Pastor Geraldo Meireles conversa com jogadores do Itabuna || Foto Lucas Matos
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O Pastor Geraldo Meireles, da Igreja Batista Teosópolis de Itabuna (IBT), visitou o Itabuna Esporte Clube para incentivar os jogadores e a comissão técnica do Azulino antes do jogo contra o Bahia, marcado para esta quarta-feira (7), às 21h30min, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Com seis pontos em cinco rodadas do Campeonato Baiano 2024, o Dragão ocupa o oitavo lugar da tabela. Somar ponto diante do tricolor poderá ser decisivo para o clube na reta final da primeira fase.

No gramado do Itabunão, na tarde desta segunda-feira (5), o líder da IBT relembrou a vitória de Davi contra o gigante Golias, soldado filisteu que, segundo Israel, desafiava o Exército de Deus. A história bíblica é conhecida. No final, o gigante cai. Resta saber se o Itabuna terá força e desempenho para repetir façanha análoga diante de um Bahia com elenco reforçado por contratações de peso. Uma vitória fora de casa, nas condições atuais, daria mesmo um embalo místico ao Dragão, como um renascimento no Campeonato.

Jogadores ouvem preleção do Pastor (de óculos escuros) || Foto Lucas Matos

Para Geraldo, ao final da partida, o mais importante é que todos os jogadores das duas equipes estejam bem. “Pedimos a Deus que todos, atletas terminem a partida ilesos, vivos e são, mas os do Itabuna vitoriosos”, emendou. No final do encontro, o Pastor fez uma oração com jogadores, comissão técnica e diretoria.

Dionas Bruno comemora gol da vitória do Barça contra o Jacuipense || Imagem TVE
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O Barcelona bateu o Jacuipense por 1 a 0, neste domingo (4), em Ilhéus, e chegou a 10 pontos no Campeonato Baiano 2024. O Barça ocupa a segunda posição na tabela, atrás do Bahia, que tem os mesmos 10 pontos, mas lidera por causa do saldo de gols. O terceiro lugar é do Jequié, também com 10 pontos. O Vitória fecha o G4, com nove pontos, mas tem um jogo a menos que Barcelona e Jequié.

Dionas Bruno marcou o gol da vitória, aos 25 minutos do primeiro tempo. Após boa troca de passes do time da casa, ele recebeu a bola dentro da área, limpou dois marcadores e fez um golaço.

O Jacuipense apertou o adversário, criou boas oportunidades, mas não conseguiu o empate. No segundo tempo, os visitantes chegaram a acertar uma bola na trave. Com seis pontos, o Leão do Sisal é o sétimo colocado na tabela. Assista aos melhores momentos.

CLÁSSICO DO CACAU

O próximo compromisso do Barcelona será contra o Itabuna, no dia 14 de fevereiro, uma quarta-feira, às 19h15min, no Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus. No Clássico do Cacau, o mando de campo será do Azulino.

Antes do duelo sul-baiano, o Itabuna vai a Salvador para enfrentar o Bahia, nesta quarta-feira (7), às 21h30min. A tarefa é difícil, mas o Dragão do Sul precisa de bom resultado na Arena Fonte Nova para se aproximar do G4. Hoje, o Azulino tem apenas seis pontos e ocupa a oitava posição.

Técnico Mathaus Sodré anuncia saída do Itabuna || Foto Redes Sociais
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Mathaus Sodré não é mais o treinador do Itabuna. Ele revelou a decisão na noite desta segunda-feira (29), após a vitória do Dragão do Sul contra o Jacuipense por 3 a 1, pela quarta rodada do Baianão 2024 (veja os gols). “Anuncio hoje minha saída do Itabuna Esporte Clube, que me acolheu com respeito e consideração a toda história que meu pai construiu nesse time”, escreveu o técnico no comunicado.

O auxiliar técnico Gerson Sodré, pai de Mathaus, é ex-jogador de Itabuna e vai acompanhar o filho na volta ao Águia de Marabá, pelo qual conquistaram o Campeonato Paraense 2023. Mathaus deixa o Azulino após quatro jogos oficiais, todos pela Série A do Baiano, com uma vitória, dois empates e uma derrota.

O diretor de Futebol do Itabuna, Ricardo Xavier, falou ao PIMENTA sobre a saída do treinador. “No dia seguinte ao jogo que empatamos contra o Bahia de Feira, tivemos uma reunião, avaliamos o desempenho da equipe até aquele jogo e conversamos muito, diretoria e comissão [técnica]. Decidimos manter a comissão, mas deixamos a comissão bem à vontade para decidir o que seria melhor [para as duas partes]”, afirmou o dirigente, por telefone. O fim do vínculo não gera nenhum tipo de multa, esclareceu.

SUBSTITUTO

Ricardo Xavier: técnico interino será anunciado hoje || Foto Andreyver Lima

O Itabuna ainda não definiu o substituto de Mathaus. Segundo Ricardo Xavier, a diretoria pretende fazer o mais cedo possível, de preferência hoje, mas depende das condições do mercado.

