Itabuna começa a definir vaga na final e na elite do Baiano de Futebol || Foto Lucas Pena/IEC
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Invicto e melhor time da primeira fase, o Itabuna começará a decidir vaga nas finais da Série B do Campeonato Baiano de Futebol neste domingo (6). O Dragão do Sul entrará em campo às 15h, no Estádio Professor Jodilton Souza (Arena Cajueiro), em Feira de Santana, para enfrentar o Galícia.

A partida de volta, que deveria ser disputada em Itabuna, também será em Feira de Santana, no dia 13, mas no Joia da Princesa. A equipe embarcou para a Princesa do Sertão no final da tarde deste sábado (5). Abaixo, entenda o motivo do Dragão do Sul mandar seus jogos em Feira.

O vencedor dos confrontos Itabuna e Galícia fará as finais da Série B contra Fluminense ou Bahia de Feira, que entraram em campo hoje. O primeiro jogo entre as equipes feirenses terminou em 1 a 1. A decisão do finalista será no próximo sábado (12), às 15h, na Arena Cajueiro.

VAQUINHA ONLINE

A equipe iniciou ontem (4) uma “vaquinha online” para fazer frente à falta de recursos. O Dragão atua distante de Itabuna desde o início da competição, pois o município está sem estádio apto para competições profissionais. O Itabunão entrou em reformas no ano passado, mas as obras estão paralisadas há vários meses.

A diretoria do time convocou torcedores e empresários para colaborar com doações à equipe. A meta é obter R$ 50 mil em doações. Até o momento, captou pouco mais de R$ 1,5 mil. Clique aqui e veja como colaborar.

Link da campanha: https://campanhadobem.com.br/campanhas/ajudeodragaosubir#/

Grapiúna apresenta os primeiros reforços para a segunda divisão do Baiano
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O Grapiúna Atlético Clube iniciou a montagem da equipe que disputará a Série B do Campeonato Baiano, que começa no dia 30 de abril. A equipe do sul da Bahia estreia na competição contra o Leônico e terá o mando de campo. Como o Estádio Fernando Gomes Oliveira, o Itabunão, está em obras, com o cronograma atrasado, as partidas devem ser no Estádio Elias Ribeiro, em Camacan, ou Mário Pessoa, em Ilhéus.

Para chegar à elite do futebol baiano, o Grapiúna aposta nos gols do atacante nigeriano Samuel Seht, que atua no futebol brasileiro desde 2021. O centroavante de 25 anos tem passagens pelo Foz do Iguaçu, Doce Mel e Friburguense. Para a lateral esquerda, a equipe contratou Zeca, que em 2022 foi campeão da Série B pelo Itabuna.

Eduardo, Danilo e Hugo vivem a expectativa estreia na Série B do Baiano 2025

 

Natural do Rio de Janeiro, o jogador de 34 anos já rodou o Brasil. Revelado pelo Madureira (RJ), ele passou por clubes como Novo Hamburgo, Guarany de Sobral, Santa Cruz, Icasa, Oeste, Botafogo-PB, Bangu, Rio Claro, Água Santa, Concórdia, Campinense, Portuguesa-RJ, Ferroviário, Americano, Operário, Fluminense-PI, Coruripe, Oeste, Bonsucesso. Na Bahia, além de Itabuna, defendeu Vitória da Conquista,  Jequié e Jacobina.

OUTROS REFORÇOS

Para a lateral direita, o Grapiúna aposta em Paulinho, de 35 anos, que no ano passado disputou o Campeonato Sergipano pelo Lagarto. Ele já atuou na segunda divisão do Campeonato Baiano pelo próprio Grapiúna. O veterano tem passagens por clubes, como Jacuipense, Cianorte, Rio Branco, Jequié, Campinense, sendo campeão Paraibano em 2016. Além disso, foi duas vezes campeão baiano pelo Atlético Alagoinhas, em 2021 e 2022.

Quem também está de volta ao time do sul da Bahia é o goleiro Erivaldo Silva de Souza, de 30 anos, mais conhecido como Shrek. No ano passado, o jogador atuou pelo Atlético de Alagoinhas, na Séria A do Campeonato Baiano. Shrek disputará posição com Ronaldo, também recém-contratado.

Para a zaga, o Grapiúna anunciou Max Marabá, Hugo Teixeira e Eduardo. Marabá tem passagens por times, como Imperatriz, Murici, Anapolina, Carajás, Inter de Lages, Barcelona de Ilhéus, Flamengo de Guanambi-BA, Lagarto-SE e Jequié. Já o zagueiro Hugo tem passagens por equipes, como Lagarto-SE, Carajás, Jacobinense e Colo Colo. Para o meio campo, o time de Itabuna contratou Danilinho, que tem passagem pelo futebol paulista.

Além de Grapiúna, a segunda divisão do Campeonato Baiano de Futebol deste ano será disputado por Bahia de Feira, Fluminense, Galícia, Itabuna, Teixeira de Freitas, Leônico, Ypiranga, SSA FC e Vitória da Conquista. O Itabuna estreia contra o Fluminense, também no dia 30 de abril, uma quarta-feira (30). O Azulino tem mando de campo, mas ainda não decidiu onde mandará seus jogos.

Grapiúna estreia na Série B do Campeonato Baiano no dia 30 de abril || Foto Divulgação
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A Federação Bahiana de Futebol (FBF) divulgou a tabela básica, regulamento e plano de ação da Série B do estadual deste ano. A segunda divisão do Baiano 2025 será disputada por 10 equipes e começa no dia 30 de abril. Rebaixado no ano passado, o Itabuna fará a sua primeira partida contra o Fluminense de Feira, em local a ser confirmado.

