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Aécio perdeu a dianteira e Dilma impôs diferença de quatro pontos.
Aécio perdeu a dianteira e Dilma impôs diferença de quatro pontos.

A candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) aparece pela primeira vez à frente de Aécio Neves (PSDB) neste segundo turno, conforme o Datafolha. Dilma tem 52% dos votos válidos contra 48% de Aécio. Os dois estão empatados no limite da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais.
A pesquisa foi feita hoje, sob encomenda da Folha de São Paulo e da TV Globo.
Nos votos totais, Dilma passou de 43% para 46%, enquanto Aécio Neves oscilou de 45% para 43%. Neste cenário, os votos brancos e nulos chegam a 5%, enquanto o percentual de indecisos atinge 6%.
A rejeição a Aécio aumentou ainda mais em relação à pesquisa anterior. Saltou de 38% para 40%, enquanto a de Dilma manteve linha descendente, caindo a 39%.
Os eleitores de Dilma são mais convictos. 45% dizem que votarão nela com certeza contra 42% da pesquisa anterior. Os de Aécio são 41% ante 42% da pesquisa da semana passada.
APROVAÇÃO AO GOVERNO ATINGE 42%
A aprovação ao Governo Dilma também subiu, saltando de 40% para 42%. O percentual de regular oscilou de 38% para 37%. Já os que reprovam a gestão, caiu de 21% para 20% agora.
A pesquisa foi feita nesta segunda-feira (20) em 257 municípios e ouviu 4.389 eleitores. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número 01140/2014.

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Aécio e Dilma aparecem novamente empatados, agora na CNT/MDA.
Aécio e Dilma aparecem novamente empatados, agora na CNT/MDA.

A primeira pesquisa do Instituto MDA neste segundo turno revela a presidente Dilma Rousseff (PT) numericamente à frente, mas em situação de empate técnico com Aécio Neves (PSDB). A candidata à reeleição tem 50,5% dos votos válidos, enquanto Aécio atinge 49,5%.
Nos votos totais, Dilma tem 45,5% e Aécio alcança 44,5%. Neste cenário, o percentual de brancos e nulos vai a 5,7% e o de indecisos chega a 4,3%. A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Dilma aparece com 43,8% e Aécio com 42,1% na pesquisa espontânea, quando o entrevistador pergunta em quem o eleitor vota, mas não lhe apresenta os nomes dos candidatos. Brancos e nulos atingem 6,1% e indecisos, 8%. Outros nomes representam 0,1%.
Apenas o MDA e o Vox Populi colocaram Dilma Rousseff à frente, numericamente, neste segundo turno. Ibope e Datafolha mostram empate técnico, mas com Aécio dois pontos à frente.
Se aparece atrás nas intenções de voto, Aécio é tido como o favorito para ganhar a disputa por 46,7% dos eleitores consultados pelo MDA no sábado e no domingo (dias 18 e 19). Para 42,5%, Dilma será reeleita.
Aécio também supera Dilma Rousseff em rejeição. O tucano tem 41%, enquanto Dilma aparece com  um pouquinho menos: 40,7%. Confira outros números da pesquisa:
LIMITE DE VOTO
DILMA ROUSSEFF é a única em que votaria (38,1%); é uma candidata em que poderia votar (19,3%); não votaria nela de jeito nenhum (40,7%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (0,2%).
AÉCIO NEVES é o único em que votaria (34,4%); é um candidato em que poderia votar (21,4%); não votaria nele de jeito nenhum (41,0%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (1,1%).
HORÁRIO ELEITORAL 
Assistiu ou ouviu no 2º turno: Sim (64,8%), Não (34,5%)
Candidato considerado o melhor no horário político (para quem assistiu/ouviu):
Aécio (47,4%), Dilma (38,0%)
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR – 01139/2014. Foram consultados 2.002 eleitores em 137 municípios. A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais.

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Aécio e Dilma devem protagonizar mais um debate tenso, agora na Record (Montagem R7).
Aécio e Dilma devem protagonizar mais um debate tenso, agora na Record (Montagem R7).

