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marco wense1Marco Wense

A vontade popular não pode ser ameaçada pelos que uivam por ditadura.

Antes de comentar o artigo de hoje, devo dizer que fui criticado por leitores contrários à minha declaração de voto na reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Faço também um devido, oportuno e necessário esclarecimento: não sou da imprensa. Apenas um modesto e esforçado colaborador do Diário Bahia e do Blog PIMENTA.
Respeito quem acha que jornalista que escreve sobre política não deve dizer que vai votar em fulano ou sicrano, sob pena de perda de credibilidade.
Tenho outra opinião: prefiro o jornalista que tem lado, que defende sua posição com firmeza, sem tapeação e, principalmente, sem o deplorável e nojento puxa-saquismo.
Voltando ao comentário, confesso que cheguei a rascunhar sobre o que diria em uma eventual vitória de Aécio Neves (PSDB), já que o tucano, com mais de 70% das urnas apuradas, estava com cinco pontos percentuais na frente de Dilma.
Resolvi escrever um parágrafo – que seria o primeiro do artigo – que servisse tanto para Aécio como para Dilma, era só tirar do texto o nome do perdedor. Segue abaixo, literalmente.
“A eleição acabou. A vitória maior é da democracia, em que pese um processo eleitoral mais agressivo do que propositivo. Agora é descer do palanque e torcer para que (Aécio ou Dilma) faça um bom governo”.
Ledo engano. O palanque continua armado. Não querem aceitar o incontestável resultado das urnas. Apostam na instabilidade política e na desarrumação institucional. São adeptos do quanto pior, melhor.
O que se espera de todos é responsabilidade, respeito aos Poderes da República, ao Estado democrático de direito, ao povo brasileiro e a nossa Constituição.
Que os senhores desçam do palanque. Não há mais espaço para os golpistas de plantão. A vontade popular não pode ser ameaçada pelos que uivam por ditadura.
Dilma Rousseff foi democraticamente reeleita. Ponto final.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Aleluia diz que fusão é abertura para infiéis (Foto Bocão e Max Haack).
Aleluia diz que fusão é abertura para infiéis (Foto Bocão e Max Haack).

O presidente estadual do DEM, José Carlos Aleluia, aproveitou a conquista do mandato de deputado federal para mandar recado para ACM Neto, de quem era subordinado há poucos meses, antes de deixar a Secretaria Municipal de Urbanismo e Transporte. Não se sabe o que motivou o sempre beligerante, mas assim ele se pronunciou quanto à ideia de fusão do DEM com o PSDB ou outra legenda do campo de oposição ao governo federal:
Fusão significa abertura de porta à infidelidade para quem quer ir pro governo. Não existe esta história de que os partidos mantém a totalidade de suas bancadas numa fusão. Para evitar essa evasão, no Congresso, há a ferramenta do ‘bloco parlamentar’ que permite a  construção de alianças, preservando os partidos – disse Aleluia por meio da assessoria da presidência estadual do DEM.

Há poucos dias, ACM Neto disse que o DEM tende a sumir, tornar-se inexpressivo, por causa do seu tamanho diminuto e, por isso, sugeria a fusão com o PSDB, por exemplo. O partido tinha a expectativa de ganhar o poder na Bahia com Paulo Souto, mas acabou sofrendo a terceira derrota seguida para o PT de Jaques Wagner e Rui Costa, este eleito governador baiano em primeiro turno.
Nos últimos dias surgiram boatos de que ACM Neto estaria com o pé no PMDB, justamente para tornar-se mais próximo do governo e fazer deslanchar alguns dos seus projetos de governo.

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marco wense1Marco Wense

Os chorões sonham com um “terceiro turno” e com outra bombástica e arrasadora manchete na revista Veja: “ Dilma confidenciou a Lula que vai acabar com o Bolsa Família e o Pronatec”.

