Processo seletivo do IBGE tem inscrições prorrogadas || Foto Divulgação IBGE
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prorrogou até o dia 9 as inscrições para o processo seletivo que visa a contratação de profissionais temporários para atuar no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Ao todo, são oferecidas 8.238 vagas distribuídas em cinco cargos, com salários que variam de R$ 2.128 a R$ 4.008, além de benefícios. Para a Bahia, são 900 vagas.

As inscrições devem ser feitas pelo site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). A taxa de inscrição é de R$ 53, mas o edital prevê isenção para candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e para doadores de medula óssea que atendam aos critérios estabelecidos.

As vagas são para atividades administrativas, operacionais, supervisão e suporte tecnológico relacionadas à realização do levantamento. Além dos salários, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional.

Os aprovados serão contratados por tempo determinado para atuar na coleta de informações, supervisão de equipes, suporte administrativo e apoio tecnológico das operações censitárias. Para os cargos de Agente Censitário Supervisor, Agente Censitário Regional e Agente Operacional Regional, é exigida ainda Carteira Nacional de Habilitação categoria B válida.

A seleção contará com uma prova objetiva de múltipla escolha, composta por 60 questões. Os conteúdos cobrados incluem Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Ética no Serviço Público, Geografia e conhecimentos específicos de cada cargo. A avaliação terá duração de quatro horas e será aplicada no dia 27 de setembro, no município escolhido pelo candidato durante a inscrição.

Para ser aprovado, será necessário obter pelo menos 18 pontos no total da prova e acertar ao menos uma questão em cada disciplina exigida para a função pretendida. Acesse aqui para se inscrever. 

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Processo seletivo oferece salário de até R$ 4.008 || Foto Tânia Rêgo/ABr.
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou as inscrições para o processo seletivo simplificado destinado à contratação temporária de profissionais que atuarão no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Ao todo, são oferecidas 8.238 vagas de nível médio em todo o país.

As oportunidades estão distribuídas entre os cargos de agente censitário administrativo, agente censitário de informática, agente operacional regional, agente censitário regional e agente censitário supervisor. Os contratos terão duração de até 12 meses, com possibilidade de prorrogação conforme a necessidade da operação censitária.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC) até as 23h59 min do dia 1º de julho. A taxa é de R$ 53, com possibilidade de isenção para inscritos no CadÚnico e doadores de medula óssea que atendam aos critérios previstos no edital.

Os salários variam de R$ 2.128 a R$ 4.008, além de benefícios como auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias e décimo terceiro proporcionais. A prova objetiva está prevista para 27 de setembro, enquanto o resultado final deve ser divulgado em 18 de dezembro.

A Black friday ajudará aquecer o comércio neste final de ano || Foto Paulo Pinto/AB
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O comércio deve receber volume recorde de R$ 5,4 bilhões com a Black Friday deste ano, temporada de compras que terá como marco a sexta-feira da próxima semana (28). A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A projeção da CNC representa crescimento de 2,4% em comparação com o ano passado (R$ 5,27 bilhões), já descontada a inflação do período. O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, explicou que a pesquisa não se refere a um dia específico, mas ao impacto ao longo do mês de novembro. “Isso é uma característica da Black Friday brasileira”, diz.

A Black Friday já é a quinta data mais importante para o comércio, ficando atrás do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.

Ao apontar motivos para o volume recorde, a CNC lembra que a economia brasileira tem vivenciado desvalorização do dólar (que deixa produtos importados mais baratos), perda de força da inflação e crescimento de emprego e renda média do trabalhador.

A taxa de desemprego no país alcançou 5,6% no trimestre encerrado em setembro, o nível mais baixo já apurado pela série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2002.

Por outro lado, a CNC aponta fatores que impedem um crescimento ainda maior nas vendas: o nível elevado dos juros e o patamar de famílias endividadas.

O estudo cita um levantamento do Banco Central que aponta taxa média de juros das operações de créditos livres destinadas às pessoas físicas em 58,3% ao ano, maior nível para essa época do ano desde 2017.

A CNC fez um acompanhamento diário de 150 preços de itens de 30 categorias para medir os descontos médios. O levantamento aponta que 70% delas revelaram “elevado potencial de redução”, quando o preço já acusava tendência de queda superior a 5%.

Em relação ao endividamento, a entidade representativa do comércio cita pesquisa própria que mostra 30,5% das famílias com contas em atraso.

