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Do A Tarde

Em Trancoso, as autoridades públicas estão sendo cobradas para liberação de vacina contra a meningite do tipo C. Turistas já estão cancelando estadas que estavam previstas para o feriado do próximo dia 2 de novembro, segunda-feira, Dia de Finados, pelo menos em três pousadas.

“O fato de não mandarmos nossos filhos para a escola é uma forma de protesto e apelo pela vacinação”, disse a professora de artes, Mônica Borges, que ensina na Escola Municipal Honorina Passos. Nesta escola, somente 60 dos 1.370 alunos compareceram ontem, mas foram liberados para voltar para casa.

Vendida em Porto Seguro, Arraial D’Ajuda e Trancoso a vacina tem preços que variam entre R$ 150 a R$ 190. São vendidas em clínicas particulares. “Nós já vacinamos mais de 120 pessoas e encomendamos mais 400 doses da vacina”, contava, ontem, Michele Pircela, proprietária de uma clínica em Trancoso.

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A Secretaria Estadual de Saúde, através da sua assessoria de comunicação, informou há pouco que tiveram resultado negativo os exames realizados em 22 pacientes tratados como suspeitos de meningite meningogócica em Porto Seguro.

Os pacientes foram atendidos no Hospital Regional de Porto Seguro e apresentavam febre e dor de cabeça. Os exames foram feitos pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

De acordo com a Superintendente de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), Lorene Pinto, “estes resultados deixam os técnicos que acompanham o caso mais tranquilos, pois sinalizam que as medidas de bloqueio adotadas, de maneira incisiva e efetiva pela Sesab, estão obtendo êxito”.

Seguindo protocolo internacional, a Sesab ainda não descarta o surto de meningite em Porto Seguro. Segundo Lorena, há necessidade de se aguardar pelo menos dez dias para confirmar “a interrupção do ciclo de transmissão” no município, notadamente em Trancoso.

Todos os casos foram registrados no dia 21 de outubro e, até o momento, nenhum outro caso foi registrado. No dia 18 de outubro, ocorreu uma festa em Trancoso, localidade de Porto Seguro.

Três dias depois, no dia 21, oito jovens, que participaram do evento, foram hospitalizados com suspeita de meningite meningocócica. Quatro das pessoas morreram e outras três vítimas sobreviveram. Falta ao Lacen o resultado do exame de uma das oito vítimas.

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Os diabéticos itabunenses sofrem. Depois de cortar o fornecimento de fitas de glicemia que indicam o nível de açúcar no sangue, a unidade especializada no atendimento a quem sofre de diabetes não está fornecendo seringa para aplicação da insulina. Piorando uma situação que já era dramática.

Pacientes lembram que a unidade já limitava o número de seringas – no máximo cinco ao mês por diabético atendido na unidade. Como as seringas são descartáveis, o seu reuso é proibido pelo Ministério da Saúde.

A reutilização provoca inflamações na área do corpo onde a injeção é aplicada. Isso, porque a agulha sofre pequenas dobras na ponta, a cada aplicação, e torna-se uma espécie de “anzol”, provocando lesões e inflamações nas áreaas do corpo onde são aplicadas as doses de insulina.

O que mais irrita quem precisa de atendimento é que tanto a seringa como a fita para os testes de níveis de glicemia são custeados pelo Ministério da Saúde. “Não sabemos onde a prefeitura aplica esse dinheiro”. O município licitou a compra de fitas de glicemia há quase dois meses. Nada chegou aos sofridos pacientes.

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Um médico de 65 anos foi preso após examinar um paciente e ‘bater’ a sua carteira dentro do consultório do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, em Jundiaí, no interior de São Paulo. A carteira foi encontrada próximo a uma área restrita do hospital sem os R$ 177,00.

A polícia entrou no circuito e encontrou a carteira de Cristian Caetano da Silva numa área restrita a funcionários. O médico ‘batedor’ se chama Newton Nery Feldripe de Souza Filho. Ele deixou a prisão depois de pagar fiança de R$ 10 mil.

O médico-larápio já acumulava três passavens pela polícia, uma delas por furto em um supermercado. A direção do Hospital de Caridade resolveu demiti-lo. Confira o vídeo:

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Está causando estranheza entre pacientes a presença de um homem dentro do consultório médico no posto de saúde do bairro Califórnia, a UBS Alberto Teixeira Barreto. É, literalmente, um corpo estranho, já que não é médico, enfermeiro ou algum outro profissional da saúde.

O mancebo é levado para lá por uma médica clínica-geral, mas muitos pacientes estão se retraindo nas consultas à tal doutora. Segundo uma paciente, o rapaz é encarregado pela médica de preencher os pedidos de exames e outras tarefas que não envolvem atos restritos a médicos. Menos mal.

