
Os tiros deflagrados pela campanha do tucano José Serra, tendo como alvo Dilma Rousseff, candidata do PT à presidência da República, estão saindo pela culatra. Nenhum deles, até agora, nem de raspão atingiu a petista.
O problema é que Dilma Rousseff vem se transformando em uma inesperada surpresa, até mesmo para o presidente Lula. Os oposicionistas estão sobressaltados com o desempenho da ex-ministra no processo eleitoral.
Dilma, para o desespero do tucanato, está mais solta. Vem conquistando o seu próprio espaço. Já não depende tanto da “garupa” – palavra usada pela oposição – do maior cabo eleitoral da história republicana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Uma fatia do eleitorado, que faz sua opção de voto sem a influência de quem esteja apoiando o candidato, começa a caminhar em direção a Dilma. Para esses eleitores, que antes eram considerados indecisos, a petista tem luz própria.
Os marqueteiros da campanha de Serra estão perdidos diante de uma Dilma cada vez mais surpreendente, andando com seus próprios pés e com uma disposição para liquidar a fatura logo no primeiro turno.
Além de ter que enfrentar o impressionante poder de transferência de votos do presidente Lula, os tucanos se deparam com uma Dilma mais Dilma e menos Lula. Uma Dilma mostrando que tem competência para governar o Brasil.
SIGILO
De início é bom dizer que é preciso colocar na cadeia os responsáveis pela quebra do sigilo fiscal da filha do presidenciável José Serra (PSDB).
Os tucanos, no entanto, irresponsavelmente, ficam insinuando que o PT e a candidata da legenda ao Palácio do Planalto, a ex-ministra Dilma Rousseff, têm participação no escabroso caso.
Se ficar comprovado que o PT não tem nada com esse neo-escândalo, o candidato José Serra vai ficar na história da República como protagonista da maior surra eleitoral de todos os tempos.
Vale lembrar que a figura do “aloprado”, expressão usada pelo presidente Lula, é inerente a qualquer agremiação partidária. Os mensalões da vida estão aí, envolvendo os aloprados do PT, DEM, PMDB e PSDB.
O POLÊMICO BENÉ

Sobre o imbróglio na Câmara de Vereadores de Itabuna, o polêmico Bené, na frente do programa “Bom Dia Bahia”, Rádio Nacional, tem três bombásticas opiniões: 1) o vereador Roberto de Souza, primeiro secretário da Mesa, busca o apoio político de Geddel e Fernando Gomes na tentativa de salvar seu mandato. 2) a futura presidência do Legislativo caminha para as mãos de Claudevane Leite, o Vane do Renascer. 3) Roberto de Souza só tem o apoio dos vereadores Raimundo Pólvora e do comunista Wenceslau Júnior.
A expectativa fica por conta de outras declarações de Bené em relação a outros vereadores e, principalmente, sobre a Comissão Especial de Inquérito (CEI), presidida por Milton Gramacho, da base aliada do prefeito José Nilton Azevedo (DEM)
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.




