Os nomes ventilados até o momento, como o do técnico Beto Oliveira, são especulações, acrescentou. “Até agora, não procede nenhum nome. Tudo o que está sendo colocado é especulação. […] Obviamente, isso não descarta a possibilidade de um dos nomes colocados ser escolhido. Mas, nesse momento, não há definição”.

O próximo compromisso do Itabuna no Baianão é contra a Juazeirense, fora de casa, nesta quinta-feira (1º), às 21h30min. A diretoria do Azulino se reúne hoje para definir quem vai comandar a equipe na partida, de forma interina.

Prefeitura anuncia liberação do Estádio Mário Pessoa
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Após a publicação de uma portaria interditando o Estádio Mário Pessoa, nesta terça-feira (23), em razão das fortes chuvas que atingiram a cidade, a Prefeitura de Ilhéus decidiu revogar a interdição e confirmou os jogos da terceira rodada do Campeonato Baiano de Futebol. Logo mais, às 20h15min, o Itabuna Esporte Clube enfrenta o Bahia de Feira. Amanhã (24), às 21h30min, o Barcelona recebe o Vitória em jogo que vale a liderança da competição.

De acordo com a Prefeitura, a liberação do Estádio foi decidida em conjunto com a Federação Bahiana de Futebol (FBF) e representantes dos clubes envolvidos diretamente nos confrontos, durante uma videoconferência.

“A decisão foi tomada após a garantia da segurança dos torcedores no estádio, levando em consideração as condições favoráveis do sistema de drenagem e as ações rápidas das autoridades locais”, diz a nota divulgada pela gestão municipal.

Gramado do Mário Pessoa em foto da manhã de hoje (23)
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A Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer de Ilhéus publicou a Portaria 001/2024, nesta terça-feira (23), determinando a interdição do Estádio Mário Pessoa devido à forte chuva que atingiu a cidade hoje. A decisão, segundo o secretário Luiz Carlos dos Santos, considera, também, o alagamento nos arredores do Estádio e o risco de acidentes. O ato administrativo prevê a possibilidade de a interdição ser prorrogada, caso as chuvas se estendam.

A decisão força o adiamento dos jogos da terceira rodada do Campeonato Baiano de Futebol em Ilhéus. Hoje, às 20h15min, o Mário Pessoa receberia o confronto entre Itabuna e Bahia de Feira. Já amanhã (24), às 21h30min, o Barcelona enfrentaria o Vitória. Até o momento, a Federação Bahiana de Futebol (FBF) e os clubes afetados não se manifestaram sobre a interdição do Estádio.

Confira, abaixo, a íntegra da Portaria publicada no Diário Oficial do Município.

 

Estádio Mário Pessoa recebe Itabuna x Bahia de Feira e Barcelona x Vitória
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A Federação Bahiana de Futebol (FBF) informa que, por enquanto, não há alteração na tabela da terceira rodada do Campeonato Baiano 2024, e os jogos no Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus, estão mantidos. Hoje (23), às 20h15min, o Estádio recebe Itabuna x Bahia de Feira e, amanhã (24), às 21h30min, Barcelona x Vitória.

Ouvida pelo PIMENTA, a assessoria informa que eventual mudança no calendário, em razão das chuvas que atingiram Ilhéus nesta terça-feira (23), será divulgada nos seus canais oficiais. Dirigente do Itabuna, Ricardo Xavier também informou ao site que, até o momento, não há qualquer sinalização de cancelamento da partida de logo mais.

O temporal alagou ruas e avenidas de Ilhéus (confira imagens). Casas foram invadidas pela água em bairros como Nelson Costa e Hernani Sá. O Alto do Amparo registrou novo deslizamento de terra na encosta onde a Prefeitura tenta construir uma contenção. O gramado do Mário Pessoa também sofreu, mas tem bom sistema de drenagem e deve oferecer condições de jogo hoje à noite, segundo informação do Itabuna Esporte Clube ao PIMENTA (veja aqui). Atualizado às 14h28min.

Temporal encharca gramado do estádio de Ilhéus
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O temporal que atingiu Ilhéus nesta terça-feira (23) encharcou o gramado do Estádio Mário Pessoa. Logo mais, às 20h15min, o campo vai receber o confronto Itabuna x Bahia de Feira, válido pela terceira rodada do Campeonato Baiano de Futebol 2024. Ouvido pelo PIMENTA, o diretor de Comunicação do Azulino, Ederivaldo Benedito (Bené), informou que, apesar da forte chuva, o gramado do Mário Pessoa tem excelente sistema de drenagem e deverá oferecer condições de jogo à noite.

Bené esclareceu que os clubes não têm poder de decisão sobre a manutenção do jogo ou seu eventual adiamento. Segundo ele, decidir sobre as condições da partida é prerrogativa da Federação Bahiana de Futebol (FBF), responsável pelo Campeonato, e das autoridades públicas de Ilhéus, que mantêm o Estádio.

