Otto Alencar está virtualmente reeleito com mais de 57% dos votos
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O senador Otto Alencar (PSD) está reeleito. Com 82,96% das urnas apuradas, ele impõe frente de quase 2 milhões de votos para o segundo colocado, Cacá Leão (PP).

Otto possui 57,44% dos votos válidos e Cacá 25,27%.

Raíssa Soares (PL) abocanha 15,3% dos votos até aqui. Tâmara Azevedo (PSOL) tem 1,80%. Marcelo Barreto (PMN) obtém 0,17% e Cícero Araújo (PCO) 0,02%.

Cacá Leão, Otto Alencar e Raíssa são os 3 primeiros na disputa ao Senado Federal || Divulgação
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A segunda rodada da pesquisa Ipec/Rede Bahia que afere as intenções de voto para a vaga única ao Senado Federal traz o candidato à reeleição, Otto Alencar (PSD), liderando a disputa.

Otto saiu de 30% para 41% no intervalo de 26 de agosto a 23 de setembro. Cacá Leão (PP) foi de 11% para 19% no mesmo período. Raíssa Soares (PL) oscilou de 7% para 9%. Confira, abaixo, todos os percentuais da nova rodada da pesquisa ao Senado pela Bahia:

INTENÇÕES DE VOTO AO SENADO

Otto Alencar (PSD) – 41%
Cacá Leão (PP) – 19%
Raissa Soares (PL) – 9%
Cícero Araújo (PCO) – 3%
Marcelo Barreto (PMN) – 3%
Tâmara Azevedo (PSOL) – 3%
Brancos e nulos – 10%
Não sabe/não respondeu – 13%

Contratado pela Rede Bahia, o levantamento ouviu 1.504 pessoas, no período de 20 a 22 de setembro em 72 municípios baianos. A margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04999/2022.

Prazo para inscrições em concurso do Senado Federal se encerra nesta quarta-feira (20)
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O prazo de inscrição para o concurso do Senado Federal termina nesta quarta-feira (21). São ofertadas 22 vagas imediatas, além da formação de cadastro de reserva com 980 vagas. As inscrições podem ser feitas pelo site da FGV, responsável pelo concurso público. O pagamento da taxa precisa ser feito até sexta-feira (23). As provas objetivas serão aplicadas no dia 6 de novembro

Há vagas para analista legislativo nas áreas de administração, arquivologia, assistência social, contabilidade, enfermagem, engenharia eletrônica e telecomunicações, engenharia do trabalho, informática legislativa, processo legislativo e registro e redação parlamentar. Também há vagas para advogado; consultor legislativo e técnico legislativo/policial legislativo.

O último concurso do Senado foi feito há dez anos. Desta vez, a validade será de dois anos, prazo que pode ser prorrogado por igual período. Isso significa que os aprovados para o cadastro de reserva têm chance de convocação até quatro anos após a homologação dos resultados. Das 980 vagas para o cadastro de reserva, 704 são de concorrência geral, 205 são para negros e 71 são para pessoas com deficiência. Acesse aqui a página do concurso.

As taxas de inscrição custam R$ 55 (técnico legislativo), R$ 73 (analista legislativo) e R$ 94 (advogado e consultor). Os salários vão de R$ 19.427,79 a R$ 33.461,68. Os candidatos a todos cargos deverão ter ensino superior completo em instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), além de outras exigências de acordo com cada vaga.

ACM Neto determina fechamento de shoppings em Salvador|| Foto Valter Pontes
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Desde o ano passado e o período de pré-campanha e campanha, o candidato a governador pelo União Brasil (UB), ACM Neto, visitou 250 municípios baianos. A marca foi atingida ontem (28) durante carreata que envolveu 8 municípios do baixo-sul e do Médio Rio de Contas, acompanhado pela candidata a vice, Ana Coelho (Republicanos), e pelo candidato ao Senado pelo PP, Cacá Leão.

