A bela e inconfundível arte de Waldyrene Borges encontra-se na exposição “Memórias Herdadas”. Até o dia 30 de julho, os quadros da artista podem ser apreciados no Jequitibá Plaza Shopping, onde o público tem a oportunidade de conferir as novas técnicas introduzidas por ela em seu trabalho já reconhecido.
A mostra, segundo Waldyrene, é uma homenagem ao centenário de Itabuna.
Antigo prédio do Divina (Foto Blog História de Itabuna).
O Pimenta bate “de primeira”: o Ministério da Educação (MEC) divulgará nesta segunda, 19, os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por escola.
O Colégio Vitória foi considerado o melhor de Ilhéus no Enem 2009 e o 50º do país. Somou 701,18 de 1.000 pontos possíveis. Foi o segundo melhor na Bahia.
Em Itabuna, a escola de melhor desempenho no exame realizado foi a Divina Providência, com média total de 641,54 pontos. Alcançou o 55º lugar no ranking estadual do Ensino Médio.
A pontuação considera o desempenho dos estudantes em redação e na prova objetiva.
Os primeiros resultados do Enem representam uma guinada para uma das mais tradicionais escolas de Itabuna.
A Divina Providência se recupera de uma grave crise que a levou a sair do endereço na rua São Vicente de Paulo, no centro, para um prédio na avenida do Cinquentenário.
O desempenho da Divina desbancou os campeões do Enem em Itabuna, nas edições anteriores: o Sistema (com 633,8 pontos em 2009) e Galileu (632,23).
Em comum, as três escolas têm o fato de serem da rede privada de ensino. Para efeito de comparação, a média da edição do Enem 2009 foi de 500 pontos.
Na rede pública, o melhor desempenho itabunense foi registrado pelo Colégio da Polícia Militar, que obteve 575,1 pontos nas provas objetiva e de redação.
O Ciso-Estadual pontuou com 540,14, à frente do Colégio Modelo, com 527,12. A média nacional em 2009 bateu em 529,63 pontos.
O Centro Integrado Oscar Marinho Falcão (Ciomf) obteve 520,63 pontos. A unidade de ensino com menor rendimento no Enem 2009 foi o Grupo Escolar Félix Mendonça, com 453,1 pontos.
O Félix Mendonça funciona no bairro Sarinha e oferece turmas do Ensino Médio Regular (EMR) e Educação de Jovens e Adultos (EJA). A pontuação apresentada é a média do EMR e EJA.
EM ILHÉUS, COLÉGIO BATE 701 PONTOS
Campeões sul-baianos no Enem, os alunos do Colégio Nossa Senhora da Vitória (Colégio Vitória) cravaram 701,18 pontos na soma das provas objetivas e de redação. É a terceira vez que o Vitória se destaca no sul da Bahia (confira).
A Terra de Gabriela também tem a escola com a segunda melhor pontuação entre Ilhéus-Itabuna (a terceira na região). O Colégio São Jorge obteve 660,64 pontos, conforme o MEC.
O resultado do São Jorge é quase idêntico aos 660,33 pontos do Instituto Nossa Senhora da Piedade.
Na rede pública, o melhor desempenho em Ilhéus foi o dos alunos do Colégio da Polícia Militar, com 550,41 pontos.
EM FEIRA, A MELHOR DA BAHIA
A Escola Monteiro Lobato, segundo o MEC, teve segunda melhor nota entre as escolas sul-baianas, com 662,97 pontos. A unidade fica em Coaraci.
No cruzamento feito pelo Pimenta com os dados disponibilizados pelo Ministério da Educação, constatou-se que a Helyos foi escola de melhor pontuação no Enem 2009 na Bahia.
