Grupo selecionou 17 artistas para imersão formativa || Foto Divulgação
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O Teatro Popular de Ilhéus divulgou, nesta segunda-feira (9), o resultado da seleção de participantes da residência artística “Teatro, Memória e o Relatório Figueiredo”. A atividade será desenvolvida entre os dias 16 e 20 de março, na Escola Agrícola e Comunitária Margarida Alves, localizada na rodovia Ilhéus–Uruçuca. Ao todo, mais de 100 artistas se inscreveram para participar da imersão.

Inicialmente, a residência previa 15 vagas, mas a organização decidiu ampliar o número para 17 participantes diante da qualidade das propostas recebidas. De acordo com o diretor e dramaturgo do grupo, Romualdo Lisboa, os artistas selecionados serão contatados diretamente pela equipe do projeto, por meio do WhatsApp, para receber orientações sobre logística, programação e preparação para as atividades.

A residência artística integra o processo de criação de um novo espetáculo do Teatro Popular de Ilhéus inspirado no Relatório Figueiredo, documento produzido em 1967 que revelou crimes sistemáticos cometidos contra povos indígenas no Brasil durante a ditadura empresarial-militar. Durante cinco dias de imersão, os participantes vão desenvolver atividades de pesquisa, reflexão e criação cênica orientadas pela equipe do grupo.

Foram selecionados para a residência Alice Guedes Reguly, André Ramos dos Santos, Armindo Rodrigues Pinto, Bruna Gomes Ferreira, Fabiana Leão da Silva, Gabriel dos Santos Carvalho, Gabriel Grilli e Sousa, Larissa Costa Paixão, Mariane Lobo Costa Cardoso, Otacílio José de Oliveira Neto, Rafael de Souza Silva, Raimundo Rodrigues Alves, Rebeca dos Santos Rocha, Rony Cácio Feitosa da Silva, Sérgio Felipe Porto Coelho, Thiago Santos Costa Nunes e Wallace Souza dos Santos.

Fundador do TPI, Romualdo Lisboa assumirá cadeira na Academia de Letras de Ilhéus || Foto Divulgação
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A Academia de Letras de Ilhéus (ALI) elegeu o diretor teatral, dramaturgo, escritor e gestor cultural Romualdo Lisboa como novo membro da instituição. A escolha reconhece uma trajetória de mais de 30 anos dedicada às artes cênicas, à literatura e à cultura brasileira, com forte vínculo com Ilhéus.

Romualdo vai ocupar a cadeira número 27, que teve como último ocupante o jurista Carlos Valder. O patrono da cadeira é José de Sá Nunes, e o fundador, Heitor Dias. A data da posse será definida pela presidência da Academia e deve ocorrer no primeiro semestre de 2026.

A eleição ocorreu após indicação dos acadêmicos Rita Santana, Anarleide Menezes, Ramayana Vargens e Pawlo Cidade. O nome de Romualdo foi submetido à votação na segunda-feira (15) e aprovado pela maioria dos membros efetivos, conforme o regimento interno da instituição.

TRAJETÓRIA

Natural de Ibicaraí, Romualdo Lisboa tem 51 anos e construiu em Ilhéus grande parte de sua trajetória artística e intelectual. Recentemente, recebeu o título de cidadão ilheense, por indicação da vereadora Enilda Mendonça (PT).

Fundador do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), em 1995, ao lado de Équio Reis, Romualdo consolidou o grupo como referência nacional. O TPI é reconhecido pela pesquisa estética, pela longevidade e pelo diálogo entre a cultura regional do sul da Bahia e clássicos da literatura. Em 2025, o grupo completou 30 anos de atividades ininterruptas.

Com mais de 20 peças escritas, 14 livros publicados e atuação como diretor em montagens de destaque, Romualdo também contribuiu por décadas com crônicas semanais no Diário de Ilhéus e no Jornal Agora. Além da criação artística, exerceu funções na gestão pública da cultura, como diretor de Espaços Culturais da Secretaria de Cultura do Estado e chefe de Gabinete da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

TPI celebra 30 anos com lançamento coletivo de livros || Foto Divulgação
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O Teatro Popular de Ilhéus (TPI) prepara uma das maiores celebrações culturais já promovidas pelo grupo. No dia 9 de dezembro, às 17h, a Praça São João Batista, no Pontal, receberá o lançamento simultâneo de 31 livros pela Editora Teatro Popular de Ilhéus. A ação integra as comemorações pelos 30 anos da Companhia, referência nacional em criação e pesquisa cênica.