“Mas não me sinto à vontade. Mesmo que seja para uma simples consulta de rotina. Ali, só médico e paciente. Em alguns casos, enfermeiro ou outro profissional. Mas namorado(a) de médico, não aceito”, reclama a paciente.

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Médico se revela preocupado com a falta de estrutura do Hblem (foto Duda Lessa)
Médico se revela preocupado com a falta de estrutura do Hblem (foto Duda Lessa)

O desabafo do médico Cristiano Conrado encontrava-se hoje manuscrito em um papel e afixado na emergência do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães,em Itabuna. Em poucas linhas, o profissional descreve a situação de uma unidade de saúde que há muito tempo funciona precariamente.

Conrado descreve assim o plantão que deu na emergência, de 17 a 18 de outubro:

“Plantão caótico, devido à falta de material e procedimentos básicos. O P.S. sem ECG (eletroencefalograma) há 7 dias, radiologia somente realizando exames de extremidade com equipamento portátil, tomógrafo inativo, ausência de SABÃO no hospital (…). Não respondem às solicitações. Muitos pacientes graves e somente 02 respiradores disponíveis, um deles com funcionamento precário (…)”.

E finaliza:

“Por todos estes fatos expostos, digo que esta função de médico plantonista seria melhor nominada /classificada como GERENTE DE CRISE. Sem mais nada a relatar”.

Quanto à última observação, este blogueiro pergunta: e precisava relatar mais alguma coisa?

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Esta segunda-feira é feriado (antecipado) do Dia dos Comerciários em Itabuna. Quase nada funciona, bancos estão fechados… Bares? Sim, estão abertos. Mas o que se deseja falar ao nobre leitor é sobre o pepino que têm pela frente o prefeito Capitão Azevedo e o secretário municipal de Saúde, Antônio Vieira.

1 – Os veículos de comunicação vêm denunciando – há vários meses – o abandono de grandes animais em ruas de Itabuna. É assim no centro, na praça do Fórum Ruy Barbosa e FTC (a José Bastos), em corredores urbanos como a Princesa Isabel e a avenida Manoel Chaves, que são vias próximas ao centro Administrativo Firmino Alves.

A prefeitura é negligente nesse combate, o que não é novidade. Às denúncias, nenhuma ação. Vários acidentes sem vítimas apenas deixavam os ‘oficiais’ em alerta. E nada mais.

Na madrugada de sábado, 17, um policial trafegava pela Manoel Chaves em uma moto. Foi surpreendido por um cavalo no meio da pista. Não houve tempo para desviar. O choque foi inevitável. Abimael Dias Moreira, 41 anos, policial rodoviário, teve morte instantânea. Não faltaram avisos à prefeitura sobre o este descaso.

2 – O segundo ponto é a dengue. Um supervisor de área levou a denúncia ao secretário de saúde: uma agente estava fraudando os registros de visitas. Cerca de 30 casas foram dadas como visitadas pela agente. Os dados eram falsos.

O supervisor levou o caso ao secretário de saúde, Antônio Vieira, e ao coordenador de combate à dengue, Sandovaldo Menezes. E o que fizeram os seus superiores? Decidiram ‘punir’ o supervisor, que foi rebaixado de posto. A agente acusada de falso registro não foi punida – e mais adiante o leitor saberá por qual motivo.

Mas o que era ruim ficou ainda pior. A prática parece ser corriqueira, segundo denúncia do secretário-geral da Federação das Associações de Moradores de Itabuna, Antônio Carlos Braga. Os falsos registros ocorreram, pelo menos, nos meses de julho, agosto e setembro em 11 bairros.

Em sua defesa, os agentes falsificadores disseram não contar com veículos para executar as visitas. Pode até ser. Os carros são desviados para funções de fiscalização de trânsito e de indústria e comércio, apesar da cidade ter sofrido a sua maior epidemia da doença.

Desde o início do ano, Itabuna registrou mais de 14 mil casos de dengue e oito mortes causadas pela doença, de acordo com registros encaminhados pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde à Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). Quem era sabedor dos problemas apareceu hoje concedendo entrevista a veículos de comunicação, afirmando que serão punidos os falsificadores de registros.

Pois é. O secretário sabia de tudo, mas preferiu silenciar-se, assim como o seu coordenador de combate a endemias. Como o caso virou escândalo, agora tiveram de dar explicações à população.

Internamente, agentes da dengue desconfiam que não houve punição porque os responsáveis pelas falsificações deram sustentação ao atual coordenador da dengue, Sandovaldo Menezes, alçado ao cargo num sistema de eleição direta, lá em fevereiro deste ano. É o caso em que uma mão suja a outra.

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Ao que tudo indica,  o médico Antônio Vieira  (o lento) é mesmo a bola da vez e tem tudo para entrar no ano do centenário de Itabuna fora da Secretaria de Saúde.

