Servidores das áreas de limpeza pública e administração cruzaram os braços em Buerarema, no sul da Bahia, em protesto contra atraso de salário e falta de condições de trabalho. Eles miram o secretário de Administração, Eribaldo Lima, também chamado de primeiro-ministro.
A cidade enfrenta caos administrativo. Na próxima quarta, 17, quem cruza os braços são os 80 funcionários da Secretaria de Saúde. Os profissionais alegam três meses de salários atrasados. Nos corredores da prefeitura e na cidade, o que se diz é que o prefeito Eudes Bonfim, interino, é quem menos manda no centro administração. A cidade sofreu com Orlando Filho e Mardes Monteiro. Agora, pena com Bonfim.
Domingo, 7, é o último dia para inscrições no concurso público da Fundação Estatal da Saúde da Família (Fesf), da Bahia, que oferece 1.200 vagas e formação de cadastro de reserva com 1.000 profissionais para mais de uma centena de municípios baianos. São oferecidas vagas para profissionais em saúde e, também, nas áreas de economia e direito.
Os salários vão de R$ 1.334,25 a R$ 10.654,24, além de vantagens (confira a tabela de remuneração), a depender da área escolhida. As provas estão previstas para os dias 20 e 21 de março e vão ocorrer em municípios como Ilhéus, Vitória da Conquista e Salvador.
O valor da taxa de inscrição varia de R$ 40,00 a R$ 70,00. Os profissionais aprovados serão chamados a trabalhar em, pelo menos, 132 municípios que assinaram contrato de gestão com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab).
Quem mora no bairro de Fátima se queixa do atendimento na unidade de saúde Ricardo Rosas. Por lá, a denúncia é de que faltam médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem. Os usuários do SUS protestam contra o atendimento oferecido pela diretora da unidade.
A prefeitura, veja só!, não consegue nem resolver os problemas da rede básica de saúde. Imagine quando (e se) o município reassumir os serviços de média e alta complexidade…
A promessa de pagamento do salário de janeiro nesta sexta-feira, 5, e a quitação do pagamento relativo a fevereiro na próxima quarta, 10, levaram os 80 funcionários da Maternidade Esther Gomes (Mãe Pobre) a acabar com a greve que completou três dias hoje, segundo informa Raimundo Santana, diretor do Sintesi.
Eles cruzaram os braços na última segunda-feira, 1º, após acumular sucessivos atrasos. O salário de amanhã será pago com o repasse da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). O de fevereiro depende da prefeitura quitar dívida que dura mais de um ano, no valor de R$ 50 mil.
O prefeito Capitão Azevedo disse a conselheiros de Saúde e administradores de hospitais, nesta quinta-feira, que Itabuna não recebe grandes investimentos por culpa da imprensa. Ele invocou que emissoras de rádio, televisão, jornais e blogs erram ao falar dos problemas da cidade.
Definitivamente, deem óleo de peroba a este homem. Itabuna perde investimentos porque teima em colocar no poder prefeitos vacilantes e que se negam a administrar (não precisa ser autoritário para isso, gente!).
Como diria um vereador da base governista, Azevedo passou mais de um ano de seu governo “tapando a cara com um bonézinho” e se escondendo de quem o elegeu.
No dia que ele considerar-se prefeito de fato e de direito, a cidade será outra e poderá, talvez, atrair os investimentos dos quais fala. Mais que isso, terá a imprensa a reconhecer os seus méritos.
Até aqui, Azevedo age como se o poder que lhe foi conferido pelos mais de 52 mil votos obtidos em 2008 não lhe pertencesse.
Quer um conselho? Não reserve apenas o final do dia e início da noite para governar, assinar documentos. Itabuna não o elegeu para que fosse “meio-prefeito”.
Não é a imprensa quem governa a cidade nem foi eleita para tal. Ela apenas ajuda a mostrar os erros aos que teimam em usar, a todo instante, os indefectíveis (imaginários) óculos escuros. E quem bate a cara contra o muro é o cidadão – acostumado ao pão e osso duro!
– RELATÓRIO RECOMENDA DEMISSÃO DOS DIRIGENTES DO HBLEM
É avassalador o relatório dos conselhos Municipal e Estadual de Saúde sobre as condições encontrados no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), de Itabuna.
Além de apontar diversos problemas, que vão da falta de medicamento a centro cirúrgico obsoleto e maquinário sucateado, o relatório misto não usa vaselina para recomendar que sejam demitidos os diretores Antônio Costa e Marcelo Andrade.
