Polícia Federal investiga fraudes contra a Caixa Econômica || Foto Divulgação/PF
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Numa operação que investiga fraudes contra a Caixa Econômica, a Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão em um condomínio em Itabuna e nos municípios de Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas e Paulo Afonso. A Operação Hydra busca, segundo a PF, “desarticular associação criminosa voltada à prática reiterada de fraudes contra a Caixa”.

As investigações, conforme a Polícia Federal, apontam que o grupo criminoso utilizava dados de terceiros, mediante uso de documentos falsos. O prejuízo estimado até o momento é de, aproximadamente, R$ 1,2 milhão.

A apuração contou com contribuição da área de Inteligência de Segurança da Caixa Econômica Federal. No total, foram cumpridos 10 mandados de busca nos cinco municípios baianos.

Ainda de acordo com a PF, participaram da operação 35 policiais federais, com apoio de grupo tático da Polícia Militar baiana. Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato contra a União e de associação criminosa.

Celulares e drogas apreendidos com traficantes em Barra Grande || Foto SSP-BA
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Um força-tarefa prendeu o principal suspeito de determinar série de homicídios executados em Ipiaú, no Médio Rio de Contas. Ele foi detido na tarde desta quarta-feira (28), em uma pousada de luxo em Barra Grande, na Península de Maraú, no sul da Bahia.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-BA), no momento da prisão, o homem tentou corromper os policiais para que o deixassem fugir, com uma oferta de suborno de R$ 300 mil. A tentativa de corrupção deve agravar a situação do suspeito na Justiça.

A operação mobilizou equipes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco Bahia), que reúne policiais civis, militares e federais. Também teve apoio de companhias independentes da Polícia Militar e da Delegacia Territorial de Ipiaú.

Além do alvo da operação, apontado como membro de organização criminosa especializada no tráfico de drogas, os policiais prenderam outros dois integrantes da facção. Durante as buscas, localizaram veículo onde estavam guardados celulares e porções de drogas como cocaína, maconha e ecstasy.

SETE HOMICÍDIOS EM 48H

De acordo com a SSP-BA, as investigações apontam que o traficante preso ontem (28) foi o mandante de homicídios cometidos em Ipiaú em um intervalo de 48h, entre os dias 16 e 18 deste mês, quando sete pessoas foram assassinadas na cidade, incluindo um adolescente de 15 anos (relembre).

PF e CGU apuram irregularidades em contratos do SUS em Juazeiro || Imagem ilustrativa
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A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal deflagraram, nesta quarta-feira (28), a Operação Litíase, que apura um esquema de direcionamento de contratações no município de Juazeiro, no norte da Bahia. As investigações apontam desvio de recursos públicos que deveriam ter sido destinados a ações do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na área de serviços médico-hospitalares.

De acordo com as apurações, os recursos investigados estão relacionados a contratações efetuadas durante o período da pandemia, envolvendo a prestação de atendimentos de urgência e internamentos pediátricos. Os auditores identificaram indícios de irregularidades na locação de um imóvel utilizado para esses serviços, sem a devida definição sobre a forma de execução das atividades contratadas.

Entre os problemas levantados estão suspeitas de direcionamento nos procedimentos licitatórios, ausência de comprovação da efetiva prestação dos serviços e pagamentos feitos sem respaldo documental adequado. As irregularidades teriam beneficiado empresas envolvidas no esquema, em prejuízo à correta aplicação dos recursos públicos.

As contratações sob investigação resultaram no pagamento de pouco mais de R$ 13 milhões, sendo aproximadamente R$ 7 milhões provenientes de verbas do SUS. A operação cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Juazeiro. Também mobilizou servidores da CGU e policiais federais, com o objetivo de aprofundar a coleta de provas e responsabilizar os envolvidos.

Deputado federal Félix Mendonça Júnior é alvo de operação da PF e CGU || Foto Redes Sociais
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A nona etapa da Operação Overclean, deflagrada nesta terça-feira (13), tem como um dos alvos o deputado federal itabunense Félix Mendonça Júnior (PDT-BA). A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União teriam cumprido mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar.

A pedido dos investigadores, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas. [Objetivo é] interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicas”, afirmou a PF, em nota.

