Marcone cobra do Ministério da saúde profissionais para a rede básica
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Preocupado com a perda de profissionais do programa Mais Médicos em todo o país, o presidente da Amurc e prefeito de Itajuípe, Marcone Amaral (PSD), disse que a entidade fará levantamento de dados dos municípios que estão necessitando da reposição de profissionais que atuam na saúde básica. No sul, extremo-sul e sudoeste da Bahia, essa realidade tem afetado grande parte dos municípios, segundo Marcone.

A solução para o déficit, sugere Marcone, seria a contratação de novos profissionais, ação que deve partir do Ministério da Saúde. “Nesse sentido, a Amurc está protocolando um pedido, com o apoio da UPB e da CNM, solicitando do Governo Federal a reposição desses profissionais, a partir do envio das demandas municipais e suas deficiências”.

O Programa Mais Médicos foi criado pelo Governo Federal, em 2013, em parceria com os municípios. A intenção foi melhorar o atendimento no SUS e ampliar o acesso dos médicos a diversas regiões onde há escassez de profissionais de saúde. O programa sofreu boicote federal em 2019. Um novo edital para 2021 foi lançado. O Ministério da Saúde aguarda informações dos municípios.

Leão, ao centro, durante encontro com Queiroga, na CNI || Foto Ascom CNI
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Vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, João Leão se reuniu com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para tratar de ações de enfrentamento à pandemia e de apoio ao setor empresarial, nesta terça-feira (27), na Conferência Nacional da Indústria (CNI), no Distrito Federal.

O encontro foi mobilizado pelo presidente da Fieb, Ricardo Alban, e o presidente da CNI, Robson Andrade. O deputado federal Cacá Leão, líder do PP na Câmara, participou da reunião. “Queremos vencer a pandemia e garantir a retomada da economia. E, para isto, essa união de forças entre governos e setor privado é essencial. Na Bahia, provamos isso, no primeiro momento da crise sanitária, com diversas empresas fazendo doações para o setor público de Saúde, o apoio do Cimatec Park e o trabalho de excelência do Governo do Estado”, disse Leão.

Para o vice-governador, o encontro com Ministério da Saúde, Federação das Indústrias da Bahia, CNI, parlamento Federal e governo baiano “é outro passo importantíssimo para ampliarmos a vacinação e reestruturarmos o poderio econômico da população e dos investidores”. O vice-governador também falou que acelerar a vacinação da população será importante para iniciar grandes projetos, que envolvem a contratação de um número volumoso de funcionários, como a ponte Salvador-Itaparica.

A vacina russa Sputnik V || Foto Yalcin Sonat
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) marcou para hoje (26), às 18h, uma reunião extraordinária da diretoria colegiada para avaliar os pedidos de estados e municípios para importação da vacina Sputnik V, usada na imunização contra a covid-19. O imunizante é produzido pelo Instituto Gamaleya, da Rússia.

A reunião de deliberação foi marcada dentro do prazo estipulado pela lei e de acordo com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que determinou a análise da questão dentro do prazo de 30 dias.

Amanhã (27), a Anvisa deve analisar o pedido de uso emergencial da combinação dos medicamentos banlanivimabe e etesevimabe para o tratamento da covid-19. Os remédios são produzidos pela farmacêutica Eli Lilly do Brasil. O pedido foi protocolado no dia 30 de março.

Na quinta-feira (29), a diretoria colegiada também vai se reunir para a 8ª reunião ordinária, na qual serão discutidas pautas relacionadas às áreas de regulação da agência. Com Agência Brasil.

Mais doses da Coronavac são produzidas pelo Butantan || Foto Rafael Henrique/Getty Images
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O Instituto Butantan já começou a produção de mais 5 milhões de doses da vacina CoronaVac, imunizante contra a covid-19. Na última segunda-feira (19), a instituição recebeu 3 mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA) enviados da China.

