Médico Fabrício Messias explica passos e benefícios da cirurgia bariátrica
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Ailton Silva

A pedagoga Jamile Silva Santos Costa batalhou por 10 anos para vencer a fila da cirurgia bariátrica e assegurar mais qualidade de vida. Bem acima do peso, com hipertensão, hipotireoidismo e sofrendo com problemas nas articulações, ela sempre esbarrou na falta de recursos financeiros e na dificuldade para conseguir uma vaga pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A esperança de Jamile aumentou quando recebeu a confirmação de que seria uma das pessoas contempladas no mutirão da Prefeitura de Itabuna, Santa Casa de Itabuna e Instituto de Cirurgia Bariátrica Metabólica. Com recursos financeiros do Ministério da Saúde, as cirurgias foram iniciadas no sábado (27), no Hospital Calixto Midlej Filho (HCMF), com procedimento realizado em 25 pacientes, que receberam alta médica 24 horas depois. A meta é atender 60 pacientes por mês.

Jamile fala de esperança com a chegada do mutirão

A pedagoga está entre os selecionados pelo município que devem ser submetidos a cirurgia nos próximos dias. “Sofro com uma série de complicações de saúde por causa da obesidade. Além de hipertensão e hipotireoidismo, tenho desvio na coluna. Já perdi um rim. Tudo isso por conta da obesidade. Estou muito confiante que minha vida será muito mais fácil depois dessa cirurgia”, relata Jamile Silva.

Fábio: “o futebol ficou para trás”

Quem também está entusiasmado e vivendo a expectativa para a cirurgia é o motorista Fábio Santos Braga, que era magro e praticava atividades físicas até os 24 anos. O trabalho, segundo Fábio Braga, o empurrou para uma vida sedentária, com noites mal dormidas e sem horário certo para as refeições. “O futebol ficou para trás. Vieram obesidade, hipertensão e colesterol alto. Agora, estou na esperança de ter uma qualidade de vida melhor”, afirma, esperançoso.

SONHO TORNANDO-SE REALIDADE

De acordo com o provedor da Santa Casa de Itabuna, Francisco Valdece, nos próximos seis meses serão mais de 360 cirurgias bariátricas pelo SUS. “Estamos felizes por ajudar, com este mutirão, 361 pacientes que, há anos, esperavam por esse tipo de procedimento. São pessoas que não tinham como bancar uma cirurgia dessa na rede particular e sonhavam com esse momento. O sonho virou realidade”, destaca o provedor.

Todas as etapas do processo – que inclui pré, cirurgias, pós-operatório, por um período de seis meses, com acompanhamento de equipes multidisciplinares -, são feitas por equipes coordenadas pelo médico-cirurgião do aparelho digestivo Fabrício Messias, referência no tipo de procedimento. “Esse é um projeto-piloto. Não existe nenhum nesse modelo no país. O nosso contempla todas as fases do processo, com plano de ação para execução no período de 9 meses”, explica Fabrício Messias.

Mutirão deverá beneficiar 361 pessoas, segundo a provedoria da Santa Casa de Itabuna || Foto Divulgação

Os submetidos ao procedimento cirúrgico são captados pela Central de Regulação da Secretaria de Saúde de Itabuna. O médico alerta que o beneficiado deve enquadrar-se em alguns critérios de saúde, além de observado a situação em que a obesidade tem causado doenças. São selecionadas pessoas que estão com doenças como hipertensão, diabetes e obesidade grave.

DÚVIDAS E MITOS

Antes do procedimento cirúrgico são tiradas dúvidas e desfeitos os mitos, explica Fabrício Messias. O acompanhamento correto, destaca o médico, é muito importante para todo o processo. “A pessoa que passa pela cirurgia precisa mudar as rotinas e hábitos alimentares e deve incluir as atividades físicas na rotina diária”, alerta.

Segundo o médico, o paciente submetido à cirurgia bariátrica tem ganhos incalculáveis, com redução da necessidade de ida constante às unidades básicas de saúde e aos hospitais. “As pessoas obesas constantemente têm crise hipertensiva, diabetes descompensada e problemas de colesterol alto. Logo nos primeiros dias após o procedimento, em muitos casos não precisam usar boa parte dos medicamentos”, afirma.