Ainda conforme a Polícia, a nova fase da Overclean também pretende “desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro”.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.

Até o momento, Félix Mendonça Júnior não se manifestou sobre a operação desta terça-feira (13). O parlamentar já havia sido alvo da Overclean em junho do ano passado. Na época, disse que se sentia surpreendido por ser investigado pela operação.

Sóstenes Cavalcante é suspeito de desviar dinheiro da cota parlamentar || Foto Lula Marques/Agência Brasil
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Nesta sexta-feira (19), a Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 400 mil em dinheiro em um endereço ligado ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Líder do partido de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, Sóstenes é um dos alvos da Operação Galho Fraco, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos oriundos da cota parlamentar.

De acordo com investigadores, o montante estava guardado dentro de um saco preto, em um armário, em um imóvel em Brasília associado ao parlamentar. Sóstenes ainda não se pronunciou publicamente sobre a ação policial nem sobre a origem do dinheiro apreendido.

Além do líder do PL, a operação também teve como alvo o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ). Nas redes sociais, Jordy afirmou ser vítima de perseguição política. Declarou que a empresa citada no inquérito é utilizada por ele desde o início do mandato e negou irregularidades. No ano passado, o parlamentar disputou a eleição para a Prefeitura de Niterói, mas não foi eleito.

LIDERANÇA

Sóstenes Cavalcante assumiu a liderança do PL na Câmara em fevereiro deste ano e se consolidou como um dos principais articuladores da extrema-direita no Congresso Nacional. Pastor evangélico, ele já ocupou cargos de destaque na Casa, como a 2ª vice-presidência da Câmara, além de presidir a Frente Parlamentar Evangélica e integrar comissões estratégicas.

Ex-prefeito Tonho de Anízio afirma que provará legalidade de despesas || Foto de Arquivo/PMI
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O ex-prefeito de Itacaré Antônio Damasceno, Tonho de Anízio (PT), negou que tenha ocorrido lavagem de dinheiro durante sua gestão (2018–2024), alvo da Operação Gênesis, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União nesta terça-feira (25). Segundo o ex-gestor, as suspeitas serão esclarecidas judicialmente. “O que é dito é que houve lavagem de dinheiro. Isso não é verdade. E nós vamos provar isso lá na Justiça”, afirmou, nesta quarta-feira (26), em vídeo divulgado nas redes sociais.

Tonho declarou que esperava ser notificado para prestar esclarecimentos de forma prévia, mas disse que respeita os procedimentos dos investigadores. “Se houve alguma dúvida ou suspeita, a gente fosse notificado para apresentar esclarecimento. Mas, como a Polícia Federal tem o método dela de trabalhar, a gente respeita”, declarou, acrescentando que possui documentos para comprovar a legalidade dos gastos. “Nós temos todas as provas.”

Acrescentou que sua administração adotou modelo diferente de execução de obras públicas. Isto, na avaliação dele, pode ter motivado questionamentos. “O que Itacaré fez foi inovação”, argumentou. Conforme o ex-prefeito, em vez de contratar várias empresas, o município utilizou mão de obra local e própria. “A maioria das obras foi feita com mão de obra própria. A Prefeitura só comprava o material”.

Entre os exemplos citados, o ex-prefeito mencionou a creche do bairro da Passagem, que, segundo ele, foi entregue com 70% da obra provida pela equipe municipal. “Pedreiros, carpinteiros e ajudantes, todo mundo do bairro da Passagem”, afirmou. Também citou reformas e ampliações de escolas, incluindo o Conjunto São Pedro e unidades rurais.

Tonho listou ainda investimentos na saúde, como construções de postos médicos no Banco da Várzea, Água Friae Rua de Palha, além de uma unidade deixada 90% pronta. Destacou também a construção do estádio municipal e a pavimentação de ruas em diversas localidades. “Praticamente não ficou ponte de madeira na nossa gestão. Nós fizemos tudo de cimento armado”.

Ao justificar o volume de compras, o ex-prefeito declarou que elas corresponderam ao ritmo das obras executadas. “Foi uma aquisição grande de material para atender essa demanda. E nós fizemos assim porque o custo saiu muito menor”. Concluiu reafirmando confiança no esclarecimento dos fatos. ‘Nós vamos provar que não houve lavagem de dinheiro.”

