apurado que o líder “Marcelo Bola”, que à época residia na cidade de Goiânia (GO), comandava os demais integrantes da quadrilha através de ligações telefônicas.
“Bola” era o responsável pela aquisição de armas de fogo e munições, que ficavam armazenadas na casa da sua companheira Mônica, e também intermediava a aquisição de drogas para o bando. Os demais tinham funções específicas de gerência financeira, armazenagem, aquisição, distribuição e comercialização da droga. Todos foram denunciados por associação ao tráfico de drogas.

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Kit que será usado pelo leiturista, no sul da Bahia, a partir do dia 14 (Foto Divulgação).
Kit que será usado pelo leiturista, no sul da Bahia, a partir do dia 14 (Divulgação).

A fatura de energia elétrica poderá ser entregue imediatamente após a leitura de consumo, na região de Itabuna, a partir do dia 14. A mudança no processo de leitura e faturamento foi anunciado pela Coelba nesta semana.
Além de Itabuna e Ilhéus, a mudança chegará a 41 outros municípios do sul da Bahia, atingindo cerca de 740 mil clientes. A previsão é de que o novo sistema seja implantado em todo o estado até o final deste ano.
De acordo com a Neonergia, o investimento total é de R$ 30 milhões para compra de equipamentos, capacitação de profissionais e implantação do sistema na Coelba.
A mudança faz com que a empresa visite o cliente só uma vez por mês. No sistema atual, são duas idas até o consumidor: medição do consumo e entrega da fatura.
Os leituristas, segundo a coordenação da Coelba em Itabuna, irão utilizar kit com coletor de dados e impressora térmica. Para preservar os dados, o papel utilizado é resistente à água.
“O novo formato da fatura mantém todas as informações contidas na conta anterior”. Os equipamentos, de acordo com a empresa, serão rastreados 24 horas por dia. Se roubado, o equipamento recebe comando de bloqueio que trava o acesso às informações.

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Pagamento de IPTU em cota única até hoje dá direito a 15% de desconto (Foto Gabriel Oliveira/PMI)
Pagamento de IPTU em cota única até hoje dá direito a 15% de desconto (Foto Gabriel Oliveira/PMI)

Os contribuintes de Itabuna e Ilhéus têm até hoje (31) para quitar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em cota única e obter descontos na faixa de até 20%. Hoje também vence o prazo para quem fizer a opção pelo pagamento parcelado em Itabuna.
O desconto em cota única para o contribuinte ilheense é de 20%. De acordo com a Secretaria da Fazenda de Ilhéus, foram distribuídos 23 mil carnês do imposto. O contribuinte ilheense terá descontos menores caso pague em abril. Até dia 14, o abatimento é de 15% ao pagar em cota única. Depois dessa data e até o dia 30, o desconto cai para 10%.
Quem ainda não recebeu o carnê pode solicitar, presencialmente, no Departamento de Tributos, no térreo do Palácio Paranaguá. O horário de atendimento é das 8h30min às 12h e das 13h30min às 18h. Pela internet, a segunda via pode ser retirada no site do município (confira aqui).
EM ITABUNA, IPTU PREMIADO
O desconto oferecido aos contribuintes itabunenses é menor, mas quem pagar o imposto em dia concorre a prêmios, dentre eles dois carros e cinco motos novos. O abatimento no valor do imposto para quem pagar até hoje é de 15%.
De acordo com o Departamento de Tributos, são 50.877 imóveis que devem pagar IPTU neste ano em Itabuna.  Quem ainda não recebeu o carnê, pode comparecer ao Centro Administrativo Firmino Alves, no São Caetano, e solicitar a impressão da via. O atendimento vai até as 14h.
A opção mais cômoda é a retirada pela internet. Basta acessar o site da Prefeitura e clicar no quadro “IPTU Premiado”, na parte superior do site.

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João Paulo era promotor de vendas da Itaipava (Foto Del)
João Paulo era promotor de vendas da Itaipava (Foto Del)

Marcos Paulo Pinheiro
O promotor de vendas João Paulo Santos Granja faleceu, por volta das 2 horas da madrugada deste domingo (30), ao perder o controle da sua moto, na Ponte do Pontal, em Ilhéus.
João Paulo seguia da zona sul para o centro da cidade, quando a moto chocou-se contra a mureta de proteção da ponte, de acordo com testemunhas.
Devido ao impacto da choque, a vítima sofreu um corte profundo na cabeça e faleceu ainda no local.
O promotor de vendas trabalhava na cervejaria Itaipava e a família tem oficina de veículos e loja de móveis na Avenida Itabuna.

