Morador de Itabuna está desaparecido desde quarta-feira (30).
Tempo de leitura: < 1minuto
Raimundo Tadeu Silva, de 63 anos, morador de Itabuna, está desaparecido desde o última quarta-feira (30), após sair de casa com destino ao município Ipiaú, também no sul da Bahia. O homem estava sendo esperado naquela cidade ajudaria um irmão dele em um serviço.
O último contato Raimundo Tadeu com os familiares ocorreu por volta das 15 daquele dia. “Ele entrou em contato com o irmão dele informando que o ônibus estava cheio e teve uma confusão. Logo após isso perdemos o contato, o celular está fora de área. Já registramos queixa, já fomos em todos hospitais da região e nenhum sinal”, relata um dos familiares.
Os familiares informam que Raimundo Tadeu sofre com o vício da bebida alcóolica. Quem tiver informações sobre o paradeiro dele pode entrar em contato com a família pelos telefones/whatsapp: (73)98802-1682/ (73) 98866-7432 ou (22) 98852-3220. As informações são do Giro Ipiaú.
Augusto aponta a saúde como maior prioridade para 100 dias de governo || Foto Lucas Matos
Tempo de leitura: 2minutos
A saúde será a maior prioridade da gestão nos 100 primeiros dias do novo governo em Itabuna, sinalizou o novo prefeito Augusto Castro. Durante ato de posse, o prefeito prometeu melhorar a rede de postos de saúde, com mais investimentos na atenção básica, e até seis postos funcionando até a meia-noite.
O novo prefeito disse que irá colocar para funcionar várias unidades de saúde em reforma ou fechadas, a exemplo da Roberto Santos, no Santo Antônio, antes considerada referência na Atenção Básica. “É preciso cuidar da saúde do nosso povo”, disse, comprometendo-se a investir mais que os 15% em saúde preconizados pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
COVID-19 E PSIQUIATRIA
Na guerra contra a Covid-19, o prefeito falou em vacinação em massa de profissionais de saúde e idosos afirmou ter entrado em contato com o Instituto Butantan, de São Paulo, para a compra de vacina. “Vamos avançar com força, determinação e foco. Alinhar a gestão, diminuir gastos e fazer a infraestrutura de alguns bairros”, disse.
Castro reforçou, ainda para estes primeiros cem dias de governo, outro compromisso de campanha, a retomada do atendimento pediátrico no Hospital Manoel Novaes nos moldes anteriores à restrição imposta no governo do prefeito Fernando Gomes. Há mais de dois anos, crianças são atendidas no Novaes apenas em casos graves, o que tornou precário o atendimento e causou a morte prematura de várias menores.
O prefeito disse ter recebido telefonema do secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, de quem ouviu desejo de sucesso na gestão. “Sei que ele fez muito pela Bahia, mas preciso que ele faça muito mais pela região e por Itabuna, que é cidade-polo, tem hospital porta aberta atende mais de 120 municípios que é o Hospital de Base”.
‘IMPORTARÁ’ GRIPÁRIO
O prefeito anunciou a implantação, em Itabuna, de um gripário, como já em funcionamento em Salvador, para dar eficiência nos atendimentos de urgência e emergência aos casos suspeitos de Covid-19. O gripário seria instalado na UPA 24 horas do Monte Cristo.
Sem poder participar da cerimônia de transmissão de cargo ao sucessor, Augusto Castro, Fernando Gomes enviou carta ao novo prefeito de Itabuna. Na missiva, Fernando faz um rápido retrospecto da carreira política, agradece o governador Rui Costa e deseja saúde e sabedoria a Augusto.
Fernando não pôde participar da cerimônia devido à infecção pela covid-19, diagnosticada por meio de exame. A íntegra pode ser conferida abaixo:
CARTA DO PREFEITO FERNANDO GOMES OLIVEIRA AO PREFEITO AUGUSTO CASTRO, NA TRANSMISSÃO DO CARGO, EM 1º DE JANEIRO DE 2021
Excelentíssimo Prefeito Augusto Castro,
Primeiro, parabenizo-o pela vitória.
