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Os trabalhadores do Hospital de Base anunciaram greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, dia 22, às 6h. O Sindicato dos Funcionários e Servidores Municipais (Sindserv) afirma, em nota, que a greve foi deflagrada após a “enrolação, descaso e irresponsabilidade da prefeitura de Itabuna e da administração do Hblem”.

Os funcionários do Hblem querem o pagamento imediato do salário de janeiro e um calendário com data fixa de pagamento. O maior hospital público do sul da Bahia tem cerca de 670 funcionários e é referência em urgência e emergência para toda a região.

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Vítimas de acidente ocorrido na BA-001, trecho Ilhéus-Una, aguardam há quase dois dias por cirurgia. Elivaldo e Deise Costa estão internadas no Hospital Geral Luiz Viana Filho, de Ilhéus. De acordo com familiares, não há médico que possa fazer as cirurgias nem autorizar transferência das vítimas, que tiveram fratura exposta. O carro em que as vítimas viajavam chocou-se contra uma árvore de forma violenta. Um dos ocupantes do Fiat Uno morreu no local (confira).

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O secretário da Saúde, Antônio Vieira, passa por dias mais do que agitados. Ontem, soltou nomes à altura do maior prédio do mundo e disse em alto e bom som, nos corredores da prefeitura, que iria sair daquela p… (prefeitura…).

Quando tudo parecia mais calmo, achou de comparecer ao programa de Bom Dia, Bahia, na rádio Nacional, hoje. O secretário até que desenvolvia bem. Só não contava com a participação especial de um radialista que lhe tem como ídolo.

E foi então provocado se seria capaz de despertar nos trabalhadores da saúde sentimento (e manifestação) igual ao da ameaça de exoneração de Gustavo Lisboa, da Educação, que assistiu ao “fica, secretário”. Vieira caiu no jogo, perdeu as estribeiras e usou adjetivos para qualificar o radialista.

E explicou o motivo de tanto desdém e futrica de Val Cabral. Nas palavras de Vieira, o radialista anda choroso em relação ao governo porque o prefeito Azevedo não lhe promoveu a coordenador do programa DST e Aids. E não esquecendo de acrescentar que Val não foi escolhido para o cargo e deveria respeitar a escolha do capitão.

Daí em diante, e como se diz na linguagem dos gramados, foi só chute na canela.

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O Hblem pode ir para o estado, basta Itabuna querer

A reunião do Conselho Municipal de Saúde com o secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, para discutir os problemas vividos pelo Hospital de Base, acabou no início da noite com vários encaminhamentos. Requisitado pelo CMS, o encontro com Solla também deixou claro que basta Itabuna sinalizar, que o estado assume a gestão do Hblem.

Os representantes do conselho mostraram ao secretário uma série de problemas, e ouviram de Solla que muita coisa não chegou para a unidade hospitalar por conta do despreparo do município. “Foi o caso da UTI, que o município não chegou a bater o martelo com a sua contrapartida”, afirma a presidente do CMS, Graça Souza.

O secretário pediu que o Conselho Municipal de Saúde sente com a secretaria municipal da Saúde para elaborar um dossiê do que caberia à Sesab na resolução dos problemas. “Ele afirmou que, com esse apontamento em mãos, o governo tem todo o interesse em ajudar na gestão. Mas deixou claro que a outra via é possível e desejável, basta o município querer”.

Essa “outra via” vem a ser, justamente, o estado assumir a gestão do Base.

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Uma reunião, na Sesab, daqui a pouco (16h30min), requisitada pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS), vai discutir com o secretário Jorge Solla soluções para os problemas do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães.

Na semana passada, representantes dos conselhos Municipal e Estadual de Saúde visitaram a unidade hospitalar e colheram informações sobre os principais gargalos do Hblem, a exemplo da irregularidade nas datas dos repasses financeiros.