PF E CGU INVESTIGAM ESQUEMA EM LICITAÇÕES EM PREFEITURA DO SUL DA BAHIA

PF e CGU fizeram buscas na sede da Prefeitura || Foto PF/Divulgação
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A Prefeitura de Itacaré emitiu nota sobre a Operação Gênesis, da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), que, nesta terça-feira (25), cumpriram mandados de busca e apreensão em repartições do governo municipal. A gestão afirmou que colabora com as investigações e assegurou o cumprimento de todas as ordens judiciais.

A Operação Gênesis investiga a prática dos crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro relacionados a contratos de fornecimento de materiais de construção firmados pela Prefeitura (leia mais aqui).

O governo municipal acrescentou que disponibiliza todos os documentos e informações solicitadas pelos investigadores. Leia a nota.

NOTA OFICIAL

A Prefeitura Municipal de Itacaré informa que tomou conhecimento da Operação Gênesis, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União nesta terça-feira, 25 de novembro de 2025, que cumpriu mandados de busca e apreensão em setores da administração municipal e no distrito de Taboquinhas. A ação apura possíveis irregularidades em atos públicos realizados entre os anos de 2018 a 2024.

A administração reforça seu compromisso com a transparência e segue colaborando integralmente com as autoridades competentes, disponibilizando todas as informações e documentos necessários ao andamento das investigações.
A Prefeitura confia no trabalho da Justiça e espera que os fatos sejam esclarecidos com responsabilidade, lisura e total rigor.

Todas as medidas judiciais determinadas serão imediatamente cumpridas, em respeito ao interesse público e à integridade da gestão.

A Prefeitura de Itacaré reafirma seu compromisso com a ética, a legalidade e a correta administração dos recursos públicos.

Itacaré, 25 de novembro de 2025

Albert Queiroz

Secretário Municipal de Comunicação

Polícia Federal e CGU deflagram operação e cumprem mandados em Itacaré, no sul da Bahia || Foto Divulgação/PF
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A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta terça-feira (25), a Operação Gênesis para a apurar a prática dos crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro relacionados a contratos de fornecimento de materiais de construção firmados pela Prefeitura de Itacaré (BA).

Policiais federais e auditores da CGU cumprem 30 mandados de busca e apreensão, nos municípios baianos de Itabuna, Ilhéus, Itajuípe, Ubaitaba, Jequié e Itacaré, além de Cachoeiro de Itapemirim (ES). A Justiça Federal também determinou o afastamento cautelar de sete agentes públicos e autorizou o sequestro de bens até o montante de R$ 20 milhões.

As investigações abrangem os dois governos de Antônio Damasceno (Tonho de Anízio) e apontam, segundo a PF, “que o esquema criminoso operou de 2018 a 2024, período no qual duas empresas locais — formalmente registradas em nome de interpostas pessoas (laranjas) e sem capacidade operacional compatível — receberam mais de R$ 30 milhões decorrentes de contratos celebrados com o município. A Polícia Federal não informou nem o nome das empresas nem dos agentes públicos investigados”.

Segundo a PF, as evidências “indicam que parte substancial dos recursos públicos foi desviada em favor de agentes públicos municipais e de empresas ou pessoas interpostas”.

Bolsonaro é levado para a Superintendência da PF, em Brasília || Foto de Arquivo/Fabio Pozzebom/ABr.
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Na manhã deste sábado (22), a Polícia Federal cumpriu mandado de prisão preventiva contra Jair Messias Bolsonaro (PL). Detido em casa, em Brasília, onde já estava em prisão domiciliar, o ex-presidente foi levado para a Superintendência da PF, na capital federal.

A Polícia Federal solicitou a medida preventiva por volta das 23h desta sexta-feira (21), após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar vigília em frente ao condomínio onde mora o ex-presidente. De acordo com a PF, o ato convocado pelo parlamentar oferecia risco à ordem pública.

