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Moradoras abastecem os "reservatórios".

O leitor itabunense talvez lembre de célebre frase do ex-presidente da Emasa, Isaias Mendes, recomendando o consumidor a gastar, no máximo, um litro de garrafa PET de água a cada banho. Era 2008, período de racionamento como nunca se viu por aqui.
Pois em 2010 quem vive essa situação são os moradores do Pontalzinho. Há mais de oito meses que os residentes das partes mais altas (ou até próximos da praça principal) não sabem o que é água no tanque. Ela chega fraquinha e o que se consegue é acondicionado em garrafas.
O drama é relatado por uma vítima:
– Toda semana é a mesma coisa. Quem quiser roupa lavada tem que ir para casa de parentes em outros bairros; água normalmente nós e outros vizinhos estamos pegando também em outros bairros. Escovar os dentes por aqui tem sido quase impossível, lavar a louça tem sido outro sacrifício.

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A amigos, o ex-vereador itabunense, atual diretor-presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, tem confidenciado a volta de um antigo desejo: ser prefeito de Itabuna.
Hoje executivo, mas sem esquecer a política, Magalhães foi sacado para compor a coordenação da campanha do governador Wagner à reeleição e pode estar somando pontos para transformar seu sonho em realidade.
A última vez que Magalhães disputou a Prefeitura de Itabuna foi há 14 anos, quando o PCdoB e o PT marcharam separados e os petistas acabaram acusando os comunistas de facilitar a vitória de Fernando Gomes.
Na época, Magalhães saiu com a imagem chamuscada e após aquela eleição, PT e PCdoB passaram a jogar sempre no mesmo time em Itabuna, invariavelmente com o PT na cabeça de chapa. Ao que parece, os comunistas querem mudar a ordem dos fatores daqui a dois anos.
Se o PT vai deixar, só Deus sabe…

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Faz todo o sentido a reação desesperada e nervosa da direção do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, que impediu hoje o acesso de uma equipe da TV Itabuna às dependências da unidade de saúde. Muito provavelmente, os repórteres foram barrados porque, se entrassem, encontrariam lá dentro um dos quatro servidores “afastados” por conta de “supostas irregularidades”.
Segundo informações, o envolvido retornou à ativa muito antes dos noticiados 30 dias de afastamento e, já na sexta-feira, 13, estava mandando e, principalmente, desmandando no Hblem.
Como já se afirmou neste blog, trata-se de vírus renitente e de difícil terapia. Requer tratamento de choque que a atual direção do Hblem não parece habilitada a ministrar.

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Após ter esbanjado dinheiro público em festa (quase R$ 1 milhão), mesmo com o governo itabunense se encontrando em péssima situação financeira, o prefeito Capitão Azevedo enfrenta a dura realidade das contas que não fecham.
A coisa está tão complicada, que ontem o prefeito interrompeu seu descanso dominical e convocou todo o secretariado para uma reunião extraordinária. Tema: redução geral nas despesas com horas extras, pagamento de adicional notuno, insalubridade, além do corte das chamadas FGs (Funções Gratificadas).
 A reunião teve desdobramento nesta segunda-feira, 16, e havia secretário comentando entredentes que o prefeito ataca o problema pelo lado errado. Analisavam que a verdadeira deficiência está na gestão administrativo-financeira e na incapacidade do setor jurídico para evitar os sucessivos bloqueios nos repasses do FPM.
Como o prefeito não se dispõe a ir ao “xis da questão”, a corda tende a arrebentar mais uma vez do lado mais fraco. Resta saber se o sindicato dos servidores irá permitir a injustiça.

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Engenheiros e técnicos observam início da obra (Foto Jorge Bitencourt).

Depois de atraso de sete meses, começaram hoje as obras de reurbanização da avenida Amélia Amado. Estão previstos alargamento das margens e cobertura do canal Lava-pés e criação de uma terceira pista.
Uma das razões para o atraso da obra foi o projeto encaminhado para análise do Instituto de Gestão das Águas e do Clima (Ingá), que vetou a proposta de “encapsulamento” do canal. O Ingá via na impermeabilização do solo um maior risco de enchentes e alagamentos mesmo após a cobertura do canal.
A outorga foi finalmente concedida pelo instituto ambiental em abril deste ano, após readequação do projeto por parte da prefeitura. A obra está orçada em cerca de R$ 12,4 milhões. Os recursos para a obra são do Governo Federal, via Ministério da Integração Nacional. A obra começa mais de um mês depois de assinada a ordem de serviço.