O PSDB sabe que o resultado da eleição presidencial é incontestável. Não há nada que possa servir de elemento para solidificar qualquer tipo de questionamento.
O pedido de auditoria especial protocolado no TSE, instância maior da Justiça Eleitoral, só tem um único e sórdido objetivo: bagunçar o ambiente democrático.
A intenção dos tapeteiros, ainda inconformados com a inconteste derrota nas urnas, é deslegitimar a vitória de Dilma Rousseff, criando um cenário de instabilidade política.
Os chorões sonham com um “terceiro turno” e com outra bombástica e arrasadora manchete na revista Veja: “ Dilma confidenciou a Lula que vai acabar com o Bolsa Família e o Pronatec”.
Daqui a quatro anos tem outra eleição, em que pese ter o ex-presidente Lula como candidato. Pelo andar da carruagem, vão terminar engolindo novamente o “sapo barbudo”, como diria o saudoso Leonel Brizola.
VANE, O PT E A REELEIÇÃO
Vane entrevista Pimenta 6 Foto Gabriel OliveiraO melhor conselho para o prefeito Claudevane Leite, em relação ao seu retorno ao Partido dos Trabalhadores, é deixar o assunto em compasso de espera.
Qualquer decisão agora, aceitando ou não o convite do presidente estadual Everaldo Anunciação, com o endosso do governador eleito Rui Costa, seria intempestiva, precipitada e politicamente atabalhoada.
O chefe do Executivo, sob pena de arrependimento de difícil reparo, deve esperar os pontos da reforma política que serão legitimados pela consulta popular, seja através de plebiscito ou referendo.
E qual seria o ponto decisivo para o prefeito? Sem dúvida, o instituto da reeleição. Duas perguntas são pertinentes: 1) a reforma política vai acabar com o direito de disputar o segundo mandato consecutivo? 2) o fim da reeleição vai alcançar a próxima sucessão municipal?
Se a reeleição continuar valendo para 2016, o prefeito deve ir para o PT e ser o candidato natural da legenda, independente da vontade, calundu, birra ou arrufo de Geraldo Simões.
O PT de GS vai reivindicar, como contrapartida pelo apoio ao segundo mandato, em uma disputa com o PC do B, a indicação do vice na chapa encabeçada pelo gestor do Centro Administrativo.
Alguns secretários, defensores da permanência do chefe no PRB, partido do bispo Márcio Marinho, representante-mor da Igreja Universal, temem uma recaída do alcaide ao petismo.
Qualquer desentendimento entre vanistas, petistas e comunistas, com o agravante do PCdoB lançar Davidson Magalhães, fortalece a irreversível candidatura do prefeiturável Augusto Castro (PSDB).
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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marco wense1Marco Wense

Mais engraçado ainda é que Aécio Neves foi derrotado no Rio Grande do Norte, terra natal de Agripino. A diferença a favor da candidata do PT foi de 39,92 pontos percentuais.