O Itabuna tem mando de campo, mas o Estádio Fernando Gomes, o Itabunão, está em obras, com cronograma atrasado. O certo é que o time atuará com jogadores da equipe sub-23 do Vitória. O Azulino e o Rubro-Negro confirmaram a parceria estabelecida para a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro.

O Grapiúna é a outra equipe regional na Série B do Campeonato Baiano que não sabe onde mandará seus jogos. A equipe vai estrear na competição no dia 30 contra o Leônico. A série B deste ano será disputada ainda por Bahia de Feira, Galícia, Teixeira de Freitas, Ypiranga, SSA FC e Vitória da Conquista.

DUAS EQUIPES SOBEM

Na primeira fase, as equipes estarão no mesmo grupo e se enfrentarão em sistema apenas de ida, com pontos corridos. Os quatro melhores colocados avançam à semifinal. Já os dois últimos colocados serão rebaixados para a Série C de 2026.

Na semifinal, os jogos passarão a ser disputados em jogos de ida e volta, com 1° x 4° e 2° x 3°. Os dois vencedores garantem as vagas na Série A do Baianão 2026 e na decisão. O título também será disputado em duas partidas.

A torcida itabunense lotava o estádio Luiz Viana Filho || Foto Waldyr Gomes
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Vem o segundo tempo e Geraldo Santos abre a transmissão com o grito de guerra “Vamos lá Itabuna”, os times se estudam, como no início de jogo, mas ao que tudo indica, os técnicos Paulinho de Almeida, do Vitória, e Tombinho, do Itabuna, pedem para os jogadores apenas tocar a bola. 

 

Walmir Rosário

Guardem bem essa data: 28 de julho de 1973. Dia da Cidade de Itabuna e inauguração do Estádio Luiz Viana Filho. A cidade repleta de autoridades, como o governador Antônio Carlos Magalhães, o secretário do Bem-Estar Social, Bernardo Spector, os presidentes do Vitória, do Bahia, da Federação Bahiana de Futebol, o prefeito José Oduque e o presidente do Itabuna, Charles Henri.

E para inaugurar o estádio, que ficou conhecido como o “Gigante do Itabunão”, dois jogos foram agendados: o primeiro, entre Itabuna Esporte Clube e Vitória, no sábado (28-07-1973), e o segundo, entre Bahia e Cruzeiro, este no domingo (29-07-1973). Uma festa esportiva pra ninguém botar defeito, com público de várias cidades baianas, além da imprensa de diversos estados brasileiros.

Até hoje sinto bastante não estar presente à efeméride esportiva grapiúna, pois à época morava em Paraty (RJ), de onde ouvi resenhas e parte do jogo pela Rádio Sociedade da Bahia. Claro que não lembro exatamente o que ouvi, mas faço escrita das palavras dos colegas radialistas, Geraldo Santos, Yedo Nogueira, Ramiro Aquino, Roberto, Juca e Jota Hage, por meio da Rádio Jornal de Itabuna, cuja gravação ostento com carinho em minha biblioteca.

Geraldo Santos e Yedo Nogueira (com os microfones) || Acervo de Walmir Rosário

Pra começo de conversa, o Itabuna era um time de respeito, com jogadores vindos da vitoriosa Seleção itabunense hexacampeão baiana, bem reforçada com novos jogadores regionais e do Rio de Janeiro. Mas, a bem da verdade, encarar aquele poderoso esquadrão do Vitória era dose pra elefante, como se dizia bem antigamente.

E o jogo entre Itabuna e Vitória valia mais do que o placar de 2X2 anotado ao final da partida. A histórica inauguração do estádio de gramados suspensos, como enaltecia a mídia esportiva, tinha a grandeza do que aconteceria no jogo, como, por exemplo, quem marcasse o primeiro gol seria consagrado para o resto da vida. E esse feito coube ao ponteiro-direito Osny, o endiabrado camisa 7 do Vitória.

Outro aspecto importante dessa inauguração era o privilégio de estar presente no jogo 12 do teste de número 146 da Loteria Esportiva, sob os olhares dos apostadores de todo o Brasil. E ao anunciar o placar, o narrador Geraldo Santos não cansava de enfatizar em qual coluna se encontrava – um, do meio ou a dois, E terminou na coluna do meio, com o placar de 2×2.

E nessa transmissão, a Rádio Jornal ostentava como patrocinador exclusivo o novíssimo Centro Comercial de Itabuna, equipamento urbano considerado o mais moderno do Sul da Bahia. Num dos reclames, Geraldo Santos dizia: “Marque o maior tento de sua vida, compre uma loja no Centro Comercial de Itabuna, a obra do século”, como queria o bom marketing da época.

Após uma parada no jogo para os jogadores baterem uma falta, lateral ou escanteio, Geraldo Santos indicava aos possíveis clientes que poderiam adquirir uma loja na Construtora Fernandes, na avenida Amélia Amado, ou junto ao empreendedor Plínio Assis, na praça Otávio Mangabeira. E o Plínio era aquele mesmo que foi goleiro do Flamengo e da Seleção Amadora de Itabuna.

Enquanto isso, o jogo continuava pegado, com vantagem do Vitória nas jogadas, principalmente de Osny, Mário Sérgio, André e Almiro. Segundo o comentarista Yedo Nogueira, o jogo ainda se encontrava na fase de estudo, reconhecimento do terreno. E o narrador prometia dar um rádio Philips de presente ao jogador que marcasse o primeiro gol no Estádio Luiz Viana, uma gentileza da Loja Rosemblait

Aos sete minutos do primeiro tempo, eis que André, ainda o “Peito de Aço”, invade a área, dribla o goleiro Luiz Carlos, que derruba o centroavante na grande área. Pênalti, marca o árbitro Saul Mendes. O serelepe Osny se prepara para bater a penalidade máxima, chuta com maestria e o resultado foi bola no canto esquerdo e o goleiro caindo no canto direito. Gol do Vitória!