Por todas as oportunidades que tive de assumir funções públicas nesta cidade de Itabuna, agradeço à Deus, à Nossa Senhora e ao povo de Itabuna.
Gostaria de estar presente na transmissão de cargo de prefeito.
Infelizmente, isso não foi possível por ter sido acometido pela COVID-19. Seguindo os protocolos médicos, estou em isolamento, seguindo as recomendações médicas.
Diante disso, solicitei ao meu amigo e excelentíssimo vice-prefeito Fernando Vita que me represente nesta hora de muita responsabilidade.
Sobre a minha história política, preciso dizer com muita convicção que a encerro com leveza, com serenidade, com um sentimento de respeito, sobretudo à vontade democrática do povo de Itabuna, que sempre me acolheu com tanto amor. Também por esse povo, com esse povo e para esse povo, fica em mim o sentimento mais sincero de dever cumprido.
Foram quatro anos como secretário de Administração na gestão de José Oduque Teixeira, 22 anos como prefeito de Itabuna em cinco gestões e 12 anos como deputado federal, em três mandatos.
Cumpri minha missão. Parafraseando o apóstolo Paulo, “combati o bom combate” e encerro vitorioso a minha carreira política, com uma biografia digna.
Não poderia deixar de, nesse momento, fazer um agradecimento especial ao excelentíssimo governador do Estado da Bahia, senhor Rui Costa, pela barragem que trouxe água, que é sinônimo inequívoco de vida.
E agradeço também pelo Teatro Municipal Candinha Doria, pela Policlínica e por todas as parcerias em realizações diversas que ajudaram muito a melhorar o dia-a-dia desta cidade.
A partir de hoje, essa missão se conduz pelas suas mãos.
Que Deus lhe dê saúde e sabedoria para governar essa linda cidade, que muito merece.
Acima de mim, de Itabuna e de vossa excelência, estão Deus e Nossa Senhora.
Secretário de Educação vistoria terreno em Itabuna
Tempo de leitura: < 1minuto
A Secretaria da Educação da Bahia vistoriou, nesta quarta-feira (30), em Itabuna e Ilhéus, terrenos para a construção de novas escolas nos dois municípios. O Estado está buscando espaços, com áreas iguais ou superiores a 10 mil metros quadrados.
Secretário da Educação do Estado, Jerônimo Rodrigues destacou o empenho do Estado em qualificar a infraestrutura das escolas. “Estamos seguindo o planejamento de chegarmos a 60 novas escolas e 20 Complexos Poliesportivos Educacionais, até 2022″.
O secretário explicou que o estado trabalhando na manutenção, reforma e ampliação das unidades escolares. “Essa busca por uma área adequada em Itabuna e Ilhéus passa pela vontade do governador Rui Costa em ofertar uma infraestrutura de excelência para a prática pedagógica, unindo educação, esporte, arte, cultura e ciência”, disse.
A diretora do Núcleo Territorial de Itabuna (NTE 05), Leninha Vila Nova, falou sobre as expectativas com os novos projetos. “Essa vistoria traz a certeza de que estamos sendo cuidados em uma perspectiva de planejamento de rede. Construir escolas é alimentar sonhos, é possibilitar condições de empoderamento das pessoas. E mesmo neste fim de ano, receber o secretário e a equipe técnica, nos dá boas perspectivas para o próximo ano”, contou.
Hospital de Itabuna usa redes para acalmar crianças
Tempo de leitura: < 1minuto
O uso de redinhas de flanela nas incubadoras da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal tem sido fundamental para o desenvolvimento motor e sensorial, estabilização da respiração, ganho de peso mais rápido e melhoria no sistema neurológico dos prematuros no Hospital Manoel Novaes. Os bebês passam algumas horas do dia nas redes da unidade.
A diretora técnica do HMN, Fabiane Chávez, explica que o uso das redes contribui para que os bebês prematuros respondam mais rápido ao tratamento. “Gera a sensação de mais conforto. Muitos se sentem como se estivessem na barriga da mãe. A rede também evita a lesão por pressão. O processo contribui ainda para melhorar o desenvolvimento cerebral”, explica a médica pediatra.
