Julio Musse recebe título de cidadão ilheense em evento no Centro de Convenções || Foto Divulgação
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O diretor-geral do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), Julio Musse, é o mais novo cidadão ilheense. A honraria concedida pela Câmara Municipal foi entregue a Julio em solenidade na noite desta quinta-feira (11), no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, “em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à saúde pública e ao desenvolvimento do município”.

A indicação para o título partiu do vereador Adilson José (PT), que destacou a qualidade da assistência no HRCC na atual administração. “Sob a gestão do Sr. Julio Musse, o Hospital Costa do Cacau se consolidou como referência em atendimento humanizado e eficiente”, justificou o parlamentar.

VÍNCULO E COMPROMISSO

Julio Musse expressou sua gratidão pela honraria e destacou o trabalho em equipe realizado no Hospital. “Este reconhecimento significa muito mais do que uma honraria: representa o vínculo, o afeto e o compromisso que construí com essa cidade tão especial”, afirmou.

“Aproveito a oportunidade para agradecer à Câmara Municipal de Ilhéus, ao vereador Adilson José e seus pares, bem como à Sesab e à Fabamed pela confiança em nosso trabalho. Estendo ainda a minha gratidão a todos os meus colegas funcionários do HRCC, que foram essenciais para que este momento acontecesse”, complementou.

FORMAÇÃO ACADÊMICA

Com uma trajetória sólida na saúde pública e gestão hospitalar, Julio Musse é enfermeiro formado pela Faculdade Integrada da Bahia e pós-graduado em Micropolítica da Gestão e Trabalho em Saúde. Ele atuou em importantes unidades hospitalares da Bahia e atualmente integra o Conselho Municipal de Saúde de Ilhéus.

Neste ano, a solenidade do legislativo ilheense prestou homenagem a 85 personalidades. A honraria é concedida a pessoas que prestaram relevantes serviços ao município ou se destacaram pela ação exemplar na vida pública e particular.

Protetor solar é o indicado, principalmente com longa exposição ao sol || Pixabay/Peggy Marco
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A chegada do verão e o Dezembro Laranja tornam ainda mais forte o alerta para que as pessoas evitem exposição ao sol por tempo prolongado e – principalmente – sem proteção. De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de pele continua sendo o tipo mais frequente no Brasil e representa cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo o Ministério da Saúde.

Médicos dermatologistas reforçam que a combinação de radiação solar intensa, hábitos inadequados de exposição ao sol e baixa adesão ao protetor ainda impulsionam o crescimento da doença. O câncer de pele atinge mais de 220 mil brasileiros a cada ano, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Especialistas observam aumento tanto dos carcinomas basocelular e espinocelular, formas mais comuns e geralmente menos agressivas, quanto do melanoma, tipo mais grave e potencialmente letal.

Para a dermatologista Marilu Tiúba, do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), reconhecer cedo as alterações na pele é fundamental. “Manchas que mudam de cor ou tamanho, feridas que não cicatrizam e pintas irregulares precisam ser avaliadas rapidamente. O tempo é um fator decisivo para obter altas taxas de cura”, explicou a especialista.

FATORES DE RISCO

A predominância de dias ensolarados na Bahia e a cultura das atividades ao ar livre elevam a exposição acumulada aos raios ultravioleta, principal fator associado ao surgimento de tumores cutâneos. Pessoas de pele clara, histórico familiar da doença, imunossuprimidos e indivíduos com muitas pintas merecem atenção redobrada.

Peles negras, apesar da proteção natural por possuir mais melanina, também não dispensam o uso de protetor solar. Elas recebem radiação UVB e UVA da mesma forma que peles de fototipos mais claros, e o câncer de pele também acontece nesse perfil de pacientes. “É um erro achar que a pele negra é imune ao câncer. A doença pode surgir e, muitas vezes, é diagnosticada tardiamente”, reforça Marilu Tiúba.

PREVENÇÃO

Protetor solar diário, reaplicação ao longo do dia, roupas com fator de proteção e evitar o sol entre 10h e 16h continuam sendo medidas essenciais. O autoexame regular é recomendado e qualquer alteração deve motivar consulta com especialista. A Sociedade Brasileira de Dermatologia estima que até 90% dos casos de câncer de pele poderiam ser evitados com fotoproteção adequada.