Os dirigentes, dizem os conselheiros, devem ser substituídos por critério técnico. O ideal é que os substitutos tenham formação superior em gestão hospitalar e experiência administrativa em gestão pública de saúde, estabelecendo teto salarial “compatível com as funções”.
Andrade e Costinha foram içados aos respectivos cargos por critérios políticos. Os dois são membros do Grupo de Ação Comunitária (GAC), que pressionou desde o ex-prefeito Fernando Gomes ao atual, Capitão Azevedo, para assumir a gestão do Hblem.
O circo vai pegar fogo.
(O relatório recomenda, ainda, auditorias em contratos com fornecedores e médicos, convocação de concursados e fim da prática de desvio de função).
Desde as primeiras horas desta terça-feira, 2, os 80 funcionários da Maternidade Esther Gomes (Mãe Pobre), em Itabuna, entraram em greve por tempo indeterminado. Eles exigem o pagamento imediato de dois meses de salários atrasados.
A direção da maternidade alega dívida não paga pela Secretaria Municipal de Saúde, daí a dificuldade em colocar os salários em dia. A unidade atende a pacientes de todo o sul da Bahia. O município dispõe de só mais uma unidade especializada em atendimento gineco-obstetra, o Hospital Manoel Novaes.
A situação na saúde de Itabuna, por conta do calote do município, é complicadíssima. O único hospital psiquiátrico da cidade, o São Judas, também quer receber da prefeitura. Os funcionários fazem assembleia dia 9 para decidir se deflagram greve. Eles estão com dois meses de salário em atraso.
É delicada a situação de funcionários de dois hospitais itabunenses, o São Judas e a Maternidade Esther Gomes. Eles não recebem há dois meses. Os dirigentes do São Judas, único hospital psiquiátrico de Tabocas, reclamam uma dívida de R$ 100 mil da prefeitura.
O sindicalista Raimundo Santana, que preside o Sintesi, lembra que o ‘papagaio’ do São Judas foi negociado com o prefeito Capitão Azevedo e o secretário de Saúde de Itabuna, Antônio Vieira, ano passado.
Pelo acordo, firmado na procuradoria do Ministério Público do Trabalho, a prefeitura quitaria o débito em quatro suaves prestações. Duas das parcelas venceram e nada do dinheiro ‘pingar’ na conta do hospital. Quando a diretoria do São Judas e o Sintesi vão à procura do prefeito e do secretário, a dupla faz o que mais sabe – prometer.
Os trabalhadores vão aguardar, no máximo, até dia 9. Caso não haja solução para o impasse, é greve. Igual disposição demonstram os funcionários da Maternidade Esther Gomes.
De acordo com Raimundo Santana, a pendenga dos hospitais é grande, pois até hoje não foi honrada a dívida deixada pelo governo do ex-prefeito Fernando Gomes, estimada em R$ 9,5 milhões por uns. Outros rebaixam o saldo negativo para R$ 5 milhões.
Tempo de leitura: 2minutosReunião da Sesab com a SMS, Sintesi e Conselho de Saúde
Uma reunião, na manhã de ontem (24), na prefeitura de Itabuna, definiu as bases para um incremento no valor da verba que a Sesab já repassa mensalmente para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães.
O consenso: para que o estado injete mais dinheiro mensalmente, o município tem que estipular para sua contrapartida um valor que garanta, ao menos, o pagamento da folha – R$ 600 mil. Hoje a Sesab e o Ministério da Saúde aportam R$ 1,5 milhão/mês no Base, mas a prefeitura não tem entrado com nada.
O encontro teve a presença de um representante da Sesab, Andres Alonso, do Conselho Municipal de Saúde, dos trabalhadores do HBLEM, através do Sintesi, e da própria secretaria municipal da Saúde, representada pelo secretário Antônio Vieira.
“Se há um atraso nesse repasse do estado, é um ‘Deus nos acuda’ para os trabalhadores, que já ficam sem o salário. Essa é uma proposta justa, que já foi consensualizada, e agora vamos aguardar acontecer de acordo com o que foi acertado entre as partes”, afirma o coordenador do Sintesi, Raimundo Santana.
A proposta já foi repassada ao prefeito Capitão Azevedo, que também assumiu o compromisso com o Sintesi de quitar as pendências com os trabalhadores do Hospital de Base em caráter de urgência.
Boas intenções, há. Pelo menos isso, embora os pessimistas digam que, delas, o inferno já anda superlotado. Igualzinho ao sistema público de saúde em Itabuna.