Segundo o Butantan, o trabalho acontece de forma ininterrupta, 24 horas por dia e 7 dias por semana em uma linha de produção automatizada. Na fábrica do instituto, o medicamento é envasado, rotulado e passa por inspeções de qualidade.

Desde janeiro, já foram fornecidas 41,4 milhões de doses de CoronaVac para serem aplicadas em todo o país.

O Butantan informou, também, que espera receber nas próximas semanas mais um carregamento com 3 mil litros de IFA, que permitirão a produção de mais 5 milhões de doses. O material aguarda autorização para ser embarcado para o Brasil.

O estado de São Paulo ultrapassou hoje (22) a marca das 10 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus aplicadas, sendo 3,4 milhões da segunda dose.

Profissionais de saúde do Costa do Cacau são vacinados contra a H1N1
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Para atender as diretrizes preconizadas nos programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e Imunização Ativa (PIA), o Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, iniciou, nesta segunda-feira (19), a campanha de imunização contra a gripe H1N1. A doença, causada por uma mutação de um tipo vírus gripal, também é conhecida como Influenza tipo A ou gripe suína.

Entre 2009 e 2010 a infecção afetou grande parte da população mundial, segundo informações da Fiocruz. Atualmente o controle epidemiológico da doença ocorre por meio de vacinação anual indicada para grupos prioritários, como portadores de determinadas comorbidades, algumas profissões específicas, idosos, crianças, trabalhadores da saúde, entre outros, conforme indicado pelo Ministério da Saúde.

De acordo com Jaline Nunes, enfermeira do Trabalho do HRCC, a primeira etapa da campanha de vacinação no hospital atenderá funcionários que tomaram a segunda dose da CoronaVac, imunizante contra a Covid-19, há mais de 14 dias. “Essa é recomendação do ministério e da Sesab. Vamos imunizar esse grupo primeiro e posteriormente pretendemos vacinar profissionais que tomarão a segunda dose da AstraZeneca Oxford, cumprindo os aprazamentos devidos das suas aplicações”, disse.

A enfermeira ainda ressaltou a importância da imunização contra a H1N1, no atual cenário de pandemia do novo coronavírus. “Com a vacinação de proteção da Influenza tipo A, nós reduzimos os números desses quadros gripais no ambiente hospitalar, isso é muito importante. Além de aumentarmos a proteção diante dessa gripe, podemos ter resultados mais precisos nos diagnósticos da Covid-19, assim tomamos as medidas necessárias para diminuir os riscos de contaminação também do coronavírus”, concluiu.

A vacina russa Sputnik V || Foto Yalcin Sonat
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Cientistas russos concluíram que a vacina Sputnik V contra a covid-19 tem eficácia de 97,6% no “mundo real”, de acordo com uma avaliação envolvendo 3,8 milhões de pessoas. O anúncio foi feito pelo Instituto Gamaleya, de Moscou, e o Fundo de Investimentos Diretos da Rússia (RDIF) nessa segunda-feira (19). O estudo no “mundo real” é mais amplo e apresenta evidência científica mais clara e confiável para mudança no padrão de tratamento.

A nova taxa de eficácia é mais alta que a de 91,6%, destacada em resultados de um estudo em grande escala com a Sputnik V, publicado na revista médica The Lancet no início do ano, e é favorável em comparação com dados sobre a eficiência de outras vacinas contra a covid-19.

Os novos dados correspondem a 3,8 milhões de russos que receberam tanto a primeira dose quanto uma dose de reforço, como parte do programa nacional de vacinação com a Sputnik V.

“Esses dados confirmam que a Sputnik V tem uma das melhores taxas de proteção contra o coronavírus entre todas as vacinas disponíveis”, disse Kirill Dmitriev, diretor do fundo soberano RDIF que está apoiando o desenvolvimento do imunizante.

A incidência de infecções foi calculada a partir do trigésimo quinto dia após a primeira aplicação, diz a nota, mostrando uma taxa de incidência de 0,027%.