Capacidade do setor de obstetrícia chegou ao limite nesta segunda (8), segundo a Santa Casa || Foto Divulgação
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A Santa Casa de Misericórdia de Itabuna (SCMI) informou, por meio de comunicado, um aumento significativo na procura pelo serviço de obstetrícia do Hospital Manoel Novaes. A alta demanda superlotou a unidade. O impacto da alta procura começou a ser sentido no domingo (7), quando a maternidade fez 14 partos, acima da média de cinco procedimentos diários.

A situação atingiu o limite na noite desta segunda-feira (8), quando a Santa Casa de Itabuna divulgou que não havia nenhum leito disponível na maternidade. “Ou seja, nas próximas horas não existe espaço adequado para recepcionar mais gestantes com o conforto exigido”, informou a instituição.

A SCMI ressaltou que o número de vagas para internações e os recursos humanos na unidade não são infinitos. Também pediu a compreensão de todos os que necessitam de atendimento de urgência e podem enfrentar espera.

Apesar da superlotação registrada nas últimas horas, a Santa Casa garantiu que as equipes estão empenhadas para assegurar que todas as pacientes que já se encontram na unidade hospitalar recebam o melhor atendimento possível.

Dirigentes de Santa Casa, prefeito José Ronaldo e governador Jerônimo Rodrigues em assinatura de convênio || Foto Feijão Almeida/GovBA
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Na manhã desta quinta-feira (27), em Feira de Santana, foi assinado convênio que viabiliza o início das obras do Hospital Baiano de Oncologia, ligado à Santa Casa de Misericórdia do município. O ato, que contou com as presenças do governador Jerônimo Rodrigues e da secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, marcou o Dia Nacional de Combate ao Câncer e, para a gestão estadual, reforçou o papel de Feira de Santana como polo regional de serviços de alta complexidade.

O governador Jerônimo Rodrigues afirma que o novo hospital é resultado direto da cooperação entre Estado, Município, Santa Casa e bancada federal. “O Estado investe no SUS, junto com os empresários, com o município, para garantir um hospital de ponta. Isso economiza 200 quilômetros de ida e volta de Salvador. Meu sentimento é de muita alegria. Eu presenciei o câncer na minha família e eu sei o que é isso. Perdi um sobrinho, perdi meu pai. Então eu sei e essa agenda é para gente cuidar, principalmente, das pessoas mais pobres”, destacou.

Para Zaine Oliveira, de 32 anos, que começou o tratamento de um câncer colorretal aos 29 anos, o investimento ampliará o acesso ao diagnóstico precoce. “Eu fui diagnosticada com câncer colorretal em metástase e em estágio quatro. Por isso, eu acho extremamente importante a descoberta de forma precoce. Eu faço quimioterapia há três anos e seria impossível financeiramente, mas o SUS dispôs o melhor. Essa unidade será a oportunidade de ter mais um serviço de qualidade, com profissionais de excelência em Feira de Santana”, analisou.

O convênio viabiliza a primeira etapa do projeto, com 90 leitos, sendo 20 de UTI, seis salas cirúrgicas e um centro de bioimagem integrado à atual estrutura da Santa Casa. O investimento total é de R$ 91 milhões, sendo R$ 34 milhões do Governo do Estado, R$ 26 milhões de emendas parlamentares da bancada federal, R$ 10 milhões de emenda individual do deputado federal Zé Neto e R$ 21 milhões de empresários em parceria com a prefeitura. O município será responsável pelo custeio mensal da unidade, estimado em R$ 5 milhões.

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Caliane com o rebento, Iara Ágatha, bebê de número 12 mil do Materno-Infantil de Ilhéus || Foto Divulgação
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Iara Ághata é o nome do bebê de número 12 mil nascido no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS), em Ilhéus. A menina nasceu de parto cesariana, às 23h59min do sábado (8), filha de Caliane Carvalho Santos, de 18 anos. Iara, cujo nome significa “Mãe da Água”, e Ághata, “mulher virtuosa”, nasceu com 49 centímetros e pesa 3 quilos e 585 gramas.