O sistema de monitoramento de medidas cautelares apontou que, às 00h08min deste sábado (22), teria havido tentativa de violação da tornozeleira eletrônica usada pelo ex-presidente.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, acatou o pedido da Polícia e ordenou a prisão ainda na madrugada de hoje. Na decisão, o magistrado afirma que a reunião poderia causar tumulto e até mesmo facilitar “eventual tentativa de fuga do réu”.

Cumprindo ordem do ministro, os policiais não algemaram Bolsonaro. Até o momento, não há imagem do momento da prisão. O ex-presidente é mantido em uma sala na Superintendência da PF, equipada com ar condicionado e frigobar.

A audiência de custódia está marcada para as 12h deste domingo (23). Alexandre de Moraes também solicitou sessão extraordinária da Primeira Turma do STF, na segunda-feira (24), para submeter a decisão monocrática aos pares.

Momento da prisão de Ronaldo Alexandre Vieira, ontem (30), em Arraial D'Ajuda || Foto MP-BA
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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) prendeu Ronaldo Alexandre Vieira, apontado como um dos principais operadores financeiros do Primeiro Comando da Capital (PCC). O suspeito foi detido nesta quinta-feira (30), em Arraial D’Ajuda, distrito turístico de Porto Seguro, no extremo-sul do estado.

Com apoio de policiais militares e federais, o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado e Investigações Criminais (Gaeco Sul) interceptou Ronaldo em uma via pública, dentro de um carro.

O cumprimento do mandado de prisão preventiva decorre da operação ‘Off White’, do Ministério Público de São Paulo, deflagrada ontem (30), em Campinas, para combater esquemas de lavagem de dinheiro operados por empresários, traficantes de drogas e integrantes do PCC.

Mais oito mandados de prisão e onze de busca e apreensão foram cumpridos no município paulista, expedidos pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Campinas. A Justiça determinou sequestro de doze imóveis de alto padrão e bloqueio de valores bancários dos investigados.

Segundo apurações do Gaeco paulista, a partir do material coletado durante as operações ‘Linha Vermelha’ e ‘Pronta Resposta’, Ronaldo Alexandre Vieira seria um dos responsáveis por executar a lavagem de dinheiro de transações entre a facção, traficantes de drogas e empresários.

Após operações contra o PCC, os investigados passaram a fazer diversas transações imobiliárias e financeiras com o objetivo de dissipar o patrimônio e ocultar os verdadeiros beneficiários e a origem criminosa dos bens e valores, afirma o MP-BA. Ronaldo Alexandre Vieira é acusado de aportar recursos provenientes do tráfico em dividendos obtidos por meio de atividades empresariais lícitas.

Vereador George Santana foi preso com R$ 130 mil || Foto Rede Social
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Na manhã desta quinta-feira (30), um vereador de Ubaitaba e o assessor dele foram presos em Ubaitaba durante operação contra que investiga crimes como tráfico de drogas e armas, homicídio e lavagem de dinheiro tanto no estado como em Sergipe. Os dois presos foram identificados como George Santana (PCdoB) e o assesor Carlos Rodrigo, o Digão. O vereador estava com R$ 130 mil em espécie, informa a TV Santa Cruz.

Na operação, a Polícia cumpriu 20 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Estadual da Comarca de Ubaitaba, tanto em Ubaitaba como em Maraú, Itacaré, Salvador, Itapetinga e Itabuna, além de Santa Luzia do Itanhy, em Sergipe.

A Polícia informou que entre os alvos prioritários estão funcionários públicos, políticos e chefes criminosos apontados como mandantes dos crimes investigados.

Durante a investigação, foi identificado que a organização criminosa movimentou mais de R$ 20 milhões, por meio de transações financeiras incompatíveis com as rendas declaradas dos envolvidos.

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Prefeitos Dona Nilda, de Poções, e Dr. Pedrinho, de Encruzilhada, estão entre os alvos da Operação Intercessor || Fotos Redes Sociais
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A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (23), a Operação Intercessor, com o objetivo de desarticular organização criminosa suspeita de desviar e lavar recursos públicos federais repassados à Prefeitura de Poções de 2021 a 2023. A prefeita do município do sudoeste baiano, Dona Nilda (PCdoB), é um dos alvos das investigações, assim como o prefeito de Encruzilhada, Dr. Pedrinho, do mesmo partido.

