Cacaueira afetado pela monilíase || Foto Mapa
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A Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) promove, a partir desta terça-feira (24) e até sexta (27), em Ilhéus, um curso de emergência fitossanitária sobre a monilíase do cacaueiro e do cupuaçuzeiro. A capacitação ocorre no campus da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e integra ações preventivas para evitar a introdução da praga no estado.

A monilíase é causada pelo fungo Moniliophthora roreri e afeta os frutos do cacau e do cupuaçu, com potencial de provocar perdas expressivas na produção. Embora ainda não haja registro da praga na Bahia, ela já foi confirmada no Acre e no Amazonas, o que elevou o nível de alerta entre estados produtores.

Segundo a Adab, o risco de disseminação está associado ao trânsito de pessoas e materiais vegetais, além do papel estratégico de Ilhéus na cadeia do cacau, responsável por concentrar cerca de 95% do escoamento das amêndoas no país. O curso reúne 60 profissionais de órgãos estaduais, federais e instituições parceiras, com atividades teóricas, práticas e simulações de resposta a focos da praga.

Participam técnicos de outros estados, como Rondônia, Pará, Acre, Amazonas e Espírito Santo, em uma tentativa de alinhar protocolos de vigilância e contingência. De acordo com a Adab, a iniciativa busca reforçar a capacidade de detecção precoce e resposta rápida, consideradas essenciais para proteger a produção cacaueira e a economia regional.

Descoberto mais um foco da praga no Norte do Brasil|| Foto Divulgação
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O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), confirmou, nesta quinta-feira (17), que um novo foco da praga Moniliophthora roreri, causadora da doença conhecida como Monilíase do Cacaueiro, foi detectado no município de Tabatinga, no estado do Amazonas, na região da tríplice fronteira entre o Brasil, Colômbia e Peru. Dessa vez, o caso verificado nas comunidades rurais ribeirinhas.

A suspeita de ocorrência da praga foi verificada durante ações de monitoramento realizadas por equipe de técnicos do Mapa, com o apoio da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf). O foco foi confirmado por meio de análise laboratorial feira pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Goiânia.

A monilíase é uma doença devastadora que afeta plantas do gênero Theobroma, como o cacau (Theobroma cacao L.) e o cupuaçu (Theobroma grandiflorum), causando perdas na produção e uma elevação nos custos devido à necessidade de medidas adicionais de manejo e aplicação de fungicidas para o controle da praga.

O Mapa informa que, a partir da confirmação do foco,  adotará as medidas cabíveis de contingência aplicadas à situação, em conjunto com as demais instituições oficiais de Sanidade Vegetal e de pesquisa envolvidas, visando evitar a disseminação da praga para as áreas de cultivo de cacau e cupuaçu em outras regiões.

Na América do Sul, a praga já se encontra presente no Equador, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Peru. “Devido às suas características peculiares (fronteira com países onde a praga já ocorre e condições geoclimáticas favoráveis à sua dispersão, entre outras) a região da Tríplice Fronteira Norte já era considerada como área de risco de introdução da Monilíase do Cacaueiro no Brasil e vinha sendo monitorada rotineiramente ao longo dos últimos anos”, relata a coordenadora-geral de Proteção de Plantas, Graciane de Castro.

MONILÍASE DO CACAUEIRO NO BRASIL

O primeiro foco da praga no Brasil foi identificado em julho de 2021 em área residencial urbana no município de Cruzeiro do Sul, interior do Acre. Atualmente o estado encontra-se sob ações permanentes de controle, com vistas à sua erradicação.

Em agosto de 2022, o Mapa prorrogou, por um ano, o prazo de vigência da emergência fitossanitária relativa ao risco iminente de introdução da praga quarentenária ausente Monilíase do Cacaueiro nos Estados do Acre, Amazonas e Rondônia.

Devido ao seu potencial de danos às culturas que atinge, é de fundamental importância a notificação imediata de quaisquer suspeitas de ocorrência da praga às autoridades fitossanitárias locais. O objetivo é conseguir erradicar a praga na maior brevidade possível, enquanto ainda se encontra em uma área restrita do país. A doença atinge somente as plantas hospedeiras do fungo, sem riscos de danos à saúde humana.

Monilíase do cacaueiro preocupa em três estados
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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, nesta sexta-feira (6), portaria declarando estado de emergência fitossanitária para a praga Moniliophthora roreri (monilíase do cacaueiro) nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia. A quarentena visa reforçar as medidas de prevenção e evitar a dispersão da praga para as áreas de cultivo de cacau e cupuaçu. O estado de emergência será de um ano.

No mês passado, um foco da praga foi detectado em área residencial urbana no município de Cruzeiro do Sul, interior do Acre. O estado de emergência fitossanitária para a monilíase do cacaueiro incluiu o Amazonas e Rondônia por serem as unidades da federação que fazem fronteira com o Acre.

“Esta é uma medida que demonstra o reconhecimento oficial da importância do tema por parte do Ministério da Agricultura e permite uma maior mobilização de instituições públicas e privadas, de forma coordenada, em função dos prejuízos potenciais que uma determinada praga ou doença pode causar às cadeias produtivas em nível nacional”, destaca a coordenadora-geral de Proteção de Plantas, Graciane de Castro.

Durante a vigência do estado de emergência, todas as ações necessárias à erradicação da praga e que evitem sua disseminação para as áreas produtivas poderão ser adotadas com maior agilidade tanto no nível federal, quanto estaduais. “O objetivo do Mapa é o de conseguir erradicá-la na maior brevidade possível, enquanto ainda se encontra em uma área restrita do país”, explica Graciane.