Do R7
Depois que os ânimos de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) se acirraram na última semana, com trocas de acusações que envolveram até os irmãos dos candidatos e a divulgação das pesquisas eleitorais Ibope e Datafolha, que mostram empate técnico entre os dois, o debate à Presidência da República da TV Record deverá ser decisivo para a escolha do eleitor.
O embate será neste domingo (19) a partir das 22h (21h na Bahia) e terá a apresentação dos âncoras do Jornal da Record, Adriana Araújo e Celso Freitas. A partir das 20:30h, a R7 TV transmite um programa exclusivo com a preparação e os bastidores do encontro.
O debate terá quatro blocos e, portanto, três intervalos comerciais. No primeiro bloco, haverá oito rodadas de confronto direto entre os candidatos. O formato será de pergunta de livre escolha, resposta, réplica e tréplica.
O segundo bloco exibirá quatro rodadas de confronto direto. O formato será de pergunta de livre escolha, resposta, réplica e tréplica. O terceiro bloco terá mais duas rodadas de confronto direto e no último os candidatos farão as considerações finais.
A ordem do início do confronto direto foi definida por sorteio com a participação dos assessores do PT e PSDB.  Dilma Rousseff inicia o primeiro, o terceiro bloco e as considerações finais. Aécio Neves abre o segundo bloco e encerra as considerações finais.
O debate deverá ser encerrado aproximadamente à meia-noite. Do R7

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Aécio: crescimento da rejeição (Foto Pimenta)..
Aécio: rejeição em alta (Foto Pimenta).

Panorama Político, O Globo
As críticas da campanha da presidente Dilma, nos comerciais de TV, estão colando em Aécio Neves. As pesquisas qualitativas revelam, segundo analistas políticos, que os ataques fizeram a rejeição de Aécio ficar maior que a de Dilma. Por isso, os tucanos querem paralisar essa ofensiva e estão requerendo ao TSE que tire o adversário do ar ou lhes dê direito de resposta.
A campanha tucana diz que em pesquisas qualitativas o público reagiu mal aos ataques entre os candidatos no debate do SBT. Mas nos estúdios da TV, auxiliares e apoiadores reagiram exultantes aos ataques desferidos por Aécio Neves contra a presidente Dilma. Os políticos pedem bis. Profissionais do marketing avaliam que o embate foi ruim para os dois. Mas fazem uma ressalva: “Quem já tinha imagem ruim era o PT”. Esse tem sido o mote da campanha tucana, associar Dilma aos malfeitos do seu partido. Mas, como o tucano se apresenta como o bom-moço, há uma avaliação na praça de que “pancadaria desse tipo faz mais mal a ele do que a ela”.

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ricardo bikeRicardo Ribeiro | ricardo.ribeiro10@gmail.com
 

Caso vença as eleições, Dilma terá que repensar sua política de alianças e deverá propor medidas para fortalecer as instituições, tornando-as bem menos vulneráveis à ação dos marginais que existem nos quadros de PT, PSDB, PMDB, DEM, PP, PCdoB, entre outros partidos.

