Tempo de leitura: < 1minutoPescador aguarda o socorro, que demorou quatro horas para chegar (foto Radar Notícias)
O pescador Elias Gonçalves Reis, de 57 anos, que ontem foi arrastado pelas águas do Rio Cachoeira, em Itabuna, acabou sendo salvo por um caminhoneiro da Vila Zara. Elias desceu cerca de 150 metros e conseguiu se apoiar em uma formação de baronesas.
Segundo o site Radar Notícias, o Corpo de Bombeiros não conseguiu fazer o resgate, devido à falta de equipamentos adequados à missão. O salvamento acabou sendo feito pelo caminhoneiro, que, com o auxílio de uma câmara de ar presa a uma corda, conseguiu chegar ao local em que Elias se encontrava. Em seguida, os dois foram puxados por uma motocicleta.
O drama do pescador durou aproximadamente quatro horas.
Que estas primeiras palavras sejam um sincero pedido de desculpas. Na semana passada, ao citar um verso de canção popular (“Paraíba masculina, mulher macho, sim senhor”), o atribuí ao pernambucano Zé Dantas (1921-1962), quando seu autor é o cearense Humberto Teixeira (1916-1979). Há várias “explicações” para este erro, sendo mais verossímil a de que me vali da memória – e esta, como a maioria dos políticos, não merece confiança. Mas não quero tal expediente, igualmente fácil de usar e difícil de ser acreditado. A troca de nomes dos autores foi erro sem justificativa, do qual me penitencio. Cabeça não é arquivo.
Quem se isola voluntariamente dos alaridos do mundo é definido com uma palavra pouco bonita: misantropo. É alguém com uma doença chamada misantropia, sem gosto pela vida social, um tanto melancólico, com uma pitada de tristeza, um quase tédio ao gênero humano. Sua divisa poderia ser a frase que Machado de Assis se esqueceu de fazer: “Quanto mais conheço a espécie humana, mais gosto do meu cachorro”. O pior é que os outros (eles são o inferno!) se metem a interpretar esses indivíduos, chegando a resultados deploráveis, pois lhes dão qualidades e defeitos inexistentes. Eles querem apenas se isolar. E, convenhamos, não é querer muito.
MEDO DE FICAR FRENTE A FRENTE CONSIGO
“Mãe, não quero ficar sozinha comigo” – disse, para espanto geral, a filhinha de uma velha amiga. Criança diz cada uma! Eu sou o contrário daquela menininha. Não tenho medo de mim, me enfrento, vivo em paz com meus fantasmas: tiro-os do armário e com eles converso (“Ora! – direis!…) numa boa, não sou dado a rapapés sociais, tento ser arroz-de-festa, mas (ai de mim!) falta-me talento para tanto. Às vezes me tranco com meus livros, discos, filmes e pensamentos, desligado o celular. E não sou único. Sei de outras gentes que preferem o silêncio ao barulho, o isolamento ao burburinho, o jazz ao arrocha, a conversa ao comício, a solidão à má companhia.
SEM RAZÕES PARA VIVER “EM SOCIEDADE”
O poeta português Herberto Helder (no retrato) é misantropo da pesada: não recebe ninguém, recusa honrarias (não foi receber o cobiçado Prêmio Pessoa), tem endereço pouco conhecido e quanto a dar entrevista, nem pensar. A família diz que ele “não morde”, conversa bem e é dotado de bom humor, mas que não vê motivo para viver “em sociedade”. De um escritor só importa sua obra, ele diz . No Brasil, se salientam como portadores desse distanciamento da humanidade os prosadores Dalton Trevisan, Rubem Fonseca e outros (parece-me que, entre eles, Raduan Nassar, aquele de A lavoura arcaica). Porém o caso mais notável é o de famoso cantor baiano.
O GATO QUE NÃO AGUENTOU JOÃO GILBERTO
João é dado ao isolamento. Tranca-se no quarto do hotel e ali passa dias distante do mundo, sem contato, sequer, com o garçom que lhe leva as refeições (dizem que a comida é colocada à porta e, mais tarde, o cantor a pega, sorrateiramente). Sua única companhia é o violão, que, todos sabem, não faz perguntas. Reza o folclore que João teve um gato, mas o bichinho se suicidou, coitado – depois de ouvir o músico repetir o mesmo acorde durante dois dias seguidos, até altas horas da madrugada. No terceiro dia, quando João sacou a viola, o gatinho tomou a decisão radicalíssima. A quem interessar possa: não toco violão nem tenho gato.
