Moradora de Itabuna, candidata do PSOL teve gasto de R$ 0,56 por voto || Foto Divulgação
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A Professora Delliana (PSOL), moradora de Itabuna, registrou o menor custo por voto entre os cinco candidatos mais votados ao Senado na Bahia nas eleições de domingo (4), considerando as despesas declaradas disponíveis até agora. Com 215.190 votos e aproximadamente R$ 121,4 mil em gastos, a candidata apresentou custo médio de R$ 0,56 por voto. Terminou a disputa em quinto lugar, com 1,49% dos votos válidos.
Natural de Ubaitaba, Delliana vive em Itabuna há mais de 20 anos, integra a direção municipal do PSOL e atua nos movimentos feminista e antirracista. Professora da rede pública, é licenciada em Filosofia e mestra em Linguagens e Representações pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).
O levantamento cruza a votação com os valores parciais das prestações de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultados nesta terça-feira (6). O cálculo divide as despesas declaradas pelo número de votos recebidos. Arrecadação e gastos são indicadores diferentes: a comparação considera as despesas informadas pelas campanhas.
Eleito com 4.335.196 votos, Rui Costa (PT) declarou aproximadamente R$ 3,28 milhões em despesas, equivalentes a R$ 0,76 por voto. Também eleito, Jaques Wagner (PT) recebeu 3.986.690 votos e informou cerca de R$ 3,90 milhões em gastos, com custo médio de R$ 0,98 por voto.
Os dois candidatos da oposição apresentaram os maiores custos do grupo. Angelo Coronel (Republicanos), terceiro colocado, recebeu 2.898.885 votos e declarou aproximadamente R$ 4,90 milhões em despesas: R$ 1,69 por voto. João Roma (PL), quarto colocado, somou 2.879.443 votos e informou cerca de R$ 4,50 milhões em gastos, equivalentes a R$ 1,56 por voto.
COMPARAÇÃO
Pelos valores disponíveis, o custo por voto de Delliana ficou aproximadamente 25,5% abaixo do registrado por Rui Costa, 42,4% abaixo do de Wagner, 63,9% abaixo do de Roma e 66,6% abaixo do de Coronel. Na relação inversa, cada real em despesas declaradas correspondeu a cerca de 1,77 voto da candidata do PSOL.
A comparação tem caráter provisório. As bases financeiras consultadas apresentam atualizações entre 17 de setembro e 4 de outubro, e os totais ainda podem mudar até a apresentação das contas finais.
Historiador recebeu 249.077 votos em Pernambuco || Foto Tulio Seabra/Divulgação
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O comunista Jones Manoel conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados nas eleições deste domingo (4), em Pernambuco, e tornou-se o primeiro deputado federal eleito pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) no Nordeste. Ele recebeu 249.077 votos, equivalentes a 4,73% dos votos válidos para o cargo no estado.
A vitória inaugura a representação federal eleita do Partido na região. Jones integrará a bancada de 25 deputados federais de Pernambuco e assumirá o mandato em 1º de fevereiro de 2027, para um período de quatro anos.
Nascido na Favela da Borborema, no Recife, Jones é historiador, escritor e comunicador popular. Sua atuação nas redes sociais reúne conteúdos sobre marxismo, história e críticas ao capitalismo. O deputado eleito tem mais de dois milhões de seguidores no Instagram e cerca de 680 mil inscritos no YouTube, onde fundou o canal Farol Brasil.
A identidade comunista também marcou sua manifestação após o resultado. Ao agradecer pela eleição, Jones descreveu sua candidatura como a de alguém que fala de socialismo, Revolução Brasileira e poder popular. Entre as propostas apresentadas estão a defesa da educação e da saúde públicas, o combate à violência policial, a soberania nacional e a justiça climática.
Estudioso de Economia Política, o deputado eleito defende um giro à esquerda na condução econômica do Governo Federal, com o fim do Novo Arcabouço Fiscal e com aumento do investimento público.
Jerônimo aparece novamente à frente de ACM Neto na Real Time Big Data || Gerada por IA
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A mais nova pesquisa Real Time Big Data mostra cenário de empate na disputa ao Governo da Bahia, mas com vantagem numérica para Jerônimo Rodrigues (PT), que disputa a reeleição e tem como principal oponente o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB). Os números foram divulgadas na manhã desta segunda-feira (28), a menos de uma semana das eleições 2026.