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Ontem, policiais militares cumpriam missão no Jardim Grapiúna (Favela do Bode), área das mais miseráveis de Itabuna. De repente, ouvem pipocar de fogos.
Uma criança de dez anos soltava os rojões.
Não, não se tratava apenas de um inocente seduzido pela pirotecnia. O ato do pequenino era um aviso aos traficantes de que havia presença “incômoda” na área.
Dura realidade.
O tráfico recruta gente cada vez mais nova para o seu exército (do mal).

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Azevedo apaga vela em aniversário.

Embora a prefeitura tenha investido maciçamente em propaganda em julho e gastado quase R$ 1 milhão com os festejos do Centenário de Itabuna no final do mês passado, a popularidade de Capitão Azevedo (DEM) caiu ainda mais em agosto.
Um mesmo instituto aplicou pesquisas no mês passado e agora. Apurou-se que a reprovação ao governo de Azevedo saltou de 43,7% em julho para 47% em agosto. O percentual dos que aprovam o governo caiu de 22,6 para 20,5%, entornando ainda mais o caldo para quem se elegeu com ampla margem de votos.
Foram ouvidas 1.200 pessoas em agosto e 1.100 em julho. As oscilações, frisemos, estão dentro da margem de erro da pesquisa (3 pontos percentuais). Porém, há queda consistente. Está aí, talvez, a razão do trio Geddel-Souto-Wagner não mais brigar pelo apoio do democrata.
Avaliação de Governo (agosto)
Péssimo – 25,7% (
Ruim – 21,3%
Regular – 29.8%
Bom – 15,4%
Ótimo – 5,1%
Não sabe – 2,5%
Não respondeu – 0,2%
Confira aqui os números de julho.

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Já existem leis prevendo o tempo máximo nas filas de bancos e supermercados, mas os cartórios continuam impondo castigo severo a quem precisa de uma simples autenticação de documento ou reconhecimento de firma.
Em Itabuna, havia nesta sexta-feira, 13, mais de cem pessoas na fila de um dos cartórios e obviamente nem todas receberam ficha para o atendimento. Não ser atendido significa atrasar a vida de quem precisa resolver algum negócio, quase sempre urgente, e que esbarra num serviço arcaico, preso irremediavelmente ao século passado.
Até quando?

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Prefeito foi informado há um ano e meio sobre as "irregularidades"

As falcatruas que um grupo de delinquentes vinha praticando no Hospital de Base eram conhecidas pelo prefeito de Itabuna. Há pelo menos um ano e meio, um servidor procurou o prefeito e o informou, com detalhes, sobre tudo o que estava ocorrendo. As mesmas informações foram transmitidas ao presidente da Fasi (Fundação de Assistência à Saúde de Itabuna).
Não houve – como deveria – uma ação enérgica para apurar a roubalheira e ainda hoje Antônio Costa, da Fasi, fica cheio de reservas ao tratar do assunto. Azevedo, o prefeito, ainda não se manifestou.
O que se sabe é que quatro ocupantes de postos-chave no hospital foram afastados por 30 dias, em virtude da existência de “indícios de irregularidades”.
Infelizmente, as providências chegam quando o maior hospital do sul da Bahia já se encontra em adiantado estado de sucateamento e rapinagem, sem condições de prestar um atendimento decente a quem dele precisa.
O Base, atacado pelos gafanhotos do dinheiro público, está na UTI. Mas a “doença” é combatida sem o necessário sentido de urgência e até se comenta que os “vírus” são resistentes a qualquer tratamento.

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A Prefeitura de Itabuna está com as finanças em frangalhos e informações de dentro do governo dão conta de que a tendência é de que o quadro piore cada vez mais. Hoje, a impagável dívida do município já supera em R$ 85 milhões a capacidade orçamentária.
Essa é a maior fonte de dor de cabeça para o prefeito Capitão Azevedo, que também não dorme a cada vez que os repasses para seu governo ficam bloqueados no Banco do Brasil por conta de pendências com o INSS.
Somente esta semana, a “tesourada” foi de quase R$ 1,5 milhão.

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Os problemas do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, não se resumem às supostas irregularidades constatadas em sindicância realizada na instituição. A Prefeitura de Itabuna também vem dando sua parcela de contribuição para tornar o Hblem um caos.
Nesta quarta-feira, 11, o Sindicato dos Servidores do Município se reuniu com o presidente da Fundação de Assistência à Saúde de Itabuna (Fasi), Antônio Costa, que administra o hospital. E ele foi porta-voz de uma informação desanimadora: o governo municipal não vem cumprindo com os repasses necessários para manter os pagamentos dos funcionários em dia. As datas dos repasses foram estabelecidas em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado entre Prefeitura, Sindicato e Ministério Público.
De acordo com nota do sindicato, os secretários da Fazenda, Carlos Burgos, e do Planejamento, Maurício Athayde, alegam não ter conhecimento do TAC.