COMPRAS NO EXTERIOR

Outro fator que pesa contra é a concorrência com o setor externo, por meio de importações. Ou seja, pessoas que preferem comprar de lojas estrangeiras.

A Black Friday brasileira é inspirada na tradicional queima de estoques realizada pelos comerciantes dos Estados Unidos após a celebração do Dia de Ação de Graças, feriado americano comemorado sempre na última quinta-feira de novembro.

Em 2010, segundo a CNC, a movimentação foi de R$ 1,52 bilhão. À época, apenas os segmentos de móveis e eletrodomésticos, livrarias e papelarias e as lojas de utilidades domésticas e eletroeletrônicos estavam envolvidos com o evento.

Uma pesquisa recente publicada pelo site Reclame Aqui apontou que 63% dos consumidores não conseguem identificar golpes com inteligência artificial (IA). Da Agência Brasil.

Bahia registra saldo de empregos formais em janeiro|| Foto Yago-Matheus/Sattre
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A Bahia registrou, no terceiro trimestre, a menor taxa de desemprego dos últimos 12 anos, conforme Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (PNADC).  Os dados foram divulgados, nesta sexta-feira (22), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com dados do IBGE, o estado baiano está entre os sete que apresentaram queda significativa da taxa de desemprego, na passagem do segundo para o terceiro trimestre do ano. A taxa de desocupação também é a menor da série histórica. O levantamento começou a ser feito em 2012.

A pesquisa mostra que, na Bahia, a taxa de desocupação caiu 1,4% frente ao trimestre anterior, passando de 11,1% para 9,7%. Comparado ao resultado do 3º trimestre de 2023, a redução foi ainda maior, de 3,3%, o que representa uma redução de 262 mil pessoas em desocupação. Entre os ocupados no 3º trimestre de 2024, houve aumento de 5,5% (ou 89 mil) no número de empregados no setor privado, com carteira assinada, na comparação anual.

O SETOR DE SERVIÇOS É DESTAQUE

Dntre as 11 atividades econômicas contabilizadas, nove apresentaram aumento no número de pessoas ocupadas, com destaque para o setor de Serviços: aumento de 128 mil pessoas ocupadas, no 3º trimestre de 2024, em relação ao trimestre anterior. No subsetor de Administração Pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais, houve aumento de 36 mil pessoas, o que representou acréscimo de 3,0% na variação trimestral.

Serviços domésticos registraram elevação de 49 mil pessoas em relação ao trimestre anterior, enquanto ‘Outros Serviços’ apresentou aumento de 10,7% (ou 33 mil) no mesmo período de comparação. As únicas atividades com redução no número de ocupação foram a Construção e o setor de Transporte, Armazenagem e Correio.

CURSOS DE QUALIFICAÇÃO

Os investimentos do Governo do Estado em cursos de qualificação profissional, em 2024, ultrapassam os R$ 30 milhões. Um exemplo é o Qualifica Industrial, que contou com investimento de R$ 1,9 milhão e certificou 472 trabalhadores, concluintes dos cursos preparatórios para seleção da montadora BYD. Até 2026, o Programa Manuel Querino, parceria com o Governo Federal, deve qualificar mais de 17 mil pessoas em 202 municípios baianos.

Nascimentos no Brasil nos últimos anos
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O Brasil registrou 2,54 milhões de nascimentos em 2022, uma queda de 3,5% em relação a 2021, quando o número foi de 2,63 milhões. Este é o quarto recuo consecutivo no total de nascimentos do país, que chegou ao menor nível desde 1977. Nordeste (-6,7%) e Norte (-3,8%) tiveram os recuos mais intensos. Os dados são das Estatísticas do Registro Civil, divulgadas nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A série histórica foi iniciada em 1974.

 

Em 2018, o Brasil havia registrado 2,89 milhões de nascimentos. Em comparação com a média dos cinco anos anteriores à pandemia de COVID-19 (2015 a 2019), há uma diminuição de 326,18 mil nascimentos, ou 11,4%. “A redução da natalidade e da fecundidade no país, já sinalizada pelos últimos Censos Demográficos, somada, em alguma medida, aos efeitos da pandemia, são elementos a serem considerados no estudo sobre a evolução dos nascimentos ocorridos no Brasil nos últimos anos”, explica a gerente da pesquisa do IBGE, Klívia Brayner.