A incidência de infecção entre adultos não vacinados, durante um período considerável após o lançamento do programa de vacinação em massa na Rússia, foi de 1,1%, diz a nota, sem especificar o intervalo de datas utilizado.

Os novos dados serão publicados em uma revista médica no mês que vem.

Os dados foram reunidos a partir de uma base de informações mantida pelo Ministério da Saúde do país e que registra pessoas vacinadas, assim como de uma base de dados de pessoas infectadas pela covid-19 no país, segundo o comunicado.

Hospital infantil será inaugurado em maio
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A Secretaria de Saúde da Bahia informou, nesta quarta-feira (14), que o Hospital Materno-Infantil de Ilhéus, com 105 leitos, será inaugurado no próximo mês. A unidade terá leitos de Unidade de Terapia de Terapia (UTI) neonatal e pediátrica. De acordo com a Sesab, faltam apenas 2% para a conclusão da obra.

Além de atendimento de obstetrícia e pediátrica, o hospital servirá como campo para o desenvolvimento do ensino (formação acadêmica e capacitação multiprofissional) e da pesquisa (produção de conhecimento científico e tecnológico em saúde). O andamento da obra foi verificado hoje pelo secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas.

Ainda no sul do estado, em Itabuna, Vilas-Boas esteve no ato de assinatura de adesão do município ao consórcio de saúde que faz a gestão da Policlínica Regional de Saúde. A assinatura foi feita pelo prefeito de Itabuna, Augusto Castro.

“Os moradores do município não deixaram de ser atendidos na unidade, mas havia essa pendência da Prefeitura de Itabuna. Este ato fortalece ainda mais o consórcio e dá a garantia na continuidade da assistência”, afirma Vilas-Boas.

Vilas-Boas faz anúncio de hospital materno-infantil em Itabuna || Foto Paula Fróes/GovBA
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Nesta quarta (14), o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, faz visita ao Hospital de Campanha de Itabuna, onde também participa de anúncio de hospital materno-infantil.

O anúncio é feito em conjunto com Augusto Castro, que marcou para esta manhã o balanço dos 100 primeiros dias de governo.

Ainda ontem, Vilas-Boas afirmou que a Bahia zerou a fila de espera por leito de terapia intensiva (UTI) tanto pediátrico como adulto em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) exclusivas para vítimas da Covid-19.

Secretários Ricardo e Marcos Vinícios com representante da Sesab e o deputado Rosemberg Pinto
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O Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Saúde, garantiu na manhã desta terça-feira(13), a autorização do convênio de custeio para auxiliar nas despesas do Pronto Atendimento da Unidade de Combate ao Coronavírus de Itacaré, o PA-Covid 24 horas, durante o período da pandemia. A autorização do convênio, com todos os procedimentos já visando a liberação dos recursos, foi feita pelo governador Rui Costa e pelo secretário Fábio Vilas Boas (Saúde), atendendo a uma solicitação do prefeito Antônio de Anízio e do deputado estadual Rosemberg Pinto.

A reunião para a confirmação da autorização do convênio ocorreu hoje, na Secretaria Estadual de Saúde, em Salvador, contando com a participação do deputado estadual Rosemberg Pinto e dos secretários municipais Ricardo Lins (Saúde) e Marcos Vinícios “Japu” (Administração), representando o prefeito Antônio de Anízio.

Durante o encontro também foi confirmada a desapropriação da Fundação Hospitalar de Itacaré pelo Governo do Estado da Bahia. Todos os procedimentos da desapropriação já foram adotados e o Estado fará a permissão do uso do hospital para a Prefeitura de Itacaré.

O prefeito Antônio de Anízio comemorou as boas notícias para a saúde de Itacaré. A confirmação da desapropriação do prédio da Fundação Hospitalar, segundo afirmou o prefeito, é a garantia de que o Hospital continua sendo do povo, prestando um excelente serviço para os moradores e turistas.

