Marcelo Veras profere palestra em Ilhéus || Foto FPSB/Divulgação
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Do PIMENTA

O crescimento do número de suicídios entre pessoas de 10 a 19 anos acompanha a popularização dos smartphones. A coincidência histórica foi apontada pelo psiquiatra e psicanalista Marcelo Veras durante a conferência “Saúde mental na era da IA: o que a psicanálise tem a dizer”, na quinta-feira (23), no Teatro Municipal de Ilhéus.

Veras chamou atenção para uma mudança no perfil das mortes por suicídio. “Nunca antes ocorreu de a faixa de 10 a 19 anos se matar tanto quanto agora”, afirmou. Em seguida, lançou a pergunta que orientou parte da palestra: “Por que os jovens de 10 a 19 anos estão se matando tanto?”

O psicanalista observou que o aumento coincide com o período em que o smartphone passou a integrar de forma permanente a vida dos adolescentes. “Coincide a escalada do suicídio de jovens de 10 a 19 anos com o quê? Com o smartphone. Com a época em que todos os jovens têm na mão quase um novo órgão de gozo”, disse.

Dados oficiais confirmam a dimensão do problema, embora não permitam atribuir as mortes a uma única causa. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil contabilizou 1.075 suicídios entre pessoas de 15 a 19 anos em 2021. Naquele ano, as lesões autoprovocadas foram a terceira principal causa de morte nessa faixa etária. Entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, houve 224 mortes.

A relação entre redes sociais e saúde mental também é tratada com cautela pela literatura científica. Pesquisas apontam associações entre o uso problemático das plataformas e fatores como depressão, ansiedade, isolamento, perda de sono, exposição ao bullying e comportamentos suicidas. Os estudos não autorizam, no entanto, a conclusão de que o smartphone, isoladamente, provoque suicídios. O fenômeno envolve condições individuais, familiares, sociais e econômicas.

O TEMPO NECESSÁRIO PARA COMPREENDER

Marcelo Veras recorreu ao pensamento do famoso psicanalista francês Jacques Lacan para explicar como a velocidade do ambiente digital pode afetar a elaboração das experiências. Lacan divide o chamado tempo lógico em três movimentos: “instante de ver, tempo para compreender e momento de concluir”.

O instante de ver corresponde ao primeiro contato com uma situação. O momento de concluir leva o indivíduo a decidir como agir. Entre os dois está o tempo para compreender. É nesse intervalo que a pessoa reflete, confronta impressões, recupera outras informações e considera a presença e a perspectiva do outro.

“É ali que a gente pensa”, resumiu Veras. “O instante de ver você não pensa. Você vê e aí você pensa. E aí vai concluir.” Para o psicanalista, o instante de ver e o momento de concluir pertencem ao sujeito. O tempo de compreender depende da relação com o outro e da possibilidade de construir sentidos.

As redes sociais comprimem justamente esse intervalo, segundo o palestrante. O usuário vê uma imagem, reage e passa imediatamente para outra. “O que acontece quando o tempo de experiência, de dialogar e de conversar com o outro é reduzido a 20 segundos? É o outro que é esvaziado. Significa que nós vemos e concluímos muito rapidamente”, explicou.

Na interpretação apresentada por Veras, essa passagem acelerada da percepção para a conclusão ajuda a entender tanto a propagação de notícias falsas quanto determinadas respostas impulsivas ao sofrimento. O problema não estaria apenas no conteúdo exibido pelas telas, mas também no ritmo imposto ao pensamento.

O psicanalista citou o acolhimento de pessoas com pensamentos suicidas para mostrar a importância de ampliar esse intervalo. Em vez de oferecer uma ajuda vaga, aconselhou que familiares e amigos criem compromissos concretos: marcar uma ligação, combinar um novo encontro e manter contato. “O que você faz quando faz isso? Você dilata os 20 segundos. Então você tira a pessoa do instante de ver para o momento de concluir”, afirmou.