Segundo a Real Time Big Data, Jerônimo Rodrigues oscilou 2 pontos para cima, saindo de 45% para 47% das intenções de voto.
Já ACM Neto foi em sentido contrário ao oscilar 1 ponto para baixo: saiu de 44% para 43%.
Ronaldo Mansur (PSOL) manteve 1%.
Os demais candidatos – Ariel Capistrano (DC), Maria Bona (PCO) e Aroldo Félix (UP) – não pontuaram. A soma deles chega a 1%.
O levantamento aferiu 5% de eleitores que pretendem votar nulo ou branco. Outros 3% de não souberam ou não responderam.
Quando computados apenas os votos válidos, Jerônimo tem 51%, Neto 47% e Mansur 1%, além de 1% dos demais quando somados.
REPETECO DE 2022 EM SEGUNDO TURNO
A Real Time Big Data também testou cenário de segundo turno entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto.
Jerônimo oscilou dois pontos para cima. Saiu de 46% para 48% das intenções de voto.
ACM Neto oscilou para baixo. Tinha 45% em 9 de setembro. Agora, 44%.
Nos votos válidos, 53% a 47%, praticamente uma repetição do resultado das urnas em 2022.
ESPONTÂNEA
A diferença de 4 pontos percentuais entre os candidatos persiste também na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao eleitor respondente.
Jerônimo aparece com 30% das intenções de voto. ACM Neto tem 26%.
Mansur fica com 1%. Os demais ficam com 1% juntos.
REJEIÇÃO
ACM Neto aparece à frente como o candidato mais rejeitado. Segundo a Real Time, 45% dos eleitores consultados não votariam no candidato do União Brasil de jeito nenhum. O governador é o segundo, com 44%.
Mansur tem 24% de rejeição. Capistrano, 16%. Maria Bona e Aroldo Félix têm, cada um deles, 13% de rejeição.
A pesquisa consultou 1.600 eleitores, no período de 23 a 26 de setembro, segundo a Real Time Big Data. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número de protocolo BA-01777/2026.
Real Time Big Data testa cenários eleitorais na Bahia || Fotos Divulgação
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O Instituto Real Time Big Data entrou em campo para aferir o humor do eleitorado baiano sobre a disputa ao Governo da Bahia, além da corrida pelas duas vagas ao Senado Federal. A pesquisa foi registrada nesta quarta-feira (5) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os resultados serão conhecidos já na próxima terça-feira (11).
Serão testados dois cenários de primeiro turno com dois nomes do DC – José Estevão e Ariel Capistrano. Os outros candidatos na disputa são ACM Neto (UB), Aroldo Félix (UP), Jerônimo Rodrigues (PT), que concorre à reeleição, e Ronaldo Mansur (PSOL).
As 1.600 entrevistas deverão ser feitas no período de hoje (6) até a próxima segunda-feira (10). O Instituto havia registrado pesquisa na semana passada, mas cancelou-a devido a erro na elaboração do questionário inserido no registro no TSE.
O último levantamento registrado da Real Time Big Data sobre a disputa na Bahia foi em março, quando registrou ACM Neto com 44% e Jerônimo Rodrigues com 39%, além de Mansur com 2% (relembre aqui). À época, foram ouvidos 2.000 eleitores baianos.
GOVERNO AVALIADO
Além das intenções de voto na disputa pelo Palácio de Ondina, a Real Time também perguntará também sobre como o eleitorado do estado mais populoso do Nordeste avalia a gestão de Jerônimo e a aprovação ao governo do petista.
Professora de Itabuna é candidata ao Senado Federal || Foto Calique Santos
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Moradora de Itabuna, no sul da Bahia, a professora Delliana Ricelli foi confirmada, nesta sexta-feira (24), como candidata ao Senado pela Federação PSOL-Rede, em convenção em Salvador. Com a homologação, ela passa a ser a única mulher na disputa pelas duas vagas da Bahia para o Senado nas eleições de 2026. A chapa da federação será composta também pelo sindicalista Marcelo Carvalho, da Rede Sustentabilidade.
Natural de Ubaitaba e morador de Itabuna há mais de 20 anos, Professora Delliana é docente da rede estadual de ensino, licenciada em Filosofia e mestre em Linguagens e Representações pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Militante feminista, integrante do Movimento Negro Unificado (MNU) e dirigente do PSOL, a psolista afirma que sua candidatura representa a defesa da educação pública, da igualdade racial, dos direitos das mulheres e do fortalecimento das políticas sociais.