Doença é transmitida por mosquito || Imagem Conselho Federal de Farmácia
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Uma moradora de Camamu, no baixo-sul baiano, é a segunda vítima da Febre Oropouche no estado. A Secretaria da Saúde da Bahia confirmou a causa da morte nesta segunda-feira (22). A mulher, de 21 anos, morreu em um hospital de Itabuna e não tinha outras doenças quando entrou em contato com o vírus, que é transmitido pelo mosquito Culicoide paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora.

A paciente deu entrada no hospital com febre alta, cansaço, náuseas, vômito, diarreia e dores na cabeça e membros inferiores. Os sintomas se agravaram, e ela passou a apresentar sangramentos nasal, gengival e vaginal. Também sofreu queda brusca de hemoglobina e plaquetas, indicadores da atividade imunológica no sistema sanguíneo, até o óbito, em maio. O fechamento do diagnóstico só veio dois meses depois em razão dos exames necessários para a determinação da causa.

A primeira morte havia sido confirmada no dia 17 de junho. O paciente tinha 24 anos e morava em Valença, também no baixo-sul da Bahia. Ele não tinha condições pregressas que, em tese, poderiam aumentar o risco do contato com o vírus da Febre Oropouche. Os dois óbitos confirmados no estado são os primeiros documentados no mundo.

ILHÉUS LIDERA CASOS CONFIRMADOS NA BAHIA

De março até a última atualização da Secretaria da Saúde da Bahia, o estado confirmou 835 casos da doença, distribuídos em 59 municípios. Com 110 casos registrados, Ilhéus é a cidade baiana com maior número de infecções. Além de Ilhéus, aparecem no topo da lista Gandu, com 82; e Uruçuca, com 68 ocorrências. A doença avança também em Itabuna, que contabiliza 21 casos da Febre Oropouche.

Além das mortes na Bahia, o Ministério da Saúde investiga óbito suspeito de Febre Oropouche em Santa Catarina. Outro caso investigado, no Maranhão, foi descartado. O Brasil já identificou 7.044 infecções em 2024. Até o ano passado, as notificações da doença se concentravam na região Norte do País.

Bernardo e a mamãe, Lilian: registro histórico no HMIJS || Foto Maurício Maron/Fesf-SUS
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Uma gestação tranquila permitiu a Lilian Santos Alves, de 27 anos, sentir melhor o corpo e perceber a hora de partir para a maternidade, na sexta-feira (19). “Nem dor eu sentia”, diz a mamãe de Bernardo, o bebê número 8 mil nascido no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS), em Ilhéus. Ele veio ao mundo quando o relógio marcava 14h45min, no último sábado (20), em um parto que evoluiu para cesariana.

Moradora de um dos bairros mais populosos de Ilhéus, o Teotônio Vilela, localizado na zona oeste do município, Lílian é mãe solo. A chegada de Bernardo, seu primeiro filho, traz um sentimento de esperança e de profundas transformações na sua vida. “Agora somos uma família”, externou.

Bernardo nasceu com 3.195 kg e 51 centímetros e deve receber alta ainda nesta segunda-feira (22). “Estou feliz por representar este momento do hospital porque ele representa a felicidade de muita gente também. Fui recebida com carinho e respeito. Foi tudo muito lindo”, narra Lílian.

100% SUS

O HMIJS é a única maternidade 100% SUS da região e conta com 105 leitos, destinados à obstetrícia, à gestação de alto risco, pediatria clínica, UTI pediátrica, UTI neonatal e centro de parto normal, integrados à Rede Cegonha e atenção às urgências e emergências, com funcionamento 24 horas e acesso por demanda espontânea e referenciada de parte significativa da região sul da Bahia. O investimento do estado foi de aproximadamente 40 milhões de reais, entre obras e equipamentos. É a única unidade no estado habilitada a prestar atendimento especializado aos Povos Indígenas de toda a Bahia.

O nascimento do bebê de número 8 mil ocorre dois dias após o hospital registrar o 300º parto de indígenas na unidade. Para além de partos, neste período o HMIJS realizou mais de 16 mil internações e 126 mil exames clínicos, laboratoriais e de imagem. Inaugurado em dezembro de 2021, o Hospital Materno-Infantil é uma obra do Governo da Bahia, administrado desde a sua inauguração pela Fundação Estatal de Saúde da Família (FESF SUS).

