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Máquina tenta retirar baronesas concentradas na ponte do Marabá (Foto Domingos Andrade).
Baronesas afetam estrutura da ponte do Marabá, no centro (Foto Domingos Andrade).

As chuvas que caem intensamente nas cabeceiras do Cachoeira desde a noite de segunda-feira elevaram bastabte o nível do rio que corta a área urbana de Itabuna e já desalojam dezenas de famílias ribeirinhas nos bairros Ferradas, Mangabinha, Bananeira e Vila Zara.

A ponte do Marabá, que liga o centro aos bairros Góes Calmon, Conceição e São Pedro e ao Shopping Jequitibá, está interditada desde as primeiras horas da manhã de quarta. Há um grande acúmulo de baronesas (aguapés) nas colunas de sustentação da ponte.

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Na margem do Cachoeira, foram colocados uns avisos bem simpáticos que lembram a importância do rio para Itabuna. As plaquinhas estão ali, mas é como se não estivessem porque a cidade continua tratando o rio unicamente como último estuário de suas porcarias.

O Cachoeira está poluído, imundo. A água exala mau-cheiro e, nas margens, os passantes precisam tomar cuidado ao abrir a boca, pois as nuvens de mosquito não têm freio.

O excelente fotógrafo Zeka deu um passeio pelas margens do Cachoeira neste sábado chato e nublado, propício a reflexões. Momento de pensar que um dia, quem sabe, acordaremos para o que mais importa e deixaremos de lado a rotina medíocre e insensata de quem não pensa na consequência dos próprios atos…

E não se trata apenas de cobrar do poder público (isso também!). Mas de cada um cuidar do seu quintal e tomar juízo. Não jogar lixo em qualquer lugar, consumir com responsabilidade, tratar a natureza como a única casa disponível para se viver.

Quem sabe um dia…

No dia que alguém se importar, maravilha...
No dia que alguém se importar, maravilha…
O verde que "sufoca" o velho Cachoeira
O verde que "sufoca" o velho Cachoeira
Você pode não ter percebido, mas a foto está de cabeça para baixo. O rio ainda consegue fazer o que o homem perdeu há muito tempo: refletir
Você pode não ter percebido, mas a foto está de cabeça para baixo. O rio ainda consegue ter o que muita gente perdeu há muito tempo: capacidade de refletir