Após o encontro na praça, está prevista uma caminhada até o antigo Clube do Pontal, espaço que abrigará a futura sede do TPI. O local foi escolhido como ponto simbólico – trata-se de uma área de forte vínculo afetivo com o público e que guarda parte da história cultural do bairro.

Os títulos apresentados ao público incluem cinco coletâneas, dois lançamentos individuais e obras que transitam entre dramaturgia, poesia, literatura juvenil e escrita infantojuvenil. Entre os autores estão Équio Reis (em memória), Romualdo Lisboa, Tânia Barbosa, Pawlo Cidade, Felipe de Paula Souza e Pedro Albuquerque Oliveira. São livros que revisitam os 30 anos do grupo, aproximam crianças e jovens da produção literária baiana e atravessam diferentes linguagens narrativas – do realismo mágico à sátira política.

Para o diretor, dramaturgo e integrante fundador do TPI, Romualdo Lisboa, o conjunto editorial representa um gesto de memória e persistência artística. “O TPI expande sua militância cultural para as bibliotecas, escolas, salas de aula, rodas de leitura e arquivos culturais do país”.

Ele define o projeto como uma literatura que nasce do palco, mas toma forma própria. “Vira documento histórico, ferramenta pedagógica, obra artística e instrumento de democratização do conhecimento”.

O projeto foi contemplado nos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB – Bahia) e conta com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura, via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

CATÁLOGO DE LANÇAMENTO

A coletânea reúne Arquivos da Cena – 30 anos de dramaturgia – reúne textos históricos de Équio Reis e Romualdo Lisboa, atravessando sátira política, crítica social e releituras poéticas da história regional.

• A história engraçada e singela de Fuscão – o quase capão – e o Cabo Eleitoral & O fiscal e a fateira ou dia de festa na feira – Équio Reis
• O Quadro & Nazareno contra o dragão da maldade – Romualdo Lisboa
• Teodorico Majestade – as últimas horas de um prefeito – Romualdo Lisboa
• O inspetor geral, sai o prefeito, entra o vice – Romualdo Lisboa
• 1789 – ópera afro-rock sobre a revolta dos escravizados do Engenho de Santana – Romualdo Lisboa
• O visconde partido ao meio na Guerra do Açu & Borépeteĩ. Uno – Romualdo Lisboa

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7ª FLI vai agitar Ilhéus de 13 a 15 de novembro
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A Festa Literária de Ilhéus vai ter a maior edição de sua história, com a presença de grandes nomes da literatura, de 13 a 15 de novembro deste ano, no Centro de Convenções, localizado na Avenida Soares Lopes. A 7ª FLI reunirá escritores, palestrantes e leitores da região sul da Bahia, do Brasil e do mundo.

Com o tema A Princesinha do Sul no Mundo da Literatura, a programação terá mesas de diálogo, palestras, amostras artísticas, encontros, exibição de filmes, intervenções urbanas, lançamento de livros, espetáculos e contação de histórias. Também será palco da interação da alta literatura com as manifestações populares da música, poesia, teatro e outras linguagens.

PARA TOD@S 

Com o objetivo de envolver gentes de todos os gostos, a 7ª Festa Literária de Ilhéus vai ter as mesas principais no Espaço Jorge Amado; o Juventudes FLI, voltado para o público de 14 a 24 anos; e o Flizinha, com atividades especiais para a criançada. Apesar da distribuição das atrações em espaços e momentos distintos, todas são de livre indicação etária.

O Espaço Governo será dedicado às apresentações e intervenções das secretarias estaduais da Bahia. Também vai abrigar estandes de editoras, da economia criativa/solidária e de outras atividades.

Para não deixar ninguém de fora, a 7ª FLI assegurou tradução em Libras, audiodescrição e acessibilidade. Além disso, as principais mesas e ações serão transmitidas ao vivo pelos canais e redes sociais do evento.

