O relatório da Comissão Especial de Inquérito do “Loiolagate”, esquema de falcatruas que foi montado na Câmara de Vereadores de Itabuna, não trouxe grandes surpresas. Há pouco, o relator da CEI, vereador Claudevane Leite (PT) encerrou a leitura para um plenário lotado. A grande maioria dos vereadores compareceu à sessão, registrando-se apenas a ausência de Ruy Machado (PRP), que teria alegado problemas de saúde. “Ele disse que o coração dele é fraco e não aguenta essas emoções”, disse um colega de Machado, em tom de brincadeira.
Na tribuna, Claudevane Leite mencionou irregularidades em diversos contratos firmados pelo legislativo municipal, inclusive a participação, em licitações da Câmara, de empresas que sequer teriam existência formal. A assinatura de recibos pela esposa do presidente Loiola, Poliana Santos, também foi denunciada pelo petista.
O ex-chefe do Setor de RH da Câmara, Kleber Ferreira, foi citado em um caso de empréstimo irregular, mas o relator não entrou em detalhes. “Dependeríamos de dados que só podem ser obtidos a partir da quebra de sigilo bancário”, observou.
Segundo Claudevane, o presidente da Câmara está diretamente ligado aos esquemas, já que ele assinava os contratos e autorizações de pagamento. O vereador Roberto de Souza (PR), que é primeiro-secretário do legislativo, pode ser enquadrado por omissão. O relator acredita que Souza deveria ter fiscalizado as operações irregulares.
Claudevane novamente confirmou que o documento lido em plenário será encaminhado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas dos Municípios.















Outro projeto de emenda anula a escolha realizada no ano passado, o que atinge diretamente Roberto de Souza, atual primeiro-secretário do legislativo. O relator da emenda é o vereador Ruy Machado (PRP).