Moradora do Condomínio Sol e Mar, na zona sul de Ilhéus, Caliane é mãe solo e trabalha como guardadora de carros na Avenida 2 de Julho, no Centro Histórico da cidade. Mãe de primeira viagem, ela elogiou o acolhimento recebido no hospital e destacou a tranquilidade do parto, que contou com a presença de uma amiga, a quem define como seu “anjo da guarda”.

No domingo pela manhã, poucas horas após o parto, Iara Ághata recebeu as primeiras doses de vacina: BCG e Hepatite B. “Dói na gente, né. Mas é importante. É pra saúde dela”, comentou a mãe.

Mãe e filha devem receber alta na próxima terça-feira (11). Caso houvesse alguma intercorrência e a bebê precisasse de cuidados intensivos, o atendimento seria feito no próprio hospital, que dispõe de leitos de UTI neonatal.

QUATRO ANOS DE FUNCIONAMENTO

No dia 6 de dezembro, o Hospital Materno-Infantil completa quatro anos de funcionamento. Construída pelo Governo do Estado e administrada pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), é a primeira maternidade 100% SUS da região sul da Bahia. O

Referência em saúde pública para toda a região, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio tem um projeto baseado na humanização do cuidado, nos direitos da mulher e da criança e na consolidação do Sistema Único de Saúde.

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Pedalada Azul reúne mais de mil ciclistas de todas as idades || Foto Arquivo
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Município referência em ações de prevenção e tratamento ao diabetes no país, Itabuna promoverá, neste domingo (9), passeio ciclístico anual que reúne mais de 1,5 mil pessoas. A Pedalada Azul terá concentração na Praça Rio Cachoeira, a partir das 7h deste domingo, quando ciclistas participarão de atividaes físicas de aquecimento para pedalar em ritmo suave por aproximadamente 10 quilômetros. A saída está prevista para as 8h.

A Pedalada é promovida pela ONG Unidos pelo Diabetes, Hospital Beira Rio e grupos de ciclismo de Itabuna e busca despertar a população para os cuidados na prevenção e tratamento do diabetes, doença silenciosa que acomete milhões de brasileiros e provoca morte precoce se não houver acompanhamento adequado.

De acordo com a organização, a Pedalada Azul reunirá os grupos de ciclismo iEADi Bike, Selva do Pedal, Pedal Pé de Cana, Pedal das Luluzinhas, Os Guardiões, Pedal dos Peixes, Pedal Livre, Pedal da Fé, Pedal Flamengo, Viralatas, Os Madrugas, K-brutas, Águias do Pedal, Papajaca, Tartaruga Aposentada, Desbloqueados e Pedal Viralitrão, além da União dos Ciclistas do Cacau (UCC).

NO “PEDAL”, ÁGUA E PROTETOR SOLAR 

Houve distribuição gratuita de 1.000 coletes para participantes, entregues até ontem (5). Os alimentos arrecadados serão doados a instituições beneficentes de Itabuna.

A recomendação a todos os ciclistas é não deixar de usar capacete nem esqueçam de levar água e usar protetor solar. Nos quase 10 quilômetros do percurso, os ciclistas vão pedalar ao ritmo do DJ Nadinho e do cantor e ciclista André Mix.

VIDA SAUDÁVEL

Médico Rafael Andrade alerta para benefícios de vida saudável || Foto Divulgação

Segundo o presidente da ONG Unidos pelo Diabetes e coordenador do Mutirão, o médico Rafael Andrade, diabetes é a maior causa de cegueira, falência renal e de amputação de membros, entre outras complicações, afetando cerca de 17 milhões de pessoas no Brasil.

“Mais de 80% dessas pessoas que têm diabetes não o teriam se praticassem atividades físicas regularmente juntamente com a alimentação saudável”, alerta Rafael Andrade. Geralmente, são pessoas que, também, exageram no consumo de carboidratos e doces, por exemplo, além de não se exercitar diariamente.