“Esse domingo é um dia muito especial para a nossa campanha, pois estamos visitando num só dia oito municípios. Sendo que, quando pisei os pés aqui em Presidente Tancredo Neves, completei a marca de 250 municípios percorridos pela Bahia”, discursou na cidade do baixo-sul. As cinco primeiras cidades visitadas pela manhã e início da tarde foram Apuarema, Itamari, Nova Ibiá, Piraí do Norte e Presidente Tancredo Neves.

ACM Neto lembrou que trata-se de um feito inédito na política baiana. “Nunca um candidato a governador do estado andou tanto pela Bahia como eu andei. Nunca um candidato teve um contato assim tão próximo com as pessoas como eu tive. Nunca um candidato teve o respeito de ouvir tantos baianos e ver de perto os problemas e, sobretudo, enxergar quais são os desejos e sonhos do nosso povo”, completou.

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A nossa bandeira permanecerá sob o vento democrático e estará nas mãos dos que lutam por um país plural, por uma nação.

 

Rosivaldo Pinheiro

As eleições são sempre momentos para testar e melhorar o sistema eleitoral e validar o processo democrático. O Brasil se destaca no mundo pela segurança e rapidez no processamento dos resultados eleitorais, mesmo com a nossa extensão territorial e os diferentes contextos regionais. Desde o início do uso das urnas eletrônicas, o país experimenta contínuo destaque. A cada eleição, aprimora a rotina de apuração e consegue declarar o vitorioso na corrida presidencial poucas horas após o encerramento da votação. Essa realidade não é diferente para os resultados dos estados e também nas eleições municipais.

O sistema das urnas eletrônicas veio para ficar e, a partir do seu uso, algumas intervenções que afetavam os resultados deixaram de existir, uma vez que as manobras na hora da contagem das cédulas, no sistema antigo, aconteciam sob o beneplácito de uma estrutura viciada e à disposição dos poderosos no conhecido voto de cabresto. Hoje, diferentemente daquela época, essas vulnerabilidades foram superadas, ao que pese o poder econômico manifestado através do poder político ainda exigir ajustes por parte da justiça eleitoral.

No tocante ao processo eleitoral das contagens de cédulas, podemos lembrar sem muito esforço de pelo menos um episódio de grande repercussão: a virada de resultado de Valdeck Ornelas sobre Waldir Pires na Bahia, para o Senado em 1994. À época, três candidatos concorriam a duas vagas: Antônio Carlos Magalhães, Valdeck Ornelas e Waldir Pires. A primeira vaga já se sabia que seria de ACM. Já a segunda, de acordo com as pesquisas, seria de Waldir Pires. Iniciada a contagem eleitoral, Waldir abriu 50 mil votos de frente sobre Valdeck.

No fim da contagem das 8.389 urnas, em 1.400 delas Valdeck Ornelas obteve mais votos que ACM, sendo eleito como segundo senador com 3.014 votos a mais que Waldir. Esse fato ficou conhecido como “O Milagre Baiano”, representando uma clara certeza de que houve manipulação do resultado e, face à força de ACM, foi validada, mesmo com os recursos interpostos por Waldir. Chamou a atenção, mas valeu o resultado porque quem comandava as regras do jogo era o velho ACM, conhecido pela imposição da força e o controle sobre os poderes baianos.

Por essas e outras, é descabido o desejo do atual presidente da República de pedir a volta do voto impresso, sendo ele e os seus filhos eleitos várias vezes sob o sistema das urnas eletrônicas. Por força da condução da Justiça Eleitoral e por defesa do Supremo Tribunal Federal (STF), a urna eletrônica será mantida, e o nosso avançado sistema tecnológico seguirá o seu curso. O povo brasileiro, na sua ampla maioria, disse em alto, claro e bom som confiar na Justiça Eleitoral e nas urnas eletrônicas, conforme a última pesquisa, na qual 79% dos brasileiros disseram acreditar nas urnas, e 75% afirmaram apoiar o sistema democrático, indo na mesma direção da classe empresarial e dos trabalhadores, que, juntos, assinaram a carta em defesa da democracia.