O PIMENTA também manteve contato com o secretário de Juventude, Esporte e Lazer de Ilhéus, Luiz Carlos (Escuta), nesta manhã. Ao site, ele afirmou que vai ouvir outras instâncias da gestão municipal para se manifestar sobre a partida de hoje (23).

DIRETORIA MOBILIZA TORCIDA

A diretoria do Itabuna Esporte Clube aposta em bom público no jogo desta noite, quando a equipe buscará a primeira vitória no Campeonato, após derrota na estreia e empate na segunda rodada. Com valor único de R$ 20, os ingressos para o duelo com o Bahia de Feira estão à venda na sede do clube, no bairro Conceição, em Itabuna, e na bilheteria do Estádio Mário Pessoa.

Betinho fala sobre início do trabalho no Barcelona de Ilhéus || Foto Rede Sociais
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O técnico Gilberto Nascimento, Betinho, gostou do que viu no primeiro jogo-treino do Barcelona de Ilhéus sob o seu comando, nesta quinta-feira (14), contra a Seleção de Camacan, no Estádio Elias Ribeiro, casa do adversário. O Barça venceu por 2 a 1, mas o resultado pouco importa, afirma o treinador, já de olho na próxima partida da equipe. A Onça volta a campo neste domingo (17), às 15h, no Estádio Lourão, em Itapitanga, em amisto contra o Itabuna Esporte Clube.

“Será um jogo mais pesado”, prevê Betinho. Vamos acompanhar o comportamento do time. Mas, nesse primeiro teste, gostei da movimentação da nossa equipe, da busca por tentar fazer aquilo que trabalhamos em poucos dias de movimento”, acrescenta.

O jogo-treino contra a Seleção de Camacan foi dividido em três tempos de 30 minutos. Betinho diz estar satisfeito com as primeiras impressões do elenco do Barça. “Gostei bastante. Embora o adversário fosse um time amador, era uma seleção de um campeonato intermunicipal forte na região”.

ITABUNA TREINA NO LOCAL DA PARTIDA

O Itabuna antecipou a chegada em Itapitanga e está na cidade desde terça-feira (12). O clube aproveitou a estadia para intensificar os treinos, inclusive no local do amistoso contra o Barça.

Barcelona e Itabuna vão disputar a Série A do Campeonato Baiano 2024. As duas equipes mandarão seus jogos no Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus. O Azulino estreia no domingo de 14 de janeiro, às 18h30min, contra o Atlético de Alagoinhas, no Mário Pessoa. O Barça também faz sua primeira partida em casa, diante do Juazeirense, no dia 17 de janeiro (quarta-feira), às 17h.

Estádio Mário Pessoa será a casa do Itabuna e do Barcelona no Baianão || Foto PMI
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A Federação Bahiana de Futebol (FBF) divulgou, nesta quarta (29, a tabela básica do Campeonato Baiano de Futebol 2024. Na abertura, o Bahia de Feira recebe o Jacobina, no dia 14 de janeiro, um domingo, às 16h. O Itabuna estreia logo depois, às 18h30min, contra o Atlético de Alagoinhas, no Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus. O Barcelona de Ilhéus também faz sua primeira partida em casa, diante do Juazeirense, no dia 17 de janeiro (quarta-feira), às 17h.

A primeira fase do Campeonato reúne dez times em um só grupo. Todos se enfrentam em rodadas só de ida, e os quatro primeiros avançam às semifinais, disputadas em jogos de ida e volta, como a final.

O campeão, o vice-campeão e o terceiro colocado carimbam o acesso à Copa do Brasil de 2025. O vencedor também garante a primeira vaga baiana na Copa do Nordeste. A segunda será do melhor posicionado no Ranking Nacional de Clubes da CBF. O vice do Baianão disputa a Pré-Copa Nordeste, etapa anterior à fase de grupos da Lampions League.

SEGUNDA RODADA

Jacobina e Itabuna duelam na abertura da segunda rodada, em 18 de janeiro (quinta-feira), às 19h15min, no Estádio Municipal José Rocha, em Jacobina. Já o Barcelona encara o Jequié fora de casa, num sábado (20/01/2024), às 18h30min.

Goleiro Plínio de Assis foi dos grandes nomes do futebol itabunense || Acervo Walmir Rosário
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Reza a lenda que Pelé correu pra área, suspendeu Betinho puxando pela camisa e teria dito: “Levanta goleirão, vou lhe levar pro Santos!”.

 

 

 

 

 

 

Walmir Rosário

Recentemente recebi do colega radialista e advogado Geraldo Santos Borges, uma mensagem por WhatsApp me incentivando a mostrar os bons goleiros que passaram por Itabuna, desde os amadores até os profissionais. E mais, o Jurista, como nos tratamos, ainda catalogou bons nomes e informações dos que fizeram a alegria dos itabunenses, em seus clubes ou na brilhante Seleção de Itabuna amadora.