A médica pediatra reforça que as redinhas simulam um ambiente mais próximo do encontrado dentro do útero materno. “Como são estimulados a se movimentarem, os bebês conseguem melhorar, por exemplo, o funcionamento dos pulmões. As redes contribuem para a estabilização da frequência de batimentos cardíacos”.
CRIANÇAS MAIS CALMAS
A fisioterapeuta Virgínia Madalena afirma que, como as crianças ficam mais calmas, choram menos, acabam ganhando peso mais rápido. “É impressionante como ocorre a evolução já nos primeiros dias em que recorremos ao uso das redinhas. A técnica ajuda acelerar a alta médica das nossas crianças”, conta.
Mas nem todos os bebês prematuros podem fazer uso da redinha de flanela. A fisioterapeuta Mirelle Antunes esclarece que, para ser colocada na rede, a criança precisa apresentar estabilidade no quadro respiratório e esteja respirando sozinho. “É um processo que gera muitos benefícios para os bebês, mas que exige uma mobilização e participação de toda a equipe da nossa UTI. Esse processo de humanização implantado pelo hospital tem gerado excelentes resultados” conclui.
Itabuna registra 136 casos de Covid-19 em 24 horas.
Tempo de leitura: < 1minuto
O número de casos de novo coronavírus disparou em Itabuna. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), nas últimas 24 horas, os testes de 126 pessoas deram postivo para a Covid-19. O número total de infectados no município do sul da Bahia passou de 16.106, na segunda-feira (28), para 16.232 na terça-feira. Desde o início da pandemia, são 361 óbitos causados pela doença.
Itabuna tem 36 pacientes internados, sendo que 23 em estado mais grave, em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Outros 13 estão em leitos clínicos (enfermaria), conforme boletim epidemiológico da SMS. Na noite de ontem, o município tinha disponível seis leitos de UTI e 13 clínicos. O número de casos ativos da Covid-19 no município passou de 819, na segunda, para 910 ontem.
Prefeito eleito anuncia secretários nesta quinta-feira
Tempo de leitura: < 1minuto
O prefeito eleito de Itabuna, Augusto Castro, anuncia oficialmente nesta quinta-feira (31), às 9h30min, no Teatro Candinha Doria, no Loteamento Nossa Senhora das Graças, o quadro de secretários municipais e de dirigentes de autarquias, fundações e da Emasa para a sua gestão, que se inicia dia 1º de janeiro de 2021.
Por medidas de restrição sanitária por conta do Covid-19, o acesso à coletiva e ao microfone serão restritos. Por isso, a assessoria do prefeito eleito pediu aos jornalistas, radialistas e blogueiros que, ao confirmar presença, antecipasse sua pergunta até o meio-dia desta quarta-feira, colocando: nome do veículo/repórter/jornalista. A medida soou estranha a vários profissionais de imprensa, já que a coletiva será acompanhada no próprio teatro pelos repórteres.
Para facilitar a cobertura e o acompanhamento por qualquer cidadão, a coletiva de imprensa será transmitida ao vivo pelo canal do youtube e pelas redes sociais do prefeito Augusto Castro.
Itabuna perdeu, nesta terça-feira (29), uma das educadoras mais respeitadas e admiradas no sul da Bahia. A professora Agenilda Palmeira, chamada carinhosamente de Tia Agenilda, estava entubada no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Calixto Midlej Filho, onde foi internada na semana passada com quadro de pneumonia (pulmão direito) e atelectasia (colapso no órgão esquerdo).
O falecimento da educadora Agenilda Palmeira foi confirmado, nas redes sociais, pela filha dela, Nil Palmeira. “Hoje, 29 de dezembro de 2020, foi o dia que DEUS escolheu para levar para si, nossa amada Mãe, Avó, Irmã, Amiga, Tia Agenilda Palmeira e serva valorosa do Senhor Jesus!”, relatou.