Há pessoas que confundem marafona com maratona. Ou habeas corpus com corpus Christi e mal com mau. Para fugir à ultima armadilha, é simples: lembrar que mal é o contrário de bem, e mau é o contrário de bom. Bem educado, mal educado; bom caráter, mau caráter. Bem educado é quem tem bons modos, diz “por favor”, “com licença”, “obrigado”, “desculpe”; mal educado é aquele grosso, que anda por aí sem camisa, exibindo a pança e, não raro, o pigostílio (dicionário, pra que te quero?) e ainda diz que ser educado é ser fresco. Para o tipo, grossura é prova de macheza.
POLUÍDO, O RIO BOM VAI MAL DAS PERNAS
É fácil seguir essas regrinhas, mas às vezes a gente fica mareado. Foi o caso do redator de um jornal diário de Itabuna: indignado com a situação do Cachoeira, ele proclamou que o velho rio, dentre outros males, está “mal cheiroso”. Acertou no atacado, errou no varejo: poluído e esquecido pelos governos, o rio cheira mal (não cheira bem), tem mau cheiro (cheiro ruim) e, vítima de maus tratos, está malcheiroso. Ligado assim. O bom rio vai bem mal das pernas, se me permitem trocadilho e prosopopeia. Diga-se, entretanto, que o erro não reduz o mérito da denúncia.
Mesmo que sua experiência em cinema se resuma a Tropa de Elite 2 (que, ouvi dizer, é superior a Tropa de Elite 1 e inferior a Tropa de Elite 10, que sairá em 2013), já ouviu falar em Casablanca. E conhece a frase mais repetida do filme, quando Ingrid Bergman (Ilsa) vira-se para Doley Wilson (Sam) e diz: “Toque outra vez, Sam” (em língua de bárbaros, Play it again, Sam). Mentira. A frase famosa jamais foi pronunciada. E, para estragar de vez essa anedota, Wilson (na foto, com Bergman) não poderia tocar mesmo, pois não era pianista (o som que se ouve foi posto sobre a voz, no estúdio). Mesmo assim, a fala se tornou das mais conhecidas do cinema. É sem nunca ter sido.
O PERIGO DE NUNCA TER VISTO CASABLANCA
Era Montmartre, 2009. Após jantar no Le Ceni com uma senhora brasileira mais generosa do que inteligente, nos despedimos, às primeiras horas da madrugada (ela seguia para a Espanha; eu, findos os euros, retornava ao Brasil). Vali-me de uma frase de Casablanca: em macarrônico francês que o vinho só fez piorar, lhe recitei “Nós sempre teremos Paris” (algo como Nous aurons toujours Paris). Ruborizada e feliz, ela não poupou elogios ao meu estro romântico, certamente por desconhecer o filme. Àquela altura, explicar seria bem mais difícil do que manter a humanitária petitefraude. Fiz um Bogart deplorável; mas ela também não era nenhuma Ingrid Bergman.
MAGIA E ROMANTISMO, MAS SEM PIEGUICE
Resta dizer que Casablanca aparece em 3º lugar na lista de 2010 do Instituto Americano do Filme – perde para O poderoso chefão e o imbatível Cidadão Kane, que encabeça todas as listas dos críticos, em todos os tempos. O filme é de Michael Curtiz, um diretor distante da propalada genialidade de Orson Welles (Cidadão Kane). A ideia de Casablanca era a de um melodrama como outro qualquer, sem maiores ambições, feito em cima da perna, com um roteiro que era emendado enquanto a claquete batia. Quase 70 anos depois, quando Humphey Bogart diz a Ingrid Bergman “Nós sempre teremos Paris” o espectador chega à beira das lágrimas. Mágico, romântico, não piegas.
MUITOS DISSERAM “NÃO” A ESTE CLÁSSICO
O número de estudos sobre Casablanca é espantoso, revelando muitas curiosidades: William Wyler, com o prestígio nas alturas, recusou a direção; Hedy Lamarr (foto) não quis fazer Ilsa Lund; George Raft não aceitou o papel de Rick Blaine; e Paul Henreid relutou em ser Victor Laszlo, líder da resistência, por ser o papel “menor”. Em meio a esses acasos Bogart e Bergman se transformaram no mais apaixonante casal do cinema. O filme tem humor, romantismo e política na dose certa, com o cinismo de Rick encobrindo sua ideologia anti-nazista. E naquela Casablanca sob a bota dos alemães o Rick´s Bar é o centro de tudo. Clique e veja o trailer (a Warner nos proibiu de divulgar a cena que escolhemos).