Com 730,42 pontos, ela está sediada em Feira de Santana, a segunda maior cidade da Bahia. É a nona melhor do país, segundo o ranking do MEC. A campeão nacional foi a Vértice, de São Paulo, com 749,70 pontos. OS 10 PRIMEIROS NA BAHIA (Fonte Inep/MEC)
1º Colégio Helyos (Feira de Santana/Privado) – 730,42 2º Colégio Vitória (Ilhéus/Privado) – 701,18
3º Colégio Anchieta (Salvador/Privado) – 696,43
4º Colégio Militar (Salvador/Público. fed) – 692,09
5º Colégio Acesso (Feira de Santana/Privado) – 691,96
6º Colégio Maria Montessori (Ipirá/Privado) – 690,62
7º Ifet (Simões Filho/Público.fed) – 690,08
8º Ifet (Salvador/Público.fed) – 682,55
9º Ifet (Salvador/Público.fed -EMR-EJA) – 681,47
10º Centro Ed. Villa Lobos (Salvador/Privado) – 681,44 Os melhores colocados do sul da Bahia (ranking estadual)
2º Colégio Vitória (Ilhéus/Privado) – 701,18 27º Escola Monteiro Lobato (Coaraci/Privado) – 662,97 30º Colégio São Jorge (Ilhéus/Privado) – 660,64
33º Colégio Ins. N.S. da Piedade (Ilhéus/Privado) – 660,33
Jutahy: premissa falsa.
A principal figura do PSDB na Bahia, o deputado federal Jutahy Júnior, partiu de premissa falsa para dizer que acredita numa vitória histórica do presidenciável José Serra em outubro, diante da petista Dilma Rousseff.
Na entrevista que concedeu ao Trombone (veja aqui), Jutahy afirmou: “Tenho convicção da vitória de Serra na disputa presidencial, inclusive em Itabuna, como ocorreu em 2002, no segundo turno, contra Lula”.
Caso a história se repita, a vitória será de outro candidato. É que em 2002 o tucano foi derrotado em Itabuna pelo atual presidente da República tanto no primeiro quanto no segundo turno: Lula obteve 48.145 votos e Serra ficou com 44.055 votos no embate direto, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Quando considerado o primeiro turno, Lula obteve 34.827 votos e Serra, em quarto, registrou 10.226 votos. O segundo mais votado naquela peleja de 2002 no primeiro turno em Tabocas City foi Ciro Gomes. À época no PPS e apoiado por Fernando Gomes, o ex-governador cearense teve aqui 23.195 votos. O terceiro foi Garotinho, então no PSB, com 21.439.
Reconheça-se, no entanto, que há oito anos Itabuna era governado pelo deputado federal Geraldo Simões. O resultado do segundo turno, quando Serra quase bate Lula no município, deixou GS com a imagem arranhada. Serra teve o apoio do ex-prefeito Fernando Gomes.
O presidenciável tucano ficou a pouco mais de 4 mil votos do atual presidente da República, mesmo não tendo a mínima estrutura de campanha em “Tabocas”. Simbolicamente, foi uma vitória. Mas como a urna só admite a frieza dos números, o “Barbudinho” saiu vencedor em Itabuna e no plano nacional. Tornou-se o presidentente.
Leia sobre a visita de Serra ao sul da Bahia:
Miralva: desgaste.
Um petista bastante próximo ao deputado federal Geraldo Simões disse hoje ao Pimenta que são bem remotas as chances da professora Miralva Moitinho, presidente do diretório do PT em Itabuna, ser candidata a prefeita em 2012.
Segundo o militante, o deputado, cacique do partido no município, anda ressabiado com a presidente e estaria decidido a, como se diz, “lhe dar um gelo”. Diz que ela terá, inclusive, reduzida sua influência na campanha geraldista de reeleição a deputado. O escolhido para coordenar a campanha teria sido o engenheiro Eduardo Barcellos.
Azevedo torra mais de R$ 500 mil na festa.
A prefeitura de Itabuna gastará mais de R$ 500 mil apenas com as contratações de bandas e cantores para a Festa do Centenário.
O valor apurado não inclui gastos do município com estrutura de shows, hospedagem e transporte das atrações que se apresentarão nos dias 27 e 28 na avenida Princesa Isabel, ao lado do centro administrativo Firmino Alves.
De acordo com os contratos, o show do Chiclete com Banana ficará por R$ 240 mil. Será a atração mais cara. O cachê de Fábio Júnior é de R$ 103 mil. A Banda Lordão custará R$ 71 mil, conforme divulgado na última sexta-feira (clique aqui).
