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marco wense1Marco Wense

Os principais defensores do impeachment podem ser réus a qualquer momento.

Se existisse outra oposição, diferente dessa protagonizada por tucanos (PSDB) e democratas (DEM), o governo da presidente Dilma Rousseff estaria mais fragilizado, sem força para reagir.

Quando o assunto é a desenfreada cobiça do poder, o PT e o PSDB são a mesma coisa, comportam-se do mesmo jeito. Rezam na cartilha de que o fim justifica os meios. O petismo com o mensalão e o petrolão. O tucanato com os escândalos da reeleição e das privatizações.

Ora, não é a vontade de partidos e de lideranças pregadoras do golpismo, ainda inconformadas com o fracasso nas urnas, que vão respaldar um pedido de impeachment, e sim provas sólidas obtidas pelas instituições.

Os principais defensores do afastamento da presidente Dilma podem ser réus a qualquer momento. O presidente da Câmara dos Deputados, o incendiário Eduardo Cunha, é alvo da Operação Lava Jato.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, já é réu em processo na Justiça Federal de Brasília. O senador é acusado de ter recebido propina da construtora Mendes Junior para apresentar emendas parlamentares que beneficiavam a empreiteira.

Agripino Maia, dirigente-mor do diretório nacional do DEM, coordenador da campanha do candidato Aécio, é acusado de receber propina de R$ 1 milhão para aprovar uma lei que torna obrigatório a inspeção veicular no seu estado, o Rio Grande do Norte.

Como não bastasse, tem o depoimento do doleiro Alberto Youssef dizendo que Aécio Neves pegava mesada de US$ 120 mil. O ex-presidenciável comandava uma das diretorias de Furnas no então governo FHC.

Ainda vem o José Serra defendendo a implantação do parlamentarismo, querendo ser primeiro-ministro, como se o parlamento brasileiro, adepto do toma-lá-dá-cá, estivesse preparado para tal missão.

E, para finalizar, o sincero e corajoso depoimento de Alberto Goldman, vice-presidente do PSDB: “Os tucanos não são capazes de dizer o que fariam se tivessem vencido as eleições presidenciais. Nós não temos um projeto de país”.

Portanto, uma óbvia e inquestionável conclusão: a oposição, desprovida de credibilidade e coerência, não tem moral para acusar ninguém. É o sujo falando do mal lavado, como diria a ex-presidenciável Luciana Genro.

PS – Se a presidente Dilma Rousseff, na condição de ex-presidente da República do Brasil, resolvesse escrever um livro sobre a banda podre do PT, o título seria “Nunca vi nada igual”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Costa e Aécio trocam acusações no Senado (Fotomontagem Pimenta).
Costa e Aécio trocam acusações no Senado (Fotomontagem Pimenta).

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), leu hoje (7), em plenário, uma nota da bancada do partido com críticas ao PSDB e seu presidente, senador Aécio Neves (MG), por uma postura que classificou de “golpista” em relação ao governo da presidenta Dilma Rousseff. Em resposta, Aécio foi à tribuna e disse, em discurso, que se Dilma não conseguir cumprir seu mandato, “não será por culpa da oposição, será porque burlou a lei”.

No texto, o líder petista diz que o partido de oposição tenta dar um golpe quando se une à imprensa para tentar criminalizar o PT e a presidenta no Tribunal de Contas da União por “ações contábeis normais, que sempre foram feitas em suas administrações”.

A alegação se refere ao relatório do TCU que aponta como ilegais manobras fiscais feitas pelo governo no ano passado, que vêm sendo chamadas de “pedaladas” e pelas quais a presidenta Dilma Rousseff pode ter a prestação de contas rejeitada pelo Congresso.

Humberto Costa também classificou como “moral de ocasião” a postura dos tucanos ao tentarem criminalizar as doações de empresas ao PT nas últimas eleições, quando o PSDB também teria recebido doações das mesmas empresas.

“Se o PSDB quer criminalizar doações legais e transparentes de campanhas feitas ao PT, quando se sabe que aquele partido oposicionista recebeu, em valores maiores, doações feitas pelas mesmas empresas, isso é golpe, sim. O Estado Democrático de Direito não admite o uso cínico, hipócrita e oportunista da moral de ocasião e a utilização despudorada dos ‘dois pesos e duas medidas’, como aconteceu no caso do mensalão do PSDB”, afirma a nota.

