Praia de São Domingos é um dos locais afetados pelo avanço do mar em Ilhéus || Foto arquivo
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A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) declarou vencedora da Licitação nº 90005/2025 a empresa Infras Engenharia Ltda. O resultado foi publicado na edição desta quarta-feira (4) do Diário Oficial da União. Um dos objetos do contrato é a elaboração de estudo para engordamento das praias de São Domingos e São Miguel, no litoral norte de Ilhéus.

A contratação prevê ainda a execução de levantamentos, estudos e elaboração de projetos básicos para a dragagem de aprofundamento do canal do Porto de Ilhéus e aterro da retroárea do terminal portuário, além de balizamento e sinalização náutica provisórios e definitivos.

Responsável pelo Porto de Ilhéus, a Codeba é ré de ação civil pública do Ministério Público Federal, que reivindica medidas eficazes da empresa pública para conter o avanço do mar no São Miguel e no São Domingos, bairros vizinhos. Uma das possibilidades em estudo é o uso da areia removida pela dragagem do canal do porto no engordamento das praias do norte.

Objetivo é conter avanço do mar no São Domingos (foto) e São Miguel || Imagem de Arquivo
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A viabilidade de intervenção para engordamento das praias de São Miguel e São Domingos, em Ilhéus, é objeto de estudo da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba). A empresa federal publicou nesta terça-feira (23) a Licitação 90005/2025, por meio da qual vai contratar projetos para a dragagem de aprofundamento do Porto de Ilhéus e o alargamento da faixa de areia do início do litoral norte do município, que sofre erosão provocada pelo avanço do mar.

Aviso de licitação publicado ontem (23), pela Codeba, no Diário Oficial da União

É pacificado no debate científico que a construção do Porto de Ilhéus, inaugurado em 1971, impactou severamente a dinâmica de sedimentos na costa do município, conforme explicou ao PIMENTA o oceanógrafo Lucio Figueiredo de Rezende, professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

A Praia da Avenida, em registros de 1957 e 2020 || Acervo José Nazal

Uma das consequências, segundo o especialista, foi a intensificação do acúmulo de sedimentos ao sul do porto, que alargou a Praia da Avenida, enquanto as praias do litoral norte sofreram com a diminuição progressiva da faixa de areia (relembre).

Responsável pelo Porto de Ilhéus, a Codeba é ré de ação civil pública do Ministério Público Federal, que reivindica medidas eficazes da empresa para conter o avanço do mar no São Miguel e no São Domingos, bairros vizinhos. Uma das possibilidades em estudo é o uso da areia removida pela dragagem do canal do porto no engordamento das praias do norte.

Perspectiva do Moinho da Maratá em Ilhéus, que terá investimento de R$ 129 milhões
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O Moinho de Trigo do Porto Internacional do Malhado, em Ilhéus, deverá entrar em operação em julho do próximo ano, segundo anúncio feito pelo diretor-geral do Grupo Maratá, Frank Vieira. O investimento da empresa de alimentos será de R$ 129 milhões, próximo do valor anunciado no primeiro semestre deste ano (reveja aqui). Nesta terça (9), o executivo da Maratá se reuniu com o secretário de Desenvolvimnto Econômico da Bahia, Angelo Almeida, em Salvador.

O moinho terá capacidade instalada para processar 144 mil toneladas de trigo por ano. O empreendimento será especializado na moagem de trigo e produção de derivados, com previsão de gerar 80 empregos diretos e 100 indiretos.

De acordo com Frank Vieira, além do mercado agro, a intenção do Grupo Maratá é atender também as fábricas de rações. O moinho está desativado há cerca de 18 anos. A Bahia, reforça, é o maior consumidor do Nordeste.

– A produção desse moinho vai ser toda dedicada ao consumo baiano, que tem um consumo muito alto de farinha de trigo. Existe um déficit na Bahia desta produção e esse foi o principal motivo de nos instalarmos no estado. Além disso, o trigo gera um subproduto, que é a ração animal e a gente enxergou que a região Sul é estratégica, por isso, escolhemos nos instalar em Ilhéus – disse Frank Vieira.