O Senado Federal é composto por 81 parlamentares. Cada estado possui três representantes na Câmara Alta. Atualmente, apenas 15 dessas cadeiras são ocupadas por mulheres. Na Bahia, os senadores são Otto Alencar (PSD), Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (Republicanos). Wagner e Coronel concorrem à reeleição em 2026. A última mulher baiana a exercer mandato no Senado foi Lídice da Mata (PSB), até 2018. Neste pleito, o eleitor baiano poderá votar em dois candidatos ao Senado.
Para a Professora Delliana, a campanha será marcada pelo diálogo com a população e pela defesa de um projeto político voltado às políticas sociais. “Acredito na força das mulheres e da militância popular. Mesmo antes do início oficial da campanha, já alcançamos um resultado importante nas pesquisas. Vamos percorrer toda a Bahia, apresentando nossas propostas e mostrando que é possível fazer política com compromisso social, enfrentando as estruturas tradicionais com a força da organização popular e da esquerda baiana”, afirmou a candidata ao Senado.
Adélia Pinheiro faz caminhada no primeiro dia de campanha || Foto Divulgação
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A campanha para prefeito de Ilhéus começou movimentada, com atividades dos principais candidatos. A professora e médica Adélia Pinheiro (PT), junto com o candidato a vice Augustão (PDT) e lideranças de nove partidos que apoiam os candidatos, iniciou a batalha pelos votos com uma caminhada pelo bairro da Conquista.
Logo depois da caminhada, a professora Adélia e o seu vice Augustão reuniram apoiadores na Praça Santa Rita e seguiram para a inauguração do comitê da campanha, na Avenida Canavieiras, em frente à Igreja Assembleia de Deus. Os dois eventos contaram com a presença do deputado federal Josias Gomes e do deputado estadual Rosemberg Pinto, líder do Governo Jerônimo na Assembleia Legislativa.
Além de apoiadores e moradores do bairro da Conquista, participaram dos dois eventos lideres comunitários, empresários, sindicalistas e os dirigentes dos nove partidos da Coligação Mudança para a Vida Melhorar (PT, PDT, PSB, PCdoB, PV, PSOL, Rede, Mobiliza e Solidariedade).
Filiada ao PT e candidata pela Coligação Mudança para a Vida Melhorar, Adélia destacou que o município de Ilhéus tem a oportunidade de se alinhar completamente aos governos federal e estadual. “O nosso time é Lula, é Jerônimo, é Rui Costa, é Jaques Wagner. É o povo”.Acompanhada de lideranças do PT, Adélia faz caminhada em Ilhéus || Foto Divulgação
“ME SINTO PREPARADA
Adélia afirmou que está preparada para o cargo de prefeita de Ilhéus. “É a minha paixão por essa terra que me traz aqui. É a minha trajetória de trabalho, de competência, de seriedade e de aprendizagem que me faz dizer para vocês (e para cada pessoa dessa cidade) que eu me sinto pronta, preparada, para governar Ilhéus, que vai ter, pela primeira vez, uma mulher na prefeitura”, acrescentou.
Candidato a vice-prefeito, o vereador Augustão (PDT) disse que a largada da campanha demonstrou que o time está no caminho certo. “Não temos dúvida alguma. Esta campanha está largando com chave de ouro. O primeiro dia já demonstra que a vitória é logo ali!”.
QUEM É
Adélia é médica e professora. Ela foi reitora por dois mandatos e é professora aposentada da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Além disso, comandou as secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação; de Saúde e de Educação.
Oficializadas as candidaturas de Cleonice (à esquerda) e Vanessa || Foto PIMENTA
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A federação formada pelo PSOL e Rede oficializou, neste domingo (4), em convenção na Câmara de Vereadores, a candidatura da professora Cleonice Monteiro à Prefeitura de Itabuna. O evento foi aberto com uma exibição do grupo de Capoeira Raça, que tem como mestra Vanessa Midlej, vice na chapa encabeçada por Cleonice.