Já o convênio de custeio, conforme explicou o prefeito, chega em uma boa hora para auxiliar nas despesas com o PA 24 horas, para que o município continue prestando esse atendimento aos pacientes com suspeitas de casos positivos de Covid-19. Tudo isso, segundo ele, graças à sensibilidade do governador e o apoio do deputado estadual Rosemberg Pinto.Leia Mais

Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus
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Santana diz que instituto não pagou salário e falta material de proteção em hospital

A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região (Sintesi) está cobrando da entidade que gere o Hospital Costa do Cacau, em Ilhéus, a regularização de salário e melhores condições de trabalho para os profissionais da unidade. O Hospital é estadual, mas é gerido por uma organização social.

Segundo o Sintesi, os trabalhadores reclamam da quantidade diária de material de proteção, a exemplo de luvas e máscaras. “Os funcionários denunciam regramento de toalhas de papel e papel higiênico e falta de máscaras cirúrgicas para pacientes e acompanhantes”, afirma o diretor do Sintesi, Raimundo Santana.

ATRASO DE SALÁRIO

O dirigente também reclama do atraso no pagamento dos funcionários do Costa do Cacau. “O salário de março, que deveria ser pago até o quinto dia útil, ainda não foi quitado. Esse atraso vem ocorrendo há alguns meses. Os trabalhadores estão se sacrificando em plena pandemia e os salários não são pagos em dia”, observa.

Raimundo também fala da dificuldade de contato com a empresa que faz a gestão do hospital, , o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Administração Hospitalar (Ibdah). “Nós não mais conseguimos contatos com eles há cinco meses. No máximo, falamos com funcionários do hospital em Ilhéus, mas quem decide é o Instituto, a direção do Instituto, em Salvador. Não mais nos atendem, principalmente depois dessas ocorrências e reclamações dos trabalhadores”, reforça Santana.

OUTRO LADO

Instituto mostrou estoque e nega “regramento”

Ao PIMENTA, a direção do Ibdah, responsável pela gestão do hospital, disse que não falta material e disse que a alimentação é fornecida diariamente a colaboradores e acompanhantes dos pacientes. “Não procede a alegaçãode falta de materiais. Também fornecido diariamente e regularmente alimentação a todos os colaboradores e acompanhantes”, disse.

O Instituto nega que tenha fechado canais de diálogo com o sindicato. “Quanto a tentativa de contato do sindicato, sinaliza que o sindicato mantém regular contato com a direção e que todas as dúvidas apresentadas já foram esclarecidas”. O Ibdah não se pronunciou quanto ao pagamento de salário dos funcionários do Costa do Cacau.

Professor Bruno no momento em que deixa UTI Covid-19, no Calixto Midlej Filho
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O professor de inglês Bruno Ribeiro dos Santos entrou para a lista de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna, que superaram o estágio mais grave do novo coronavírus usando um capacete especial para evitar o processo de intubação durante o tratamento. Ele foi internado no dia 8 de março e, dois dias depois, precisou de um leito de UTI.

Logo nos primeiros dias de internação de Bruno Ribeiro, a equipe médica da UTI Covid-19 da unidade hospitalar iniciou o tratamento para a insuficiência respiratória aguda com Ventilação Mecânica não Invasiva (VMNI). “Aos poucos, o paciente foi apresentando melhoras no quadro de saúde. Mais uma vez o capacete foi fundamental para evitar a intubação”, explica a coordenadora de Enfermagem da UTI Covid-19 do Calixto Midlej, Larissa Cavalcante.

Sofrendo com dor de cabeça, febre e muita dificuldade para respirar, o professor Bruno Ribeiro chegou a ter mais de 50% do pulmão comprometido e apresentou, por um período, baixa saturação. Nesta semana Bruno Ribeiro recebeu alta médica para concluir o tratamento em casa, perto da família, em Itabuna. “Ele é muito querido, super alto astral e carismático. Chegou a cantar em inglês e italiano para gente”, relata Larissa Cavalcante.