Frank Vieira, do Grupo Maratá, se reuniu com secretário Angelo Almeida, em Salvador || Foto Eduardo Andrade/SDE

O diretor-geral do Grupo Maratá afirma ainda que existe um estudo para a instalação de uma segunda fase, já que a Bahia é logisticamente muito bem localizada para atender outras regiões.

O secretário Angelo Almeida destacou o porte da Maratá e a sua presença no mercado nacional. “O Grupo Maratá é uma das maiores empresas brasileiras do setor alimentício, com forte presença nacional, e será um elo fundamental para a cadeia agroindustrial de alimentos. A implantação do moinho auxilia na verticalização produtiva e fortalece a cadeia do trigo. A instalação em área contígua ao Porto do Malhado trará vantagens logísticas ao empreendimento.”, afirma Angelo Almeida.

Governo licita mais um trecho da Fiol || Foto Infra S.A
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O Governo Federal lançou, nesta quinta-feira (4), um novo edital para a expansão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 2). Serão contratadas obras entre os municípios de Guanambi e Caetité, na Bahia, com investimento estimado em R$ 507,1 milhões em um trecho de 35,75 quilômetros de extensão.

O secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, destaca que o aporte do governo contribuirá para que seja realizado, no ano que vem, o leilão da ferrovia. “O trecho fará a integração de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, até o Porto de Ilhéus, na Bahia. Isso dará condições de ligação em direção a Chancay, no Peru, formando um Corredor Bioceânico no país”. A nova solução é histórica, pois há 15 anos o governo tentava viabilizar a construção deste trecho” afirmou.

As empresas interessadas em participar da licitação deverão apresentar propostas exclusivamente pela plataforma Licitações-e, do Banco do Brasil, observando o critério de menor preço. O edital e seus anexos estão disponíveis no portal da Infra S.A.

CORREDOR LOGÍSTICO

A Fiol é fundamental para formar um corredor logístico que facilite o escoamento da produção agrícola do Matopiba (MA, TO, PI e BA) e fortaleça a economia do Nordeste. “Essa nova frente de obras é uma etapa fundamental para a conclusão dessa ferrovia que trará uma transformação real para a economia da Bahia e de todo o país”, destaca o diretor-presidente da Infra S.A., Jorge Bastos.

Uma das características do projeto de expansão da Fiol é a conexão com a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), na cidade de Mara Rosa, em Goiás. O traçado integra a ferrovia bioceânica, ligando o Atlântico ao Pacífico – do Porto de Ilhéus ao Porto de Chancay, no Peru -, que irá criar um novo eixo comercial com a Ásia. O projeto está incluído no Plano Plurianual (PPA) 2024/2027 e já tem verba garantida do Governo Federal.

O corredor ferroviário Leste-Oeste (Fico-Fiol) possui uma extensão total de 1.708 quilômetros, distribuídos entre os 383 quilômetros da Fico I (ligando Água Boa/MT a Mara Rosa/GO), os 840 quilômetros da Fiol 3 (ligando Mara Rosa/GO a Correntina/BA) e os 485 quilômetros da Fiol 2 (conectando Barreiras a Caetité, ambas na Bahia).

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Promover o destino Costa do Cacau como uma experiência plural e integrada aumenta a competitividade da região, o tempo de permanência do visitante e o impacto positivo na economia local.

 

Marcos Souza “Japu”

A Costa do Cacau, localizada no sul da Bahia, reúne destinos que encantam por sua beleza natural, cultura rica, excelente gastronomia e diversidade de experiências. Municípios como Ilhéus, Itacaré, Maraú, Uruçuca/Serra Grande, Una e Canavieiras formam esse corredor turístico privilegiado, marcado pela história do cacau, pela presença forte da literatura e por um patrimônio arquitetônico e ambiental de valor inestimável.