A Pedalada Azul é um “esquenta” para o Mutirão do Diabetes de Itabuna, programado para o próximo dia 15 de novembro, com atendimento especializado no Hospital Beira Rio e ações de prevenção na Cidade do Diabetes, na Praça Rio Cachoeira (Beira-Rio), bairro Góes Calmon.

Corrida será neste domingo (26), na Soares Lopes, no Centro de Ilhéus || Reprodução
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Ilhéus lidera um movimento de prevenção e conscientização sobre os riscos do Acidente Vascular Cerebral (AVC) no sul da Bahia. No próximo final de semana, haverá um mutirão de saúde e corrida no próximo final de semana (dias 25 e 26). As atividades são promovidas pelo Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), Fundação Fabamed e Secretaria Estadual da Saude da Bahia (Sesab).

O mutirão será no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, na Avenida Soares Lopes. No sábado (25), das 7h às 17h, e no domingo (26), das 7h às 11h, quando a população terá acesso gratuito aos serviços de:

– Aferição de pressão arterial
– Aferição de glicemia
– Orientação nutricional
– Dados antropométricos (medidas corporais)
– Eletrocardiograma
– Vacinação (inclusive para animais)
– Orientações de saúde para toda a família

De acordo com a direção do Hospital Costa do Cacau, a iniciativa busca facilitar o acesso a alguns exames básicos e a informações sobre a prevenção e os fatores de risco do AVC.

CONSCIENTIZAÇÃO DOS RISCOS DO AVC

Ainda no domingo (26), em frente ao Centro de Convenções, será dada a largada da 1ª Corrida de Conscientização ao AVC, a partir das 6h30min. A corrida é um convite à prática esportiva, reforçando a importância da atividade física como aliada na prevenção de doenças cardiovasculares, incluindo o AVC.

VIVER MELHOR

Diretor-geral do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), Julio Musse enfatizou o papel da prática esportiva na manutenção da saúde. “A corrida transformou a minha vida para melhor. Nunca é tarde para movimentar o corpo. Convido a todos para o evento com serviços de saúde gratuitos. Nós os esperamos lá”, destacou Musse, incentivando a participação de todos.

O Movimento pelo AVC é momento para a comunidade de Ilhéus cuidar da saúde, obter informações valiosas e participar de uma causa tão importante. Promovido pelo Hospital Costa do Cacau e pela Fabamed e Sesab, o evento conta com a parceria do Governo do Estado da Bahia, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), da Bora Eventos e da Prefeitura de Ilhéus.

Membros da irmandade durante convite a Andrea Castro (de lilás) em ato na Santa Casa de Itabuna || Foto Divulgação
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Primeira-dama do município de Itabuna, a advogada e pré-candidata a deputada estadual Andrea Castro se tornou madrinha do Serviço de Oncologia Pediátrica da Santa Casa de Misericórdia. O convite foi feito a ela pelo provedor da Santa Casa, Francisco Valdece, durante café da manhã nesta quarta-feira (15) do qual também participaram membros da provedoria, irmãs religiosas da Congregação de Santa Catarina de Senna e a coordenadora médica da Oncologia da Santa Casa, a médica hematologista Regiana Quinto, além do prefeito Augusto Castro (PSD).

– Ser madrinha da Oncologia Pediátrica da Santa Casa é uma honra [e convite] que recebo com o coração cheio de gratidão. Acompanho de perto o trabalho realizado aqui e sei o quanto essa equipe se dedica para oferecer não apenas tratamento, mas também amor e esperança a cada criança e família. Esse convite representa um chamado à responsabilidade e à solidariedade. Quero contribuir para fortalecer ainda mais esse serviço essencial para nossa cidade e para toda a região – afirmou Andrea.

Coordenadora médica da Oncologia da Santa Casa de Itabuna, Regiana Quinto falou do simbolismo da homenagem e o incentivo que a presença da primeira-dama traz à equipe.“A madrinha chega como uma inspiração. A oncologia pediátrica da Santa Casa é feita de técnica e afeto, e esse apoio reforça nossa missão de cuidar com excelência e humanização. Tenho certeza que Andrea desempenhará um papel fundamental para o fortalecimento do nosso serviço”, disse.