Em critica direta ao senador Aécio Neves, derrotado em segundo turno por Dilma nas últimas eleições, a nota dos senadores petistas o acusa de estar numa “busca frenética pelo “quanto pior, melhor” e pela ingovernabilidade da presidenta.

“Aécio Neves, que parece cada vez mais inspirado pelo espírito golpista da UDN de Carlos Lacerda, deveria se inspirar mais na figura democrática e visceralmente antigolpista de seu avô, Tancredo Neves”, diz o texto lido em plenário pelo líder do PT.

Logo após a conclusão da leitura por Humberto Costa, foi a vez de o presidente do PSDB subir à tribuna para responder as acusações. Aécio Neves ressaltou que seu partido quer apenas a independência das instituições de controle e fiscalização do governo, como TCU e a Polícia Federal, e que não trabalha por uma crise institucional no país. “Nós dissemos com todas as letras que o PSDB não é e jamais quererá ser protagonista de qualquer movimento de instabilidade da vida pública brasileira”, afirmou.

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marco wense1Marcos Wense

O imbróglio envolvendo o PDT e o médico Antonio Mangabeira, cada vez mais distante da legenda brizolista, vem criando um desentendimento entre pai e filho.

O pai, Félix Mendonça, que já foi prefeito de Itabuna, quer o comando do pedetismo municipal com o prefeiturável Mangabeira. O filho, Félix Júnior, insiste em manter a professora Acácia Pinho na presidência do partido.

Volto a ratificar que o PDT, se não tiver candidato próprio, vai cair no colo do também pré-candidato Augusto Castro (PSDB), junto com o PMDB de Renato Costa e o DEM de Maria Alice.

O que se espera de Félix Júnior é uma posição clara em relação a 2016. O PDT vai ou não disputar a sucessão de Claudevane Leite?

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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marco wense1Marco Wense

Aquele Félix Júnior que andou declarando que queria o PDT crescendo com “honra e de forma independente” escafedeu-se. Empurra o partido para ser bengala do tucanato na sucessão municipal.

O deputado federal Félix Mendonça Júnior, presidente estadual do PDT, precisa tomar uma posição em relação ao processo sucessório de Itabuna, se a legenda vai ou não ter candidato próprio.

O parlamentar emite sinais de que o PDT ficará fora da disputa, que o partido, hoje aliado do prefeito soteropolitano ACM Neto, caminha para apoiar o tucano Augusto Castro (PSDB).

Se Félix Júnior acha que o melhor caminho para o PDT é o de papel de coadjuvante na eleição de 2016, tudo bem. Inaceitável é a falta de clareza diante de uma situação que exige certa urgência.

Aquele Félix Júnior que andou declarando que queria o PDT crescendo com “honra e de forma independente” escafedeu-se. Empurra o partido para ser bengala do tucanato na sucessão municipal.

O presidente do brizolismo baiano caminha na contramão. O PDT não pode se distanciar do eleitorado e, muito menos, destruir sua identidade para ser apêndice de outras legendas.

Félix é ele. O PDT que se dane. Que pelo menos seja sincero com o médico Antonio Mangabeira: “Olhe doutor, é melhor o senhor procurar outra legenda”.

Félix, de olho nos seus interesses políticos, vai terminar jogando fora a oportunidade de o PDT de Itabuna ter um candidato que representa a tão sonhada e imprescindível renovação política.

Nos bastidores, até os possíveis adversários reconhecem que Mangabeira é o candidato mais preparado para concorrer à sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB).

Não tenho nenhuma dúvida que o PDT, se não tiver candidato próprio, vai cair no colo de Augusto Castro, junto com o DEM e o PMDB.

JEITINHO BRASILEIRO

O plenário da Câmara dos Deputados rejeitou a proposta de constitucionalizar a permissão para que as empresas financiem as campanhas políticas.

O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), através de uma manobra sorrateira, quebrando um acordo anterior, conseguiu recolocar em votação o financiamento.