Apesar desse potencial, a fragmentação das ações e a promoção isolada de cada município ainda são entraves para o pleno desenvolvimento da região. A construção de um projeto coletivo e integrado de turismo é, hoje, uma necessidade urgente para tornar a Costa do Cacau uma marca forte e reconhecida nacional e internacionalmente.

O PODER DA UNIÃO: VENDENDO O DESTINO COSTA DO CACAU

A união dos destinos em torno de um planejamento colaborativo permite que todos saiam ganhando. Vender Itacaré, Maraú, Una, Uruçuca, Ilhéus ou Canavieiras separadamente é limitar a força do conjunto. Promover o destino Costa do Cacau como uma experiência plural e integrada aumenta a competitividade da região, o tempo de permanência do visitante e o impacto positivo na economia local.

A diversidade de atrativos é um ponto de força: o visitante que chega interessado nas praias e trilhas de Itacaré pode se encantar também pela cultura histórica de Ilhéus, pela riqueza natural de Uruçuca ou pelo charme colonial de Canavieiras, por exemplo. Com roteiros bem planejados, infraestrutura conectada e uma comunicação unificada, a região se transforma em um destino completo.

UM CHAMADO À GESTÃO COMPARTILHADA 

“Enquanto secretário de Turismo de um dos mais importantes destinos do Brasil, Itacaré, percebo que seguiremos muito mais fortalecidos se unirmos forças, planejarmos juntos e executarmos as propostas dialogando com os governos municipais, estadual e federal, bem como com a iniciativa privada e sociedade civil. A tarefa não é simples, pois existem diferenças de entendimento no campo da política, vaidades e uma falta de avaliação coletiva. Contudo, compreendo que esse é o melhor caminho. Precisamos que prefeitos e secretários/diretores de turismo estejam alinhados e ajustados nesse sentido de criarmos uma concepção coletiva, trocar experiências e nos fortalecer enquanto gestão compartilhada para o Turismo da Costa do Cacau”.

Essa fala representa o espírito que deve nortear a construção de um novo momento para o turismo regional: diálogo, articulação, escuta e cooperação entre todos os atores envolvidos — poder público, iniciativa privada e sociedade civil organizada.

Vantagens da integração entre os destinos

• Fortalecimento da marca Costa do Cacau no mercado nacional e internacional;

• Criação de roteiros turísticos integrados, mais atrativos e com maior potencial de consumo;

• Divisão de esforços e investimentos em promoção, infraestrutura e capacitação;

• Aumento da permanência do turista na região e estímulo ao turismo de retorno;

• Redução da competição interna e valorização da complementaridade entre destinos; e

• Capacitação e qualificação da mão de obra também de forma integrada, chamando para tal instituições como Uesc, UFSB, Ifs, Sebrae, Senar.

O caminho é coletivo. O turismo não se desenvolve de forma sustentável quando cada destino caminha sozinho. É preciso compreender que a competitividade está na união, não na disputa. Trabalhar coletivamente, com metas regionais, é criar uma base sólida para um turismo mais estruturado, rentável e sustentável.

O TURISMO COMO MOTOR DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

O turismo vai muito além do lazer: ele é uma atividade econômica poderosa, capaz de transformar realidades. Quando bem planejado e promovido, atrai investimentos, gera empregos/ trabalho e renda e movimenta setores diversos da economia — da hotelaria e alimentação ao transporte, receptivos, guias, artesanato e agricultura familiar.
Como ressaltamos, enquanto secretário de Turismo de Itacaré:

“Atrair mais turistas brasileiros e estrangeiros para os destinos da Costa do Cacau é trazer fortalecimento da economia e geração de trabalho e renda para os trabalhadores e trabalhadoras do setor. Moeda estrangeira mais forte e consumo mais alto, ticket médio alto, é o que precisamos operacionalizar nos destinos.”

