O corpo do jovem Jackson Antônio de Souza, de 15 anos, foi encontrado nesta terça-feira, 25, em um cemitério clandestino de Itacaré, no sul da Bahia. Havia sido enterrado de cabeça para baixo, o que dificultou sua localização.
Segundo a polícia, Jackson era traficante de drogas. De acordo com o deputado federal Valmir Assunção (PT), o adolescente era um militante contra racismo, que atuava na Casa de Teatro de Bonecos de Itacaré, grupo que, além de combater a discriminação racial, também defende a bandeira do meio ambiente.
Assunção fez discurso nesta quarta-feira, 26, no plenário da Câmara Federal, cobrando a apuração do assassinato. Ele ainda questionou o alegado envolvimento de Jackson com o tráfico.
“A polícia já etiquetou o jovem como “traficante”, mas é preciso repudiar isto, porque Jackson cursava o ensino médio, fazia um curso de guia turístico e trabalhava como barbeiro. Além disso, Jackson fazia parte de uma articulação política contra o racismo, pelo meio ambiente e pela cultura que é a Casa de Teatro de Bonecos de Itacaré”, argumentou o parlarmentar.


















A pequena Itacaré, de 24 mil habitantes, terá a partir de janeiro um grupo de privilegiados, que gozarão das benesses do dinheiro público como nunca se viu naquela cidade. De uma canetada só, os vereadores aprovaram dois projetos de lei, que chegam a elevar salários em mais de 100%.