Eloína Machado, ao centro, durante visita à Unidade de Radioterapia em Itabuna || Foto Divulgação
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Considerada essencial para a construção do bunker da Unidade de Radioterapia da Santa Casa de Itabuna, a desembargadora Eloína Machado, do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-BA) visitou o setor, nesta terça-feira (16). “É gratificante ver como nossos esforços estão fazendo a diferença na vida de tantas pessoas”, afirmou Eloína Machado.

Por meio de seu empenho em causas trabalhistas, a então juíza do Trabalho em Itabuna direcionou recursos significativos para a instituição, contribuindo diretamente para a implementação da infraestrutura necessária para instalação da máquina. A Unidade de Radioterapia faz mais de 100 sessões diárias radioterápicas, atendendo pacientes do sul e baixo-sul da Bahia em tratamento contra o câncer.

EMBAIXADORA DA ONCOLOGIA

A desembargadora, que já recebeu a honraria máxima da instituição, a Comenda Monsenhor Moisés, foi condecorada pela provedoria como Embaixadora da Oncologia da Santa Casa. “O empenho da desembargadora Eloína Machado foi crucial para a construção deste espaço. Graças a essa parceria, conseguimos oferecer um tratamento digno e de qualidade para nossos pacientes”, afirmou o provedor da Santa Casa, Francisco Valdece.

A visita da desembargadora foi acompanhada, ainda, pela secretária de Saúde de Itabuna, Lívia Mendes, e pela subsecretária Lânia Peixoto, além de membros da provedoria da Santa Casa e diretores e médicos da instituição.

Laís Tupinambá, Roberta Santana e Domilene Borges durante visita técnica ao HMJS
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A secretária da Saúde da Bahia (Sesab), Roberta Santana, anunciou que o Governo do Estado vai investir mais de R$ 4,9 milhões para ampliar o centro cirúrgico e construir o centro de ensino e pesquisa do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus. O anúncio foi feito durante visita técnica à unidade, no último final de semana.

A titular da Sesab também antecipou que a Pasta iniciou estudos para a ampliação dos ambulatórios do Hospital, com a perspectiva de atender a um número maior de pessoas das comunidades trans, indígenas e todos os sul-baianos que precisem ter acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS).

POPULAÇÃO INDÍGENA

Foi a primeira visita da secretária Roberta Santana após o Ministério da Saúde habilitar o Materno-Infantil como única unidade no estado especializada no atendimento à população indígena. Na atividade, a gestora conheceu a professora Laís Eduarda Tupinambá, que está na sexta semana de gestação e esteve no Hospital para fazer exames de ultrassonografia.

“Ter uma maternidade com esse olhar para o nosso povo é de grande importância”, afirmou Laís. “A gente sabe a dificuldade que é chegar até aqui: transporte, distâncias. Então, chegar aqui e ter esse atendimento tão afetuoso, especializado, com um olhar diferente, a gente se sente bem acolhido mesmo”, acrescentou.

Diretora-geral do Hospital, Domilene Borges declarou que a atenção permanente da Sesab às necessidades de crescimento do Hospital precisa ser destacada, considerando, inclusive, o apoio que vem sendo dado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) para que o Materno-Infantil avance na construção de um SUS que propicie agilidade e segurança para gestores, usuários e trabalhadores.

Morte de paciente gerou reação da Anvisa || Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, fabricação, manipulação, comercialização, propaganda e o uso de produtos à base de fenol em procedimentos de saúde em geral ou estéticos. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União.

No início deste mês, um jovem de 27 anos morreu em São Paulo após complicações geradas por um peeling de fenol. O rapaz fez o procedimento em uma clínica estética. A dona do local não tinha especialidade ou autorização para fazer esse tipo de peeling. A polícia investiga o caso como homicídio. A clínica foi interditada e multada.

Em nota, a Anvisa informou que a proibição tem como objetivo zelar pela saúde e pela integridade física da população, “uma vez que, até a presente data, não foram apresentados à agência estudos que comprovem a eficácia e segurança do produto fenol para uso em tais procedimentos”.