 
Um texto publicado por Zeca Baleiro no Facebook diz muito sobre a posição de grande parte dos eleitores do PT neste momento. O artista vota em Dilma, mas salienta que a decisão não é cega, apaixonada ou desprovida de crítica.
Nas redes, tem sido comum ver ataques do tipo: quem vota no PT ou é burro ou está se beneficiando da corrupção. A primeira ideia (no caso, a burrice) foi vitaminada pela opinião preconceituosa do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, que se referia particularmente aos eleitores do Nordeste. A segunda, que inclui o eleitor na aludida bandalheira, traz o preconceito de quem, muitas vezes, mede os outros com a régua que usa para aferir seus próprios vícios.
Como se trata de uma eleição extremamente polarizada e acirrada, desapareceu o espaço para o meio termo e o equilíbrio, que não se confundem com a posição de quem fica em cima do muro. É plausível, sim, votar no PT pelo reconhecimento de que os governos Lula e Dilma melhoraram os indicadores sociais, tiraram mais de 40 milhões de brasileiros da pobreza extrema, reduziram o déficit habitacional, investiram mais do que as gestões anteriores na construção e recuperação de estradas, ferrovias e portos.
O Brasil, de acordo com o Banco Mundial, foi um dos raros países que conseguiram enfrentar a última crise e, ao mesmo tempo, melhorar a renda dos mais pobres. Há queixas relacionadas ao baixo crescimento e ao recente aumento da inflação, mas é preciso reconhecer e aplaudir a opção de proteger o emprego (hoje com um dos índices mais elevados do mundo) e manter os programas sociais.
Baleiro, de maneira sincera e isenta, observa também os pontos negativos. Por exemplo, o PT, em nome de uma governabilidade de sérios danos colaterais, cultivou parcerias espúrias com representantes do que há de mais atrasado na política brasileira. Caso vença as eleições, Dilma terá que repensar sua política de alianças e deverá propor medidas para fortalecer as instituições, tornando-as bem menos vulneráveis à ação dos marginais que existem nos quadros de PT, PSDB, PMDB, DEM, PP, PCdoB, entre outros partidos.
Quando o assunto é corrupção, lamentavelmente, os dois lados em disputa terão balas à vontade para trocar entre si, sem que se chegue jamais à conclusão de qual poleiro é mais sujo. O debate, porém, longe de ser inócuo, é até saudável. Hoje, os eleitores com um mínimo de discernimento – independentemente da escolha que tenham feito – já perceberam que a rapinagem não será combatida de verdade se não houver reforma política e uma mudança legislativa que leve à punição exemplar dos larápios de colarinho branco.
Infelizmente, ainda há aqueles que, contagiados pelo desejo de mudança, em princípio altamente positivo, deixaram-se inocular pela ideia de que a corrupção surgiu em Brasília a partir do momento no qual o PT subiu a rampa do Planalto. Uma visão desplugada da realidade, mas sugerida e estimulada pela grande imprensa, que não esconde sua preferência pela candidatura tucana. Pena que os autores da tese de que toda safadeza tem DNA petista não manifestem o menor compromisso com uma discussão séria sobre o que realmente precisa mudar.
Ricardo Ribeiro é advogado e blogueiro.

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Aécio ao lado do prefeito de Salvador (Foto Luiz Fernando Teixeira/Bahia Notícias).
Aécio ao lado do prefeito de Salvador, ACM Neto (Foto Luiz Fernando Teixeira/Bahia Notícias).

Do Bahia Notícias
O presidenciável Aécio Neves falou rapidamente com a imprensa ao chegar com quase uma hora de atraso em Salvador nesta sexta-feira (17), antes da caminhada no centro da cidade. Ao lado do prefeito da capital, ACM Neto (DEM), dos ex-candidatos Paulo Souto (DEM), Geddel Vieira Lima (PMDB) e Eliana Calmon (PSB) e de deputados eleitos, o senador de Minas Gerais agradeceu ao apoio que recebeu no município, e o que recebeu após o primeiro turno, como o do PSB.
De acordo com Aécio, sua vinda a Salvador servirá para reiterar o projeto Nordeste Forte, que pretende finalizar todas as obras em andamento na região, melhorar a qualidade da educação e diminuir o número de homicídios em oito anos – o que reafirma a sua intenção de extinguir a reeleição apenas em 2022.
O candidato comentou que ficou “triste” após o debate desta quinta (16), no SBT, porque sua concorrente, Dilma Rousseff (PT), teria insistido em focar no passado e em ofensas pessoais a ele mesmo, “como já havia feito com Eduardo Campos e Marina Silva”, e que ele está pronto para “pronto para debater o futuro”.
PROPINA TUCANA
Aécio desconversou sobre o depoimento do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, de que teria pago propina ao ex-presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, durante a CPI que investigou a empresa em 2009. “Não conhecia esse depoimento, soube dele ontem durante o debate”, disse o ex-governador de Minas Gerais. De acordo com ele, a menção de sua adversária ao fato serve para demonstrar que ela está dando crédito às investigações da CPMI.

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O PSDB itabunense espera que Aécio Neves, que visita Salvador hoje à tarde, tenha neste segundo turno algo próximo de 50% dos votos válidos no município sul-baiano. Os mais otimistas acreditam em até 60%.
No primeiro turno, o tucano teve 34,75% em Itabuna.
Para chegar aos 60%, precisariam puxar os 18,88% obtidos por Marina Silva (PSB) no município e ainda beliscar uns votos de Dilma, que venceu no quinto maior colegiado eleitoral baiano, com 44,09% dos votos.
Ontem, políticos tucanos e aliados fizeram um ato político no Hotel Tarik.

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Mulher de Clésio Andrade é ligada a Aécio Neves e preside TCE-MG (Divulgação).
Mulher de Clésio Andrade, ligada a Aécio, preside tribunal (Divulgação).