“Mas não se trata só de repasses. Elaboramos um relatório e vamos apresentar ao secretário, que já se comprometeu em solucionar esses problemas”, observa a presidente do CMS, Graça Souza. A reunião terá ainda (e somente) a participação de representantes do Conselho Estadual de Saúde.

“Esse é um momento em que ficam afastadas as questões políticas, para que sejam tratadas as prioridades, que são essencialmente técnicas. A população está sendo mal atendida, e é isso que o Conselho quer ver resolvido”, defende Graça.

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Sintesi quer isonomia para servidores do Hospital de Base

Sindicalistas ligados ao Sintesi chamam a atenção para uma questão lógica que envolve os constantes atrasos de salários do funcionalismo do Hospital de Base. E com isso, abrem nova perspectiva (ou retomam a original) sobre a responsabilidade nos pagamentos dos salários dos trabalhadores.

“É preciso entender que o patrão dos servidores do Hospital de Base é o município de Itabuna, e não é tolerável que se paguem os salários desses funcionários em datas diferentes das dos demais servidores”, observa um dos coordenadores do Sintesi, João Evangelista.

O sindicalista afirma que há mais de um ano o município não faz nenhuma contrapartida financeira para complementar os recursos do hospital. Ele acrescenta que, quando a gestão da média e alta complexidade da saúde estava com o município, o Hblem faturava R$ 900 mil por mês.

“Com a perda da gestão para o estado, a Sesab firmou uma contratualização com o hospital, que passou a receber R$ 1,5 milhão, independente da sua produção. Ainda assim os recursos são insuficientes, já que o município não faz a sua parte”.

Evangelista aproveita para cutucar a atuação do Sindserv, que fez negociação com a direção do Hospital de Base e acabou por desmobilizar uma greve que estava anunciada. “Terminou em um acordo que só interessou ao município, uma vez que não se discutiu a responsabilidade deste em repassar sua parte financeira ao Hblem”.

Os dirigentes do Sintesi e membros do Conselho Municipal de Saúde se reunirão, na terça-feira (9), com o secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, para discutir a ampliação dos recursos para o hospital e a regularização nos repasses.

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Usuários da unidade de saúde do Zildolândia, no centro, reclamam que o posto está sem atender quem necessita de atendimento odontológico. Uma das ‘vítimas’ chegou à unidade às 4h da manhã e por volta das 8h recebeu um “não”. O coordenador do posto, de prenome Márcio, informou ao usuário que não havia nem ficha nem dentista porque o gabinete odontológico estava quebrado.

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Não são poucos os usuários do SUS que mofam mais de um ano, na Central de Regulação da prefeitura de Itabuna, à espera de autorizações para exames, consultas especializadas ou cirurgias. Grande parte das vítimas acaba recorrendo ao Ministério Público estadual.

Os espertos prepostos da Central de Regulação acabaram por criar a “cota do MP”, uma reserva mensal de autorizações para exames, consultas e cirurgias exclusivas para os casos reclamados no Ministério Público.

Se você necessita de algum desses procedimentos, evite intermediários. Não vá à Central de Regulação, procure logo o MP. É rapidinho, rapidinho…

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Calma, não foi nenhum acidente com ambulância do serviço móvel de urgência. A vítima em questão seria o diretor médico Carlos Coelho, que em uma reunião na noite de segunda-feira afirmou que pediria o boné. “Não aguento mais”, teriam sido as palavras do diretor, antes de mostrar um papel que dizia ser a carta de renúncia ao cargo.

Com toda a equipe reunida, CC viu apenas uma voz, tímida, pedir para que ficasse. “Pela determinação que ele demonstrava para sair e pela falta de apelos dos funcionários para que ficasse, é bem provável que a essa hora o secretário da Saúde, Antônio Vieira, esteja com a carta nas mãos”, observou uma fonte, no início da noite de ontem.