Coluna 2 do jogo 12 do teste 146 da Loteria Esportiva. Em outro lance, enquanto o Itabuna se prepara para bater um escanteio, Geraldo Borges convida os ouvintes de toda a região para assistirem ao super show do cantor Roberto Carlos e Banda RC7 no novíssimo Estádio Luiz Viana Filho, no próximo dia 2 de agosto. Em campo, Reginaldo bate o tiro de canto e a zaga do Vitória rebate para o ataque.

Exatamente aos 16 minutos do primeiro tempo, enquanto o comentarista Yedo Nogueira analisa que o Itabuna está sem qualquer esquema de jogo para entrar na área do Vitória, André volta a receber outra bola e marca o gol. O Segundo do Vitória. Imediatamente os jogadores partem em direção ao bandeirinha Wilson Lopes para reclamar do mais claro e límpido impedimento e são ameaçados de expulsão pelo árbitro Saul Mendes. Só faltou dizer “gol legal”, como Mário Vianna, com dois enes.

E a partida continua na coluna 2 no jogo 12 do teste 146 da Loteria Esportiva. Aos 30 minutos Osny chuta raspando a trave de Luiz Carlos. Aos 33 minutos, Déri invade a grande área e pega o goleiro Agnaldo, do Vitória desprevenido e marca o primeiro gol do Itabuna, fazendo delirar na arquibancada a torcida alvianil.

E o gol deu ânimo aos jogadores do Itabuna e numa jogada de ataque, Rafael passa pelo marcador, a bola é rebatida por Valter (Vitória) cai nos pés de Perivaldo, que passa a pelota a Jaci, que dá o passe para Déri marcar o segundo gol. A torcida, animada pela bateria da Escola de Samba da Mangabinha, comemora pra valer. Itabuna 2, Vitória também 2. Coluna do meio na loteca.

Vem o segundo tempo e Geraldo Santos abre a transmissão com o grito de guerra “Vamos lá Itabuna”, os times se estudam, como no início de jogo, mas, ao que tudo indica, os técnicos Paulinho de Almeida, do Vitória, e Tombinho, do Itabuna, pedem para os jogadores apenas tocar a bola. E assim o placar continuou selado nos 2X2 e Déri também é agraciado com um rádio Philips da Loja Rosemblait.

No dia seguinte o jogo foi entre Cruzeiro e Bahia, e não passou de 1×1.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado, além de autor de livros como Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Colo-Colo joga por um empate para conquistar Série B do Campeonato Baiano || Foto Divulgação
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O Colo Colo vem fazendo uma campanha perfeita na Série B do Campeonato Baiano de Futebol. O tigre está muito perto de sagrar-se campeão da segunda divisão invicto. Na fase de classificação, a equipe de Ilhéus venceu quatro e empatou outros cinco jogos, ficando na terceira colocação, atrás de Fluminense de Feira e Grapiúna.

Na semifinal do Baianão, o Colo Colo eliminou o Grapiuúna, com uma vitória na partida de ida, no Estádio Mário Pessoa, e empate em 0 a 0 no Estádio Jóia da Princesa, em Feira de Santana, onde time de Itabuna mandou o seu jogo. O Estádio Fernando Gomes Oliveira, o Itabunão, está sendo reformado pelo município.

No primeiro jogo da grande final, no Estádio Agnaldo Bento dos Santos, em Porto Seguro, no extremo-sul do estado, no domingo (4) passado, o Colo Colo bateu o Porto pelo placar de 1 a 0. A partida de volta está marcada para começar às 16h de sábado (10), no Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus. As duas equipes já estão classificadas para a série A do Campeonato Baiano de 2025.

A alegria de retornar à elite do futebol baiano durou pouco para o Azulino || Foto Divulgação
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E o pior de tudo foi ter que aturar a gozação dos ilheenses, com um torcedor do Barcelona exibindo um cartaz em que dizia: “Eu já sabia, time da roça descendo com as baronesas” (do rio Cachoeira).

 

Walmir Rosário

Tinha prometido a mim mesmo que não mais escreveria sobre o futebol da atualidade. Motivos não faltam: não acompanhar o dia a dia dos times, especialmente o Itabuna Esporte Clube, em campo e extracampo; as ações da diretoria; o apoio recebido de instituições públicas e privadas; a convivência com sua apaixonada torcida. Por si só essas alegações bastariam e poderia cometer pecados pelo simples desconhecimento.

O certo é que a má fase fez com que o “time lascasse em bandas”, como se diz, e voltasse à Série B do Campeonato Baiano. Já sua ascensão à Copa do Brasil e à Série D do Campeonato Brasileiro, foi e deverá ser efêmera, respectivamente. E o que é pior: todo o planejamento é desmontado e um novo deverá ser elaborado, para que possa cair nas boas graças para os investimentos da iniciativa privada, que sabe uma SAF.

O itabunense é um apaixonado por futebol, e esse centenário amor passa de geração em geração, mesmo quando a cidade não tem uma equipe para tornar feliz os torcedores. E Itabuna já colocou duas equipes profissionais no Campeonato Baiano, para atender às predileções e preferência dos esportistas. Mas por pouco tempo. O Estádio Luiz Viana Filho, que hoje atende por Fernando Gomes, se transformou num elefante branco.

É triste para a apaixonada torcida itabunense passar o fim de semana sem futebol no Itabunão. E essa privação, carência, emudece parte da cidade, deixando caladas as equipes esportivas das emissoras de rádio, TV, jornais e as chamadas mídias sociais. Quando mudas, sem voz, deixam cabisbaixa a torcida, sem as discussões nos bares, nas praças, nos locais de trabalho. Tristeza absoluta na sociedade.