“A determinação ficará vigente enquanto são conduzidas as investigações sobre os potenciais danos associados ao uso desta substância química, que vem sendo utilizada em diversos procedimentos invasivos”, completou a Anvisa.

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Em Teixeira de Freitas, unidade do SineBahia atende no Shopping Pátio Mix || Foto SulBANews
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Nesta terça-feira (18), cinco dos principais municípios das regiões sul, extremo-sul e sudoeste do Estado oferecem mais de 140 vagas de emprego. São 52 vagas em Porto Seguro, 37 em Itabuna, 27 em Teixeira de Freitas, 16 em Ilhéus e 15 em Jequié, informa o SineBahia.

As oportunidades são oferecidas em diversos setores e áreas da economia, de indústria e construção civil a serviços, logística, comércio e RH/Finanças, com ofertas que contemplam todos os níveis de escolaridade.

O cadastramento de interessados em alguma das vagas anunciadas é feito, exclusivamente, nas unidades do SineBahia. O atendimento vai até as 16h em todos os municípios, exceto em Jequié, que encerra um pouquinho mais tarde, às 17h. Porém, fica o alerta de que é necessário, pelo menos, chegar 30 minutos antes do fechamento.

Para se cadastrar, o candidato deve levar carteiras de Identidade e de Trabalho, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade. Caso possua, também junte às exigências comprovante de curso de qualificação na área que vá disputar.

ONDE FICA O SINEBAHIA

Se o interessado reside em Porto Seguro, deve se dirigir ao Shopping Central Park, na Assis Chateaubriand, no Centro. Caso resida ou more próximo de Teixeira de Freitas, também no extremo-sul, deve ir ao Shopping Pátio Mix, na Avenida São Paulo, Vila Verde.

Outra unidade que funciona em centro de compras e serviços é a de Itabuna, no Shopping Jequitibá, que fica na Avenida Aziz Maron, no Góes Calmon. A de Ilhéus atende na Rua Eustáquio Bastos, em frente à Praça Cairu. Em Jequié, na Avenida Octávio Mangabeira, no Mandacaru. Clique em Leia Mais e confira as vagas anunciadas.

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Marcone Amaral assumirá o comando do Hospital de Base de Itabuna || Foto Divulgação
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Suplente de deputado estadual pelo PSD e ex-prefeito de Itajuípe, Marcone Amaral acaba de ser nomeado para comandar a Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (Fasi), entidade mantenedora do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães. Assinado pelo prefeito Augusto Castro (PSD), o decreto está publicado na edição da tarde de hoje (14) do Diário Oficial do Município.

Após carreira no Brasil e no exterior como atleta de futebol, Marcone pendurou as chuteiras e decidiu concorrer à Prefeitura de Itajuípe em 2016. Quatro anos depois foi reeleito. Já em 2022, renunciou ao cargo para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), ficando na suplência.

TRINDADE NA PROMOÇÃO SOCIAL

Marcone assumirá em lugar de José Trindade (Republicanos). Trindade assumiu a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza de Itabuna depois de rápida passagem pelo comando da Fasi. Trindade já havia comandado a pasta social do município na gestão de Claudevane Leite (Vane do Renascer) e também foi presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc). Atualizado às 14h50min.

Procedimento corrigiu malformação congênita da pequena Luna || Foto HMN
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Moradora de Riacho de Santana, no sudoeste da Bahia, Alaine Almeida recebeu com alívio a comunicação dos médicos de que a sua pequena Luna, com poucos dias de vida, poderia deixar o Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, e retornar para casa. A boa notícia foi dada depois que a criança se recuperou de uma cirurgia de correção de atresia esofágica, um defeito congênito no qual o esôfago se estreita ou tem uma extremidade fechada.

A riachense Alaine Almeida e a filha chegaram ao Hospital Manoel Novaes no dia 26 de maio, depois de embarcarem numa UTI aérea, no município de Guanambi, com destino ao sul da Bahia. A mãe da paciente se recorda que desceram da aeronave em Ilhéus e seguiram para Itabuna numa UTI terrestre. Alaine afirma que viajou mais de 600 quilômetros com a convicção de que resolveria a complicação de saúde da filha.