Após a presidente Dilma Rousseff (PT) criticar em embate televisivo sobre o investimento do governo de Minas Gerais na saúde, relatórios técnicos do Tribunal de contas de Minas Gerais (TCE) sobre as contas do Estado foram retiradas do ar nesta quarta-feira (15).
Os documentos foram um recurso da candidata à reeleição para provar que o investimento mínimo constitucional para a pasta (12% da receita estadual) não foi cumprido pelo candidato a presidente e ex-governador de Minas, Aécio Neves. Ela chegou a pedir, no debate da TV Band nesta terça-feira (14) que eleitores verificassem no site para confirmar o resultado. Ainda foi afirmado pela petista que houve um desvio de R$ 7,6 bilhões.
Logo após a declaração da presidente, o site saiu do ar pelo grande número de acessos, segundo versão do próprio tribunal. Ao voltar, os pareceres técnicos citados por Dilma, correspondentes ao período entre 2006 e 2012, não estavam mais disponíveis.
O órgão não confirmou a exclusão de documentos da gestão tucana e publicitou, pouco tempo depois, que todas as contas do governo Aécio Neves (2003-2010) foram aprovadas. O ex-governador sempre contou com apoio político dos conselheiros do TCE.
A atual presidente do órgão, Adriene Andrade, foi indicada conselheira por Aécio Neves e é mulher do ex-senador Clésio Andrade (PMDB), réu do mensalão tucano. As informações são da Folha de São Paulo.

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ricardo bikeRicardo Ribeiro | ricardo.ribeiro10@gmail.com

 

Hoje, Aécio afirma a disposição de manter “tudo o que deu certo” nos governos petistas; amanhã ele terá que aplicar o receituário tucano e muito do que deu certo começará a dar errado.

 
A dinâmica imprime a essas eleições presidenciais um nível de emoção inédito. São reviravoltas e ultrapassagens no último instante, fazendo com que em momento algum a fotografia possa ser vista como o quadro definitivo.
No primeiro turno, Aécio Neves (PSDB) chegou a ser descartado. Até mesmo a imprensa que lhe serve passou a tratá-lo como carta fora do baralho, diante do crescimento de Marina Silva (PSB). As incoerências e inconsistências da ex-ministra do Meio Ambiente, exaustivamente apontadas tanto por tucanos como por petistas, desconstruíram a candidata e Aécio recuperou espaço. Acabou no segundo turno.
Aécio cresceu porque ficou em uma zona de conforto na primeira etapa da disputa, quando a artilharia pesada se voltou contra Marina. Já no segundo tempo, a situação é bem diferente e são as inconsistências do tucano que se encontram em evidência. A hora é de desconstruir o ex-governador de Minas Gerais, cujo telhado é de vidro.
A fragilidade tucana ficou evidente com o resultado do primeiro turno em Minas, onde Dilma venceu, assim como o candidato do PT ao governo estadual, Fernando Pimentel, liquidou a fatura sem necessidade de tira-teima. Por que Aécio perdeu no Estado que governou? Essa é uma pergunta que mexe com a imaginação de indecisos e até de gente que, sem maiores reflexões, já optou pelo candidato do PSDB.
Desvio de recursos da saúde, política fiscal de baixo desempenho (segundo números apresentados pela Folha de São Paulo), abusos detectados em obras feitas para beneficiar a parentela, e por aí vai. Isto sem falar em outras informações desabonadoras que constam no histórico do candidato, como a de que, aos 17 anos, ele começou a vida pública como fantasminha camarada. Enquanto curtia seu “dolce far niente” de jovem playboy na belíssima orla carioca, era empregado em Brasília, no gabinete do pai, Aécio Cunha, que foi deputado da Arena e do PDS (partidos que deram sustentação aos militares). E viva o dom da ubiquidade!
O governador da Bahia, Jaques Wagner, já disse que não vê em Aécio a menor condição moral para dar lições de ética a quem quer que seja. A biografia do tucano corrobora essa posição. Ontem, no debate da Band, todos perceberam o desconforto do candidato quando Dilma perguntou sobre a Lei Maria da Penha e o combate à violência contra as mulheres. Nas entrelinhas, havia a referência subliminar a outro episódio desabonador no histórico do adversário.
Aécio se apresenta como um caminho para a mudança, apostando no poder de sedução que a palavra incorpora. Entretanto, na cartilha da direita, o verbete significa priorizar o capital em detrimento do social e reduzir o papel dos bancos oficiais como instrumento de políticas públicas. Hoje, Aécio afirma a disposição de manter “tudo o que deu certo” nos governos petistas; amanhã ele terá que aplicar o receituário tucano e muito do que deu certo começará a dar errado.
Percebe-se claramente que as diferenças entre os nomes que se apresentam para governar o Brasil vão além das biografias. Elas têm a ver com o modelo de país que se propõe.
Ricardo Ribeiro é advogado e blogueiro.
P.S. –  Antes que alguém reclame de que o texto é tendencioso, vai aqui um esclarecimento: um artigo assinado representa o ponto de vista de quem assina e é de sua natureza ser “tendencioso” (no sentido cristalino de apontar para uma tendência). Não se trata de notícia, mas da opinião. Caso não tenha ficado claro, o que é improvável, o autor salienta que vota na candidata do PT.