Que coisa, hein! Nem mesmo a lição das urnas consegue mudar o discurso preconceituoso de algumas lideranças oposicionistas.
Veja, por exemplo, o que disse o senador Agripino Maia, presidente nacional do DEM, sobre o resultado da eleição: “O Brasil moderno, que produz, deu vitória a Aécio Neves”.
Pois é. Chega a ser até hilariante. Quer dizer que o Nordeste, os Estados de Minas e do Rio de Janeiro e outros que deram vitória a Dilma Rousseff são improdutivos? Só faltava esse besteirol para fechar a tampa do caixão.
Mais engraçado ainda é que Aécio Neves foi derrotado no Rio Grande do Norte, terra natal de Agripino. A diferença a favor da candidata do PT foi de 39,92 pontos percentuais.
E aí, caro leitor, não tem como deixar de fazer duas pertinentes perguntas: o Estado do nobre senador é atrasado, faz parte do Brasil velho? O povo de lá é desinformado, ignorante?
Com calma, senador!
BARBA, CABELO E BIGODE
A expressão popular “barba, cabelo e bigode” significa dizer que o serviço foi completo. Os partidos baianos de oposição ao DEM e ao PSDB fizeram a barba com Rui Costa, o bigode com Otto Alencar e o cabelo com a reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Teve também os eleitores que perderam em tudo, votando em Marina Silva, Paulo Souto, Geddel Vieira Lima, Capitão Fábio e Azevedo. No segundo turno no tucano Aécio Neves.
Pé frio uma ova, como diria Luciana Genro. É pé congelado.
O INÍCIO DA DERROTA
O candidato tucano Aécio Neves, do PSDB, partido do deputado estadual e prefeiturável Augusto Castro, começou a perder a eleição quando chamou a presidente da República, Dilma Rousseff, de leviana.
Antes de chamar a candidata do PT de leviana, Aécio já tinha chamado Marina Silva de “metamorfose ambulante” e apontado o dedo para o rosto de Luciana Genro.
O outro desastre foi dizer que o insensível Armínio Fraga seria seu ministro da Fazenda. A pá de cal veio com a declaração do economista de que “o salário mínimo era muito alto no Brasil”.
Juntou uma coisa aqui, outra acolá, terminou dando o que deu: o tucanato novamente derrotado pelo PT.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Geraldo MeirelesGeraldo Meireles

Do nosso lado ficaram apenas os mais pobres, os mais conscientes, os mais sonhadores e os mais teimosos. Não foi o Aécio quem perdeu a eleição, foram os brasileiros que venceram.

“Não troco ofensas com ninguém, mas discuto ideias com todos”, disse um tempo atrás a alguém no Face que não estava preparado para uma conversa civilizada sobre política.
Passados os momentos de emoção da disputa eleitoral, quero registrar o que vi de mais importante durante os embates da campanha, porque as lições foram tão preciosas que não merecem cair no esquecimento depois da vitória.
Em primeiro lugar, vi a desconstrução da imagem da “presidenta” e do PT ser iniciada e patrocinada pela grande mídia e pelos demais partidos opositores com as manifestações de junho/2013.
O Brasil tornou-se um palco de guerras urbanas, sem controle e sem sentido, em que os patrimônios público e privado ficaram à mercê de “manifestantes” financiados por interesses escusos, posteriormente revelados por causa da morte de um cinegrafista da Band e acalmados pelo pacto de paz com a visita do Papa Francisco. Por conta disso, vi um bando de “coxinhas” vaiarem a maior autoridade do nosso país diante do mundo, ofendendo-a com palavras e gestos impublicáveis, talvez comuns em suas mesas de jantar e convívio familiar, mas ofensivos às demais famílias brasileiras. Ainda bem que a fraca seleção do Felipão venceu a Copa das Confederações, caso contrário a Dilma e o PT seriam culpados.
Vi o grito de que “não vai ter Copa” tomar as ruas, os “analistas midiáticos” e os políticos de ocasião decretarem que o Brasil passaria vergonha na Copa, porque nada funcionaria, as obras de mobilidade urbana inacabadas seriam um obstáculo intransponível ao acesso dos torcedores, os aeroportos travariam, os estádios não ficariam prontos, a internet não atenderia às exigências da mídia estrangeira. A única coisa que eles apontavam como pronta e inatacável era a seleção do da Felipão, já que Dilma não era a treinadora.
Atendendo o clamor das ruas, num clima de forte comoção, vi políticos envolvidos no chamado “mensalão do PT” (registre-se nem todos eram do PT) serem julgados, presos, ridicularizados e expostos como troféu anticorrupção. Enfim, vi o fim da era PT profetizado por aqueles que não suportavam a simples menção dos nomes do Lula e da Dilma.
Para contra-atacar, a Dilma lançou mais programas sociais, anunciou o “Mais Médicos” priorizando a entrada de médicos brasileiros no programa e, depois, estrangeiros de várias nacionalidades, inclusive cubanos. Incrementou mais recursos para o “Minha Casa Minha Vida” e sentenciou que teríamos a “Copa das Copas” – o que foi comprovado por toda imprensa estrangeira, pela FIFA e pela grande mídia do nosso país que destinou todos os créditos ao povo brasileiro, ignorando as ações do governo. Aliás, para uma parte da mídia, o PT já havia comprado a Copa e o Brasil seria, inexoravelmente, campeão.
Vi a “Máfia do Jaleco Branco” mobilizada numa campanha “nunca vista antes na história deste país”, cuja palavra de ordem era “Fora Dilma e leve o PT junto”. Para eles, pobre tinha que morrer sem assistência médica básica, porque quando a Atenção Básica funcionar adequadamente, seus Planos de Saúde, suas clínicas e seus hospitais terão menos lucro.
Vi o Brasil entrar dividido num processo eleitoral, de um lado aqueles que representavam o mercado, a grande mídia e o projeto de estado mínimo que, anos atrás, havia colocado o país de joelhos diante do mundo; do outro lado, o PT odiado, estigmatizado como partido da corrupção, ferido mortalmente em seus alicerces e os aliados que lhe restaram. No meio disso tudo, vi surgir uma terceira via, uma alternativa de escolha para quem não queria retornar ao passado sombrio e havia perdido a confiança no PT. Só que essas duas alternativas ao PT não demonstravam viabilidade eleitoral, porque o que restava do PT ainda era consistente, o povo não abriria mão de suas conquistas por causa de promessas sem garantia.
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Aécio Neves, tucano derrotado na disputa presidencial (Foto Orlando Brito).
Aécio Neves, tucano derrotado na disputa presidencial (Foto Orlando Brito).