“Somos gratos a Deus por todos os anos que desfrutamos do seu amor, carinho, sabedoria, ensinamentos e pelo lindo legado que deixou”, disse a filha Nil. O culto memorial será às 10h no SAF, no Centro Comercial, e terá transmissão pelo canal da Igreja Batista Teosópolis, no YouTube.
ENORME CORAÇÃO
A professora Agenilda Palmeira não era conhecida só pelo conhecimento que transmitiu, durante muitos anos, para estudantes que acabaram ingressando em universidades em diferentes regiões do país e para centenas de aprovados em concursos públicos, mas também pela generosidade. Era dona de um enorme coração.
Era proprietária de um cursinho, no bairro Santo Antônio, por onde passaram pessoas que se tornaram juízes, advogados, pesquisadores, professores, jornalistas, dentre tantos outros profissionais. Muitos, de famílias pobres, não desembolsaram um único centavo pelas aulas.
Itabuna registra 136 casos de Covid-19 em 24 horas.
Tempo de leitura: < 1minuto
A aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) marcou, nesta segunda-feira (28), a reta final da atual legislatura, na Câmara de Itabuna. O Executivo terá um montante de R$ 633.475.000,00 para conduzir as receitas e despesas de 2021.
Do total, os maiores valores deverão ser destinados à Saúde (R$ 278.565.000,00) e Educação (R$ 136.800.000,00). Para Cultura, R$ 12.057.000, 00 – sendo R$ 6.270.000,00 para a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania-FICC; Saneamento (R$ 11.193.000,00); Desporto e Lazer (R$ 1.594.000,00).
Num relatório conjunto, os vereadores Júnior Brandão (Rede) e Babá Cearense (PSL) emitiram pareceres sobre o Projeto 034/2020, alvo de audiências, exibição no site da Casa e ajustes – inclusive para contemplar a atual reforma administrativa. Os vereadores representam, respectivamente, as Comissões de Finanças e de Legislação.
Eles evidenciaram, por sinal, que a referida reforma traz redução nas despesas com pessoal. “Que o novo prefeito e todo o seu staff possam utilizar o orçamento da melhor forma possível. Torcemos para que os primeiros resultados apareçam já nos primeiros cem dias”, disse Júnior Brandão, que será secretário de Governo da gestão de Augusto Castro (PSD).
A reforma psiquiatra brasileira foi positiva para a assistência em saúde mental, mas o falta vontade política dos governantes para colocá-la em prática, na opinião de Luiz Cezar Melo, 65 anos, mais de 30 deles dedicados à Psiquiatria. Luiz Melo faz críticas ao arremedo que se fez de assistência psiquiátrica nos municípios, principalmente Itabuna. As consequências, aponta, podem ser vistas nas ruas.
Numa entrevista ao PIMENTA, Luiz Melo observa que praticamente se destruiu o pouco que havia no município, principalmente nos últimos quatro anos. O psiquiatra observa, por exemplo, que o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) nível 3 começou a ser construído e não foi entregue até o momento. Ele apela ao prefeito eleito, Augusto Castro, para que conclua o equipamento e faça valer o que preconiza a reforma psiquiátrica.
BLOG PIMENTA – Na opinião do senhor, a assistência psiquiátrica em Itabuna é a ideal?
Luiz Cezar Melo – Como especialista em saúde mental há quase 30 anos, na Apae, Caps e serviço de ambulatório, vejo que a situação tem piorado e não há perspectiva de melhora. Se antes tínhamos sistema que funcionava precariamente, hoje está muito pior e aquém do desejado.
O que difere o antes do momento atual?
Tínhamos hospital funcionando em sistema de mega-asilo, de pessoas confinadas. Depois da reforma psiquíatrica, tentou-se sistema mais racional. Existia, também, o ambulatório da Prefeitura, no Hospital de Base, que funcionava de forma precária, e atendia demanda de Itabuna e região. Funcionava? Pelo menos, os pacientes eram vistos de três em três meses. Havia constância, não havia intervalo muito grande entre um atendimento e outro. Hoje, foi criado ambulatório no Centro, simplesmente arremedo de atendimento psiquiátrico. A pessoa que tem sofrimento mental, quando consegue atendimento, é seis, oito meses depois. O atendimento é precário, com receita emitida, replicada, treplicada.