Essa escrita não irá, jamais, explicar os motivos que levaram e levam, costumeiramente, o entra e sai das nossas equipes dos campeonatos, com longos intervalos, como se fossem propositais para que os itabunenses entrassem num período letárgico, resultando no desinteresse pelo futebol. Podem os especialistas apontarem as causas que quiserem, mas, essa apatia afastará nosso torcedor do futebol. Isto está provado.

Nos mostra a história mais antiga que o futebol de Itabuna era mantido por abnegados, que dedicavam parte do seu tempo e seus recursos financeiros na manutenção da equipe amadora, como se profissional fosse. Não sei se o que falta é altruísmo, dinheiro nos cofres, bons projetos, desinteresse de uma parte da sociedade bem aquinhoada com o velho esporte bretão, que continua encantando de crianças aos anciãos.

Nessa conta também cabe colocar a parcela que cabe ao poder público, a exemplo do incentivo ao esporte nas dezenas de bairros de Itabuna, formando craques que poderiam abastecer as equipes locais. Faltam projetos abrangentes em execução na formação da meninada, iniciando na escola com os esportes coletivos como prática nas aulas ministradas na disciplina educação física. E essa ausência torna mais difícil e cara a formação de um time profissional.

Se não temos, ainda, a capacidade de formar os atletas, também nos falta um estádio em perfeitas condições para sediar jogos da equipe profissional. Entra ano e sai ano, somos informados que nossa praça esportiva será reformada e voltará a rivalizar com o “Gigante do Itabunão”, que chamava a atenção dos cronistas esportivos das grandes emissoras do Brasil pelo gramado suspenso e uma drenagem eficiente. As chuvas não tiravam o controle da bola do bom jogador para as poças de água.

Mas voltando à “vaca fria”, não podemos esquecer o esforço da direção do Itabuna Esporte Clube para voltar a brilhar nos campos de futebol da Bahia e do Brasil. Não conheço o projeto empreendido, bem como os apoios recebidos, especialmente na área financeira. O certo é que voltamos à Série B do Campeonato Baiano, nos sagramos campeão e entramos na Série A pela porta da frente.

E o que pensa a torcida, o que ela viu desse trabalho de preparação, dos jogos vencedores? Nada, ou quase nada, pois o Itabuna Esporte Clube, o “Meu Time de Fé”, o Dragão do Sul”, simplesmente não se apresentava à sua torcida. Seus jogadores não ouviam a animação da charanga (saudades de Moncorvo), os gritos de incentivo nos ataques, as festas nos gols marcados. Futebol sem estádio lotado não é futebol.

É que, por falta de um estádio pronto e aceito pela Federação Bahiana de Futebol, o Itabuna passou à condição de “caixeiro viajante”, se apresentando em outras praças, treinando em outras cidades. Parabéns às cidades que abrigaram o Itabuna, embora o torcedor tenha sofrido mais decepções com sua ausência. Não fossem os esforços das emissoras de rádio e TV, sequer teríamos notícias instantâneas dos resultados dos jogos.

Faltam-me informações sobre os próximos passos que serão tomados pelo Itabuna. Por certo a diretoria apresentará, muito em breve um novo planejamento. Esperamos que consigam bons contratos de apoio, como o Itabuna merece. Por outro lado, o torcedor quer ver o Itabuna Esporte Clube jogando no “Gigante do Itabunão”, e não em Camacan, Ilhéus ou outras cidades que gentilmente nos receberam.

E o pior de tudo foi ter que aturar a gozação dos ilheenses, com um torcedor do Barcelona exibindo um cartaz em que dizia: “Eu já sabia, time da roça descendo com as baronesas” (do rio Cachoeira). Mas o itabunense não se zanga com isso, afinal, a rivalidade entre Itabuna e Ilhéus tem mais de 100 anos e os ilheenses não perdoam o itabunense pelas acachapantes vitórias nos jogos ao longo desse tempo. É a mágica do futebol.

Walmir Rosário é radialista, jornalista, advogado e autor d´Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Prefeitura anuncia reforma e ampliação do Itabunão || Foto Divulgação
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Duas das três etapas da obra de reforma e ampliação do Estádio Fernando Gomes Oliveira, o Itabunão, custarão R$ 8.959.097,65, conforme informou a Prefeitura de Itabuna nesta segunda-feira (19). A ordem de serviço para a execução da obra será assinada, na quarta-feira (21), às 16h, pelo prefeito Augusto Castro (PSD). A cerimônia será no estádio.

A empresa vencedora do processo de licitação implantará novo gramado, com sistema de irrigação automatizada e sistema de drenagem, e executará a obra de engenharia do estádio Itabunão. O equipamento esportivo receberá um novo designer, com uma fachada mais moderna. O estádio contará com área exclusiva para pessoas portadoras de deficiência.

O Itabunão terá catracas eletrônicas de acesso e a arquibancada receberá reparos em toda sua estrutura, com a demarcação de assentos com cerca de 10.500 lugares, além de barras de apoio, troca de alambrados danificados e receberá pintura, segundo anunciou o município.

Itabunão ganhará novo visual com obra de reforma|| Foto Divulgação

ESTÁDIO ACESSÍVEL

O estádio ganhará ainda seis novos banheiros, dois deles para pessoas com deficiência. O gramado terá seu sistema de drenagem refeito e a irrigação será automatizada, com a utilização de água de um poço que será construído.

O equipamento contará com nova iluminação de LED em toda a sua estrutura e receberá também uma nova subestação. Serão instalados quatro novos postes de iluminação no campo para jogos transmitidos na TV e um placar eletrônico. O processo de concorrência da iluminação ainda está em andamento.

Serão construídas 10 novas cabines modernas para a imprensa. Uma nova Tribuna de Honra acima das cabines, com vista central do campo para receber autoridades.