O evento contou com a participação de líderes comunitários, representantes de diversas entidades, artistas, candidatos a vereador e vereadora e simpatizantes dos dois partidos. Além de individuais, foram apresentadas candidaturas coletivas, formadas por grupos de três pessoas. Neste formato, o grupo faz campanha em conjunto e, caso eleito, assume coletivamente a cadeira.Simpatizantes acompanharam o lançamento da candidatura da federação PSOL-Rede || Foto PIMENTA
A convenção durou mais de duas horas, com espaço concedido para representantes dos mais diferentes grupos e para os candidatos a vereador. No segundo momento, foi a vez da candidata a vice na chapa PSOL-Rede, Vanessa Midlej, discursar cobrando mais políticas públicas para os moradores da periferia da cidade, principalmente ações para os jovens.
Declarando-se evangélica progressista, a candidata Cleonice Monteiro foi a última a falar ao público. Pregou respeito às diversidades e mais investimentos na educação, saúde, esportes, infraestrutura e políticas públicas voltadas para as mulheres. “Uma das medidas do nosso governo é criar a Secretaria de Políticas para as Mulheres. Vamos promover mais ações voltadas para esse público, maioria da população do nosso município”, disse ao PIMENTA.
Nascida em Itabuna, mãe de quatro filhos, Cleonice Monteiro é professora e teóloga. Ela destacou que sempre militou na esquerda. Por isso, fez a escolha pela única opção que representa, segundo ela, os projetos capazes de melhorar a qualidade de vida da população do município do sul da Bahia. “Espero e confio que as mulheres de Itabuna marchem conosco para que possamos viabilizar o nosso projeto”, afirmou ao site.
Cleonice Monteiro e Mestre Vanessa formam chapa de esquerda na disputa em Itabuna || Reprodução
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A federação formada pelos partidos PSOL e Rede decidiu lançar uma chapa majoritária composta apenas por mulheres na disputa à Prefeitura de Itabuna. Na convenção conjunta dos partidos de esquerda, no próximo domingo (4), às 9h, na Câmara de Vereadores, Cleonice Monteiro será oficializada como candidata a prefeita do município sul-baiano.
A professora terá como companheira de chapa a Mestre Vanessa. Os dois partidos também vão definir os nomes para a disputa de cadeiras na Câmara de Vereadores de Itabuna.
De acordo com Cleonice Monteiro, a chapa aposta “na força feminina, que é a maioria do eleitorado, na busca de votos”. Será também a única chapa à esquerda do espectro político na disputa pela prefeitura de maior orçamento do sul da Bahia.
Adélia Pinheiro: PSD não faz parte do campo progressista || Foto Pimenta
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Do escritório da professora Adélia Pinheiro (PT) é possível ver quase todo o campo do Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus. Um grande mapa do município toma a parede diante da mesa de reunião. “Esse não tem anotação”, observou a pré-candidata a prefeita, autorizando o PIMENTA a fotografar o mapa. Nesta pré-campanha, até aqui, a cartografia da ex-secretária de Estado desenha aliança de centro-esquerda, com os partidos Mobiliza e PSOL, além de PCdoB e PV, que integram a federação com o PT.
“A adesão do Mobiliza e do PSOL e o ato de apoio do PCdoB são marcos importantes, significativos, de fortalecimento da pré-candidatura e do nosso campo”, avalia a pré-candidata.
Ouvidos pelo site, membros do PSOL afirmaram que o acordo com o PT enfrentou resistência de socialistas que não querem estar no mesmo palanque do prefeito Mário Alexandre e do pré-candidato de seu partido, PSD, o advogado e ex-secretário municipal Bento Lima, num eventual acordo entre PSD e PT.
Segundo a petista, a conversa com o PSOL não abordou essa hipótese e se concentrou na busca de estratégia vitoriosa para as eleições de 6 de outubro. “Estamos colocando toda a força e expectativa no diálogo com partidos do campo progressista”, emendou. O PIMENTA questionou se o PSD faz parte do mesmo campo. “A princípio, não”, respondeu Adélia Pinheiro.
BEBETO
O site também quis saber das conversas com o PSB do vice-prefeito Bebeto Galvão, pré-candidato a prefeito. “Nossos diálogos são sempre respeitosos, com o entendimento de que há um percurso de pré-campanha, e cada um e uma [segue] da sua forma. Tenho todo o respeito pelo percurso que o PSB e o pré-candidato Bebeto vêm percorrendo”, declarou Adélia, acrescentando ter expectativa de aprofundamento da interlocução com o partido.
