Médico Luiz Leite foi condenado a 4 anos de prisão por injúria racial
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DO PIMENTA

O juiz Eros Cavalcanti Pereira, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Itabuna, acatou denúncia de injúria racial e condenou o médico obstetra Luiz Carlos Leite, de 80 anos, da Maternidade Otaciana Pinto, antiga Maternidade da Mãe Pobre, a quatro anos e dois meses de prisão em regime fechado. O médico já foi levado para o Conjunto Penal do município do sul da Bahia.

A acusação de injúria racial contra o médico foi feita em fevereiro deste ano uma enfermeira auditora. A autora da denúncia fazia uma vistoria a serviço da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e teria ouvido ofensa ligada à cor da sua pele. Testemunhas confirmaram o depoimento da vítima. A injúria racial é quando alguém, se valendo de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem, ofende a honra de outra pessoa,

O crime ocorreu durante uma auditoria na Maternidade Otaciana Pinto (antiga Maternidade da Mãe Pobre), no Loteamento Nossa Senhora das Graças, em Itabuna. Em depoimento, a mulher negra afirmou que o obstetra comentou que ela era bonita por ter “sangue branco”. Na época, Luiz Leite foi preso em flagrante, mas pagou fiança de pouco mais de R$ 14 mil e respondeu o processo em liberdade. Nesta quinta-feira (24), voltou para o Presídio de Itabuna.

Como o processo transitou em julgado (a decisão judicial é definitiva), a defesa de Luiz Leite informou que pediu o relaxamento da prisão, com alegação de que o médico tem idade avançada e enfrenta complicações de saúde, dentre outros argumentos jurídicos.

Médico Luís Leite recebe voz de prisão em maternidade || Foto OziTV
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O Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) divulgou nota de repúdio ao crime de racismo atribuído ao médico Luís Leite, preso em flagrante nesta quarta-feira (21), em Itabuna (veja aqui). Ele é acusado por uma enfermeira que estava na Maternidade Otaciana Pinto a serviço da Secretaria da Saúde do Estado.

Segundo o depoimento da enfermeira, o médico teria dito que a pele da profissional de saúde é bonita porque ela tem sangue de branca. Ao ser confrontado sobre a fala, o acusado teria reforçado a afirmação.

“O Coren-BA enfatiza que a enfermagem é composta por profissionais dedicados e qualificados, que merecem respeito e igualdade em seus ambientes de trabalho. Nenhum profissional deve ser submetido a discriminação, seja ela racial ou de qualquer outra natureza”, diz a nota divulgada pelo Conselho.

A entidade informa que acompanha os desdobramentos do caso e que presta apoio à enfermeira. De acordo com a direção da Otaciana Pinto, antiga Maternidade da Mãe Pobre, Luís Leite foi afastado definitivamente da instituição.

 

Médico é detido na Maternidade Otaciana Pinto || Foto OziTV
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O médico Luís Leite, da Maternidade Otaciana Pinto, antiga Maternidade da Mãe Pobre, em Itabuna, foi acusado de racismo por uma enfermeira, nesta quarta-feira (21). A autora da denúncia fazia uma vistoria a serviço da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e teria ouvido ofensa ligada à cor da sua pele.

Conduzido para a Delegacia, o profissional de saúde foi autuado em flagrante pela Polícia Civil e será submetido a uma audiência de custódia. Até o momento, a direção da Maternidade não se manifestou sobre a ocorrência. A defesa do médico nega a denúncia e afirma que o acusado fez apenas um elogio, mas acabou sendo mal interpretado.

CASOS ANTERIORES

Ginecologista e obstetra, o médico já havia sido alvo de denúncias, em ocasiões distintas, de gestantes atendidas na Maternidade da Mãe Pobre. Num dos casos, em 2018, ele foi acusado de dar dois tapas no rosto de uma adolescente de 16 anos (relembre).

Noutro, teria cobrado R$ 1.200,00 para fazer um parto via SUS. A acusação rendeu denúncia formal do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) contra Luís Leite, em 2013.

Maternidade é reaberta em Itabuna para partos de baixo risco || Foto Roberto Santos
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A antiga Maternidade da Mãe Pobre foi reaberta, nesta quinta-feira (27), durante solenidade com a presença de autoridades municipais. Rebatizada como Maternidade Otaciana Pinto, a unidade será administrada pelo Instituto de Gestão Aplica (IGA) depois de contratualização de 30 leitos.

Segundo o prefeito Augusto Castro, a maternidade está autorizada para partos de baixo risco. Ele anunciou que o município fornecerá enxovais às mamães, além de transporte gratuito e acompanhamento de assistentes sociais na volta para a casas, resultado de programa da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza.

Durante a solenidade desta quinta, o gestor prestou homenagem à pediatra Zina Macedo, falecida no ano passado. A profissional dará nome a ala de enfermarias da maternidade. “A lembrança é reconhecimento aos serviços que, como médica, Doutora Zina prestou à população de Itabuna, com dedicação, carinho e empenho”, declarou.

A secretária municipal de Saúde, Lívia Mendes Aguiar, destacou o empenho do prefeito em requalificar a atenção primária, com a reforma de unidades de saúde, e dotar a média e alta complexidade dos recursos humanos e materiais necessárias à prestação de serviços à população.

Segundo a secretária, a Maternidade Otaciana Pinto, a partir de agora, será a responsável pelo baixo risco gestacional, enquanto o Manoel Novaes, da Santa Casa de Misericórdia, atenderá os casos de médio e alto risco, pediatria e trauma.