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A Santa Casa de Misericórdia de Itabuna emitiu nota em que esclarece ter prestado a assistência necessária à paciente Maria Isabel Santana (veja o caso aqui), embora reconheça que o médico ortopedista, de sobreaviso, somente apareceu para atendê-la mais de cinco horas depois da chegada dela ao Hospital Calixto Midlej Filho.
Ela foi atendida por um médico plantonista na unidade de pronto-atendimento do HCMF, às 18h19min, passando “imediatamente” por exames de diagnóstico (raio-x e tomografia). Maria Isabel, ressalta a instituição em nota, foi avaliada por um neurologista às 20h35min, e o atendimento pelo ortopedista, de sobreaviso, ocorreu às 23h45min.
É justamente nesse ponto que vem as críticas de familiares da idosa, já que ela esperou por várias horas para que fosse corrigido o deslocamento do ombro.  O resultado do exame de raio-x saiu, mas como não tinha ortopedista naquele momento, houve confusão quanto aos procedimentos a serem adotados pela área de neurologia.
“Não tenho nada a reclamar dos profissionais médicos, mas dos erros de procedimentos do hospital”, reforça Carlos Calazans. A paciente tem cobertura do plano de saúde Unimed. Calazans ainda reclama do fato da Santa Casa ter uma ambulância para os três hospitais e este veículos ainda ser usado para procedimentos administrativos, além de criticar a falta de cobertor para pacientes. Dona Maria Isabel foi liberada no final da manhã de sábado e passa bem.

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Uma idosa de 74 anos foi atropelada por volta das 17h30min, na avenida Princesa Isabel, no São Caetano, nesta sexta (1º), mas cinco horas e meia depois do acidente ela ainda espera por atendimento médico especializado no Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna. Maria Isabel Santana sofreu corte na cabeça e deslocamento na região do ombro e aguarda por um médico ortopedista.
Ela foi atropelada por uma motocicleta e socorrida pelo Samu 192, sendo logo depois encaminhada para o Hospital Calixto Midlej Filho. Após receber atendimento de um médico clínico, recomendou-se uma tomografia para avaliar a paciente. E aí, outro problema: o tomógrafo do hospital não funciona e dona Maria Isabel esperou ainda mais para ser transferida para o Hospital Manoel Novaes, onde havia tomógrafo, segundo um dos filhos da idosa.
A paciente sente muitas dores por causa do deslocamento ou fratura da clavícula, relata o filho Carlos Calazans. O médico ortopedista de sobreaviso não apareceu no hospital. Calazans diz que o setor de observação não possui cobertor, obrigando familiares a trazê-lo de casa.

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O volume de recursos para a média e alta complexidade em Itabuna cresceu 57,5% no intervalo de quatro anos, saltando de R$ 48,5 milhões em 2006 para R$ 76,5 milhões em 2010. Os números são da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab).

Além dos R$ 76,5 milhões do Ministério da Saúde, a Sesab repassou à rede credenciada de alta  e média complexidade em Itabuna, em 2010, mais R$ 19,3 milhões. Ou seja, clínicas, laboratórios e hospitais receberam um total de R$ 95,8 milhões no ano passado. Quando comparados com 2006, o crescimento é de quase 100%.

Os dados reforçam a discussão que o titular da Sesab, Jorge Solla, terá com o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, e o secretário municipal de Saúde, Geraldo Magela, na próxima segunda, à tarde, em Salvador.

Magela e Azevedo vêm defendendo a manutenção do Hospital de Base em mãos do município e, também, o retorno da Gestão Plena da saúde. Até aqui, o Conselho Municipal de Saúde resiste à ideia dos dois representantes de Itabuna, pois a prefeitura tem mostrado grandes dificuldades até para cuidar da rede básica.

No ano passado, o Hospital de Base recebeu R$ 18,2 milhões da Sesab e do Ministério da Saúde. Se fosse depender apenas dos recursos do SUS, o hospital receberia R$ 10 milhões, a título de produtividade. A Sesab complementou com R$ 8,2 milhões. Os três hospitais da Santa Casa de Itabuna receberam um total de R$ 45,9 milhões, sendo que deste valor, 18,2 milhões foram repassados pelo Tesouro estadual, também como reforço.

Um dos temores de conselheiros de saúde de Itabuna e de prestadores de serviço é que voltem a ocorrer os atrasos de até três, quatro meses nos pagamentos se a gestão retornar para o município, a exemplo do que já ocorre na relação da prefeitura com clínicas e laboratórios. Os números da Sesab sinalizam que o retorno da gestão plena significará, também, perda de dinheiro para o município.

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Os pobres mortais que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) em Itabuna estão passando por situações inusitadas. Caso necessitem de algum procedimento cirúrgico cardiovascular na cidade não têm como se livrar da possibilidade da morte certa.

É o seguinte: como a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) firmou convênio com a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna para os benditos procedimentos, não podem ultrapassar a cota mensal estipulada – apenas seis (ou coisa que valha), pois o SUS não paga as cirurgias excedentes.