A VIDA COMO UMA PLAYLIST

Outro conceito apresentado na palestra foi o de “vida como uma playlist”. Veras usou a expressão para explicar o funcionamento dos algoritmos, que identificam preferências e passam a oferecer conteúdos semelhantes de forma contínua. “Se você gostou desta série, provavelmente vai gostar daquela. Se gostou desta música, provavelmente vai gostar daquela”, exemplificou.

Na avaliação dele, essa personalização não busca apenas facilitar a experiência do usuário. Seu objetivo central é prolongar o consumo e aumentar a dependência das plataformas. “A rede é tudo menos social, porque é feita para nos nichar, nos enquadrar naquilo que nós mesmos buscamos. É uma rede narcísica”, declarou.

O mecanismo forma bolhas com pouca disposição para o diálogo. Ao receber repetidamente aquilo que confirma seus gostos, medos ou rejeições, o usuário encontra menos espaço para a diferença. Os algoritmos também exploram conteúdos capazes de provocar indignação e horror, emoções que estimulam reações imediatas e compartilhamentos.

Veras ainda relacionou a oferta permanente de conteúdos à dificuldade de esperar. Filmes, séries, músicas, compras e respostas estão disponíveis sob demanda. “Essa geração mais nova, que tem tudo on demand, não suporta esperar, não suporta a frustração”, afirmou.

Apesar das críticas, Marcelo Veras afastou uma visão de rejeição absoluta à tecnologia. Para ele, a inteligência artificial pode contribuir com a saúde mental desde que fortaleça a escuta e os vínculos, em vez de substituir as relações humanas. “A gente pode usar a inteligência artificial para coisas maravilhosas. Mas, na saúde mental, ela tem que ser usada para nos aproximar do humano.”

Felipe de Paula integra pesquisa sobre o uso de IA no ensino superior || Foto Divulgação
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O professor Felipe de Paula, do Centro de Formação em Políticas Públicas e Tecnologias Sociais da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), tornou-se um dos participantes do projeto Global Student Perspectives on Learning with Generative Artificial Intelligence in Higher Education: A Cross-Cultural Study. A rede internacional de pesquisa investiga os impactos da Inteligência Artificial generativa no ensino superior.

O projeto é coordenado por Danilo Rodrigues Pereira, professor colaborador da Faculdade de Tecnologia (FT) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e bolsista do Naveen Jindal Young Global Research Fellowship da O.P. Jindal Global University– Índia.

A pesquisa nasce da constatação de que a adoção da IA generativa nas universidades ocorre de forma acelerada em todo o mundo, mas ainda há pouca produção de dados comparativos entre diferentes contextos culturais e institucionais. Segundo o professor Danilo, os estudos existentes se concentram, em geral, em realidades lоcais.

“Na literatura, há muitas pesquisas sobre o tema, mas normalmente comparando dados do ponto de vista dos estudantes sobre IA Generativa de uma única universidade ou de um único país. Ao dialogar com pesquisadores de diferentes países, percebi que as percepções, preocupações e estratégias institucionais variam significativamente. Isso revelou a necessidade de um estudo sistemático e internacional, capaz de mapear diferenças e semelhanças e produzir evidências mais robustas”, afirma.

TRANSFORMAÇÕES PROFUNDAS

O avanço da IA generativa tem provocado transformações profundas nos modos de estudar, pesquisar, escrever e produzir conhecimento, além de reacender debates sobre avaliação, autonomia, ética e autoria acadêmica. Para o professor Felipe de Paula, esse cenário exige uma abordagem científica qualificada.

“A ideia de autoria, de competência e de responsabilidade sobre a produção intelectual precisa ser repensada. Precisamos estudar e discutir de forma aprofundada os rumos que essa tecnologia está impondo à educação, superando o senso comum e as percepções pontuais, a partir de uma análise científica consistente”, destaca.