Para o provedor da Santa Casa ter “Andrea Castro como madrinha da oncologia pediátrica é motivo de alegria e esperança”. E completou: “Esse gesto simboliza cuidado, compromisso e fé, valores que definem a história da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna”.

Justiça condena empresa de segurança em Itabuna || Foto Divulgação
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A 5ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) aceitou denúncia de um vigilante em Itabuna contra a Prosegur Brasil S/A Transportadora de Valores e Segurança. O colegiado fixou indenização de R$ 5 mil pela violação do período de descanso — cursos obrigatórios nas folgas, sob risco de punição — e manteve as condenações de 1º grau por más condições de higienização, com mais R$ 5 mil pelo manuseio de lixo sem luvas e R$ 10 mil pela presença de pragas no refeitório (ratos e baratas)

Testemunhas confirmaram que os cursos corporativos eram obrigatórios, feitos fora do horário de trabalho, nas folgas, e que havia penalidades para quem não concluísse. Um colega chegou a ser afastado, e um inspetor aplicou punição em caso semelhante. Diante da impossibilidade prática de estudar durante a vigilância.

O relator do processo, desembargador Marcelo Rodrigues Prata, afirmou que “a interrupção do período de repouso para atender a uma demanda da empresa afronta o direito do trabalhador a um ambiente saudável e ao descanso efetivo”, fixando a reparação moral em R$ 5 mil. O “direito à desconexão” assegura que o empregado não seja obrigado a realizar tarefas fora do expediente, resguardando seu tempo de descanso e vida pessoal.

O vigilante, segundo testemunhas, revistava e manipulava lixo sem luvas, e o refeitório registrava presença de ratos e baratas, especialmente após uma enchente. As testemunhas descreveram que o lixo continha restos de comida e até papel higiênico com catarro, o que evidenciou o risco biológico e a ofensa à dignidade.

Ao manter a condenação de 1º grau, o relator destacou: “provada, portanto, as más condições de higienização do ambiente laboral.” Permanecem os valores de R$ 5 mil pelo manuseio de lixo sem EPI e R$ 10 mil pela presença de pragas.

Hospital de Base precisaria de R$ 9 milhões mensais para manutenção || Foto PMI-Conder/Divulgação
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O Hospital de Base de Itabuna precisaria de recursos da ordem de R$ 9 milhões mensais para a sua manutenção depois de ter sido ampliado em 2025, quando ganhou um novo anexo. Na última semana, o prefeito Augusto Castro apresentou a demanda por mais recursos ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, durante entrevista do ex-governador baiano a Fábio Ferreira, no Interativa News, da Internativa FM. Hoje, os repasses pelos atendimentos giram em torno de R$ 5 milhões.

Nos últimos dias, a direção do Hospital demitiu 150 funcionários (relembre aqui). Hoje (7), por meio de nota, o governo informou que os desligamentos cumpririam decisão judicial, mas há um processo de admissão – “de forma gradual” – de novos funcionários aprovados em concurso vigente para não afetar o atendimento médico-hospitalar.

O governo ainda informou que fechamentos temporários de Enfermaria e Centro de Tratamento Intensivo (CTI) 3 vão ocorrer por causa de “ajustes temporários em razão de reformas em andamento”. A informação inicial obtida pelo PIMENTA é que a redução temporária da estrutura de atendimento se daria, também, por falta de material hospitalar.

MAIS RECURSOS FEDERAIS E ESTADUAIS

A nota emitida pelo município na manhã de hoje reforça que há “necessidade de mais recursos estaduais e federais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como de maior cooperação dos municípios que encaminham pacientes para a unidade. O Hospital de Base funciona em regime de “portas abertas””.

Principal referência na saúde pública na rede hospitalar no sul da Bahia, o Hospital de Base é referência para  atendimento a pacientes das regiões sul, extremo-sul e oeste do estado.