No dia 27, ainda se apresentam Banda Vera Cruz e John Kelson. Outras bandas de menor expressão foram contratadas pelo município. A Festa do Centenário ainda prevê apresentações gospel na avenida Princesa Isabel, dia 28. Aline Barros é a principal atração do dia 28, aniversário de 100 anos de emancipação político-administrativa de Itabuna. A apresentação custará R$ 58,4 mil.
A prefeitura não divulga em seu material informativo à imprensa qual a estimativa de gastos com a contratação de bandas e cantores e estrutura de shows. A informação é de que o Grupo Chaves assumirá parte dos custos com infraestrutura de shows, mas não é divulgado qual o valor investido pelo grupo.
Os extratos dos contratos publicados pelo município deixam claro a contratação dos serviços musicais das atrações, mas não esclarecem sobre os custos com transporte, hospedagem e infraestrutura de shows. Os R$ 500 mil só como cachê na festa é o equivalente à realização de um Carnaval Antecipado no município.
Em tempos imemoriais, quando a tuberculose era doença gravíssima, bastava alguém ter uma simples tosse que logo surgia um engraçadinho, com a piada manjada: “Trate da alma, pois o corpo não tem mais jeito”. Toda a turma de aposentados da pracinha já ouviu esta bobagem – que, de uns anos para cá, me tem sido lembrada, quase sempre que a mídia noticia um sepultamento: atualmente, na visão dos nossos redatores, já não se enterram pessoas, enterram-se corpos. Como corpo e alma são entidades dicotômicas, ficamos com a impressão de que nos querem dizer que a alma do penitente não desceu à cova, mas apenas o corpo. Então, tá.
POETA FOI SEPULTADO EM JUNHO
Uma tragédia que se abateu sobre (pelo menos) duas famílias em Itabuna, no mês passado, alimentou a má construção de textos na mídia: poucos veículos deixaram de mencionar que “os corpos foram enterrados”. Mas a boa linguagem fornece muitos exemplos no sentido contrário. A Rádio Notícias deu, em 2005, a seguinte nota: “O Papa João Paulo II foi sepultado esta sexta-feira, na cripta da Basílica de São Pedro…”, o jornal Voz da Rússianoticiou que “O poeta Andrei Voznessenski (foto), que faleceu no dia 1º de junho, foi sepultado no Cemitério Novodevitchie de Moscou” – sem especificar que os enterros foram dos corpos. Nem precisava. Não se enterra a alma.
JK FOI ENTERRADO AO LADO DO AMIGO
Os exemplos são legião. Num artigo sobre personagens históricos fico sabendo que “Ciro foi sepultado em uma simples tumba de pedra”, em referência ao rei Ciro I (559-530 a. C.), do Império Persa; na Bíblia, relata-se que “Sara, Abraão, Isaque, Rebeca, Lia e Jacó foram enterrados em Hebrom, numa caverna denominada Cova de Macpela”; retornando ao Brasil, em texto do jornalista Francisco Basso Dias, Os anos JK, anoto que “JK foi enterrado ao lado do amigo Bernardo Sayão, engenheiro e principal executor da construção de Brasília” – na foto, Juscelino Kubitscheck com Fidel Castro, em 1959. Vejam que nos três exemplos menciona-se o enterro (ou sepultamento) das pessoas, não dos seus corpos.
BOBAGEM QUE JÁ FOI CONSAGRADA
Adianto-me às vozes que vão defender tal escolha: sei que o emprego de “enterrar o corpo de Fulano” (em vez de, mais simples, enterrar Fulano) está sedimentado, certamente com a ajuda daqueles que, nas redações, se limitam ao processo de repetição, decretado o fim do trabalho de pensar. Alguém escolhe uma fórmula, outros vão atrás e, quando menos se espera, a coisa está “consagrada pelo uso”. É o caso: variados meios utilizam esse incômodo “corpo”, sempre que noticiam um sepultamento. Esquecendo que a simplicidade é uma qualidade do estilo, esses novidadeiros fazem questão de dificultar o que é fácil.
Se não há montanhas, como escalá-las?Se não há florestas, como embrenhar-me em sombras que não estas? Se não há o mar, como falar-te de águase horizontes?– Sou o cantor desta planície, e me abismoem mim, e desço aos outros de mim, e sofro os outrosde mim.