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Estado aposta em programa para reduzir homicídios

Nunes aponta redução de homicídios em Itabuna (Foto Fábio Roberto/Pimenta).

O secretário de Segurança Pública da Bahia, César Nunes, definiu como “preocupante” o número de homicídios em Itabuna neste ano. Até ontem, foram registrados 110 homicídios no município. César Nunes acredita, no entanto, numa queda com as ações implementadas em julho e o lançamento do programa de policiamento ostensivo Ronda nos Bairros, hoje.
César Nunes está em Itabuna para o lançamento do programa que já existe em Salvador e Feira de Santana e atenderá, inicialmente, a 18 dos bairros mais violentos do município sul-baiano. Neste momento, ele se desloca para uma das áreas mais violentas da cidade, a região do Pedro Jerônimo.
O secretário disse que, conforme as estatísticas, houve queda da taxa de homicídio entre junho e julho. “É preocupante [a escalada da violência], mas em julho tivemos uma redução de 50% do número de homicídios em relação a junho”. Ele acredita que “o Ronda nos Bairros vai diminuir ainda mais” a quantidade de assassinatos.
Conforme estudos divulgado pelo Instituto Sangari e também pelo Ministério da Justiça, o município é um dos mais violentos do país e primeiro em falta perspectiva para jovens de 15 a 29 anos. Segundo estatísticas da polícia civil, cerca de 80% dos homicídios estão relacionados ao tráfico de drogas.
Nunes afirmou que as comunidades atendidas pelo Ronda nos Bairros terá “policiamento massivo, ostensivo, e a população será informada do número de telefone da viatura para chamados nas localidades”. Cinco viaturas e cinco motocicletas serão destinadas exclusivamente para o programa em Itabuna. “A resposta vai ser mais rápida [no combate ao crime]“.

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A rede Casas Bahia decidiu fincar os pés em solo itabunense. Um grande loja ocupará parte de um quarteirão da avenida do Cinquentenário com a rua Paulino Vieira, no centro. Ficará em frente ao Banco do Povo, no espaço ocupado antes por uma galeria de moda e uma loja de vestuário. A aquisição acirra, por aqui, a briga com a vice-líder do varejo, a Máquina de Vendas (Insinuante-Ricardo Eletro). O grupo planeja investir até R$ 11 milhões na abertura de novas lojas na Bahia em 2010.

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Lisboa, camisa clara (c), defende regulamentação de lei.

A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa é de 2006, mas apenas 25% dos municípios baianos regulamentaram dispositivo que cria facilidades para o microempreendedor se legalizar e poder ter acesso a crédito e cobertura previdenciária, por exemplo.
Segundo o coordenador regional do Sebrae, Renato Lisboa, 80% dos municípios mineiros já regulamentaram a aplicação da Lei. No Espírito Santo, todos os municípios já seguiram este caminho. Melhor é que todos ganham. Há incremento na arrecadação e microempreendedores saem da informalidade.
Mas vá entender porque muitos prefeitos resistem à ideia de regulamentá-la. No sul da Bahia, apenas Uruçuca e Aurelino Leal, segundo Lisboa, já funcionam nestes moldes. O coordenador do Sebrae espera que a iniciativa em Itabuna gere uma espécie de contaminação positiva, que outros municípios sigam o exemplo.
Hoje, o secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Itabuna, Carlos Leahy, afirmou que o município espera um incremento de receita em torno de 25% com a regulamentação, e a legalização de até dois mil microempreendedores informais (camelô, dono de salão, baiana do acarajé, por exemplo).
Com tantos fatores conspirando a favor, a Câmara de Vereadores acabou por aprovar, por unanimidade e em dois turnos, a regulamentação da Lei Geral. Espera-se que o prefeito Capitão Azevedo (DEM) sancione o projeto de Lei ainda nesta sexta, 13.
Se antes a coisa demorou pra sair do papel, hoje o “trem” deslanchou de vez. A reunião das comissões técnicas e as duas sessões ocorreram nesta tarde de quarta. “Foi uma sessão histórica”, definiu o presidente das Comissões Técnicas, Wenceslau Júnior. O relator do projeto, Claudevane Leite, anunciou que a parte tributária da Lei será votada junto com o Código Tributário, que está sendo reformado.