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Uma professora relata o drama vivido pelos educadores em Itabuna. Na última quinta (29), a polícia militar apreendeu sete estudantes de três escolas. Todos foram detidos no Instituto Municipal de Educação Aziz Maron (Imeam).

Os estudantes, relata a colega da vítima, invadiram a escola para não apenas ameaçar, mas tentar espancar uma professora de matemática. Delinquentes.

O que ela fez para tanto? Apenas o comum a um educador: cobrar rendimento, cumprimento das atividades.

Apurou-se, conta a educadora, que os alunos eram do Imeam, Grupo Escolar General Osório e Josué Brandão. O caso, porém, não ocupou espaço na mídia, ressalta, triste. Daqui, observamos que tristeza mesmo é a reação dos chefes do sistema de educação. Alguns deles ficam uma ‘arara’ e em vez de tomar alguma atitude preferem atacar os veículos de comunicação.

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Um grupo de juízes de Itabuna foi recebido em audiência nesta sexta-feira (30) pela desembargadora Telma Brito, presidente do Tribunal de Justiça da Bahia.  O encontro foi marcado para tratar da proposta de construção do novo fórum do município em uma área oferecida pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). De acordo com o superintendente regional deste órgão, Saulo Pontes, o terreno de 10 mil metros quadrados, no bairro São Caetano, pode tranquilamente ser transferido para o judiciário.

Segundo os magistrados que estiveram no Tribunal, entre eles o diretor do Fórum Ruy Barbosa, Wilson Gomes, a desembargadora demonstrou entusiasmo com a proposta e a encaminhou para sua assessoria a fim de que sejam realizados os estudos técnicos necessários. A reunião contou com a participação do presidente da Associação dos Magistrados da Bahia, Nartir Weber.

Os outros juízes de Itabuna que fizeram parte da comitiva foram Adriano Borges (Vara de Família), Antônia Marina Faleiros (1ª Vara Crime), Benedito Alves Coelho (5ª Vara Cível), George Alves de Assis (2ª Vara Cível do Sistema de Juizados) e Érico Bastos (3ª Vara Cível).

A subseção da OAB de Itabuna, comandada pelo advogado Andirlei Nascimento, foi responsável pelo início dos entendimentos com o DNIT para a doação do terreno ao judiciário.

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Juca Kfouri

Corria o ano de 1956, e, sem pieguice, eu não podia correr.

Uma tuberculose ganglionar quase tinha me matado, e eu andava fraco.

Já fora de perigo, me mandaram passar uns dias em Ilhéus, na Bahia, na casa de parentes.

Tio Pacheco era médico, dono do hospital da cidade, e um figuraço, casado com tia Esther, irmã de minha avó.

Estava lá eu em franca recuperação quando foi anunciada a presença do Fluminense em Itabuna, ali perto.

Foi então que tio Pacheco chegou em casa no fim de uma bela quinta-feira com dois ingressos na mão e prometeu que iríamos ao jogo.

Havia dias que eu não tinha febre, mas, sei lá se a excitação mexeu demais comigo, fato é que na sexta-feira amanheci febril.

Assim foi durante todo o dia, 38, 39 graus de febre, e, quando o tio Pacheco chegou e soube, nem pestanejou: sentou-se ao meu lado e disse que era melhor esquecer o jogo, mas que de todo modo me faria uma surpresa no domingo. Desnecessário contar o tamanho da frustração, e, na verdade, não havia surpresa possível que me interessasse ou consolasse.

Passei o sábado bem jururu e fui acordado no domingo com o anúncio de que tinha uma surpresa para mim na sala.

Lavei o rosto, escovei os dentes, fui para a sala e dei de cara com um bando de gente que eu não sabia bem quem era.

Era o time do Fluminense!

Tio Pacheco havia conseguido levar o time do Flu à casa dele, para visitar o sobrinho doente.

Ganhei autógrafos do Castilho, do Pinheiro, do Telê Santana, do Escurinho, uma beleza!

Muitos anos depois, às vésperas da Copa de 82, perguntei a Telê se ele se lembrava do episódio, e ele disse que sim, vagamente. E, sempre que de alguma maneira divergíamos, ele me ameaçava: “Vou espalhar para todo mundo que você já sentou no meu colo”.

Mas foi em 1984 que essa história teve seu fecho de ouro.