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Descubra as tendências emergentes nas plataformas de jogos de azar online, incluindo a integração com blockchain para maior transparência, segurança e pagamentos descentralizados. 

Os jogos de azar online como fortune rabbit 777 estão passando por uma revolução, graças à rápida adoção de tecnologias de ponta. Um dos desenvolvimentos mais transformadores neste setor é a integração da tecnologia blockchain, que reformulou a maneira como os jogadores interagem com cassinos e plataformas de apostas online. À medida que os jogos de azar online continuam a se expandir globalmente, novas tendências estão surgindo, impulsionadas pelos avanços na inteligência artificial (IA), finanças descentralizadas (DeFi) e adoção de criptomoedas. Essas tendências não dizem respeito apenas à melhoria da experiência do usuário, mas também ao aumento da transparência, segurança e equidade — preocupações fundamentais tanto para operadores quanto para jogadores.

O impacto do blockchain nos jogos de azar online vai além das transações com criptomoedas. Ele introduz conceitos como jogos comprovadamente justos, contratos inteligentes e cassinos descentralizados, que redefinem as regras da indústria. Além disso, os reguladores estão prestando mais atenção ao setor, levando ao desenvolvimento de estruturas mais organizadas para licenciamento e conformidade. Este artigo explora as principais tendências que moldam os jogos de azar online e a integração com blockchain, esclarecendo como a indústria está evoluindo e o que o futuro reserva para jogadores e operadores.

A ASCENSÃO DOS CASSINOS COM CRIPTOMOEDAS

Uma das tendências mais significativas nos jogos de azar online é o crescimento dos cassinos baseados em criptomoedas. Diferentemente das plataformas tradicionais que dependem de moedas fiduciárias, esses cassinos operam com moedas digitais como Bitcoin, Ethereum e stablecoins, como USDT. O apelo dos cassinos cripto reside em sua privacidade aprimorada, taxas de transação reduzidas e pagamentos mais rápidos. Os jogadores não precisam mais lidar com transações bancárias lentas ou processos rigorosos de verificação, pois as carteiras cripto permitem depósitos e saques simplificados.

Além disso, os cassinos de criptomoedas oferecem uma camada extra de segurança. As plataformas tradicionais de jogos de azar são frequentemente alvo de hackers que buscam roubar informações sensíveis dos usuários, mas os cassinos baseados em blockchain mitigam esses riscos por meio de transações descentralizadas e criptografadas. Os jogadores podem apostar anonimamente sem expor seus dados pessoais, o que adiciona um incentivo extra para aqueles preocupados com a privacidade. Essa tendência deve continuar crescendo à medida que mais pessoas adotam criptomoedas, particularmente em regiões onde os sistemas bancários tradicionais representam desafios para a participação nos jogos de azar online.

CONTRATOS INTELIGENTES E JOGOS COMPROVADAMENTE JUSTOS

A integração de contratos inteligentes em plataformas de jogos de azar online é outra mudança radical. Os contratos inteligentes, impulsionados pela tecnologia blockchain, possibilitam transações automatizadas e transparentes sem a necessidade de intermediários. Nos cassinos online tradicionais, os jogadores precisam confiar no operador para processar os pagamentos de forma justa, o que às vezes leva a disputas ou até mesmo a atividades fraudulentas. Os contratos inteligentes eliminam essa questão, garantindo que apostas, ganhos e pagamentos sejam executados automaticamente com base em condições pré-determinadas.

Um conceito estreitamente relacionado é o dos jogos comprovadamente justos, que garantem que o resultado de um jogo seja verificável e não possa ser manipulado nem pelo cassino nem pelo jogador. Utilizando algoritmos criptográficos, os jogadores podem verificar a equidade de cada aposta e confirmar que não houve interferência externa. Esse é um grande avanço na abordagem de preocupações sobre jogos manipulados e práticas desleais, tornando os cassinos baseados em blockchain significativamente mais confiáveis em comparação com seus equivalentes tradicionais.