Câncer de mama é o tipo que mais mata mulheres || Foto Câncer de mama José Cruz/ Agência Brasil
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O Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançou, nesta sexta-feira (3), no mês da campanha Outubro Rosa, que conscientiza sobre o câncer de mama, a publicação Controle de câncer de mama no Brasil: dados e números 2025, com informações sobre incidência, mortalidade, fatores de risco, prevenção, acesso a exames e tratamento para ajudar profissionais de saúde e gestores pelo país.

Segundo o Inca, o câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil. São estimados 73.610 novos casos este ano. Em 2023, foram contabilizadas mais de 20 mil mortes pela doença no país. Entre 2020 e 2023, houve redução da mortalidade entre mulheres na faixa entre 40 e 49 anos.

De acordo com o relatório, o Sudeste é a região com maior incidência da doença, e Santa Catarina, no Sul, registra a maior taxa entre as unidades da federação. Em relação à mortalidade, as regiões Sul, Sudeste e Nordeste lideram, e as maiores taxas estão em Roraima, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, respectivamente.

REDUÇÃO DO NÚMERO DE MORTES

A chefe da Divisão de Detecção Precoce e Organização de Rede do Inca, Renata Maciel, disse que nos últimos 3 anos tem melhorado o tempo entre o diagnóstico e o primeiro tratamento, com destaque na Região Sul, que tem o maior percentual de casos tratados em 60 dias.

“A mortalidade em mulheres de 80 anos ou mais tem aumentado e tem reduzido essa mortalidade em idades mais jovens. O maior percentual de mortes está na população entre 50 e 69 anos”, disse.

Para Renata, ainda se tem que melhorar a cobertura do rastreamento, que é baixa no Brasil. “Precisamos aumentar essa cobertura para 70%, e hoje a gente tem uma variação em alguns estados do Norte em torno de 5,3% e no Espírito Santo, de 33%. É muito baixo. Nosso foco é centrar esforços nesse rastreamento organizado para que as mulheres façam a mamografia a cada dois anos”.

O diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, José Barreto, lembra que o rastreamento e o diagnóstico precoce fazem parte da proposta do programa Agora Tem Especialista, lançado pelo governo federal. “Estamos com o propósito de redução da fila de espera no tratamento. O tempo é vida no câncer. Incorporamos novos medicamentos”, afirmou. Da Agência Brasil.

Ação de Rita resultou em doações de hidratantes para pacientes em tratamento contra o câncer || Foto Divulgação
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Chefe de cozinha no restaurante da família, em Ilhéus, Rita de Cássia Borges, 56 anos, está entre os pacientes que decidiram enfrentar o tratamento contra o câncer com fé, leveza e otimismo. Ela descobriu a doença há pouco mais de um ano, durante uma consulta médica. “Confesso que levei um grande susto. Faltou-me chão quando recebi o diagnóstico, mas resolvi que lutaria com todas as forças”, conta Rita.

Rita de Cássia decidiu que manteria a rotina de trabalho e vida social. Carismática, resenhista, comunicativa e dona de enorme sensibilidade, ela fez novos amigos logo nos primeiros dias de tratamento na Unidade de Radioterapia da Santa Casa de Itabuna, no anexo do Hospital Manoel Novaes, na vizinha Itabuna. Informou para a família e amigos sobre a descoberta do câncer de mama e, como esperava, tem recebido todo o apoio.

No início do tratamento de radioterapia, dona Rita de Cássia Borges recebeu a doação de dois hidratantes. “Fui agraciada por uma grande amiga. Fiquei com um hidratante e trouxe o outro para que as meninas fizessem a doação para alguém que não tivesse condições de adquiri-lo”, conta. Junto com um sabonete específico, os hidratantes são recomendados para prevenção contra radiodermite ou dermatite por radiação, reação que o paciente pode apresentar durante o tratamento.

A reação da funcionária da unidade que recebeu a doação sensibilizou a chefe de cozinha. “A enfermeira Gisele recebeu o hidratante com muita gratidão. Naquele momento, o senhor me tocou. Como se tivesse ouvido: Rita, você tem muitas amizades, é muita querida, amada, porque não fala com a sua família e amigos para fazer uma doação aos pacientes mais necessitados. Falei sobre a campanha e todos apoiaram a ideia”, destaca a chefe de cozinha.