Essa visão reforça o papel estratégico do turismo como política pública de desenvolvimento regional. Quanto mais visitantes qualificados e bem acolhidos, maior será o impacto positivo na economia local. Por isso, a integração entre os destinos da Costa do Cacau não é apenas uma decisão inteligente do ponto de vista turístico, mas também uma ação urgente para fortalecer a economia da região, gerar renda e criar oportunidades reais para a população local.

A Costa do Cacau tem tudo para se tornar uma referência no Brasil e no mundo — mas isso só será possível com visão compartilhada, liderança estratégica e compromisso conjunto. A hora de agir juntos é agora.

Há que se compreender cada especificidade dos destinos. Cada um chama atenção pelo que possui de atrativo. Se cada destino se propõe a não vender apenas o destino, mas ofertar as opções dos destinos contíguos, seria o máximo. Por exemplo, como deixar Ilhéus de fora se Ilhéus é polo vetor da chegada via aérea e via portuária. Aeroporto e porto de Ilhéus nos trazem muitos turistas. Precisamos ajustar, melhorar esses equipamentos, bem como discutir com fortaleza de coletivo a malha aérea, os valores excessivos de passagens para o aeroporto Jorge Amado, a falta de voos diretos para Brasília, Belo Horizonte, que são dos maiores emissores de turistas para a Costa do Cacau.

Eventos podem ser criados com um calendário para a zona turística, criando uma rota, um roteiro, uma pauta tratada em cada município e socializada com os outros destinos, para tentar ajustes e minimizar custo. Isso é economia e organização.

Fortalecer a zona turística é buscar juntar forças políticas e técnicas com o objetivo de chamar a atenção para um dos maiores setores que mais crescem no Brasil, que mais gera trabalho e renda, o turismo. Precisamos de investimentos e entendimento geral para avançar muito mais, alinhar com todos os órgãos , a UPB, AMURC, Consórcios CDS Litoral Sul E Cima, todos outros já citados acima, e trabalhar muito na formação e qualificação dos profissionais. Vamos transformar para melhor o futuro.

Marcos Souza “Japu” é secretário de Turismo e ex-secretário de Administração de Itacaré, bacharel em Administração e em Direito e foi quadro de órgãos estaduais e federais.

Ambientalistas fizeram protesto e denunciaram descarte irregular em Ilhéus || Foto GAP/Divulgação
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Do PIMENTA

Irregularidades no descarte de sedimentos na obra de dragagem do Porto Internacional do Malhado, em Ilhéus, levaram o Ibama a notificar a presidência da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) nesta segunda-feira (24). A notificação foi endereçada ao presidente da Codeba, Antônio Gobbo, pela diretora de Licenciamento Ambiental do Ibama, Cláudia Jeanne da Silva Barros.

O Ibama deu prazo de sete dias para que a direção da Codeba apresente relatório detalhado dos descartes feitos desde o início da dragagem até agora. A notificação ocorre após denúncia do Grupo Amigos da Praia (GPA) em Ilhéus e depois de relatório confirmar o descarte de sedimentos em área fora da autorizada pelo Ibama, com possibilidade de atingir barreira de corais.

De acordo com Cláudia Jeanne da Silva Barros, o Relatório 22462913/2025-UT-ILHÉUS-BA/Supes-BA e seus anexos apontaram “evidências de que o ponto de descarte de sedimentos oriundos da dragagem de manutenção encontra-se em desacordo com o aprovado pelo Ibama”. O GPA já sinalizava possíveis prejuízos ao ecossistema com o descarte de sedimentos.

O documento do órgão federal aponta que, embora a dragagem esteja sendo feita em área apontada pela Marinha do Brasil, ela ocorre fora do trecho determinado pelo Ibama. Os dados foram fornecidos pela própria embarcação usada para executar o serviço.

Até o momento, a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) não se posicionou publicamente quanto à notificação da Diretoria de Licenciamento Ambiental do Ibama.