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paixaobarbosaO jornalista Paixão Barbosa deixou nesta sexta-feira (28) o comando da Secretaria de Comunicação Social de Ilhéus. Por meio de carta, ele informa que a decisão foi tomada por motivos pessoais. O cargo será ocupado, interinamente, pelo jornalista Valério de Magalhães, mas deverá ser confirmado no cargo ainda nos próximos dias.
– Infelizmente, por problemas de ordem pessoal, familiares e de saúde, informei, já há algum tempo, ao prefeito e agora mais amigo ainda, Jabes Ribeiro, da impossibilidade de continuar à frente da Secom – escreveu Barbosa em missiva endereçada aos profissionais de comunicação.
Barbosa ainda afirma que sai com a sensação de “ter feito tudo ao meu alcance para corresponder à confiança” depositada nele. Ele faz agradecimento ao prefeito Jabes Ribeiro e ao vice, Cacá Colchões, e diz que continuará sendo um colaborador de Ilhéus, “mesmo a distância”.
Profissional com larga experiência em assessoria de comunicação, ex-A Tarde e ex-direitor da Agência de Notícias A Tarde, Barbosa assumiu a Secom em janeiro de 2013. Desde julho do ano passado, já mostrava intenção de deixar o cargo devido a questões familiares e de saúde, citadas na carta. A exoneração foi agora consumada.

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Rui: licença prévia revalidada.
Rui: licença prévia revalidada.

O Ibama revalidou a licença prévia para construção do Porto Sul na zona norte de Ilhéus, segundo o secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, que reafirma a importância da obra para o desenvolvimento do sul da Bahia. O Porto Sul mais as obras da ferrovia Oeste-Leste e o aeroporto internacional de Ilhéus são considerados as maiores obras na área de logística da história da Bahia.
Após a licença prévia do Porto Sul, o próximo passo é atender a 38 programas básicos para que o empreendimento obtenha a licença definitiva e possa iniciar as obras de construção dos terminais e do porto off-shore, num investimento estimado em, aproximadamente, R$ 2,5 bilhões.

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universidade para todosO Projeto Universidade para Todos oferecerá neste ano 21.875 mil vagas em toda a Bahia para quem deseja se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares. As inscrições começaram hoje (25) e encerram-se no dia 1º de abril.
Serão 2.750 vagas para a área de abrangência da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), das quais 690 para Itabuna e 700 para Ilhéus. A inscrição é feita somente pela internet, no endereço www.educacao.ba.gov.br/universidadeparatodos.
Clique e confira onde estão as vagas (interior)
Na área da Uesc, também serão oferecidas vagas pelo Universidade para Todos nos municípios de Almadina, Barro Preto, Buerarema, Camacan, Canavieiras, Coaraci, Floresta Azul, Gandu, Ibicaraí, Itacaré, Itajuípe, Itapé, Itapitanga, Jussari, Pau Brasil, Santa Luzia, São José da Vitória, Ubaitaba, Una e Uruçuca.
As vagas podem ser disputadas por alunos do 3º ano do Ensino Médio ou no 4º ano da educação profissional. Além disso, precisa ter estudado em escola pública desde a 5ª série do fundamental.
De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, o curso terá 25 horas semanais de aulas, que inclui conteúdos de Português, Redação, Matemática, Física, Química, Biologia, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), História e Geografia.

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Estudante mascarado mostra bala disparada pela PM (Foto Maurício Maron/JBO).
Estudante mascarado mostra bala disparada pela PM (Foto Maurício Maron/JBO).