Em oito dias de campanha, Rita de Cássia arrecadou dinheiro suficiente para a aquisição de 86 hidratantes de 400 ml cada. “As pessoas fizeram questão de doar e até agradeceram pela oportunidade de contribuir com o tratamento de quem nem conhecia. Foi um momento muito especial, de muita gratidão. Agradeço a Deus por todos terem abraçado a causa. Estou muito feliz por ter somado”, diz.

ETAPAS DO TRATAMENTO

A moradora de Ilhéus começou o tratamento com quimioterapia, passou por cirurgia e, no início deste mês, foi encaminhada à unidade de Radioterapia, no Hospital Manoel Novaes, pelo médico Eduardo Kowalski. “Fui muito bem acolhida na unidade. Sou muito grata a Deus por me conceder a oportunidade de fazer o tratamento. Agradeço também aos funcionários pelo acolhimento, carinho, cuidado e dedicação de todos”.

A paciente aponta a importância da equipe multidisciplinar para o processo que vem enfrentando. A enfermeira Gisele Guimarães é uma das responsáveis pelas orientações e acompanhamento do tratamento de radioterapia do paciente. “Ela foi quem me passou todas as instruções. Indicou o uso de hidratante para que não viesse a sofrer queimaduras”.

Gisele Guimarães confessa ter ficado muito feliz com a iniciativa da paciente Rita de Cássia. “Ao receber a doação, me veio logo à mente um paciente que iniciou o tratamento, mas não tem condições de adquirir um produto para seguir as orientações. No dia seguinte ao recebimento, eu fiz a doação para esse senhor, morador de Jequié. Dias depois, ela chegou com muitos hidratantes. Esse ato de solidariedade beneficiará dezenas de pacientes carentes”, comemora.

A Unidade de Radioterapia da Santa Casa de Itabuna atende pacientes do sul, baixo-sul, extremo-sul e sudoeste da Bahia. Referência no interior da Bahia, o serviço é gratuito, 100% SUS e, nos próximos meses, ganhará um novo acelerador linear, o que garantirá tratamento ainda mais preciso.

Corrida será em 26 de outubro, no Centro de Ilhéus
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Ilhéus começa a preparar a primeira edição da Corrida de Conscientização ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), marcada para 26 de outubro, com largada no Centro de Convençõs Luís Eduardo Magalhães, na Avenida Soares Lopes. Haverá caminhada para 3 km, além de corridas de 5 km e 10 km.

Organizado pela Fundação Fabamed, o Governo da Bahia, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), e o Hospital Regional Costa do Cacau, o evento busca despertar a atenção dos sul-baianos para a prevenção e o reconhecimento precoce de sintomas do AVC, uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo.

O tema do evento – Mova-se para prevenir – ressalta a importância da atividade física como um dos pilares na prevenção da doença.

INSCRIÇÕES

As inscrições para a Primeira Corrida de Conscientização ao AVC já podem ser feitas pela internet. O site de inscrição é o https://www.races.com.br/1-corrida-contra-o-avc. “A participação no evento é uma oportunidade de contribuição para uma causa nobre de promoção à saúde e de engajamento na conscientização sobre o AVC”, afirma Julio Musse, diretor-geral do HRCC.

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Dados da maior pesquisa sobre parto e nascimento no Brasil mostram avanços expressivos na prática hospitalar. A realização de episiotomia, o corte do canal vaginal com bisturi, para supostamente aumentar a via de passagem do bebê, caiu de 47% para 7% nos partos vaginais ocorridos no Sistema Único de Saúde (SUS), em cerca de dez anos. Queda semelhante (de 36% para 9%) foi observada na realização da manobra de Kristeller, quando o profissional de saúde sobe sobre a gestante ou empurra a sua barriga com força, para acelerar o nascimento.