Com essas manifestações, o presidente da República, que pregava fazer um ato no próximo dia 7 de Setembro (Dia da Independência) para impor a sua vontade sobre as instituições e exigir mudanças no processo de apuração dos votos, percebeu que não haverá espaço para golpismo, e que o Brasil atual não aceitará emudecido o atropelo da ordem democrática e nem permanecerá sob o domínio do obscurantismo. A nossa bandeira permanecerá sob o vento democrático e estará nas mãos dos que lutam por um país plural, por uma nação.

Rosivaldo Pinheiro é economista, especialista em Planejamento e Gestão de Cidades (Uesc) e comunicador.

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou nesta terça-feira (5) que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o suposto esquema de corrupção no Ministério da Educação (MEC) será instaurada depois das eleições. Segundo Pacheco, a decisão foi tomada em acordo com os líderes partidários e também valerá para as CPIs do crime organizado e do desmatamento ilegal na Amazônia.

“A ampla maioria dos líderes entende que a instalação de todas elas deve acontecer após o período eleitoral, permitindo-se a participação de todos os senadores e evitando-se a contaminação das investigações pelo processo eleitoral”, escreveu Rodrigo Pacheco no Twitter.

Os senadores Jean Paul Prates (PT-RN) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) discordaram da decisão e pretendem acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para assegurar que a CPI do MEC seja instaurada antes das eleições.

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Do PIMENTA

Três institutos registraram pesquisas para aferir o humor do eleitorado baiano em relação à disputa de 2022 ao Governo Estadual e ao Senado e à presidência da República.

O primeiro resultado deve ser conhecido na próxima terça-feira (5). O Instituto Paraná já está em campo para ouvir 1.640 eleitores da capital e do interior em levantamento contratado pelo Bahia Notícias, de Salvador.

Já na quinta-feira (7), deverá ser divulgado o resultado da pesquisa do Instituto Ideia com 1.000 eleitores. O levantamento foi contratado pela revista Exame e será feita por telefone.

O último dos três levantamentos é o da Real Time Big Data. Contratado pela Rede Record/TV Itapoan, da Igreja Universal, o resultado deverá ser conhecido na sexta-feira (8). Para esta pesquisa, devem ser ouvidos 1.500 eleitores baianos, presencialmente.

OS NOMES POSTOS

As pesquisas já devem captar as repercussões da movimentação de candidatos no 2 de Julho em Salvador, tanto para presidente como para governador. Os candidatos ao Senado também participaram, assim como os presidenciáveis Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PL), Lula (PT), Simone Tebet (MDB) e Sofia Manzano (PCB).

A disputa à sucessão na Bahia tem, até aqui, cinco nomes. Além do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB), concorrem ao cargo máximo em solo baiano Giovani Damico (PCB), Jerônimo Rodrigues (PT), João Roma (PL) e Kleber Rosa (PSol).

Ao Senado Federal pela Bahia, os nomes até aqui conhecidos são os de Cacá Leão (PP), Otto Alencar (PSD), Raíssa Soares (PL) e Tâmara Azevedo (PSol). Neste ano, a disputa à Câmara Alta tem apenas uma vaga por estado.

CONVENÇÕES E REGISTRO DE CANDIDATURAS

As convenções para definir os nomes dos candidatos ocorrerão no período de 20 de julho a 5 de agosto, quando também serão conhecidos os concorrentes à Assembleia Legislativa, num total de 63 cadeiras, e à Câmara dos Deputados. A Bahia tem 39 assentos na Câmara Federal.

O registro de candidaturas poderá ser feito até 12 de agosto, conforme calendário divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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O meio político ainda analisa os efeitos da desistência do vice-governador João Leão (PP) de disputar vaga ao Senado Federal na chapa de ACM Neto (UB). A saída do páreo foi revelada ontem à noite e será oficializada em evento na tarde desta terça-feira (3).

Ao lado de Neto e do filho e deputado federal Cacá, Leão concederá entrevista coletiva para expor alguns dos motivos que levaram à tomada de decisão inesperada. O encontro será transmitido pelo Youtube, a partir das 15h.