AUGUSTÃO
O vereador Augustão, pré-candidato a prefeito de Ilhéus pelo PDT, já fez declarações hostis a Adélia, para quem perdeu disputa interna antes de deixar o PT. Diante dessa constatação, a petista respondeu com elogios, recordando que o parlamentar tem história no campo progressista, assim como o PDT.
– Ele tem trajetória de vida muito alinhada ao campo de esquerda. Já não estou falando exclusivamente do PDT, mas sim do pré-candidato Augustão, como o conhecem, com sua trajetória que me traz muito respeito e admiração. Tenho a convicção de que assim ele permanece.
VICE
Médica e professora aposentada da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), onde exerceu dois mandatos de reitora, Adélia Pinheiro traçou as características do (a) vice ideal. Para ela, uma majoritária deve ser formada por candidatos com histórias de vida, experiências e competências complementares:
– É o que nos leva à chapa que esteja mais de acordo com os anseios da população e dos compromissos que a gente tem e que venha a firmar com a população de Ilhéus.
A definição, no entanto, ficará para as vésperas das convenções, ponderou.
“MOVIMENTAÇÃO ESTRATÉGICA”Adélia defende renovação política || Foto PIMENTA
Numa manhã de setembro de 2021, o então governador e hoje ministro da Casa Civil, Rui Costa, entregou a segunda ponte construída em seu governo, em Ilhéus, sobre o Rio Almada, no distrito de Aritaguá, e de uso exclusivo do Complexo Intermodal Porto Sul. Havia acabado de voltar de viagem à China e usou o gigante asiático como exemplo de país onde se priorizam as políticas de Estado e não de governo.
Para Rui, o mesmo foi feito pelos governos do PT na Bahia com os projetos do Porto Sul e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), fazendo justiça, segundo ele, ao legado do engenheiro Vasco Neto (1916-2010) para o desenvolvimento da infraestrutura de transporte do Brasil.
Perguntamos a Adélia Pinheiro se aquela perspectiva de longo prazo, defendida por Rui, poderia ser transportada para a formação de quadros políticos e se era a ideia que o ex-governador tinha no horizonte quando a delegou, em 2019, o comando da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e, em 2021, da Pasta de Saúde. A pré-candidata concordou. Foi uma semente?
“Prefiro chamar de movimentação estratégica, que deu visibilidade, participação e empoderou um agente político do interior da Bahia. No Litoral Sul, no eixo de Ilhéus, há algum tempo, vínhamos falando da necessidade de renovação, de novas lideranças mais alinhadas com as necessidades da população e a construção de políticas públicas vinculadas à garantia de direitos e aos compromissos do campo progressista. Tem uma coerência muito grande. Fazer parte, ser uma pessoa com essa movimentação no tabuleiro político, é muito importante para mim. Me dá a oportunidade de trazer a liderança em benefício da minha terra e das pessoas que moram aqui”.
Bernadete explica apoio do PSOL a Adélia em Ilhéus
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A presidente municipal do PSOL, Bernadete Souza, afirma que a adesão à pré-candidatura de Adélia Pinheiro, da Federação PT, PCdoB e PV, tem como decorrência lógica o desejo de compor a chapa majoritária na disputa da Prefeitura de Ilhéus. Os socialistas vão formalizar o apoio em ato com a presença de Adélia, amanhã (6), às 10h, no Sindicato dos Bancários, localizado na Rua Ana Neri, 140, no Centro. O movimento estava em discussão desde a semana passada, como antecipado pelo PIMENTA (relembre).
O PIMENTA questionou quem o PSOL indicaria numa eventual composição da majoritária, citando os nomes do ex-vereador Makrisi Angeli, que retira a pré-candidatura a prefeito, e da própria Bernadete. “É um diálogo que a gente vai fazer internamente. Isso não está decidido nem está sendo debatido”, respondeu a dirigente, pré-candidata a vereadora.
O site também perguntou se predomina no PSOL o desejo de compor a majoritária, independente do nome que possa ser escolhido. “Sim, é lógico, porque dentro de um debate, de uma construção em que o PSOL vem compor uma frente, esse diálogo está aberto”, respondeu Bernadete.