Quais os riscos para o paciente?
O indivíduo não tem muito contato com quem está tratando dele. Não há avaliação. A pessoa tem que ser avaliada, pelo menos, de três em três meses, mas é vista em intervalor de seis, a 10 meses até. Essa pessoa pode reagudizar, paralisar. E o indivíduo fica na rua. Os familiares sabem bem o que é isso, de ter doente mental em casa e não ter a quem recorrer, não ter o que fazer.
______________
A saúde mental sempre foi jogada de lado, patinho feio da saúde, que é o patinho feio do orçamento geral de um município.
__________
Não há alternativa?
A alternativa acaba sendo o serviço particular, que são as clínicas populares, que têm consulta relativamente barata para quem é de classe média, mas não privilegiado tirar R$ 200 do seu orçamento é muito. Esse é um dever do Estado e um direito do cidadão, atendimento público e gratuito. A saúde mental sempre foi jogada de lado, patinho feio da saúde, que é o patinho feio do orçamento geral de um município.
A reforma psiquiátrica foi positiva? Por que ela não está funcionando como preconizado em Itabuna?
A reforma psiquiátrica foi muito positiva com o fim do confinamento. Dificilmente alguém se recupera tendo a sua liberdade limitada e sofrendo maus-tratos e sobrevivendo com o mínimo possível. Era uma solução quando não se tinha algo melhor. A reforma psiquiátrica trouxe uma novidade que é o atendimento na comunidade. Se ela fosse implantada com eficácia, apoio público, vontade política, se a doença mental não fosse tão discriminada e relegada a segundo, a terceiro plano até, talvez ela tivesse…
______________
O Caps não é um ambulatório a mais. Trabalha em rede, trabalha com o PSF. O único Caps que funcionou bem foi o de Ibicaraí.
__________
Há bons exemplos de mudança depois da reforma psiquiátrica?
Em alguns lugares, ela floresceu. A reforma prevê que o indivíduo seja tratado na própria comunidade, sem precisar afastá-lo de quem ele gosta, da sua família, porque foi jogado no meio de outras pessoas também doentes. A reforma foi perfeita ao criar o Caps, que encara a doença mental como digna de ser excluída da sociedade, e sim uma tentativa de incluir esse doente que, por algum momento, perdeu a razão, de torná-lo capaz de ser um cidadão. O Caps não é um ambulatório a mais. Trabalha em rede, trabalha com o PSF. O único Caps que funcionou bem foi o de Ibicaraí.
O que deu certo no município sul-baiano?
Em Ibicaraí, tínhamos os três dispositivos da reforma psiquiátrica, que é o Caps, o serviço de residência terapêutica para pacientes que não tivessem referência familiar, o paciente de rua, e o internamento em hospital público. O hospital tinha 3 leitos de psiquiatria. Os pacientes que agudizavam ficavam lá por algum tempo. O período de internamento era mínimo, não saíam da cidade. O paciente recebia o tratamento e voltava para a sua comunidade, dessa vez já com orientação para se tratar no Caps.
Por que Itabuna não avança, embora ainda seja polo em serviços de saúde?
Itabuna tem quatro dispositivos (Caps 2, Caps Infância e Adolescência e Caps Álcool e Drogas) e tem um outro Caps que nunca funcionou e está sendo construído há vários mandatos e ninguém se arvora de terminar. É um Caps que prevê internamento. Ou seja, estaria solucionando um vácuo que o Hospital São Judas deixou. Porque o paciente estaria sendo internado na crise e depois voltaria para o seu ambiente familiar.
______________
O indivíduo que descompensa não tem a assistência imediata devida. São usados os hospitais gerais, mas estes não atendem completamente. O indivíduo que adoece não tem um sistema para atendê-lo.
__________
Quais são os efeitos, as consequências da falta de assistência psiquiátrica em Itabuna?