COORDENAÇÃO E CURADORIA 

Terra mãe de cidades, como escreveu Jorge Amado (1912-2001), Ilhéus tem na obra do escritor grapiúna uma das principais fontes de sua identidade cultural. Mais do que contá-la, a literatura amadiana inventou uma cidade e fez dela um lugar no imaginário do mundo. Sob a coordenação geral da jornalista Vanessa Dantas, especialista em Gestão da Comunicação e Gerenciamento de Projetos, a 7ª FLI vem à vida para fazer justiça a esse legado.

Já a curadoria será formada por Dinalva Melo e Rita Argollo (Espaço Jorge Amado); Camila Gusmão (Juventudes FLI); Bárbara Fálcon (Flizinha); e Romualdo Lisboa (curadoria artística).

A 7ª edição da Festa Literária de Ilhéus (FLI) é uma realização da Sarça Comunicação e conta com o apoio da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e do Governo da Bahia, por meio da Bahia Literária, ação da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura, Secretaria do Turismo e Secretaria da Educação do Estado.

Faixa exibida no final de Borépeteĩ || Foto Pimenta
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O figurino de Borépeteĩ – Uno causou espanto na pequena Maria Raiol Xavier, uma das crianças que assistiram à estreia do novo espetáculo do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), no sábado (27), em Olivença, no litoral sul de Ilhéus. A roupa dos cinco atores lembrava uniformes de astronautas, devido a uma espécie de capacete com isolamento atmosférico, mas a pintura remetia às culturas dos povos originários. O impacto dessa indumentária lançou o público na linguagem do futurismo indígena, com a trilha sonora do musical se misturando ao canto das cigarras da mata ao fundo, de onde também podia-se ouvir o Rio Tororomba correr.

Na noite de estreia, o estacionamento do Balneário Tororomba foi transformado em auditório a céu aberto e recebeu cerca de 60 pessoas, segundo estimativa da reportagem do PIMENTA. Dispostas em círculo, as cadeiras que acomodaram o público também delimitaram o palco. Em cena, uma homenagem aos saberes dos povos indígenas e atuação impecável dos atores Aldenor Garcia, Tânia Barbosa, Márcia Mascarenhas, Antônio Vicente e Pablo Lisboa, que também assina a trilha sonora de Borépeteĩ – Uno.

A atriz Márcia Mascarenhas em ação no espetáculo || Foto Pimenta

Naquela atmosfera espacial, a tela retangular usada para projetar imagens parecia fazer alguma referência ao monolito do filme 2001 – Uma Odisseia no Espaço. Mas, ao invés do som monótono da pedra, os discursos potentes de Katu Tupinambá, Cacique Ramon, Nádia Akauã, Pytuna, Îagwara e Casé Angatu, em idioma nativo. De acordo com o autor e codiretor de Borépeteĩ – Uno, Romualdo Lisboa, os indígenas gravaram suas intervenções em tupinambá, língua que está sendo recuperada e recriada.

Foi o próprio Romualdo quem segurou, com ajuda de Katu, a última faixa exibida ao público no final do espetáculo, onde estava escrita, em vermelho e bom português, a palavra de ordem dos tupinambá de Olivença: “demarcação já”.

PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES

As próximas apresentações de Borépeteĩ – Uno serão hoje (29) e nos dias 5, 12 e 19 de junho, sempre às 18h, na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), onde o Teatro Popular de Ilhéus está abrigado temporariamente. Todas as exibições serão abertas ao público.

Confira, abaixo, trecho de uma das músicas do espetáculo.

Romualdo Lisboa fala sobre o espetáculo Borépeteĩ || Fotos TPI
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O Teatro Popular de Ilhéus (TPI), que completa 28 anos de história em 2023, celebra o aniversário com a estreia de seu novo espetáculo, Borépeteĩ, uma ode aos saberes dos povos originários. Segundo o grupo, a palavra de origem tupinambá pode ser traduzida como o Uno, o que tudo contém e em tudo está contido.

Para o dramaturgo Romualdo Lisboa, a nova obra segue o legado de Équio Reis, com quem fundou o TPI, de um teatro que fala aos seus e para o mundo a partir de sua aldeia. “A montagem busca nos reconectar aos povos originários e seus ancestrais que aqui estavam quando os europeus invadiram e tomaram de assalto o território sagrado de humanos e não humanos, de encantados, suas formas e sons”, acrescenta Romualdo, que é autor da peça e divide a direção com Luís Alonso-Aude.