Se por ventura o paciente for avisado pelos médicos e hospitais que seu procedimento não pode ser liberado em Itabuna, pois a cota já foi preenchida, e quiser ir a Salvador, também não logrará mais sorte. Lá, os médicos ou hospitais da capital dirão que, como ele mora em Itabuna, terá que fazer o procedimento no seu domicílio.

Confira mais sobre esse absurdo denunciado pelo Cia da Notícia (clique aqui).

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O prefeito Capitão Azevedo (DEM) não é lá um entendido em saúde pública, mas deve melhor se assessorar nesta área para evitar curto-circuito político. Seria bom o alcaide conferir melhor as propostas que a sua equipe apresenta, mesmo que informalmente, ao governo do Estado.

Um exemplo: não pegou bem a proposta de “capar” parte dos recursos enviados à Santa Casa de Misericórdia de Itabuna para irrigar os cofres do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem). A história caiu no ouvido de um membro da provedoria da Santa Casa e só não provocou forte reação porque a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) antecipou que descartou a proposta (indecente) no nascedouro.

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Funcionários iniciaram mobilização na semana passada.

Os funcionários dos hospitais administrados pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna (Calixto Midlej Filho, Manoel Novaes e São Lucas) podem cruzar os braços a qualquer momento.

Os trabalhadores alegam que ainda não receberam o mês de dezembro e a previsão da provedoria da Santa Casa é pagar o salário  em fevereiro. Representantes dos servidores e da provedoria se reuniram nesta manhã.

A instituição filantrópica possui cerca de 2 mil funcionários. Os profissionais se reúnem em assembleia programada para as 19h desta quarta (19), na sede do sindicato da categoria, quando decidem se deflagram a greve.

O salário deveria ser pago no dia sete. A direção da Santa Casa atribui a pendência ao atraso no repasse de recursos do SUS por parte da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab). A secretaria antecipava o pagamento a hospitais públicos e filantrópicos de Itabuna, mas ficou impossibilitada neste início de ano devido à falta de dotação orçamentária. O repasse por parte da Sesab está programado para 1º de fevereiro.

Por meio da assessoria da Santa Casa, os diretores Rui Carvalho e André Wermann disseram ao PIMENTA que o atraso ocorre “não por falta de vontade, mas por impossibilidade de pagar”. A instituição estaria recorrendo a outras possíveis fontes para quitar os salários, conforme os dois dirigentes.

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Hospital registra novo desabamento em mesma enfermaria.

Parte do teto de uma das enfermarias do Hospital Calixto Midlej Filho desabou por volta das 3 horas da manhã deste domingo (14). Ocorreu um princípio de pânico, mas não houve feridos.
O acidente aconteceu na enfermaria Francisco Ferreira, conforme relatos de funcionários, sendo o segundo desabamento nesta mesma ala. O primeiro foi registrado no dia 13 de abril do ano passado.
Funcionários do Calixto Midlej acreditam que a causa do desabamento pode ter sido a forte chuva do final de noite de sábado e madrugada deste domingo.
“O teto estava em condições precárias, apesar do desabamento ocorrido no ano passado”, assinala um funcionário que não se identifica, segundo ele, por causa do clima de perseguição na Santa Casa de Misericórdia de Itabuna.

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Um abaixo-assinado circula na internet pedindo a cabeça do provedor da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, Renan Moreira. Ele é acusado de favorecer a empresa TRRR Saneamento e Gestão Ambiental Ltda.
A concorrência para contratar o serviço de coleta e incineração de lixo nos hospitais da Santa Casa teria sido “direcionada”.
A TRRR pertence à família do provedor. O abaixo-assinado constituiria peça de uma ação civil pública contra ele (acesse aqui).

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Adylson Machado | www.otrombone.com.br