Com 330 votos a favor, agora é permitido que as doações sejam repassadas aos partidos, que fica com a nobre função de distribuir os valores com os candidatos.

O jeitinho safadinho-descaradinho-brasileiro foi assentado na emenda do deputado Celso Russomano (PRB), aquele que é conhecido como o “Defensor dos Consumidores”.

O é dando que se recebe em dobro vai voltar com toda força. O melhor negócio do mundo, depois da institucionalização do toma-lá-dá-cá, é ser dirigente partidário.

Que país é esse? Que país é esse? Saudoso Renato Russo.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Goldman diz que PSDB não tem projeto de país.
Goldman diz que PSDB não tem projeto de país.

O ex-governador de São Paulo Alberto Goldman endereçou carta ao comando do PSDB e questionou se o seu partido saberia o que fazer se Aécio Neves vencesse as eleições presidenciais em 2014.

Foi além: “Nós não temos um projeto de país”.

Para ele, há concentração de poder em torno de Aécio e falta debate interno. O tucano assinala que isso ocorre no período recente, que coincide com a chegada de Aécio ao comando nacional do PSDB. Goldman é vice-presidente nacional do PSDB. Segundo informa a agência Folhapress, o tucano também fez críticas ao tratamento de seu partido a questões como Reforma Política e mudanças na Previdência Social.

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marco wense1Marco Wense

O voto útil pode levar o PCdoB a apoiar o ex-prefeito Geraldo Simões.

O jornalismo político sofre com a indefinição do prefeito Claudevane Leite, cada vez mais enigmático em relação ao processo sucessório, se vai ou não disputar o segundo mandato.

De dez eleitores, dois apostam que o chefe do Executivo será candidato à reeleição. Na imprensa falada e escrita, é quase unânime a opinião de que o gestor ficará fora do confronto.

A sucessão A, com Vane candidato, além de diminuir a possibilidade de surpresas e inesperados sobressaltos, evita um pega-pega entre o PCdoB e o PRB, entre comunistas e evangélicos da Igreja Universal.

A sucessão B, com o alcaide jogando a toalha, pode provocar um fato inusitado, estranho, considerado como uma invencionice de quem quer jogar lenha na fogueira: um possível apoio do PCdoB a Geraldo Simões (PT).

Com Vane fora, o PCdoB lança o seu candidato, o vice Wenceslau Júnior ou Davidson Magalhães. O partido do prefeito, o PRB, também.

A candidatura do PCdoB não decola. O tucano Augusto Castro assume a dianteira nas pesquisas de intenção de votos. Geraldo Simões vem logo atrás.

Para evitar o comando do poder municipal nas mãos do tucanato (PSDB), os comunistas partiriam para o voto útil, assim como aconteceu na eleição de 2012, com os petistas votando em Vane para evitar a vitória de Azevedo (DEM).

É bom lembrar que o suplente Davidson Magalhães deve ao governador Rui Costa o seu assento na Câmara Federal. Um pedido do petista-mor não pode ser negado, seria uma inominável ingratidão.

Portanto, duas sucessões: A e B. Certo mesmo são as candidaturas de Geraldo Simões e do médico Antonio Mangabeira.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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marco wense1Marco Wense

Geraldo Simões no PMDB é a maior preocupação de Augusto Castro. O prefeiturável tucano, além de perder o invejável tempo no horário político, teria que enfrentar um novo e imprevisível cenário eleitoral.

Uma desmesurada euforia começa a tomar conta dos prefeituráveis de oposição ao governo Rui Costa. Todo o alvoroço é assentado em pesquisas que apontam uma crescente insatisfação com o PT.

Os pré-candidatos oposicionistas atingem o ápice do otimismo quando parte do eleitorado diz que não vota em candidato petista em hipótese nenhuma, nem que a vaca tussa.

Lá em Salvador, a reeleição de ACM Neto é dada como certa. A cúpula do Democratas fala até em uma vitória acachapante, a maior da história sucessório soteropolitana.

Puxando para Itabuna, o tucano Augusto Castro, obviamente do PSDB, não pode enveredar pelo caminho do “já ganhou”. O menosprezo aos adversários é uma inominável burrice.