Em reunião com membros do Conselho Municipal de Saúde, Azevedo teria deixado escapulir que Vieira é o mais fácil de exonerar, por já ter um “cargo” garantido na administração municipal. Claro, ele é  também vice-prefeito, com vencimentos de aproximadamente R$ 9 mil assegurados, independentemente de pegar ou não no pesado.

Em suma, Vieira é o único que pode deixar de ser secretário sem sentir uma dor aguda naquela parte tão sensível: o bolso…

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O secretário de Saúde de Itabuna, Antônio Vieira, terá que se explicar ao Conselho Municipal de Saúde. Passados quase dez meses de gestão da sua Pasta, Vieira não fez uma prestação de contas sequer ao conselho.

Por lei, as contas devem ser enviadas sempre ao final de cada trimestre para análise dos conselheiros. Pode vir chumbo grosso contra o secretário.

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O secretário municipal da Saúde, Antônio Vieira, que além de vice-prefeito também é médico, distribuiu hoje, via assessoria, uma carta aberta aos médicos itabunenses (leia aqui). Uma linda homenagem, sem dúvidas.

Mas os doutores que trabalham para o município dizem que preferem a parte deles… em dinheiro. Veja no post logo abaixo ou clique aqui.

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Os pacientes do SUS de Itabuna já não conseguem marcação de exames e consultas especializados e vão enfrentar mais uma dor-de-cabeça pela frente. Nesta manhã, o secretário municipal de Saúde, Antônio Vieira, teve discussão áspera com um grupo de médicos e representantes da categoria.

Vieira foi alertado para os baixos salários pagos pelo município. Nem o estipulado vem sendo pago. O profissional que atua em unidades básicas recebe apenas R$ 1.700,00.

Os médicos itabunenses se reuniram ontem à noite, na Santa Casa de Misericórdia, e decidiram cruzar os braços na quinta-feira, 22, numa paralisação de advertência contra os baixos salários. E anunciaram a Vieira que vão protestar em frente ao centro administrativo Firmino Alves, no dia 22. Os profissionais da saúde exigem reajuste de 30%.

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Lembra dessa fila? Ela ainda existe, mas agora está escondidinha dentro dos computadores da Regulação
Lembra dessa fila? Ela ainda existe, mas agora está escondidinha dentro dos computadores da Regulação

Quem precisa fazer um exame na rede pública de saúde de Itabuna, precisa ter paciência – e tempo, além de sorte. Se o caso for de alguma doença mais grave, ou em estado mais avançado, pode até morrer na fila de espera.

Aliás, não tem mais fila. E, ironia das ironias, é a falta de filas que está causando o maior transtorno aos pacientes. “Ninguém vê mais as filas aqui, mas elas existem. Eu, mesma, passei três meses para conseguir entrar nela. Só que agora é nos computadores da regulação”, afirma a dona de casa Helena Rita.

Dona Helena aguarda por uma tomografia da coluna desde abril. Ela conta que a cada mês faz suas duas visitas sagradas à Central de Regulação. “Quando chego aqui, no início do mês, eles me mandam voltar dia 15. Depois, me mandam voltar no próximo dia 1º. E assim vou sendo empurrada com a barriga”, lamenta.

O governo do estado diz que aumentou as cotas para exames em Itabuna, mas o município, que regula a sua saúde, deve adquirir os procedimentos que se fizerem necessários para o bom atendimento ao cidadão.

A dona de casa espera, desde que foi decretado o fim das filas na Central de Regulação – a ‘solução’ foi por decreto, mas a realidade não acompanhou a vontade do secretário –, por um telefonema avisando da liberação para seu exame. Um telefonema que nunca chegou.

Havia uma espécie de acordo de cavalheiros não escrito, entre prefeitura e veículos de comunicação. Estes, deveriam dar tempo para que as soluções começassem a aparecer, enquanto aquela deveria, justamente, cumprir o que anunciava, o que não ocorreu.

Esta semana o jornal A Região também traz em suas páginas e no site (clique aqui) reportagem sobre o caos da saúde. Mas é o cidadão que deve, primeiro, fazer seu papel, denunciando o que considera errado, cobrando das autoridades, fazendo valer seus direitos.

Atualizado às 13h18min

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Pense num absurdo.

Pensou?

Em Itabuna, um supervisor de combate à dengue denunciou uma agente que falsificava relatórios e dava como inspecionadas casas que não recebiam a sua visita (a dela, claro!).

Agora, imagine uma situação dessas no município campeão de dengue em todo o estado. Se o leitor pergunta o que fez a coordenação de combate a endemias (dengue, no caso) e o secretário municipal de Saúde, Antônio Vieira…

Lá vem o mais o absurdo: Vieira decidiu punir o denunciante, que desmascarou a prática da agente, munido de provas substanciais e robustas. Mas nada disso adiantou. Vieira foi impiedoso. Com o denunciante, claro.

Em tempo: Itabuna registrou mais de 14 mil casos de dengue apenas em 2009.