O procedimento foi executado, com sucesso, pelos médicos Ronaldo Garcia e Camila Oliveira. Os profissionais explicam que a atresia esofágica é uma estrutura do esôfago, órgão que liga a boca ao estômago. A malformação congênita impossibilitava a alimentação e o desenvolvimento do bebê. Por isso, a intervenção cirúrgica era necessária.

A médica e diretora técnica do Hospital Manoel Novaes, Fabiane Chávez, explica que o caso de Luna foi desafiador para toda a equipe. Além da atresia de esôfago (uma patologia de difícil manejo), a bebê tem cardiopatia congênita associada, o que agravou mais ainda o seu quadro.

ALTO RISCO

Alaine Almeida conta que teve uma gravidez de alto risco e, por isso, deu à luz em Guanambi. “Foi uma gravidez muito complicada, de alto risco. Quando ela nasceu, achei que todo o sofrimento durante a gestação estava acabando, mas estava enganada. Minha filha nasceu com atresia esofágica, malformação que eu não conhecia”, conta.

Como o hospital de Guanambi não fazia o procedimento, a paciente foi incluída no Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde de Bahia (Sesab) e enviada para o Hospital Manoel Novaes. “Fomos de avião até Ilhéus. Uma ambulância da Santa Casa nos trouxe de lá para cá. Todo o processo foi muito difícil. Eu não desejo uma situação dessa para ninguém. Mas, superamos”, afirma.

A mãe da pequena Luna aprovou o trabalho dos médicos e o acompanhamento diário dos profissionais da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Manoel Novaes, onde a filha ficou internada por cerca de 30 dias. “Fui muito bem acolhida aqui. Eu chorava todos os dias. Recebi o apoio das enfermeiras e os demais profissionais. Foi muito importante, porque eu ficava 24 horas no hospital”.

Para Alaine Almeida, o hospital funcionou como uma segunda família no período em que a criança esteve internada. “Moro muito longe e, por isso, não tínhamos como receber visitas de familiares aqui. Esse apoio dos profissionais foi muito importante. Essa convivência, eu levarei para o resto da vida”.

Hospital estadual recebe alunos da Uesc em atividade prática || Foto Divulgação
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Unidade médico-hospitalar de referência para a formação de profissionais de saúde, o Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC) recebeu 33 alunos do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) em atividade prática guiada. A atividade da disciplina Saúde Coletiva II compreendeu visitas e vivência da rotina hospitalar.

Nos dias 21 e 22 de maio, eles conheceram o serviço de vigilância hospitalar e segurança do paciente. Uma semana depois, nos dias 28 e 29, os alunos acompanharam as visitas do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) nos setores assistenciais.

De acordo com a enfermeira Adrielle Acássia, do NPS do HRCC, o acolhimento da turma teve como objetivo repassar orientações sobre as atividades do dia a dia referente à atenção ao paciente.

– Abordamos identificação de riscos, não conformidades. Tivemos também os momentos para discussão sobre eventos adversos, conhecimento do fluxo de notificação e tratativa do evento e desfechos associados, além da educação em serviço – observou.

A enfermeira Adriana Santos, também do Núcleo do HRCC, ressaltou que na visita foram apresentados os serviços, equipes, objetivos, funções, atividades de rotina, sistemas de informação e impressos utilizados. “Outra questão fundamental que abordamos foi sobre o fluxo e a articulação com a rede de vigilância em saúde de Ilhéus, Região Sul e Sesab, pelo Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHE) e pelo Núcleo de Segurança do Paciente (NSP)”, acrescentou.

MedRun do ano passado teve 300 inscritos e expectativa é maior para 2024 || Foto Divulgação
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Começou hoje (5) o período de inscrições para a segunda edição do evento de corrida e caminhada MedRun Itabuna. A competição deste ano será em 22 de setembro, na Beira-Rio, com largada prevista para as 7h30min, e provas de 5km para corrida e 2,5km para caminhada, com promoção da Faculdade Afya e da Sport Ativo.

Produtora de eventos da Afya Itabuna, Maria Isabele Santos lembra o sucesso da primeira edição do evento, quando a competição recebeu 300 inscrições, e fala da expectativa para 2024:

– Esse ano vamos fazer uma corrida ainda maior. É um evento que, além de promover o bem-estar, tem relação direta com o nosso propósito, transformar a saúde em conjunto com quem tem a Medicina como vocação – diz Maria Isabele.