Tempo de leitura: 2minutosMotorista da Spacefox tentou desviar da Kombi e colidiu frontalmente com a Courier (Fotos Pimenta).Saveiro é guinchada do rio Cachoeira (Foto Pimenta).Kombi que provocou o acidente (Foto Pimenta).
Dois veículos caíram no rio Cachoeira e dois colidiram frontalmente em um acidente ocorrido às 13h40min desta segunda-feira (3), no quilômetro 25 da rodovia Ilhéus-Itabuna. Uma VW Kombi invadiu a pista contrária e provocou o acidente.
O motorista da Kombi, identificado apenas pelo prenome Marcos, disse que um buraco na pista teria causado as colisões e quedas no rio. “A direção da Kombi é folgada e quando o carro bateu no buraco, parou no meio da pista e caiu no rio”. O outro veículo que caiu no Cachoeira foi a picape Saveiro.
De acordo com testemunhas, o motorista da perua dirigia de forma imprudente. Ele rebate. Uma Spacefox (JLV-9802) conseguiu desviar da Kombi, mas colidiu frontalmente com um utilitário Ford Courier (JLE-9587), da mesma empresa de Marcos. O motorista da Courier disse que não houve tempo para evitar a colisão. “Foi tudo muito rápido”, disse ao PIMENTA.
Tanto a motorista do Spacefox como os ocupantes da Saveiro não sofreram ferimentos graves. “Eles foram levados para o hospital, mas estão bem”, afirmou o comerciante Flamarion Cabral, irmão de Tonimari Cabral, que dirigia a Saveiro, veículo roubado da família há poucos dias e recuperado pela polícia em Gandu, no sul da Bahia.
Tonimari e Amilton Júnior saiam de Itabuna para fazer compras no Atacadão Carrefour, a menos de dois quilômetros do local do acidente. O motorista da Kombi falou ao PIMENTA que homens o seguraram pela gola da camisa e iniciaram saque de parte da carga. O Tático Ostensivo Rodoviária (TOR), da Polícia Rodoviária Estadual, evitou o saque de toda carga.ateu no buraco e jogou pro meio
Rio que que está ligado à história e define a paisagem de Itabuna tem sido assassinado por uma cidade que não tem saneamento
O sofrido e maltratado Rio Cachoeira é alvo de mais uma iniciativa em prol de sua recuperação. Dessa vez, quem está com a batuta é o Lions Clube, que pretende fazer uma ampla mobilização, inclusive se valendo de experiências com ações em defesa do meio ambiente já promovidas em outros países.
Está prevista a formatação do “Protocolo em Defesa da Recuperação da Qualidade Socioambiental do Rio Cachoeira”, título pomposo que traz uma proposta com oito eixos. Entre eles, a promoção da educação ambiental, capacitação de recursos humanos para o manejo e a conservação dos recursos naturais e a criação de um sistema de monitoramento e avaliação de informações.
A ideia é envolver órgãos das três esferas de governo e também empresas privadas. Em Itabuna, alguns dos eixos do protocolo estão sob a responsabilidade da FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciências).
O Rio Cachoeira, de passado glorioso e de inglório presente, está às portas da morte.
Assassinado por aqueles que deveriam preservá-lo.
Daniel Thame
Esqueçam os poemas, as canções, os quadros.
Esqueçam os artistas que, cada qual com sua arte, o eternizaram.
Esqueçam o passado.
E, muito provavelmente, esqueçam o futuro.
Porque não há futuro diante de uma morte tantas e tantas vezes anunciada.
O Rio Cachoeira, dos poemas, das canções e dos quadros, agoniza.
O Rio Cachoeira, de passado glorioso e de inglório presente, está às portas da morte.
Assassinado por aqueles que deveriam preservá-lo.
Poemas, canções e quadros podem exaltar belezas, mas não salvam rios.
Não salvaram o Rio Cachoeira.
Porque a salvação do Rio Cachoeira depende de ação, quando o que se verifica na realidade é a completa omissão.
Sobram promessas e escasseiam realizações que possam evitar o fim eminente.