A área dos jogadores contará com todos os compartimentos determinados pela Confederação Brasileira (CBF) e pela Federação Bahiana de Futebol (FBF), como vestiários. Esses espaços serão amplos com área de massagem, armários, banheiros, chuveiros, sala de doping, enfermaria, vestiário dos árbitros e dos técnicos.

A Prefeitura informou  que o estádio atenderá todas as exigências estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros da Bahia, em um projeto executivo de antipânico e incêndio. Haverá um novo acesso para a entrada dos jogadores ao vestiário e as viaturas de apoio terão acesso direto ao campo.

O estádio terá também pontos de apoio da Polícia Militar da Bahia e Bombeiros Militares na arquibancada, três lanchonetes para torcedores e um restaurante com vista para o gramado. O atual equipamento esportivo foi construído há 50 anos.

Finalíssima está marcada para o próximo domingo (26), no Itabunão
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Mais de quatro mil pessoas assistiram às semifinais do Campeonato Interbairros de Futebol 2023, ontem (19), no Itabunão. A rodada dupla terminou com as seleções de Ferradas e Califórnia classificados para a disputa do título, no próximo domingo (26).

No primeiro jogo, Ferradas bateu São Lourenço, por 2 a 0, com gols de Gel e Tarcísio. A torcida ferradense comemorou o resultado com uma grande festa no Estádio Fernando Gomes Oliveira.

Já no segundo confronto, Califórnia abriu o placar contra Santa Inês, com gol de Hannan, mas viu o time adversário buscar o empate no finalzinho do segundo tempo, com Gabriel. Na disputa de pênaltis, o goleirão Papito brilhou e garantiu a classificação da Seleção da Califórnia, que venceu por 2 a 0.

Na finalíssima de domingo, a Seleção da Califórnia vai em busca do bicampeonato consecutivo, pois venceu a edição do ano passado, batendo Nova Ferradas no duelo final.

Prefeito autoriza licitação de obra de reforma do Itabunão || Imagens Roberto Santos
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Quase 50 anos depois de inaugurado, o estádio Luiz Viana Filho, o Itabunão, passará pela sua primeira grande reforma, segundo anúncio do prefeito Augusto Castro (PSD). No final da tarde desta quarta-feira (21), o prefeito autorizou licitação para contratar a empresa que executará as obras no equipamento que já recebeu alguns dos principais times do país, a exemplo de Flamengo, Vasco, e é a casa do Itabuna e do Grapiúna.

A arquibancada, segundo o prefeito, receberá reparos em toda sua estrutura, pintura e demarcação de assentos, com cerca de 10.500 lugares, barras de apoio, troca de alambrados danificados e pintura. Serão construídos seis novos banheiros para os torcedores, sendo quatro grandes e dois para pessoas com deficiência (PCD), com novo designer e todo conforto necessário para o cidadão.

O projeto arquitetônico de requalificação é assinado pelos arquitetos Keila Silva e Kleiton Borges e pela engenheira civil Amanda Alves. Ainda segundo o projeto, serão construídas 10 novas cabines mais espaçosas para a imprensa, além de Tribuna de Honra acima das cabines, com vista central do campo, para receber autoridades.

A área reservada aos jogadores será construída seguindo as determinações da Federação Bahiana de Futebol (FBF) e a Lei do Esporte. Já os vestiários serão reconstruídos, com área de massagem, armários, banheiros, chuveiros, sala de controle antidoping, enfermaria, vestiário dos árbitros e dos técnicos, de acordo com o informado pelo município.

NOVO GRAMADO

Segundo o prefeito, o estádio receberá um novo gramado com novo sistema de drenagem e a irrigação automatizada, com a utilização de água do poço artesiano. Já a iluminação será LED e todo sistema elétrico será refeito. “Além disso, receberá também uma nova subestação, quatro novos postes de iluminação do campo para jogos transmitidos pela TV e placar eletrônico”, acrescentou.

O prefeito não deixou de falar de política e gestão. “Vamos avançar muito. Temos investimentos nas áreas de infraestrutura e urbanismo, saúde e educação. Mas vou falar neste momento de futebol com o sucesso do Itabuna Esporte Clube na série A do Baianão, Copa do Brasil e série D, e do Grapiúna, que avança na disputa da 2ª Divisão”, disse o prefeito, pontuando ações executadas conjuntamente com o estado.

70% DA OBRA

Segundo o secretário de Esporte e Lazer de Itabuna, José Alcântara Pellegrini, o município bancará 70% da obra. Ele definiu o anúncio da requalificação do estádio como “momento histórico para o esporte da cidade e da região”. O estádio teve o nome alterado no segundo semestre do ano passado, quando passou a ser denominado Fernando Gomes, ex-prefeito de Itabuna falecido em 2022.

O secretário ainda enfatizou o apoio do prefeito Augusto Castro para execução de projetos, a exemplo do resgate do Campeonato Interbairros, o retorno das escolinhas de base em diversas categorias esportivas e ampliação do alcance do esporte aquático para a população de baixa renda.

Davidson Magalhães crê em capacidade do município para obra com recursos próprios || Foto PIMENTA
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Após citar investimentos de mais de R$ 600 milhões do Estado em Itabuna e prioridades locais, o secretário de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães, praticamente descartou a possibilidade de o governo de Jerônimo Rodrigues reformar o estádio Luiz Viana Filho, o Itabunão. Pelo menos neste ano. Para ele, a Prefeitura teria capacidade de tocar a obra.

– Essa obra foi licitada, conforme tínhamos combinado com o município. [A licitação] foi suspensa em função da prioridade por parte do município [de construir o anexo do Hospital de Base], obra avaliada em R$ 55 milhões – explicou Davidson em entrevista ao PIMENTA, no Teatro Candinha Doria, onde haverá assinatura de ordens de serviço para várias obras, dentre elas habitacional e de saneamento básico.