PARTIDO ACERTOU DUAS VEZES, DIZ PRESIDENTE
Ialorixá do Ilê Axé Odé Omí Ewá, Bernadete Souza é educadora do campo e liderança da luta pela reforma agrária no Assentamento D. Hélder Câmara, no Banco do Pedro, zona rural de Ilhéus, onde fundou o terreiro. Para ela, o PSOL ilheense acertou ao apresentar a pré-candidatura de Makrisi, a quem chamou de companheiro valoroso, e volta a agir corretamente agora, com respaldo de resolução da Executiva Nacional.
Resolução nacional orienta que o PSOL deve compor frentes amplas à esquerda para evitar o avanço de candidatos da direita e extrema-direita. Segundo Bernadete, essa é a conjuntura de Ilhéus para as eleições de 6 de outubro.
Bernadete e Makrisi (ao centro) no encontro de mulheres do PSOL em Ilhéus || Foto Divulgação
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O PSOL-Ilhéus promoveu encontro de mulheres para marcar o Mês da Mulher e o 14 M, como é chamado o dia do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, executada a tiros no dia 14 de março de 2018, na cidade do Rio de Janeiro. O evento deste domingo (24), no espaço cultural Almáfrica, reuniu militantes do Partido, além do pré-candidato a prefeito Makrisi Angeli e da pré-candidata a vice-prefeita Shayra Luiza.
“Recebemos mulheres de várias partes do município, como Banco da Vitória, Banco do Pedro, Hernani Sá, Carobeira, Salobrinho, além de Salvador, como a co-vereadora Laila Crisóstomo”, relata ao PIMENTA a presidente municipal do PSOL, Bernadete Souza.
Os participantes discutiram formas de combate à violência contra as mulheres e de defesa da democracia, do território e das identidades culturais de grupos que vivem à margem do poder político e econômico. “Foi muito importante para nós, mulheres que construímos em nossos territórios as lutas do cotidiano, trazermos para um espaço mais amplo o debate sobre o combate às violências contra os nossos corpos”, acrescentou Bernadete, que é pré-candidata a vereadora.
PRISÃO DE SUSPEITOS
Neste domingo (24), no Rio de Janeiro, a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão preventiva contra os supostos mandantes do assassinato de Marielle Franco, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Domingos Brazão; e o irmão dele, o deputado federal Chiquinho Brazão, que foi expulso do partido União Brasil.
Também foi preso o delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro. O policial teria agido para atrapalhar as investigações do crime, que também vitimou o motorista Anderson Gomes (leia mais aqui).
Segundo Bernadete Souza, com a prisão dos investigados, o dia 24 de março de 2024 se transformou em um novo marco para as mulheres do PSOL e toda a sociedade brasileira.
Franklin Jr. e Ruy Penalva estão entre suspensos pelo PSOL
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O PSOL decidiu suspender três filiados que ocupam cargos de confiança no Governo Jerônimo Rodrigues. A decisão alcança o diretor da Fundação Pedro Calmon, Franklin Carvalho Oliveira Junior, e outros dois militantes. De acordo com a direção estadual do partido, os membros suspensos receberam prazo de sete dias, já expirado, para comunicar se renunciariam aos cargos, mas não o fizeram.
Ontem (10), a Executiva Estadual do PSOL formalizou a suspensão do trio. Além de Franklin, foram suspensos o advogado e artista ilheense Ruy Penalva e Jorge Cruz, segundo informação de Ednaldo Azevedo e Davidson Brito, membros do partido ouvidos pelo PIMENTA.
“O PSOL na Bahia reiterou a seriedade dessas medidas e o imediato cumprimento, destacando a importância da transparência e do comprometimento com as diretrizes partidárias. Esta iniciativa visou garantir a coesão interna e a clareza das posições ocupadas pelos membros do partido em cargos estratégicos no governo estadual”, diz trecho da nota divulgada à imprensa.
Bernadete anuncia pré-candidatura de Makrisi pelo PSOL
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Agora é oficial. O ex-vereador Makrisi Angeli encerrou sua história de 18 anos no PT e anunciou, hoje (23), filiação ao PSOL, como pré-candidato a prefeito de Ilhéus. A mudança já era dada como certa (relembre), mas faltava o anúncio.
Para a presidente do PSOL em Ilhéus, Bernadete Souza, com Makrisi, o partido oferece à sociedade uma pré-candidatura forjada nos movimentos sociais, numa referência à trajetória do novo filiado, que militou na juventude católica, em conselhos municipais, como o de Saúde, no Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário da Bahia (Sinpojud).
