
Vemos aqui desta tribuna um legislativo apagado, amorfo, insosso, mas não inodoro… Porque cheira mal! E o cloro do vereador Clovis Loiola não ajuda a tornar o ambiente mais asséptico, até porque ele já proclamou que na Câmara falta cloro.
Também faltam trabalho, sensatez, correção e aquele negócio chato, mas importante, chamado liturgia do cargo. Nas sessões, alguns se comportam como se estivesse em casa (da Mãe Joana), no boteco, na feira… Tudo menos em uma Câmara Municipal, onde se esbanja dinheiro do povo para manter uma estrutura de produção quase nula. Aliás, caso recebessem pela produtividade legislativa, os vereadores teriam que arranjar urgentemente outro meio de vida.
A produção pela qual a maioria dos “edis” se notabiliza está no campo do fisiologismo. Aquele tão abertamente assumido pelo vereador Raimundo Pólvora, ao admitir certa vez que teria sido colocado de castigo pelo prefeito, porque se comportara mal em uma votação, mas logo seria reabilitado e teria seus cargos de volta. Confissão gravada, caso alguém possa duvidar…
Na relação do toma lá, dá cá, o vereador Roberto de Souza teve recentemente o passe adquirido por uma FICC, e o tucano Solon Pinheiro também espera algum cabide para “ficar”… Falam até em uma expectativa que ojovem tem de emplacar sua consorte no cargo de procuradora do município, o que materializa o novo grande projeto da vereança itabunense: “Rec orra ao erário e faça a patroa feliz”.
Tudo em nome da harmonia no lar.
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O que causou burburinho mesmo, sobretudo nas hostes cumistas, foi a opção do autor da montagem de escolher seu líder como a feliz noiva, de véu e grinalda. Eles veem na aparente brincadeira uma insinuação de que o velho Cuma estaria rumando para uma parceria Itaparica, na qual ele levará… a pior.
Dizem que foi essa interpretação esdrúxula, anterior à montagem, que levou “a noiva” a dar um salto mortal e partir com uma voadora no peito aberto e descamisado do repórti que lhe perguntou sobre o tal casamento.
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Lá das bandas de Trípoli, onde a mais antiga ditadura africana acaba de ser apeada do poder, um leitor do PIMENTA indica o paradeiro do secretário de Desenvolvimento Urbano de Ilhéus, Carlos Al-Freitas.
Confiram o relato sobre a participação do intrépido ilheense em mais um capítulo da “Primavera Árabe”:
Segundo alguns “brimos” lá dos desertos líbios, o Carlinhos foi visto desesperado, todo descabelado e sem cafie ou tharbuk, nas ruas de Trípoli próximas ao Palácio.
Pelo que se sabe, Carlinhos procurava Muhaammad Al-Gaddahfi, de quem é amigo chegado. Do ditador, ele esperava obter apoio irrestrito para permanecer à frente da Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Ilhéus. Pediu também uma vacina polivalente que o imunize e proteja contra as investidas dos “colegas” secretários, do babalorixá Pai Cidão, dos servidores públicos, do Cafu, do pessoal da limpeza urbana, dos prestadores de serviços, dos terceirizados, dos comerciantes do centro e dos bairros, dos fornecedores, dos moradores dos bairros e dos vereadores…
A lista completa se encontra acessível na Biblioteca Pública, no Colégio General Osório (há risco de desabamento, por isso levem capacetes e luvas).
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Por enquanto, Jabes Ribeiro tem margem confortável na preferência do eleitorado, mas não escolheu bem a indumentária para a luta com os japas. Afinal, saia justa e salto agulha de 12 centímetros não têm nada a ver com artes marciais… Nem eleitorais!
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Aquele lance macabro de outro dia, quando uma ruma de sindicalista invadiu o plenário da Câmara de Ilhéus com velas, caixão e cânticos fúnebres, assombrando centenas de velhinhas que estavam ali para receber homenagem dos vereadores, ilustra bem os tempos vividos pela política nesse eixo torto Ilhéus-Itabuna.
O vereador petista ilheense Paulo Carqueja, o outro caça-fantasmas da Câmara, é esperado há mais de três meses para assumir o comando da Secretaria Municipal da Saúde. Carqueja impôs a condição de receber a Secretaria organizada e em condições de prestar um bom serviço.
Anda sumida a vereadora Rose Castro, de Itabuna, que faz companhia a Clovis Loiola no ostracismo. Juntos, eles emplacaram sucessos nas sessões plenárias, como a famosa falta de “cloro” para que fosse votado um projeto (pérola de Loiola) e a pedrada de Rose que, numa discussão com outro vereador, disse que não entraria no “inquérito” da questão…


Um linguarudo de plantão conta que o vereador itabunense Roberto de Souza andava impaciente com as negociações para ancorar de vez no porto governista. No meio das tratativas, ameaçava desistir, por achar inexpressivos os cargos que lhe eram oferecidos.