ESTREIA

Borépeteĩ estreia neste sábado (27), às 18h, em Olivença

A estreia de Borépeteĩ será neste sábado (27), às 18h, no estacionamento do Balneário Tororomba, em Olivença, aberta ao público. A escolha do local é uma retribuição do grupo ao Povo Tupinambá de Olivença, que luta pela demarcação de seu território nos limites dos municípios de Ilhéus, Una e Buerarema e contribuiu com a pesquisa e em outras frentes do espetáculo.

As próximas exibições serão na Universidade Estadual de Santa Cruz, nos dias 29 de maio e 5, 12 e 19 de junho, sempre às 18h, também com entrada franca. Além disso, o TPI agenda apresentações para grupos, escolas ou universidades. O agendamento deve ser feito via e-mail (ascomtpi@gmail.com).

EQUIPE

O espetáculo Borépeteĩ traz no elenco Tânia Barbosa, Márcia Mascarenhas, Aldenor Garcia, Pablo Lisboa e Antônio Vicente; Ely Izidro como técnico atuador; e participações em vídeos e áudios de Katu Tupinambá, Cacique Ramon, Nádia Akauã, Pytuna, Îagwara e Casé Angatu.

A direção musical e as composições são de Pablo Lisboa; edição e montagem de vídeos de Carlos Ortlad; direção de movimento de Luis Alonso-Aude; preparação vocal do maestro Antônio Melo; e figurinos, adereços, cenário e dispositivos cênicos de Shicó do Mamulengo.

A obra é fruto de parceria do Teatro Popular de Ilhéus com o Observatório Astronômico e o Núcleo de Artes da Uesc e tem coprodução da Celeiro Cultural e Praça Produções Culturais.

Enquanto constrói sua sede no Pontal (relembre), o TPI ocupa espaço cedido pela Uesc. A instituição cultural privada é parcialmente mantida pelo programa de Ações Continuadas de Instituições Culturais, da Secretaria Estadual de Cultura, com recursos do Fundo de Cultura da Bahia e do Governo do Estado.

Laura Ganem e Romualdo Lisboa ministram oficina de gestão de espaços culturais
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Estão abertas as inscrições para a Oficina Gratuita de Gestão de Espaços Culturais, do Fórum de Agentes, Empreendedores e Gestores Culturais do Território Litoral Sul (Faeg-Sul). Atividade será gratuita e online, via Zoom, às 14h desta quinta-feira (10), com direito a certificado de participação.

A tutoria da oficina caberá ao dramaturgo e diretor do Teatro Popular de Ilhéus, Romualdo Lisboa, e à especialista em Gestão Pública e cofundadora da Casa de Cultura Jonas e Pilar, Laura Ganem.

A inscrição deve ser feita neste formulário digital. Os inscritos receberão o link de acesso à oficina.

PALESTRA, MÚSICA E CAPOEIRA

Nesta quinta (10), às 9h, o Fórum terá palestra de Márcio Caires sobre cultura, território e democracia, com transmissão no Youtube. A programação também inclui apresentações culturais, com os grupos Mulheres em Domínio Público, Casa Nova, Capoeira Humaitá e o MC Snep.

A iniciativa do Faeg-Sul tem apoio institucional da Prefeitura de Ilhéus, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e da Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc). O projeto tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria da Cultura da Bahia.

Cena da peça "O inspetor geral", inspirada na obra homônima do autor russo Nikolai Gogol
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O dramaturgo e diretor do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), Romualdo Lisboa, teve um dia longo de trabalho, nesta sexta-feira (27), para resgatar o acervo da companhia após a queda da Tenda – lona circense que abrigava os equipamentos da trupe e desmoronou (veja aqui).

Já era noite quando ele noticiou, em publicação numa rede social, que a maior parte do acervo foi salva. “Apesar do pesadelo… o sonho não acabou!”. Parte dos equipamentos foi abrigada na Concha Acústica e outra, na Secretaria Especial de Cultura de Ilhéus.