E como não poderia deixar de ser, Carlito, colega nosso de Ceplac, encabeça a lista. Em 4 de abril de 1957, titular da Seleção de Itabuna no Torneio Antônio Balbino, foi um dos responsáveis diretos pela conquista do título. À época, na disputa por pênaltis, que eram batidos por um só jogador. E nessa final foram cobradas três séries de cinco penalidades, cada. Pela Seleção de Itabuna Santinho marca todos os 15 e Carlito defende um. Classificada para a final contra Alagoinhas, Itabuna vence por 2X0 e é Campeã.

Esse mesmo selecionado, no segundo semestre, se sagra vencedor do Campeonato Intermunicipal Baiano de Amadores, desta vez com o goleiro Asclepíades (se revezava com Carlito). E Geraldo Borges ressalta que além de defender, Asclepíades era um excelente batedor de pênaltis, o que fazia com frequência no Flamengo, time em que jogava. E ele era o terror dos atacantes nas cobranças de escanteio contra o time que defendia, pois saia do gol pra socar a bola ou algum atacante que se descuidasse na tentativa de cabecear para o gol.

Outro merecedor de destaque é Plinio Assis, também do Flamengo. Tranquilo, frio, extraordinário. Diziam que o time era Plinio e mais dez. Na seleção de Itabuna, em um jogo na desportiva contra a seleção de São Felix, a bola já havia passado e ele a tirou com o calcanhar. Fatalmente entraria. Após o jogo, o narrador Geraldo chama de lance de pura sorte. Plínio ficou possesso e ressaltou que fez a defesa de forma consciente.

E tudo indica que foi mesmo. De outra feita, conta o Vasco da Gama, no campo da Desportiva, Delém chuta a bola na marca do pênalti e Plínio parte para a jogada, a bola bate no seu peito e não entra. Contra a seleção de Muritiba, o atacante cabeceia, Plínio foi vencido e levanta seu calcanhar como último recurso, conseguindo evitar o gol. E Geraldo Borges arremata: “Que Higuita que nada”, ao ver o goleiro da Colômbia fazer malabarismos e artes deste tipo, até em jogos de Copa do Mundo. Plínio já fazia antes.

Luiz Carlos foi outro goleiro inesquecível. Fechava o gol. Era uma segurança. Alto, esguio, elegante, preciso, seguro. Se ele não tivesse sido jogador antes de Leão – do Palmeiras e da Seleção Brasileira –, certamente não faltaria quem dissesse que ele imitava o Leão. Até o gesto que fazia quando a bola ia pra fora era semelhante ao do goleiro Leão. Luiz Carlos e Plínio se revezavam na Seleção de Itabuna.

– E o Betinho? Este tem uma história difícil de acreditar para quem não viveu àquela época – lembra Geraldo.

E Geraldo Borges continua: “Já ouviram falar em alguém que acertou na loteria e rasgou o bilhete? Pois foi quase isso que aconteceu com Betinho. Trazido a Itabuna para jogar no Janízaros de Gerson Souza, se superava a cada partida. Alto, bom porte, ‘como um gato’ (diria Tadeu Schimidt) pegava tudo e mais alguma coisa”.

O Santos – então melhor time do mundo – veio jogar um amistoso em Ilhéus, trazendo Pelé e o time completo. “Os ilheenses buscaram Betinho para jogar na seleção de Ilhéus que seria a equipe adversária do Santos. Betinho, fechou o gol. Pegou tudo. Mesmo assim o Santos ganhou pelo placar de 3X1.

Durante a partida, o ponta-esquerda Pepe, conhecido pelo chute forte como o canhão da Vila Belmiro, era o cobrador de faltas do Santos. Chovia, campo molhado, bola pesada. Falta na intermediária de Ilhéus e Betinho desafia Pepe, mandando abrir a barreira. Pepe cobra forte, como sempre. E Betinho segura e cai com a bola. A mão ficou em frangalhos, mas a bola não passou e ele continuou no jogo como se nada tivesse acontecido.

Reza a lenda que Pelé correu pra área, suspendeu Betinho puxando pela camisa e teria dito: “Levanta goleirão, vou lhe levar pro Santos!”. Betinho foi. Mas não ficou. Com saudades dos amigos e das farras itabunenses, pegou um ônibus e voltou pra Itabuna. De nada adiantou as recomendações de Claudio, então titular no gol do Santos. “Calma baiano, você vai jogar no gol do melhor time do mundo!…”.

Daqui de Itabuna o Betinho foi para o Vitória. E segundo me disseram, morreu em Jequié, sua terra, trabalhando como carregador de caminhão – uma pena!… Ressalta o escritor esportivo Tasso Castro, que nunca viu um goleiro segurar (sem encaixar) chutes fortes de fora da área como Betinho. Ele era diferente.