PLATAFORMAS DE JOGOS DE AZAR DESCENTRALIZADAS

As plataformas de jogos de azar descentralizadas, também conhecidas como cassinos DeFi, estão emergindo como uma força disruptiva na indústria. Diferentemente dos cassinos online tradicionais, que são propriedade e operados por entidades centralizadas, as plataformas de jogos de azar DeFi funcionam em redes descentralizadas, eliminando a necessidade de intermediários. Essas plataformas utilizam protocolos baseados em blockchain para gerenciar apostas, pagamentos e mecânicas de jogo, garantindo um ambiente transparente e à prova de adulteração.

Um dos principais benefícios dos cassinos descentralizados é a possibilidade de apostas peer-to-peer (P2P), em que os usuários podem apostar uns contra os outros em vez de contra um operador centralizado. Esse modelo não apenas reduz a margem da casa, mas também promove uma experiência de jogo mais orientada para a comunidade. Além disso, as plataformas descentralizadas frequentemente operam utilizando tokens de governança, permitindo que os usuários participem no desenvolvimento e nas políticas da plataforma.

No entanto, os jogos de azar DeFi ainda estão em seus estágios iniciais, e desafios como escalabilidade e incertezas regulatórias precisam ser abordados. Apesar disso, o potencial dos cassinos descentralizados é imenso, e eles provavelmente se tornarão uma parte essencial do ecossistema dos jogos de azar online nos próximos anos.

NFTs NOS JOGOS DE AZAR ONLINE

A ascensão dos tokens não fungíveis (NFTs) também chegou aos jogos de azar online, criando novas oportunidades para experiências de jogo exclusivas. Os NFTs são ativos digitais armazenados no blockchain, e têm o potencial de revolucionar a maneira como os jogadores interagem com os cassinos online. Algumas plataformas de jogos começaram a integrar NFTs em seus ecossistemas, oferecendo recompensas exclusivas, ativos no jogo e até mesmo a posse tokenizada de cassinos virtuais.

Um caso de uso inovador dos NFTs nos jogos de azar é o conceito de cupons de apostas tokenizados, em que os jogadores podem negociar ou vender suas apostas em um mercado secundário antes da conclusão do evento. Isso abre novas possibilidades para apostas estratégicas e maior liquidez no setor de jogos. Além disso, programas de fidelidade baseados em NFTs permitem que os jogadores ganhem vantagens exclusivas, como acesso a torneios VIP ou colecionáveis raros, aumentando ainda mais o engajamento.

Embora ainda esteja em fase experimental, os NFTs têm o potencial de adicionar uma camada de gamificação aos jogos de azar online, atraindo públicos mais jovens e tecnologicamente experientes, já familiarizados com o espaço dos ativos digitais.

DESAFIOS REGULATÓRIOS E CONFORMIDADE NO JOGO COM BLOCKCHAIN

Apesar das vantagens do blockchain nos jogos de azar online, os desafios regulatórios permanecem um obstáculo significativo. A maioria dos países possui regulamentações rigorosas que regem os jogos de azar online, e a natureza descentralizada dos cassinos baseados em blockchain torna a conformidade complexa. Os governos ainda estão tentando descobrir como regular os jogos de azar com criptomoedas, levando a inconsistências nos marcos legais em diferentes jurisdições.

Uma das principais preocupações é a conformidade com as leis contra a lavagem de dinheiro (AML), já que as criptomoedas oferecem um nível de anonimato que preocupa os reguladores. Para lidar com isso, algumas plataformas de jogos de azar baseadas em blockchain estão implementando medidas de Conheça Seu Cliente (KYC) e AML, mantendo os benefícios das transações descentralizadas. Modelos híbridos, que combinam as vantagens do blockchain com a conformidade regulatória, estão ganhando força, oferecendo um equilíbrio entre privacidade e adesão às leis.