Ao todo, 2,62 milhões de nascimentos foram registrados em 2022, sendo que 2,54 milhões são relativos a crianças nascidas em 2022 e registradas até o primeiro trimestre de 2023, em conformidade com a legislação, enquanto outros 78,7 mil registros foram de nascimentos que ocorreram em anos anteriores ou com ano de nascimento ignorado.

Todas as regiões apresentaram queda nos registros de nascimentos ocorridos em 2022. Porém, o percentual foi superior à média nacional no Nordeste (-6,7%) e no Norte (-3,8%). Sudeste (-2,6%), Centro-Oeste (-1,6%) e Sul (-0,7%) completam a lista. Dentre os estados, a Paraíba apresentou a maior queda (-9,9%), seguida pelo Maranhão (-8,5%), Sergipe (-7,8%) e Rio Grande do Norte (-7,3%). Santa Catarina (2,0%) e Mato Grosso (1,8%) foram os únicos estados que apresentaram aumento de registros de nascimentos.

MESES COM MAIS E MENOS NASCIMENTOS

Março foi o mês com mais nascimentos, com 233,17 mil, seguido por maio (230,79 mil), enquanto outubro teve o menor número, 189 mil. “Esse comportamento confirma a tendência de anos anteriores de um maior volume de nascimentos ocorridos no primeiro semestre do ano, especialmente no mês de março”, afirma a pesquisadora.

Na análise dos registros de nascimentos ocorridos em 2022, de acordo com a idade das mães, a pesquisa confirma a tendência de mulheres tendo filhos mais tarde, embora a predominância ainda seja na faixa de 20 a 29 anos (49,2%). Entretanto, em 2010, esse percentual era de 53,1%. A tendência de queda na faixa de menos de 20 anos também se manteve: o percentual, que era de 18,5% em 2010, foi para 13,2% em 2021 e caiu para 12,1% em 2022.

IBGE divulga dados prévios do Censo 2022 em Ilhéus || Foto José Nazal
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Dados prévios do Censo Demográfico 2022 indicam que o número de domicílios em Ilhéus saltou de 71.404 em 2010 para 96.016 no último ano. No entanto, segundo a contagem provisória, a população do município caiu de 184.236 para 173.039 no mesmo período. O balanço foi divulgado pelo coordenador local do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ledson Freire Santos, durante reunião online, nesta terça-feira (27), com a participação do PIMENTA.

São relevantes, segundo o coordenador, os dados sobre os imóveis vazios (15.118) ou usados apenas ocasionalmente (14.180), que somam 29.298 em Ilhéus. Isso pode ajudar a entender o descompasso entre o aumento de domicílios e a diminuição de habitantes.

O número final de habitantes vai aumentar em relação aos 173.039 recenseados em campo, conforme Ledson, mas não o suficiente para se aproximar da população de 2010 (184.236). Ele explicou que não tem acesso à metodologia usada pelo IBGE para complementar o recenseamento, mas antecipou que será levado em consideração o número de imóveis sabidamente ocupados onde, por razões diversas, os recenseadores não conseguiram fazer entrevista. Há, em Ilhéus, 2.147 domicílios nessa situação. “Como especulação, é improvável que a gente não tenha aí, no mínimo, mais 4 mil, 4,5 mil habitantes [além dos 173.039 recenseados]”, disse.

MARÃO ATRIBUI DIFICULDADES AO BAIXO ORÇAMENTO DO CENSO

Durante a reunião, o ex-vice-prefeito José Nazal (Rede) afirmou que a Prefeitura de Ilhéus ajudou no trabalho dos recenseadores, mas, segundo ele, poderia ter feito mais para reduzir o número de imóveis habitados sem entrevista. O prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), saiu em defesa de seu Governo e lembrou que o Censo 2022 foi muito dificultado pelo baixo orçamento destinado ao trabalho pelo Governo Federal, na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que não teve o nome citado pelo mandatário.

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A produção industrial da Bahia registrou, em abril, aumento de 22,0% em relação ao mês anterior. Foi o maior resultado do País. A indústria baiana (na série ajustada sazonalmente) teve alta com taxa de 3,0% frente ao mês imediatamente anterior, terceira taxa positiva consecutiva, após ter avançado 2,0% e 0,2% em fevereiro e março.