Num programa de tv, com Castilho, o maior goleiro da história do Flu, e Telê, perguntei a eles, piscando o olho para Telê, se guardavam alguma lembrança de visitas a crianças doentes em excursões do Flu.

E Castilho imediatamente se virou para Telê e disse: “Sim, é claro. Você se lembra, Telê, de um menino paulista que fomos visitar na Bahia, estava com uma doença grave, bem fraquinho, acho até que morreu?”

Antes que Telê falasse qualquer coisa, eu disse a Castilho que o garoto era eu.

O velho e sensível goleiro se emocionou às lágrimas.

Foi a última vez que o vi.

Três anos depois, deprimido, Castilho suicidou-se.

Deixou saudade.

Extraído do livro “Meninos, eu vi”, de Juca Kfouri.

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Dezenas de curiosos cercaram o local do incidente (foto Radar)

Uma pequena colisão entre uma caminhonete Peugeot e um Cross Fox, no estacionamento do Jequitibá Plaza Shopping, teve consequência nada agradável para o servidor público Mauro  Peixoto de Almeida Filho, de 44 anos. Segundo o site Radar Notícias, ele dirigia a caminhonete e atingiu a lateral do outro carro, ocupado por duas mulheres, uma delas grávida.

As ocupantes do Cross Fox disseram que Mauro Peixoto ficou nervoso, as chamou de “piruinhas” e fez ameaças. Além de estar dirigindo com sinais de embriaguez, o servidor público transportava uma criança de três anos, sua filha, no banco da frente e sem qualquer proteção, o que é considerado infração de trânsito.

Com a chegada de policiais e agentes de trânsito ao local da colisão, o motorista ficou ainda mais nervoso, pois não aceitava ser conduzido para a delegacia. A resistência obrigou os policiais a algemarem o homem. Uma agente de proteção ao menor foi chamada para ficar com a criança até a chegada da mãe.

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Vejam a que ponto é capaz de chegar a incoerência do atual governo itabunense. Uma das medidas adotadas pela gestão foi a retirada do adicional de insalubridade de funcionários que comprovadamente trabalham em condições que justificam o pagamento do benefício.

O caso mais grave e emblemático está na pocilga onde funcionam a Central de Regulação do SUS, a unidade de referência em DST/Aids e um almoxarifado da Secretaria Municipal de Educação. As condições do lugar são tão deploráveis, que recentemente o funcionário Dermival Campos da Silva morreu vítima de leptospirose, com fortes indícios de ter contraído a doença naquele prédio.

Os servidores, com absoluta razão, consideram um absurdo trabalhar nessas condições, e principalmente sem adicional de insalubridade. Em protesto contra a situação, eles prometem paralisar o trabalho nesta segunda-feira, 3, primeiro dia útil do mês, quando o movimento na Central de Regulação é sempre maior.

Em nota encaminhada à imprensa, representantes dos servidores fazem uma descrição do pardieiro em que trabalham: “a estrutura física do prédio encontra-se em estado precário; a água utilizada para uso geral encontra-se armazenada em local inapropriado, no mesmo nível do chão, permitindo a entrada de água da chuva, rato, poeira, dentre outros. Havendo chuva a unidade fica alagada, aumentando o risco de contaminação por qualquer tipo de doença infecto-contagiosa. As cadeiras estão danificadas devido à falta de manutenção. O local não possui ventilação adequada e os condicionadores de ar existentes  não funcionam de forma satisfatória. A fiação elétrica encontra-se exposta em todos os setores, ocorrendo constantemente queda de energia e curto circuito.”

Precisa dizer mais alguma coisa?

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Depósito que guardava os botijões roubados pertence a uma distribuidora de gás de Itabuna (foto Xilindró)

Agentes da polícia civil, sob o comando do delegado regional Moisés Damasceno, apreenderam na tarde desta sexta-feira (30) cerca de 130 botijões que haviam sido roubados no último dia 13 na cidade de Iaçu, próxima a Itaberaba. Os botijões estavam armazenados no depósito de uma distribuidora de gás, na avenida Roberto Santos, bairro Pedro Jerônimo. Eram guardados por dois homens que foram ouvidos e depois liberados pela polícia. Segundo Damasceno, não há provas de que eles tenham ciência do roubo.