“A MORTE, A NOITE, O NADA, O TEMPO”
Em “Itabuna” (com foto de Waldyr Gomes), acima, Telmo Padilha (1930-1997) justifica o crítico Fausto Cunha, que identifica um lado “estranhamente trágico” na produção do poeta itabunense. Esta página, bebida em O anjo apunhalado (1980), confronta o cantor com a impossibilidade do canto (como cantar as águas e os horizontes, se não há mar?). Esse sofrimento diante do imutável parece ser a essência do trágico no autor de Canto rouco. Poeta universal, Telmo Padilha (foto), ao longo de sua obra, com cerca de 35 títulos, foi fiel aos temas que inquietam o ser humano, desde que este se descobriu na terra, lembrados na crítica que lhe fez Augusto Frederico Schmidt: “a morte, a noite, o nada, o tempo” – a tragédia da vida vivida, enfim.
Sei que vou mexer em casa de maribondos, mas devo dizer que abomino a pronúncia anglicizada “raicai” – para aquele pequeno poema japonês que o Vocabulário Ortográfico denomina haicai. Já ouvi tal pronúncia vinda de alguns intelectuais, mas sempre imaginei tratar-se de mero descuido, pois eles são obrigados a saber, mais do que eu, que o H português/brasileiro não tem e não teve jamais som de R. Logo, haicai (com H mudo) é a escolha, não importa que alguns autores, muito receptivos ao que nos vem da América do Norte (“O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”, dizia um ex-governador baiano), desejem “consagrar” a deplorável forma “raicai”.
O “REXA” DO BRASIL FOI ADIADO PARA 2014
Como haicai é dicionarizada, chamá-la “raicai” cria uma exceção injustificável. A não ser que passássemos a falar “rábito” (hábito), “rabitar” (habitar), “Raiti” e “raitiano” (Haiti e haitiano), e em vez de hastear a bandeira, a “rastearíamos”. Lembremo-nos de que o H seguido de outras vogais que não o A dos exemplos anteriores, formaria excrescências prosódicas interessantes: “rolístico” (em lugar de holístico), “Rélio” – para azar de Hélio Pólvora (foto), “ríbrido” (híbrido) etc. Os brasileiros passariam a sonhar com o “rexa” (novo nome para o hexacampeonato) e aquele bichinho que ri, não se sabe de quê, sairia no lucro: seria chamado “riena”, ganhando um nome apropriado.
SUMIDADE JURÍDICA DIANTE DO ESPELHO
E imagino não estar tão distante o dia em que, pela macaquice que brasileiro alimenta com a língua inglesa, será criado esse H aspirado que parece tanta falta fazer a essa gente. É que, além de “raicai”, já ouvi um douto jurista (ao menos, ele assim se vê no espelho) referir-se ao Código de “Ramurabi”, quando todo mundo que passou pela aula de História sabe tratar-se do Código de Hamurabi). Acreditem em mim: também vi um religioso judeu ser tratado em página de jornal como “habino”, em lugar do óbvio rabino. E aí já é mais grave, pois o H e o R fizeram um caminho surpreendente, de sorte que a pronúncia correta (rabino) contaminou a escrita (“habino”). E ainda mexeram com o judaísmo.
Todo mundo já ouviu por aí que William Christopher Handy (o WC Handy) inventou o gênero blues, com Saint Louis blues. São lendas que alimentam a música negra norte-americana. Pouco importa que o próprio Handy tenha feito Menphis blues dois anos antes (Saint Louis blues é de 1914), e que seu pioneirismo seja contestado por dez entre dez especialistas. Outro americano (John Ford, no filme O homem que matou o facínora) já sugeriu que quando a lendaé mais interessante do que ofato, deve-sepublicar a lenda. A invenção do blues é pura lenda; fato é que WC Handy fez várias canções, mas se tivesse parado em Saint Louis blues já estaria “clássico”.