“DESCASO VISÍVEL”
De acordo com Makrisi, o município não pode continuar a eleger políticos que, segundo ele, representam conchavos de interesses pessoais. Em nota, o pré-candidato afirma que os serviços públicos tocados pela Prefeitura não correspondem aos investimentos do Governo da Bahia em Ilhéus.
“Apesar do município ter recebido vários investimentos do Estado, quando observamos os serviços públicos sob responsabilidade da prefeitura, a exemplo da saúde, educação, transporte e infraestrutura, o descaso está visível”, concluiu.
Makrisi e Augustão são pré-candidatos a prefeito de Ilhéus || Fotos CMI
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O ex-vereador Makrisi Angeli está de saída do Partido dos Trabalhadores e pretende se filiar ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Segundo apuração do PIMENTA, ele já comunicou a decisão ao Diretório do PT em Ilhéus, mas ainda não a formalizou. A expectativa é de que o anúncio seja feito no próximo final de semana.
Servidor de carreira do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), Makrisi foi vereador na Legislatura passada (2017-2020), mas não conseguiu a reeleição. Conforme apuramos, ele estaria disposto a construir a pré-candidatura a prefeito pelo PSOL.
AUGUSTÃO
Outro pré-candidato a prefeito de Ilhéus pelo PT, o vereador Augustão disse ao PIMENTA que, neste momento, não pode afirmar que está com um pé fora da legenda do presidente Lula, pois exerce mandato conquistado pelo partido, mas não nega que mantém diálogo com outras agremiações.
Recentemente, ele se reuniu com a direção do PDT. Depois, apareceu em fotos ao lado dos pré-candidatos a prefeito do União Brasil e do Progressistas, Valderico Junior e Jabes Ribeiro, respectivamente. “Estamos conversando com diversos partidos. Quando você conversa política, é claro que você tem que procurar os políticos da cidade. E a gente está fazendo isso para sentir, para ouvir o que cada um pensa. A gente precisa olhar a cidade e se preocupar com Ilhéus”, explicou Augustão.
A saída do vereador do PT é considerada iminente. Caso ela se confirme, o partido terá, ainda, a pré-candidatura a prefeita da secretária da Educação da Bahia, Adélia Pinheiro.
O PSOL escolheu a professora Delliana Ricelli como pré-candidata a prefeita de Itabuna nas eleições de 2024. O presidente eleito da legenda no município, Davidson Brito, anunciou a decisão do grupo nesta segunda-feira (25), em nota pública. Ao PIMENTA, ele antecipou que pretende se candidatar à Câmara de Vereadores, novamente, no ano que vem.
Zem Costa também é pré-candidato a prefeito de Itabuna pelo PSOL. Mas, nesse momento, a tendência interna que apoia a pré-candidatura de Delliana Ricelli tem maioria e acabou de indicar Davidson Brito à presidência municipal. As duas indicações devem ser confirmadas no Congresso Municipal do próximo mês.
Para Davidson, o movimento do PSOL grapiúna está alinhado com as resoluções aprovadas no último Congresso Estadual do Partido, no início deste mês, quando foram encaminhadas três tarefas: derrotar a extrema-direita; trabalhar pela unidade da esquerda; e lançar candidatura própria onde for possível, desde que seja conectada a movimentos populares. “É o caso de Itabuna”, emenda o pré-candidato a vereador.
DELLIANA APONTA DESAFIOS DO PSOL EM ITABUNA
Licenciada em Filosofia e mestre em Linguagens e Representações pela Uesc, Delliana Ricelli comenta o que espera o PSOL nas eleições de Itabuna. “Nosso desafio é construir um processo conectado com as lutas populares, com o movimento de mulheres, antirracista, LGBTQIA+, com a juventude e que tenham por obrigação ser o reflexo das reivindicações da maioria da população do campo e da cidade”.
Além da primeira graduação e do mestrado, Delliana voltou à Uesc para estudar Comunicação Social. Na militância política, é vice-coordenadora do Conselho Municipal da Mulher; coordenadora do Movimento (R)existir; e membro da Rede Feminista Crystiane. Segundo a pré-candidata, com o seu nome, o PSOL oferece a Itabuna a oportunidade de eleger sua primeira prefeita, “com um olhar sensível aos setores historicamente marginalizados na sociedade”.