CRIANÇAS E PCDs

Dentre as novidades de 2024, a inclusão de crianças, a partir dos 8 anos, na modalidade caminhada, o que amplia o alcance do evento e incentiva a prática de hábitos saudáveis desde a infância.

Segundo a organização, também haverá prova para pessoas com deficiência (PcD) nas categorias A (auditivos, membros superiores, intelectuais, autistas e Down) e B (membros inferiores/cadeirantes).

INSCRIÇÕES

A inscrição deve ser feita pela internet, por meio do site da Races. O primeiro lote custa R$ 69,00 para corrida e  caminhada. Na categoria PcD, a taxa é R$ 39,00. O link de inscrição para este evento é o https://www.races.com.br/ii-med-run-afya-itabuna.

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A equipe médica do Hospital Estadual Costa das Baleias (HECB), em Teixeira de Freitas, fez as primeiras cirurgias cardíacas da unidade inaugurada no início deste mês. Com isso, moradores de 22 municípios do extremo-sul da Bahia passaram a contar com as subespecialidades que contemplam a Unidade de Alta Complexidade em Cardiologia, incluindo cirurgias cardíacas e hemodinâmica.

As primeiras cirurgias beneficiaram dois pacientes que foram submetidos a procedimento para implante de marcapasso cardíaco. “O Serviço de Cirurgia Cardíaca é responsável por procedimentos como cirurgias endovasculares, de aorta, cirurgias cardíacas convencionais, cirurgias cardíacas minimamente invasivas e implante de dispositivos cardíacos artificiais, que são os marcapassos cardíacos”, explicou o coordenador médico do Serviço, Douglas Barbosa.

Cirurgias de maior complexidade estão programadas para os próximos dias, conforme adiantou Douglas Barbosa. “A região precisava de um hospital com estrutura desse porte, que atenda todas as subespecialidades para dar um atendimento por completo não só voltado à cirurgia cardíaca, como as outras especialidades. Todas são muito importantes para a população”, afirmou o profissional.

ESTRUTURA

Com 216 leitos, dentre os quais 30 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o HECB faz diagnósticos e tratamentos nas especialidades de clínica geral, ortopedia, cardiologia e angiologia, além de urologia, mastologia, cirurgia torácica, cirurgia vascular, neurocirurgia e oncologia.

Também integram o parque tecnológico do Hospital Estadual Costa das Baleias centro de bioimagem, ressonância magnética e tomografia computadorizada; ultrassonografia, eletroencefalograma (EEG), mamografia, eletrocardiograma (ECG), endoscopia e raio-x. O paciente é encaminhado para a unidade via Central Estadual de Regulação ou Sistema Lista Única.

Movimento alerta para malefícios do cigarro eletrônico || Foto Jóedson Alves/ABr
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No Dia Mundial sem Tabaco, comemorado nesta sexta-feira (31), a Fundação do Câncer lançou o #movimentovapeOFF, para chamar a atenção para o uso crescente dos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarros eletrônicos ou vapes. Dados da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) mostram que o consumo de vape aumentou 600% nas Américas, nos últimos seis anos.

O movimento da Fundação do Câncer faz parte da campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS) Proteger as crianças da interferência da indústria do tabaco, que visa evitar a formação de novos fumantes. A campanha pretende que os governos façam cumprir as determinações estabelecidas na Convenção Quadro para Controle do Tabaco (CQCT) e as diretrizes adicionais do Artigo 13, adotadas na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2004 (COP 10), sobre proibição da propaganda, promoção e patrocínio do tabaco.

De acordo com a OMS, as empresas de tabaco gastam mais de US$ 8 bilhões por ano em marketing e publicidade. O foco principal, segundo o diretor executivo da Fundação do Câncer, cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni, é a população mais jovem, onde se dá o início da dependência, tentando estimular o consumo do cigarro eletrônico.

PRESSÃO

Maltoni destacou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve a proibição de entrada no Brasil do cigarro eletrônico, mas admite que há uma pressão imensa por parte das indústrias de tabaco no sentido de formação de novos fumantes, “o que traz um risco grande para a população mais jovem e mais vulnerável”.