Os botijões foram identificados pelo selo com a inscriçao “Liqgás”, que é da distribuidora vítima do crime em Iaçu. Os bandidos levaram desta empresa um total de 800 botijões, ou seja, apenas uma pequena parte foi encontrada em Itabuna. O caso já vinha sendo investigado por uma equipe da Decarga, delegacia especializada em roubo de cargas.

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Funcionários da empresa Socialize, que presta serviços terceirizados ao Conjunto Penal de Itabuna, vão passar o Dia do Tabalhador de bolso vazio. Os salários ainda não foram pagos e nem há previsão de quando isso irá ocorrer.

Uma das características da empresa é exatamente a política da surpresa no pagamento aos funcionários, que não podem programar débitos em virtude da impontualidade dos patrões. A Socialize é a mesma empresa que já se chamou Yumatã, e desde aquela época apronta poucas e boas com seus trabalhadores.

Além da vida dura, os agentes penitenciários vinculados à Socialize ainda são submetidos à lei do silêncio. Quem reclama das péssimas condições de trabalho, é posto para fora.

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O jovem Alexsandro Ferreira, 29, foi vítima de um acidente de trânsito em março do ano passado. Uma carreta invadiu a mão contrária e atingiu Alexsandro, que trafegava numa moto na BR-101. Uma das pernas foi amputada e ainda sofreu duas fraturas na outra. O acidente ocorreu próximo ao Hospital de Base, em Itabuna.

Há mais de um ano, Alexsandro convive com a (forte) dor, atenuada com o uso de medicamentos fortes. O jovem tenta, há quase oito meses, ter auxílio da Secretaria Municipal de Saúde para a aquisição de remédio. Por mês, calcula, o gasto é de R$ 746,00.

Para liberar os medicamentos, a diretora de assistência farmacêutica da prefeitura, Cristina Câmera, exigiu um laudo especial. Alexsandro teve de aguardar a sua consulta em Salvador (para onde vai a cada dois meses).

De posse do laudo, o entregou à diretora. Surpreendido foi com um novo pedido, exigência: teria que ir à capital baiana. Agora, a Secretaria de Saúde exigia uma autorização do médico de Alexsandro para uma possível substituição de medicamentos. A alegação é que o município não dispõe de recursos para o fornecimento mensal dos remédios.

Enquanto a burocracia impera, o jovem está acamado e com fortes dores há três dias. O medicamento acabou e falta-lhe dinheiro. O prefeito Capitão Azevedo e o secretário Antônio Vieira teriam autorizado o fornecimento dos remédios caríssimos, dentre eles o Lirica.

Alexsandro até acionou o Ministério Público Estadual para que o município fornecesse os medicamentos. Nada. Nem assim a prefeitura se sensibilizou. Aliás, a insensibilidade não é exclusiva da prefeitura, pois o jovem recorreu à Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). Lá, também não obteve resposta positiva. E a dor só aumenta.

Se o caríssimo leitor puder ajudar Alexsandro, o telefone para contato é o (73) 8817-6393. Os medicamentos usados pelo jovem são o Lyrica, o Mytedom, o Bacoflen e Novalgina 1g. Cada caixa do Lirica, por exemplo, custa, em média R$ 86,00. Ele usa duas por mês.

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O Sindicato dos Comerciários de Itabuna não pretende “alisar” neste 1º de maio, quando todo o comércio local deverá  fechar as portas em cumprimento à convenção coletiva da categoria. Marcação cerrada mesmo será exercida sobre os pequenos mercados de bairro, que costumam abrir em domingos, feriados e dias santos.

Uma liminar judicial determina que todos os supermercados de Itabuna liberem seus empregados no feriado, mas entre as empresas de pequeno porte existem algumas em que todo o quadro de funcionários é formado por parentes do dono.  Que muitas vezes trabalham mesmo por “amor à causa” e de boa-vontade, inclusive nos feriados.

Mesmo nessa situação peculiar, o presidente do Sindicato dos Comerciários, Jairo Araújo, afirma que a entidade não vai contemporizar. “Ainda que seja uma relação de pai e filho, a partir do momento em que se assina a carteira (de trabalho), o contrato passa a ser entre patrão e empregado”, entende o sindicalista.