Draga Elbe em operação no Porto de Ilhéus || Fogo Codeba/Divulgação

DRAGAGEM NO PORTO DO MALHADO

As obras de dragagem no porto ilheense começaram há uma semana, com a utilização da Draga Elbe. O orçamento para a dragagem, de acordo com a Codeba, é de R$ 20 milhões, o que possibilitará ao terminal portuário receber navios de até 45 mil toneladas. Quando do início das obras, a Companhia informou que seguiria as diretrizes do Ibama “para destinação adequada dos sedimentos dragados”, o que não vem ocorrendo, conforme relatório do órgão ambiental federal.

Dupla transportava droga em navio de cruzeiro que atracou em Ilhéus || Foto PMI
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A Justiça Federal concedeu liberdade ao homem e à mulher detidos em flagrante com 28 quilos de cocaína em um navio atracado no Porto de Ilhéus. Eles foram presos no sábado (30) e passaram por audiência de custódia nesta segunda-feira (1º).

A dupla seria um casal. A droga foi encontrada em fundos falsos de quatro malas, que foram inspecionadas com scanner e auxílio de um cão. O navio onde o casal estava partiu de Santos, no litoral de São Paulo, e passou pelo Rio de Janeiro antes de atracar no Porto de Ilhéus. A cocaína teria como destino a cidade de Barcelona, na Espanha.

Essa foi a segunda apreensão de droga no Porto de Ilhéus nos últimos 40 dias. No dia 22 de fevereiro, uma mulher foi presa com 44 quilos de cocaína. O entorpecente estava escondido no corpo da acusada e numa mala guardada em uma das cabines da embarcação. O navio também havia saído de Santos e passado pelo Rio de Janeiro. Dois dias depois, um homem que viajava com a mulher foi preso na capital fluminense.

Casal embarcou no Rio de Janeiro e levaria a droga para a Europa || Imagem Ilhéus 24h
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A Polícia Federal apreendeu, neste sábado (30), no interior de um navio cruzeiro, no Porto de Ilhéus, cerca de 30 quilos de cocaína. A droga era transportada por um casal que foi preso em flagrante. Eles estariam levando o entorpecente para Barcelona, na Espanha. Os acusados não tiveram os nomes divulgados.

A cocaína estava escondida em fundos falsos de quatro malas, que foram localizadas durante inspeção de bagagem com scanner e auxílio de um cão. O navio, onde o casal estava, partiu de Santos, no litoral de São Paulo, passou pelo Rio de Janeiro antes de atracar no Porto de Ilhéus, na manhã deste sábado. As primeiras informações são de que os acusados embarcaram no Rio.

O casal foi levado para a Delegacia de Polícia Federal para os procedimentos de Polícia Judiciária. Eles deverão ser encaminhados para o presídio Ariston Cardoso, em Ilhéus, ou Conjunto Penal de Itabuna, onde ficarão à disposição da Justiça Federal.

Essa foi a segunda apreensão de droga no Porto de Ilhéus, nos últimos 40 dias. No dia 22 de fevereiro, uma mulher foi presa com 46,5 quilos de cocaína. O entorpecente estava escondido no corpo da acusada e numa mala guardada em uma das cabines da embarcação. Assim como o de hoje, o navio havia saído de Santos e passado pelo Rio de Janeiro.

Viatura da PF leva mulher presa em flagrante
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A Polícia Federal apreendeu 47,5 quilos de cocaína, nesta quinta-feira (22), em operação no navio de cruzeiro Costa Diadema, no Porto de Ilhéus. Uma passageira foi presa em flagrante por tráfico de drogas.

Parte da droga, 4,5 quilos, estava em embalagens presas ao corpo da mulher. Outros 42 quilos foram encontrados em uma mala, dentro da cabine da passageira. Um homem suspeito de envolvimento no crime foi identificado, mas não havia sido preso até o final da noite de ontem. A Polícia Federal aguarda decisão da Justiça para prendê-lo.