A consequência é o aumento de número de suicídio, pois o indivíduo que descompensa não tem a assistência imediata devida. São usados os hospitais gerais, mas estes não atendem completamente. O indivíduo que adoece não tem um sistema para atendê-lo. Temos aí Roça do Povo que poderia ser usado como oficinas terapêuticas, oficinas protegidas, sistema que dá certo em algumas cidades da Bahia, onde o paciente psiquiátrico, que só é improdutivo na crise, poderia ser encaminhado para poder aprender uma atividade. Ibicaraí chegou a receber prêmio nacional como Caps modelo. Lá, funcionava em rede. Há solução, não há é vontade política.
Há recursos federais para essas ações?
Sim, não para construção, mas para assistência. A parte maior do recurso vem do governo federal. Já deveria estar construído e funcionando aqui o Caps 3, com internamento e psiquiatra de plantão. Isso demorou de ser implantado no Brasil inteiro. Salvador agora que tem, inclusive o CAPS 3 AD, que é de emergência para alcoolismo e drogas, mas, de fato, demorou muito para ser implantado na Bahia.
Por que, no geral, relegam a assistência na área de saúde mental a terceiro, quarto plano?
Primeiro, porque quem adoece não interfere muito na dinâmica econômica da sociedade. O doente mental é invisível, porque ele não vota. Se vota, vota apenas quando sadio. Ele não produz, não é consumidor. Então, é relegado a segundo plano, porque é invisível. No sistema capitalista, ele não tem cartão de crédito. Uma sociedade que confunde cidadania com consumo…
______________
O doente mental é relegado a segundo plano porque é invisível. No sistema capitalista, ele não tem cartão de crédito. Uma sociedade que confunde cidadania com consumo…
___________
Não tem valor para essa sociedade?
A não ser que se trate de um grande executivo que adoeça. Ou dono de uma firma ou que seja alguém importante para o sistema. Mas se for pessoa humilde, menos privilegiada, e para o lugar que ele está saindo na empresa tiver 10, 20 para ocupar o lugar, ninguém vai se preocupar em recuperar essa pessoa, já que há exército de reserva muito grande.
Os governos, além de não observarem o doente, fecham os olhos para os efeitos dessa desassistência na família?
Exato. Existe toda uma dinâmica familiar que é afetada. Quem é que vai cuidar deste doente quando está em casa? Por isso que o hospital psiquiátrico parece opção mais viável para alguns. “Não, eu deixo ele lá, não me preocupo mais com ele, vou fazer minhas coisas”. Isso, mesmo sabendo que ele pode estar sendo maltratado.
E poucos também sabem lidar em um momento de crise…
Por isso, louvo muito a reforma psiquiátrica. Pelo menos, na ideia é ótimo. Os Caps estão preocupados com a saúde mental. Então, os familiares podem frequentar os Caps até para ter noção do que fazer e não fazer quando o paciente entra em crise. Há um aprendizado, também. Há muito cuidador de doente mental que, depois, resolve cursar auxiliar de enfermagem ou serviço social, agente comunitário de saúde. Existe um desconhecimento não apenas do público em geral, mas de profissionais da área da saúde também, porque não querem lidar com pessoas que adoecem, pois há o estigma de que doente mental é perigoso, violento. É um estigma.
Preconceito?
Os estudos indicam que o doente mental não é mais violento do que a população em geral. É que os crimes, quando cometidos por doentes mentais, são mais alarmantes, pois há perda do controle, porém não são tão comuns. E aí gera o estigma. Os normais, às vezes, cometem crimes muito mais violentos que os doentes mentais.
______________
O doente mental que não é bem tratado ou que não consegue esse espaço (atendimento) no serviço público para se tratar, ele se torna quase uma bomba-relógio.
__________
E aí, retornamos para a questão inicial das consequências da falta de assistência na rede pública, não é mesmo?