Alguns “empregados familiares” não aceitam a proteção imposta. Ou seja, acham que se quiserem trabalhar, não há sentido na proibição do sindicato. Araújo retruca, alegando que há casos em que os parentes são constrangidos a trabalhar. “É bom lembrar que no comércio local temos muitas ações trabalhistas movidas por empregado que tem relação de parentesco com o patrão”, diz.

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O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, chamou atenção na cerimônia de transmissão de comando no 15º Batalhão da Polícia Militar, na noite desta quinta-feira (29). Mas foi pela ausência.

Azevedo não deu as caras na cerimônia, onde a chamada liturgia do cargo exigia a sua participação. Não faltou quem observasse a descortesia em dose dupla: tanto pelo fato do homem ser a principal autoridade do município, como por ser militar.

Fica a impressão de que ainda não “caiu a ficha” do prefeito para a importância da função que exerce…

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Mascarenhas transmitiu comando em Itabuna a Paz Lira (Foto Fábio Roberto).
Ao centro, Mascarenhas e Inácio Paz Lira (Foto Fábio Roberto).

O comandante-geral da Polícia Militar baiana, Nilton Mascarenhas, evitou falar sobre o roubo de um carro oficial que serve ao gabinete do governador Jaques Wagner.

Numa entrevista ao Pimenta, ele disse que o comando “não faz análise de ocorrências que não fazem parte do seu dia-a-dia. Essa ocorrência é assunto governamental, não sei como aconteceu, não posso emitir parecer, pois [a ocorrência] está sendo investigada”.

O coronel veio a Itabuna para fazer a transmissão de comando no 15º Batalhão da Polícia Militar, ontem à noite. O batalhão será comandado por Inácio Lira Júnior, que veio de Vitória da Conquista e lá será substituído pelo ex-comandante de Itabuna, Jorge Ubirajara Pedreira. Uma troca de posições.

Ainda na visita ao sul da Bahia, Nilton Mascarenhas anunciou que o 15º BPM será transformado em unidade “de instrução e capacitação”. O comandante-geral também anunciou mais investimentos em Itabuna na aquisição de viaturas e reforço da tropa, de acordo com organograma do governo.

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Da esq. p/ dir., "Papagaio", Martinelli e Nilton Ramos

Com quarenta e poucos anos, o bloco itabunense Casados I…Responsáveis ainda está longe dos cem anos, mas, dotados de um grande espírito de “solidariedade”,  os diretores da agremiação carnavalesca resolveram promover o primeiro “centenário antecipado” da história.

Os “Casados” inventaram essa para chegar juntinho a Itabuna, que completa seus cem anos em julho. Por isso, a fantasia do bloco esse ano é ficar mais velho e um dos membros mais antigos, Nérope Martinelli, explica o espírito da coisa: “se fôssemos esperar o centenário de verdade, nenhum de nós estaria vivo para comemorar”, diz Martinelli, brincando com o tempo.

No dia 28 de julho, aniversário de Itabuna, o bloco vai para a avenida e prestará homenagem aos três fundadores ainda vivos: Iedo Nogueira, Osvaldo Benevides e Eduardo Anunciação. Haverá também um almoço de confraternização na mesma data, que promete ser de muita emoção entre foliões que durante décadas têm usado a avenida para celebrar a amizade.

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Pense na seguinte situação: paciente na sala de cirurgia, entre a vida e a morte, e os dois médicos que realizam a operação começam a brigar feio, esquecendo do infeliz que se encontra estendido no leito…

Substitua o paciente pela saúde pública em Itabuna e troque os cirurgiões pelo secretário Antônio Vieira e o seu xará Antônio Carrero, diretor de Planejamento Estratégico da Secretaria Municipal da Saúde.

Na manhã desta quarta-feira (28), Vieira e Carrero participavam de uma reunião, quando começaram a se desentender. A discussão entre os dois elementos mais importantes da SMS não foi em tom ameno, chegando ao ponto do secretário ameçar exonerar e o subordinado desdenhar do chefe imediato, afirmando que ele não teria autoridade para pedir a sua cabeça.

 Criou-se uma situação de quebra de hierarquia que deixou Vieira totalmente fragilizado. Em outras palavras, o desafio de Carrero (que não deverá ser exonerado) significa que o secretário não tem o comando de sua pasta.

Isso é para o itabunense entender porque lá na outra ponta (nas unidades de saúde), a coisa anda cada vez mais feia. E com tendência (haja oração!) de piorar…