CONCLUSÃO

A integração do blockchain nas plataformas de jogos de azar online está revolucionando a indústria, trazendo mais segurança, transparência e eficiência para operadores e jogadores. O crescimento dos cassinos de criptomoedas, contratos inteligentes, plataformas descentralizadas e inovações baseadas em NFTs são apenas alguns exemplos de como a tecnologia está reformulando a experiência de jogo.

Embora os desafios regulatórios persistam, os avanços contínuos sugerem que os jogos de azar baseados em blockchain estão aqui para ficar. Com a adoção em crescimento, os jogadores podem esperar um ecossistema de jogos de azar online mais seguro, justo e envolvente. Com o potencial dos cassinos no metaverso e plataformas impulsionadas por IA, o futuro parece promissor para aqueles que adotarem a tecnologia blockchain nos jogos de azar.

Daniel Almeida Filho profere aula magna, hoje, na Uesc || Foto Divulgação
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O futuro da inteligência humana na era da inteligência artificial é o tema da aula inaugural do primeiro semestre letivo de 2025 da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), nesta segunda-feira (10), no auditório do Centro de Arte e Cultura Paulo Souto. A aula magna é proferida pelo secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Daniel Almeida Filho, em dois momentos. Hoje pela manhã e à noite, a partir das 19h. A atividade terá mediação do reitor da Uesc, Alessandro Fernandes.

Daniel Almeida Filho traz uma trajetória acadêmica e profissional de destaque. Baiano de Salvador, ele é formado em Engenharia Mecatrônica pela UniFTC e em Medicina pela Universidade Federal da Bahia. Além disso, possui mestrado e doutorado em Neurociências pelo Instituto do Cérebro da UFRN, com pós-doutorado pela Universidade da Califórnia (UCLA), tendo sido reconhecido como PEW Latin American Fellow em 2019.

O reitor da Uesc e o vice-reitor Maurício Moreau reforçam que não se trata apenas de aula magna, mas também a abertura de um espaço de reflexão sobre o impacto da inteligência artificial no futuro da humanidade. “A Uesc reafirma seu compromisso com a excelência acadêmica e a promoção de debates fundamentais para o avanço da ciência e da sociedade”.

O médico e professor será um dos palestrantes da jornada de cardiologia || Reprodução
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A tradicional jornada de Cardiologia do Sul da Bahia está com inscrições abertas. O maior evento da especialidade na região tem como público alvo médicos, estudantes de medicina e demais profissionais de saúde, como enfermeiros e técnicos. Na sua XX edição, a jornada acontecerá nos dias 18 e 19 de outubro, no Hotel Praia Sol, na Avenida Tancredo Neves, no bairro São Francisco, na zona sul de Ilhéus.

A taxa para estudante de Medicina é de R$ 140. A inscrição para médico custa R$ 190 e demais profissionais da área de saúde pagam R$ 160. Esses valores são para pagamento à vista. Mas há ainda opção de parcelamento em até 12 vezes,   sem o desconto. Neste caso, médicos pagam R$ 235,80 e estudantes desembolsam R$ 173,76. O investimento para os demais profissionais de saúde é de R$ 198,60. Acesse o link no final do texto para se inscrever.

De acordo com os organizadores da XX Jornada de Cardiologia do Sul da Bahia, a grade científica traz muitas novidades da área. Dentre outros temas serão discutidas como deve ser feita a abordagem na emergência, interpretação de ECG, protocolos de dor torácica, infarto com supra, síndrome coronária sem supra, taquiarritmias, fibrilação ventricular e taquicardia sem pulso.

Um curso pré-jornada será ministrado pelo médico e professor Gilson Feitosa Filho, membro Academia Baiana de Medicina, doutor em cardiologia pelo InCon/USP. Ele também é chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital Santa Izabel, em Salvador, e tem quase 150 publicações científicas, incluindo revistas internacionais, como Lancet Circulation, Journal of American Heart Associotiom e Lipids.