Castro, reeleito para o parlamento estadual, pode até comemorar o bom resultado da consulta popular, em que aparece na frente dos ex-alcaides Fernando Gomes, Geraldo Simões e José Azevedo.

Desaconselhável é a comemoração com soberba, como andam fazendo os correligionários bem próximos do tucano, achando que sua eleição para o cobiçado Centro Administrativo é irreversível. São favas contadas.

O petista Geraldo Simões foi eleito prefeito de Itabuna pegando carona no impeachment do então presidente Collor. Augusto Castro, além da alta rejeição do governo Vane, é quem mais se beneficia com o desgaste do PT.

Vale ressaltar que muitos petistas de Itabuna, até mesmo integrantes do diretório municipal, estão mudando de opinião. Ou seja, que a saída de GS do PT já não é tão ruim como pensavam.

Geraldo tem duas opções: o PSB da senadora Lídice da Mata e o PMDB dos irmãos Vieira Lima. O segundo caminho é mais impactante, já que GS entraria no peemedebismo sob a compulsória condição de fazer oposição ao governador Rui Costa e a presidente Dilma Rousseff.

Geraldo Simões no PMDB é a maior preocupação de Augusto Castro. O prefeiturável tucano, além de perder o invejável tempo no horário político, teria que enfrentar um novo e imprevisível cenário eleitoral.

Não posso deixar de registrar que a ex-primeira dama Juçara Feitosa é a maior defensora da permanência de “minha pedinha” no petismo: “Dou risada quando falam que Geraldo vai sair do PT”.

Percentualmente, diria que GS tem 40% para permanecer no Partido dos Trabalhadores, 30% para se tornar um neogeddeliano, 20% para o PSB e 10% para outra legenda.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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marco wense1Marco Wense

A prioridade do oposicionismo baiano, tendo na linha de frente o DEM, PSDB e o PMDB, é a reeleição do prefeito soteropolitano ACM Neto. A sucessão em Itabuna vai girar em torno das articulações na capital.

Continua o impasse entre o deputado Félix Júnior, presidente estadual do PDT, e o médico Antonio Mangabeira, pré-candidato a prefeito de Itabuna na eleição de 2016.

A declaração de Félix – “quero o partido crescendo com honra e de forma independente, sem ser bengala de A ou B” – pressupõe que o comandante do pedetismo defende candidatura própria na sucessão municipal.

O problema é que Félix Mendonça Júnior diz uma coisa e toma decisões que vão de encontro ao que anda pregando. Ou seja, empurra o PDT para a dependência e o papel de coadjuvante.

Ora, ora, o melhor caminho para o fortalecimento de uma agremiação partidária, para mostrar sua existência e tirar a militância do ostracismo e do desânimo, é ter candidato à majoritária.

O presidente do brizolismo regional caminha na contramão. O PDT não pode se distanciar do eleitorado e, muito menos, destruir sua identidade para ser apêndice de outras legendas.

O PDT de Itabuna, por exemplo, tem a oportunidade de ter candidato próprio à sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB). E um pretendente como Antonio Mangabeira, que pode significar a tão esperada renovação política.

Se a decisão de não ter candidato já é dada como certa, como favas contadas, que o PDT deve apoiar o tucano Augusto Castro, então diga ao doutor Mangabeira: “Olhe, doutor, é melhor o senhor procurar outro partido”. Ponto final.

A prioridade do oposicionismo baiano, tendo na linha de frente o DEM, PSDB e o PMDB, é a reeleição do prefeito soteropolitano ACM Neto. A sucessão em Itabuna vai girar em torno das articulações na capital.

Vale lembrar que a professora Acácia Pinho, que comanda a provisória municipal, apoiou, de maneira até entusiasmada, o prefeiturável Augusto Castro (PSDB) na sua reeleição à Assembleia Legislativa.

Outro detalhe é que Félix Júnior sonha com a possibilidade, ainda que remotíssima, de ser o candidato a vice na chapa encabeçada por ACM Neto, sem dúvida a tábua de salvação do demismo nacional.

O PDT vai terminar sendo bengala dos democratas, peemedebistas e dos tucanos, com o discurso da independência e da honra se tornando cada vez mais frágil, inconsistente e contraditório.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Davidson, ao centro, ataca PSDB e defende punição a culpados de corrupção na Petrobras.
Davidson, ao centro, ataca PSDB e defende punição a culpados de corrupção na Petrobras.