– Sua colocação e segurança eram impressionantes. Parecia que a bola o procurava. Tinha poucos defeitos como nos cruzamentos para área, por exemplo. Vi um jogo do Itabuna contra o Bahia no estádio da Graça. No empate de 1 x 1, que deu o título do segundo turno ao Itabuna, ele fechou o gol. Eu estava lá –, comenta Tasso Castro.

Também passaram outros bons goleiros por Itabuna, a exemplo de Ivanildo, do Fluminense, que tinha bastante colocação e segurança ao disputar as bolas na área. Pelo Itabuna Esporte Clube também jogaram grandes goleiros, como Geraldo (do Rio de Janeiro), que morreu afogado no rio Cachoeira, próximo ao Salobrinho; Zé Lourinho, Laércio e Getúlio, cada um deles dando conta do recado.

Wagner Rosário é radialista, jornalista, advogado e autor d´Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Matheus Sodré é novo treinador do Itabuna || Foto Redes Sociais
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O Itabuna Esporte Clube anunciou Matheus Sodré, de 36 anos, como novo treinador para temporada do ano que vem. Embora seja muito jovem, o técnico acumula experiência e chega ao time do sul da Bahia após conquistar, no início do ano, o Campeonato Paraense pelo Águia de Marabá.

Matheus Sodré chega para substituir Sérgio Passos, campeão da Série B do Campeonato Baiano de 2022 e semifinalista do estadual deste ano. Passos pediu demissão em outubro, logo após a saída do grupo liderado pelo empresário Leonardo Amoedo, até então principal investidor no futebol azulino.

Matheus Sodré terá como auxiliar Gerson Sodré, que atuou como jogador do Itabuna na década de 70. Matheus também foi atleta do azulino, mas entre 2009 e 2010. Pelo Águia Marabá, além de campeão, levou a equipe a terceira fase da Copa do Brasil. O treinador foi ainda auxiliar técnico na China e Portugal. Atuando também como auxiliar, Gerson tem passagens pelo Botafogo, Coritiba, Ceará e São Caetano.

Outro que chega ao time do Itabuna é o treinador de goleiros Vandré Neves, de 42 anos. Ele tem passagens pelo Grêmio, Joinville e Santa, Fluminense de Feira e Vitória da Conquista. Na próxima temporada, o Itabuna disputará o Campeonato Baiano, Série D e Copa do Brasil, competição que sonha em passar o máximo de fases para aumentar o faturamento visando à manutenção da equipe

Nocha em foto do jornalista Walmir Rosário
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Por muitos anos continuou a jogar os babas, sempre com a mesma categoria e virilidade de antigamente. Hoje critica o futebol jogado pra trás, sem arte, que não empolga os torcedores e nem produz grandes resultados.

 

Walmir Rosário

A célebre frase cunhada pelo zagueiro Moisés, em 1982, “zagueiro que se preza não pode ganhar o Belfort Duarte, aí perde o moral”, por certo não se aplicaria ao lateral direito itajuipense Nocha. Ele sabia como ninguém desarmar o adversário jogando o bom futebol, porém sabia ser viril quando a jogada merecia, muitas das vezes sem cometer falta, embora em alguns casos tivesse que parar o contrário com a energia necessária.

Nocha, que também atende por José Raimundo Freitas, do alto dos seus quase 81 anos, admite que sempre usou da habilidade e força necessárias para ganhar uma jogada nos clubes em que atuou, desde sua infância nos clubes de Itajuípe, até pendurar as chuteiras. E faz questão de ressaltar que nunca foi desleal com o adversário, pois sabia jogar futebol e não precisava recorrer à violência.

E foi justamente pela sua conduta em campo, destacando-se pelo futebol sério que jogava que foi descoberto pelos diretores do Bahia de Itajuípe, ainda menino, e levado para o time sensação do Sul da Bahia no final da década de 1950. E no Bahia de Itajuípe tanto fazia jogar no primeiro ou segundo quadro para ser reconhecido como um craque do futebol e cobiçado pelos clubes de Ilhéus, Itabuna e Salvador.

Seleção de Itabuna – Nocha, o penúltimo em pé, à direita || Arquivo Walmir Rosário

Na pujança do cacau, os cartolas do Bahia de Itajuípe – mesmo amador – iriam buscar um jogador que se destacava em qualquer cidade próxima, mantendo um verdadeiro “esquadrão de aço”. E como relembra Nocha, eles participavam da melhor vitrine do futebol do Sul da Bahia, recebiam constantes convites de outros clubes, na maioria das vezes bastante tentadores.

Ainda jovens, o que queriam eram jogar bola. E bem. Atrair a atenção dos amantes do bom futebol e ganhar presentes, fossem em dinheiro ou outros bens materiais como era praxe nos clubes amadores dirigidos por pessoas de grandes posses. Vencer uma partida era “bicho” garantido, um campeonato, então, o “carvão” caia direto. E na assinatura e renovação de contrato era só felicidade.