Ao deixar a UTI Covid-19, o professor foi recepcionado com festa por parentes e profissionais da unidade. Como ocorre com todo o paciente que tem alta médica, ele recebeu certificado de etapa vencida. Desta vez, a entrega foi feita pela gerente administrativa do Hospital Calixto Midlej, Manuela Keller. O paciente seguirá em tratamento de fisioterapia para recuperar alguns movimentos.

Confira vídeo abaixo:

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É extremamente grave o fato de termos atingido, no dia de ontem, a triste marca recorde de 4.195 mortes por Covid-19 em 24 horas

Paulinho Silva

Hoje, Sete de Abril, é Dia Mundial da Saúde. A nós, militantes sociais, cabe continuarmos no caminho da construção de um mundo mais justo e saudável. Esse é o tema da campanha da OMS/OPAS – Organização Mundial da Saúde representada, aqui na região das Américas, pela Organização Panamericana de Saúde.

Não podemos continuar na situação em que algumas pessoas tenham melhor “acesso aos serviços de saúde do que outras – devido às desigualdades em sua posição, status e voz na sociedade e as condições em que nascem, crescem, vivem, trabalho e idade”. (OMS, 2021)

No Brasil, nosso SUS, cujos princípios de universalidade, equidade e integralidade, é a garantia dos brasileiros, especialmente os mais vulnerabilizados, para o acesso a serviços e ações de saúde, como agora na pandemia, onde todos, indistintamente, tem no SUS em grande parte a assistência e a imunização nesse grave momento de pandemia.

Por isso, devemos reforçar a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) como política pública inclusiva e de qualidade. Que o Conselho Nacional de Saúde traz em debate hoje.

Segundo o CNS, “em 2021, a regra do orçamento emergencial para enfrentamento à pandemia não existirá mais. Ou seja, voltamos ao sufocamento da Emenda Constitucional 95/2016, que congelou investimentos em saúde e demais áreas sociais até 2036. O CNS já demonstrou que houve perda de R$ 22,5 bilhões a partir de 2018 até 2020, quando as novas regras de cálculo do piso da EC 95/2016 passaram a valer”.

O SUS é conquista do povo brasileiro forjado na histórica Conferência Nacional de Saúde de 1986 que fomentou o capítulo de saúde e tornou possível a materialização do direito à saúde descrito e garantido pela Constituição de 1988 como um direito de todos e dever do Estado.

Então, mais do que nunca, precisamos reforçar a campanha de defesa do SUS e recomposição do seu orçamento, que passa pela revogação da EC 95/2016. Além disso, pasmem, na proposta de orçamento apresentada semana passada pelo governo federal e aprovada pela bancada de apoio, a saúde do Brasil sofre um corte de 22% em relação ao empenhado no ano passado, segundo a bancada de oposição no Congresso Nacional.

Outro ponto importante é defender a estrutura de gestão pactuada que garante o controle social a nível nacional, estadual e municipal. Em Itabuna o Conselho Municipal de Saúde exerce seu papel fundamental de defesa do SUS, de fiscalizador e propositor das ações de saúde pública e se estabeleceu como fórum importante de debates, especialmente na reestruturação do nosso sistema a partir da atenção básica, além de estar desde o princípio da pandemia participando ativamente dos comitês de combate a covid-19.

Este dia também é dedicado, com muita justiça, aos Trabalhadores da Saúde, nossos heróis e heroínas, que têm demonstrado coragem, profissionalismo e, acima de tudo, lealdade à profissão e amor pelo que fazem, mais evidenciado ainda nesta pandemia. A todos vocês minha gratidão, respeito e minhas mais sinceras homenagens.