A morte do Rio Cachoeira, tantas vezes anunciada até como maneira de alertar as pessoas, agora parece inexorável.
Porque cada dia que passa é um dia a menos num processo de salvação que não chega nunca. Mergulhões nadam no rio poluído. "Bolhas" denunciam "qualidade" da água (Foto Zeka/Pimenta).
O Cachoeira hoje é um rio fétido, sujo, quase um insulto à natureza, ela que foi tão generosa a ponto de dar a Itabuna um rio caudaloso, de águas vibrantes, como a cidade que ele viu nascer, um século atrás.
O rio que era orgulho, agora se transformou em vergonha, não por sua própria culpa, por culpa dos que, durante décadas, o maltrataram.
Seu leito tornou-se um canal de esgotos, suas margens transformaram-se em depósito de lixo.
As garças ainda resistem, mas já dividem espaço com os urubus.
O rio vivo é cada vez mais um rio sem vida, triste legado às novas gerações.
A cidade assiste, impassível, a morte de um rio que a viu nascer e crescer.
Como se a morte de um rio fosse um processo natural, inexorável.
Não é.
Porque o que está ocorrendo com o Rio Cachoeira não tem nada de natural.
É um assassinato.
Frio, cruel e desumano.
Salvemos o Cachoeira.
Se é que ainda há tempo para isso… Daniel Thame é jornalista, blogueiro e autor de Vassoura.
Quem vai à Beira-Rio se exercitar ou simplesmente passa pelo local é obrigado a enfrentar o ataque dos mosquitos (foto Zeka)
O lamentável estado em que se encontra o Rio Cachoeira, absurdamente poluído, virou um chamariz para mosquitos de diversas espécies. As nuvens de insetos são verdadeiros obstáculos para as pessoas que costumam fazer caminhadas às margens do rio e logo elas terão que utilizar máscaras, tanto para reduzir o mal-estar com o odor existente no local como para não engolir os mosquitos.
Em alguns trechos da margem, como nas imediações da estação elevatória da Emasa, é praticamente impossível ficar parado em alguns horários, quando o odor fica mais concentrado e os insetos infernizam quem se aventura a passar.
Pessoas que caminhavam na manhã de hoje pela Avenida Aziz Maron identificaram um corpo boiando no Rio Cachoeira. Policiais e bombeiros foram acionados e confirmaram que se tratava de uma mulher, aparentando 35 anos de idade. Ela trajava apenas calcinha e sutiã e não tinha sinais aparentes de violência.
De acordo com o site Radar Notícias, o corpo foi levado para o Departamento de Polícia Técnica, onde seria submetido à necropsia.
Bombeiro retira o corpo do rio (foto Radar Notícias)
A Prefeitura de Itabuna dá sua parcela de contribuição para tornar o Rio Cachoeira ainda mais sujo. Às margens do rio, trecho entre a Ponte Miguel Calmon (Marabá) e a Câmara de Vereadores, os homens que pintam a grade de proteção colam pedaços de papelão para fazer os retoques da pintura e, depois de usá-los, os atiram no Cachoeira. Como se este fosse simplesmente um depósito de lixo.
O descaso, o desrespeito e a agressão ao meio ambiente foram testemunhadas na manhã desta terça-feira por pessoas que caminhavam pelo local.
Tempo de leitura: < 1minutoRio Cachoeira virou repositório de dejetos
Enquanto em Itabuna a Emasa assassina o Rio Cachoeira, que recebe quase 100% dos esgotos residenciais e industriais – “in natura” -, em Itacaré a Embasa acaba de investir cerca de R$ 7,6 milhões em um moderno sistema de saneamento. São 12 mil metros de rede coletora, seis estações elevatórias, uma estação de tratamento e um emissário de 34 metros.
Segundo o gerente da unidade regional da Embasa em Itabuna, Cláudio Fontes, a estação de tratamento implantada em Itacaré emprega tecnologia de primeiro mundo, com uso de equipamento ultravioleta na desinfecção do esgoto. A nova rede será inaugurada nesta quarta-feira, 30, às 15 horas, com a presença do governador Jaques Wagner.