E assim Nocha recebe uma proposta tentadora do Janízaros, de Itabuna, e deixa o Bahia de Itajuípe. Com ele também mudam outros craques itajuipenses. No novo clube era uma garantia jogar na Seleção de Itabuna, que chegou ao Hexacampeonato ao vencer o Campeonato Intermunicipal Baiano por seis vezes seguidas. E Nocha era um desses craques vencedores.

Após vencer alguns campeonatos no Janízaros se transfere para o Flamengo de Itabuna, no qual também se torna vencedor de campeonatos. E Nocha nem se preocupa com a mudança de time, pois também jogava ao lado da “nata” do futebol itabunense, colegas na brilhante seleção de Itabuna. E era grande a rivalidade nesses clubes no campeonato de Itabuna, em que Janízaros, Flamengo e Fluminense se revezavam nos títulos.

E a rivalidade não era apenas nas torcidas. Dentro de campo, os colegas da seleção eram adversários e o lateral-direito Nocha tinha a obrigação de marcar o maior ponta-esquerda que se teve notícia em Itabuna, na Bahia e quiçá no Brasil, Fernando Riela. Mas essa contenda não abalava Nocha, que marcava seu oponente jogando o bom futebol. E a renhida disputa era equilibrada, com vantagens alternadas a cada jogo.

As décadas de 1950 e 60 foram notabilizadas pelo bom futebol, jogado por craques que prezavam a camisa que vestiam, principalmente na Seleção de Itabuna. E não era pra menos, a cada ano acumulava mais um título, vencido com galhardia, contra bons adversários, a exemplo de Ilhéus, Feira de Santana, Alagoinhas, Belmonte, Santo Amaro, São Félix, Jequié, dentre outros.

Merecem destaque a eterna rivalidade entre Ilhéus e Itabuna, duas das maiores seleções. E Itabuna sempre levou a melhor, desclassificando o selecionado ilheense, um timaço, como lembra Nocha, que faz questão de ressaltar nunca ter perdido uma partida para a seleção praiana. Outro destaque lembrado por Nocha foram as partidas contra os grandes times do Rio de Janeiro, em que jogavam de igual para igual. Sem medo.

Em 1967, com a fundação do Itabuna Esporte Clube, Nocha se profissionaliza e participa da primeira equipe que jogou o Campeonato Baiano de Profissionais, junto com outros colegas da Seleção de Itabuna. Quando sentiu que era chegada a hora de parar de jogar o futebol profissional, ainda no auge, deixa o Itabuna Esporte Clube. Poderia ter jogado mais um ou dois anos, mas preferiu sair por cima, deixando boa lembrança na memória dos torcedores.

Mas Nocha não abandonou o futebol e passou a atuar nos times amadores de Itajuípe, notadamente o Grêmio e o Santa Cruz, pelos quais disputou mais partidas. E por muitos anos continuou a jogar os babas, sempre com a mesma categoria e virilidade de antigamente. Hoje critica o futebol jogado pra trás, sem arte, que não empolga os torcedores e nem produz grandes resultados.

Prestes a completar 81 anos, Nocha mantém uma invejável forma física, passeia diariamente pelas ruas de Itajuípe, visita os amigos, faz compras e conversa sobre futebol. Com a simplicidade, diz não recordar muito do seu passado até a conversa fluir e relatar os bons tempos nos campo de futebol. Como diz o ditado: Quem foi rei nunca perde a majestade. E Nocha continua sendo uma referência no bom futebol do Sul da Bahia.

Walmir Rosário é radialista, jornalista, advogado e autor d´Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Ricardo Xavier fala sobre decisões tomadas em reunião extraordinária || Foto Andreyver Lima/Seja Ilimitado
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O fim da parceria com o Grupo Amoedo pegou a torcida do Itabuna no contrapé. A expectativa de bom desempenho nas competições de 2024, justificada pelas duas últimas temporadas, deu lugar a dúvidas sobre o destino do clube. Menos de 24h após o anúncio do investidor Leonardo Amoedo, feito segunda-feira (9), o técnico Sérgio Passos também comunicou sua saída.

Ao PIMENTA, o conselheiro e diretor de Futebol do Itabuna, Ricardo Xavier, falou sobre a reunião extraordinária desta terça-feira (10), quando o Conselho Deliberativo do clube fixou os termos de uma contraproposta ao Grupo Amoedo. O objetivo, afirma o dirigente, é salvar a parceria no projeto da Sociedade Anônima de Futebol.

O colegiado decidiu manter o formato inicial do projeto, em que Amoedo entrou como parceiro e não um comprador do clube, explica Ricardo. Isso significa que o investidor, caso decida retomar a parceria, somente poderá vir a deter até 50% das ações da Sociedade.