CASOS CLÍNICOS DESAFIADORES

A presidente da Sociedade Brasileira Cardiologia/Seção Sul da Bahia, a médica Neila Rocha Santos de Góes, destaca que a jornada visa a difusão do conhecimento científico e da medicina pautada na ética e responsabilidade de assegurar o melhor atendimento possível ao paciente. “Como sabemos, os problemas cardiovasculares são as principais causas de morte no Brasil e no mundo. Motivo por que não podemos ficar de fora dessa tão importante discussão”, ressalta.

Durante o evento serão discutidos casos clínicos desafiadores, divulgados descobertas e ensaios clínicos recentes. Além disso, será a oportunidade de refletir como as habilidades humanas aliadas à prática clínica são imprescindíveis para incorporar as novas tecnologias acerca da Inteligência Artificial (IA), conforme Neila Rocha. Com apoio do Sebrae, o evento é promovido pelo Instituto Sagrado Coração de Jesus e Sociedade Brasileira de Cardiologia/Seção Bahia.

Primeiro turno das eleições municipais ocorrerá no dia 6 de outubro
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Começa na sexta-feira (16) a propaganda eleitoral para as eleições deste ano. No dia 3 de outubro (3 dias antes do 1° turno) será o último dia para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão relativa ao primeiro turno. A consulta às regras sobre o que é permitido e proibido durante a campanha é regulamentada pela Resolução do TSE nº 23.610/2019.

No documento constam informações sobre a propaganda em geral, que é a forma mais tradicional, realizada nas ruas e que envolve uso da Inteligência Artificial (IA), alto-falantes, realização de comícios, distribuição de santinhos, entre outros atos de campanha.

Neste ano, ocorreram algumas alterações na legislação eleitoral. Na atualização destacam-se os tópicos sobre as novas diretrizes sobre o uso de plataformas digitais; mudanças na distribuição do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, visando maior equidade entre os candidatos.

Além disso, destaca-se ainda reforço nas penalidades para condutas ilícitas, como a divulgação de informações falsas e uso inadequado de recursos públicos; regulamentações mais rigorosas sobre o impulsionamento de conteúdos e a proibição de perfis falsos nas redes sociais; exigências de maior transparência nas doações de campanha e na prestação de contas.

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Ainda não compreendemos o potencial total da IA, mas já sabemos que o impacto em todos os setores é extremamente grande.

 

Andreyver Lima

Já não é novidade que as máquinas assumem uma variedade de papéis. Elas ajudam na agricultura, na produção de energia, no transporte e na comunicação. No entanto, a próxima fronteira da automação já está sendo usada para melhorar cada parte de nossas vidas agora.

Em 2023, a inteligência artificial (IA), se tornará ainda mais difundida, à medida que a cultura digital acelera. A inteligência artificial embutida em nossos dispositivos atuais, poderá substituir uma nova leva de profissionais humanos.

Mas essa não é a única maneira que essa tecnologia pode remodelar nossa relação com os computadores e a interação entre humanos, em um mundo cada vez mais digital.

MAS COMO ESSES EFEITOS PODEM SE MANIFESTAR NO MUNDO REAL?

A Inteligência Artificial se tornará a nova cultura digital, assim como um novo conjunto de ameaças. O surgimento de grandes dados criou uma oportunidade sem precedentes para a criatividade e inovação na era digital. Mas com a IA se tornando mais prevalecente, nossas responsabilidades também se tornaram mais complexas. Precisamos permanecer atentos com o uso desta ferramenta mais poderosa que a humanidade já criou, seja para a criatividade, o debate, a colaboração, mas também pelos potenciais riscos políticos por seu mau uso.

A ÚLTIMA FRONTEIRA DO DIGITAL

Da ascensão da cultura digital ao crescimento da realidade virtual, esta nova era está causando impacto em todos os setores. E com o aumento da inclusão digital em todo o mundo, os consumidores estão se tornando mais conscientes do uso da internet. Mas o que é exatamente a IA e como ela pode ser usada para o bem em nosso mundo atual?