Dentro da chapa, o dito é que Leão desistiu por causa da idade avançada e dos problemas de saúde. Nos últimos três anos, o vice-governador enfrentou internações devido a mal-estar após participar de viagens ou eventos públicos pela Bahia.

Argumenta-se que será das campanhas mais puxadas e com roteiro contando com dois ou três eventos em cidades diferentes no mesmo dia. A troca pelo filho Cacá Leão ainda daria uma rejuvenescida na chapa.

Do lado dos opositores, a mudança é encarada como uma pavimentada ainda maior do caminho à reeleição do senador Otto Alencar (PSD), que, até aqui, lidera as pesquisas de intenções de voto ao Senado na Bahia. Isso, embora o histórico das últimas disputas mostre que, geralmente, a chapa vencedora na disputa ao Governo da Bahia também faz o ou os senadores (vide as disputas de 2006 até aqui).

Otto Alencar, que disputa reeleição, lidera corrida ao Senado e Leão aparece em 2º
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A pesquisa Opnus/Salvador FM que indica vantagem de 8 pontos percentuais para ACM Neto (UB) ante Jerônimo Rodrigues (PT) na corrida ao Palácio de Ondina (reveja aqui), também aferiu as intenções de voto do eleitorado baiano para a única vaga do estado no Senado Federal em 2022.

De acordo com a pesquisa, o senador Otto Alencar (PSD) tem 27% das intenções de voto. O vice-governador João Leão (PP), que rompeu com o PT para apoiar ACM Neto, aparece em segundo, com 11%.o deputado federal Márcio Marinho (Rep) atinge 6% na corrida ao Senado. Félix Mendonça Júnior (PDT) chega a 3%. Prefeito de Mata de São João, João Gualberto (PSDB) aparece com 2%.

O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Segundo o Opnus, 1.500 eleitores foram consultados por telefone. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BA-097/2022.

O projeto aprovado seguiu substitutivo do relator, senador Jean Paul Prates (PT-RN) || Foto Agência Senado
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O Plenário do Senado aprovou, nesta quinta-feira (10), o projeto de lei que cria regras para estabilização dos preços de combustíveis (PL 1472/2021). O projeto cria um sistema de bandas de preços, que limitará a variação, e uma conta federal para financiar essa ferramenta. Além disso, estabelece auxílio de até R$ 300 mensais para motoristas autônomos de baixa renda. A proposta segue para a Câmara dos Deputados.

Na votação, senadores afirmaram que o sistema é a solução “possível”, neste momento, para a crise do petróleo, mas defenderam que o Brasil busque a autossuficiência na produção de combustíveis para não depender de importações.

O senador Jean Paul Prates (PT-RN), relator do projeto e autor do substitutivo aprovado, afirmou que o Brasil sempre teve ferramentas para amortecer a variação do preço internacional do barril de petróleo – como a Parcela de Preço Específica (PPE), extinta em 2002, pela qual o Tesouro Nacional compensava a Petrobras. Segundo o senador, a situação em vigor desde 2017, quando a Petrobras estabeleceu a paridade absoluta, corresponde a uma privatização da empresa.

— O mercado brasileiro está sujeito a toda e qualquer oscilação, praticamente em tempo real, do preço internacional, como se a Petrobras fosse integralmente privada ou como se todas essas refinarias fossem privadas, concorrendo com produto importado. O que nós estamos hoje vivendo, com [a paridade], é uma simulação de mercado brasileiro como se nós não produzíssemos nada no Brasil e não refinássemos nada no Brasil — criticou.

Jean Paul também destacou que o sistema de bandas de preço é mais eficiente e confiável para estabilizar os preços do que cortar impostos ou criar subsídios para o setor de petróleo.

— Nós estamos aqui diante da principal ferramenta. Tudo o mais é acessório a essa conta de estabilização, porque a conta de estabilização mexe no preço principal. Isentar ou desonerar impostos pode ser consumido numa simples alta de preço ou numa guerra como esta, em que o preço dá um salto de 10 dólares num dia só ou mais. Consome tudo isso — afirmou.