O SONHO DA SEDE PRÓPRIA

O Teatro Popular de Ilhéus tem 26 anos de história. Segundo Romualdo, trata-se de uma longa jornada de fazer artístico que tem a classe trabalhadora como protagonista e plateia. Agora, a companhia vai dar continuidade ao sonho de construir a própria sede. “Tornar esse sonho realidade será uma vitória para toda a classe trabalhadora e para toda a cultura ilheense, baiana e brasileira”, assegura o dramaturgo.

Interessados em colaborar com o financiamento coletivo do TPI podem fazer doações neste link.

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Teodorico Majestade é uma sátira política de grande sucesso no sul da Bahia

O Teatro Popular de Ilhéus está a caminho de Irecê, onde participará do IV Festival de Teatro da Caatinga. O evento começa nesta sexta (19) e será encerrado no próximo dia 27. É a primeira vez que o grupo ilheense se apresenta na cidade.
O espetáculo do TPI que participará do festival será Teodorico Majestade – As últimas horas de um prefeito. Sucesso desde 2006, a montagem é uma sátira política em cordel.
Assinada e dirigida pelo dramaturgo Romualdo Lisboa, a obra é uma das atrações do evento que, além do grupo baiano, conta com projetos nacionais e internacionais.
A apresentação do Teatro Popular de Ilhéus será neste sábado (20), às 20 horas, no auditório do Colégio Modelo de Irecê. No elenco de Teodorico…, os atores Aldenor Garcia, Cabeça Isidoro, Ely Izidro, Tânia Barbosa e Takaro Vítor.

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Teatro Popular fará audição de elenco para montagem de espetáculo
Teatro Popular fará audição de elenco para montagem de espetáculo

O grupo Teatro Popular de Ilhéus (TPI) anunciou nesta segunda-feira (4) a realização de uma audição de elenco para o seu novo espetáculo, com estreia prevista em novembro e direção assinada por Romualdo Lisboa.

O novo espetáculo fará parte da Trilogia da Guerra, projeto que  conta exclusivamente com o financiamento do público teve como primeira montagem “Os fuzis da senhora Carrar”, de Bertolt Brecht.

Os interessados em participar da seleção têm até o próximo sábado (9) para preencher formulário online, disponível na página www.teatropopulardeilheus.com.br.

Após isso, os pré-selecionados serão contatados pelo grupo e convocados para a audição na noite de terça-feira (12), na Tenda Teatro Popular de Ilhéus, na Avenida Soares Lopes.

Apenas as pessoas que preencheram o formulário e foram contatadas poderão participar do evento, segundo a direção do TPI. A participação na pré-seleção é aberta para homens e mulheres, incluindo não atores, com idade mínima de 18 anos.

TEATRO POPULAR DE ILHÉUS 

Fundado em 1995, por Équio Reis, o TPI mantem atividades ininterruptas ao longo de seus 22 anos.  Em seu portfólio, possui mais de 40 espetáculos estreados e participações em festivais nacionais e internacionais de Teatro, com indicações aos prêmios Shell e Braskem.

Atualmente, o grupo, também administra o espaço cultural Tenda Teatro Popular de Ilhéus e é apoiado financeiramente pelo Programa Ações Continuadas a Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) através do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA).

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Peça montada pelo TPI fez sucesso em Salvador e na estreia em Ilhéus (Fotos Karoline Vital).
Peça montada pelo TPI fez sucesso em Salvador e na estreia em Ilhéus (Foto Karoline Vital).

Karoline Vital

O tempo instável não superou a vontade do público de acompanhar a primeira apresentação de Medida por Medida em Ilhéus. A plateia de quase 500 pessoas assistiu a todos os minutos da nova montagem do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), na última sexta-feira (09). Na noite do dia 10, o sucesso se repetiu e a frente da Tenda TPI foi tomada pelo público, que riu, vibrou e se emocionou com a comédia. Nesta semana, o espetáculo segue para a porta da Catedral. Em respeito à Novena de São Sebastião, as apresentações serão às 20h30min de hoje e quarta (dias 13 e 14).