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras foi instalada ontem (24) na Câmara dos Deputados, em Brasília. O deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB), ex-dirigente da Agência Nacional do Petróleo (ANP) na Bahia e ex-presidente da Bahiagás, presidirá a frente. No ato de ontem, o itabunense fez discurso em defesa da companhia petrolífera. E, na mesma toada, atacou o PSDB. Para ele, a legenda tucana quer enfraquecer a Petrobras de olho na privatização da empresa.

O parlamentar lembrou, também, da força da petrolífera na economia brasileira. “A Petrobras hoje representa 15% dos investimentos do país e 10% do nosso PIB [Produto Interno Bruto]”, observou o deputado e economista. Davidson defendeu punição aos culpados envolvidos na Operação Lava Jato. Explicou que a frente participa de movimento de união em defesa da empresa.

Presidida por Davidson, a frente parlamentar em defesa da Petrobras é integrada pelos senadores Roberto Requião(PMDB-PA), Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Fátima Bezerra(PT-RN) e os deputados  Vicentinho  (PT-SP), Aliel Machado (PCdoB-PR), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e  Zeca do PT (Mato Grosso do Sul).

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marco wense1Marco Wense

Duas perguntas são pertinentes: 1) o instrumento da delação premiada só vale para o PT, PMDB e o PP? 2) Por que as doações ao PSDB não são consideradas como propinas?

Concordo com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em relação ao projeto de Lei que visa punir – com perda do registro – os partidos políticos que receberam ou venham receber recursos ilegais ou derivados de corrupção.

Vou mais longe: tem que cassar o mandato dos candidatos que recebem dinheiro sujo, deixando-os inelegíveis para o resto da vida. O dito cujo tem que ser execrado da vida pública.

O engraçado é que pela Operação Lava Jato, o PT e o PSDB, só para citar duas legendas, já teriam seus registros cancelados, sem falar no que vem pela frente com a instalação da CPI do SwissLeaks – HSBC.

Com contas secretas na Suíça, famosos e conhecidos brasileiros doaram dinheiro a candidatos do PSDB, PT, PSDC, PV, PMDB, PSC, DEM, PP, PROS, PTB, PRB e PSB. Pelo andar da carruagem, vamos ficar sem partidos.

E mais: levantamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que as empreiteiras investigadas pela Lava Jato doaram aos diretórios nacionais do PT e do PSDB valores equivalentes.

Duas perguntas são pertinentes: 1) o instrumento da delação premiada só vale para o PT, PMDB e o PP? 2) Por que as doações ao PSDB não são consideradas como propinas?

Com efeito, veja o que disse o doleiro Alberto Youssef sobre a conhecida Lista de Furnas: “Aécio Neves levava US$ 100 mil por mês”. Vale ressaltar que o esquema durou quase todo o governo FHC.

O telhado do tucano e ex-presidenciável Aécio Neves é de vidro. Quem tem rabo preso é desprovido de credibilidade. Não passa de um simulacro de “paladino da moralidade”. Um falso moralista.

A presidente Dilma Vana Roussef tinha razão quando disse que não ia ficar “pedra sobre pedra”. E as pedras maiores são o PT e o PSDB.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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marco wense1Marco Wense

Uma inominável bobagem. É o mínimo que se pode dizer para os que só acreditam nas informações dos jornais e blogs da capital, nos comentários e opiniões dos articulistas políticos soteropolitanos.

Saiu lá, então é verdadeiro, inquestionável. A notícia tem credibilidade. O que se diz é conclusivo e liquidante. O jornalismo do interior é alienado e desinformado. Ledo engano.

Francamente, como diria o saudoso estadista Leonel de Moura Brizola, não vejo nada de surpreendente na imprensa da “capitá”, principalmente quando o assunto é política.

Aliás, é comum perceber a falta de conhecimento de jornalistas de Salvador em relação ao processo sucessório no interior. Uma das poucas exceções é Samuel Celestino.