Noticiam que – mais uma vez – o complexo hospitalar da Santa Casa ameaça suspender atendimento de pronto socorro se não atendidas suas reivindicações financeiras junto ao gestor público. Pronto socorro – não precisa muito explicar – é o mais imediato dos socorros de que depende a população.
Debruçamo-nos sobre o tema não somente pela temerária ameaça, quase um moto perpétuo nestes anos (inclusive consumada em tempos não tão distantes no Calixto Midlej), mas por ela esconder um jogo secreto não percebido pelo vil mortal: o que faz um pronto socorro funcionando, se – como buscam demonstrar – traria somente ônus?
Um dos mais competentes secretários de saúde do município de Itabuna que conhecemos, Dr. Paulo Bicalho, enfrentou com altivez e domínio técnico a ameaça da Santa Casa de cerrar as portas do pronto socorro do Calixto Midlej propondo-se a atender, de imediato, as reivindicações do hospital: a Prefeitura de Itabuna assumiria inteiramente o ônus do Pronto Socorro!
Para espanto, a aceitação pelo município foi recusada. Porque Dr. Bicalho só admitia a assunção se a triagem que ali se efetivasse fosse transferida para o Hospital de Base! Ou seja, a cirurgia, por exemplo, que decorresse de um atendimento no pronto socorro do Calixto seria realizada no HBLEM e não no próprio Calixto.
Não precisa dizer que a paz reinou e enquanto Dr. Bicalho foi Secretário de Saúde de Itabuna ninguém na Santa Casa mais falou ou ameaçou de fechar o pronto socorro.
Desdobrando e explicando: é através do pronto socorro que o profissional da Medicina percebe considerável parcela dos recursos dos procedimentos de média e alta complexidade.
Ou seja, a cirurgia decorrente do acidente de carro, moto, queda etc., assim como outros atendimentos mais complexos (cardíacos, renais, neurológicos etc.), ou mesmo um parto em caráter de urgência, está vinculada ao primeiro atendimento, prestado no pronto socorro, e se desdobra em trabalho para muitos: do médico cirurgião aos enfermeiros, passando pelo ortopedista, o anestesista, o cardiologista, o instrumentista etc. E, naturalmente, tudo remunerado pelo SUS.
Em suma, ainda que pareça grosseiro o exemplo, o pronto socorro é uma vitrine para a percepção de melhores remunerações por procedimentos que “rendem” mais.
Quanto ao que dissemos acima, de alguém estar escondendo o jogo – ainda que os recursos estatais para a saúde não sejam o “sonho” perfeito – que tal aproveitar o exemplo do Portal da Transparência do Governo Federal e abrir a caixa dos recursos do SUS recebidos pela Santa Casa e pagos aos seus profissionais?
Não há necessidade de citar pessoas. Basta o nome da atividade. Por exemplo: cirurgião 1, recebe X, cirurgião 2, Y, neurologista 1… e assim por diante. Muito válido, até porque os recursos sob comento são públicos e, portanto, do povo. Depois é só convocar o povo para ajudar a pressionar os Governos.
Adylson Machado é escritor, professor e advogado, autor de Amendoeiras de outono e O ABC do Cabôco, editados pela Via Litterarum.

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A provedoria da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna tem audiência, nesta segunda-feira, 15, com o secretário Estadual da Saúde, Jorge Solla, em Salvador.
O provedor Renan Moreira vai rediscutir os valores repassados pelo Estado à Santa Casa, mensalmente. Se o tom do encontro for o mesmo da reunião de ontem na provedoria, Renan vai, como poderia se dizer na área médica, com o bisturi afiado.
Ele quer um aumento considerável do repasse médio mensal de R$ 3,2 milhões da Sesab para a Santa Casa. É isso ou fecha o Hospital Manoel Novaes para atendimento pelo SUS, por exemplo. Sustentará que os valores repassados não cobrem custos.
Terá pela frente o argumento-diagnóstico de que o problema da Santa Casa é de gestão:
1 – Um levantamento ao qual o Pimenta teve acesso revela que a instituição filantrópica recebeu entre julho de 2009 e julho deste ano R$ 37,7 milhões pelos serviços de média e alta complexidade.
2 – Dos três hospitais da Santa Casa, apenas o Manoel Novaes atende conforme o pactuado com a Sesab. No Calixto Midlej Filho, o cumprimento do rezado em contrato estaria abaixo de 20%, reforçando imaginário recente de que aquele hospital não é para pacientes do SUS.
Há ainda um outro detalhe: conforme relatório da provedoria mostra, nos últimos anos – e apesar da terceirização de serviços, a Santa Casa teria aumentado o número de funcionários de 1.200 para 1.800.
Que impere o bom senso na audiência.

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Hblem é o maior hospital público do sul da Bahia.

O Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), em Itabuna, receberá investimento de aproximadamente R$ 800 mil por parte do governo estadual. O valor foi destinado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) para a compra de 222 ventiladores artificiais, monitores paramétricos e oxímetros para a unidade admistrada pelo município.
De acordo com a Sesab, o contrato de comodato significa a renovação de um terço da aparelhagem do prinicipal hospital público do sul da Bahia. O contrato de comodato dos equipamentos será assinado nesta quarta-feira, 28, pelo secretário estadual de Saúde, Jorge Solla, às 10h30min.
O investimento representará um pequeno alívio para os profissionais médicos que atuam no Hospital de Base de Itabuna. Numa série de notas publicadas aqui no Pimenta, mostramos que pacientes estavam morrendo por falta de aparelhos simples e baratos, a exemplo de respiradores artificiais.
Um relatório compartilhado dos conselhos Municipal e Estadual de Saúde aponta deterioração preocupante até dos equipamentos do centro cirúrgico da unidade de saúde.
O estado também investirá R$ 1,4 milhão em hospitais da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna. Conforme a Sesab, serão destinados ao Hospital Manoel Novaes 89 aparelhos entre incubadoras, ventiladores pulmonares, monitores multiparamétricos e berços aquecidos, suficientes para montar uma UTI neonatal.
Serão entregues ainda dois ventiladores, dois oxímetros e dois monitores para a emergência do hospital, mesma quantidade que será recebida pelo Hospital Calixto Midlej, também administrado pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna. A assinatura de convênio na Santa Casa está prevista para as 11h.