No período acumulado de janeiro a abril de 2022, o setor industrial acumulou taxa positiva de 5,2% e no indicador acumulado dos últimos 12 meses, houve declínio de 6,9%, em relação ao mesmo período do ano anterior. As informações divulgadas nesta quinta-feira (9) fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para Armando Castro, diretor de Estatísticas da SEI, o resultado da indústria baiana em abril consolida o momento econômico do estado descolado do Brasil. “O PIB do primeiro trimestre cresceu acima do nacional, e nossa indústria cresce 22% enquanto a indústria do país declina 0,5% em abril”. Castro destaca que o otimismo em nossa economia fica ainda maior com a perspectiva de chegada de montadora de carros elétricos.

O SETOR DE DERIVADOS DE PETRÓLEO

Na comparação de abril de 2022 com igual mês do ano anterior, a indústria baiana apresentou aumento de 22,0%, com seis das 12 atividades pesquisadas assinalando avanço da produção. O setor de derivados de petróleo (161,1%) exerceu a principal influência positiva no período, explicada especialmente pela maior fabricação de óleo combustível, óleo diesel e naftas para petroquímica.

Outros resultados positivos no indicador foram observados nos segmentos de couro, artigos para viagem e calçados (14,0%), bebidas (16,0%), celulose, papel e produtos de papel (1,7%), minerais não metálicos (3,9%) e produtos químicos (0,6%). A indústria extrativa (-0,1%) registrou estabilidade no período.

Já o segmento de metalurgia (-41,2%) registrou a maior contribuição negativa, devido à queda na produção de barras, perfis e vergalhões de cobre, de ligas de cobre e ferrocromo. Outros segmentos que registraram decréscimo foram: Produtos alimentícios (-10,2%), produtos de borracha e de material plástico (-5,8%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,5%) e veículos (-1,2%).

“Esse crescimento também é reflexo da política de atração de investimentos do Governo do Estado, que capta indústrias de setores chaves da economia. No primeiro quadrimestre, tivemos investimento privado no valor de R$ 1,6 bilhão somente das empresas incentivadas, que se implantaram no estado”, declara o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Nunes.

NO ACUMULADO
No acumulado de janeiro a abril de 2022, comparado com o mesmo período do ano anterior, a produção industrial baiana registrou aumento de 5,2%. Cinco dos 12 segmentos da Indústria geral contribuíram para o resultado, com destaque para Derivados de petróleo (38,3%), influenciado, em grande medida, pela maior fabricação de óleo diesel, óleo combustível e gasolina.

Houve ainda os crescimentos em equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (73,3%), minerais não metálicos (2,6%), produtos químicos (0,3%)e Couro, artigos para viagem e calçados (0,8%). Por outro lado, o segmento de metalurgia (-43,5%) contribuiu negativamente para o desempenho da indústria no período, impulsionado pela menor fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre, de ligas de cobre e ferrocromo.

A queda no ritmo da produção industrial nacional, com taxa de -0,5%, na comparação entre abril de 2022 com o mesmo mês do ano anterior, foi acompanhada por sete dos 14 estados pesquisados, com destaque para as reduções mais acentuadas, assinaladas por Espírito Santo (-7,3%), Paraná (-6,6%) e Santa Catarina (-5,6%). Por outro lado, Bahia (22,0%), Mato Grosso (15,7%) e Rio de Janeiro (14,4%) registraram as maiores taxas positivas nesse mês.

Comércio varejista baiano registra crescimento pelo quarto mês consecutivo|| Foto Mateus Pereira
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As vendas no comércio varejista baiano registraram crescimento pelo quarto mês consecutivo. Julho de 2021 teve um aumento de 6,6% em relação a igual mês do ano passado. No cenário nacional, a expansão nos negócios foi de 5,7%, na mesma base de comparação. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Seis dos oito segmentos que compõem o indicador do volume de vendas registraram comportamento positivo em julho, quando comparados aos de julho de 2020. O crescimento nas vendas foi verificado nos segmentos de tecidos, vestuário e calçados (114,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (50,6%).

Outros setores da economia baianos que tiveram resultados positivos foram do segmentos de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação(33,1%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (11,6%), livros, jornais, revistas e papelaria(9,7%), e combustíveis e lubrificantes(9,3%).

Vendas no varejo brasileiro crescem em abril||Foto Helena Pontes
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As vendas no comércio varejista subiram 1,8% na passagem de março para abril, após queda de 1,1% em março. Com isso, o varejo ficou 0,9% acima do patamar pré-pandemia. O setor acumula crescimento de 4,5% no ano e de 3,6% nos últimos 12 meses. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado positivo atingiu sete das oito atividades investigadas pela pesquisa. A maior alta foi a de Móveis e eletrodomésticos (24,8%). Outras variações positivas vieram dos setores de Tecidos, vestuário e calçados (13,8%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (10,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,7%), Livros, jornais, revistas e papelaria (3,8%), Combustíveis e lubrificantes (3,4%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,9%).