O secretário crê que, hoje, a Prefeitura teria capacidade de executar a reforma do estádio, que é municipal, com recursos próprios. “Uma obra de R$ 5 milhões… Acho que o município de Itabuna tem capacidade de fazer”, completou.

MAIS INVESTIMENTOS

Davidson ainda elencou investimentos do estado executados pela pasta que ele comanda, a Setre, a exemplo das areninhas, da Vila Olímpica Everaldo Cardoso, do estádio do esporte amador e de campos nos bairros Lomanto e Nova Ferradas, totalizando cerca de R$ 7 milhões. Ele completou afirmando que a reforma do estádio sairá, neste ano, com recursos estaduais “só se o governador [Jerônimo Rodrigues] tomar outra posição”.

O titular da Setre reforçou que apenas no eixo Ilhéus-Itabuna são mais de R$ 1 bilhão de investimentos. “São 417 municípios para o governo dar conta. Eu sei que os recursos são escassos e as necessidades são muito grandes”.

Tyrone Perrucho em foto que sugeria ter atravessado o caudaloso rio em Canes
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Como se diz na política, ele não preparou em tempo um substituto à altura para agregar os seus amigos, que hoje vivem desgarrados, errantes de bar em bar.

 

Walmir Rosário

Na tarde de ontem (quarta-feira, 11 de janeiro), pasmem os senhores e senhoras, eu me encontrava no bar Mac Vita, como um simples expectador, assistindo a meus amigos Batista e Walter Júnior beberem um litrão de Coca Cola. Confesso que me sentia incomodado, haja vista considerar uma profanação de um dos botecos de memoráveis histórias festivas de Canavieiras, sede ocasional da Confraria d’O Berimbau e da Clube dos Rolas Cansadas.

Eis que de repente um carro dá uma parada e ouço algumas perguntas: Quem foi o melhor ponta-esquerda de Itabuna? E o melhor zagueiro? Respondo que Fernando Riela e Ronaldo Dantas, Piaba, dentre outros. E aí reconheço o autor das perguntas, o engenheiro agrônomo e advogado João Geraldo, que faz nova pergunta: “E quem mais desfrutou das noites e madrugadas de Canavieiras?”. E ele mesmo responde: “Tyrone Perrucho”.

João Geraldo segue caminho e nós continuamos nossa amena conversa tendo como testemunha um litrão de Coca Cola, embora, de antemão, confesso que não bebi. Na manhã desta quinta-feira recebo, via whatsapp, uma foto de Tyrone Perrucho, enviada por Alberto Fiscal. Já Raimundo Ribeiro, direto do Belém do Pará, responde presente na chamada. Foi aí que caiu a ficha: hoje é o segundo aniversário sem Tyrone Perrucho.

Tyrone era uma pessoa que se destacava por suas diferenças. Na foto acima, aparece ele como se estivesse saindo de uma epopeia de natação, após atravessar um braço de mar, cruzar de uma margem a outra de um rio. Que nada, era simplesmente uma foto para a sua gloriosa coleção. O dito cujo sequer sabia nadar; até que tentou, mas o professor gentilmente solicitou que ele buscasse algo mais parecido com suas habilidades.

Na realidade, o nosso ausente personagem gostava mesmo era de se dedicar à redação e edição do seu jornal, o Tabu, morto de morte matada assim que completou 50 anos. Foi um chega pra lá que deixou os leitores de boca aberta. Fora disso, nada mais lhe aprazia do que jogar conversa fora, de preferência num dos botequins em que “sentava praça” com frequente habitualidade, com a presença de amigos tantos.

Era pau pra toda a obra. Comemorava de tudo, datas festivas, aniversários, casamentos, batizados. Quando não os tinha, inventava, astuciava. Há décadas passadas escandalizou a sociedade canavieirense e o judiciário ao marcar seu casamento civil à beira da praia, ele, a coligada e convidados vestidos rigorosamente em trajes de banho. As autoridades forenses não permitiram e a praia da Costa continuou, apenas, como sítio de comemorações.

Ao planejar sua sonhada aposentadoria na Ceplac – após 30 longos anos de bons serviços prestados –, jurou que todos os dias beberia duas cervejas para abrir o apetite. Passou a comer pela manhã, ao meio-dia e à noite. Na ilha da Atalaia, onde se refugiou, mantinha contato com os amigos, via telefone, e-mail ou whatsapp, geralmente avisando o boteco que nos receberia, fazendo questão de informar que se tratava apenas um aviso e não convite.

Certa feita, comprou um carro novo em Salvador, apenas e tão somente para aproveitar a viagem de forma etílica e ainda convida o amigo da vida inteira, Antônio Tolentino (Tolé) para irem juntos. Tolé avisou que iria a Itabuna no domingo para assistir a um jogo do Itabuna, pois ainda não conhecia o novo (à época) Estádio Luiz Viana Filho. Tyrone diz que também gostaria de estar presente, mesmo sem gostar de futebol.

Chegaram em Salvador, pegaram o carro e viajaram com destino a Itabuna e Canavieiras, viagem que demorou quase uma semana. Conforme o garantido, chegaram a tempo de assistir à partida futebolística, mas caminhos diversos o tiraram do estádio, para a tristeza de Tolé, que somente foi conhecer o Itabunão um ano e meio depois, numa viagem feita em sigilo absoluto, para evitar a presença e interferência do amigo Tyrone.

Ao ler a crônica sobre a recuperação do famoso jipinho Gurgel, um dos mais antigos colegas da velha Divisão de Comunicação (Dicom) da Ceplac, Raimundo Nogueira, retrucou: “Não sei o porquê dessa implicância do amigo Perrucho com os carros. Também não sei o motivo que alguns colegas passaram a rejeitar as caronas por ele oferecidas, rumo quase sempre a uma boa farra…”.