Os policiais cumprem 25 mandados de busca e apreensão em Poções, Encruzilhada, Barreiras e Vitória da Conquista. O ex-vice-prefeito de Poções e atual chefe de gabinete da Prefeitura, Jorge Luiz, também é investigado.

Jorge Luiz também é alvo da Operação Intercessor || Foto Redes Sociais

As investigações apontam irregularidades em contratos de terceirização de mão de obra financiados com recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), Sistema Único de Saúde (SUS) e Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), incluindo ausência de estudos técnicos, pesquisa de preços inadequada, aumento indevido de valores contratuais e prestação fictícia de serviços. O prejuízo estimado ao erário ultrapassa R$ 12 milhões, segundo a PF.

Dinheiro apreendido durante a operação desta quinta-feira (23) || Foto PF

Ainda conforme a Polícia Federal, a organização criminosa atuou em diversos municípios baianos, com o uso de empresas de fachada, familiares como intermediários financeiros, movimentações bancárias atípicas e ocultação patrimonial para viabilizar os desvios e a lavagem de dinheiro.

As condutas apuradas incluem organização criminosa, peculato, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e crimes contra a legislação trabalhista.

Prefeito Gabriel de Parísio seria um dos alvos da PF || Foto Redes Sociais
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A Polícia Federal fez operação no âmbito de investigações que envolvem a Prefeitura de Wenceslau Guimarães, no baixo-sul da Bahia. Nesta quinta-feira (16), agentes cumpriram mandados de buscas em endereço da região central da cidade. O prefeito Gabriel de Parísio (MDB) foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

O gestor seria investigado por suposta fraude a processo licitatório para a execução de recursos federais. Até o momento, o prefeito na comentou a operação

As apurações em curso seriam desdobramento da nova fase da Operação Overclean, que teve como alvo o deputado federal Dal Barreto (UB), de quem a PF apreendeu o celular, na terça-feira (14), no Aeroporto Luís Eduardo Magalhães, em Salvador.

Atualizado às 17h28min.

Operação da PF ocorre em Itabuna e em todos os estados do país || Foto Divulgação
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Nesta quarta-feira (8), a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão e de prisão durante a Operação Nacional de Proteção Integral III, que investiga envolvidos em abuso sexual de crianças e adolescentes, principalmente pela internet. A operação ocorreu em uma residência no Bairro São Caetano. A operação em Itabuna está sob o comando do delegado federal Anderson Dias. Duas pessoas foram detidas no município.

Em todo o país, a PF e policiais civis buscaram cumprir 182 mandados de busca e apreensão, além de 11 de prisão preventiva. A operação em todas as unidades da federação resultou em 49 prisões em flagrante, duas apreensões de metores e duas vítimas foram resgatadas. Os números podem mudar, pois ainda estão em atualização de acordo com a PF.

Somente em 2025, de janeiro a setembro, a Polícia Federal já cumpriu mais de 1.630 mandados de prisão de foragidos condenados por crimes sexuais, demonstrando o empenho da instituição em proteger crianças e adolescentes e responsabilizar autores de crimes dessa natureza.

De acordo com a corporação, a Operação Proteção Integral III dá continuidade às edições anteriores, deflagradas em março e maio de 2025, evidenciando o trabalho permanente da Polícia Federal nessa frente de combate.

A Polícia Federal alerta pais e responsáveis sobre a importância de acompanhar e orientar o uso da internet por crianças e adolescentes, conversando abertamente sobre riscos e ensinando como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais. A prevenção e a informação são as ferramentas mais eficazes para garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes.

Grupo criminoso movimentou R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024 || Foto Receita Federal
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O Primeiro Comando da Capital (PCC) usou fundos de investimento e diversas fintechs (empresas de serviços financeiros digitais) para lavar dinheiro. Além disso, a organização criminosa lavou, conforme a Polícia Federal,  dinheiro com aquisição de mais de mil postos de combustíveis, fazendas de cana de açúcar, usinas, 1.600 caminhões, mansões, casas no litoral brasileiro, dentre outros bens.