Caso tenha decidido ficar, Coelho deve se preparar para responder a mais algumas denúncias – elas não param de pipocar. Duas delas: enfermeiro que não pertence ao quadro do Samu (nem da prefeitura) assumindo plantão de 24 horas em lugar de amiga, e enfermeira fazendo regulação – essa função cabe exclusivamente a um médico, com curso específico.

Talvez, para o diretor, seja melhor cuidar apenas dos outros cinco empregos, mesmo.

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No dia em que o Ministério da Saúde lançou mais uma ofensiva e o calendário de vacinação contra a gripe A (H1N1), Itabuna acordou com a notícia de morte suspeita da gripe que assustou o mundo em 2009. De prenome Patrícia, a vítima estava internada há uma semana no Hospital Calixto Midlej Filho.

Patrícia morreu ontem à noite. A gravidez foi interrompida dias antes, pois os medicamentos ministrados acabaram por provocar o aborto. A família desconfia que a gripe tenha sido contraída no loteamento Marissol, no início deste ano.

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Servidores do Hblem fazem paralisação.
Servidores do Hblem fazem paralisação.

Os funcionários do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem) cruzaram os braços hoje (dia 26) para protestar contra o atraso de salário, pagamento de décimo terceiro e atraso no fornecimento de vale-transporte.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Itabuna (Sindserv), Kátia Lúcia, os servidores ainda não receberam salário de dezembro nem o décimo, que deveria ter sido quitado no dia 20 de dezembro.

Dirigentes do Hblem e da Secretaria de Saúde de Itabuna culpam o governo estadual pela situação. Alegam que a Sesab até agora não fez o repasse correspondente ao mês de dezembro. O dinheiro deveria ser depositado na conta municipal no último dia 15, mas até agora, nada. O repasse mensal é de aproximadamente R$ 1,5 milhão.

Além do Estado, o município não depositou a sua parte (complementação mensal) no Hblem. O prefeito Capitão Azevedo e o secretário Antônio Vieira acordaram aporte de R$ 300 mil no hospital, o que também não ocorreu até o momento.

Às 14h30min, servidores da saúde têm audiência com o secretário de Administração, Gilson Nascimento, para negociar pagamento dos benefícios e salários atrasados.

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Ontem à noite, o provedor da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, Renan Moreira, respondia a uma pergunta do repórter Henrique Queiroz sobre representatividade política na região e como os políticos estão ajudando a instituição, principalmente no plano federal.

Dos vários deputados que fazem piseiro na Santa Casa, disse o provedor, apenas um garantiu auxílio real (e estamos falando da moeda, mesmo). Foi o parlamentar Geraldo Simões, que destinou R$ 1 milhão em emenda para a instituição. O dinheiro já ‘pingou’.

Em seguida, Renan falou das promessas de emendas dos deputados federais Roberto Britto e Raymundo Veloso. E observou que os dois parlamentares ficaram, palavras do provedor, “só na conversa”. Houve quem elevasse as mãos ao céu pedindo que a sinceridade do gestor não comprometa a chegada do din-din prometido à instituição.

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Nome que circulou na bolsa de apostas como possível substituto do médico Antônio Vieira na Secretaria de Saúde de Itabuna, André Wermann, gerente administrativo-financeiro da Santa Casa de Misericórdia, nem pensa na hipótese.

Provocado pelo Pimenta, nesta noite de quinta, 1º, ele foi enfático: – sem chance!

No dia anterior, circulava notícia dando conta de sondagem do prefeito Capitão Azevedo ao gerente da Santa Casa.

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Conselheiros municipais de Saúde em Itabuna debruçaram-se sobre as contas da Pasta comandada pelo médico Antônio Vieira e encontraram pérolas. Mesmo a ala governista do conselho está propensa a reprovar as contas da Secretaria de Saúde de Itabuna. A documentação referente aos três primeiros trimestres do ano passado foi enviada fora do prazo, o que seria mais um agravante para o secretário.

Vem chumbo grosso por aí.