Vivemos em uma era de inteligência e realidade virtual. Então devemos também estar conscientes deste impacto em nossa capacidade de compreender a tecnologia. Embora muitas tecnologias existam há muito tempo, há uma nova aceleração em seu uso que ameaça alterar o equilíbrio entre o digital e o tradicional.

Inteligência artificial é um termo amplo, que cobre uma variedade de diferentes tecnologias e soluções de software que visam tornar as pessoas mais cognitivas. Entretanto, a IA é agora usada em situações muito diferentes do que era há alguns anos atrás. Hoje, temos aplicativos de produção de imagens para redes sociais, mas também assistentes digitais usados para gerenciar grandes conjuntos de dados, como em programas de tráfego de veículos, numa busca constante de atualizar os algoritmos e melhorar a experiência do usuário.

O USO DA IA NA POLÍTICA BRASILEIRA

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, em sessão administrativa virtual, a criação da Assessoria de Inteligência Artificial em sua estrutura orgânica. A nova unidade, vinculada à Presidência, tem como principal objetivo desenvolver novas soluções em inteligência artificial, aplicadas à prestação jurisdicional da Corte.

A INTELIGÊNCIA NA INDÚSTRIA BRASILEIRA

As empresas estão acelerando o ritmo de seus investimentos nesta tecnologia, e há boas notícias à medida em que a demanda por uma tomada de decisão mais eficaz aumenta, em consequência, também cresce a concorrência.

O mercado brasileiro é o lar de algumas das mentes mais brilhantes do mundo, e é também o lar de uma indústria que tem crescido de forma constante nas últimas décadas. Muitas empresas melhoraram o atendimento ao cliente usando a mesma tecnologia.

O Brasil está entre as dez maiores economias da América Latina em termos de produção manufatureira. Possui uma das mais avançadas fábricas de metalurgia do mundo e o governo está alimentando uma nova era de robótica e pesquisa de inteligência artificial.

Com o 5G e a adoção da Internet das Coisas (IoT), além de grandes dados, acelerou o ritmo de mudanças para o setor tecnológico brasileiro. Há uma necessidade de transformar nossa indústria para o digital o mais rápido possível. Muito tem sido alcançado nos últimos anos, mas temos muito a fazer. Temos que aproveitar os benefícios da transformação digital.

OS PERIGOS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

No entanto, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. Devido ao seu uso crescente, a IA também é uma das principais ameaças na guerra moderna. Novos softwares e satélites sugerem que em breve veremos uma nova onda de uso da IA neste campo, o que pode levar a concepções errôneas num combate.

O que é real e ‘quem é quem’, no mundo virtual? Problemas como este começaram a aparecer. Em um estudo realizado no ano passado, foi possível observar que as IAs estão produzindo rostos humanos extremamente confiáveis, além da sua capacidade de editar fotos publicadas nas redes sociais, podendo deixar a pessoa em qualquer situação.

Por fim, ainda não compreendemos o potencial total da IA, mas já sabemos que o impacto em todos os setores é extremamente grande. Ao tempo em que extingue empregos, geram novas oportunidades e um novo mundo. Seja real ou virtual.

Andreyver Lima é jornalista com certificado de Comunicação na Era Digital (FGV) e do curso Política Cidadã: opinião pública, eleições, grupos de interesse e a mídia (Harvard).

TCE-BA abre vagas com salário de mais de R$ 10 mil
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O Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) anunciou, nesta segunda-feira (19), o uso de inteligência artificial (AI) para auditar convênios. De acordo com a instituição, o uso da IA se dará já no momento da celebração dos convênios, quando serão definidos de forma mais próxima e desde o início da execução das ações previstas para ocorrência das falhas.

Para a presidência do TCE-BA, a perspectiva é que essa nova sistemática de atuação do Tribunal aumente a percepção de controle e também o zelo dos gestores para a boa aplicação dos recursos públicos e na elaboração das prestações de contas.