SENADOR CONTRÁRIO AO PROJETO CRITICA “POLÍTICA ESTATIZANTE”

Os parlamentares que se opuseram ao projeto disseram que ele poderá prejudicar as contas públicas. O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) apontou para a possibilidade de desequilíbrio orçamentário. Segundo ele, as fontes indicadas pelo projeto para abastecimento da conta de estabilização são necessárias hoje para financiar outras despesas.

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Rui Costa lidera corrida ao Senado na Bahia, revela Real Time Big Data
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Enquanto o oposicionista ACM Neto lidera a disputa ao governo da Bahia, o governador Rui Costa (PT) é quem aparece na frente, isolado, na pesquisa de intenções de voto para a vaga ao Senado Federal pelo maior estado nordestino. Segundo levantamento do instituto Real Time Big Data, a pedido da TV Record/Itapoan, Rui atinge 46% das intenções de voto. Já Zé Ronaldo (UB) e Otto Alencar (PSD) atingem 8% cada um.

Hilton Coelho (PSOL), que não deve concorrer, pois o PSOL tem outro nome para a disputa, alcança 3%, um ponto à frente de Cacá Leão (PP) e Márcio Marinho (Rep), ambos com 2%.

RAISSA E NILO NA LANTERNA

Conhecida por defender a cloroquina contra a covid-19, a médica Raissa Soares (PL) aparece com 1%, igual percentual do deputado federal Marcelo Nilo, que, embora ainda filiado ao PSB, deverá migrar para um partido da base oposicionista.

Ainda na estimulada, 18% declararam que votariam em nulo ou branco e 11% ainda não têm candidato ao Senado. A pesquisa ouviu 1.200 pessoas, nos dias 21 e 22, por telefone, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número (BA-07144/2022). Abaixo, confira cenário sem o nome de Rui Costa.

CENÁRIO SEM RUI COSTA

Otto Alencar (PSD) – 23%
Zé Ronaldo (UB) – 13%
Hilton Coelho (PSOL) – 8%
Cacá Leão (PP) – 3%
Márcio Marinho (Rep) – 3%
Raissa Soares (PL) – 2%
Marcelo Nilo (PSB) – 2%
Nulos-Brancos – 27%
Não Sabem – 19%

Rui Costa teria o desejo de disputar vaga ao Senado Federal
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Numa entrevista à jornalista Miriam Leitão, da GloboNews, nesta segunda-feira (21), o governador Rui Costa (PT) não descartou disputar uma vaga ao Senado Federal. A íntegra da entrevista será exibida às 23h30min de hoje no canal por assinatura.

Ele se disse disposto a ajudar o grupo político na Bahia “da melhor maneira possível” na sucessão estadual, o que incluiria cumprir todo o mandato. “Teria o maior orgulho de ficar”. Porém, afirmou que pode disputar o Senado, se o grupo assim achar melhor. “O meu nome estará à disposição”.

Nos bastidores, a informação corrente é de que o desejo do nome de Rui na corrida pela vaga ao Senado seria um desejo do próprio governador, o que levou a uma reunião dele com o ex-presidente Lula e os senadores Otto Alencar (PSD) e Jaques Wagner (PT).

Wagner, que defendeu o nome de Rui ao governo baiano em 2014, tem ouvido fortes apelos, principalmente no PT, para que não fraqueje na intenção de disputar a sucessão ao Palácio de Ondina. Caso o petista abra mão, o nome seria o de Otto Alencar (PSD) para o governo. Otto, porém deseja disputar a reeleição.

Holmes Filho: expectativa pela aprovação de projeto que estabelece piso da categoria
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O plenário do Senado Federal vai votar nesta quarta-feira (24) o Projeto de Lei 2564/2020, que estabelece o Piso Salarial Nacional para os profissionais da enfermagem. De autoria do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), o projeto deve ser pautado com os valores atualizados pela emenda substitutiva da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), que fixa um piso de R$ 4.750,00 mensais para enfermeiros; 70% deste valor para técnicos de Enfermagem e 50% para auxiliares, parteiras e obstetrizes. Os valores serão atualizados anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O presidente interino do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA), Holmes Filho, vai estar presente no Senado, para pressionar os parlamentares para a aprovação do Projeto. “A pandemia que assolou o mundo no ano de 2020 e que continua trazendo consequências trágicas em 2021, evidenciou a necessidade de valorização dos profissionais de saúde, em especial os profissionais de enfermagem”, disse Holmes.