Por meio do Instituto Teotônio Vilela, o PSDB emitiu nota nesta manhã em que deixa claro um “terceiro turno” da eleição presidencial, de que irá resistir a descer do palanque. Após destacar a votação obtida pelo tucano Aécio Neves ontem (26), quando conquistou 48,36% dos votos, a “Carta de Formulação e Mobilização Política” informa que a presidente reeleita, Dilma Rousseff (PT), não terá refresco pela frente.
O final da nota dá o tom de como será o PSDB até as urnas em 2018.
“À presidente reeleita, cabe consertar os estragos que impôs ao país nos últimos anos, superar a divisão que estabeleceu entre os brasileiros a fim de novamente triunfar nas urnas e recolocar o Brasil nos trilhos. Para o bem dos brasileiros, resta torcer para que Dilma Rousseff não seja a Dilma Rousseff que conhecemos nos últimos anos e que se mostrou ainda menos digna na campanha eleitoral que ora termina. Refresco, ela não vai ter”.
A nota do instituto do PSDB não fala claramente em “guerra política”, mas evidencia o furor com o qual deve ir para cima da presidente. Apoio da grande mídia – os dias anteriores à eleição mostraram – não vai faltar. Confira a íntegra da carta no link “leia mais”.
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Prefeito Claudevane Leite (Foto Gabriel Oliveira).
Prefeito Claudevane Leite (Foto Gabriel Oliveira).

Começou a correr uma lista com nomes de ocupantes de cargos comissionados que contrariaram a orientação eleitoral do prefeito Claudevane Leite (PRB). Decidiram, por conta própria, fazer ostensiva campanha para Aécio Neves (PSDB). Vane, como se sabe, defendeu e pediu votos para a presidente Dilma Rousseff (PT).
Os “traidores” da orientação do prefeito deverão ser convidados a sair, pois, em avaliação de um dos governistas, ajudaram a dar força à oposição – que pode vir forte com nomes como o de Augusto Castro que é do PSDB de Aécio. Atualizado às 11h19min.