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psdbxpt

Apoiadores das duas candidaturas à presidência da república reforçam a mobilização esta semana em Itabuna.
Na quinta-feira (16), os tucanos se reúnem às 10h30 no Hotel Tarik, sob a coordenação do deputado estadual reeleito Augusto Castro e da presidente local do DEM, Maria Alice Pereira, com a presença do deputado federal eleito João Gualberto (PSDB). A intenção é reunir profissionais liberais e empresários que apoiam o candidato tucano Aécio Neves.
A campanha de Dilma no Sul da Bahia, por sua vez, reuniu prefeitos e outras lideranças nesta terça-feira (14) para programar ações que serão realizadas até o “Dia D”. A primeira delas será uma caminhada em Itabuna, na sexta (17), às 14 horas, com a presença do governador eleito Rui Costa.
A mobilização dilmista terá sequência com caravanas por diversos municípios da região, entre os dias 18 e 23.

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Aécio Neves ocupou cargo na Câmara morando no Rio, aos 17 anos (Foto Orlando Brito/D. do Poder).
Aécio Neves ocupou cargo na Câmara morando no Rio, aos 17 anos (Foto Orlando Brito/D. do Poder).

Do Portal Terra
Tem circulado na última semana nas redes sociais a informação de que o candidato à presidência Aécio Neves (PSDB) ocupou um cargo de secretário de gabinete parlamentar na Câmara dos Deputados entre 1977 e 1981, portanto, quando o mineiro tinha entre 17 e 21 anos e, segundo sua biografia oficial, morava no Rio de Janeiro.

Em sua biografia, porém, o candidato cita seus primeiros passos na política em 1981, quando foi convidado pelo avô, Tancredo Neves, para trabalhar em sua campanha para governador de Minas Gerais.

Segundo o site de sua campanha, aos 10 anos, Aécio se mudou para o Rio de Janeiro, onde passou a adolescência e o início da vida adulta. Informação conflitante com o site da Câmara dos Deputados, que confirma Aécio como secretário de gabinete parlamentar entre 1977 e 1981, antes de se tornar secretário particular de Tancredo, mesmo não morando em Brasília.

O período conflitante da biografia do candidato coincide com o intervalo de tempo em que o pai de Aécio, Aécio Cunha, atuou como deputado federal pela Arena (1963 – 1979) e pelo PDS (1983-1987), partidos de apoio ao regime militar.

O Terra entrou em contato com a assessoria de imprensa de Aécio Neves, que não havia se posicionado até a publicação da matéria.