Segundo o presidente interino do Coren-BA, o maior estado nordestino possui 150 mil profissionais, a maior parte atuando no Sistema Único de Saúde (SUS). Holmes disse ter solicitado apoio dos senadores baianos – Ângelo Coronel e Otto Alencar, ambos do PSD, e Jaques Wagner (PT) – para que votem pela aprovação do projeto.

FAVORÁVEIS AO PISO NACIONAL

Resultado de extenso diálogo, a proposta obteve apoio da categoria, ouvida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores de Saúde (CNTS), em assembleias, e pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), em consulta pública, na qual nove em cada dez profissionais se manifestaram favoráveis aos valores apresentados na emenda da senadora Eliziane Gama.

Audiência no Senado teve proposta de salário para enfermeiros, técnicos e auxiliares || Foto Divulgação
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Durante audiência nesta quarta (25), no Senado, representantes da Enfermagem ouviram uma pré-proposta elaborada pelos senadores para o Projeto de Lei 2564/2020, que trata sobre o piso nacional da categoria. Os líderes dos partidos no Senado se comprometeram a votar o projeto nos próximos dias, caso os valores sejam aceitos pelas entidades.

A proposta apresentada estipula pisos salariais no valor de R$ 4.700 para enfermeiros, R$ 2.613 para técnicos e de R$ 2.300 para auxiliares e parteiras. “Conselhos e sindicatos vão formar subcomissões para analisar esses valores e dar uma resposta aos senadores. Entendo que não é o ideal, mas seria um avanço fantástico, principalmente, para erradicar salários miseráveis e condições indignas de trabalho”, avaliou a presidente do Cofen, Betânia Santos, que participou da reunião, juntamente com representantes de entidades que compõe o Fórum Nacional de Enfermagem.

O presidente interino do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia, Holmes Filho, avaliou o resultado da reunião como positivo. “Fixar um piso salarial nacional mínimo, mesmo não sendo aquele piso que consideramos como ideal, é uma conquista da Enfermagem brasileira. Nós, da Bahia, vamos ficar mobilizados até que o Projeto de Lei seja aprovado pelos parlamentares e sancionado pelo Presidente da República”, destacou.

Além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG), do autor do projeto, senador Fabiano Contarato (Rede/ES), e da relatora da proposta, senadora Zenaide Maia (Pros/RN), estiveram presentes à reunião membros de todos os blocos partidários, em um claro sinal da relevância da matéria no contexto atual.

A audiência também contou com a presença de representantes da Federação Nacional da Enfermagem (FNE), Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS), da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS) e da coordenação do Fórum Nacional de Enfermagem.

Omar Aziz, ao centro, diz que CPI será prorrogada || Foto Leopoldo Silva/Agência Senado
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O presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz (PSD-AM), disse à CNN Brasil que o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), informou que irá fazer na próxima terça-feira (13) a leitura de requerimento que garante a extensão da comissão de inquérito até outubro.

Inicialmente, a CPI da Pandemia seria encerrada no dia 7 de agosto, com prazo de funcionamento de 90 dias. O regimento prevê que ela pode ser prorrogada por até 90 dias, se for apresentado requerimento assinado por, pelo menos, um terço dos integrantes do Senado Federal.

Aziz disse, no entanto, que Pacheco mantém a posição de cumprir o recesso parlamentar caso a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) seja votada. A expectativa é de que a proposta seja analisada na quinta-feira (15).

Para garantir o funcionamento da CPI da Pandemia na segunda quinzena de julho, parlamentares oposicionistas pretendem obstruir a sessão parlamentar. Caso a proposta não seja votada, deve ser instituído o chamado “recesso branco”, o que garantiria que a comissão parlamentar não fosse interrompida.Leia Mais