“O conceito de parceria – e não de compra – foi discutido no projeto de formação da SAF”, sustenta o diretor. Para ilustrar a diferença, ele citou o exemplo do Fluminense de Feira de Santana, onde, diferente do Itabuna, os sócios aprovaram a venda de 90% das ações do clube.

NÚMEROS NA MESA

Os conselheiros também autorizaram a diretoria do Itabuna a oferecer um aumento da participação societária ao Grupo Amoedo. Na temporada de 2022, o clube recebeu pouco mais de R$ 700 mil do investidor, que, em contrapartida, passou a contar com 26,6% das ações da SAF, informa Ricardo Xavier. Agora, o Conselho propôs que o dinheiro colocado no time em 2023, R$ 1 milhão, eleve a cota do sócio a 40%.

Caso Amoedo aceite as condições, o investidor assumirá o controle do futebol do Itabuna com total autonomia, assegura Ricardo, ressalvando que isso implica em absorver eventuais lucros e prejuízos da empreitada. Os termos da proposta ainda serão apresentados formalmente ao empresário.

TEM VOLTA?

O PIMENTA questionou ao diretor de Futebol se o posicionamento detalhado acima contempla o que Leonardo Amoedo chamou de “divergências irreconciliáveis”. Ricardo respondeu que não tem elementos para determinar quais foram as divergências referidas, pois o comunicado do investidor não as especifica.

Com a ressalva de que se trata de uma suposição, o dirigente sugeriu que irreconciliáveis, neste contexto, podem ser as posições do Conselho do Itabuna e do Grupo Amoedo sobre a transferência de mais de 50% das ações da SAF ao sócio investidor, possibilidade vetada na reunião de ontem.

Sérgio Araújo deixa comando do Itabuna Esporte Clube || Foto Divulgação
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Depois de céu azul em quase dois anos, o Itabuna Esporte Clube começa a enfrentar turbulências com o anunciado rompimento do principal investidor, o Grupo Amoedo. Pouco menos de 24 horas após o comunicado do grupo liderado pelo empresário Leonardo Amoedo, outra baixa. O treinador Sérgio Passos anunciou a saída do projeto para 2024 em comunicado em suas redes sociais na madrugada desta terça-feira (10).

Sérgio lembrou da trajetória de campeão da Série B do Baiano de 2022 à vaga heroica na semifinal do Baianão de 2023 para, na sequência, anunciar a decisão de deixar o comando técnico do time que disputará o Campeonato Estadual, a Copa do Brasil e a Série D do Brasileirão em 2024.

– Ao Itabuna Esporte Clube, minha segunda família, minha gratidão é eterna. Continuarei torcendo pelo sucesso desse clube tradicional do futebol baiano – escreveu Sérgio Passos numa rede social.

Ontem, o CEO do Grupo Amoedo, Leonardo Amoedo, publicou comunicado sobre a saída do projeto do Dragão do Sul:

– É com pesar que compartilho a notícia de que, devido a divergências irreconciliáveis no modelo de gestão da SAF e composição dos investimentos futuros da mesma, tomei a decisão de me retirar do projeto de investimento da Sociedade Anônima do Futebol no Itabuna Esporte Clube. Esta não foi uma escolha fácil, mas acredito que é o melhor caminho à seguir, tanto para o clube quanto para mim.

O empresário não informou quais seriam essas divergências. Até agora, a direção do Itabuna, presidido pelo professor Rodrigo Xavier, ainda não se pronunciou sobre o rompimento com o grupo econômico e a saída do treinador. O Dragão do Sul se tornou SAF (Sociedade Anônima de Futebol) em dezembro do ano passado.

Lincoln, do Goiás, e Maurício Duarte, do Vila Nova, disputam bola no Serra Dourada || Arquivo/Walmir Rosário
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Certa feita, ao jogar na Gávea contra o Flamengo, ao tentar tirar a bola do craque Zico, que a adiantou com um toque, passou reto com o carrinho, numa jogada que terminou em gol.

 

Walmir Rosário

Nem todos os meninos peladeiros conseguem tirar a sorte grande jogando os babas apenas nas praias ou nos campinhos de bairro. Muitos são levados para os times consagrados, nos quais aprendem a se especializar no futebol. Os que conseguem unir a habilidade individual às técnicas e táticas, teoricamente terão um futuro garantido e nome gravado entre os astros do futebol.

Por ironia do destino, um garoto peladeiro deixa sua cidade natal, Porto Velho, em Rondônia, e vai para o Rio de Janeiro, acompanhar sua mãe em tratamento médico. Era tudo que queria. Se já se encantava com o futebol jogado na cidade maravilhosa pelas ondas do rádio, agora se imaginava ser um daqueles craques que tanto assistia no rádio e na TV. Finalmente era chegada a hora e a vez do garoto Maurício Duarte.