Escrevi, em fevereiro, que a oposição decidiu ter um só candidato nos colégios eleitorais maiores. Itabuna, por exemplo, com o ex-prefeito Fernando Gomes (DEM) ou o deputado estadual Augusto Castro (PSDB).

Disse ainda que o parlamentar tucano não criaria nenhum problema para o ex-gestor. Ou seja, abriria mão de sua legítima postulação em nome da importante e imprescindível unidade.

E mais: que depois de Salvador, com a reeleição de ACM Neto, o consenso oposicionista seguiria para Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus e Itabuna.

Só agora, mais de um mês depois, a Coluna Satélite, do Correio da Bahia, noticia sobre a decisão da oposição de lançar um só candidato nas grandes e médias cidades.

Nossa imprensa é forte, atuante e bem informada. Temos bons jornais, blogs e, principalmente, bons comentaristas políticos.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Senador Aloysio Nunes, do PSDB-SP, quer ver Dilma sangrar (Foto Brasil 247).
Senador Aloysio Nunes, do PSDB-SP, quer sangrar Dilma (Foto Brasil 247).

Dias após o vice-governador baiano João Leão proferir uma daquelas frases infelizes (veja abaixo), surge um senador do PSDB cometendo outro desatino.

Candidato derrotado a vice-presidente do Brasil, o senador Aloysio Nunes concedeu entrevista ao jornal Valor Econômico e, após várias declarações pelo impeachment da presidente Dilma, deu um cavalo de pau e, agora, diz ser contra a saída da presidente, pois quer vê-la sangrar no cargo.

– Não quero que ela saia, quero sangrar a Dilma, não quero que o Brasil seja presidido por Michel Temer (PMDB) – disse Aloysio.

Conhecido pelo seu destempero verbal e por destilar ódio em suas falas, Aloysio fez um mea culpa ao dizer que o PSDB falhou do debate político no processo eleitoral do ano passado. O senador foi vice na chapa encabeçada pelo também tucano Aécio Neves.

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Ministro Zavascki retirou sigilo e divulgou nomes envolvidos (Foto Divulgação).
Ministro Zavascki retirou sigilo e divulgou nomes envolvidos (Foto Divulgação).

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou hoje a lista de políticos (com ou sem mandato) alvos de investigação na Operação Lava-Jato. O ministro Teori Zavascki, do STF, também revogou o sigilo na tramitação dos processos e deferiu 21 pedidos de abertura de inquérito para investigar políticos com mandato.

Políticos baianos estão na lista, dentre eles o vice-governador João Leão (PP) e o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA), além do deputado federal Roberto Britto. Outro nome é o do ex-deputado federal Luiz Argôlo, hoje do Solidariedade, mas ex-filiado ao PP.

A “Lista de Janot” – referência ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot – tem nomes do PSDB, SD, PT, PTB, PP e PMDB, dentre eles vice-governador, senadores, deputados e ex-deputados federais. Chama a atenção os nomes de dois políticos que ocupam dois dos mais importantes cargos da República: Renan Calheiros (presidente do Senado) e Eduardo Cunha (presidente da Câmara dos Deputados), ambos do PMDB.

Há, ainda, o nome de um ex-presidente da República, o senador Fernando Collor de Melo. Quem estimulou a sua queda naquele período, o ex-cara pintada Lindbergh Farias (PT-RJ) também foi denunciado e tornou-se alvo de inquérito da Procuradoria-Geral da República. O PP é o partido com mais políticos na lista. O PSDB aparece com o senador Antonio Anastasia, ex-governador de Minas Gerais. Confira a lista com os políticos identificados pelo portal UOL.

Vice-governador
João Leão (PP-BA) – vice-governador da Bahia

Senadores
Renan Calheiros (PMDB-AL) – presidente do Senado e do Congresso Nacional
Gleisi Hoffmann (PT-PR) – senadora pelo Paraná e ex-ministra da Casa Civil
Lindbergh Farias (PT-RJ) – senador pelo Rio de Janeiro e ex-candidato ao governo do Estado
Edison Lobão (PMDB-MA) – senador pelo Maranhão e ex-ministro de Minas e Energia
Fernando Collor (PTB-AL) – Senador por Alagoas e ex-presidente da República
Humberto Costa (PT-PE) – Senador por Pernambuco e ex-ministro da Saúde
Ciro Nogueira (PP-PI) – senador pelo Piauí e presidente nacional do PP
Benedito de Lira (PP-AL)
Gladison Cameli (PP-AC)
Romero Jucá (PMDB-RR) – senador por Roraima e ex-líder do governo no Senado
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Valdir Raupp (PMDB-RO)