– Por isso, vejo com muito entusiasmo o lançamento desse novo projeto para uso da inteligência artificial na auditoria dos convênios. Espero que essa iniciativa depois seja estendida para outras atividades de controle, para que possamos prestar serviços e oferecer retornos melhores e mais eficientes para a sociedade – afirma o presidente do TCE-BA, Marcus Presídio.

PADRÕES DE COMPORTAMENTO

O modelo preditivo, de forma simplificada, é uma lógica matemática que, aplicada a uma quantidade de dados, identifica padrões históricos de comportamento e oferece uma previsão sobre as perspectivas futuras. Foram utilizados os dados históricos sobre os órgãos e unidades que repassam recursos a título de convênios, sobre as entidades que recebem recursos estaduais e, principalmente, sobre o histórico de julgamento das contas nos órgãos colegiados e dos gestores a fim de se estabelecer a probabilidade de determinado convênio ter as contas desaprovadas por este Tribunal.

Para verificar o grau de assertividade desse novo modelo, foram realizados testes com os julgamentos realizados pelas câmaras do Tribunal, no período de fevereiro a julho de 2022. E o resultado é que o foram registrados 87% de acerto. Ou seja, quando o modelo disse que um determinado termo de convênio tinha probabilidade de ter as contas desaprovadas ele acertou quase nove em cada dez casos.

O objetivo é produzir um relatório, mensalmente, com aqueles convênios que o modelo preditivo indicou como tendo uma expectativa de provável desaprovação futura, para que os auditores possam acompanhar de forma tempestiva e contribuir para que a administração previna a ocorrência das falhas.

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A pandemia mudou a economia. Isso reflete diretamente nos diversos setores. Um novo cenário surge quando as empresas precisam se alinhar, cortar custos, ao mesmo tempo que precisam investir no digital do seu negócio, inovando outras empresas.

Andreyver Lima || andreyver@gmail.com

Ainda é cedo para entender os efeitos da pandemia na sociedade. Novas mídias e tecnologias, sempre tão importantes para a humanidade, iniciam uma nova era para a história da comunicação.

Por muito tempo, nos comunicamos exclusivamente por meio da fala ou da escrita e por volta de 1450, chega a Era da Imprensa, quando aprendemos a reproduzir textos de maneira massiva, moldando um mundo de palavras. O processo histórico, a partir daí, nos levou a um sistema econômico chamado de Capitalismo, o qual vivemos desde então.

Essa nova era comunicacional pós-Covid e as transformações trazidas com ela consolida a capacidade da internet como transformadora da política, economia e cidades à medida que mudamos a maneira como consumimos informação.

Os novos hábitos e comportamentos, como home office, pagar boletos no aplicativo, assistir lives, fazer lives, pedir delivery e matar a saudade por videoconferência nos fazem adaptar à digitalização de nossa rotina. E a inteligência artificial dos celulares bomba como nunca.

Além disso, mais médicos fazem consultas online como uma maneira de ver seus pacientes em situações não emergenciais. Os especialistas esperam que a telemedicina continue como uma tendência.

O teórico da comunicação McLuhan, bastante conhecido pelo termo “aldeia global”, muito antes da internet como conhecemos, já previa o que aconteceria nos anos futuros. Hoje em dia, o mundo realmente se tornou uma aldeia, quebrando fronteiras geográficas e sociais.

A pandemia mudou a economia. Isso reflete diretamente nos diversos setores. Um novo cenário surge quando as empresas precisam se alinhar, cortar custos, ao mesmo tempo que precisam investir no digital do seu negócio, inovando outras empresas. Num mapa econômico pró-China, sérias mudanças na estruturação de empresas acontecerão daqui para a frente, na velocidade de uma conexão 5g.

Andreyver Lima é comentarista político no Jornal Interativa News 93,7FM e editor do site sejailimitado.com.br