Para comemorar o Dia Mundial sem Tabaco, a fundação optou por lançar o #movimentovapeOFF para passar a mensagem para os jovens que isso é ruim, com conteúdo importante sobre os malefícios que esses dispositivos trazem.

“A ideia do movimento é mobilizar de fato a sociedade, entidades públicas e privadas, para a gente vir juntos nessa causa, com objetivo de oferecer um futuro saudável para os nossos jovens. É por isso que estamos fazendo esse chamado de vir com a gente nesse movimento e se tornar um vapeOFF”, disse Maltoni à Agência Brasil.

De acordo com o médico, há uma falsa ilusão de que o cigarro eletrônico ajuda o fumante a largar o vício. “Isso não acontece. Acaba sendo uma porta de entrada para o vício. A gente já sabe também que quem começa a fumar o cigarro eletrônico tem o dobro de possibilidades de migrar para o cigarro convencional”, alerta.

Maltoni lembrou que não há nenhuma publicação científica que comprove a eficácia da utilização do cigarro eletrônico como instrumento para parar de fumar. “Pelo contrário. Só tem riscos. Há um volume de substâncias tóxicas, de substâncias cancerígenas e, sobretudo, um percentual de nicotina alto, que leva à dependência”.

Com mais de 200 sabores e aromas, de formatos variados, os cigarros eletrônicos enganam os jovens quando, na verdade, provocam catástrofes, como pneumonias graves, queimaduras, explosões, segundo especialistas. “Não tem nada de bom isso”, sustentou Maltoni.

Ele avalia que o grande desafio do movimento é chegar na população que está se formando e é vulnerável à entrada no vício e se transformar em um tabagista. “Acho que o grande desafio do movimento é mobilizar e informar, trazer questões claras”.

DESAFIO

Pesquisa do Ministério da Saúde revela que mesmo proibido no país, o cigarro eletrônico já foi experimentado por cerca de 1 milhão de brasileiros, dos quais 70% são jovens na faixa etária de 15 a 24 anos.

Segundo o epidemiologista e consultor médico da Fundação do Câncer Alfredo Scaff, “além dos diversos malefícios, há uma prevalência de que crianças e adolescentes que usam vapes têm duas vezes mais probabilidade de fumar cigarros tradicionais na vida adulta”.

A Fundação do Câncer está formalizando parceria com o braço social da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), visando lançar um desafio universitário que convoque alunos de universidades públicas e privadas de todo o Brasil e professores para desenvolverem projetos que cheguem nos jovens, com a temática do cigarro eletrônico.

“Eles estão nos apoiando a construir um segundo movimento, um segundo desafio universitário para o Brasil todo, que é, justamente, a gente estimular o desenvolvimento de projetos que cheguem nos mais jovens até o nível secundário escolar, que possam sensibilizá-los, utilizando o linguajar dos jovens para que eles entendam que o cigarro eletrônico é tão ruim ou pior que o cigarro convencional”, disse Scaff.

Esse desafio será lançado no próximo ano. O projeto está sendo desenvolvido em conjunto pela Fundação do Câncer e Anup Social, prevendo-se ainda este ano o lançamento do edital. “Acho que é o único caminho: informação qualificada batendo na tecla e, sobretudo, sensibilizar os mais jovens, adolescentes, universitários. Eles podem ser fortes aliados dessa história”.

MORTES

De acordo com a OMS, há 1,3 bilhão de usuários de tabaco em todo o mundo. O tabaco mata cerca de 8 milhões de pessoas por ano, sendo mais de 7 milhões de fumantes ativos e em torno de 1 milhão de não fumantes passivos. Desse total, 1 milhão óbitos ocorrem nas Américas. A expectativa de vida dos fumantes é, pelo menos, 10 anos mais curta do que a dos não fumantes.

Com a família, Edinailda (de branco) celebra tratamento bem-sucedido
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O badalar do sino é símbolo da superação e alívio para os pacientes que concluem, com sucesso, o tratamento na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) da Santa Casa de Itabuna. Por isso, o gesto é um dos momentos mais esperados pelos familiares, amigos e pelas próprias pessoas acompanhadas no serviço ofertado no maior complexo hospitalar do sul da Bahia.