O navio iniciou a viagem em Santos (SP) e passou por Salvador, antes de atracar em Ilhéus. A Polícia Federal suspeita que a traficante tenha embarcado a droga aos poucos, a cada parada.

O cruzeiro seguiu para o Rio de Janeiro e encerrará a viagem no Porto de Santos. O alto teor de pureza da cocaína levou a Polícia a suspeitar que seu destino seria o mercado internacional. A carga pode valer mais de R$ 4 milhões no mundo do crime.

Assista, no vídeo abaixo, ao momento em que a mulher, que não teve o nome divulgado, é conduzida para a viatura da Polícia Federal e levada à Superintendência da corporação em Ilhéus.

Maurício Galvão é o novo gerente da Codeba em Ilhéus
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A presidente interina da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), Gilmara Temóteo, nomeou, nesta sexta-feira (21), o engenheiro florestal Maurício Galvão para a gerência do Porto de Ilhéus. Para assumir o cargo, resultado de articulação do PSB, seu partido, Maurício deixa a superintendência de Desenvolvimento Econômico e Inovação da Prefeitura de Ilhéus.

Candidato a vereador em 2020 e primeiro suplente do PSB no Legislativo ilheense, Maurício Galvão foi diretor técnico da Biofábrica do Cacau e diretor de Biodiversidade e Floresta na Secretaria de Meio Ambiente da Bahia.

Atualmente, Maurício é membro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento do Brasil.

CRÍTICAS A BEBETO

A indicação de Maurício para o cargo gerou críticas a Bebeto Galvão sobre a inclinação por projeto familiar. As críticas são internas ou em redes sociais. Bebeto ainda não se posicionou publicamente sobre o assunto. Atualizada às 15h21min.

Audiência sobre importação de cacau será nesta terça-feira (21), na Alba
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Alvo de reclamações de produtores baianos, a importação de cacau da África pelas indústrias moageiras instaladas em Ilhéus, no sul da Bahia, será de audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado, em Salvador, nesta terça-feira (21), às 9h. De acordo com a Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), a entrada das amêndoas no país implica em riscos fitossanitários para a lavoura baiana.

A ANPC reivindica a anulação da Instrução Normativa nº 125 do Ministério da Agricultura, que permite a entrada no Brasil de amêndoas vindas da África sem ser tratadas com Brometo de Metila. Segundo a entidade, essa é a única substância eficaz no combate de pragas quarentenárias.

A audiência foi convocada pelo deputado estadual Hassan Iossef (PP), a pedido de entidades que representam cacauicultores. O debate contará com representantes da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e da Superintendência Federal de Agricultura (SFA/BA), além da presidente da ANPC, Vanuza Barroso, e de produtores do sul da Bahia.

Terminal em Ilhéus deverá exportar 650 mil toneladas de manganês || Foto Divulgação/PMI
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A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) anunciou o retorno das operações de exportação de manganês em larga escala pelo Porto Internacional do Malhado, em Ilhéus. A previsão é de exportação de 650 mil toneladas do minério para China e Índia pelo terminal ilheense em dois anos.

Ontem (6), dirigentes da Codeba e da Davos Mineração e representantes da Prefeitura de Ilhéus se reuniram no porto. “Nós temos mantido uma relação muito profícua com a Prefeitura de Ilhéus, que colabora e entende o papel do porto na cidade. Por meio desse contrato, viabilizamos a exportação 650 mil toneladas de manganês, oriundo das minas da Bahia”, disse Carlos Autran, presidente da Codeba.

Representando o prefeito Mário Alexandre, o secretário Mozart Aragão destacou a importância da ampliação da atividade portuária. De acordo com a Codeba, os embarques serão perfomados em dois anos, por meio do operador portuário Multilog, com destino à China e à Índia.