Confira íntegra no portal Terra

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augusto castroEntre os candidatos a deputado estadual com base em Itabuna, Augusto Castro (PSDB) foi o único a se (re)eleger. Além disso, comemora crescimento com relação ao número de votos que obteve em 2010 e busca se posicionar como representante maior do campo de centro-direita no município, onde disputa espaço com os ex-prefeitos Capitão Azevedo (derrotado na tentativa de alcançar uma vaga na Assembleia Legislativa) e Fernando Gomes.
Nesta entrevista ao PIMENTA, Augusto comenta o resultado das eleições, tenta explicar a derrota de Paulo Souto e critica o governo federal pela postura adotada no conflito de terras entre índios e agricultores na região de Buerarema.
Confira os principais trechos:
PIMENTA – Você saiu da eleição com 55.650 votos. O número está dentro do que era esperado?
Augusto Castro – Foi um resultado muito importante, primeiro porque eu consegui ampliar minha votação em Itabuna. Saí de 8 mil para quase 13 mil votos aqui, o que é um crescimento muito importante em uma cidade onde havia mais de 12 candidaturas a deputado estadual, sem falar que mais de 200 candidatos receberam votos em Itabuna. Consegui também ampliar minha presença na região Sul da Bahia e, fora isso, tive quase 5 mil votos em Ipirá, mais de 8 mil votos na região Oeste, e conseguimos abrir também em outras regiões.
PIMENTA – Mas a votação não foi aquém do esperado?
AC – Era uma votação esperada, correspondente ao trabalho que consegui desenvolver ao longo dos quatro anos e pela atenção que dei aos municípios onde fui votado na eleição passada. Desse modo, conseguimos consolidar uma liderança dentro da estrutura partidária.
PIMENTA – Como você vê a perda de representatividade política da região, a partir do resultado dessas eleições?
AC – A região perdeu representatividade, já que a quantidade de deputados com base local diminuiu. Ficamos sem o mandato do colega Coronel Santana, o que foi uma perda realmente muito ruim para a região do cacau. Isso implica em menos espaço no cenário baiano. Além disso, a região tinha possibilidade de contar com três deputados federais e ficou com um, que é Bebeto, de Ilhéus. Pra gente é muito ruim, porque é preciso aumentar nossa força política, pensando em Itabuna e no desenvolvimento regional.
PIMENTA – Que papel você pretende desempenhar nesse cenário?
AC – O quadro atual aumenta minha responsabilidade, porque Itabuna hoje é uma cidade com mais de 200 mil habitantes, com muitas carências de infraestrutura e sem a presença do governo. A gente precisa redobrar nosso volume de trabalho, cobrando do governo os investimentos prometidos: Porto Sul, duplicação da rodovia Ilhéus – Itabuna, novo aeroporto de Ilhéus, o Hospital Regional da Costa do Cacau, a conclusão da barragem, a UPA de Itabuna, o aumento do efetivo policial… São demandas que a população cobra do governo e nós, como deputados e interlocutores da região junto ao governo do Estado, precisaremos ter uma ação efetiva para que esses compromissos saiam do papel.
PIMENTA – Na sua análise, por que Paulo Souto perdeu a eleição?
AC – Paulo Souto é um nome conhecido. Foi governador duas vezes, senador, e as pesquisas que foram realizadas pelo Ibope e por outros institutos o indicavam como o melhor candidato. Mas desde a quinta-feira anterior à eleição, houve uma mudança do cenário e passou a existir uma tendência de vitória do governador eleito Rui Costa. O que acontece na Bahia, e isso inclusive é histórico, é que, para ganhar a eleição para o governo estadual, é preciso vencer a disputa para presidente. Se não tiver esse parâmetro com a Presidência da República, fica difícil ganhar a eleição. A expectativa nossa é agora, com Aécio no segundo turno, com toda a condição de ser o próximo presidente. Aí sim, surge a possibilidade de no futuro mudar o governo do Estado.
PIMENTA – O governador Wagner acredita em ampliação da frente que Dilma teve no primeiro turno. Como você vê essa expectativa?
AC – Eles vão apoiar todas as fichas no fortalecimento da presidente Dilma aqui na Bahia, mas, ao mesmo tempo, o entusiasmo e a motivação com a ida do PSDB para o segundo turno vão contribuir para que possamos diminuir a força de Dilma no Estado. Há uma expectativa de vitória de Aécio, tanto na capital, onde temos o prefeito ACM Neto no papel de coordenador da campanha, como no interior. Estamos, inclusive aqui no Sul da Bahia, em um esforço concentrado para dar uma boa votação ao candidato do PSDB. Trabalharemos para ampliar a quantidade de votos e dar o primeiro lugar a Aécio na região.Leia Mais

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Marina: apoio na quinta.
Marina: apoio decidido até a próxima quinta.