Deputados
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – presidente da Câmara e ex-líder do PMDB na Câmara
João Pizzolati – (PP-SC) – deputado federal por Santa Catarina
Simão Sessim (PP-RJ) – deputado federal pelo Rio de Janeiro
Vander Loubet (PT-MS) – deputado federal por Mato Grosso do Sul
Aníbal Gomes (PMDB-CE)
Arthur Lira (PP-AL)
José Otávio Germano (PP-RS)
Luiz Fernando Ramos Faria (PP-MG)
Nelson Meurer (PP-PR) – deputado federal pelo Paraná
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
Eduardo da Fonte (PP-PE)
Aline Oliveira (PP-SP) – deputada federal por São Paulo
Dilceu João Sperafico (PP-PR)
Jeronimo Goergen (PP-RS)
Sandes Junior (PP-GO)
Alfonso Hamm (PP-RS)
Missionário José Olimpio (PP-SP)
Lázaro Botelho (PP-TO)
Luiz Carlos Heinze (PP-RS)
Renato Delmar Molling (PP-RS)
Roberto Britto (PP-BA)
Waldir Maranhão Cardoso (PP-MA)
Roberto Balestra (PP-GO)
José Mentor (PT-SP)

Políticos sem mandato

Mário Negromonte (PP-BA) – ex-ministro das Cidades, atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia
Roseanna Sarney (PMDB-MA) – ex-governadora do Maranhão e ex-senadora
Cândido Vaccareza (PT-SP)
Roberto Teixeira (PP-PE)
Luiz Argôlo (SD-BA)
José Linhares (PP-CE)
Pedro Corrêa (PP-PE)
Pedro Henry (PP-MT)
Vilson Luiz Covatti (PP-RS)
Carlos Magno (PP-RO)
José Vaccari Neto (PT-SP)

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Gabrielli também foi citado por Augusto.
Gabrielli também é citado por Augusto entre “geraldistas”.

O deputado Augusto Castro (PSDB) apareceu aqui, ontem à noite, apontando reparos à postagem em que ele falava da impossibilidade de acordo com o PCdoB e da sua estranheza quanto à forma como o PT estadual vem tratando Geraldo Simões.

Augusto, na entrevista ao Resenha da Cidade (Rádio Difusora), não citou apenas Josias Gomes, Jonas Paulo e Everaldo Anunciação entre os nomes de expressão que obtiveram espaço em mandatos – no legislativo ou no executivo – exercidos por Geraldo Simões.

Além dos três, o deputado tucano também citou o ex-presidente da Petrobras e ex-secretário estadual de Planejamento José Sérgio Gabrielli. De memória elogiável, Augusto até lembrou que Gabrielli assessorou Geraldo em um dos mandatos do petista enquanto deputado.

Assim, este blog faz o reparo realmente necessário à nota e dá por encerrada a questão.

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Em contato com o PIMENTA , o deputado estadual Augusto Castro (PSDB) fez reparos à nota intitulada “Castro descarta aliança com o PCdoB e cola imagem de Vane nos comunistas”. Particularmente no trecho que se refere ao comentado abandono de Geraldo Simões pelos caciques estaduais do PT.

O deputado negou ter dito que Geraldo “deu guarida a nomes como Everaldo Anunciação, Josias Gomes e Jonas Paulo”. Ele confirma, no entanto, ter comentado sobre a situação do ex-prefeito e ex-deputado do PT, demonstrando estranhar o desprezo do partido com relação ao político.

“Nossa preocupação é unificar as oposições, quem resolve os problemas do PT é o PT”, afirmou o tucano.

Augusto fez questão de declarar que mantém uma “relação cordial” com o secretário de Relações Institucionais da Bahia, Josias Gomes, e com o presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação. “Respeitando as diferenças partidárias, temos uma convivência respeitosa”, declarou.