Jornal Bahia Online
A realização de um estudo sobre o valor da tarifa no transporte coletivo de Ilhéus era vista pelo Movimento Reúne Ilhéus como essencial para a redução no valor da tarifa. Não é o que aponta o trabalho feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), instituição ligada à Universidade de São Paulo. O estudo revela a necessidade de um aumento no valor da tarifa, que pode variar de R$ 2,60 a R$ 2,70.
O anúncio deste diagnóstico não pôde sequer ser concluído ontem à noite. Estudantes que compareceram à sede da Justiça Federal, onde aconteceu a audiência, não gostaram do resultado e protestaram. O prefeito Jabes Ribeiro; o vice, Carlos Machado, secretários, assessores municipais e vereadores tiveram que contar com a segurança de guardas municipais e de PMs para conter os ânimos dos manifestantes e deixarem o local.
Na saída, mais confusão. Os protestos continuaram. Estudantes ameaçaram atacar um ônibus que trafegava pela área e a PM agiu. Balas de borracha foram disparadas contra o grupo. Um estudante foi atingido. Mascarados provocavam a polícia e xingavam as autoridades locais. O clima de tensão só foi controlado quase uma hora depois do prefeito Jabes Ribeiro deixar o local sob fortes vaias.
Clique e confira imagens do confronto e a matéria na íntegra
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cartao bfHá quem condene o Bolsa Família, principalmente no campo da oposição ao governo. Do outro lado, o dos beneficiários, estão milhões. É gente que, na maioria das vezes, tem o programa como única fonte de renda. A atitude de uma ilheense, mãe de quatro filhos, derruba o discurso de que o Bolsa Família cria dependência.
Iara Fernandes, moradora da zona sul da linda Ilhéus, decidiu cancelar o benefício. Renunciou ao programa porque, segundo afirmou ao comparecer à Secretaria de Assistência Social, a família encontra-se em situação melhor. O filho mais velho está empregado e a renda, disse, é suficiente para mantê-lo.

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Tenente-coronel Danilo Lemos assume grupamento em Ilhéus.
Tenente-coronel Danilo Lemos assume grupamento em Ilhéus.

Mudança no comando do 5º Grupamento do Corpo de Bombeiros (Ilhéus). O tenente-coronel Danilo Lemos assumiu o grupamento em substituição ao coronel André Bonfim Silva. O oficial reafirmou compromisso de salvar vidas.
Um dos desafios do novo comando será reequipar o grupamento ilheense. Um dos caminhões que servem ao Corpo de Bombeiros no município é emprestado pela unidade de Itabuna.

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Viametro e São Miguel querem tarifa a R$ 3,19 em Ilhéus (Foto Railan Nascimento).
Viametro e São Miguel querem tarifa a R$ 3,19 em Ilhéus (Foto Railan Nascimento).

As empresas São Miguel e Viametro ingressaram com ação na Justiça para reajustar a tarifa de R$ 2,40 para R$ 3,19. De acordo com o processo, as duas detentoras das concessões de transporte público alegam “desequilíbrio econômico-financeiro” com o valor de R$ 2,40, que entrou em vigor em julho de 2012.
As duas empresas entregaram planilhas e queriam tarifa a R$ 3,12 no ano passado. O município não concedeu o reajuste por causa da pressão popular e do Movimento Reúne Ilhéus, que acampou em frente à sede da prefeitura (Palácio Paranaguá) por cem dias. Uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) foi instalada em Ilhéus para analisar a “caixa-preta” do transporte público, mas a bancada governista travou as investigações.
O secretário de Desenvolvimento Urbano de Ilhéus, Isaac Albagli, afirmou que qualquer reajuste somente será concedido após a conclusão de auditoria no sistema de transporte. O estudo é feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

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Sistema oferece mil vagas em cursos técnicos em Ilhéus e Itabuna.
Sistema oferece mil vagas em cursos técnicos em Ilhéus e Itabuna.

As inscrições no Sistema de Seleção da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec) começaram nesta segunda (17). Para os dois maiores municípios sul-baianos, são oferecidas mil vagas em seis cursos e 11 turmas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) neste primeiro semestre.
Itabuna ficou com praticamente todas as vagas reservadas para este semestre. São dez turmas divididas em cinco cursos e total de 960 vagas. Os locais de aula serão as faculdades Unime e FTC.
Os cursos ministrados na Unime Itabuna serão técnico em Estética (160 vagas), técnico em Farmácia (160 vagas) e técnico em Reabilitação de Dependentes Químicos (160 vagas).
Já na FTC, as opções são técnico em Informática (160 vagas), técnico em Informática para Internet (160) e técnico em Reabilitação de Dependentes Químicos (160).
Já em Ilhéus, são oferecidas apenas 40 vagas no curso de técnico em Eletroeletrônica, ministrado na unidade do Senai.
Os municípios de Barreiras, Camaçari, Feira de Santana, Jequié, Lauro de Freitas, Luís Eduardo Magalhães, Paripiranga, Salvador, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista também oferecem vagas pelo Sisutec.
No post abaixo, confira as exigências para se inscrever no Sisutec.