Já o setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,7%) foi o único a ter retração frente ao mês anterior. Essa queda fez com que o índice geral não fosse maior em abril, uma vez que o setor representa quase metade (49,2%) do volume de vendas pesquisado.

“O consumo das famílias se modificou em termos de estrutura no começo da pandemia. O que tem acontecido é que, em alguns setores, o consumo tem se concentrado em momentos específicos do ano. Antigamente, esses momentos eram muito marcados, como a Black Friday e o Natal, agora o cenário mudou”, analisa o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

COMPRAS MAIS DIGITAIS

De acordo com o pesquisador, essas semanas de promoções, já habituais no calendário do comércio, vêm perdendo força. “São fenômenos que acabam acontecendo porque as compras estão mais digitais e permitem que determinados setores possam ter promoções fora desses momentos e provocar uma determinada onda de vendas em períodos distintos de tempos”. Para ele, isso faz com que parte das famílias deixe de consumir produtos de um determinado setor para fazê-lo em promoções pontuais.

Cristiano explica que houve muitas inversões entre as atividades no mês de abril. “Algumas atividades que estavam indo bem começaram a cair e outras que estavam caindo começaram a crescer. Abril foi um momento em que as grandes lojas de móveis e eletrodomésticos acabaram focando na receita de consumo das famílias”, diz.

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades veículos, motos, partes e peças (20,3%) e de material de construção (10,4%), o aumento no volume de vendas foi de 3,8%. Ambas as atividades haviam recuado no mês anterior.

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Produção de frangos é recorde na Bahia|| Jonas Oliveira/ ANPr
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No primeiro trimestre deste ano, a produção de ovos de galinha e o abate de frangos atingiram números históricos na Bahia. É o que mostram os dados fornecidos pela Pesquisa Trimestral da Pecuária,  divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (8).

A pesquisa levantou informações, de janeiro a março deste ano, sobre a produção, quantidade de animais abatidos e o peso total das carcaças, por espécie pesquisada, tendo como unidade de coleta o estabelecimento que efetua o abate ou comercializa o produto do animal (como é o caso do ovo), sob fiscalização sanitária federal, estadual ou municipal.

A série histórica da produção de ovos de galinha no Brasil, pela pesquisa IBGE, foi iniciada em 1987. E os números da Bahia para o primeiro trimestre de 2021 superaram todas as marcas já atingidas. Entre janeiro e março de 2021, foram produzidas 18 milhões de dúzias de ovos na Bahia.

Houve expressivos aumentos na comparação com períodos anteriores: de 10,5% frente ao recorde anterior, do quarto trimestre de 2020 (16,3 milhões de dúzias) e de 42% em relação ao primeiro trimestre do ano passado (12,7 milhões de dúzias).

NACIONAL 

O aumento na produção de ovos de galinha não foi assim tão expressivo no país como um todo, em comparação com o visível crescimento observado na Bahia. No Brasil, a produção foi de 978,2 milhões de dúzias no primeiro trimestre de 2021, representando aumento de 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram produzidas no país 974,9 milhões de dúzias.

Mas os números nacionais, no primeiro trimestre de 2021, foram 1,3% menores do que os alcançados no trimestre imediatamente anterior (o quarto semestre de 2020), quando se atingiu a marca das 991,4 milhões de dúzias.

CARNE DE FRANGO

Os dados apresentados pela Pesquisa Trimestral da Pecuária também são favoráveis à economia da Bahia no tangente ao abate de frangos. Mostram que, no primeiro trimestre de 2021, o setor atingiu sua maior marca na série histórica, iniciada em 1997.

Foram cerca de 33,2 milhões de animais, representando aumento de 1,1% no comparativo ao período anterior, o quarto trimestre de 2020, que, aliás, já era o detentor do melhor número da série histórica, com 32,8 milhões de abates. Comparando-se o primeiro trimestre de 2020 com o de 2021, o aumento foi da ordem dos 4,3%.

No cenário nacional, o abate de frangos também vem em um crescente. Os dados da pesquisa apresentam o abate de 1,5 bilhão de cabeças de frango em todo o Brasil: aumento de 0,7% em relação ao trimestre anterior e de 3,3% na comparação aos três primeiros meses de 2020.