No sistema privado, a redução foi ainda mais expressiva: apenas 2% das mulheres que tiveram parto vaginal relataram ter passado pela manobra, que é considerada uma forma de violência obstétrica e traz risco para a parturiente e o bebê. Os dados fazem parte da Pesquisa Nascer no Brasil 2, realizada pela Fiocruz, que coletou dados de mais de 22 mil mulheres entre 2021 e 2023.

Nessa quinta-feira (4), os pesquisadores divulgaram as informações referentes ao estado do Rio de Janeiro e adiantaram algumas informações nacionais, para comparação. Eles mostram que aumentou a quantidade de mulheres que puderam se alimentar e se movimentar durante o parto e que quase todas que pariram no Rio de Janeiro, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS), quanto em unidades particulares, optaram por posições verticalizadas, que favorecem a saída do bebê.

“É uma adesão enorme às boas práticas e uma eliminação de intervenções desnecessárias. No Rio, não tem mais aquela forma de parir, em litotomia, em que a mulher fica com as pernas pra cima, , sem poder fazer força. Acabou. Isso é lindo! É uma mudança de cultura que estamos vendo. Não está perfeito, mas é uma mudança enorme na atenção ao parto, fruto de políticas públicas”, afirmou a coordenadora-geral da pesquisa, Maria do Carmo Leal.

Por outro lado, a proporção daquelas que tiveram acesso à analgesia, para reduzir as dores das contrações, caiu de 7% para 2% no SUS em todo o Brasil, e apenas 1% no Rio de Janeiro. Nos serviços privados, a queda nacional foi de 42% para 33%, chegando a 30% no estado. “Entre as mulheres que entraram em trabalho de parto no Rio de Janeiro, caminhou melhor para o parto vaginal quem fez uso de analgesia, mostrando que talvez tenhamos aqui um aliado. Foi quase seis vezes maior a chance de terminar em um parto vaginal”, acrescentou Maria do Carmo.

A pesquisa também mostra que os índices de parto normal e cesarianas permanecem um grande desafio no país. A quantidade de mulheres que passaram pela cirurgia no SUS aumentou de 43% para 48%, comparando com a primeira edição do levantamento, divulgado em 2014.

A coordenadora-geral da pesquisa ressalva que, ao menos, a maior parte desse aumento se refere a cesarianas intraparto, ou seja, realizadas após a mulher entrar em trabalho de parto, que totalizaram 13% no Brasil. Os partos vaginais no SUS somaram 52% no Brasil e 50% no estado.

Já a proporção de cesáreas no sistema privado foi de 81% no país e 86% no Rio de Janeiro, e apenas 9% e 7%, respectivamente, foram feitas após o início do trabalho de parto. Ainda assim, houve ligeiro aumento na quantidade de partos vaginais no Brasil, de 12% para 19%. A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que as cirurgias sejam feitas apenas em casos de necessidade e o índice do país não passe de 15%.

O cenário sobre o pré-natal mostrado pela pesquisa, no entanto, não é tão positivo. Apesar de 98,5% das mulheres do Rio de Janeiro terem recebido o acompanhamento, apenas um terço apresentava registro completo de aferição de pressão arterial e exames de glicemia. Esses exames são essenciais para detectar e controlar as duas complicações mais comuns e perigosas da gestação: a hipertensão e o diabetes. Menos de 34% tiveram prescrição registrada de ácido fólico, substância essencial para o desenvolvimento neurológico do feto, e apenas 31,6% foram vacinadas contra o tétano e a hepatite B, dois dos principais imunizantes que devem ser tomados na gestação.

Maria do Carmo Leal destaca outras lacunas importantes no cuidado das gestantes de alto risco, ou seja, que já tinham alguma condição diagnosticada no momento do parto.

“Setenta e cinco por cento delas nunca fizeram uma consulta com especialista, só na atenção básica. Tem alguma coisa errada aqui. Trinta e seis por cento dessas mulheres disseram que a pressão arterial delas não foi medida em todas as consultas e também não tinham exame de glicemia, como o recomendado. São mulheres que peregrinaram mais (até serem admitidas para o parto), porque não tinha vaga, mas principalmente porque eram de alto risco e deveriam procurar uma unidade adequada. Peregrinar na hora do parto é tudo que elas não tinham que fazer”.