A 160ª reunião do Conselho Estadual de Saúde, programada para as 14h desta quinta (25), discutirá a situação do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), que enfrentou greve na segunda e terça-feiras (22 e 23). A situação de quase sucateamento do maior hospital público do sul da Bahia será exposta pelo conselheiro Josivaldo Gonçalves.
Ele e mais conselheiros estaduais e municipais de saúde elaboraram relatório com a situação dramática vivida por funcionários e pacientes do Hblem. O relatório foi construído a partir de visitas feitas no início de fevereiro. No hospital, foram constatados problemas graves nas enfermarias, centro cirúrgico, falta de medicamento e pacientes usando lençóis trazidos de casa – o que abre brecha para casos de infecção hospitalar.
Cansados de enrolação, como dizem os próprios, os funcionários do Hospital de Base de Itabuna querem fazer constar, no papel, a promessa do município de que definirá um calendário de pagamento para todo o ano de 2010. Na prática, significa dizer que não vão mais tolerar atrasos de salários.
Os trabalhadores jogaram a cúpula da saúde e da administração de Itabuna na parede. Exigiram que um termo de ajustamento de conduta, com as obrigações da prefeitura, seja assinado na Procuradoria do Ministério Público do Trabalho, no próximo dia 5 de março. A proposta foi aceita e a greve teve fim. Mas a ameaça persiste.
Os funcionários do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem) retornaram ao trabalho após obter a garantia de que será fixado calendário de pagamento dos salários e, claro, ter quitado o ca$calho de janeiro. O dinheiro caiu na conta dos trabalhadores neste final de tarde.
A greve no Hblem começou nas primeiras horas de ontem. Os funcionários também exigem que o hospital regularize o fornecimento do vale-transporte.
A prefeitura de Itabuna não faz a sua parte na complementação mensal de recursos para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem).
De acordo com informações do próprio diretor da Fundação de Assistência à Saúde de Itabuna (Fasi), Antônio Costa, os repasses feitos nos últimos meses foram R$ 130 mil (valor depositado em setembro e em outubro), R$ 111 mil (novembro). Os repasses aumentaram para R$ 300 mil (dezembro e fevereiro) após paralisações e ameaças de greve por parte dos funcionários.
A Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) efetuou nesta terça, 23, repasse de R$ 1,5 milhão referente a janeiro. Os servidores deflagraram greve nas primeiras horas de ontem. Eles reclamam dos constantes atrasos de salário (ainda não receberam janeiro), o fornecimento regular de vales-transporte e calendário com data fixa para pagamento do ca$calho.
Os servidores devem receber o salário de janeiro até a manhã desta quarta-feira.
Concurso contratará médicos especialistas e para PSF.
A recém-criada Fundação Estatal da Saúde da Família, vinculada ao governo baiano, abriu concurso público para contratar mais de 1.200 profissionais em saúde em todo o estado, além de formação de cadastro de reserva de 1.000 profissionais.
Os salários variam de R$ 1.334,25 a R$ 10.654,24 (confira a tabela de remuneração). As inscrições vão até o dia 7 de março. O valor da taxa é de R$ 40,00 para funções de nível médio e de R$ 70,00 para as de nível superior.
As provas do concurso serão aplicadas nos dias 20 e 21 de março nas 27 capitais brasileiras e nos municípios baianos de Barreiras, Ilhéus, Juazeiro, Vitória da Conquista e Teixeira de Freitas.
São oferecidas vagas para profissionais como advogado, enfermeiro, cirurgião, assistente social, farmacêutico, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, terapeuta ocupacional, engenheiro de segurança no trabalho, contador, médico de Saúde da Família, pediatra e ginecologista.
Os profissionais aprovados no concurso serão distribuídos em 132 municípios que assinaram contrato de gestão com a Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (Sesab), conforme edital. As provas serão aplicadas pela
O grande interesse pelo concurso da Fesf levou empresas especializadas a oferecer curso preparatório para as provas que acontecem em março. A Saúde Negócios abriu turma com carga de 60 horas para médico, enfermeiro, cirurgia dentista, nutricionista e psicólogo. O conteúdo programático segue o exigido no edital para as provas (confira aqui).
A prefeitura de Itabuna ‘inventou’ algo que considera estimulante na guerra contra a dengue: premiar com cesta básica donos de imóveis que não possuem focos do mosquito da dengue.
Residências são visitadas e vistoriadas a cada final de semana nos mutirões que envolvem voluntários e servidores da prefeitura de Itabuna.
São aproximadamente 150 cestas sorteadas a cada semana. Um mês se passou e os primeiros sorteados ainda não receberam as benditas. Que está havendo, doutor Vieira?