Medida por Medida é a primeira peça de William Shakespeare a ser montada pelo grupo ilheense que completa duas décadas em agosto deste ano. As apresentações em Ilhéus fecham o projeto Shakespeare – Teatro Popular em Construção, aprovado pelo edital de ocupação do Complexo Teatro Castro Alves, TCA.NÚCLEO 2014, em seleção organizada pelo Teatro Castro Alves e Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb). Entre agosto e dezembro do ano passado, foram realizadas apresentações de espetáculos, seminários, debates, oficinas, além de intercâmbio com o grupo Clowns de Shakespeare, do Rio Grande do Norte.

A história de Medida por Medida se desenrola a partir das decisões do severo Ângelo, juiz que substitui o Duque de Viena, fazendo cumprir as leis contra a fornicação de forma implacável.  A partir disso, Cláudio é condenado à morte por ter engravidado sua amada Julieta. Para reverter a sentença, Isabella, noviça e irmã do prisioneiro, tenta negociar com Ângelo, que coloca como condição para atender o pedido a entrega da virgindade da donzela.

SUCESSO EM CASA

Para o diretor Romualdo Lisboa, a volta a Ilhéus foi muito esperada pelos artistas e pelo público. Medida por Medida estreou no dia 10 de dezembro na capital baiana, com duas semanas de apresentações no Largo do Campo Grande.

– Estávamos ansiosos para mostrar aos nossos conterrâneos o resultado dos quatro meses de trabalho em Salvador, quando trocamos conhecimentos e experiências com profissionais do Centro Técnico do TCA, do Clowns de Shakespeare, Shicó do Mamulengo e tantos outros artistas e estudiosos que colaboraram para a nossa montagem – disse Romualdo.

As apresentações em Ilhéus são gratuitas e contam com apoio da Secretaria Municipal de Cultura. O espetáculo é apresentado em um reboque, que se transforma em palco, projetado pelo arquiteto Carl Von Hauenschild.

A adaptação do texto de Shakespeare foi feita por Romualdo Lisboa e Fernando Yamamoto (Clowns). Os figurinos e adereços de Medida por Medida ficam a cargo do potiguar Shicó do Mamulengo e do ilheense Justino Vianna, que também criou a maquiagem. A direção musical foi criada por Elielton Cabeça (TPI) e Marco França (Clowns).

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Produção, texto e dinamismo de "1789" empolgam público (Foto Felipe de Paula).
Produção, texto e dinamismo de “1789” empolgam público (Foto Felipe de Paula).

A temporada de 1789 na tenda do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), na Avenida Soares Lopes, chega ao fim nesta semana com apresentações nesta quarta e amanhã (24 e 25), às 20 horas. A montagem conta a história do levante de escravos do Engenho de Santana, em Ilhéus, ocorrido no século XVIII.

Além do pano de fundo histórico, a peça trata de questões como relação entre patrões e empregados, direitos humanos e responsabilidade social, segundo o autor e diretor, Romualdo Lisboa. O elenco é composto por 20 atores, músicos e bailarinos. 1789 mistura história e ficção, contada de forma dinâmica.

A trilha sonora e direção musical do espetátculo têm assinatura de Elielton Cabeça. Zebrinha responde pela coreografia. Guto Pacheco assina a maquiagem da peça que tem como produtor Pawlo Cidade. O espetáculo é patrocinado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia.

SERVIÇO
Peça: 1789
Quando: Dias 24 e 25
Horário: 20h
Local: Tenda do TPI (Avenida Soares Lopes)
Ingressos: R$ 20,00 / R$ 10,00 (meia)
Vendas no cartão de crédito

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Romualdo LisboaO ator, escritor e diretor teatral Romualdo Lisboa toma posse, amanhã, 24, às 19 horas, como presidente do Conselho Municipal de Cultura de Ilhéus.
A solenidade ocorrerá na tenda do Teatro Popular de Ilhéus (TPI), um dos mais importantes projetos culturais da Bahia. A tenda funciona na Avenida Soares Lopes, centro.
A cerimônia também será de diplomação dos novos conselheiros representantes das câmaras setoriais para o período 2013-2014.
Romualdo foi escolhido para a presidência do conselho por aclamação, após o governo municipal tentar – e não conseguir – articular um bate-chapa na instância de fiscalização e diretrizes da cultura local.

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Lendas da Lagoa foi uma das atrações do novo espaço do TPI (Foto Karoline Vital).
Lendas da Lagoa foi uma das atrações da estreia da Tenda do TPI (Foto Karoline Vital).