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Aécio Neves critica pesquisa e nível de campanha (Foto Orlando Brito).
Aécio Neves critica pesquisa e nível de campanha (Foto Orlando Brito).

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, desconsiderou o resultado das pesquisas eleitorais, que o apontam atrás da petista Dilma Rousseff, que disputa a reeleição, criticou o nível da campanha e garantiu que será vencedor no próximo domingo (26).
Aécio falou à imprensa na tarde de ontem (23) no comitê de campanha do Rio. Sobre as pesquisas, o candidato lembrou que o que se viu no primeiro turno foi uma distância muito grande entre a vontade do eleitor e o que as pesquisas manifestavam.
“Eu vejo as pesquisas como um estímulo aos nossos companheiros e companheiras que querem mudar. Fiquem alertas e atentos porque temos todas as chances de ganhar. Mas eu não paro para avaliar pesquisas. Quero reafirmar que, assim como eu cheguei no segundo turno, no domingo que vem, vamos vencer as eleições e escrever uma nova página na história do Brasil”, disse Aécio, que estava ao lado da filha Gabriela.
Aécio mostrou-se inconformado com o nível político da campanha. “No futuro, essa campanha será tida como a de mais baixo nível de todas as que tivemos desde a redemocratização. A campanha conduzida por nossos adversários é a mais sórdida e mentirosa de todas. Hoje mesmo estão sendo presas pessoas com boletins falsos, com infâmias, com acusações levianas em relação a mim, à minha família.”
De acordo com o candidato, hoje mesmo surgiram denúncias sobre mensagens de telemarketing assustando e aterrorizando pessoas beneficiadas pelo Programa Bolsa Família. “Quem age de forma tão sórdida como essa, não está preparado para a democracia e teme o resultado das eleições”, afirmou Aécio.
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Dilma aparece à frente de Aécio e fora da margem de erro.
Dilma aparece à frente de Aécio e fora da margem de erro.

O Datafolha acaba de publicar nova pesquisa com as intenções de voto do eleitor na disputa à presidência da República. Dilma Rousseff (PT) abre seis pontos de vantagem. Aparece com 53% contra 47% de Aécio Neves (PSDB) nos votos válidos.
Quando considerados os votos totais, Dilma aparece com 48% e Aécio oscila para 42%. A diferença está fora do limite da margem de erro e não há mais empate técnico. Brancos e nulos somam 5%, assim como o percentual de indecisos.
A rejeição a Aécio bateu em 41%, enquanto a de Dilma manteve a tendência de queda. A presidente é rejeitada agora por 37% dos eleitores. Há duas semanas, eram 44%.
O Datafolha ouviu 9.910 eleitores ontem e hoje (22 e 23). A margem de erro é de 2 pontos percentuais. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 1162/2014.

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Regina FlorêncioRegina Florêncio 
 

Artistas populares são os mais utilizados como munição dessa artilharia insana. O ator Wagner Moura, por exemplo, é coxinha de Ossocubo da Direita em algumas montagens e esquerda caviar em outras. O cardápio ficou maluco e indigesto.

Em tempos de disputa política acirrada e ânimos à flor da pele, usar do bom senso ao compartilhar posts nas redes sociais é essencial. Um FEBEAPÁ de informações equivocadas, bizarrices de todo tipo e a utilização de imagens de pessoas públicas à revelia das mesmas, infesta principalmente o facebook.
Na maioria das vezes o internauta distraído cai na rede dos incautos. Como não confiar naquele seu contato, seu amigo tão politizado, acima de qualquer suspeita, que compartilhou aquele post bacana na timeline dele?
Numa era em que somos soterrados por toneladas de informações, falta tempo para verificar a veracidade de tudo que lemos ou compartilhamos. Quem fabrica o hoaxe (histórias falsas recebidas por e-mail, sites de relacionamentos e na Internet em geral) politico, é claro na sua intencionalidade: atacar um candidato ou projeto político através de um boato. Uma irresponsabilidade que muitas vezes acaba prejudicando quem supostamente seria beneficiado e desmoraliza quem compartilha.
Artistas populares são os mais utilizados como munição dessa artilharia insana. O ator Wagner Moura, por exemplo, é coxinha de Ossocubo da Direita em algumas montagens e esquerda caviar em outras. O cardápio ficou maluco e indigesto. Deu nó no estômago e na cuca:

montagem

1. Por que o Aécio Neves bateu na mulher do Kadu Moliterno?
2. O Wagner Moura é direita, esquerda ou volver?
3. Na Festa do Golpe Comunista 2015 vai ter churrasco de Carne Friboi, que é do filho de Lula, parceiro do Juba, que é o… Kadu Moliterno? Armações Ilimitadas.
4. A Fafá de Belém, perseguida pelo PT de Vitória da Conquista, será obrigada a cantar a Internacional Socialista nos Eventos Oficiais do Estado sovietizado? A Nicete Bruno confirma a informação.
5. O primo do candidato Aécio Neves é o imperador asteca Cláudio Montezuma, líder de um cartel do narcotráfico latino americano? Dilma ouviu isso no ponto eletrônico durante o debate do SBT.
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sócratesartigoSócrates Santana | soulsocrates@gmail.com

A partir da aprovação da lei contra a prática de nepotismo, a noção entre público e privado no país passou a figurar com mais rigor pelos corredores do poder. O uso de recursos públicos para benefício pessoal ou familiar também ganhou contornos de crime, mas, infelizmente, ainda batalha para obter a alcunha consensual de imoral.

Se, por um lado, uma parcela da sociedade mostra ojeriza às cotas para negros nas universidades públicas, por outro, revela naturalidade ao enobrecer privilégios como se fossem direitos hereditários. É o caso explícito de 60 famílias no Brasil, que se enraizaram nas entranhas da cultura política deste país e, a cada eleição, apresentam para o eleitor a sua árvore hereditária como se fosse uma credencial para ocupar qualquer cargo público, inclusive, a Presidência da República.
Há alguns anos, o sociólogo Demétrio Magnoli dedicou 400 páginas para identificar as políticas de promoção da igualdade racial no Brasil com a organização social norte-americana e o nazismo. Deu ao livro o título Uma gota de sangue: história do pensamento racial. Faz críticas a classificação dos seres humanos a partir do critério de raça e defende o conceito de nação contra o que chama de “construção ideológica de uma nação negra”. Trata-se de uma refinada argumentação contra uma política de “exceção” supostamente em curso no país. É, sem dúvida, o mais tergiverso manuscrito conceitual contra o modo petista de governar, mas, também é o maior exemplo para quem – erroneamente – classifica como iguais PT e PSDB.
Ao contrário do que muitos pensam o sociólogo paulista não só deu argumento para os nobres atacarem o ato “discriminatório positivo” deste governo, mas, também distinguiu de maneira singular a política de desigualar os desiguais até se tornarem efetivamente iguais, mediante a geração de desigualdades em sentido inverso ao ato discriminatório no Brasil. É tudo uma questão de tempo, literalmente. Sendo assim, o que se vê é uma completa dissimulação da ordem cronológica da história, onde “os que mandam simulam as virtudes dos que servem”, como diria Friedrich Nietzsche.
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Souto: continua sem explicação.
Souto: continua sem explicação.