E tudo se encaminhava conforme seus pensamentos. Em pouco tempo já disputava bola nas areias da praia de Copacabana com a desenvoltura de um atacante, atuando pelas equipes praianas do Radar e do Copa Leme. Mas queria o destino um futuro mais brilhante para a promessa de craque rondoniense. Foi descoberto pelo maior e mais excêntrico “olheiro” de futebol carioca, Antônio Franco de Oliveira, o Neném Prancha.

Botafoguense de quatro costados, Neném Prancha, considerado o maior dos filósofos do futebol, o levou para o seu time de coração, o Botafogo. Aos 12 anos o garoto se deslumbra com a plêiade de craques que ouvia e via jogar no rádio e na TV. Mais que isso, iria participar de uma peneira e, se aprovado, poderia ser um deles, afinal, tinha como padrinho Neném Prancha, o descobridor de Heleno de Freitas e Júnior “Capacete”.

Diante da enorme concorrência, lhe ocorreu uma estratégia de defesa que o fez sobreviver nos gramados de General Severiano. Assim que o treinador e antigo lateral-direito Joel Mendes dividia as promessas de atletas pelas posições que jogavam, Maurício Duarte se assombrou pela quantidade de atacantes e meios-campistas. Os pensamentos rodaram com extrema velocidade em sua cabeça e decidiu: a partir daquele momento seria zagueiro. E para jogar no Botafogo!

E a sorte lhe sorriu, tanto assim que após ver de perto “os cobras” do Glorioso, a exemplo de Gérson, Fischer, Jairzinho, Brito, Manga, dentre outros craques, foi aprovado para a famosa Escolinha de Seu Neca, pela qual passaram as estrelas do Botafogo dos anos 1970, inclusive ele. Descoberto por Neném Prancha, agora teria a felicidade de aprender com seu Neca todas as técnicas e artimanhas do melhor futebol do mundo.

E o garoto magro de Porto Velho iniciou os treinamentos na Escolinha do Neca, no Botafogo, no subúrbio de Del Castilho. Era um sacrifício danado, pois pegava dois ônibus lotados para participar do treinamento coletivo às quartas e sextas-feiras. No restante da semana treinava em General Severiano. Se firmou como zagueiro e ganhou posição nas divisões de base, até que chegou o dia de ser incorporado ao time de cima.

Era o ano de 1970. E Maurício Duarte, aos 17 anos, teria a responsabilidade de substituir o zagueiro Brito, convocado para a Seleção Brasileira tricampeã do mundo. Jogaria a Taça Guanabara, posteriormente cancelada, e os jogos amistosos, o primeiro deles contra o Bangu, vencido pelo placar de 2X0. Junto com os profissionais, lembrava dia e noite os ensinamentos do seu Neca, essenciais para a sobrevivência nos gramados da vida.

Nos treinos do Botafogo marcava grandes jogadores de ataque. Certa feita, ao jogar na Gávea contra o Flamengo, ao tentar tirar a bola do craque Zico, que a adiantou com um toque, passou reto com o carrinho, numa jogada que terminou em gol. Aí ouviu do seu Neca: “Você não teria que ter dado o carrinho e sim cercado; acompanharia a jogada e ele não teria toda a tranquilidade. Lembre-se, zagueiro caído é jogador abatido”.

De outra feita, no Maracanã contra o Vasco, quando foi marcar Roberto Dinamite, ouviu outro ensinamento do seu Neca: “O zagueiro tem que ficar com um olho no peixe e outro no gato”. E era para observar a bola e Roberto Dinamite, que ficava de “migué”, na ponta-esquerda quando a bola vinha pela direita. E esse ensinamento lhe serviu para o resto da vida, tomando ou não deixando a bola chegar aos atacantes.

Do Botafogo, Maurício Duarte se transferiu para outros clubes brasileiros, nos quais experimentou a diversidade na realidade do futebol praticado nos quatro cantos deste país. E sua saída do Glorioso se deu por motivos internos. Quando chamado de volta pelo Departamento Amador, acreditou que seria um regresso e não atendeu ao pedido. Daí passou a treinar no “time da Ave Maria”, no finalzinho da tarde, com chances remotas.

Emprestado ao Remo, do Pará, Maurício não foi muito feliz, pois teve uma distensão na virilha. Em seguida se transforma num operário da bola e joga no Santo Antônio e Rio Branco, ambos no Espírito Santo, Flamengo do Piauí, Vila Nova de Goiás, Galícia, Olaria e Itabuna. Nesses times atuou com e contra grandes craques do futebol brasileiro, muitas das vezes sem receber salários em dia, dentre outras adversidades.

No Itabuna Esporte Clube, o último time por qual jogou, Maurício Duarte se identifica bastante com a diretoria e a cidade. E por aqui constrói família, faz um curso de formação em técnico de futebol, trabalha na AABB, dirige as seleções de Itajuípe, Itabuna e Buerarema. Certificou-se em Radialismo, atuou como comentarista em emissoras de rádio e Maurício Duarte se torna um verdadeiro cidadão grapiúna.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.