A apresentação do novo espaço e da programação de abril do Teatro Popular de Ilhéus (TPI) emocionaram o público no último final de semana. Agora, os projetos e ações do TPI têm nova casa, uma tenda na Avenida Soares Lopes, classificada como um marco histórico pelo diretor Romualdo Lisboa. “É o início da luta por nossa sede própria, que comporte nossas ações e dê a possibilidade de ampliarmos nosso trabalho”.
Pelos próximos três meses, a tenda será patrocinada pelo Sebrae. A coordenadora regional do serviço de apoio a micro e pequenas empresas, Claudiana Figueiredo, destacou o pontecial criativo e a riqueza imaterial do sul da Bahia. Segundo Claudiana, o Teatro Popular de Ilhéus é “referência regional como empreendedor cultural e o Sebrae está aberto como parceiro na busca por investidores”.
O Sebrae assumiu os custos com o aluguel da tenda pelos próximos três meses, período no qual o TPI vai trabalhar na captação de recursos para manter o espaço por meio de financiamentos via leis de incentivo à cultura.
O TPI, aliás, mostra ousadia com o lançamento do Aldeia das Artes, projeto cultural que envolverá, além de teatro e circo, ocas de estrutura metálica para atividades culturais e ações voltadas à economia criativa. O arquiteto Carl Von Hauenschild diz que a ideia de parque, na Soares Lopes, “não beneficiará apenas o grupo, mas a região sulbaiana”. Hauenschild apresentou a concepção do parque cultural.
PROGRAMAÇÃO
A programação da tenda do TPI tem nesta terça, 9, às 19 horas, a exibição do documentário Os magníficos, dentro da proposta do Cineclube Équio Reis. A entrada é franca. Amanhã, na mostra Mondrongo Filmes, haverá exibição de vídeos produzidos ou apoiados pelo núcleo de produção audiovisual do TPI.

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Gravação das primeiras cenas do documentário em Ilhéus (Foto Karoline Vital).
Gravação das primeiras cenas do documentário em Ilhéus (Foto Karoline Vital).

Teodorico Majestade, as últimas horas de um prefeito está entre as maiores peças já produzidas pelo teatro regional. Depois de ganhar os palcos regionais e encantar plateias no sudeste do País, o espetáculo vai parar na telinha em um documentário do diretor ilheense Elson Rosário,que já atuou como diretor de produção de filmes como Eu, tu eles, Tieta do Agreste e A coleção invisível.
O documentário pretende mostrar como Teodorico Majestade influenciou o processo de cassação do então prefeito de Ilhéus,Valderico Reis, em agosto de 2007. A política ilheense fervia e Teodorico Majestade, escrita pelo ator e diretor teatral Romualdo Lisboa, era luz na consciência ilheense.
Seus personagens se apresentavam em qualquer lugar. Até mesmo ali nas escadarias do Palácio Paranaguá, de onde o prefeito e sua equipe saíram enxotados pela voz das ruas e a pressão dos políticos – e sob escolta da polícia.
Teodorico em cena: sucesso de público e crítica.
Teodorico em cena: sucesso de público e crítica.

De acordo com o script do documentário, o curta-metragem de 15 minutos terá, além de entrevistas com políticos, jornalistas, sindicalistas e artistas, imagens dos protestos à época. Pronto, o documentário será exibido em vários espaços e a ideia é que atinja, também, público variado, desde movimetnos sociais e culturais a instituições de ensino e TVs, além de ficar disponível na internet.
Para o diretor do documentário, a difusão do filme irá “estimular debates e reflexões críticas sobre cidadania, mobilização social, cultura popular e exercício democrático”. O filme foi selecionado em edital do Ministério da Cultura e tem coprodução do Núcleo de Produção Audiovisual do Teatro Popular de Ilhéus.
GRAVAÇÃO NA PRAÇA DO TEATRO

A cena final do documentário será gravada nesta sexta-feira, às 10h, em frente ao Teatro Municipal de Ilhéus. Teodorico, em suas últimas horas no cargo, fará um discurso. O público terá a oportunidade de participar como figurante do documentário de um dos períodos políticos mais ricos da história ilheense.