O ex-governador Paulo Souto (DEM) disse que ainda não sabe “explicar uma diferença tão grande” imposta pelo adversário Rui Costa (PT), que o derrotou em 5 de outubro.
– Não houve nenhum erro grave. Uma parte da população, de alguma forma, estava votando na candidata do governo (Dilma Rousseff) e acabou tomando essa decisão [de votar em Rui Costa, que é do mesmo partido] – disse ele em entrevista ao programa Cacá Ferreira, da Rádio Difusora de Itabuna.
Para ele, só o voto “casadinho” seria a hipótese mais aceitável para o resultado imposto por Rui. Souto foi derrotado ao governo baiano pela terceira vez consecutiva. Antes, havia perdido a peleja, sucessivamente, para Jaques Wagner (PT).
Souto disse ter feito uma campanha “alegre, com muita tranquilidade”. E completou: “de modo que não consigo fazer uma análise que indique [as razões da derrota]”.
O democrata estará em Itabuna nesta quarta (22) para participar de uma carreata em apoio ao candidato a presidente da República pelo PSDB, Aécio Neves, à tarde.
Souto evitou falar de aposentadoria política. “O dia de amanhã ninguém sabe. Digo, nesse momento, que vou continuar presente nas coisas da Bahia”.

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Dilma tem 47% e Aécio aparece com 43% nos votos totais (Foto Site Band).
Dilma tem 47% e Aécio aparece com 43% nos votos totais (Foto Site Band).

Nova pesquisa Datafolha manteve situação de empate técnico na corrida à presidência da República, mas a presidente Dilma Rousseff (PT) conseguiu “pescar” um ponto entre os indecisos. A pesquisa foi feita ontem (21) e os números foram divulgados hoje pela Folha de São Paulo.
Nos votos válidos, Dilma tem 52% das intenções de voto ante 48% de Aécio Neves (PSDB).
O avanço de Dilma é observado quando computados os votos totais. Ela sai de 46% para 47%, enquanto Aécio mantém-se em 43%. A presidente avançou entre indecisos, que eram 6% na pesquisa anterior, divulgada na segunda (20), e caiu para 4%. O percentual de brancos e nulos saiu de 5% para 6% no mesmo intervalo.
A pesquisa também revela que 82% dos eleitores de Dilma acreditam na vitória da candidata à reeleição. Para 78% dos eleitores de Aécio, ele será o vencedor.
ECONOMIA AJUDA DILMA
Os eleitores estão mais otimistas com a economia brasileira, o que pode explicar o avanço da petista. 31% acham que a inflação vai aumentar, mas esse percentual era 50% em setembro e 64% em abril passado. A mesma pesquisa revela que 35% disseram que a inflação ficará como está e 21% acreditam em queda da inflação.
Só 26% acreditam em aumento do desemprego, enquanto 33% acreditam que ficará estável e 31% creem em redução. Só 15% dizem que vai piorar.
AÉCIO É MAIS AGRESSIVO, DIZ PESQUISA
De acordo com o Datafolha, 71% criticaram as acusações (agressividade) na campanha. Para 36%, Aécio é o mais agressivo, percentual que cai para 24% para Dilma.
O levantamento do Datafolha ouviu 4.355 eleitores ontem (21) em 256 municípios e tem margem de erro de 2 pontos percentuais. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01160/2014.

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Pesquisa feita pelo instituto de consultoria Vox Populi, a pedido do grupo Record, mostra empate técnico entre o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, e a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT). Segundo o levantamento, Dilma aparece com 46% das intenções de voto e Aécio com 43%. Votos brancos e nulos somam 5% e indecisos, 5%.
No levantamento anterior, Dilma tinha 45% dos eleitores consultados e Aécio, de 44%.
Considerados os votos válidos, excluindo-se os votos brancos, nulos e indecisos, mesmo procedimento utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial, Dilma tem 52% e Aécio, 48%. Configurando também empate técnico.
Dilma Rousseff se sai melhor entre os eleitores das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. Aécio lidera no Sul e no Sudeste.
Quanto à avaliação de governo, 43% consideram o governo de Dilma bom ou ótimo; 36%, regular; e, 21%, ruim ou péssimo.
O Vox Populi ouviu 2 mil eleitores no sábado (18) e no domingo (19), em 147 cidades. O nível de confiança é 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01136/2014. Informações da Agência Brasil.