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Comboio ExércitoTropas do Exército começaram a retornar para a zona do conflito entre agricultores e autodeclarados tupinambás no sul da Bahia, após retirada iniciada na última segunda (10). A informação foi confirmada há pouco pelo presidente da Associação dos Pequenos Produtores de Ilhéus, Una e Buerarema (Aspaiub), Abiel Silva.
Anteontem, o governador Jaques Wagner havia pedido a prorrogação do estado de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na área de 47,3 mil hectares reivindicada pelos autodeclarados indígenas. A área foi definida de acordo com estudo da Fundação Nacional do Índio (Funai).
Ontem, o deputado federal Geraldo Simões disse que o estudo contém “vícios”. O parlamentar defende a manutenção dos produtores na região, assim como a permanência das tropas do Exército. Geraldo é favorável aos pequenos produtores. Mais de 20 mil pessoas residem na área do conflito.
ÍNDIOS PRESSIONAM EM BRASÍLIA
Ontem, cerca de 40 índios do sul da Bahia foram à Brasília pressionar o governo para que agilize o processo de demarcação. Enquanto Geraldo defende dos produtores e assentados da região, outro petista, o deputado federal Valmir Assunção, defende a demarcação da área que abrange os municípios de Ilhéus, Una e Buerarema, e daria apoio aos indígenas na capital federal.
Valmir é criticado pelos produtores e agricultores familiares, parte deles oriunda do movimento sem-terra, a exemplo de Juraci Santana, assassinado em 11 de fevereiro, no Assentamento Ipiranga, em Una. “Não entendemos a posição dúbia de Valmir, que surgiu no movimento sem-terra”, critica um produtor.

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Geraldo defende anulação de estudo da Funai e permanência do Exército.
Geraldo defende anulação de estudo da Funai e permanência do Exército.

O deputado federal Geraldo Simões disse que a permanência do Exército, no sul da Bahia, é fundamental para a pacificação na área de conflito entre produtores rurais e índios e autodeclarados tupinambás. As tropas foram retiradas das bases de pacificação desde a tarde da segunda (10).
– Defendo que [o Exército] continue até o fim do processo de demarcação das terras – disse o parlamentar ao PIMENTA, que considera a região pacificada desde a chegada do Exército.
Há relatos, no entanto, de constantes ameaças de invasões e depredações a propriedades na área em litígio. Algumas das ameaças são direcionadas a pequenos produtores da região de Olivença, em Ilhéus.
O governador Jaques Wagner apresentou ontem (11) pedido para que o governo federal mantenha as tropas do Exército na região. A decisão deve sair até amanhã (13).
ANULAÇÃO DE ESTUDO DA FUNAI
Para Geraldo, a anulação do decreto de demarcação dos 47,3 mil hectares entre os municípios de Una, Buerarema e Ilhéus é parte da solução para o conflito. O estudo favorável aos tupinambás, segundo Geraldo, “está cheio de vícios”.
O parlamentar ainda fala da tragédia social que seria, na opinião dele, a retirada de mais de 20 mil famílias das terras em disputa no sul do estado. “Como retirar mais de 20 mil famílias para assentar sei lá quantos índios?”, questiona.
CASO JURACI: CRÍTICAS À POLÍCIA CIVIL
O deputado petista fez críticas, ainda, à atuação da polícia civil na investigação da morte do pequeno produtor rural Juraci Santana, assassinado na madrugada de 11 de fevereiro deste ano, no Assentamento Ipiranga.
– Na região, todos sabem os nomes dos autores, mas ninguém até agora foi preso – afirmou, complementando que a Polícia Civil precisa esclarecer o crime e concluir logo o inquérito.