O indivíduo que não é bem tratado ou que não consegue esse espaço (atendimento) no serviço público para se tratar, ele se torna quase uma bomba-relógio. O cara que passa um tempo sem ver psiquiatra, sem renovar ou revisar a medicação, pode surtar num período desses e cometer um crime. Mas se é visto, pelo menos, de três em três meses, diminui-se essa possibilidade. Vejo doentes mentais que esperavam consulta há nove meses e descompensaram nesse período, cometendo crime. Se tivesse atendimento, provavelmente não teria cometido o crime. Ou seja, estamos falando de prevenção também.
A reforma psiquiátrica abre espaço para o convívio, a integração. Qual o peso dessa integração para a saúde mental deste paciente?
Se o indivíduo se acha mais aceito, menos discriminado e confia na capacidade dele, isso já é terapêutico por si só. Mas se o indivíduo é isolado, discriminado, claro que vai agravar. Um exemplo bom disso: em Ibicaraí, havia programa chamado Pintando a Cidade. O artista plástico levava os doentes mentais para a rua para pintar as guias, calçadas, jardins… Então, a população em geral, de lá, se acostumou a ver estas pessoas produzindo, trabalhando, coisa que não imaginava, e sem essa aura de perigo. O artista recolhia no comércio as tintas e ele reformava, fazia as tintas e pintava e deixava os usuários do Caps trabalhando. Eles nunca poderiam imaginar que o doente mental poderia produzir alguma coisa, inclusive para a cidade. Então, esse tipo de coisa eu nunca vi aqui em Itabuna. É até uma sugestão para o governo que está entrando…. Eu sei que doente mental não dá voto, mas se ele quer ser um bom gestor, porque não terminar o Caps 3, porque não colocar equipes eficientes nos Caps e não voltar o ambulatório geral? É tornar o doente mental visível. Mostrar que ele não é violento. É violento quando não é tratado adequadamente.
______________
Eu sei que doente mental não dá voto, mas se ele quer ser um bom gestor, porque não terminar o Caps 3, porque não colocar equipes eficientes nos Caps e não voltar o ambulatório geral? É tornar o doente mental visível.
__________
Quais são os reflexos da falta de assistência para a cidade?
Quem nunca viu um doente mental na rua quebrando patrimônio ou sendo vítima de chacota e provocações? Há quem não o compreenda e começa a provocá-lo, xingá-lo, ver, realmente, o circo pegar fogo. Há pouco tempo, havia um que quebrava carros… Ah, porque não tem mais o São Judas (clínica psiquiátrica). Que tivesse, mas o São Judas não era tudo. A pessoa não ia ficar a vida inteira lá. Então, se não cuidar para que ele aprenda outro comportamento e não seja provocado, porque não implantar um sistema desse? Sai mais caro recuperar patrimônio destruído por ele.
Itabuna já registra 360 mortes pela Covid-19|| Foto José Nazal
Tempo de leitura: < 1minuto
Itabuna voltou a registrar mortes causadas pelo novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram confirmados cinco óbitos de pessoas infectadas pela Covid-19. O número de moradores do município do sul da Bahia que não resistiram à doença subiu de 355 para 360.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o número de infectados pela Covid-19 também voltou a crescer. Foram confirmados 97 casos nas últimas 24 horas. A quantidade de infectados pelo vírus passou de 16.009, ontem, para 16.106 nesta segunda-feira (28).
Itabuna contabiliza 37 internados, sendo que 23 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Outras 14 pessoas estão em leitos clínicos (enfermaria). O município tem 819 casos ativos, 13 a mais que o registrado no boletim epidemiológico de ontem. A boa notícia é que há 14.927 recuperados da doença.
Mais uma criança do interior da teve o sonho realizado pela Polícia Rodoviária Federal, na delegacia em Itabuna, no sul da Bahia. Desta vez, os policiais atenderam um pedido feito numa carta por Milena, de 11 anos.
A menina, que já passou por 34 cirurgias, contou que, em 2013, quando iniciava seu tratamento de quimioterapia contra um câncer em uma unidade de saúde no sul da Bahia, teve sua primeira experiência especial com a PRF.