De acordo com as investigações da PF e Receita Federal, um dos investimentos dos criminosos foi feita na aquisição de um imóvel em um dos destinos mais procurados do litoral baiano. Os bandidos investiram R$ 13 milhões na compra de uma mansão em Trancoso, distrito de Porto Seguro, no extremo-sul do estado.

Investigações apontam que o sofisticado esquema engendrado pela organização criminosa, ao mesmo tempo que lavava o dinheiro proveniente do crime, obtinha elevados lucros na cadeia produtiva de combustíveis. O uso de centenas de empresas operacionais na fraude permitia dissimular os recursos de origem criminosa. A sonegação fiscal e a adulteração de produtos aumentavam os lucros e prejudicavam os consumidores e a sociedade, segundo a Receita.

POSTOS DE COMBUSTÍVEIS 

Foram identificadas irregularidades em  postos de combustíveis distribuídos em São Paulo, Bahia, Goiás, Paranã, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Piauí, Rio de Janeiro e Tocatins.  A maioria desses estabelecimentos tinha o papel de receber dinheiro em espécie ou via maquininhas de cartão e transitar recursos do crime para a organização criminosa por meio de suas contas bancárias no esquema de lavagem de dinheiro.

Entre 2020 e 2024, a movimentação financeira desses postos foi de R$ 52 bilhões, com recolhimento de tributos muito baixo e incompatível com suas atividades. Os postos já foram autuados pela Receita Federal em mais de R$ 891 milhões.

Para desarticular o esquema de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, a Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, deflagrou, nesta quinta-feira (28), duas operações simultâneas para desarticular esquemas de lavagem de dinheiro, com grande impacto financeiro e envolvimento de organizações criminosas.

OPERAÇÃO QUASAR

A Operação Quasar foi como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituições financeiras. A investigação identificou um esquema sofisticado que utilizava fundos de investimento para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação com facções criminosas.

A estrutura criminosa operava por meio de múltiplas camadas societárias e financeiras, nas quais fundos de investimento detinham participação em outros fundos ou empresas. Essa teia complexa dificultava a identificação dos verdadeiros beneficiários e tinha como principal finalidade a blindagem patrimonial e a ocultação da origem dos recursos.

Entre as estratégias utilizadas estavam transações simuladas de compra e venda de ativos — como imóveis e títulos — entre empresas do mesmo grupo, sem propósito econômico real.

A Polícia Federal cumpriu 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto. A Justiça Federal autorizou o sequestro integral de fundos de investimento utilizados para movimentação ilícita, além do bloqueio de bens e valores até o limite de cerca de R$ 1,2 bilhão, valor correspondente às autuações fiscais já realizadas. Também foi determinado o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas envolvidas.

OPERAÇÃO TANK

A PF também deflagrou, nesta quinta-feira, a Operação Tank visando o desmantelamento de uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no estado do Paraná. O grupo criminoso atuava desde 2019 e é suspeito de ter lavado pelo menos R$ 600 milhões, movimentando mais de R$ 23 bilhões por meio de uma rede composta por centenas de empresas, incluindo postos de combustíveis, distribuidoras, holdings, empresas de cobrança e instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central.

A estrutura criminosa utilizava diversas táticas para ocultar a origem dos recursos, como depósitos fracionados em espécie (que ultrapassaram R$ 594 milhões), uso de “laranjas”, transações cruzadas, repasses sem lastro fiscal, fraudes contábeis e simulação de aquisição de bens e serviços. Além disso, o grupo é suspeito de se valer de brechas no Sistema Financeiro Nacional para realizar transações de forma anônima por meio de instituições de pagamento.

As investigações também revelaram práticas de fraude na comercialização de combustíveis, como adulteração de gasolina e a chamada “bomba baixa”, em que o volume abastecido é inferior ao indicado. Pelo menos 46 postos de combustíveis em Curitiba (PR) estavam envolvidos nessas práticas.

As operações de hoje visam desestruturar financeiramente as organizações criminosas, recuperar valores desviados e reforçar o compromisso da Polícia Federal no combate à lavagem de dinheiro e à infiltração do crime organizado no mercado financeiro.