O BLUES ADOTADO “NA RAÇA”
O tema foi gravado por Besse Smith, Billy Eckstine, Armstrong, Velva Midleton, Cab Calloway, Harry James, Glenn Miller, Nat King Cole, Billie Holiday, Dave Brubeck e Ella Fitzgerald, só os poucos de quem me lembro. A brasileira Rosa Maria (foto), aquela do California dreams, também gravou St. Louis blues. A verdade é que WC Handy se tornou “Pai do blues” porque ele mesmo se apropriou do título, com o livro The father of the blues, lançado em 1941 (como o filho estava órfão, ele se adiantou com o processo de adoção). Diz a lenda que Handy, já em criança, tinha um ouvido incrível, a ponto de anotar em notas musicais o assovio dos pássaros, o apito dos barcos e o barulho das águas do rio Tennessee.
MÚSICA NASCIDA NO SOFRIMENTO
Gerado nas work songs (canções de trabalho) dos negros colhedores de algodão, o blues rima bem com tristeza. O Brasil até usava, há decênios, uma gíria americana, numa estranha forma singularizada de blues: “Fulano está blue”, dizia-se, para identificar alguém jururu, de crista baixa. St. Louis blues fala de um indivíduo solitário, esmagado pela cidadezinha, roendo saudades da mulher querida que foi embora. As que ficaram, cheias de jóias, dominadoras, arrastam seu homem por aí, pelos cordões do avental (by her apron strings), não lhe servem, é claro. Sem perspectivas, ele diz que vai fazer as malas e dar o fora. O tema é recorrente, mas, na composição de Handy (foto), se mantém vivo há 96 anos.
</span><strong><span style=”color: #ffffff;”> </span></strong></div> <h3 style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>E FRED JORGE CRIOU CELLY CAMPELLO!</span></h3> <div style=”padding: 6px; background-color: #0099ff;”><span style=”color: #ffffff;”>No auge do sucesso, em 1965, a música teve uma versão no Brasil, gravada por Agnaldo Timóteo. Como costuma ocorrer com as
BRANCO E PRETO, LIGHT E VISCERAL
O St. Louis blues já beirava os 70 anos, quando nasceu Peter Cincotti, em Nova Iorque. Hoje, o artista está com 27 (nasceu em 1983) e administra uma carreira de talentoso cantor e pianista de jazz. O fato de um artista de tão pouca idade se deixar empolgar por uma canção popular antiga é sintomático do gosto dele e da qualidade dela. O arranjo, cheio de swing, desdenha a tristeza típica do gênero, mas é justo dizer-se que Cincotti não está nada mal, para um jovem branquelo descendente de italianos. Em seguida, Nathalie Cole (com luxuosa participação “tecnológica” do próprio Handy) mostra a diferença entre cantores negros e brancos: ele é light; ela, visceral.
Uma legião de secretários municipais de Itabuna estão evitando falar ao celular. Suspeitam que a KGB da prefeitura anda a “grampear” as linhas telefônicas. Os arapongas não estão ‘ligando’ para corrupção ou desvios éticos. A grampolândia teria a finalidade, apenas, de propagar aquilo que é mais velho até que o homem, o fuxico.
Serra mudou de posição e agora é favorável a ZPE em Ilhéus (Foto Pimenta).
O presidenciável José Serra (PSDB) disse ao Pimenta que mudou a sua posição quanto às Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) mudou – principalmente no caso de Ilhéus. Apesar de deixar claro que o contexto econômico é outro, ele afirmou que os demais projetos de ZPEs têm de ser analisados caso a casa. Atualmente, são cerca de 20 projetos.
Quando ainda era deputado constituinte e logo depois senador paulista, Serra afirmou que as Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) era um estímulo à sonegação. Hoje, no sul da Bahia, mudou sua visão. O município ilheense já implantou a sua ZPE, na zona norte, e trabalha com a perspectiva de gerar 30 mil empregos até 2020. Os projetos estão focados na agroindústria e eletroeletrônicos. As ZPEs têm sua produção voltada para o mercado externo.
Se deslanchou ao falar de projetos para o sul da Bahia, mostrou-se econômico ao extremo ao falar de ZPEs. Pimenta – O sr. ainda continua contra às ZPEs no Brasil?