Deixo meu repúdio ao comportamento absolutamente condenável do Presidente da República na condução da crise sanitária. É extremamente grave o fato de termos atingido, no dia de ontem, a triste marca recorde de 4.195 mortes por Covid-19 em 24 horas, de acordo com levantamento do Conass (Conselho Nacional de Secretários da Saúde) e, ao todo, 336.947 brasileiros que perderam a vida. Mais triste ainda saber que essa situação poderia ser evitada se as autoridades sanitárias e médicas fossem ouvidas, se a ciência não fosse negada e o apreço pela vida fosse o imperativo.

Meu apoio e admiração a coragem e determinação de governadores, prefeitos, gestores, universidades, institutos de pesquisa, cientistas e professores que estão nos comitês universitários, que, com base em evidências, em verdades factuais, estatísticas, científicas e imbuídos da firmeza necessária não cedem a pressões de extremistas e exercem o verdadeiro combate a este mal.

Por fim, minha mais profunda solidariedade as famílias enlutadas. Meu sentimento de profundo pesar, mas sobretudo, minha participação e luta por um mundo mais justo e saudável.

Paulinho Silva é conselheiro municipal de Saúde.

Lula recebe segunda dose da Coronavac || Foto Divulgação
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Neste sábado (3), o ex-presidente Lula recebeu a segunda dose da vacina contra o coronavírus. O ex-presidente da República estava acompanhado do ex-ministro da Saúde e hoje deputado federal Alexandre Padilha.

Após ser imunizado com a segunda dose da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, o ex-presidente gravou mensagem. “Estou seguro de que em mais alguns dias estarei mais prevenido contra o coronavírus. Não é porque eu tomei a vacina que eu posso relaxar”, disse ele, observando que a pessoa deve continuar usando máscara e álcool em gel.

O ex-presidente ainda cobrou dos países mais ricos esforços para garantir vacina a todo o mundo. “Países ricos têm que assumir a responsabilidade de produzir vacina em quantidade”, disse. Também houve conselho para o presidente da República, Jair Bolsonaro. Confira mensagem abaixo:

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Mãe Franciele, a filhinha Júlia e os profissionais que realizaram o parto

História com final feliz na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de Gandu, no sul da Bahia. A paciente Franciele Nascimento Bispo, de 19 anos, foi encaminhada de um município vizinho, Piraí do Norte, para a UPA, administrada pela Fundação Gonçalves e Sampaio, com 41 semanas de gestação e em trabalho de parto. Um detalhe deixava a equipe apreensiva: a jovem Franciele havia sido diagnosticada com a Covid-19.

Após os momentos de apreensão e muita preocupação, alívio. O parto de Júlia foi realizado com sucesso. A bebê de Franciele veio ao mundo no finalzinho da tarde de ontem (31), pesando mais de 2 quilos. E, ainda melhor, passa bem. A mãe, que também não apresenta nenhum desconforto, inclusive respiratório, também segue em bom estado de saúde.

A previsão de alta é para hoje (1º) com encaminhamento para a cidade de origem e acompanhamento da Covid-19. O clima na unidade é de alegria e esperança em um momento tão delicado mundialmente.

Hospital de Campanha de Itabuna || Foto Roberto Santos
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Um homem de 47 anos foi o primeiro paciente internado no Hospital de Campanha de Itabuna para atendimento às vítimas da Covid-19. O paciente foi transferido do Calixto Midlej Filho, também no município, na tarde desta quarta (31), depois de o município ter leitos clínicos e de terapia intensiva (UTI) do Hospital de Campanha habilitados pelo Ministério da Saúde

O Hospital funciona em área anexa ao Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães. A unidade conta com 20 leitos de UTI e 20 de enfermaria. O Hospital de Campanha foi aberto após compromisso feito pelo prefeito Augusto Castro para ampliar o atendimento a pacientes com complicações decorrentes da Covid-19.

– Aqui, temos todas as condições de prestar um atendimento de alta qualidade, sem dever a nenhuma capital do país. E isso nos dá muito orgulho, mas também muita responsabilidade para fazer o melhor pelos nossos pacientes – afirmou o médico Eric Ettinger Jr, diretor do Hospital de Campanha.Leia Mais