E continuou. E por falar nessa matéria e o proverbial descaso de Tyrone Perrucho em cuidados com seus carros, certa feita aconteceram dois casos típicos. Primeiro, roubaram a antena da sua Brasília e ele, prontamente, colocou um fio de arame farpado no lugar, e como funcionou nunca mais tirou. Segundo, certa feita, alguém no banco traseiro deixou cair uma caixa de ovos caipira que se espatifou. Os ovos ali quebrados e mau cheiro correlato permaneceram no carro, intocados, por mais de dois meses. Sobrou mau cheiro e faltaram caronas.

Pois é! Dois anos sem o amigo e promoteur Tyrone Perrucho e a alegria que nos contagiava, por certo diminuiu bastante. Como se diz na política, ele não preparou em tempo um substituto à altura para agregar os seus amigos, que hoje vivem desgarrados, errantes de bar em bar. Também nem deu tempo, a tal da Covid-19 lhe pegou de jeito, levando para o outro mundo, se é que existe.

Até que ensaiaram uma campanha do tipo “Volte Tyrone Perrucho”, mas não funcionou. Fica apenas a eterna lembrança.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Da esquerda para a direita, Léo Briglia, Adonias Oliveira e Vivaldo Moncorvo
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Minhas conversas com Léo tinham dois lugares: a Ponta da Tulha (algumas vezes) e o Bar do saudoso Raileu, onde sentava na praça e dava expediente quando em Itabuna. Não tinha lugar melhor para ouvi-lo. Ali recebia os amigos com o mesmo entusiasmo de sempre.

 

Walmir Rosário

Quantos aos desígnios de Deus ninguém discute. A morte é o fim da vida. Cada um presta contas lá em cima pelo que fez aqui na terra. Esta é a lei implacável dos dons divinos. Aqui na terra, não chega a ser bem assim, mas as aparências são mais ou menos as mesmas. O que chama a atenção sãos os seus desígnios, escolhendo os que Ele quer ao Seu lado, numa espécie de lista, fila, sei lá…

Aos poucos, Ele vai fazendo a chamada. No mês passado levou Pedrinha (Antônio Oliveira), já nos seus 85 anos de idade, cerca de 40 deles dedicado ao futebol amador. Meio-campista do Botafogo do bairro da Conceição, fez história formando uma das maiores tabelinhas junto com Mundeco. E lembrei que em 2016, também levou para a sua glória três esportistas de uma só vez: Adonias Oliveira, Léo Briglia e Vivaldo Moncorvo.

É um luto daqueles que Itabuna vai vivendo, paulatinamente, com a perda um ou vários dos seus filhos, embora nunca com os que militaram num único setor, o esporte, e sucesso assegurado em vida, deixando perplexo os amigos e parentes. Cada um, é claro, na sua área de atuação. Enquanto Léo era o dono da bola, o goleador, os outros não podem ser considerados menores.

A Adonias Oliveira, que nunca chegou a chutar uma bola (e se o fez foi totalmente errado), formou uma plêiade de jogadores. Sua proposta ultrapassava aos retângulos dos gramados, cujo objetivo era formar cidadãos. Deixou seu legado. De pouca fala – timidez ao extremo – conseguia se comunicar com os jovens que convocara para os quadros do Fluminense juvenil e o América da Vila Zara.

Adonias, ou “Dom Dom”, como muitos os chamavam, nunca chutou uma bola, mas sabia, como nunca, descobrir nos velhos campinhos de bairros valores esportivos. Alguns deles chegaram ao futebol profissional; outros se destacaram no futebol amador “marrom”, que ganhava dinheiro sem se profissionalizar. Mas não importa, eram craques que tinham seus lugares nos mais diversos times de Itabuna.

E todos se exibiam na velha Desportiva Itabunense, onde hoje está implantado o Centro de Cultura de Itabuna. O fim do velho campo da Desportiva não impediu que eles brilhassem nos campinhos de bairro ou até no Estádio Luiz Viana Filho, o gigante do Itabunão, como queriam e querem alguns radialistas. Além de dirigir o América da Vila Zara e o Fluminense, seu time de coração, foi dirigente da Liga de Desportos de Itabuna.

Vivaldo Moncorvo, de 101 anos, também nos deixou na mesma semana. Radiotelegrafista, veio da cidade do Senhor do Bonfim para exercer seu trabalho nos Correios e Telégrafos, em Itabuna, e se apaixonou pela cidade e pelo esporte. Desde os tempos da gloriosa Seleção Amadora de Itabuna tomou pra si a incumbência de animar a equipe com a famosa charanga que o consagrou pelo resto da vida.

Se o Itabuna estava em baixa perante a torcida, quem “pagava o pato” era o Moncorvo e sua charanga, que se colocava na arquibancada ao lado dos torcedores. Não haveria local mais apropriado para receber as vaias que seriam destinadas aos jogadores. Quando o Meu Time de Fé estava em alta, Moncorvo era aclamado com sua charanga. Para ele, o céu e o inferno astral fazia pouca diferença, no esporte ou na política.

Diferente de Adonias e Moncorvo, Léo Briglia atuava dentro de campo, fazendo a alegria da torcida com seus dribles e gols. E Léo sempre gostou dos extremos: poderia ter sido um grande cacauicultor ou doutor. Foi estudar em Salvador, mas optou pelo futebol. Torcedor do Vitória, se consagrou no Bahia; nunca obedeceu às premissas do esporte, preferindo a vida desregrada; como gozava de saúde férrea, chegou a desprezar cuidados essenciais. E sempre viveu nessa dualidade.

Mas nada disso tirou o brilho de suas atuações em campo, seja no início de sua carreira profissional no Bahia, consagrando-se artilheiro da Taça Brasil, ou quando campeão em pleno Maracanã, estádio em que brilhou por anos seguintes. Não foi à Copa do Mundo na Suécia, mesmo sendo o melhor da posição, preterido sob a alegação de cáries e outros pequenos problemas de contusão. Estava no lugar errado e na hora errada, como dizem.