A pequena Milena toda feliz na viatura da PRF
Na ocasião, a menina seguia com seu pai para o hospital, no qual tinha horário marcado às 9h, foram surpreendidos por uma interdição causada por um incêndio na rodovia. Prontamente, uma equipe da PRF “escoltou” Milena até o local do seu tratamento de quimioterapia.
Passados 7 anos, Milena teve seu sonho de natal realizado e pode fazer um passeio na viatura, conhecer a equipe de policiais da delegacia de Itabuna e, até falar por meio de videochamada com o superintendente da instituição, Virgílio de Paula Tourinho, que agradeceu todo carinho demonstrado pela menina.
Na carta, além da presença da PRF, ela pediu um celular que, foi dado pelos policias. De acordo com a instituição, a ação é uma forma carinhosa de levar alegria, luz e esperança de dias melhores. Também foi uma forma de mostra que os sonhos sejam de crianças ou de adultos são possíveis.
Itabuna registra 136 casos de Covid-19 em 24 horas.
Tempo de leitura: < 1minuto
Itabuna registrou, nas últimas 24 horas, mais 65 casos de novo coronavírus. O número de pessoas infectadas pelo vírus desde o início da pandemia, no município do sul da Bahia, atingiu a marca de 15.971 casos, segundo o boletim epidemiológico divulgado na noite deste sábado (26).
A quantidade de casos ativos também subiu nas últimas horas. Eram 710 até ontem. Hoje passou para 768 pessoas atualmente doentes no município. Nas últimas horas, 50 itabunenses receberam testes confirmando que estão infectados pelo vírus e que precisam ficar em isolamento.
Hoje, Itabuna tem 37 pessoas internadas nos hospitais Calixto Midlej Filho, Luís Eduardo Magalhães e Manoel Novaes. Desse total, 20 pacientes estão em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os demais estão em leitos clínicos (enfermaria ). O município registra 355 óbitos e tem 14.848 curados.
Está sendo velado no SAF, próximo ao Grapiúna Tênis Clube, em Itabuna, nesta quarta-feira (23), o corpo da professora Railda Prudente, coordenadora do projeto “Escola Municipal de Dança”. Ao longo dos últimos meses, ela vinha lutando pela vida, depois de ter sido acometida de um câncer.
A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal de Educação, emitiu Nota de Pesar na qual destaca que a batalha terminou e a querida professora Railda foi elevada para os braços de Deus.
“Em vida, ela deixou órfãos as centenas de crianças e jovens que fizeram e fazem parte do projeto, sujeitos-atores que ela defendia com a força de uma mãe.
Pelas suas mãos, despontaram talentos que hoje se espalham pelo mundo.
E pelas suas mãos, se perpetua uma herança de grande valor.”
A Escola Municipal de Dança continuará, sob a insígnia da inspiração do trabalho realizado professora.
Por decisão do prefeito Fernando Gomes, como um dos últimos atos, a Escola Municipal de Dança passa a ser designada como “Escola Municipal de Dança Professora Railda Prudente”.
O corpo está sendo velado no SAF, próximo ao Grapiúna Tênis Clube. O sepultamento acontece às 17h, no Cemitério Campo Santo.
O médico oncologista Eduardo Kowalski é o mais cotado para comandar a Secretaria de Saúde de Itabuna. O médico é visto com bons olhos, por ter boa reputação e ser visto como nome leve. Ele já era dado como certo na direção do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem).
O preferido do prefeito eleito Augusto Castro era o médico Paulo Bicalho, com larga – e exitosa – experiência à frente da Pasta. Porém, ainda nesta segunda Bicalho comunicou ao prefeito Augusto Castro da decisão de não mais assumir a Saúde. Seria a terceira passagem do médico na SMS. A desistência pegou o mundo político de surpresa.
Horas antes da decisão em permanecer em Salvador, o médico falava com empolgação das prioridades e de fazer a Saúde de Itabuna sair do atual estágio, principalmente dando mais força à rede pública tanto na sua estrutura de atenção básica como de alta complexidade, a exemplo do que fez nas duas vezes em que foi chefe da Pasta (2005-2006 e 2015-2016).