Serra – O contexto brasileiro mudou. A situação mudou. Eu era contra ZPEs no final dos anos 80.Era outro contexto. Pimenta – Hoje o sr. é favorável? Serra – Aqui em Ilhéus, sim, não é todas [as cidades*]. Depende de cada uma. Cada caso é um caso. A ZPE é um grande fator de desenvolvimento.
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Antes, na entrevista ao Pimenta e ao repórter Roger Sarmento, da TV Santa Cruz, Serra atacou a lentidão do governo em projetos de infraestrutura para o sul da Bahia e, também, a municipalização da água em Itabuna.
O presidenciável tucano criticou os governos federal e estadual por apresentar “só agora” o Complexo Intermodal Porto Sul. “Por que só agora esse projeto, depois de sete anos de governo, no apagar das luzes?”, questiona. “Realmente, não dá tempo”.
Outra estocada foi no ex-prefeito Fernando Gomes, que municipalizou o serviço de abastecimento de água. “Itabuna tem um problema que me parece inacreditável no século XXI. Houve uma municipalização do saneamento que não deu certo. Essa é uma coisa que nós vamos equacionar. Não dá para [Itabuna] completar o centenário agora e faltar água”
Ele prometeu ainda levar o Bolsa-Família para pessoas pobres às quais “o programa ainda não chegou”. Casado com o Bolsa-Família, ele disse que vai investir na criação do Protec, o Prouni do ensino técnico-profissionalizante. “Temos de ajduar os jovens a ter acesso à educação profissionalizante”, disse.
Ainda no plano regional, disse ser inaceitável que o aeroporto de Ilhéus, “uma cidade turística”, não opere por instrumentos. “Podemos montar um aeroporto digno até para receber turistas”. Por conta da falta de instrumentos, observou, muitos são obrigados a viajar até seis horas para usar o aeroporto internacional de Salvador.
Enquanto Serra falava, o presidente do PSDB baiano, Antônio Imbassahy, comemorava: “Adervan, ele seguiu direitinho aquilo que a gente combinou”. Largou um sorriso ao identificar o repórter do Pimenta flagrando a “comemoração”.
Com três lojas em Itabuna e 140 no Nordeste, a Rede Lojas Maia foi adquirida por cerca de R$ 300 milhões pelo Magazine Luiza, terceira maior rede de varejo do Brasil. O anúncio oficial do acordo será nesta próxima segunda, 20. As Lojas Maia possuem 2,3 mil funcionários e está presente em todos os estados do Nordeste.
A venda da rede paraibana de eletroeletrônicos e móveis foi facilitada devido a dívidas. A empresa entrou em processo de expansão a partir de 2005, mas não teve gás para implementar os projetos.
Um exemplo da falta de “caixa” foi Itabuna. Ao comprar parte do imóvel onde antes funcionou o Hiper Messias, a Maia pensava transformar o ponto em central de distribuição para a Bahia e parte do Sudeste. A falta de dinheiro “travou” o projeto. Acabo apenas abrindo a loja, que funciona junto com o Hiper Itão.
Houve mudança na agenda do presidenciável José Serra (PSDB), que neste sábado, 17, visita Itabuna e Ilhéus. Na Terra da Gabriela, estava prevista uma coletiva no comitê de campanha que será instalado no bairro da Barreira, item alterado.
Em vez da coletiva na Barreira, Serra preferiu um bate-papo com a imprensa no tradicional Bar Vesúvio, no centro histórico da cidade. Por intermédio do presidente do diretório do PSDB na Bahia, Antônio Imbassahy, o tucano mandou avisar que está desejando saborear o famoso quibe do Vesúvio.
Imbassahy confirmou a visita do correligionário, que esteve sob ameaça de ser cancelada.
Do leitor que se identifica como “Itabunense”, recebemos esta provocação. As partes envolvidas têm espaço garantido para a réplica.
Fala, “Itabunense” incendiário:
Após ver a verdadeira celeuma que se criou em torno da localização do Atacadão e do Makro, que gerou problemas envolvendo serviços de transporte e uma série de questionamentos por parte da população, venho esclarecer:
1) O limite que separa Itabuna e Ilhéus passa exatamente entre o Atacadão e o Makro, de forma a que 90% da área do Makro fica dentro dos limites de Itabuna e 90% da área do Atacadão ficam dentro dos limites de Ilhéus.