Acabou o futebol, voltou para Itabuna, foi ser servidor do Estado. Continuou o mesmo de sempre. Uma boa companhia para um bom papo, principalmente numa mesa de bar. Acostumado aos holofotes da imprensa nacional, ficava nervoso ao se deparar frente a um gravador ou à caneta do repórter. Em vista dessa característica, sempre preferi conversar informalmente, transformando nossos bate-papos em crônicas e reportagens. Das boas.

Minhas conversas com Léo tinham dois lugares: a Ponta da Tulha (algumas vezes) e o Bar do saudoso Raileu, onde sentava na praça e dava expediente quando em Itabuna. Não tinha lugar melhor para ouvi-lo. Ali recebia os amigos com o mesmo entusiasmo de sempre. Arroubo esse que se estendia o ano todo, com mais intensidade próximo ao Carnaval, desfilando garbosamente no bloco As Leoninas, fantasiado a caráter: apenas de biquíni.

Essa era a figura de Léo Briglia, que soube gozar a vida como lhe aprazia, feliz consigo mesmo e irradiando a mesma felicidade para o grande número de amigos que colecionou ao longo do tempo. Além de tudo o que já foi dito, bom pai, extremado avô, que deixa um importante legado para os mais novos. Acredito até que ele cultuava aquele pensamento do nosso poeta português Fernando Pessoa: “Tudo Vale a pena / Se a alma não for pequena. (Mar Português).

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Representante da Federação Bahiana de Futebol vistoria Itabunão
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A Federação Bahiana de Futebol (FBF) vistoriou, nesta segunda-feira (28), o Estádio Luiz Viana Filho, que deverá receber jogos do Grapiúna na Série B do Campeonato Baiano. O objetivo do trabalho foi avaliar as condições do equipamento esportivo reformado pela Prefeitura de Itabuna.

Acompanhada pelo secretário municipal de Esportes e Lazer, Enderson Guinho, do presidente do time, Álvaro Castro, dirigentes e jogadores, a vistoria foi feita pelo coronel Diniz Jorge Inácio, enviado pela Federação Bahiana de Futebol.

“O gramado é bom, mas há desníveis que precisam ser corrigidos. O meio-fio precisa ser removido, pois oferece riscos aos atletas, principalmente em situações de queda”, alertou o representante da FBF.

O coronel Diniz Jorge Inácio disse ainda que o Luiz Viana Filho tem uma série de laudos anteriores que apontam a necessidade de melhorias. “Temos todo interesse que o Grapiúna jogue em casa, mesmo porque o esporte é um gerador de recursos”, disse.

FBF fez observações sobre o estádio Itabunão|| Fotos Pedro Augusto

FEDERAÇÃO DECIDIRÁ SOBRE USO DE ESTÁDIO

Atualmente apenas quatro dependências vão funcionar durante a Série B. “Na minha avaliação, os locais mais importantes estão em boas condições, a exemplo de vestiários, banheiros e, de maneira geral, o gramado, que é a cereja do bolo”, afirmou o delegado da FBF.

O Grapiúna estreou com vitória, por 2 a 1, sobre o Barcelona no Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus. O próximo jogo será no dia 7 de julho, mas ainda não há confirmação se será no Itabunão.

“Farei a entrega do relatório sobre a vistoria ao presidente da Federação Bahiana de Futebol, Ricardo Nonato Macedo de Lima, que vai definir a questão”, disse o coronel Diniz Jorge Inácio. Ele lembrou também que o órgão tem prazo de até 48 horas antes do jogo para liberar ou não a praça esportiva.

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Vila Olímpica de Itabuna deverá ser reformada || Foto Contudo
Davidson, da Setre, com o presidente da FICC, Daniel Leão

Abandonada há quase três anos, a Vila Olímpica Everaldo Cardoso, no São Caetano, será reformada pelo Governo da Bahia, segundo anúncio feito pelo secretário estadual de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Davidson Magalhães, durante visita a Itabuna.

O recursos, de R$ 1,8 milhão, de acordo com o secretário, será aplicado na recuperação de quadras poliesportivas da área externa, piscina, ginásio de esportes e construção de duas quadras de areia.

A reforma será feita depois de estudos de equipes técnicas da Superintendência de Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), órgão da Setre-BA. O valor também deverá contemplar estudos para recuperação do Estádio Luiz Viana Filho, que sediará jogos do Itabuna e do Grapiúna na disputa da Divisão de Acesso (Segundona) em 2020.

Nesta semana, o secretário se reuniu com equipes e o presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), Daniel Leão, para discutir a reforma dos dois equipamentos esportivos. A reforma da Vila Olímpica deve começar neste ano, enquanto o Itabunão deverá ser recuperado em 2020.

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Incêndio destruiu parte do gramado e avançou sobre pátio da Sedur.
Incêndio destruiu parte do gramado e avançou sobre pátio da Sedur.

O fogo destruiu parte do gramado do Estádio Luiz Viana Filho (Itabunão) e avançou sobre sucatas no pátio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, hoje (23). O mato seco facilitou a propagação das chamas e o fogo avançou rapidamente.

Os estragos poderiam ser maiores se não fosse a ação de voluntários da Secretaria de Esportes e Recreação e do Corpo de Bombeiros. Ninguém ficou ferido.

Apesar do cenário no estádio, a Secretaria de Esportes e Recreação está esperançosa e informou que inicia, ainda nesta terça (24), a recuperação do gramado e áreas atingidas pelo fogo. No sábado e no domingo, serão realizadas partidas do Baiano Feminino e do Interbairros de Futebol no estádio.