A itabunense Emasa, que opera os serviços de abastecimento e saneamento (esgotado) por concessão (vencida em agosto de 2009) da Embasa, insiste em continuar gerindo um setor no qual já ficou demonstrada sua ineficiência. O presidente da empresa estadual, Abelardo Oliveira, diz que a Embasa tem condições de investir no saneamento de Itabuna, pondo um fim à barbaridade que se comete contra o Rio Cachoeira. A empresa municipal resiste.
Só não se sabe porque o Ministério Público, sempre tão disposto a zelar pelos interesses da sociedade, não mete o bedelho nessa controvérsia. Ao persistir na omissão, contribui decisivamente para destruir um rio que agoniza.
O local preferido dos itabunenses para fazer caminhadas – às margens do Rio Cachoeira, no centro da cidade – transformou-se em um terreno dos mais insalubres e perigosos. Há pouco, um sujeito “desestressava” por ali, quando, no trecho da avenida Firmino Alves, foi atingido por um estranho líquido na cabeça.
A princípio, a vítima pensou que fosse um pingo de chuva, mas logo percebeu que a substância era um tanto viscosa. Passou a mão, cheirou e não restou dúvida. Era simplesmente cocô de uma das centenas de garças que se aboletavam nas árvores que lhes servem de dormitório (e, ao mesmo tempo, de sanitário).
Se quem anda à margem do Cachoeira já precisa tapar o nariz (o odor do rio está insuportável), agora deve também cuidar do que vem de cima. Recomenda-se uso de guarda-chuva.
Tempo de leitura: < 1minuto 5h40min da manhã, dia começando a nascer, e o pescador já está na luta. Joga sua tarrafa nas águas do Rio Cachoeira em busca de peixe para matar a fome. O rio (ainda) sobrevive, apesar de tudo que já fizemos contra ele. A foto é do renomado Zeka, que ilustrará nossas manhãs com o seu olhar sobre a Itabuna quase centenária.
Tempo de leitura: < 1minutoSinuoso, o Cachoeira banha Itabuna, que lhe retribui com esgoto.
Hoje, 22 de março, é o Dia Mundial da Água, momento para refletirmos o que nós, de qualquer parte, andamos fazendo para preservar os nossos mananciais hídricos (ou o pouco que resta deles!). Acima, foto do rio Cachoeira, trecho urbano de Itabuna. Aproximadamente 60% dos lares itabunenses têm rede de esgotamento sanitário. O município tem população estimada em 211 mil habitantes. Todo o esgoto produzido na zona urbana é lançado no Cachoeira – sem tratamento. A bela imagem acima foi extraída do site ImageShack.
O corpo de um menino de nove anos está sendo procurado por homens do Corpo de Bombeiros no Rio Cachoeira, em Itabuna, Clício Souza Nunes brincava com dois amigos na última quarta-feira (10), e os três garotos acabaram se afogando.
Os amigos do menino foram salvos por moradores da comunidade ribeirinha da Bananeira, onde o fato ocorreu. A dona de casa Joelma Figueiredo diz que só foi possível salvar duas crianças, enquanto Clício desaparecia na água barrenta e cheia de baronesas.
Os bombeiros afirmam que a pouca visibilidade na água e a correnteza dificultam a localização do corpo, que já está desaparecido há mais de 48 horas.
O início da madrugada foi agitado na Beira-Rio, área central de Itabuna. Um motorista, aparentemente bêbado, perdeu o controle do Ford Ecosport (placas JQB 4238), ficou nu e (corajoso que só ele!) se jogou no rio Cachoeira.
O homem chama-se Edson Gally, irmão do ex-vereador Del Gally (PTdoB). Quatro soldados do Corpo de Bombeiros resgataram Edson do leito do (poluído) Rio Cachoeira.
Edson Gally é resgatado após rápido mergulho no Cachoeira.
Confira mais informações e veja as fotos da operação no Xilindró Web.
Baronesas afetam estrutura da ponte do Marabá, no centro (Foto Domingos Andrade).
As chuvas que caem intensamente nas cabeceiras do Cachoeira desde a noite de segunda-feira elevaram bastabte o nível do rio que corta a área urbana de Itabuna e já desalojam dezenas de famílias ribeirinhas nos bairros Ferradas, Mangabinha, Bananeira e Vila Zara.
A ponte do Marabá, que liga o centro aos bairros Góes Calmon, Conceição e São Pedro e ao Shopping Jequitibá, está interditada desde as primeiras horas da manhã de quarta. Há um grande acúmulo de baronesas (aguapés) nas colunas de sustentação da ponte.