2) No local onde hoje se constrói o Makro, já funcionou o Parque Cavalo de Aço e se construiu um loteamento que pertencia ao Sr. Miguel Pinheiro e ao Sr. Vinicius Teixeira, antes de o venderem para o Makro. Ambos empreendimentos eram registrados no município de Itabuna.
3) A prefeitura de Itabuna, de posse da lei estadual que delimita os limites fronteiriços entre os municípios e munido de aparelhos GPS, está preparando um dossiê para solicitar do estado da Bahia, não apenas a área do Makro, que já é sua por direito, mas uma área maior, que inclui até mesmo a do Atacadão. Isso por que a lei determina que o limite da cidade fica na ponta da ilha dos Quericós [alguém lembra?], mas não determina se é a ponta leste ou oeste. Ou seja, uma questão de interpretação apenas, que será levada à Assembléia Estadual.
4) Erroneamente, e sabe-se Deus porque cargas d´agua, o Makro deu entrada na documentação das suas obras na prefeitura de Ilhéus e, cedo ou tarde, terá que refazer tudo na cidade de Itabuna.
5) A prefeitura de Itabuna, pode a qualquer momento, e já deveria ter feito isso, embargar as obras de construção do MAKRO, pois a documentação obtida equivocadamente em Ilhéus não possui validade no nosso município.
6)Os ônibus municipais de Itabuna podem sim realizar serviços de transporte para aquela localidade, pois o Makro ainda pertence ao território itabunense.
Sendo tudo que se apresenta, espero que essas informações ajudem a corrigir distorções que começaram a ocorrer.
Publicaremos ainda hoje a entrevista concedida nesta quinta-feira, 15, pelo prefeito Capitão Azevedo ao repórter Fábio Roberto. Foi durante o lançamento da candidatura do deputado federal Luiz Argôlo (PP), um dos que contam com o apoio do gestor itabunense.
Em um dos trechos da conversa, Azevedo questiona a veracidade dos números sobre geração de emprego em Itabuna, afirmando que eles não se sustentam, a menos que exista “alguém burlando a lei”. O prefeito mencionou os “900 empregos” gerados por uma obra do programa Minha Casa, Minha Vida no bairro São Roque.
Ele também falou sobre a mobilização para que Itabuna retome a gestão plena da saúde. Segundo Azevedo, do ponto de vista administrativo a plena já é uma realidade. “Só falta termos os recursos correspondentes”, declarou o prefeito ao repórter.
Logo mais, publicaremos a conversa na íntegra.
O prefeito José Nilton Azevedo (DEM) esteve no ato de apoio à candidatura a deputado federal de Luiz Argôlo (PP), há pouco. O ato ocorreu no Grapiúna Tênis Clube. Muitos compareceram ao evento na expectativa de que o prefeito itabunense, enfim, anunciasse quem vai apoiar na disputa ao governo baiano.
Apesar de Argôlo fazer uma forcinha por Wagner, Azevedo se segurou. Não foi dessa vez que ele tornou público o nome do seu candidato ao Palácio de Ondina. Outra dúvida é sobre quem o democrata apoiará na eleição que escolherá o novo presidente da República. José Serra (PSDB), aliado do DEM de Azevedo, estará em Itabuna no próximo sábado, 17.
Os números do emprego em junho revelam que Ilhéus abriu mais vagas de trabalho do que Itabuna no mês em que o Brasil atingiu marca histórica. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o país gerou 1.473.320 novos empregos no primeiro semestre de 2010. É a melhor marca brasileira em um semestre dentro da série histórica medida pelo ministério.
Enquanto isso, Ilhéus abriu 102 novos empregos em junho, ante Itabuna 99. No acumulado dos seis primeiros meses de 2010, Ilhéus abriu 759 novos postos de trabalho. Já Itabuna, 493.
Os setores que mais geraram novas oportunidades em Ilhéus foram os de indústria (338) e comércio (216 vagas). Em Itabuna, foram a construção civil (319 vagas) e a indústria (253). Em compensação, o setor de serviços eliminou 165 empregos com carteira assinada.