Representantes de Codeba, Prefeitura e Davos Mineração em anúncio de operações em Ilhéus || Foto GovIlhéus

EXPORTAÇÃO E BENEFICIAMENTO

Além de ampliar a cadeia produtiva, a iniciativa busca recuperar o ativo mineral manganês e resgatar o preço do minério, que possui alta capacidade de exploração de desempenho para atender as indústrias instaladas no Brasil e no exterior, explicam dirigentes da Davos.

“Ilhéus é uma cidade estratégica, com um Porto que está realmente preparado para fazer todo esse trabalho. Já estamos pensando não apenas na exportação de manganês, mas também no beneficiamento deste minério na região. Eu acho que é um futuro com muitas possibilidades de grande sucesso, graças evidentemente à recepção que estamos tendo aqui”, declarou Hélio Costa, presidente do Conselho da Davos Mineração.

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A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) instaurou o comitê responsável pelo acompanhamento dos programas do Plano de Controle Ambiental (PCA) do Porto de Ilhéus. A medida cumpre condicionante da licença de operação do terminal portuário, concedida em 2018 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O PCA engloba o Programa de Gerenciamento de Efluentes; Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos; Programa de Controle das Emissões Atmosféricas; Programa de Gerenciamento de Ruídos; Programa de Gestão e Monitoramento da Linha de Costa; Programa de Monitoramento da Qualidade das Águas, Sedimentos e Biota Aquática; Programa de Recuperação das áreas Degradadas; Programa de Educação Ambiental; Programa de Educação Ambiental para os Trabalhadores; Programa de Comunicação Social; e o Programa de Apoio às Comunidades de Pesca.

De acordo com a engenheira sanitarista e ambiental Tatiana Pessanha, da Codeba, a criação do comitê é um marco histórico para a relação do porto com o meio ambiente e as comunidades da sua área de influência.

O comitê foi instaurado nesta semana, em reunião com a presença de representantes da Codeba, sociedade civil organizada e Prefeitura de Ilhéus. A primeira reunião oficial do comitê será em julho, em data ainda não divulgada.

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O Porto de Ilhéus terá programa de visitação guiada ainda neste semestre, conforme anúncio feito hoje (2) pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba). Segundo a empresa pública, o projeto faz parte do Plano de Controle Ambiental (PCA) e das condicionantes da licença concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama).

O público-alvo será formado por estudantes e interessados na história e no funcionamento do porto, que foi inaugurado em 1971. Além de conhecer as instalações da unidade, os visitantes vão aprender um pouco sobre a logística portuária.

As visitas deverão ser agendadas por meio de link que será disponibilizado no site www.codeba.gov.br. Após o contato, o agendamento será confirmado por e-mail. O único requisito para a visita é ter idade igual ou superior a 16 anos.

Após surtos em navios, Anvisa recomenda suspensão da temporada de cruzeiros no país
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A chegada do MSC Preziosa ao Porto de Ilhéus está prevista para a manhã desta terça-feira (4). Será a quinta visita do navio à cidade na temporada atual de cruzeiros. Ontem (2), quando a embarcação estava no Porto do Rio de Janeiro, 28 passageiros testaram positivo para covid-19 e desembarcaram na capital fluminense.

O número de resultados positivos colocou o navio no nível 3 de gravidade do cenário epidemiológico, numa escala de 0 a 4, conforme parâmetros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).Após avaliação da autoridade sanitária do país, o MSC Preziosa pôde receber novos passageiros e seguir viagem.

Além do MSC Preziosa, outros quatro navios de cruzeiros são monitorados pela Anvisa: Costa Diadema, Costa Fascinosa, MSC Seaside e MSC Splendida.

ANVISA RECOMENDA SUSPENSÃO DA TEMPORADA DE CRUZEIROS

Desde o início da temporada 2021/2022, em novembro, os navios que viajam pela costa brasileira identificaram 301 casos de covid-19. No sábado (1º), após os surtos da última semana, a Anvisa recomendou que o Ministério da Saúde determine a suspensão da temporada de cruzeiros no país. A pasta informou que se juntará a outros ministérios na avaliação das medidas cabíveis.