Dentre os pacientes que tocaram o sino da superação neste semestre está dona Edinailda de Jesus Brito, que foi diagnosticada com câncer de mama e concluiu o tratamento com sucesso. “Quero louvar e agradecer a Deus. E falar para quem está chegando que não desanime, não abaixe a cabeça. Tenha perseverança e coloque nas mãos de Deus que o fardo fica leve”, ensina.

A paciente iniciou a jornada na oncologia tratando cirurgicamente a mama, seguindo para tratamento adjuvante com quimioterapia e finalizando com a radioterapia. Com apoio familiar desde o momento em que teve o diagnóstico positivo para a doença, Edinailda de Jesus contou com a presença do esposo, filha e sobrinha no dia que tocou o sino. Ela fez a última sessão de radioterapia na semana passada.

O coordenador de enfermagem do Serviço de Oncologia da Santa Casa de Itabuna, Alexandre Melo, explica que o badalar do sino é um gesto voluntário, mas que quase todos os pacientes que concluem o tratamento contra tumores cancerígenos querem participar. “Eles querem transmitir força, apoio e esperança para as pessoas que seguem na unidade em tratamento”, afirma.

SERVIÇO HUMANIZADO

O badalar do sino também traz para o serviço a humanização e é um momento de alegria para os pacientes oncológicos e seus familiares, afirma o enfermeiro Alexandre Melo. “O gesto parece simples, mas é carregado de significados não somente para o paciente, mas também para os profissionais que os acompanham. O badalar do sino é uma vitória para todos envolvidos no tratamento”, ressalta.

O enfermeiro reforça que o badalar do sino foi pensado para que as pessoas que seguem em tratamento nas unidades compreendam ser possível fechar um ciclo e iniciar uma nova fase na vida. “O desafio do serviço oncológico não é somente ofertar o atendimento de qualidade, mas em transmitir uma mensagem positiva de que o tratamento será um sucesso”, reforça Alexandre Melo.

No período de janeiro a maio, 602 pacientes foram tratados e 13.792 atendimentos realizados na Unidade de Radioterapia de Santa Casa de Itabuna. A instituição também oferece serviço de Quimioterapia, que funciona no Hospital Calixto Midlej Filho. A Radioterapia está instalada no anexo do Hospital Manoel Novaes.

CASOS NO BRASIL

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que 73.610 novos casos de câncer de mama serão registrados neste ano no Brasil. O tipo de tumor é o mais incidente entre as mulheres. A recomendação dos especialistas é para que sejam adotados hábitos saudáveis e feitos exames regularmente para a detecção precoce e tratamento adequado do tumor. A chance de sucesso no tratamento é maior quando a doença é descoberta na fase inicial.

Hospital Costa das Baleias será inaugurado nesta sexta-feira (10) || Foto Sesab
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador Jerônimo Rodrigues inauguram, nesta sexta-feira (10), o Hospital Estadual Costa das Baleias (HECB), em Teixeira de Freitas, no extremo-sul da Bahia. A cerimônia está prevista para as 16h30min, após Lula entregar as obras do novo campus Paulo Freire da Universidade Federal do Sul da Bahia, ainda em Teixeira de Freitas, solenidade esta prevista para as 14h30min.

O novo hospital do município do extremo-sul recebeu investimento de R$ 200 milhões em obras, equipamentos e mobiliário, de acordo com o governo baiano. A unidade contará com 216 leitos, dos quais 30 de UTI adulto e pediátrica. O hospital foi projetado como referência para os 21 municípios da região, beneficiando mais de 800 mil habitantes.

O HECB dispõe de centro de bioimagem com ressonância magnética, tomografia computadorizada, ultrassonografia, mamografia, eletroencefalograma, eletrocardiograma, endoscopia e raio-x. Completam a estrutura sete salas cirúrgicas e instalações para hemodinâmica, além de diversos serviços da área de oncologia.

UNIDADE DE RADIOTERAPIA

Ainda na cidade, serão entregues obras de pavimentação do entorno do hospital e duas ambulâncias. O presidente Lula também entregará a unidade de radioterapia do Hospital Estadual Costa das Baleias, um importante avanço na saúde pública em Teixeira de Freitas, que conta com investimento superior a R$ 13,1 milhões do Governo Federal.