Numa nota, a candidata derrotada à presidência da República Marina Silva (PSB) divulgou nota em que anuncia para a próxima quinta (9) a sua decisão quanto a quem apoiar neste segundo turno, se Aécio Neves (PSDB) ou Dilma Rousseff (PT).
Para hoje, Marina tem reunião agendada com o governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara, e com o prefeito de Recife, Geraldo Júlio. Os dois políticos, do PSB, são “crias” de Eduardo Campos.
A nota de Marina, enviada pela assessoria da ex-candidata aos veículos, informa que “as opiniões individuais de cada partido, dirigentes e lideranças políticas das agremiações neste momento de construção devem ser respeitadas mas não refletem em nenhuma hipótese a opinião da ex-candidata”.
Os partidos e seus membros terão reuniões até amanhã. A nota informa o anúncio do apoio (ou neutralidade) para o dia 9. “Na quinta-feira, dia 9, Marina Silva e as demais lideranças dos partidos aliados participarão de encontro para construir um posicionamento comum da Coligação sobre a continuidade da disputa pela Presidência da República”.

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Dilma, Marina e Aécio.
Dilma, Marina e Aécio.

Pesquisa divulgada hoje (30) pelo Datafolha sobre intenções de voto para a Presidência da República mostra Dilma Rousseff (PT), à frente, com 40% das preferências do eleitorado, e diminuição da diferença entre os candidatos do PSB, Marina Silva, e do PSDB, Aécio Neves, que buscam o segundo lugar. Agora, Marina tem 25% das intenções de voto e Aécio, 20%.
É o quarto levantamento seguido que aponta queda de Marina e também com variação positiva do candidato do PSDB. No início de setembro, Marina tinha 20 pontos de vantagem sobre Aécio. Já no levantamento divulgado no dia 26, a vantagem tinha caído para 9 pontos. Se considerados apenas os votos válidos, excluindo os votos branco ou nulos, Dilma tem 45%, Marina 28% e Aécio 22%.
Nas pesquisas sobre um provável segundo turno, a vantagem de Dilma sobre Marina aumentou. Agora são 8 pontos de diferença: a petista está com 49% e a candidata do PSB, com 41%. Na pesquisa anterior, as duas estavam empatadas tecnicamente, 47% a 43%, respectivamente. Em uma simulação entre Dilma e Aécio no segundo turno, a candidata do PT também fica à frente, com 50% das intenções de voto, enquanto Aécio fica com 41%.
O Datafolha ouviu 7.520 eleitores em 311 municípios ontem (29) e hoje. Com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-00905/2014. Da Agência Brasil.

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Dilma discursa para multidão em Feira de Santana (BA) ao lado de Rui Costa, candidato ao governo baiano pelo PT. Foi o último evento da presidente na Bahia neste primeiro turno das eleições (Foto Vaner Casaes/BAPress).
Dilma discursa para multidão em Feira de Santana (BA) ao lado de Rui Costa, candidato ao governo baiano pelo PT. Foi o último evento da presidente na Bahia neste primeiro turno das eleições (Foto Vaner Casaes/BAPress).

Pesquisa Vox Populi/Carta Capital divulgada nesta quinta (25) mostra a candidata Dilma Rousseff (PT) com 38% das intenções de voto para a presidência da República. A candidata do PSB, Marina Silva, aparece com 25% e Aécio Neves (PSDB) com 17%.  A pesquisa foi divulgada pela revista Carta Capital.
Na última pesquisa, do dia 10, Dilma tinha 36% das intenções, Marina tinha 28% e Aécio, 15%. Votos nulos e brancos eram 7% e o percentual de indecisos estava em 13%.
Na pesquisa divulgada hoje (25), Pastor Everaldo (PSC) teve 1% das intenções de voto. Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV), Levy Fidelix (PRTB), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) tiveram juntos 1%. Votos brancos e nulos somam 7% e os eleitores indecisos, 11%.
O Vox Populi fez duas simulações de segundo turno. Em uma disputa entre as candidatas Marina Silva e Dilma Rousseff, o empate técnico persiste. A petista tinha 41% e foi para 42%, enquanto a candidata do PSB passou de 42% para 41%.
Em uma disputa entre Dilma e Áecio, a candidata do PT venceria com 45% das intenções de voto contra 37% do candidato tucano. Na pesquisa anterior Dilma venceria por 44% a 36%.
Foram feitas 2 mil entrevistas em 147 cidades. O levantamento foi feito na terça (23) e ontem (24). A margem de erro é 2,2 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-00757/2014. Da Agência Brasil.